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BAE Systems entrega o 250º M113 modernizado para o Exército Brasileiro

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M113 A2 MK1

Curitiba, 06 de novembro de 2017 — A BAE Systems entregou a 250º unidade modernizada do Veículo Blindado de Transporte de Pessoal M113 ao Exército Brasileiro. A atualização do M113B para a configuração M113 A2 MK1 mais recente inclui a reforma do casco e dos componentes, e a substituição ou atualização dos motores, transmissões e sistemas de resfriamento, conferindo um nível superior de desempenho geral, flexibilidade operacional e prontidão ao veículo.

A BAE Systems obteve contratos em 2011 e 2016 para atualizar 386 unidades do modelo M113 do Exército. Sendo um dos veículos militares sobre lagartas mais versáteis do mundo, a nova tecnologia do trem de força e os aprimoramentos da suspensão garantem que o M113 funcionará efetivamente por muitas décadas.

“O programa de modernização do M113 é um ótimo exemplo da forte relação da BAE Systems com o Exército Brasileiro e do nosso esforço conjunto para trazer essas novas e importantes capacidades para a frota”, afirmou Brian Lawton, gerente de programas internacionais da BAE Systems. “Estamos ansiosos para ampliar e avançar nesta parceria, dando continuidade ao programa de modernização e aumentando a participação da indústria brasileira”.

A empresa está trabalhando em parceria com o Exército para realizar o programa de modernização do M113 no Brasil, no Parque Regional de Manutenção 5 do Exército, em Curitiba (PR). A companhia também está investindo em empresas locais para produzir e renovar componentes-chave, como parte do esforço da BAE Systems para fortalecer a cooperação industrial, oferecer empregos, e transferir tecnologias-chave e técnicas avançadas de fabricação.

“Nós nos concentramos continuamente em formas de apoiar a economia local por meio do uso de cadeias de suprimentos locais, parcerias industriais e outros investimentos para estabelecer e apoiar capacidades de desenvolvimento e produção local”, disse Marco Caffe, gerente geral da BAE Systems para o Brasil.

O M113 constitui a maior família de veículos blindados sobre lagartas do mundo, contando com mais de 80 mil unidades atualmente em serviço em pelo menos 44 países.

Sobre a BAE Systems
A BAE Systems atende as necessidades de seus clientes e oferece uma ampla gama de soluções avançadas em equipamentos de defesa, aeroespaciais e de segurança. A empresa trabalha em conjunto com seus parceiros locais para desenvolver, construir, produzir e apoiar as inovações que garantem a soberania, sustentem a economia e protegem os interesses comerciais dos diversos países em que atua. Seus 88 mil funcionários, nos seis continentes, estão empenhados em criar soluções que protegem e fortalecem nações, comércio, comunidades e pessoas.

DIVULGAÇÃO: G&A Comunicação Empresarial

70 COMMENTS

  1. Eu vejo o exército com “os pés no chão” e, sem trocadilhos, a marinha e aeronáutica deveriam fazer o mesmo. Das 3 forças, tem-se a impressão de ser o exército a que melhor administra seus parcos recursos.

  2. Considerando que andam aparecendo metralhadoras M1919 nos morros cariocas, não duvido de alguns pintados M113 de preto se fazerem presentes.
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    É um veículo consagrado para se levar infantes perto da frente de batalha, mas não muito perto. Israel só os usa até no mínimo 100 metros da frente.

  3. O EB teve por muito períodos o dobro do orçamento da MB, que todo mundo senta o sarrafo.
    Tem a pior relação Custeio e Investimento x Pessoal das 3 Forças.
    O dobro de gasto com Inativos que a MB, que todo mundo senta o sarrafo.
    Nem na pior parte da crise houve estudo para efetiva redução do quadro de pessoal. MB já está se mexendo e FAB implementou mudanças.
    Tem fácil acesso a material barato de segunda mão no estrangeiro.
    Modernização de material de segunda mão é uma pechincha, comparado as necessidades das outras forças.
    Tem Estatal encostada, mas só se fala mal da Emgepron.
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    “Pés no chão”…
    Tá bom…
    http://www.defesa.gov.br/arquivos/lai/despesas/serie_estatistica_2014.pdf

  4. Olá Bardini. Seus números são compatíveis com o fato do EB ter mais pessoal do que a FAB e a MB juntos. Já fizemos esta conta aqui e sabemos que o pessoal (ativo e inativo) é responsável por 25 a 35% do orçamento total. Por exemplo em 2016, o comando do EB ficou com quase 37.8 bilhões de reais, a FAB com 19,4 e a MB com 21,3. Ou seja, o EB continua recebendo praticamente o dobro do que a FAB e a MB recebem.

  5. O m-113 âo meu ver deveria reforçar um pouco mais a blindagem ou pelo menos ter um adicional de blindagem adicional.Ele foi desenvolvido na guerra do Vietnam na década de 60 e as melhorias aqui apresentadas foi relativo a mecânica e não a blindagem ou armamento poderia pelo menos por uma grade de proteção contra RPG.Eu sei que o veiculo é bom e barato de operar é um taxi de batalha mesmo mas o srs. notem que ele tem mais de 50 anos,já é um vovó já é hora do exercito pensar numa substuição aos pouco,pelo menos colocar um misseis antitanque neles alguns com misseis antiaéreos tipo rbs-70.

  6. O EB poderia reduzir a estrutura, acabar com RM e CM e colocar a responsabilidade toda na divisão cada divisão para uma região específica. Redução de estrutura organizacional é uma ótima forma de poupar dinheiro sem perder capacidade. A Argentina já faz isso ela não tem mais os Corpos de exército que era responsável por cada região agr quem faz isso são as divisões. https://en.m.wikipedia.org/wiki/Structure_of_the_Argentine_Army . Além do mais ótima negócio essa modernização, na minha opinião só falta lançadores de fumaca automáticos e uma mira noturna para metralhadora ou mesmo a instalação da Remax nesses veículos.

  7. Bardini 6 de novembro de 2017 at 17:47
    Tem muito ex-combatente e seus dependentes pendurado no EB e não nas outras forças, proporcionalmente.
    Além do efetivo ser maior.

  8. Alexandre Galante 6 de novembro de 2017 at 18:32
    Tem Carro de Combate, Reconhecimento, Transporte, artilharia de Bda, Div e EX, engenharia, estrutura logística móvel, aviação e mais sei lá o q…
    Marinha só tem navio e a FAB avião…. bem poucos, aliás…
    Se for pensar assim…

  9. Com quase trinta de bilhoes de doletas no ultimo ano, so da comprar produtos de segunda mao e remendar as velharias que temos. Eita RALO sem fim!!!.

  10. Galante, compare uma unidade com uma unidade.
    São comparações Q não levam a nada.
    O q mais se questiona é q a marinha está quase com mais almirantes 4 estrelas do q escoltas… E olha q admiro e defendo a Marinha, pq sei q são problemas complexos, mas o povo não entende.
    Sds

  11. Cada força possui seus problemas. O EB sempre teve maior orçamento devido realmente ao número de pessoal. Isto não quer dizer que a FAB e MB não necessitem também de um orçamento condizente. Entretanto comparar meios, realmente fica difícil. Um navio, caça ou avião cargueiro são meios que necessitam de pessoal especializado, maior manutenção tempo de vida útil da aeronave ou navio de guerra ou mesmo cargueiro. Conclusão: cada Força sabe das suas necessidades. Concordo com o Srs. Galante, Bardini e Agnelo e também discordo dos três. União faz a Força dividindo nos tornamos fracos. abraços a todos. Alguns M113 poderiam ser doados ao CFN e também à Infantaria da Aeronáutica. Da mesma forma que a FAB poderia ceder a MB( e esta querer) à vigilância marítima. A FAB poderia cooperar com o EB na questão da aviação. Todos aprendem e ficam satisfeitos para isto deveria ser também proposta do Ministério da Defesa. Abraços a todos.

  12. A discussão tomou um viés que não corresponde ao que se quis dizer com pé no chão. O que se quis dizer é que considerados os orçamentos e peculiaridades o EB gasta melhor.
    É claro que um navio ou um caça é mais caro que um blindado. O que se quer dizer é que mesmo assim, o EB parece gastar melhor, ou seja, buscar soluções que mantem melhor a operacionalidade com melhor custo/benefício. Mutatis mutandis, seria o mesmo que a MB agora conseguir bons navios de segunda mão por um preço razoável.

  13. Quem já foi atrás dos números, sabe que o EB é quem tem a pior relação pessoal x custeio x investimento.
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    Sobre equipamento…
    O custo de aquisição das 4 Tamandaré, praticamente cobre a aquisição dos 1.500 Guarani. E as 4 Corvetas não fazem nem cócegas nas necessidades da MB.
    O custo do contrato desses 250 M113 aí, não compra metade de um Gripen. E será necessário ter mais do que estes 36.
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    É fácil equipar o EB. Mesmo não tendo dinheiro sobrando, opção tem de sobra no mercado.

  14. A diferença é que o Exército precisa comprar um carro blindado sobre rodas, desenvolver o Guarani. Quer comprar um sistema de saturação, vai de Astros. Quer comprar peça de artilharia, vê se nos estoques americanos tem algo. Quer comprar um avião para transporte logístico, se contenta com o Sherpa.

    A Marinha tem que comprar um submarino, tem que ser nuclear. Tem que comprar uma fragata, tem que ser novo e de um dos grandes estaleiros ocidentais. Oriental, mesmo que seja de uma potencia industrial naval, não serve.

    É lógico que é muito mais fácil para o EB comprar equipamento de ponta e até com desenvolvimento nacional. Mas se a MB tivesse os pés no chão, já estávamos com bons navios sul coreanos por aqui.

    Mas essa discussão é muito mais embaixo. Cada força tem suas dificuldades. Escopos de atuação diversos, quantidade de efetivo e, principalmente, os aspecto político das decisões.

    Estou aqui criticando a MB mas, por pouco, poderia, também, estar criticando o EB pela escolha do Pantsir com o tal TOT. Mas bem sabemos que isso era o GF tentando entubar essa aquisição no EB para equilibrar a balança com os russos.

  15. Essa pataquada de “transferência de tecnologia” foi criada para gerar grandes programas públicos, envolvendo bilhões em verbas que necessariamente passariam por empreiteiras, que começaram a ter divisões industriais de defesa. É aquela coisa: pega-se uma boa ideia, capacitar a indústria nacional, e se faz um contrato de poucas unidades (poucos caças, poucos helicópteros ((e, pior, não no estado da arte)) poucos submarinos, poucos sistemas anti-aéreos), gasta-se 10 vezes o preço individual de cada um deles no mercado, ganha-se um pouco de expertise, mas não se desenvolve realmente uma indústria nacional, basicamente porque os programas acabam se encerrando em si mesmos: a) Será mesmo que serão mais de 36 NG(s)? b) Será que o Brasil conseguirá construir mais submarinos sozinhos, depois dos 5 ou 6 do Prosub?

    Temos grandes planos como nação, mas todos eles esbarram na corrupção endêmica e na incompetência e governos. Com isso, continuamos a ser um pobre país rico, de modo que as vezes, fico imaginando – se ao invés de montar esses grandes programas cheios de esquemas, não seria mais rápido e barato comprar mesmo de prateleira e absorver tecnologia operando os equipamentos.

    O Exército fez o certo, moderniza o que pode, compra o que pode e toca um programa mais amplo naquilo que sabe que, no longo prazo, terá sucesso. O caso do Guarani foi uma boa sacada, um veículo moderno, capaz, que vai renovar a força por bastante tempo, sem muito alarde acerca de “transferência de tecnologia”.

  16. “A Marinha tem que comprar um submarino, tem que ser nuclear.”
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    Foi definido como política de defesa que a MB teria como área estratégica a pesquisa nuclear.
    FAB ficaria com o setor espacial.
    EB ficaria com a defesa cibernética.
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    “Tem que comprar uma fragata, tem que ser novo e de um dos grandes estaleiros ocidentais. Oriental, mesmo que seja de uma potencia industrial naval, não serve.”
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    Já fizemos navio na China.
    A reconstrução da base na Antártica esta sendo feita por chineses.
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    Estaleiros na briga pelas 4 Corvetas Classe Tamandaré:
    China Shipbuilding and Offshore Co Ltd;
    China Shipbuilding Trading CO Ltd;
    Goa Shipyard Ltd;
    Mazagon Dock Shipbuilders Ltd;
    Rosoboronexport Joint Stock Company;
    Posco Daewoo do Brasil;
    Singapore Technologies Marine Ltd;
    Wuhu Shipyard CO Ltd
    .
    E isso que a MB é preconceituosa com os Orientais… Imagina se não fosse.
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    “Mas se a MB tivesse os pés no chão, já estávamos com bons navios sul coreanos por aqui.”
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    Ahh.. .sim, pq os Koreanos são mágicos e fazem navio de graça.
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    “Estou aqui criticando a MB mas, por pouco, poderia, também, estar criticando o EB pela escolha do Pantsir com o tal TOT”
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    Pantsir era coisa do MD.

  17. Senhores,

    Por que o Charrua não foi aceito pelo exército brasileiro? Ele poderia ser adaptado para os dias atuais?
    Sou leigo, mas ele me parece um veículo baixo e fácil de esconder, ao contrário do Guarani.

  18. Bardini, dos chinas eu não compraria nem caixa de fósforo. Submarino nuclear foi retomado somente para justificar os franceses e a propina que cedo ou tarde será descoberta. Deveriam ter pensado em mais dois ou três convencionais que fariam a mesma coisa e por hora o pé do no chão será ver umas escoltas usadas antes que vire uma argentina.
    Carlos, estas unidades que seriam cortadas até agora pelo menos não se sabe de nada que tenha sido concretizado.

  19. Se é pra ficar caro a aquisição de equipamentos pra galera não apedrejar o EB então basta encomendar uns 220 Leo 2A7 + que conforme uma postagem antiga aqui no Forte tava por uns 36 milhões a unidade (logo 7,9 bi se for em reais os 36 mi).

  20. Pessoal, para quem acha que o M113 modernizado deveria ter mais blindagem, procure por imagens dele em travessia. Ele ficou apenas um pouco acima da linha d’água. Não tem como acrescer mais peso a ele.

  21. colombelli, o ‘Vital de Oliveira’ foi feito na China, sendo fiscalizado por pessoal da MB. Até o momento não se fala de problemas.
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    “Submarino nuclear foi retomado somente para justificar os franceses e a propina que cedo ou tarde será descoberta.”
    .
    Pode até ser, mas a parte da propina que descobriram até agora não relaciona a MB. E existe forma de fazer malandragem sem envolver a MB nesse contrato.
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    “Deveriam ter pensado em mais dois ou três convencionais que fariam a mesma coisa…”
    .
    Já pensei assim. Mudei de ideia e discordo desse ponto de vista, por diversos fatores.
    Nenhum SSK tem ou vai ter as capacidades de um SSN. Ter 3 SSK significa ter 1 disponível, que estaria amarrado a uma área limitada.
    Você pode argumentar que ter um SSN é o mesmo que não ter nenhum, o que é verdade… Mas o que estamos construindo é apenas o protótipo de uma nova classe.
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    “e por hora o pé do no chão será ver umas escoltas usadas antes que vire uma argentina.”
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    Concordo plenamente, precisamos de Escoltas urgentemente para cobrir o GAP, mas não tem tantos Escoltas assim em boas condições dando sopa e os que tem vão ser disputados a tapa e custarão caro.
    A MB não tem mais o Estoque dos americanos para se sustentar. A US Navy está tentando tirar até o tutano dos seus navios e o que sobra é coisa grande e cara demais para a MB.
    .
    O caminho mais racional é construir Escolta novo, feito para atender nossas demandas e durar tanto ou mais o que as Niterói estão durando. Se não tivessem feito essas Fragatas lá atrás, estaríamos em muito pior situação que a Argentina.

  22. Bardini, certamente que a propina não esta na Marinha, Está na origem da escolha e depois na utilização do sub nuclear como fundamento para contratar a empreiteira do meu xará para fazer a base em troca de muitos pilas de “doação” pra o elemento apenado e sua corja. Uma nova classe de submarinos nucleares nunca existirá. Isso não é achismo, resulta da tomada em perspectiva do que tem acontecido no mais das vezes aqui. Este projeto sugará bilhões e irá parar e se arrastar, virando um poço sem fundo. Olhe lá se um reator de emprego civil sair será muito, Com 03 nucleares teremos um operando. Com mesmo valor teriamos 12 convencionais, com 04 a 06 operando. Nossa estratégia é defensiva. Não precisamos avançar mar a dentro. Justamente porque tem poucas escoltas uadas disponíveis devemos agir rápido, sem prejuizo das corvetas. Aliás, já deveríamos a tempos ter feito algo neste sentido.

  23. “Nossa estratégia é defensiva. Não precisamos avançar mar a dentro. ”
    .
    Até onde eu já li, toda a nossa estratégia é fundamentada em Anti-acesso e Negação de Área, A2/AD. Não existe forma de implementar a parte do “Anti-acesso” sem entrar mar adentro.

  24. Bardini, o que me refiro é que sub nuclear tem sentido quando se vai atuar longe da costa. Até 300 400 km da costa um convencional faz bem o serviço. Submarino nuclear tem sentido e ação global. Com estratégia defensiva não temos porque ter um barco que seja global. A cobertura de convencionais em maior quantidade dentro da região proxima da costa é bem mais eficiente que um ou três nucleares.

  25. Colombelli, acho que você está desprezando as dimensões do Atlântico e o potencial do SSN perante um SSK.
    .
    Um SSN é peça fundamental na estratégia de negar o uso do Atlântico por um inimigo.
    Se entrincheirar na costa, esperando um inimigo se aproximar é basicamente dar espaço para a aviação inimiga atuar, bem como, aumentar o alcance dos mísseis de cruzeiro sobre o nosso território.
    .
    SSN:
    Meio mais capaz para combater outro SSN e caçar um SSGN/SSBN.
    Meio mais efetivo para cortar linhas de suprimento.
    Meio mais efetivo para combater um FT baseada em um PA.
    Não é limitado a uma área de atuação.

  26. Bardini, ninguem questiona s superioridade do nuclear. Mas a questão nodal é a seguinte, considerado que não iremos atuar ofensivamente longe de nossa costa, considerando que o convencional tem autonomia para o tipo de estratégia defensiva que temos e que com o preço de construção de um nucelar podemos ter 03 ou até 04 convencionais, o custo benefício de um nuclear não compensa, pois ele não faz o que três comuns fazem.
    Pra mim so tem sentido o nuclear para fazer o que o convencional não faz: levar a guerra ao mar do adversário.
    Se fossemos atacados por um EUA da vida, nem 05 nucleares fariam grande diferença. Se formos atacados por qualquer outra força, é melhor ter 12 convencionais aqui para recebe-los a 400 km da costa do que 03 nucleares que um estará em manutenção.

  27. Negrão, um veículo baixo oferece pequena proteção contra IEDs, uma grande ameaça atual.
    Os blindados mundo afora estão sendo padronizados na altura do Guarani, sendo grande parte deles ainda mais alto.
    Dizem que o Charrua afundou nos testes. Mas o motivo deve ter sido falta de dinheiro do EB mesmo. O EB comprou o Cascavel e o Urutu, desprezando Osório, Tamoio, Charrua, Jararaca, Sucuri e Ogun. A verdade é que nossas empresas desenvolveram produtos que o mercado, e não apenas o EB, não quis, por serem limitados ou inferiores a seus pares.
    De qualquer forma, hoje não faz sentido ressuscitar um projeto dos anos 80. Se for para fabricar algo, que seja novo e atual.

  28. Colombelli, tenho de fazer coro ao Bardini, e peço desculpas aos demais pela discussão fugir do tópico. 12 convencionais não fariam o serviço de 3 SSNs, por um simples motivo: velocidade. O Galante mesmo já bateu nessa tecla N vezes aqui na Trilogia: SSN é o verdadeiro submarino. Vamos aos números: nossos U-209 tem uma velocidade de cruzeiro de 4 nós (cerca de 7 km por hora). Uma frota teria qualquer de seus navios desenvolvendo pelo menos 16 nós, ou mais, ou seja, seriam pelos menos 4 vezes mais velozes, e o MO outro dia comentou que já tem mercante ultrapassando os 20 nós de velocidade de cruzeiro!!! Não tem como um SSK perseguir uma frota inimiga, somente muito, mas muito azar deles para cruzar a rota de um SSK. O que uma dúzia de SSKs fariam num mar territorial de mais 6.000 km de extensão sendo tão lentos assim? Quase nada… SSNs podem passar de 20 nós facilmente e permanecer assim por horas ou dias, poderiam perseguir e atacar quando e onde quisessem.

  29. AL, o submarinos não irão perseguir uma frota, irão intercepta-la. Ela estará em um ponto determinado, não em toda costa.

  30. Rafael e Negrão, antes pelo preço do que pela inadequação o Charrua não foi incorporado, assim como o Osório. O Charrua não é pior que o M-113 hoje modernizado, mas era novo e o novo era e é caro.

  31. Mas eles não tem velocidade para isso Colombelli. A interceptação só seria possível se a rota da frota, ou das frotas, você conhecida nos mínimos detalhes e os subs mandados uma semana antes. Aí entra o detalhe crucial: temos meios para isso? Busca, descoberta e acompanhamento de navios inimigos? Esse foi o calcanhar de aquiles da Kriegsmarine na 2 Guerra Mundial, eles não tinham meios de encontrar navios inimigos, os próprios subs tinham de fazer o serviço, e isso atrapalhou e muito o desempenho deles.

  32. Srs

    Para contribuir para o debate.

    Quanto as características dos SSN e SSK e suas vantagens e deficiências.

    Velocidade:
    Os SSN, no geral, tem maior velocidade (os Akula, dizem, chegam a mais de 40 nós) e podem sustentá-la continuamente.
    SSK`s mais recentes até conseguem velocidades altas (mais de 20 nós) , mas por pouco tempo (há informes de maior persistência em maior velocidade por subs AIP).
    O problema é que os submarinos, quando em maior velocidade ficam cegos e surdos pois seus sistemas de sonar são afetados pelos ruídos gerados pela turbulência da água, pela cavitação e até pelo ruído das máquinas.
    Neste aspecto, aliás, os SSN são piores, pois seu sistema de propulsão é a vapor (turbinas, bombas, válvulas, etc), que geram muito ruído.
    Conforme citado por muitos, a velocidade tem a virtude de permitir a evasão só SSN quando perseguido por torpedos, porém, atualmente, há torpedos de maior velocidade, o que reduz esta vantagem.
    Ou seja, ter maior velocidade é uma vantagem relativa pois ela prejudica a discrição ao permitir a localização do submarino pelo seu ruído.

    Discrição
    Os subnucs podem permanecer submersos por meses, o que os transformou nas melhores plataformas para mísseis balísticos e na principal arma das potências nucleares.
    Os SSN, neste aspecto levam uma enorme vantagem sobre os SSK, visto que estes precisam subir a superfície para recarregar as baterias (os AIP podem permanecer mais tempo mergulhados mas, ainda, ficam longe da capacidade dos SSN).
    Porém, no geral, os SSK são mais silenciosos que os SSN, o que os torna melhores para funções de tocaia.
    Ou seja, para os casos em que um submarino preciso permanecer longo tempo submersos, em longas e extensas patrulhas, os SSN são a resposta; e para os casos em que o submarino precise ser silencioso mas não necessite permanecer muito tempo submerso, os SSK resolvem.

    Alcance de Sensores
    Os subs, sofrem de deficiências quanto a visão situacional, pois dependem de seus sistemas de sonar passivo. Isto os torna dependentes de auxilio externo e cria uma vulnerabilidade pois para receber dados eles precisam emergir pelo menos uma antena (há a possibilidade do uso de LF, mas isto depende de transmissores especiais e é um meio de comunicação muito lento).
    Ou seja, os SSN podem permanecer meses mergulhados, mas para se tornarem eficazes em operações em alto mar, precisam dos “olhos” de outros (aviões, satélites, etc.).

    Custo
    Os SSK são bem mais baratos (compra, operação e desativação), mesmo AIP, que os SSN.
    Ou seja, SSN’s são um investimento caro passível apenas em marinhas ricas.

    Espero ter contribuído para o debate.

    Sds

  33. AL se tua premissa fosse válida, nenhum pais investiria mais em submarinos convencionais. Interceptação não depende de perseguição até porque hoje isso ja ocorre e não impede o risco que representam os subs convencionais .Os meios de reconhecimento devem ser notadamente aéreos ( satélites para os poucos que tem). O mar territorial brasileiro é gigantesco e nem mesmo se os submarinos tivessem velocidade de um carro de corrida poderiam cobrir tudo em tempo hábil e prescindir deste auxílio. Se há falta de meios de reconhecimento é outra questão, que não anula o fato de que a localização por estes meios é que irá orientar os subs, sejam comuns ou nucleares, prioritariamente.
    A localização exata nunca é precisa em tempo real. O que se tem é uma área provável que estará ao alcance tanto de um convencional como de um nuclear desde que não pretendamos fazer esta interceptação a milhares de quilômetros.
    O nuclear é melhor mas seu custo benefício não compensa pra quem não tem condições de ter números minimamente relevantes ou não pretende uma atuação global.

  34. Um SSN pode escolher como, onde e quando vai atacar. Depois do ataque, o SSN tem capacidade para se evadir e aumentar em muito a área de um possível contra-ataque inimigo, devido sua velocidade sustentada.
    .
    Um SSK, caso de sorte de esbarrar com o inimigo perambulando por sua limitada área de atuação, pode atacar e entregar sua posição… Mas se evadir é que são elas, quando não se tem velocidade. E se tiver velocidade, é limitada pelo combustível.
    A região do contra-ataque não é tão expandida, o que facilita a atuação do inimigo, sendo que pode calcular a região que limita a posição futura do SSK.

  35. “Busca, descoberta e acompanhamento de navios inimigos? Esse foi o calcanhar de aquiles da Kriegsmarine na 2 Guerra Mundial, eles não tinham meios de encontrar navios inimigos, os próprios subs tinham de fazer o serviço, e isso atrapalhou e muito o desempenho deles.”
    .
    Os U-boats não eram submarinos. Eram Submersíveis. Existe uma grande diferença entre estes termos. Os U-boats só podiam atacar na superfície ou em profundidade de periscópio, por isso atuavam a noite.
    Eles podiam permanecer apenas poucas horas submersos. Uma vez que os aliados detectavam um U-Boat e ele submergia, era praticamente o fim do U-Boat, que poderia navegar apenas em velocidades extremamente baixas.

  36. “Conforme citado por muitos, a velocidade tem a virtude de permitir a evasão só SSN quando perseguido por torpedos, porém, atualmente, há torpedos de maior velocidade, o que reduz esta vantagem.
    Ou seja, ter maior velocidade é uma vantagem relativa pois ela prejudica a discrição ao permitir a localização do submarino pelo seu ruído.”
    .
    O SSN tem muitas cartas na manga. Velocidade aliado a variação e profundidade. Formação de “Knuckles”. Despistadores ativos/passivos. MOSS. Ruídos do ambiente, e por aí vai…
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    O torpedo leve de um Escolta ou helicóptero tem pouco combustível. Ou ele tem persistência ou velocidade, nunca os dois.
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    Um torpedo pesado a conversa muda. Mas aí certamente se teria outro submarino na jogada… E o melhor meio de combater um SSN é com outro SSN.

  37. Verdade Bardini! Esqueci de mencionar esse detalhe a respeito dos U-Boats.

    Com relação ao seu comentário das 17h47, concordo também.

    Colombelli, entendo de verdade seu ponto de vista pelo lado econômico. Se for para ter 1 ou dois SSNs (se é que um dia essa “criança” virá à luz por estas bandas) não farão grande coisa. Mas, que eles são necessários, isso são. O ideal seria o mix planejado pela MB, se não me engano eles queriam uns 6 SSNs e 9 SSKs, aí seria interessante e correto, estrategicamente falando, dado as particularidades da nossa plataforma continental.

  38. Control, a sua dissertação em 9 de novembro de 2017 at 17:26 é a melhor que eu já li em todos os comentários da trilogia sobre SSKs X SN. Me convenceu ainda mais que é um delírio da nossa MB a pretensão de construir um, pelo menos nos próximos 20 anos. Melhor ter mais SSKs, como o Colombelli justificou.
    Aliás, a pretensão da nossa marinha de ter capacidade de projeção de poder, com NAe, aviação de caça embarcada e SN é que a trouxe à triste realidade em que se encontra.

  39. “”Me convenceu ainda mais que é um delírio da nossa MB a pretensão de construir um, pelo menos nos próximos 20 anos. Melhor ter mais SSKs, como o Colombelli justificou.”
    .
    A MB abriu mão dos SSK?
    Não. Ambos vão coexistir na MB por um bocado de tempo…
    .
    “Aliás, a pretensão da nossa marinha de ter capacidade de projeção de poder, com NAe, aviação de caça embarcada e SN é que a trouxe à triste realidade em que se encontra.”
    .
    1º Que você precisa ler mais, pq a pretensão do NAe não é essa.
    O objetivo do NAe sempre foi implementar o “Anti-Acesso”. Dar combate ao inimigo longe da costa. O mesmo serve para o Submarino Nuclear.
    2º Que projeção de poder quem faz é o CFN e os meios de apoio.
    3º Essa triste realidade aí tem nome e sobre nome, sendo é a mesma causa que vai custar ao EB 60 anos para implantar o SISFRON…

  40. Bardini, longe da costa o convencional também vai, e hoje torpedos tem alcances de dezenas de quilômetros fora os misseis que podem chegar a centena e meia. Neste distância velocidade pra evasão não é premente.

    AL agora voce chegou no ponto. É obvio que que se pudermos ter todos nucleares seria melhor, as vantagens são inegáveis. Nosso problema é que dada a nossa conjuntura, se quisermos ter 3 nucleares e 5 convencionais não conseguiremos, ou teremos uma coisa ou outra ou então o numero de uns e outros será insuficiente e nenhum dos dois cumprirá a missão.

    Não se trata a questão de necessidade ( que existe) e nem de o nuclear ser melhor ( é), mas das nossas possibilidades de construir e operar um numero deles que justifique a opção. Eu creio que o numero que seria o necessário nunca teremos. Ai sobre como melhor opção termos mais dos convencionais que cumprem a missão dentro da nossa estratégia.

  41. Navios patrulha, algumas corvetas(5), algumas fragatas(¨6), vigilância marítima a cargo da MB (FAB repassando) submarinos costeiros(5) e os que estão sendo construídos(5) e modernizados(4), mais os varredores e barcos patrulhas fluviais. Tem muitos meios para a MB adquirir, modernizar ou construir localmente. Não é fácil ainda mais com este contingenciamento mentiroso. E não é para uma super marinha. Temos muitas dificuldades nas três Forças são poucos àqueles que se importam com Defesa e Soberania. Metade do que proponho para MB, já ficaria felicíssimo….

  42. “SSK`s mais recentes até conseguem velocidades altas (mais de 20 nós) , mas por pouco tempo (há informes de maior persistência em maior velocidade por subs AIP).”
    .
    Control, AIP nas tecnologias atuais aumenta a persistência em baixa velocidades, não é para velocidade de pico.

  43. Amigo Bardini, 1º Só na doutrina da MB o NAe é considerado meio defensivo, as poucas marinhas que os operam os utilizam como meios ofensivos, assim como os SSN balísticos. 2º Eu exclui o CFN como elemento de projeção de poder porque, sem NAe, SSN e escoltas que compõem uma FT eles irão a lugar nenhum. Abraço!

  44. Srs
    Jovem Adriano
    Obrigado, mas apenas fiz uma pequena compilação de dados.
    Jovem Nunão
    Realmente, nem os SSK mais convencionais (diesel elétricos) nem os AIP, pelos dados disponíveis, conseguem manter velocidades altas por muito tempo. Porém, há o fato de que, pelas características dos sistemas AIP e das baterias utilizadas, tais subs conseguem manter velocidades maiores por um tempo superior aos SSK convencionais mais antigos. Temos que ver que no aspecto velocidade, há um compromisso tempo X velocidade, ou seja, mais velocidade menos tempo. Por exemplo, se um submarino tem energia para navegar 400 horas a 8 nós ele pode navegar 50 horas a 16 nós (naturalmente este é um exemplo hipotético, até porque as curvas de desempenho não são lineares, pois a energia é resultante da contribuição das baterias e dos dispositivos AIP e a necessidade dela cresce exponencialmente com a velocidade).
    Por isto é que citei que os AIP conseguem manter velocidades mais altas por um tempo maior, mas é óbvio que eles nem chegam perto da capacidade dos SSN.
    Sds

  45. Srs
    Jovem Adriano
    Os NAes são ferramentas flexíveis, sendo passíveis de uso na defesa como no ataque. Na IIGM eles tiveram seu maior momento nas batalhas navais do Pacífico, quando operaram como uma arma de combate entre frotas atuando tanto na defesa de sua frota como no ataque a frota adversária e atuaram também para levar o combate ao território inimigo, tanto nas ações na tomada de ilhas como em ataques ao próprio território do Japão.
    Pelo que consta, o pensamento da MB é o uso dos NAes na função de defesa de frota, onde ela utilizaria esquadras centradas em NAes para controlar uma área oceânica.
    Isto porque, em tese, para garantir a costa brasileira, a MB precisaria controlar grandes áreas do Atlântico Sul e, portanto, operar fora da proteção de aviões de bases terrestres.
    Observe que um NAe consegue controlar uma grande área de mar com seus aviões, podendo dar caça a navios de superfície e submarinos bem como a aviões de forças adversárias. Isto o torna imprescindível para quem deseja controlar áreas oceânicas.
    Sds

  46. Sr. Carlos Alberto. Excelente. Se está ficando louco , imagine eu? preciso tomar meus remédios e umas cervejas. Também vi o Gepard.

  47. Estes Gepard são excedentes e estão sendo desmontados, hoje a Alemanha está reduzindo muita coisa, os 100 Tornados transferidos da Marinha para a Força Aérea com um terço da vida útil voada foram desmontados, pois a Força Aérea ja tinha excedentes.
    A Marinha desistiu de operar caças pois deu prioridade aos navios e aviões de patrulha, não haviam recursos para se manter tudo em operação. Ou operavam e modernizavam os caças ou as fragatas, preferiram as fragatas.

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