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Vídeo: Modernização da Artilharia com novos Obuseiros M 109

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O Exército Brasileiro apresenta o obuseiro autopropulsado M109 A5 “Plus” BR, ampliando assim a capacidade da Artilharia brasileira. O novo modelo do M109 tem maior alcance e reduz o tempo entre o recebimento da missão tiro e o disparo em mais de 80% em relação aos modelos anteriores.

149 COMMENTS

  1. Me deu a impressão desse obus ter ZERO de eletrônica embarcada! Ao menos não vi nenhum nas imagens…
    Ao ver videos dos M109 A6 do US Army, me parece que os mesmos são bem “eletrônicos” ! (cheios de visores)

  2. Alfredo este do video só foi exposto na Laad mas não é um dos novos a serem modernizados no titio Sam.

  3. O Exército tá indo por um bom caminho. Falta só comprar alguns CH-47, uns AH-1, uns 100 lançadores do Spike LR com uns 400 mísseis, mais uns 200 CSR Carl Gustav, mais uns 200 morteiros de 120 mm, alguns M777, comprar logo o sistema Spyder já que o Pantsir não vem, etc.
    Nada que a Odebretch e a JBS não dê conta de pagar como parte da compensação da roubalheira na casa da mãe joana.

  4. Amigo wwolf22!
    Todos os obuseiros da classe M109(salvo engano so os suíços reinventaram a roda ) usam os procedimentos parecidos. O mais “eficiente” desses procedimentos Você pode encontrar nos antigos sistemas soviéticos 2S1/2S3 e nos clones deles.
    https://youtu.be/odEIkuo3WXQ?t=4m35s
    Em comparação:
    https://youtu.be/qe6pdP49Ekg?t=2m
    Apesar que gerações são diferentes da para ter a noção das diferenças na ideologia e realização. O que mais me “irrita” no caso de M109 é aquele primer com cordinha!
    Um grande abraço!

  5. Bosco, e o Pzh2000 ??
    Se formos comprar material usado, que se compre o melhor dos usados…
    Panzerhaubitze 2000

  6. Wolf,
    Não tem pra quem quer nem novo. rsrsss
    Sem falar que pesa quase 60 t (mais que o dobro do M-109) e um novo deve custar os olhos da cara. E tudo isso por conta de alguns quilômetros de alcance a mais, pelo carregador automático e a capacidade de realizar tiros múltiplos com impactos simultâneos.
    Um PzH2000 tem vantagens mas tem algumas desvantagens e acho que não precisamos dele no atual contexto. Não vale a pena o custo benefício. A simplicidade do M-109 acho que tá de bom tamanho, principalmente tendo em vista nosso TO e os cenários prováveis.
    Um abraço.

  7. Legal, Acho que agora só faltaria adquirir mais unidades do Light gun de 105 mm e trocar os M-114 de 155 mm pelos M777, aí a artilharia de Campanha iria ficar ótima!!!

  8. Prezados, o M-777 é só sonho. Custa faixa de 35, milhões de dolares quase o mesmo valor da modernização de dois M-109.

    Solução é M-198 ou Soltan M-71.

    Pra dar uma melhorada, substituir os M-114 nos grupos onde estão por um dos dois acima, remanejar os M-114 para grupos com M-101 pra irem adaptando com o 155mm e ter mais poder de fogo e adquirir 36 peças do L-118 ( 1,8 milhão cada).

    Sempre lembrando que hoje, com o fogo de contrabateria, o alcance muito longo nunca é utilizado e a mobilidade é fator mais importante.

    Esta verão A5 entra em posição atira, desloca 800 metros faz mais dez tiros em 8 minutos, Qualquer outra peça de artilharia de tubo que usamos sequer entra em posição neste tempo. Isso ai foi negócio estupendo. Deve ser estendido ao lote belga e eventualmente a mais um lote de M-109 dos EUA, pois um dos grupos que opera o M-108 ( o 22 gac) vai ficar sem nada

  9. Colombelli,
    Dei uma olhada e achei o valor de 4,6 milhões de dólares por unidade do M-777.
    Sem dúvida é caro mas como já temos helicópteros capazes de transportá-los talvez pelo menos nesse caso compense o investimento.
    Eu sei que é um sonho mas hoje estou particularmente sensível. rsrsss

  10. Bosco, só tu para me fazer dar gargalhadas.
    Colombelli, o pessoal vai olhar os M 198, já é voz corrente na CMBW. Outra notícia para os amigos. parece que o EB finalmente bateu o martelo com os Sherpas do US Army. Serão seis células, com duas de spares e quatro operacionais.

    G abraço

  11. Wolf,
    Um morteiro de 120 mm lança projéteis convencionais de 13 kg a 8 km com um CEP de uns 150 metros. Já um M-109A5 como este lança projéteis convencionais de quase 50 kg a 24 km e na mesma distância do morteiro tem precisão 3 vezes melhor. Combinado a precisão maior e o projétil mais pesado (maior raio letal) e tem-se uma maior letalidade de modo geral, no triplo da distância e com fogo sustentando mais prolongado. Não saberia dizer sem pesquisar mas muito provavelmente o tubo de um obuseiro de 155 mm suporta mais disparos que um fino tubo de um morteiro de 120 mm, independente dele ser raiado ou não.
    Com munição assistida por foguete o morteiro 120mm chega a 12 km enquanto o M-109A5 chega a 30 km.
    Com sistemas de controle de tiro sofisticados (GPS, computador balístico, etc) há uma melhora na precisão tanto dos morteiros quanto dos obuseiros, em geral reduzindo pela metade essas valores, mesmo utilizando munição burra. Vale salientar que o uso de munição assistida por foguete aumenta o alcance mas reduz a precisão.
    Claro, hoje há uma tendência nos países mais evoluídos de dotarem seus morteiros e obuseiros com munições “exóticas” guiadas e propulsadas que mudam esses dados radicalmente, mas nem vamos entrar nesses detalhes pra não pirar. rsrsss

  12. Wolf,
    Os alvos são os mesmos: o inimigo. rsrsss
    Mas as situações táticas são diferentes para os morteiros pesados e os obuseiros, principalmente os de 155 mm.
    Já em relação ao Nemo que você citou, a grande vantagem dele é um tipo diferente de morteiro autopropulsado (canhão morteiro – com sistema de recuo, inclinação vertical inclusive negativa, e carregamento pela culatra e de recarga automática) que além de ser utilizado para tiro curvo pode entrar diretamente em combate contra ameaças na linha de visão utilizando munição de tiro tenso e controle de tiro específico.
    Ainda estamos mais longe de ter um Nemo do que de ter um PzH2000. rsrsss

  13. Eu tinha achado 3,5 milhões ( virgula ficou errada), não lembro de qual venda foi, mas foi uma venda feita a um país do oriente médio se não me engano.

    Wolf. os 155 operam e favor da brigada ou divisão. Os 120 operam em regra em fazer de nível OM. So a artilharia de selva tem morteiros operando em favor de brigada. O morteiro tem cadência muito maior mas precisão um pouco menor. O raiado quase não dá diferença pra um obuseiro. O nosso morteiro 120 tem alcance de de 8 km, 13 KM so com granada assistida e ai perde precisão. Bate área e não ponto

    Tanto um quanto o outro, não devem ser em regra usados no alcance máximo. Hoje tem que ser feitas troca de posição mais vezes, e, portanto o alcance se secundarizou. A vantagem dele seria mover menos a peça. Ademais uso de carga máxima desgasta muito mais rápido o equipamento e se deve sempre ter folga de alcance. Tiro fica nos 60% ou 70% do alcance em média.

    Vale lembrar que cavalaria e infantaria aprendem o mesmo que o artilheiro para o tiro do morteiro ( TDA e T Loc).

    Se foram ver os M-198 largo caixa de foguete.

  14. Camaradas, boa noite.
    A artilharia viveu um tempo de desprestigio no exército americano e na OTAN. Ouvi o Gen Wallace, Cmt de C Ex na invasão do Iraque, dizer q Art não estava servindo pra ele… por mais q ela tenha sido importante no início da invasão. Mais tarde, pela característica da baixa intensidade dos combates, ela ficou de lado. Um colega q fez o Avcd Art nos EUA disse q dos 75 Cap Art, só 5 tinham atuado como Art.
    Agora, com a Russia, a Art voltou ao seu lugar. Nessa onda, é bom q o EB se modernize o máximo possível.
    Esta nova aquisição é excelente e espero q venha mais!
    Mas há mitos.
    Se não me engano, a dotação q a Unidade leva por peça é de 100 tiros/dia em uma campanha. Quantas vão dentro do AP, não me recordo.
    Um americano q fez ECEME comigo me disse o seguinte, com essa bordoada de munição/dia por Grupo (lá chamam de Btl), no máximo levavam 8 Mun “inteligentes”, e só era empregada por ordem da Artilharia Divisionária, q lá é a Bda de Art da Div. A Bda “dona” do Grupo não tinha autorização pra ordenar este emprego.
    Se é cara pra eles… imagine pra nós…
    Como disseram, ter esse meio já está excelente pro nosso contexto.
    Vamos torcer pra melhorar mais ainda!
    Sds

  15. Colombelli,
    Num primeiro momento o morteiro tem cadência maior mas não é sustentada ao longo do tempo. Claro, no caso de mandar fogo e deslocar o morteiro ganha já que é só ir jogando munição goela abaixo dele, mas no caso de um posição estática e de apoio de fogo onde não haja o perigo de fogo de contra-bateria, o obuseiro deve manter uma cadência maior.
    Ou não????

  16. Depois que os russos obliteraram 2 regimentos na Ucrânia, em menos de 3 minutos, o robozinho do Panzerhaubitze 2000 pediu demissão!!!!
    Disse preferir trabalhar em uma montadora de veículos chinesa.

  17. Eu gosto da opção pelo M109A5+ BR…
    .
    Antes de gastar dinheiro com algo mais móvel, cheio de frufrus, novo e caro, vejo vantagem fuçar no que os americanos tem estocado e dar uma recauchutada. Só que não dá pra ficar nessa pra sempre.
    .
    Me parece que já passou da hora de se planejar um Obuseiro Rebocado nacional e toda sua gama de munições… Isso é básico demais pra ficar dependendo de importação.
    .
    Já deram um passo importante com os Morteiros. Um Obuseiro seria um caminho natural, não?

  18. Bosco, essas munições ‘exóticas’ que você diz seriam, por exemplo, a Excalibur e a SMArt 155?

    Os vídeos de fabricação e de ‘funcionamento’ destas últimas são, de certa forma, impressionantes para um leigo, como eu. Com absoluta certeza isso reflete no preço de aquisição das mesmas, talvez até ao ponto de não se justificarem em relação as munições ‘comuns’…

  19. Rafa,
    São essas e muitas outras. Está acontecendo com os projéteis de morteiro e de obuseiros o que já vem acontecendo há 60 anos com as bombas burras. Estamos vivenciando o fim dos projéteis burros. E mais, utilizando do conceito vitorioso que foi utilizado para transformar bombas burras em armas guiadas de alta precisão, a modularização. Em vez de novas e custosas munições guiadas adapta-se às velhas e numerosas munições burras dispositivos que aumentam a sua precisão de forma exponencial.
    Há kits de baixíssimo custo que instalados na ponta de projéteis de morteiro (MGK-mortar guidance kit) lhes confere precisão via GPS. O mesmo para os obuseiros de 155 mm e 105 mm (PGK-precision guidance kit). Num projétil burro de morteiro (até de 60 mm) ou de obuseiro pode-se instalar no lugar do que seria a espoleta uma “ponta” com aletas e receptores GPS e transformar esse projétil burro numa arma de precisão, e ainda continua a funcionar como espoleta de proximidade.
    Os americanos desenvolveram uma munição para morteiro de 120 mm guiada por GPS com alcance de 16 km, a PERM.
    Em relação ao obuseiro de 155 mm estão desenvolvendo munições de hipervelocidade (HPV) guiadas que poderão fazê-los no futuro atuarem como armas antiaérea e até… antibalísticos.
    Um abraço.

  20. Bosco, a cadências sustentada tem mais a ver com a questão do resfriamento do tubo, e como o 120mm raiado não difere muito do obuseiro 105 acaba sendo equivalente. Já a cadência máxima esta relacionada a facilidade mecânica de disparo do morteiro.

    Em 1996 no SISM fizemos sete tiros em menos de 15 segundos. A primeira granada não tinha atingido o solo a 1800 metros e a ultima ja tinha saido do tubo o 81.

    Hoje creio que a cadências sustentada tornou-se um tanto relativa, pois a peça ficar no mesmo lugar fazendo tiro contínuo é muito perigoso diante dos drones e radares. Ainda que não seja possivel fogo de artilharia em contrabateria, pode vir um ataque aéreo. Como nossas peças demoram um tempo pra entrar em posição dá tempo de o tubo esfriar.

    Nestes casos, quando houver necessidade de um fogo de fustigação, como nas Malvinas é melhor usar várias baterias em locais diferentes e fazer cada qual um raid curto e mudar de posição. Assegura-se a continuidade sem o risco da localização.

  21. Colombelli,
    Obrigado!!

    Rafael,
    Quanto aos futuros projéteis HPV que serão comuns aos canhões EMRG “railgun” de 150 mm, Mk-45/4 de 127 mm, obuseiros de 155 mm M-777 e M-109A7, e AGS de 155 mm, devo dizer a bem da verdade que é plágio avançado do conceito do Vulcano italiano (76 mm, 127 mm e 155 mm). rsrssss
    Os americanos viram que o projétil HPV desenvolvido para o railgun poderia ser adaptado a outros canhões convencionais de calibre compatível. Mas o conceito todo tem muito a ver com a munição subcalibrada Vulcano dos italianos que ganha em alcance sem precisar de propulsão adicional. Claro, essa ideia já é antiga e utilizada há muito tempo nos projéteis cinéticos antitanques mas foram os italianos que propuseram que esse conceito fosse adaptado ao tiro curvo.
    Depois veio os americanos com o railgun com um projétil subcalibrado semelhante e daí para estender o conceito para as outras armas foi um pulo. Se vai dar certo na extensão que os americanos imaginam só o futuro dirá. Querem que esses projéteis sejam utilizados nas mais diversas funções, desde na defesa de mísseis antinavios, mísseis balísticos táticos, função antinavio, contra alvos terrestres, etc.
    Em vez de ter uma bateria Patriot inteira pra proteger uma determinada região do ataque de mísseis “Scud”, basta ter lá um obuseiro M-109A7 com alguns projéteis HPV guiados que irão operar combinados com uma rede de sensores remotos (radares, etc). Um míssil Patriot PAC-3 pesando 320 kg tem que subir a 20 km para interceptar um míssil balístico e bater direto com ele enquanto um pequeno projétil HPV lançado por um obuseiro pode fazer o mesmo pesando menos de 40 kg e sendo impulsionado por uma carga de projeção de 30kg. Claro, exige o pesado obuseiro pra fazer o trabalho mas no cômputo geral parece ser vantagem já que haverá muitos deles distribuídos no campo de batalha.

    Um abraço aos dois.

  22. Boa noite
    A Munição de precisão tem missões específicas, e precisam de Intg Op grande antes de seu emprego. Diferente das bombas burras de aviação, as granadas burras de Art e Mrt continuarão como prioridade, pois a missão principal do Ap Fg é proporcionar um movimento rápido para Cav e Inf, disparando contra alvos também em movimento e/ ou dispersos, além de, geralmente, haver a necessidade de se manter a cadência alta de tiro.
    Como eu disse, a dotação de um GAC no USArmy é de 1800 tiros burros, com 8 Sistemas de orientação. É muito caro até pros EUA.
    O Mrt 120 é consideravelmente menos preciso q a Art 105, tendo em vista o quanto as Cond Meteo e a impulsão da mun interferem. O tiro de Art tem um estudo Meteo e balístico bem maior. Um Pel Mrt P tem aquela central de tiro “canela seca” Um Ten Comanda o Pel e um Sgt conduz a central, pras 4 Peças atirarem. A Bia é Comandada por um Cap com um Ten na central de tiro não é a toa. A Art vem empregando o Mrt 120 como aperfeiçoamento doutrinário, já q o tiro embarcado na Art Sl e a leva para o salto na Art Pqdt pode ser melhor q com os obuseiros. Porém, perdem muito na precisão. Esta só é parecida em tiros curtos, o q não é o caso contra um Ini tambem dotado de Art. Contra F Irreg ainda dá… Se não for uma com Art, como provavelmente o ISIS deve ter.
    Sds

  23. Agnelo,
    Obrigado pelas informações a nível profissional.
    Muito interessante.
    Quanto a munições de artilharia continuarem a ser essencialmente do tipo “burras” sem dúvida, já que pressupõem ficar martelando o inimigo e isso não seria viável com munição mais cara.
    Mas o que se vê é que a coisa tá barateando e simplificando. Será que ficar martelando o inimigo não é por não haver precisão e não necessariamente por opção tática? Havendo a capacidade de realmente atingir o inimigo de modo preciso não restringiria a quantidade de munição que é gasta não atingindo nada e portanto, reduziria o custo em benefício da munição guiada?
    Claro, acho que nunca ocorrerá na artilharia de campanha o que se vê em relação à completa substituição de bombas burras na aviação, mas chegou-se a um ponto onde a aquisição de alvos via UAV, a rápida integração dos dados em tempo real, o custo da munição guiada, etc. vai mudar radicalmente o modo como a artilharia tem sido empregado.
    Um abraço.

  24. Bom dia Bosco
    Concordo com vc. Pra muitas situações, a consciência situacional, inteligência mais oportuna e barateamento das munições inteligentes, mais delas poderão ser utilizadas para para o cumprimento de missões hj dadas a uma concentração de fogos. Um dia a exceção será a barragem de Art para deter o finalmente de um atq Inf ou cav.
    No Afeganistão, chegou-se ao ponto de uma peça de Art atirar em proveito de uma Patrulha, enquanto outra atirava em proveito de outra em outra posição totalmente diferente, o q levou a “quebra” de vários fundamentos da Art. É a evolução dos conflitos e do emprego de meios militares.
    Abraço

  25. Bosco, grato pela atenção e pelas explanações!

    Sobre a utilização destas munições inteligentes na função antinavio, li um artigo em um site gringo onde o redator e os comentaristas se mostravam céticos a respeito desta capacidade. Os motivos principais eram dois:

    1- mais um vez, o preço. Os argumentos lá expostos levavam em conta o alto preço das munições do canhão de 155mm da Classe Zumwalt, principalmente se levar em conta que o ideal por trás do sistema seria o de fornecer uma alternativa viável à utilização dos variados mísseis a bordo. Se não me engano a US Navy até cancelou o LRASP. O raciocínio, factível para mim, é que os projéteis dos futuros rail guns serão ainda mais caros…

    2- a própria aplicação prática. Ninguém parecia crer que o sistema poderá ser usado em sua plenitude – coisa de 80/100 milhas náuticas, uma vez que a munição não seria capaz de corrigir sua rota de forma suficiente a ponto de atingir um alvo em movimento tão distante, o que qualquer míssil faz atualmente.

    Enfim, reconheço que possa ter fugido um pouco do tema dos post e que também não posso corroborar estas afirmações com meus conhecimentos físicos e matemáticos. Porém, considero um ponto importante para discussão.

  26. Rafael,
    Você não disse isso mas só pra ficar claro o programa LRLAP não têm nada a ver com o programa HVP. O LRLAP parece ser sim muito caro (mas não foi cancelado não) e será utilizado com reserva, mas a proposta do HVP (estava digitando erroneamente HPV) é reduzir muito os custos, mesmo porque será uma munição comum para vários canhões/obuseiros (com mínimas modificações). No caso o AGS poderá lançar um LRLAP propulsados a até 180 km (de acordo com algumas fontes) contra alvos fixos enquanto o futuro HVP não propulsado se limitará à distâncias de 130 km.
    Quanto a atingir alvos móveis (terrestres, navais e aéreos) ainda vai um longo tempo de desenvolvimento. De início o que se espera é que tenha capacidade de atingir alvos fixos em terra utilizando GPS.
    Um canhão terrestre de 155 mm poderá lançar o HVP a 70 km de distância. Um Mk-45/4 a 120 km e o railgun, inicialmente a 180 km. Espera-se que com o aumento da capacidade do railgun ele possa lançar um projétil HVP a 200 NM.

  27. Verdadeira aula/curso de artilharia.
    Pena que não dá para ler tanta coisa numa tela de 5″.
    Sugiro que a trilogia contrate Bosco e outros experts comentaristas para fazerem um material/curso bem didático.
    História da artilharia e os equipamentos e doutrinas atuais.
    Acredito que hoje o que define uma guerra pesada é a aviação e os mísseis.
    A artilharia só faz sentido no momento da invasão ou em situações como as da Síria e Iraque onde o inimigo não está em um local que você vai invadir, mas ao seu redor.
    Por falar nisso, para um exército regular como o EB é a maior dificuldade comprar qualquer coisa.
    Já esses grupos guerrilheiros na Síria e Iraque conseguem Hilux, metralhadoras, fuzis, artilharia, metralhadoras antiaéreas, com a maior facilidade.
    Por falar nisso, ri muito com um vídeo no YouTube de um iraquiano chamado de Rambo do Iraque.
    Ele tipo passava um dia com a família no Iraque, ia para a academia, etc.
    No dia seguinte, pegava seu SUV blindado, e se dirigia a um dos fronts, falluja, se não me engano, a uns 60 km de Bagdá.
    E lá ia comandar as ações.
    Vida confortável, vai trabalhar, volta para casa, SUV blindado…
    Quem banca tudo isso?
    Tantos soldados, tantos veículos militares ou civis adaptados?
    Na Líbia foi do mesmo jeito.
    Centenas de Hilux com metralhadoras…

  28. Amigos,
    .
    Há também outros conceitos, que extrapolam a artilharia de cano, que poderão vir a ganhar considerável espaço no futuro.
    .
    Um que considero digno de nota aquele por detrás do GLSDB… A idéia de um booster somado a um kit para guiamento e a uma munição convencional ( bomba ou projétil de artilharia ), pode, em tese, gerar uma munição inteligente que poderia ser disparada de qualquer veículo com aparato apropriado; algo rústico e mínimo… No computo geral, poderia ser mais barato que um complexo obuseiro alto-propulsado e suas novas munições, e talvez com mais poder destrutivo e tanto alcance quanto foguetes, dependendo do que se tem a mão.
    .
    Outro conceito que acho impressionante é o do T-RAM ( Tactical Remote Aerial Munition ). A ideia de um UAV “Kamikaze”, que pode ser lançado até mesmo por infantes, e capaz de destruir quaisquer veículos leves, abre uma janela interessantíssima de possibilidades, a nível de forças especiais e leves, notadamente em conflitos assimétricos.
    .
    Irei até um pouco além do que já debateram os amigos. Acredito que própria artilharia de cano tornar-se-ia a exceção, posto que as guerras do futuro demandarão mais precisão que capacidade de saturar… Aliás, se considerarmos a disseminação rápida desse tipo de artefatos inteligentes, estaremos indo para um futuro onde várias munições inteligentes poderão ser lançadas a custo mínimo. A mesma revolução que vimos no ar, veremos similar em terra em tempo próximos…

  29. Renato,
    Basicamente ele tem a metade do peso do M-198, o que permite que seja transportado por helicóptero médio como o UH-60. Também precisa de uma equipagem menor e pode entrar e sair de posição na metade do tempo.

    RR,
    O “míssil” (ou se preferir: drone kamikase) Switchblade está fazendo sucesso no US Army.

  30. RR como costumam dizer nas OM de artilharia “sempre haverá uma artilharia” ao que eu acresceria sempre haverá uma artilharia de tubo e disparando projéteis como se fazia a 100 a onos atras. Isso porque estas novas tecnologias são caras e o tipo de combate que poderemos ter tem características onde projéteis burros e disparados na velha tradição cumprem missão.

    Inclusive o material que temos hoje cumpre satisfatoriamente a missão. A questão é mais moral. Estamos operando material com 80 anos de uso como base da artilharia (16 dos 29 grupos). É ainda eficaz mas vergonhoso. Com o preço de 05 M-777 podemos renovar todas nossa artilharia 155 AR. Com 108 milhões de dolares renovariamos quase toda a artilharia. Divide em 08 anos dá um valor pequeno.

  31. Bosco,
    .
    Pois é.
    .
    A idéia de ter uma “artilharia” com alcance maior que morteiros leves e que possa ser carregada nas costas por apenas um homen é muito atraente…
    .
    Imagine poder lidar com uma situação em que se exige apoio aéreo para uma ameaça assimétrica e poder faze-lo sem a necessidade de pedir suporte de aeronaves táticas. É um leque de possibilidades que não pode ( e entendo que não deve ) ser ignorado.
    .
    E não é nada tão complexo de ser feito… Em teoria, qualquer empresa que constrói um aeromodelo rádio comandado pode construir um drone “Kamikaze”…

  32. T-RAM: ttps://youtu.be/qIYZiTqenJs
    .
    GLSDB: ttps://youtu.be/SmUU1SUDeAo
    .
    Switchblade: ttps://www.youtube.com/watch?v=0BzZEChZJfE

  33. Olá, Colombelli.
    .
    Compreendo que a apelação a esse tipo de munição tem agentes motivadores que são, em sua maioria, de ordem moral. Também compreendo que a artilharia de cano sempre estará presente. Mas o caminho em direção a popularização das munições guiadas disparadas de terra, é um caminho que considero irreversível posto a própria natureza assimétrica ( acredito eu… ) da maior parte dos combates a ocorrerem daqui por diante.
    .
    E o conflito assimétrico eu entendo ser uma contestação moral em primeiro plano, posto o propósito da própria guerra de guerrilha ser conseguir uma vitória politica; uma “vitória de holofotes” ou “midiática”… E nesse cenário, parecer ser mais “bonzinho” significa sustentar o apoio do público – e consequentemente a iniciativa – por mais tempo.
    .
    Afinal de contas, quando as pessoas começam a ser atingidas perante as câmeras do mundo, as perguntas começam… E se essas pessoas atingidas são aquelas que não deveriam se-lo, então todos começam se perguntar “o que estão fazendo ali”… E nos dias de hoje, por mais medidas de zelo que se tomem com a informação, uma hora as notícias chegam…
    .
    Lembremos do Vietnam, onde a vitória militar das forças americanas não significou nada no final… E o que restou foram as imagens negativas e um estigma de “malfeitores” que até hoje prevalece na cultura popular e em muitas cabeças…
    .
    Enfim, se é pra atacar, que sejam atacados somente os “bad guys”…

  34. RR
    Esta tendência de redução dos danos colaterais em conflito assimétrico urbano que justifica em grande parte a adoção de munições inteligentes será uma tendência para quem luta este tipo de guerra e tem dinheiro.

    As possibilidades de conflito que podemos ter nós Brasil são as tradicionais, em campo aberto. E hoje com a necessidade de mudança frequente de posição, o alcance ficou secundarizado, por isso nossas peças antigas ainda cumprem bem a missão.

    Mas em nações como os EUA ou Israel certamente se priorizará a tecnologia, embora a massa dos disparos ainda será comum.

  35. Fixer, os GAC AP se prestam a acompanhar formações blindadas ou mecanizadas e no nordeste so temos infantaria motorizada ou caçadores ( a pé).

    Adson, o EB opera 36 do lote belga ( eram 37 um foi pra ESMB) versão A3) , em três unidades a saber: São Leopoldo, Cruz Alta e uma no Paraná. Bateria de quatro peças com três baterias por grupo.

    Fora adquiridos mais um lote dos EUA dos quais 32 serão modernizados para operar em Curitiba e em Santa Maria ( grupos de quatro baterias de 04 peças). Versão A5

  36. Segundo havia comentários alguns meses atras, o EB teria intenção de padronizar os 36 do lote belga também no A5, mas tais planos podem ser prejudicados por contingenciamento. Com em torno de US$ 65 milhões faria esta padronização.

    Mas o M109 é uma aquisição de extrema valia ainda mesmo que sem qualquer modernização.

  37. Boa noite Colombelli
    A intenção é deixar toda Art AP no padrão Plus BR, q é muito próxima do Paladin.
    Inclusive Art das Bda C Mec e Inf Mec.
    Sds

  38. será que na Africa do Sul, China ou Russia não tem uma peca de artilharia moderna, eficiente e vivar financeiramente ???
    Por que sempre compramos os usados dos EUA e “atualizamos” os mesmos ???
    Sera que nos países acima citado não tem equipamento mais moderno e barato dos que os usados ??

  39. Wolf,
    A resposta é não! Não há no mundo um mercado de “usados” para armamentos. Os russos, chineses, sul-africanos, israelenses e inclusive os próprios americanos têm equipamentos novos e em estado da arte mas e é acessível quando nós dispomos de dinheiro e temos a intenção de adquiri-los. Compramos muita coisa nova e em estado da arte inclusive dos maléficos americanos quando isso nos interessa, é o caso dos torpedos Mk-48, dos LAVs dos fuzileiros, dos helicópteros SH-60, etc. Recentemente foi oferecido ao Brasil os Super Hornets.
    Mas quando não temos dinheiro sobrando mas precisamos de determinado equipamento todos os nossos grandes e bondosos amigos não nos disponibilizam equipamento usado (e revisado) a preço de banana e só quem o faz são os detestáveis americanos com suas velharias.
    Fazer o quê???

  40. Bosco,
    poderíamos trocar alimentos por pecas de artilharia com a Korea do Norte, he he he
    eles devem ter pecas boas por la… acredito eu…

  41. Moderno e barato? São coisas dificilmente compatíveis considerando o valor das RD , produção , RD de modernização e modernização em si.
    A Rússia possui um monte das 2S3M(M1973) em estado de conservação que eles podem ate negociar.E mas uns 150-200 Msta-S (essas são dificilmente negociáveis e representam a penúltima geração). E mesmo assim entram questões da logística , adoção das novas táticas , manutenção e etc.. pois se trata dum sistema completamente diferente ate pela simples organização de pratica de tiro e trabalho de tripulação. Vai ser necessária uma mudança bem radical .Não é viável.
    Na verdade ate existe uma brecha : os búlgaros , checos , poloneses e alguns outros “fabricantes” dessa linha oferecem os clones modernos das maquinas soviéticas como tb alguns modelos próprios (inclusive algumas dessas “maquinas” zeradas(!) podemos ver na Síria operadas pelos jihadistas). So não sei se o preço compensa pois reis Sauditas compram qq coisa pagando qq preço só para jogar na fogueira :).
    Um grande abraço!

  42. Emmanuel ao que parece até já existe um pré acordo entre a Nexter (fabricante do sistema Caesar) e a Avibras em relação a este obus pois no nosso caso seria montado no chassi do Astros. Fasso votos que o negócio seja fechado pelo EB (se vierem mais M-109 modernizados similares ao Palladin como os que estão pra chegar já estará bom demais).

    Sds.

  43. Agnelo. in EB we trust. Tomara que se concretize. Para a mecanizada melhor será um modelo de rodas. Deem uma olhada no Nora B52, uma alternativa ao ATMOS ou CAESAR .

    Emmanuel o Caesar é um sonho distante. A sete milhões de dolares cada um com o preço de 03 deles renovamos toda nossa artilharia 155 por usados em bom estado, autorebocados e de alcance semelhante aptos a cumprir missão.

  44. Colombelli, boa noite.
    No embalo, errei sobre Bda Inf Mec. Realmente, estão vendo qual sobre rodas pra ela.
    Pra C Mec não há problema, porque sua logística já trabalha com o RCB.
    Abraço

  45. Colombelli e Agnelo,

    Algo que eu não entendo no EB são as artilharias divisionárias terem 3 baterias de tubo sendo que, o EB, doutrinariamente, subordinar uma ateria de Astros (em caso de Exército em Campanha) a uma artilharia divisionária. Se o EB tirar 3 baterias de tubo das artilharia divisionárias, ajudaria demais, pois há até brigadas sem artilharia. Em cada artilharia divisionária, haveria 1 bateria rebocada, outra autopropulsada e uma de foguetes.
    O EB deveria distribuir melhor as bias de artilharia.

  46. Bosco, meu sonho é ainda um pouco mais modesto que o seu. Hehehe Se o Exército comprar uns Chinooks, uns Apaches e uns Patriots, já estou feliz. Pode-se ainda trocar qualquer um destes itens por similares (Mangusta ou Viper, pra quem não gosta do Apache…. S-300 pra quem não gosta de Patriot….)

    Mas pra mim essas aquisições aí já deixariam o Exército Brasileiro muito bem na fita!!

  47. Interessante a discussão sobre munição inteligente mas o que resolveu em Aleppo não foi o bombardeio massivo? Porque ficar atrelado ao modo Americano? Porque não o EB adotar o método Russo? Os anos 60 já vão longe. Mrt pesados apoiam o Btl mas para Bda e DE imagino que o apoio da Art de tubo seja imprescindivel assim como os foguetes para o Ex Cmp, não?

  48. Bombardear as cidades não vai resolver nada.
    Aleppo foi tomada pelas forças terrestres com . So que em alguns casos precisava certa “ajudinha”. E isso tem nada a ver com o método. Se trata de tática , eficiência e tipo de terreno. Concreto dos prédios é bem resistente e nada vai adiantar Voce levar ao chão um prédio (gastando toneladas de munição que tem que ainda produzir ,trazer de algum lugar e levar ate o ponto de “aplicação”). Inclusive um dos principais regimentos do exercito Sírio (Os Tigres) estavam participando a tomada de Aleppo. E de praxe a tática deles é : investida , recuada , fogo pesado no local , tomada definitiva. E hoje eles estão bem avançados e entraram na província Raqqah com essa mesma tática.
    Em outras palavras : se a artilharia é Deus de Guerra , a infantaria é Rainha dos campos e das cidades! So bombardear (no estilo de Dresden) é coisa dos americanos .
    Um grande abraço!

  49. Da Guerra,
    Não há “modo americano”. O que há é que o politicamente correto está em alta nos EUA e no Mundo Ocidental e cobra dos militares que os danos colaterais sejam reduzidos ao mínimo possível e isso só é possível se não forem utilizadas armas burras em ambientes urbanos.
    Em operações “campais” onde claramente se sabe quem é o inimigo e onde ele deve estar não há restrição por parte dos americanos em utilizar munição burra.
    O Brasil simplesmente não está apto a lutar em ambiente urbano como os americanos e se fosse necessário fazê-lo teria que se adaptar ao politicamente correto sob pena de perder a guerra sem dar um tiro sequer. Sorte do Brasil, que como disse o Colombelli, não tem em vista esse cenário, pelo menos não no curto ou no médio prazo.

  50. Talvez em pequena escala até nos saíssemos melhor que os EUA em combate urbano, pois certamente ninguem no mundo tem mais expertise que a PM RJ, especialmente o BOPE e o batalhão de choque, que combatem, literalmente, em um dos piores ambientes urbanos e contra um inimigo organizado e com armamento equivalente a qualquer guerra urbana travada no planeta hoje ( exceto artilharia).

    Mas jamais houve ou haverá combate urbano em larga escala no Brasil. Nenhum centro grande fica próximo a fronteira, e há espaço mais que suficiente para desbordamentos.

    A questão hoje é que nenhum conflito é combatido so na terra de ninguem. A mídia é outra campo de batalha e hoje nada escapa dela. Um erro que vaze pra midia pode implicar a derrota anda que se tenha meios militares superiores. Guerra de quarta geração/híbrida

  51. Colombelli, ao pesquisar sobre o Nora B52 que mencionou , eu achei o Denel T-5, bem bacana também e como o Brasil já tem negócios com a Denel por meio da Fab.

  52. Colombelli,
    Apesar de não ter sido explícito eu me referi ao combate urbano utilizando artilharia e bombardeio aéreo. Nesse quesito estamos muito atrasados mas sinalizando um avanço considerável com o desenvolvimento do SS-40G (guiado) lançado pelo ASTROS.

  53. Bosco neste quesito na verdade não temos nada, absolutamente nada nem de treinamento, nem de doutrina nem de experiência. Mas acho que emprego deste tipo de recurso em combate urbano é uma ideia pouco inteligente. Sempre causa danos colaterais e combater em ruinas é sempre melhor que em prédios intactos para os defensores. Máximo olhe lá um morteiro 81 e fogo de helicópteros artilhados.

  54. Devido a trajetória , condição do certo prédio em questão prédio ,situação operacional e etc a tática da batalha urbana diz que HOJE não existe nenhuma arma milagrosa que certamente da uma vantagem para um dos lados:
    – artilharia (obuses) começa trabalhar nas distancias curtas(quase ou de tiro direto).
    – os morteiros “carregáveis” (mesmo de calibre menor ) e CSR dominam top das paradas
    – lançadores RPG ficam como segunda arma no kit
    – lançadores de granada (M203 ou GP-30) sao quase que obrigatórios
    e assim por diante.
    Vejo muito pouco espaço num ambiente urbano para MLRS ou qq que seja artilharia.
    Somente e SOMENTE como ferramenta de ataque elaborada e/ou ferramenta de “aniquilação” local dentro da situação operacional (com todas as consequências embarcadas).
    Um grande abraço!

  55. Seja como for há 15 anos os EUA faz uso contínuo e maciço de armas guiadas pesadas em operações urbanas. Foi esse tipo de doutrina que fez com que surgissem armas como o projétil Excalibur, os foguetes guiados GMLRS, as granadas guiadas de morteiro, bombas guiadas miniaturas das mais diversas, etc.

  56. Existem linhas de pensamento muito fortes dentro dos Marines principalmente, que indicam uma maior especialização da força americana para combater em ambiente urbano.
    .
    http://www.realcleardefense.com/articles/2017/05/16/so_you_think_the_army_can_avoid_fighting_in_megacities_111387.html
    .
    Por mim, é o ambiente de combate do futuro. Conflito irregular e guerra hibrida, trava principalmente em ambiente cibernético. Nós não estamos preparados para isso e esse é um assunto que me parece ser muito negligenciado por conta do pensamento convencional.

  57. Colombelli, boa noite
    Discordo de vc em relação a ” neste quesito na verdade não temos nada, absolutamente nada nem de treinamento, nem de doutrina nem de experiência”. Nós temos unidades bem treinadas em combate urbano, e em outras, subunidades. Temos doutrina de Sd à Divisão e exército. Treinamento até nível unidade e, acima disso, treinamento de trabalho de EM em JG. No Haiti, houve uma época de grandes combates, envolvendo até o nível Bda, logo o BRABAT junto com outros Btl, sob cmdo de EM brasileiro, tiveram experiência q foi importante pra nós. Essa experiência tem sido bem passada, junto com os ensinamentos q oficiais de ligação e q fazem cursos no exterior trazem. Portanto, temos doutrina, experiência (no caso de baixa intensidade) e treinamento. Os q não possuem treinamento tem uma base doutrinária q permite um treino em módulo eficiente, quando necessário.
    Os militares das FEsp, de efetivos q participaram de cursos no exterior, e de efetivos q possuem cursos de Op Policiais Especiais gostaram muito do q temos. Um 1o Sgt q servia comigo, possuidor do Curso do BOPE, e recebeu treino do CIGLO ficou impressionado com o q temos.
    Em relação a grande intensidade, temos doutrina e treino, em algumas unidades, o suficiente para prepará-los em caso de necessidade.
    Disso tudo, não tenho dúvidas nenhuma.
    E sobre “Mas acho que emprego deste tipo de recurso em combate urbano é uma ideia pouco inteligente”, fica dependente da necessidade, da ação do inimigo principalmente.
    Quando se faz um combate em Área Urbana habitada, normalmente, se traça uma Linha de Controle chamada Área de Fogo Proibido, mas, se o inimigo pôr em risco as tropas amigas, sem q haja outro meio de apoiá-la, fogo de Art pode ser utilizado. Hj, normalmente, em área edificada, o fogo de aviação é mais utilizado, pois os helicópteros de ataque conseguem definir bem o alvo, disparar de um campo de tiro melhor e com munição menos “pesada” e mais precisa.
    É uma deficiência nossa, pois só temos o Sabre da FAB, porém, pelo q falei com pilotos da Av Ex, em caso de uma guerra iríamos adquirir rapidamente algum meio q tem nos sido oferecido, e temos doutrina de emprego.
    Sds

  58. Agnelo, pelo que eu entendi, o Colombelli afirmou que não “temos nada, absolutamente nada nem de treinamento, nem de doutrina nem de experiência” em relação “ao combate urbano utilizando artilharia e bombardeio aéreo.”

  59. Agnelo, me referia ao emprego de artilharia em ambiente urbano como algo em vista do que não temos treinamento, doutrina ou experiência.

    Quanto ao emprego de artilharia em ambiente urbano, a meu ver so causa danos colaterais e nada traz de positivo. Ruínas fornecem um ambiente muito melhor ao defensor como bem se viu no maior combate urbano de todos os tempos (Stalingrado)

    Uso de fogo pesado a meu ver nestes casos é so com munições pequenas e muito preciso. Su mais distribuir mais armas como AT-4 e Carl Gustav do que usar artilharia, mesmo que seja 105 ou guiada.

  60. Peço perdão pela poluição visual. Queria só ter colocado o link do vídeo.

    Interessante no vídeo o efeito de um projétil disparado pelo canhão do M-1 (aos 27 segundos) e o efeito produzido (1:43) pelo que deve ser um foguete guiado M-31 com uma ogiva de 90 kg.
    O projétil disparado pelo M-1 deve ser o M-830 (HEAT) ou o M-908 (HE).

  61. Rafael, Colombelli
    Realmente, eu pensei q fosse tudo.
    Concordo com vc. Deve ser utilizado mais meios de tiro tenso, além da aviação de asas rotativas.
    Sds

  62. Srs
    Jovem Agnelo

    O pessoal da Av Ex está sendo otimista, pois, na verdade, hoje, é incomum haver meios disponíveis para pronta entrega.
    E como as guerras tendem a ser deflagradas rapidamente, não há tempo hábil de produção.
    Talvez, no momento, haja sobras de helis de ataque nos depósitos do Tio Sam.
    Portanto, se a Av Ex tem planos para helis de ataque, que aproveite o momento e dê uma passada por lá.

    Sds

  63. Voltando ao tema.
    Amigo Bosco!
    Pergunta retórica : sabe o valor unitário de M-31 !? 🙂 hehe
    Bom.Srs..
    Numa cidade “simples” ( e o link do colega Bardini esta mais que útil para esta analise e traz uma boa coerência com táticas modernas nas áreas urbanas ) sem metro , sem camadas inferiores e densidade dos prédios de concreto (estrutura moldada/monolítica) baixa permitam controle visual (SAT, drones, outros meios eletrônicos/ópticos) e uso dos helis se for necessário. Ja nas áreas urbanas de maior densidade (Mossul, Aleppo como exemplos) essas táticas começam falhar e uma hora mais cedo mais tarde o impasse posicional leva ao inicio de simples desmantelamento das estruturas de concreto ao nível “zero” ou abaixo . E neste caso não há numero dos M-31 (ou qq que seja arma de precisão moderna) suficiente para caçar snipers ou ATGM. Ou jogar em cada janela onde tem mudjahed emaconhado com AK-47 pois acaba o bom senso tático e financeiro. Nesta situação entram obuses e morteiros pesados (de cano raiado de preferência) – todos das posições seguras ; sistemas portáteis ; meios de posicionamento/comunicação.
    E exatamente nisso que devem ser focados as praticas de tiro e exercícios táticos dos exércitos que querem se adequar a situação de hoje! So com arma guiada e munições inteligentes esse tipo de guerra não pode ser vencida. Imaginem ainda sem tais artefatos..
    Um grande abraço!
    P.S. : a resposta retórica – mais de USD 110.000,00

  64. A propósito Agnelo e Colombelli,

    Doutrinariamente, uma bateria de mísseis (no caso o Astros) ficará, em caso de conflito, subordinado a uma artilharia Divisionária, com as outras 2 Bias sendo 1 rebocada e outra autopropulsada. Inclusive diante da carência do EB de artilharia de tubo (há brigadas que nem sequer tem), não seria melhor as 3 artilharias divisionárias que possuem 3 bias de tubo, passarem a ter apenas 2 (já que em caso de conflito elas teriam uma bia de foguetes). Aquelas 3 bias de tubo que saíssem das artilharias divisionárias seriam de bom proveito às outras unidades.
    Vocês sabem se o EB tomará alguma atitude de rearticulação, como essa que eu citei?
    Obrigado

  65. Manuel Flávio
    Bom dia
    Isso ai, o EB quer mais M-109. A propósito, me permita uma correção, são Grupos (equivalente a Batalhão). Baterias são equivalentes a Companhias.
    As Brigadas sem artilharia são algumas de selva. As outras tem Art, mas umas tem material antigo. A prioridade é melhorar a Art AP.
    No caso das AD, ela é adaptável pela nova doutrina. Vc pode prover ela com Grupos AP (Bld sobre lagartas) ou AR (rebocados), de acordo com disponibilidade, necessidade e terreno, por exemplo. Além disso, é previsto uma Bateria de ASTROS nas AD, mas lançando foguetes, pois seria principalmente para contrabateria, ou área logística ou área de PC ou a Z reu de uma Reserva, por exemplo.
    Os ASTROS com mísseis ficam no Comando de Artilharia de Exército, um nível acima da AD, e tem prioridade contra alvos estratégicos, bem além das forças inimigas em ctt.
    As Divisões podem ter de 2 a 5 Brigadas, além de um RCMec divisionário e até mais um BI para Força de Combate Móvel. Ou seja, pode ter muitas peças de manobra, sendo assim, vc pode dotar uma AD com mais Grupos, pois a frente da área a ser aprofundada por fogos passa a ser muito grande.
    Sds

  66. artilharia sempre será empregada em qualquer situação dentro de um contexto de desalojar o inimigo. Quer a utilização de sistemas de mísseis de saturação ou de obuseiros auto propulsados ou não, seja em bombardeiros táticos ou estratégicos. artilharia serve par martelar de certa forma se for contínua abalar o moral do inimigo. O Carro de Combate segundo a guerra relâmpago, “não tem costas”. segue em frente arrasando. cabendo á infantaria desalojar e eliminar os sobreviventes. cabe à artilharia dizimar. Quem diria que o Stukas de certa forma utilizavam os bombardeiros de picada tal qual uso de artilharia. Sobre morteiros: arma fantástica para uso de da infantaria e forças paraquedistas. Lembrando: servi por um bom período na artilharia de costa e o canhão era o Vking Armstrong de 6 polegadas de 1917, quando dava nega de tiro era um “deus nos acuda” para retirar a granada. Estas peças ainda são usadas no forte de Coimbra se não me engano. Precisamos padronizar nossa artilharia. Qual tipo de peça? 105, 120, 155mm sistemas Astros(sempre). munição fabricada localmente, peça fabricada sob licença localmente( sistema Palmaria dos italianos) os 105 Ligt Guns são excelentes, porém precisamos padronizar. em guerra não existe “politicamente correto’ existe para Artilharia destruição, morte, aniquilação completa do inimigo. se este se esconder em escolas ou hospitais cabe desalojá-los para se obter a vitória. evidente que toda uma logística deverá vir acompanhando TO. Erro dos alemães foi utilizar bombas incendiárias nos prédios em Stalingrado, quando veio o general frio e sem a devida fonte de suprimentos garantidos foram cercados e perderam a batalha. História. Gostaria de comentários, pois aprendo e muito. Obrigado.

  67. Sergio, bom dia
    A Art serve para martelar o inimigo sim, mas no combate em área edificada, a destruição das edificações produz inúmeros abrigos e caminhos abrigados e cobertos para o defensor. Em Grosny, os russos chegaram a lançar dezenas de granadas de artilharia por casa, e mesmo assim, perderam 70 % de sua infantaria. Além disso, hj, sabe-se q, dados médios, somente 15 a 20 % em média da população evacua a cidade, ou seja, o emprego da artilharia fica dificultado.
    Portanto, emprega-se a artilharia para chegar até a cidade, e isolá-la, para o investimento fica um uso mais restrito.
    Quanto ao nosso material, o 155 AP é a arma padrão pra a Art Bld e Mec. É o q se pretende. Para a Art Divisionária, o 155 AP e AR. Para a Art das outras Bda, o 105. As Bda Leves (Amv, e as q deixarão de ser Mtz e não serão Mec) pretende-se o Light Gun. Pqdt, Sl e Mth tem-se utilizado o Oto Melara. Não sei afirmar se pretende-se alterar isso.
    O Mrt 60 nos Pel Fuz causam praticamente a metade das baixas q um Pel Fuz causa. É importantíssimo. Btl Blindados e Mecanizados utilizarão o Mrt 120 mm. Os Outros utilizarão o 81mm. O Mrt 120 mm na Art é experimentação doutrinária, pois, para o alcance q se trabalha com Art, é muito impreciso. Só pode ser utilizado com a eficiência da Art, se for em alcance mais curto, depois da impossibilidade da Art Inimiga executar contrabateria.
    Sds

  68. Cada Brigada, seja de infantaria seja de cavalaria, tem sua artilharia orgânica, hoje provida majoritariamente pelo M-101. 5 Brigadas operam o M-59 Oto Melara (sendo duas delas também o morteiro 120). Duas operam o M-108. Duas o L-118.

    Asa artilharia divisionárias em numero de 04 tem de 01 até 04,totalizando 09 grupos dos quais 3 são de M-109, 5 são de M-114 e 01 de M-101. Podem ser desdobradas pelas unidades ou atuar em conjunto.

    Temos hoje em linha de frente 388 peças em linha de frente e em torno de 100 em reserva não considerados os novos M-109 do lote dos EUA e o Astros.

    Somente 100 de nossas pelas são de calibre 155mm ( a Argentina tem 140 o Chile 84). 138 delas tem alcance acima de 14 km.

    A padronização em um único calibre é inviável e indesejada no nosso caso.

    O astros é subordinado ao COTER.

    Nas OM o apoio de fogo é o morteiro 120. Na subunidade o morteiro 81. No Pelotão o 60mm. Num batalhão de infantaria há 6 ou 8 morteiros 81. Num regimento C Mec 09 a 12

  69. Isso ai, Colombelli.
    Só a AD/6 q acabou junto com a 6a DE. Aquele comando de artilharia passou a ser o Comando de Artilharia de Exército, q controlará os Astros, e passará pra Formosa. Os Grupos da AD/6, não lembro quais são, passaram para a AD/3.
    E os M-108 q acabarão e os grupos receberão o M-109.
    No mais, os Mrt 120 mm são só dos BIB, RCB e BIMec. Os outros BI tem Pel Mrt Médio. Interessante, q por ser o mesmo material, nas OM q tem o RO 81 mm, o Pel Mrt M pode coordenar o tiro dele e das seções das Cia com a mesma central. É uma arma com bom alcance útil, 5.850 m. Na AMAN, tiramos a coordenada GPS de uma árvore morta, e lançamos na calculadora do RO. O tiro foi NA no primeiro… assentando a placa base! O tiro foi de 2000 m.
    Creio q, aos poucos, o Apoio de Fogo como um todo tem melhorado.
    Falta trocar o Velho do Rio… M-101
    Sds

  70. A Ad 06 o grupo de são leopoldo, com M019 passou para a AD 3 com M-109.

    Ja vi um tiro de morteiro 60 a 200,0 limite do alcance, ser NA no primeiro tiro. Tanto ele como o 81 são armas excelentes, leves de alta cadência. O EB tem novos modelos agora do arsenal de guerra que infelizmente não conheci, bem mais leves. Eu me tocou levar bipe e tubo ja do velho 81. O bipe é pior que a placa base para levar. No meu tempo de masoquismo da juventude fazia marchas no domingo sozinho com o tubo do 81 nas costas e equipamento no CISM até que o General Jeff me plotou com uma MAG num domingo de manhã e cortou as cargas de armamento na DE.

    Porém o 22 GAC não tem previsão de receber os novos M-109, ja que os 32 irão para o 5º e o 3º GAC AP. O que irá operar esta unidade de Uruguaiana orgânica da segunda brigada C Mec se o M-108 der baixa é uma incógnita.

  71. Colombelli,

    Mas a AD3 já tinha um Grupo de M109 (o 29º GAP). A AD3 irá ficar com 2 GAP de M109? Não consigo ver o sentido disso até porque os M108 vá ser descarregados sem solução para o 22º GAP.

  72. Agnelo, lembro-me de uma matéria da T&D sobre a Avibrás em 2014, no qual mencionava o interesse pelo Exército em unidades de artilharia montadas em caminhões para equiparem as futuras brigadas mecanizadas do EB (seja as de Cavalaria, seja as de Infantaria (Mec)). Aliás, seria muito mais interessante para essas Bdas, pela mobilidade que elas têm.
    Pelo o que vc andou escrevendo no tópico, percebe-se que a posição do EB mudou: M109 para Cav. Mec. e L118 para Inf. Mecanizada.
    Saberia responder o porquê mudou e se, de fato, foi uma decisão?

  73. Só de curiosidade sobre “padronização” e totalmente off-topic, os Marines têm somente um tipo de obuseiro, o M777. Também têm somente um tipo de morteiro pesado, o M-327. Ambos, autorrebocados.
    Além disso eles têm o HIMARS que é AP.
    O único exemplar de artilharia de tubo AP é o LAV-M com morteiro médio (81mm).

  74. Boa tarde Manuel
    A intenção é substituir os M-108 pelo 109. As Bda C Mec, pelo q entendi, deverão receber este também, pois, por terem RCB, já tem logística mista para atender roda e lagarta.
    As Inf Mec deverão receber montados sobre rodas, mas não há definição de qual. O L-118 é prioridade para as Mtz q vão se tornar Leves. Desculpe se não me fiz entender bem.
    Ou seja
    Divisionários 155, M-109 no AP e o AR mantém o q tem. O AP q era da AD6 passou para a AD3, pois quanto mais AP melhor.
    Bda Bld com M- 109. Bda C Mec também, mas depois das AD e Bld. Oto Melara para Selva, Pqdt, Mth. O L-118 vai para as prioridades Mtz e Leves. O M-101 fica pros Grupos sem prioridade sendo substituídos com o tempo, pois a prioridade são os Grupos q devem ser AP.
    Sds

  75. Obrigado Srs. Agnelo, Colombelli, Bosco pelas exposições. Só para terminar então para os grupos a prioridade será futuramente os AP de 155mm?. Quanto aos canhões de 120mm ou de 105mm montados sobre rodas e Finalmente o que concluem a respeito da fabricação(sob licença) e utilização do obus 155mm Palmaria. Os argentinos fabricaram poucas peças, se não me engano sobre o chassi do Marder? Desculpe os erros ou perguntas.

  76. Manuel, a AD 3 ja tem dois grupos M-109, um em Cruz Alta e outro em São Leopoldo o que decorreu da extinção da AD-6. Os novos M-109 do lote dos EUA irão para o 3 GAC AP, em Santa Maria que é o GAC orgânico da 6 Brigada.

    O artilharia AP sobre rodas em calibre 155 mm parece ter sido avaliada pelo EB como a ideal para as brigadas de Infantaria mecanizada e, consequentemente, para as de cavalaria mecanizada.O problema dela é o preço acima dos 7 milhões de dolares. A única alternativa seriam veiculos israelenses usados.

    Sergio, a rigor falamos de obuseiros e não de canhões. O Palmaria foi uma boa iniciativa mas pecou pela falta de escala. É muito mais em conta pegar obuseiros M-109 usados e equivalentes que podem ser modernizados para algo bem além do que o Palmaria tem. São 18 na argentina e pelo que soube estão com sérios problemas.

    Bosco, a opção do USMC pela padronização no 155 me parece decorres de dois fatores. 1) grande quantidade de helicópteros. 2) Capacidade financeira de pagar pelo M-777.

  77. Caro Agnelo, por acaso vc sabe se o EB se interessou na montagem do sistema CAESAR no chassi do Astros 2020 já que parece ter havido um acordo firmado entre a Avibras e a Nexter???

  78. Tomcat,embora tenhas direcionado a pergunta ao Agnelo, vou tomar a liberdade de responder sem prejuízo da resposta dele. O citado acordo que mencionas foi privado e com vista a uma futura e hipotética aquisição do Caesar.

    Porém a probabilidade de isso ocorrer é mais do que remota dado o preço. Com o valor de apenas três veiculos, insuficientes para montar uma mera bateria, poderiamos renovar toda nossa artilharia 155 AR com modelos usados e com pouca diferença de capacidade na faixa que importa (até 20 km).

    Ao que se sabe, nada de consistentes foi alvitrado em relação a esta material que é caríssimo. Por pouco mais que ele se consegue um Archer que é muito melhor inclusive.

  79. E outra coisa que vi em uma matéria de vídeo do YouTube é que a artilharia norte coreana de canhões e foguetes de saturação estaria Seul ao seu alcance e que estas baterias disparadas ao mesmo tempo poderia causar grandes estragos, até que ponto seria verdade esta informação?

  80. Fabiano, a Coreia do Norte tem de fato milhares de peças de artilharia ( eu vi dados bem duvidoso alguns dias atras de 20.000 peças), grande parte delas com alcance de 30 Km ou mais. Basta verificar a que distância da fronteira estaria Seul. Com certeza o estrago do fogo de alguns milhares de canhões disparando seria enorme.

    Na batalha do Oder, por exemplo 7 mil peças russas despejaram em pouco tempo 1 milhão de projéteis e 100.000 toneladas de munição. O efeito so não foi definitivo porque Henrici havia recuado a linha atacada. Imagina algo semelhante em uma área urbana.

    Muitas peças são dificeis de destruir, baratas de manter e eficientes em gerar destruição. Em artilharia numero vale mais que qualidade.

  81. Colombelli
    O Koksan M-1978 de 170 mm, dos anos 70 teria um alcance de 60 km.
    Como se defender?
    Atacando antes seria mais provável,porque existiria algum sistema antiaéreo de defesa contra ataque de artilharia ?

  82. Fabiana,
    Deve ser mania daquele povo ter uma artilharia imensa. rsrsrss
    A quantidade de material da Coréia do Sul não fica nada a dever aos norte-coreanos.
    Há cerca de 200 lançadores de foguetes (incluindo o MLRS). Há cerca de 1000 mísseis sup-sup, incluindo mísseis cruise, balísticos e semi-balísticos (220 ATACMS). Tem cerca de 2000 morteiros pesados e obuseiros autopropulsados de 155 mm, cerca de 2000 obuseiros de 105 mm e 2000 obuseiros de 155 mm.
    A diferença entre as duas artilharias é que a da Coréia do Sul não posou toda junta pra foto, daí, parecer menor.

  83. A questão é que pra por artilharia volumosa em posição demora e é facil ser detectado. os EUA ou Coreia do Sul teriam condição de usar a supremacia aérea para destruir as peças antes.

  84. Isso que eu quis dizer Colombelli destruir antes em ataques aéreos e misseis de cruzeiro, por que dá a entender que a defesa antiaérea não seguraria o rojão .

  85. Colombelli,
    Não é à toa que os EUA não desmantelou suas bombas de fragmentação com o argumento que elas são cruciais no teatro da Coréia do Norte.

  86. A tecnologia C-RAM (anti morteiro, obuseiro e foguete) existe, mas pra ser empregada num cenário de baixa intensidade. Contra um ataque maciço de milhares de peças de artilharia de tubo e foguetes não há defesa possível.

  87. Tomcat boa noite
    É por ai q Colombelli falou. Ainda é estudo qual será a Art das Inf Mec.
    Estive no CMS na semana passada. O q foi dito foi a situação do M-109 nas AP, a busca de mais Leo 1 A5 para substituir os A1 dos RCB. Continua a intenção do Guarani 8×8 pra substituir os Cascavéis. Com a situação da Russia, e o “melhor vcs se virarem mais” do Trump, a Alemanha oferece 3x o valor pelo qual vendeu os Gepard pra nós, Romênia e Jordânia.
    Sds

  88. Bosco 9 de junho de 2017 at 10:53
    Spyder ?
    Dobrou-se heim …. rs
    Sabes que é a melhor solução.

  89. Obrigado pela resposta Agnelo e Colombelli.
    Moro em MG(Betim na verdade,grande BH),trabalho em bh na Copasa e quando ainda se falava no Guarani 6×6(como protótipo) eu passei por uma carreta a noite com o bicho no lombo e quase fiz o retorno só pra fotografar.rs
    Agora anseio que aconteça o mesmo já com o 8×8(queira Deus que saia do papel), se eu tiver esta sorte vcs terão a foto em mãos.

  90. Fabiano, ai que esta a sagacidade da Coreia do Norte. Havendo milhares de peças é quase impossivel um ataque, seja com meios furtivos, seja com misseis de cruzeiro jamais conseguirá bater milhares de peças espalhadas pelo terreno, que pode ser mudadas em pouco mais de uma hora de posição e cujos projéteis não podem ser interceptados facilmente. O ataque preventivo eficiente não é uma alternativa.

    O jeito é os EUA deixarem claro que reduzirão eles a pó em retaliação. O que o regime Coreano tem que entender é que está servindo de marionete para a China, estes sim os verdadeiros inimigos e vilões.

    Quanto ao Guarani 8×8, oxalá que venha, mas pel C Mec terá de mudar. Duvido muito que se consiga 330 carros para substituir os cascaveis lotados nos esquadrões avulsos e regimentos. Eu sugeriria substituir um dos cascavéis por um guarani 6×6 com canhão 30mm e uma peça embarcada do carl gustav em lugar do segundo carro com canhão.

    O que de fato ainda está sem resposta é: dando-se baixa nos M-108 e dois grupos recebendo os novos M-109, o que operará o 22 GAC?

  91. Boa noite
    A Coreia do Norte tem de ter certeza q o ataque q enfrentará será avassalador, pois tem muita artilharia na fronteira e é impossível interceptar tantas munições.
    Quanto ao Guarani 8×8, realmente o 6×6 com o 30 mm pode ser um alternativa no Pel C Mec, combinado com um 8×8.
    Mas o 8×8 pode ser vendido externamente, barateando e viabilizando um maior número pra nós.
    Quanto a Art da Inf Mec, conversei com artilheiros hj, e me disseram q realmente o CAESAR é uma opção. Mas, assim como o 8×8 depende de recursos.
    Sds

  92. Guarani 6×6 com canhão de baixa pressão de 90mm não seria uma outra opção, caso o 8×8 se torne inviável?

  93. Bardini,
    Eu acho que ou se tem um canhão de pelo menos 105 mm ou o de 30 mm é melhor. Esse de 90 mm é um patinho feito em franco desuso.

  94. Aquele obuseiro Sul Africano Denel T5-52 de 55 km , seria o de maior alcance hoje no mundo?
    Seria uma alternativa boa para o EB ?

  95. Bardini, boa noite
    O problema do 90 mm é o alcance. Tem de ter o 105 mm, pq se não, a C Mec q realiza ações de retardamento, vanguarda ou proteção de flancos, por exemplo, fica em condições muito inferiores a quem tem 105 pra cima. Estes tem alcance 4 Km. O 90 tem 2 Km de alcance.
    Sds

  96. Fabiano,
    Há vários obuseiros no mundo que são de 52 calibres (de comprimento) como esse sul-africano. O recorde dele deve ser porque utilizou munição assistida por foguete.
    O canhão de 155 mm com maior comprimento de cano que eu saiba é o AGS naval, do DDG-51. que tem 62 calibres. Ele é um canhão naval mas tem funções mais afeitas aos obuseiros, daí estar na lista. rsrsss
    Além do comprimento do cano (e da carga de projeção) o alcance máximo de um obuseiro tem relação com o tipo de projétil utilizado, que pode ser: convencional, assistido por foguete (RAP), base bleed, sub-calibrado ou “planador”.
    Em relação ao comprimento do cano os obuseiros de 155 mm modernos são de 38 a 52 calibres (5,89 m e 8,06 m).
    O M-114 é de 24 calibres. Os M-109 utilizados pelo EB são de 39 calibres.
    O M-198 e o M-777 são de 39 calibres.

  97. Hoje temos canhões em calibre 90mm bem melhores que os usados pelo Cascavel e com alcance maior, inclusive da IMI sucesso da Cockerill, e que poderiam ser postos em um 6×6.

    O problema do blindado de reconhecimento armado com canhão na verdade não é o calibre, mas sim o preço. Seja 105 seja 90mm, a torre não sairá por menos de 1,5 milhão de dolares, ou seja, mais cara que o blindado em si.

  98. Até a torre de 30 mm do Guarani me parece que é mais cara que o blindado em si. Mas eu creio que existe uma “pegadinha” nisso: O blindado é que é “barato”!
    .
    O Guarani 6×6 custa algo como U$1,3 milhão, se não me engano. Não é fácil achar um sistema de armas que custe menos que isso.
    .
    Enfim, os franceses parece que resolveram o problema deles padronizando com 40 mm: http://2.bp.blogspot.com/-NtBXwO0L84M/VIxAiy9BtRI/AAAAAAAABSg/2vkVevzKdnc/s1600/EBRC%2BHeritage.jpg
    E o 120mm dos Leclerc.
    .
    Nós ainda estamos atrás do nosso “AMX10RC”, rsrsrs… E pelo jeito vai demorar pra achar.

  99. Bardini, na verdade a careza não deve ser medida em relação a blindado mas ao preço da torre em si e ao que se pode aceitar como razoável em um gasto militar no nosso caso, ainda mais agora.

    Acho que o EB não terá recurso para repor 340 blindados com canhão. Terá de optar por um alternativa. Ou reduzir o numero de blindados no pel c mec, ou por um com canhão 30mm ou um REMAX.

  100. Bom, o contrato (2016-2035) consta 4 lotes e no total 1.580 viaturas blindadas VBPT-MR 6×6. E no contrato da Ares estão apenas as 215 REMAX por R$ 328 milhões no total.
    .
    A UT30BR de 30 mm, acho que morreu nas 10 unidades, ou… mais pra frente que se fará um contrato adicional para elas, como no caso das variantes que não existem, como a porta morteiro.
    .
    Eu acho que entre gastar com canhão 30 x 173 mm e 105 mm, deveria se gastar primeiro com o 105 mm na plataforma 8×8. Ambos são “igualmente” caros, mas o 105 mm teria maior utilidade no meu entender (que não é lá grandes coisas).

  101. Se o 6×6 Guarani já atende o EB tendo sido feito sob encomenda xom base em estudos e tudo o mais , por que então não se coloca no 6×6 a torre com canhão 90mm do modelo acima citado a qual já é moderna e tal com maior alcanse ??? Ela é própria para veículos menores e ou mais leves como o Guarani e se o Cascavel segurou a onda até hoje junto ao Urutu sendo ambos 6×6 e ainda dão um caldo por que correr atras do 8×8???

  102. O “problema” do canhão de 90 mm é que há quase que um consenso em padronizar o calibre de 120 mm para canhões pesados de veículos de combate, havendo inclusive canhões de 120 mm de baixo recuo que podem ser instalados em veículos de 20 toneladas ou pouco mais.
    No máximo o que se admite nessa fase de transição é uma combinação do de 120 mm com o de 105 mm. Ambos com potencial antitanque que o 90 mm não tem.
    Se optássemos por continuar com um canhão de 90 mm para um veículo de reconhecimento/apoio de fogo correremos o risco de quando adotarmos um de 120 mm (inevitável no futuro) termos 3 calibres “pesados” e aí, haja logística. Sem falar que por melhor que seja o canhão de 90 mm ele é anêmico frente a blindagem dos modernos MBTs (em tese já que sabemos que na prática um RPG7 “pode” neutralizar um Abrams com blindagem de urânio). Para atirar em veículos de blindagem leve ou em paredes um de 30 mm é muito mais capaz, mesmo porque a quantidade de munição levada é 4 x maior e com um ganho imenso de flexibilidade que um canhão de 30 mm permite, inclusive com função AA.
    Na medida em que já se sinaliza a intenção de mudar o calibre de canhões pesados de tanques para algo além de 120 mm (130? 140?) ou então de mantê-lo mas com um sistema de ignição eletrotermoquímico (ETC) , ou combinar o sistema ETC com um calibre maior, acho sensato que foquemos num futuro imediato no calibre 105 mm para um canhão de apoio de fogo para uma plataforma sobre rodas 8×8, mesmo porque poderia se arvorar em ser um “caça-tanques”, coisa que um veículo com canhão de 90 mm não pode se dar ao luxo de fazer.
    Em relação ao canhão de pequeno calibre o de 30 mm é o mais adequado e nisso o EB acertou. O de 25 mm está em franca decadência e ficará para a história junto com o de 20 mm que já está há muito tempo.
    Calibres maiores que o de 30 mm, como por exemplo o de 35 e de 40 mm, apesar da alta letalidade são vistos com desconfiança pela maioria dos possíveis usuários tendo em vista a reduzida quantidade de munição levada no veículo, sem falar que eles são muito potentes mas ainda assim não são armas antitanques e na prática não fazem nada que um de 30 mm não possa fazer.

  103. Vale salientar que no caso do canhão de pequeno calibre de veículos de combate leves e médios seu desenvolvimento segue o mesmo princípio dos canhões pesados dos carros de combate. O canhão vai evoluindo na medida que a blindagem de veículos equivalentes do provável inimigo evolui. Hoje, o canhão considerado minimamente efetivo para perfurar a blindagem de veículos de combate leves e médios é o calibre 30×173 mm.

  104. Mas Bosco como vc mencionou que há canhão de 90mm atual(moderno) com maior alcance e no caso de não rolar o Guarani 8×8, por que não colocar o 90mm moderno acima mencionado no Guarani 6×6??
    O Cascavel mesmo com seu defasado canhão 90mm ainda está ae na ativa e tem o seu valor. Urutu e Cascavel são 6×6 e seguraram e seguram até hoje o piano não só no Brasil e creio que o fato do Guarani ter nascido 6×6 não foi por acaso, o EB fez o projeto do que lhe serviria melhor. Por quê hoje um 6×6 não serve ou é inferior?
    Só por que há veículos 8×8 não vejo que isto tenha que ser regra e ou que faça o 6×6 obsoleto, se serviu por trocentos anos ,por que agora não serve mais?
    Os terrenos são os mesmos e há projetos de veiculos 6×6 mundo afora com tecnologia embarcada, armamentos e tal tudo do bom e do melhor na atualidade.
    Acredito que dá pra explorar muito a plataforma 6×6 do Guarani em detrimento de um projeto 8×8 só por causa de poder levar um canhão de maior calibre.

  105. Srs

    Quanto a substituição do Cascavel, como há uma crise e escassez de dindin, a primeira questão é quanto pode ser estendida a sua vida útil. E se isto for factível, se não seria mais prático e efetivo dota-los com mísseis como, por exemplo, Spykes, para a função caça tanques (estilo AMX10).
    Outro ponto a se considerar é que, no caso do desenvolvimento do 8×8 com o canhão de 105, tal produto não tem muito mercado potencial, devendo a sua fabricação ficar limitada ao lote que o EB precisar.
    E isto não parece muito econômico, sendo, possivelmente, mais barato negociar com a Itália um lote de Centauros.

    Sds

  106. O Guarani 8×8 certamente terá comunalidade de componentes com o 6×6, o que beneficia a logística… A torre será uma existente, não tem como escapar disso. No longo prazo, durante a vida útil, que será muito maior do que um Centauro usado, a diferença aparece.
    .
    Só a demanda do EB já seria motivo o suficiente para fazer estes blindados aqui. É coisa perto de 400 veículos. Outro ponto é que fazer aqui, de certa forma preciona o Governo a adquirir mais unidades.
    .
    Quanto ao 90 mm como solução, acho que é realmente como o Bosco falou. O 30 x 173 mm é mais útil neste caso. Sem contar que já está integrado e testado.
    .
    Eu vejo o 30 x 173 mm como excelente opção, mas para um IFV sobre lagarta que substitua os M113.
    .
    Agora, falamos muito do 105 mm para o 8×8, mas talvez seja um baita acerto ir direto para o 120 mm, não?
    Como o 8×8 já está atrasado, e vai ficar ainda mais, essa opção poderia lá na frente padronizar com a munição dos novos MBTs. E como vai longe até se conseguir um 8×8, não se teria que gastar com compra de munição tão cedo.

  107. Amigo Bosco!
    Desculpe pelo atraso (estava viajando!) e uma quebra do ritmo.Mas acredito que posso colocar um pouco de “alho” na carne.
    A medida (metros vs calibres) nunca da certo.Sempre é menor pois se mede da corte de cano ate a corte da camara.
    Exemplo : os obuses russos (soviéticos tb) que tem diâmetro maior e tem o mesmo numero dos calibres mas quase sempre indicam o comprimento do cano de 6 (ou mais) calibres a menos de canhão.
    Outra. O Denel tem recorde declarado de 75 km com V-LAP (com 1000m acima do mar).Na realidade temos os valores considerados como “podrão” entre obuses da classe(34 km).O único que fica fora é 2A88 da “Coalizão” russa.Ai não tem nada singular e , de fato , é mais estranho dos obus do mundo hoje e deve ser considerado como graaaande adversário devido ao alcance, cadeia de tiro sustentada, mobilidade e proteção contra ADM .
    Mais uma. A melhor solução (subjetivamente) proposta hoje para blindados de ataque / apoio vi somente no BMD-4M. Onde canhão/lançador de mísseis de 100mm é acoplado junto com 30mm na mesma torre. Xeque-mate.Alias eles tem boas ideias de 125mm anti-tanque(Sprut),morteiro 120mm (Viena) , e outros.
    A ultima (podem ate me matar depois dessa 🙂 e que “um Colombelli” me perdoa) mais nunca gostei de M109 : lento , com um monte de operações desnecessárias no “nível base do comando” com aquela cordinha ridícula com um tubinho (mais ridículo ainda) de ignição e cadeia de tiro baixa. Ou seja : não é um sistema ideal nem muito competitivo hoje em dia sem TOTAL cobertura de FA e controle de tiro informatizado de alto nível da integração (e podemos garantir isso?).Mas..
    Ao mesmo tempo nao vejo alternativa nenhuma diante dos problemas financeiros e logísticos. Uma grande pena..
    Um grande abraço!

  108. Scud,
    Obuseiros podem ser adversários relativos à comercialização com clientes externos mas não entre si. No caso de um obuseiro com alcance muito maior, como o 2A88, e estando ele fora do alcance do seu homólogo americano ele não seria “enfrentado” por ele e sim pelo sistema MLRS com os foguetes guiados M-30/31 (80/90 km de alcance) ou pelo ATACMS (150/300 km de alcance) na velha tática de armas combinadas.
    Mas concordo com você que os americanos deixam a desejar com seu M-109 mas não podemos deixar de fazer referência á preferência deles pela mobilidade estratégica em detrimento de outros fatores. Um M-109 pesa 27 t enquanto um mega obuseiro AP em estado da arte passa fácil das 50 t e chegando rápido às 60 t.
    Como há uma grande distribuição de lançadores de foguetes MLRS/HIMARS no USA (cerca de 1500) que vieram a substituir as peças de maior calibre (175 e 203 mm) eles não têm uma necessidade premente de terem obuseiros com tubos compridos (além dos usuais 39 calibres) e sistemas sofisticados de recarga.
    Talvez com as operações de alta intensidade voltando à moda , em detrimento das operações assimétricas e voltadas para a guerra urbana, possamos ver alguma mudança nessa visão dos americanos em relação ao seus velhos obuseiros de 34 calibres e recarga manual. Vale salientar que eles quase adquiriram no passado o XM-2001 Crusader, com 50 t de peso, mas que foi cancelado devido à distensão motivada pela dissolução do PV.
    Mais recentemente os americanos quiseram emplacar um novo obuseiro mais leve que o M-109, com carregador automático mas com um tubo de 38 calibres, o M1203 NLOS-C, de 18 t, mas que também não vingou. Essa intenção mostra claramente a diferença de doutrina dos EUA com os países europeus e com a Rússia relativa à sua arma de artilharia.
    Um abraço.

  109. Scub, sob o ponto de vista de números absolutos um determinado obuseiro pode ser inferior, mas isso não significa que na pratica o seja.

    A questão do alcance, por exemplo. Hoje ela esta totalmente relativizada. A grande vantagem que ela propiciava que era permanecer a peça mais tempo na posição por poder acompanhar a tropa com fogo por mais distância/tempo hoje é anulada pelos drones e radares terrestres. A peça não pode ficar muito tempo no mesmo lugar, e ja que vai ter que se mover mesmo, ela pode acompanhar a tropa mais de perto.

    Outrossim, os obuseiros operam normalmente até 60% ou 70% de seu alcance máximo, porque:
    1) uso do alcance máximo implica cargas máximas e desgaste máximo.
    2) precisão diminui
    3) Deve sempre ser deixada uma margem para extensões emergenciais do fogo.

    Então hoje o alcance maior não é um fator determinante, sendo a contra bateria coberta por misseis ou ataque aéreo. No nosso caso temos os A-29 e A-1 pra isso.

    No que diz respeito à cadência de fogo, o que os moderníssimos fazem a mais é pouco utilizado na pratica. Raríssimas são as missões de fogo que demandam a execução por exemplo de 7 ou 10 tiros em um minuto, as quais nem podem ser sustentadas. Esmagadora maioria das missões da artilharia demanda cadências mais lentas onde os obuseiros se equivalem.

    Por fim, sistemas automatizados, de carregamento demandam manutenção e são caros. Em cadências mais lentas não fazem diferença alguma. E o M-109 A5 que estamos adquirindo tem entrada em posição computadorizada e rápida.

    Temos de mirar no teatro de operações em que poderíamos atuar.
    Postas estas premissas, o M-109 propicia material mais moderno e com melhor alcance. A questão é que estar operando peças de quase 80 anos, anda que eficientes, é vergonhoso. Por este motivo temos de trocas o M-114 1 o M-101

  110. Bardini 26 de junho de 2017 at 20:47

    Negativo, Bardini.
    O Exército Brasileiro assinou um contrato com a AEL para 216 UT-30 no valor de R$465.168.096,00.

    Órgão: 52121 – COMANDO DO EXERCITO
    Uasg: 160085 – ESTADO-MAIOR DO EXERCITO-MEX/DF
    Dispensa de Licitação Nº 4/2010
    Objeto: Objeto: Contratação para aquisição futura de 21 6 (duzentos e dezesseis) sistemas de armas – ca nhão 30 mm, UT 30BR, para serem integrados às v iaturas blindadas de transporte de pessoal, méd ia de rodas (VBTP_MR)para atender às necessidad es de Organizações Militares do Exército Brasil iro.
    Nº do processo: 004-12-2010
    Fundamento legal: Fundamento Legal: Artigo 24, inciso XXVIII, da Lei 8.666/93
    Justificativa: Justificativa: Fornecimento de bens e serviços que envolvem, alta tecnologia e defesa nacionala serem produzidos ou prestads no país.
    Data da declaração de dispensa: 29/12/2010
    Responsável pela declaração de dispensa: CARLOS ALBERTO PASSARELA ARANTES- CEL
    Cargo: Ordenador de Despesas do EME
    Data da ratificação: 30/12/2010
    Responsável pela ratificação: GEN BDA LUIZ FELIPE KRAMER CARBONEL
    Cargo: Chefe de Gabinete do EME
    Valor estimado: 465.168.096,00

    Órgão: 52121 – COMANDO DO EXERCITO
    Uasg: 160085 – ESTADO-MAIOR DO EXERCITO-MEX/DF
    Modalidade: 06 – Dispensa de Licitação
    Número da Licitação: 4/2010 Situação: INFORMADO
    CNPJ/CPF: 88.031.539/0001-59
    Razão Social/Nome: AEROELETRONICA LTDA –
    Ítem da Licitação: 00001 Cod. do Conjunto Material: 103268
    Identificação Conjunto Material: CANHAO
    Descrição Detalhada do Material: 216 CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA PARA FORNECIMENTO DO SISTEMA DE ARMAS – CANHÃO 30 MM, UT 30 BR, PARA SER INTEGRADO A VIATURA BLINDADA DE TRANSPORTE DE PESSOAL, MÉDIA DE RODAS (VBTP-MR) DO EXÉRCITO BRASILEIRO.
    Quantidade: 216
    Marca: UT 30BR Unidade: UND
    Preço Unitário: 2.153.556,00 Valor Total: 465.168.096,00

  111. Colombelli,
    Como sempre perfeito nas suas considerações. Agora, vendo por outro lado, o alcance ganha importância na medida em que um obuseiro deixa sua função clássica (apoio de fogo para as tropas em manobra, de fustigar o inimigo, de preparação, de interdição e de contra-bateria) e ganha capacidade de bater alvos pontuais e de área profundamente no território inimigo.
    Um abraço.

  112. Esta função é possivel quando temos artilharia com alcance bem maior, como no caso da Coreia do norte, onde o obuseiro deixaria a função tática para encampar uma estratégica. E lá como visto, ele faz melhor do que ninguem esta função.

    Mas é uma realidade bem diversa da concebida no ocidente, onde esta função esta relegada a misseis ou aviação. No nosso caso específico não encontraríamos nenhum alvo estratégico ao alcance de atilharia de forma imediata.

    Aqui o incremento de alcance seria algo bem vindo, mas o essencial acho que é poder dizer para o oficial, o sargento e o soldado que eles não estão operando um material que foi manejado pelos seus bisavós, como esta ocorrendo no caso da artilharia do EB. Há alternativas baratas de modernização. A artilharia ainda é o arma mais atrasada do EB e reputo que deveria ser a mais forte

  113. Exatamente em função dos “joguinhos de contrabateria” hoje bem mais que antigamente a cadencia e troca rápida de tipo de munição devem ser colocados no top dos itens “must have”. Os dois lados usando radar de anti-bateria com CEP real de algumas dezenas de metros podemos imaginar que 3-4 tiros antes de mudar a posição é bem melhor que 2 ou 1 ate.. E neste caso um sistema robusto e rápido dos concorrentes (2S1 , 2S3 ou 2S19) tem suas vantagens.
    Ou quando Voce dispara sequencia dos iluminativos? Ou numa fatal necessidade sair do buraco para tiro direto?
    Antigamente era “facil” : cavou buraco , fincou colimador , fixou pontos de referencia e .. voila!
    E cadencia era coisa de menos.Hoje ja não penso assim.
    Um grande abraço!

  114. Acabei de ler em outro site (DAN) que o EB vai receber mais 60 obus M109 somados aos 40 dos quais 32 serão levados ao padrão 109 A5+. Então agora serão 100 m109 por meio do FMS mas só 32 serão modernizados até então.

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