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Aviões C-23B Sherpa serão doados ao Exército Brasileiro via FMS

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DESPACHO DECISÓRIO Nº 183/2017. Em 30 de agosto de 2017.

PROCESSO: PO nº 1600004 EB: 64536.019946/2017-31 ASSUNTO: autorização para adiantamento de pagamento dos recursos financeiros relativos à doação de 04 (quatro) aeronaves de asa fixa modelo C23+ SHERPA, à aquisição de 02 (dois) pacotes de assistência e pagamento de taxas associadas, por meio do programa Foreign Military Sales (FMS).

1. Processo originado no Comando Logístico, por meio do DIEx nº 239-Seç CLIX Bld/ S Dir Mat/DMAT, de 17 de agosto de 2017, visando obter autorização para:

a. o adiantamento de pagamento de recursos financeiros necessários ao fornecimento de bens e à prestação de serviços obtidos junto ao Governo dos Estados Unidos da América (USG), por intermédio do Programa Foreign Military Sales (FMS), para a doação de 04 (quatro) aeronaves de asa fixa C23 + Sherpa, a aquisição de 02 (dois) pacotes de assistência, bem como as taxas administrativas correspondentes; e

b. a assinatura pelo Chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington, em nome do Exército Brasileiro, da Carta de Oferta e Aceitação referente à linha de fornecimento BR-B-IAF (Letter Offer And Acceptance BR-B-IAF), por meio do qual o USG define os valores correspondentes à doação de 04 (quatro) aeronaves de asa fixa C23+ Sherpa, a aquisição de 02 (dois) pacotes de assistência, bem como as taxas administrativas correspondentes.

2. Considerando:
a. o disposto no art. 38 do Decreto nº 93.872, de 23 de dezembro de 1986, e o previsto no parágrafo único do art. 87, alterado pela Portaria do Comandante do Exército nº 249, de 17 de maio de 2004, das Instruções Gerais para a Realização de Licitações e Contratos no Ministério do Exército (IG 1202), aprovadas pela Portaria Ministerial nº 305, de 24 de maio de 1995, publicadas no Diário Oficial da União de 26 de maio de 1995;
32 – Boletim do Exército nº 36, de 8 de setembro de 2017.

b. que o pagamento, de acordo com cronograma estabelecido na Carta de Oferta e Aceitação, está previsto na sistemática de aquisição de materiais e serviços por intermédio do Programa FMS;

c. que o fornecimento de material e serviço de Defesa do qual trata este despacho tem respaldo no Decreto nº 3.831, de 1º de junho de 2001, que promulga o Acordo, por troca de Notas, entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América, celebrado em Washington-DC, em 2 de junho de 2000;

d. tratar-se de pagamento e assinatura da Carta de Oferta e Aceitação referente à linha de fornecimento BR-B-IAF, conforme solicitado pelo Comando Logístico, por intermédio do DIEx Nº 239Seç CLIX Bld/ S Dir Mat/DMAT, de 17 de agosto de 2017;

e. que o pretendido instrumento atende aos interesses das duas nações e respeitam acordos internacionais de cooperação entre Brasil e Estados Unidos da América; e
f. que estão anexados ao processo pareceres favoráveis da Secretaria de Economia e Finanças, por intermédio do DIEx nº 320-Asse2/SSEF/SEF, de 22 de agosto de 2017, e da Consultoria Jurídica-Adjunta do Comando do Exército, por intermédio do Parecer nº 714/2017/CJAEx/CGU/AGU, de 18 de agosto de 2017, dou o seguinte
D E S P A C H O

1) AUTORIZO o adiantamento do pagamento no valor de US$ 41,062.00 (quarenta e um mil e sessenta e dois dólares americanos), conforme previsto no cronograma de desembolso da Carta de Oferta e Aceitação referente à linha de fornecimento BR-B-IAF, por meio do Programa FMS.

2) AUTORIZO o Chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington a firmar, em nome do Exército Brasileiro, a Carta de Oferta e Aceitação referente à linha de fornecimento BR-B-IAF.

3) Publique-se o presente despacho em Boletim do Exército.

4) Restitua-se o processo ao Comando Logístico, para as providências decorrentes

FONTE: Boletim do Exército Nº  36/2017/COLABOROU: Manuel Flávio

54 COMMENTS

  1. O FMS foi e ainda é feito até com Israel. Só lembrar o caso do fuzil M-16 onde cada um saiu pelo simbólico preço de US$ 1 dólar.
    .
    Bem vindo ao C-23 + SHERPA.

  2. Lembro-me das críticas esganiçadas á FAB quando ela doou aviões e helicópteros de seu excedente. Agora, essa coisa de doar mas tem que vir pegar aqui em casa parece coisa de cunhado. riso.

  3. Camargoer, as aeronaves foram doadas, mas a manutenção de duas delas está sendo comprada.
    O Brasil doa e reforma as aeronaves de graça para nossos vizinhos ou nações africanas “amigas”. Deve até entregar com “frete grátis” e não amarra nenhuma compra para compensar. Isso eu critico mesmo.

    E só para lembrar, os EUA são muito mais ricos que o Brasil.

  4. Agora mesmo os russófilos de plantão vão criticar a “DOAÇÃO” de velharia americana. Os russos e os chineses não fazem essa “sacanagem” com a gente.

  5. São feios, mas não vejo o critério BELEZA no processo de aquisição dessas aeronaves para o exército.
    Basta dizer que vão transportar soldados, mantimentos, alimentos, medicamentos, médicos, materiais e outras tantas coisas para as regiões que mais necessitam do apoio do EB.
    Alguém ali falou em usar o máximo possível e livrar-se eles, eu penso que é a oportunidade de testá-los e se for o caso comprar mais, já conhecendo seu valor como solução de transporte.

  6. Pelo que eu ja tinha lido em outras fontes a Elbit dos EUA é que deve revitalizar estes aviões e os supre desde o fechamento da linha da Short que hoje ainda existe, mas fabrica componentes para os Airbus, Boeing e BAE, é atualmente a maior industria da Irlanda., mas de qualquer forma vale a pena.

  7. Os EUA fizeram doação para o Exercito Brasileiro por sermos aliados de longa data, tem sempre desinformado que reclama de tudo para mim boa noticia. Agora poderia ver se nossa MB também pode obter meios via FMS, pelo menos 8 OHP para cobrir um pouco do buraco da falta dos meios de superfície, se a MB pedir vem de graça e só paga o PMG dos barcos para mais 15 anos de operação, más… o orgulho do almirantado não deixa e os pés firmes no chão dos generais do exercito conseguem melhorias e se destacam no contexto nacional, é o que penso.

  8. Olá Rafael. De modo algum critiquei a aquisição via FMS, apesar de achar um erro o EB montar uma estrutura de transporte igual ao erro da MB em querer montar uma aviação de caça. Defendo a padronização dos equipamentos nas três forças e o uso integrado das estruturas. Também não sou contra a doação do material excedente da FAB e EB para outros países. Por outro lado, sempre fico arrisco quando um cunhado oferece ajuda (riso). Por fim, parece o avião com que o Indiana Jones foge e explode no Himalaia.

  9. Rafael Oliveira, já os americanos dizem que ricos somos nós, quando comentamos com algum deles que o pelo mesmo Corxxla nós pagamos algo em torno de R$ 85.000,00 e eles pagam lá algo em torno de R$ 50.000 ao câmbio do dólar hoje (R$ 3, 1037). Ou quando ficam sabendo que os vereadores de todos os municípios do país são remunerados para comparecerem a uma sessão ordinária nas Câmaras Municipais por semana, e que todos os senadores da República têm carro oficial, e por aí vai…

  10. Olá Camargoer,
    Padronização, em tese, é melhor, mas acredito que sairá muito mais barato esses dois Sherpa operacionais (pelo que eu entendi, outros dois serão para fornecer peças) do que dois Grand Caravan novos, optando o EB por economizar.
    Não sei se seria viável adotar Bandeirantes e o preço da revisão/modernização.

  11. Adriano, eles são mais ricos. Nós apenas gastamos mal o dinheiro que arrecadamos explorando a população por meio de impostos escorchantes, além de protegermos a indústria “nacional”.

  12. diego ( 12 de setembro de 2017 at 15:49 );

    Esqueça as OHP… O que sobrou deve estar mais quebrado que arroz de terceira… A MB chegou num ponto de inflexão, no qual precisa necessariamente de aquisições de vasos de combate novos.

  13. Amigos,

    Estou certo que muito prefeririam o ‘Bandeirante’, mas receio que ele não cumpra a missão como o ‘Sherpa’ possa ser capaz de faze-lo, pois este último detêm um desenho muito mais adequado a uma aeronave tática, além de certas facilidades que o avião brasileiro não possuí ( das quais a mais notável seria a rampa traseira ).

    Enfim, ‘Sherpa’ não é o melhor dos mundos, mas é o que tem pra hoje.

  14. Alguém se lembra que o EB já arrendou quatro C-95 Bandeirante da FAB? Eram tripulados pelo pessoal da FAB, mas ficavam à disposição das missões do EB.
    .
    Parece que quatro é um número cabalístico para o EB.

  15. Deveriam ter feito o mesmo com o F 16 – Pegava no AMARG trazia para o padrão V, pagaríamos somente o MRO, as células viriam no 0800.
    ______________________________________

    N’água MB
    Solo EB
    Ar FAB
    Tudo integrado, vaidade sempre ela …..

  16. Como eu já disse antes, ter, comprar, ou receber em doação não significa poder manter e operar, o tempo mostrará.
    Avião errado, no momento errado, mas…o tempo

    G abraço

  17. Juarez, neste momento manter e operar é só um detalhe, o que eles precisam é voltar a ter seus aviões e pilotos de asas fixas, se não aproveitarem esta ocasião pode demorar muito para aparecer outra chance.

  18. Erro seria o EB querer usar aviões de capacidade igual aos de transporte da FAB, mas ter seus próprios aviões até um CN-235 é perfeitamente possível e indicado, como um grande númeto de Exércitos mundo afora.
    Só na AL a quase totalidade dos Exércitos tem seus aviões.

  19. “Bosco 12 de setembro de 2017 at 11:38

    Agora mesmo os russófilos de plantão vão criticar a “DOAÇÃO” de velharia americana. Os russos e os chineses não fazem essa “sacanagem” com a gente.”

    Senta e espera, esse poder vir a ser mais um daqueles casos que se comemora uma “compra de oportunidade” (não deixa de ser) e depois se lamenta. Demos tempo ao tempo.

  20. Não penso que será algo de se lamentar, pelo contrario más antes de avião de garga para transporte deveriam analisar se um heli tipo chinook não seria mais pratico pois se serve melhor tanto para transporte tático quanto para cargas pesadas e não precisa de pista de pouso…

  21. Ricardo,
    Quando se ganha algo você pode gosta dele ou não, jogar fora ou utilizar. Quando não se ganha você não tem opção alguma.
    Duvido muito que os EUA tenha nos enfiado esses aviões goela abaixo. Tudo indica que nós mostramos interesse em tê-lo e fomos lá verificar o estado das aeronaves.

  22. Pra mim não existe aeronave com mais cara de “exército” que esse avião. Sem dúvida a farda verde vai cair direitinho nele.

  23. Ricardo,
    Infelizmente no Brasil corremos o risco de lamentar qualquer atitude do Estado independente se foi uma aquisição de oportunidade ou se ficou sendo estudada e planejada há décadas. Tudo pode acabar apodrecendo em algum galpão se tiver sorte, caso contrário, vai ficar enferrujando no relento mesmo.

  24. diego 13 de setembro de 2017 at 11:28 Concordo com você Diego, mas é preciso levar em conta o custo operacional de um Chinook em relação ao custo do C-23…

  25. “Roberto 12 de setembro de 2017 at 11:34
    Boa aquisição,o Exército deve aceitá-los com boa vontade.
    Tirar tudo que for possível desses aviões e livrar-se deles o mais rápido possível, são muito feios”
    Roberto, vc quer avião pra voar ou pra tirar cria, rsrs.

  26. vou escrever de novo, na marinha foi a mesma coisa. Foram somente trezentas poucas células construídas. No momento em que precisar de peças de reposição do air frame vai ser uma novela, a anv vai ficar parada muiiiiiiito tempo.
    Lamentavelmente não se aprende aqui no Brasil com erros, é necessário sentir muita dor, no bolso.
    A anv mais adequada aos dias que vivemos para o EB seria o Gran Caravan

    G abraço

  27. O problema é o preço Juarez e a falta de cascalho. Cavalo dado a gente leva antes que mudem de ideia; Se der muito problema ainda sai mais barato e se cumprir missão é a conta.

  28. Bom dia a todos.

    Quais são as rotas a serem voadas? Quais as condições das pistas nos destinos? A aeronave sairá de Manaus, sede do 4° BavEx, e voará até um Pelotão Especial de Fronteira? São mais de 1000 quilômetros em alguns casos.

    Imagino que as pistas estejam em condições precárias e sejam muito curtas. O ideal é mesclar o Sherpa com o EMB 145. O Sherpa voando para lugares sem estrutura e o EMB145 voando para destinos com melhor infraestrutura.

    Se a idéia é transportar 20, 30 militares por vez um jato regional dá conta e o faz na metade do tempo de um turboélice. E libera o Sherpa para o transporte de cargas.

  29. Eduardo, transporta-se TUDO para os PEF: combustível, remédios, comida, munição, armamento, material de construção, mobiliário, material de expediente. Não são só pessoas. Os C-105 Amazonas operam em todos os PEF. Eu já estive em vários.

  30. Cel. Nery, será que quatro (se é que todos serão operacionais) C-23B serão suficientes para suprir essa demanda? A FAB pelo jeito vai ter que continuar carregando piano pro EB por muito tempo…Abraço!

  31. Boa tarde Cel.

    O senhor concorda que, dependendo das condições das pistas, jatos regionais poderiam trabalhar em conjunto com turboélices?

    Porque os deslocamentos serão de três horas em alguns casos. Coloca o pessoal, comida e remédios no EMB145. O Sherpa transporta combustível, munição, material de construção e expediente.

    O Sherpa sempre irá precisar do dobro de horas de vôo para sair de Manaus e chegar a um PEF. Se precisar de escala para reabastecimento entram questões como ciclo de acionamento dos motores e trem de pouso.

    O senhor continua na Azul?

  32. Adriano,
    A notícia sugere que serão dois operacionais e dois como fonte de peças: “a aquisição de 02 (dois) pacotes de assistência”.

  33. Obrigado pela observação Rafael. Nesse caso, com duas anvs operacionais e sem previsão de recebimento de outras, a aviação de asa fixa do EB será mesmo para criar doutrina, e a FAB continuará por muito tempo fazendo o transporte tático para o Exército…

  34. Walfrido Strobel 13 de setembro de 2017 at 0:50

    Claro que é só um detalhe…

    O importante é gastar dinheiro com formação de pessoal e depois não ter onde eles voarem.

  35. Rodrigo Martins Ferreira, os pilotos que o EB tiverem para voar estes Sherpa poderão voar qualquer outro avião com curso e adaptação.
    No momento se liberaram asas fixas para o EB a oportunidade tem que ser aproveitada, depois se compra outros aviões como o Caravan para outras unidades chegando até um CN-235 para formar seus paraquedistas.
    Os Exércitos da Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela tem seus aviões, porque o EB não aproveitaria esta oportunidade.

  36. Mesmo com a Aviação do EB operando asas fixas a FAB vai continuar apoiar, principalmente com o Esq. Arara de Manaus com os C-115 e o Esq. Onça de Campo Grande com os C-115 e os C-98A Grand Caravan, e é lógico com os C-130(depois KC-390) do Rio de Janeiro também.
    É assim que funciona em todos os outros países onde existe a aviação de asas fixas no Exército, com aviões menores do que os usados pelas Forças Aéreas.
    É bom que o EB tenha seu avião para cumprir suas necessidades, me lembro de um artigo onde um Sherpa do US Army transportava um motor de helicoptero para fazer uma troca em uma aeronave em pane, isso dispensou que fosse acionado um C-130 da USAF.
    .
    Me lembro em 1986 que Manaus não pode atender um destacamento do EB em Rondônia ou no Acre, não me lembro qual estado, e o Gen. Budó de Porto Velho solicitou um apoio da BAPV, pois a situação deste destacamento era crítica, estavam sem alimento, vivendo de pesca e caça.
    Foi autorizado uma missão com o Sêneca onde o Cap. Av. Tomic decolou com sacos de arroz, macarrão e feijão para este destacamento, a pista era tão ruim que no final ao fazer a curva para retorno o avião encalhou na terra e quase tocou a hélice no chão, o pessoal de Destacamento teve que descarregar o avião encalhado e tirar do local no braço até um local com piso mais firme.
    Na época o EB não tinha nem os helicopteros que tem hoje, estavam reiniciando sua aviação.

  37. Walfrido Strobel 15 de setembro de 2017 at 14:03

    Só que não adianta espertão fazer o curso e voar 1-2x por ano.

    Mas não é o seu pescoço, então pode de boa.

  38. É caro, é russo, alto custo hora, mas a aeronave para o EB na Amazônia é o MIL MI 26. Quatro deles, só quatro em Manaus, e toda a logística dos pelotões de fronteira estaria resolvida. Alimentação, munição, armamento, material de construção, maquinas, caminhões, tratores, viaturas, blindados, peças de artilharia, etc, tudo entregue aos pelotões a partir de Manaus via “Sedex”.

  39. GRANDE PIADA , **DOADOS** , mas o PIOR gente acreditando e repassando ,então porque o Exercito não aceita os Quatorze ? A Verdade é Doado se for feito um ** Trabalho * antes para Repotencializa-los , a custos deles e só por eles , verdade é verdade , piada é piada !

  40. Primeiro quatro para avaliar, analisar, ter doutrina. Não duvido nada que chegarão mais alguns Sherpas, (sem desmerecer à aquisição) ainda mais se tiverem em boas condições. O C115 Búfallo seria o ideal, Porém à aeronave deixou de ser produzida e não houve interesse pelo projeto e fabricação. Será que era tão obsoleto? não poderia ter o projeto e atualizá-lo? São perguntas e conjecturas. Grande Abraço.

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