Saab recebe encomenda do sistema de armas anti-tanque NLAW

Saab recebe encomenda do sistema de armas anti-tanque NLAW

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A empresa de defesa e segurança Saab recebeu uma encomenda para entregas do sistema de armas anti-tanque NLAW. As entregas ocorrerão em 2016 e 2017.

O sistema NLAW combina a simplicidade das armas leves anti-blindagem com as vantagens dos pesados sistemas de mísseis guiados por operadores. Com NLAW, um único soldado pode destruir um tanque de batalha principal pesadamente protegido (MBT) com apenas um tiro. O soldado pode dentro e além do alcance de combate desmontado normal, imediatamente após a detecção de alvo, independentemente da atitude, sem ter que montar o sistema, carregar a arma e completar um lock-on antes do lançamento.

“Há um crescente interesse e demanda por armas anti-tanque leves no mercado e esta encomenda é uma forte prova da confiança de nossos clientes no sistema NLAW”, diz Görgen Johansson, diretor de área de negócios da Saab Dynamics.

“Em muitos países, tem havido um grande foco na última década na construção da capacidade de lutar uma guerra contra o terror, mas agora vemos que muitos países novamente percebem também que a capacidade de lutar contra um inimigo mecanizado moderno, no nível do soldado individual, cada vez mais importante. Um sistema como o NLAW fornece essa capacidade “, diz Görgen Johansson.

A natureza da indústria é tal que, dependendo das circunstâncias relativas ao produto e ao cliente, informações adicionais sobre o cliente não serão anunciadas.

O NLAW (Next Light Light Anti-Tank Weapon) é um sistema de mísseis anti-tanque lançado de ombro que ataca o tanque por cima. O sistema foi originalmente desenvolvido para a Suécia e Grã-Bretanha e cumpre os requisitos para um moderno sistema anti-tanque de armas em operações internacionais, bem como a defesa nacional.

10 COMMENTS

  1. Esse tipo de arma é intermediária entre o “lança-rojão” e o míssil antitanque.
    Seguida de perto pelo SRAW FGM-172 (Predator) e superada pelo Spike SR.

  2. Essa arma juntamente com o pouco utilizado FGM-172 apresenta um conceito avançado para essa classe de armas mas que foi conceitualmente superado pelo recentemente divulgado Spike SR.
    O Spike SR tem um sistema de orientação baseado em imagem IR não refrigerado e que utiliza o próprio seeker do míssil com sistema de aquisição de alvos. O seeker projeta uma imagem no “visor” o que faz ser desnecessário custosos sistemas de lançamento e controle. http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2016/05/Imagem-1-Spike-SR-PBF.jpg

  3. Bosco Jr 27 de dezembro de 2016 at 10:33

    Olá Bosco, você sabe se o efeito no alvo é semelhante? Pareceu-me que o NLAW não faz um impacto direto e explode em cima da torre. Será que o Spike SR também funciona assim?

    Bem, quando você diz superada, em que ou quais sentidos ocorre esta “superação”? A orientação por imagem IR não refrigerada é mais “barata” que os modelos superados? É mais precisa? O equipo fica mais leve?

    Agradeço, desde já, a atenção.

    Saudações.

  4. EParro,
    Só pra deixar claro, eu disse que o conceito do Spike SR superou o conceito do NLAW e não que o NLAW é uma arma superada ou obsoleta. Muito pelo contrário. Ele tem até algumas vantagens sobre o Spike SR, como o custo (o que não deixa de ser uma vantagem) e maior resistência às contra-medidas (fator pouco importante nos alcances considerados – 600/800 metros)
    Quanto à abordagem por cima tem suas vantagens quando utilizado por um sistema leve como o Spike e NLAW. Num sistema cuja granada segue uma trajetória tensa como no NLAW a maneira de fazer isso é utilizando o conceito OTA (overfly top attack), já num míssil guiado por um seeker de imagem e que pode adotar uma trajetória parabólica, o míssil pode mergulhar sobre o alvo, igualmente atingindo o alvo na sua parte mais vulnerável. Esse segundo modo é mais eficiente que o primeiro.
    Quanto à precisão, o NLAW utiliza uma plataforma inercial e adota o modo PLOS (predicted line of sight) que permite que a granada corrija sua trajetória tensa que sofre ação de variáveis como o vento, o acionamento do motor foguete, etc. Também permite que alvos em movimento possam ser engajados desde que o lançador acompanhe o alvo no visor por alguns segundos. O processador calcula o ponto futuro aumentando as chances de acerto.
    Já o Spike SR tem um seeker que vê o alvo e tranca nele, independente dele estar estático ou móvel. Pela lógica há um incremento do desempenho do Spike SR em relação ao NLAW.
    Outra vantagem do Spike SR é que ele é naturalmente capaz de uso noturno sem haver necessidade de nenhum acessório.
    Quanto ao peso, os dois sistemas são equivalentes.
    Um abraço.

  5. Bosco Jr 27 de dezembro de 2016 at 22:09

    Olá Bosco, muito obrigado pela atenção e principalmente pelas informações. Havia entendido que a diferença era conceitual e você foi exatamente aos pontos em que estava em dúvida.
    Saudações e que o Ano Novo seja próspero!

  6. EParro,
    Eu fui dar uma conferida nas características do Spike SR e o fato dele ter um seeker com elementos sensíveis fixos pode impedi-lo de adotar uma trajetória parabólica. Um míssil lançado no modo LOBL, com seeker montado sobre uma plataforma com mobilidade, permite que o míssil adquira o alvo, seja lançado e mesmo subindo permaneça com o alvo “travado” já que o seeker acompanha o alvo compensando o movimento do míssil. Um míssil com seeker fixo pode não ser tão flexível. Se o Spike SR tem capacidade de adotar uma trajetória parabólica esta pode não ser muito alta.
    Não duvido que o Spike SR possa atacar o alvo por cima, quando esta for a opção do atirador, mas deve ser limitada e não plena, como no caso do Javelin ou dos outros membros da família Spike (MR, LR, ER, NLOS), que adotam seekers móveis (gimbaled seekers).
    Vale salientar que, a bem da verdade, nos vídeos promocionais do fabricante (Rafael) não há nenhum impacto do míssil na parte de cima dos veículos de combate, embora esta capacidade esteja implícita no vídeo. Os vídeos mostra engajamentos de curto alcance, bem aquém dos 1500 metros divulgado, que talvez impeça a implementação de uma trajetória parabólica. Talvez num futuro próximo sejam liberados outros vídeos de teste onde apareça o míssil atingindo o alvo por cima contra alvos mais distantes.
    Um abraço.

  7. Sobre o NLAW, ele tem uma série de características interessantes:
    1- motor foguete de cruzeiro acionado fora do tubo de lançamento, que possibilita um incremento de alcance em relação a sistemas propelidos unicamente dentro do tubo (600 m contra alvos móveis e 1 km contra alvos fixos);
    2- plataforma inercial (IMU) para “navegação” operando no modo PLOS contra alvos móveis;
    3- modo de ataque OTA (overfly top attack). Esse modo exige que o míssil voe uns 3 metros acima da linha de mira, tenha uma espoleta inteligente (que sente o alvo abaixo) e uma ogiva de carga moldada (EFP) dupla (contra blindagem reativa), montada perpendicularmente à direção de voo;
    4- lançamento soft, que permite o disparo em ambientes confinados e com baixa assinatura de lançamento;
    5- contra alvos “macios” o míssil opera de forma tradicional, com o voo seguindo a linha de visada e com uma espoleta de impacto.

    A espoleta inteligente é formada por um sensor magnético e térmico, que sente o alvo abaixo e dispara a carga moldada.

  8. Bosco Jr 28 de dezembro de 2016 at 13:23
    Bosco Jr 28 de dezembro de 2016 at 14:00

    Sensacional!
    Este lance da carga moldada, perpendicular a linha de voo é demais.

    Saudações.

  9. Só de curiosidade está em curso um programa no âmbito da DARPA denominado MOAR ( Massive Overmatch Assault Round) que visa desenvolver formas de incrementar a capacidade de sistemas de armas portáteis já existentes. Em vez de adotar sistemas novos o objetivo é incrementar os sistemas já operacionais nos vários segmentos das Forças Armadas Americanas.
    Esses sistemas são:
    lançadores de granadas com munição 40 x 46 mm: M-203, M32, M320, FN40GL;
    lançadores de granadas com munição 25 x 40 mm: XM25
    armas lançadas de ombro (lança rojão no jargão do EB): AT-4, M141, SMAW, M-72, SRAW FGM-172;
    canhão sem recuo: M3/M4 Carl Gustaf.
    O programa visa dotar esses sistemas já existentes com novos recursos, como sistemas de mira sofisticados, granadas com sistemas de orientação, etc.
    Só de curiosidade já está sendo desenvolvida um minimíssil guiado por laser, de 40 mm, que será lançado dos lançadores de granadas padrão, o Pike, com 2 km de alcance.
    Também já está em curso o desenvolvimento de granadas guiadas para o Carl Gustaf e miras noturnas para o AT-4, SMAW e M141. Essas novas miras podem dobrar a distância de utilização de sistemas já existentes.
    Correndo por fora também está sendo desenvolvido um minimíssil denominado Spike (que não tem nada a ver com o Spike israelense) com 2,5 km de alcance, semelhante em conceito ao Mini Spike israelense e ao Enforcer KFK alemão.

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