Home Geopolítica Rússia e Turquia advertem contra interferência no Irã

Rússia e Turquia advertem contra interferência no Irã

2462
142

Moscou e Ancara mencionam possíveis reações e pedem que governos estrangeiros não interfiram em “assuntos domésticos” iranianos, após protestos no país. Kremlin cita especificamente ingerência dos Estados Unidos.A Rússia e a Turquia advertiram nesta quinta-feira (04/01) contra intervenções externas na política interna do Irã, depois de uma semana de protestos violentos contra o governo iraniano, que resultaram em ao menos 21 mortes.

Em conferência em Ancara, Ibrahim Kalin, porta-voz do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a intromissão de governos estrangeiros poderia provocar uma reação. Kalin também disse que, embora os cidadãos iranianos tenham o direito de realizar manifestações, não é aceitável que estas causem vítimas fatais e danos materiais.

O Kremlin foi mais direto e exortou os Estados Unidos a não interferirem no que o governo russo chamou de “assuntos domésticos do Irã”, reportou a agência russa de notícias TASS, que citou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou seu apoio aos manifestantes que realizaram protestos em massa em diversas cidades iranianas contra a liderança religiosa do país.

Exército pronto para intervir

Também nesta quinta-feira, o comandante do Exército do Irã, major-general Abdolrahim Mousavi, anunciou que, embora as manifestações tenham sido reprimidas por forças policiais, as tropas do país estão a postos para intervir caso necessário.

“Embora essa sedição cega tenha sido tão pequena que uma parte da força policial foi capaz de cessá-la, vocês podem ter certeza que os camaradas no Exército da República Islâmica estarão prontos para enfrentar os ludibriados pelo Grande Satanás [Estados Unidos]”, disse Mousavi.

A tranquilidade reinou nesta quinta-feira nas ruas de Teerã, depois que as autoridades iranianas deram por finalizados os protestos antigovernamentais.

Maior onda de protestos dos últimos anos

A série de protestos começou na quinta-feira passada na cidade de Mashhad, segunda maior do país. Mais de mil manifestantes foram detidos. Os protestos antigoverno, que aparentam ter sido espontâneas e sem um líder claro, foram impulsionadas por dificuldades econômicas, desemprego entre jovens e alegações de corrupção.

A onda de protestos é considerada a maior desde a revolta de 2009, quando uma série de manifestações tomou as ruas do país contra supostas fraudes eleitorais a favor do linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, logo se tornando um movimento de maior escala de contestação ao regime dos aiatolás.

Desta vez, os protestos tiveram inicialmente a inflação e o desemprego como alvo, mas logo ganharam tom político, com críticas ao presidente Hassan Rohani e ao líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

Rohani assumiu o governo para um segundo mandato em agosto, com promessas de revitalizar a economia, minada por sanções internacionais. Os investimentos estrangeiros estão em alta, mas o país continua a sobreviver, sobretudo, da venda de petróleo.

Os manifestantes – que incluem membros da classe trabalhadora, assim como escolarizados da classe média, que formaram a espinha dorsal dos protestos pró- reforma em 2009 – afirmaram estar cansados de slogans antiocidentais e que chegou a hora de a liderança clerical e o governo do presidente Rohani renunciarem.

O desemprego entre jovens atingiu recentemente a marca de 40%. Muitas das sanções internacionais foram revogadas com o acordo nuclear de 2015, mas medidas unilaterais americanas contra transações financeiras com o Irã continuam a minar a economia e impedem a maioria dos bancos ocidentais de conceder crédito a iranianos.

Na terça-feira, Khamenei, acusou os “inimigos” do país de estarem por trás das manifestações, mas não mencionou nomes. “Nos últimos dias, os inimigos do Irã usaram diferentes ferramentas, incluindo dinheiro, armas, política e aparato de inteligência, para criar problemas para a República Islâmica”, afirmou.

FONTE: Terra/Deutsche Welle

142 COMMENTS

  1. Essa política americana de desestabilização de governos no Oriente Médio é foda!
    Inventaram boatoa de armas de destruição em massa no Iraque, disseram que o oovo era oprimido pelo Saddam Hussein e hoje como está aquela terra?
    Depois foi a vez da Líbia de Kadhafi e como ficou o povo?
    Daí a bola da vez doi a Síria, os caras somente não estão mais fodidos porquê houve interesses russos muito alto envolvidos, que por sua vez freiaram o processo de desestabilização levada a cabo pelo governo americano.
    Tentativas houveram até mesmo contra nações supostamente aliadas como o Egito e o membro aliado da NATO a Turquia.
    Só sei que é complicado ficar na alça de mira da política do Tio Sam.

  2. Se você ficar avisando um mês antes que vai invadir um país é claro que as armas de destruição em massa irão sumir.

  3. Acho muito engraçado acusar os EUA por tudo que ocorre. Se há intervenção americana, eles são o culpado; se não há, eles são culpados por omissão.

  4. Quem tem maior interesse em derrubar o atual regime iraniano são Israel e Arábia Saudita.
    Turquia e Rússia estão dando indiretas via USA; porque se mexer com Israel, a Mossad já planeja como matá-los.

  5. O que é interessante são que as denúncias de interferência são “gerais”. Não há nenhuma denúncia pontual ou direta. Não pegaram nenhum americano infiltrado. Nem nenhum líder iraniano treinado pela CIA, nem nenhuma conta fantasma para abastecer os agentes infiltrados, etc.
    Nada! Só denúncias ao vento para deslegitimar um protesto popular e abastecer a cabeça dos que têm propensão a procurar cabelo em ovo em vez de simplesmente aceitar que o Irão não é nenhum paraíso e está sujeito a insatisfação dos governados como qualquer um. Mesmo nos EUA no dia depois da posse e por mais duas semanas após a posse do Trump houve passeatas com milhões de pessoas e quebra quebra geral. No Irã não pode e se houver é por conta da CIA.
    Haja paciência!!!

  6. Lá vai a Rússia defender mais uma ditadura kkkkkk
    Virou especialidade da Rússia! Logo vai defender a “democracia” na venezuela…não é em vão que o maior aliado de Hitler foi Stalin, romperam apenas porque os interesses em um certo momento foram distintos, mas enquanto as chaminés dos campos de concentração funcionavam Stalin era o namoradinho de Hitler.

  7. Bosco 4 de Janeiro de 2018 at 15:34

    Daqui a pouco o Bosco vai dizer que os EUA não interferiram na Síria.

    Não adianta, Bosco. Não cola mais. Os ideologicamente cegos como você não vão mudar de opinião nunca. Acho que se um dia os EUA mandassem uma bomba atômica contra nós e matasse toda sua família, ainda assim você continuaria a amar esse país demoníaco. Mas a maioria das pessoas, as sensatas e inteligentes, percebem o que está acontecendo. E é a opinião dessas pessoas que interessa. O “seu” Império – que aliás não é seu, você apenas o defende – vive de propaganda e mentira. Essa história de defender democracia, propagar o desenvolvimento econômico e combater o comunismo, não cola mais. Eles são simplesmente imperialistas: só defendem democracia quando o inimigo deles é ditadura.; Arábia Saudita, Egito, Kwait e inúmeros servem de exemplos. O desenvolvimento econômico deles, bem como da Europa Ocidental, é baseado na exploração dos recursos do Terceiro Mundo. E combate ao comunismo é balela, o comunismo acabou há quase 20 anos, a URSS não existe mais. São só imperialistas mesmo.

  8. Professor 4 de Janeiro de 2018 at 16:27
    Jesus kkkkkk
    “””O desenvolvimento econômico deles, bem como da Europa Ocidental, é baseado na exploração dos recursos do Terceiro Mundo.””””
    Favor, aula de economia aqui! Com esse papo de 3 mundo a China já encostou nos EUA e vem comprando empresas pelo mundo inteiro, ontem compraram uma empresa braisleira, a 99 (concorrente do Uber).
    Outra coisa, o Irã tem a 2 maior reserva de petróleo do mundo, tem pobres eles não tem nada! Tão verdade que a URSS foi o principal interessado no golpe de Estado de 1979…quando os “imperialistas” russos, juntamente com árabes, tomaram o poder a força no Irã.
    Curioso, na cabeça de alguns, qualquer manifestação social que vem acontecendo agora é intromissão de outros países, a sociedade nunca é digna de indignação e questionamento acerca do seu país?
    Aqui no Brasil a insatisfação dos brasileiros diante da corrupção, de TODOS OS PARTIDOS, agora é intromissão estrangeira??? Ou devemos ser bons gados de manobra e ficar calados diante do apodridão?

  9. Rússia e Turquia ao lançar tal “advertência” não agem em defesa do Irã mas sim em causa própria. Ambos são regime despóticos e autoritários sendo o primeiro comandado por um déspota corrupto e um círculo de oligarcas ao passo que o segundo vive sob o tacão de um aspirante a sultão. Em ambos os países não há garantias individuais mínimas e os cidadão vivem oprimidos. Assim receiam que uma onda de protestos contra seus desmandos termine por se tornar incontrolável ao ponto de apeá-los do poder.

    E pensar que apesar disso ainda há quem venha aqui com a velha e surrada cantilena anti-EUA. O Bosco é muito paciente mesmo….

  10. Menos mal que o Trump não é um despota e um corrupto.

    Já nos gostaria a muitos no Brasil ter um mandatario como o Putin e ser uma nação soberana como a Russia.

  11. Quem mais deseja a desestabilização do Irã não é os EUA e nem mesmo Israel. É a Arábia Saudita que mais quer ver o circo pegar fogo pois ela está em uma verdadeira Guerra Fria contra o país persa e é por isso que seu orçamento militar subiu tanto que assumiu o quarto lugar no ranking mundial. Não estranharei se aqueles reis malucos do Golfo tentarem uma ação militar contra o Irã a médio prazo.

  12. Professor…

    Primeiramente, o Brasil, assim como todos os países latino-americanos, é parte do Ocidente, posto a formação do sistema político incorporar no seu cerne os ideais iluministas, e haver o domínio da religião cristã ( que é a principal influência, pois trouxe uma unidade de valores ) e do pensamento greco-romano, o que lega toda uma base cultural comum.

    O atual status econômico dos gigantes ocidentais é resultado, antes de mais nada, da ascensão do capitalismo primeiramente nos países europeus e nos EUA. Eles foram capitalistas primeiro. Simples assim…

    Os povos europeus e os americanos, de forma geral, já tem direitos e responsabilidades elementares melhor consolidados em suas próprias culturas, com noções melhores de respeito a propriedade e trabalho, que ao final se converte em um modo de pensar autônomo e que induz a livre iniciativa de forma automática, o que tem evidentes reflexos em suas economias… Isso também explica as leis mais enxutas e flexiveis, além do nível cultural de forma geral.

    A América espanhola e portuguesa, além de iniciarem seu processo de construção civilizatório depois, no geral perderam o bonde no desenvolvimento já no século XIX, fruto de políticas equivocadas. Sobretudo da ausência de uma maior elite intelectual ( Brasil, Argentina e Chile eram os poucos países que tinham algo parecido com isso… ), tornou impossível um desenvolvimento cultural ao mesmo nível de europeus ( e o pouco que foi conseguido nesse sentido, foi simplesmente varrido pelo populismo no século XX, notadamente na Argentina e Brasil ).

    Portanto, vai muito além dessa conversa de exploradores e explorados… O mero acesso a recursos naturais, por si mesmo, pouco ou nada tem a ver com progresso, principalmente se observarmos quais são os países com mais recursos e quais são os mais ricos de fato.

  13. Olha, quando a gente vê pessoas como Claudio Moreno, Professor (se não for um troll, pior) e Tonhao, é de lastimar. Da até pena do Bosco. Tem que ter paciência, muita paciência. Mas vale a pena cada ‘desenho’ sobre a realidade nas repostas pra essas ‘crianças’. Se elas não crescem com esses ‘desenhos’ claríssimos, ao menos serve muito pra maioria silenciosa que lê.

  14. Os EUA estão loucos para derrubar o regime iraniano, não é novidade para ninguém. Sempre que tiverem uma oportunidade vão inflar grupos a desestabilizarem o país. Democracia é só a desculpa para ir contra um governo, caso contrário Washington jamais apoiaria a ditadura Saudita que executa opositores, gays e trata mulheres como animais!

  15. -_RR_ 4 de Janeiro de 2018 at 18:29

    Primeiramente, o Brasil, assim como todos os países latino-americanos, é parte do Ocidente,
    .
    Somos parte do Ocidente sim. A parte ralé, a parte que tem que ser explorada.

    O atual status econômico dos gigantes ocidentais é resultado, antes de mais nada, da ascensão do capitalismo primeiramente nos países europeus e nos EUA. Eles foram capitalistas primeiro. .
    .
    Eles foram capitalistas primeiro e conquistaram e dominaram o mundo inteiro. Ou você não sabia que a Europa dividiu o mundo inteiro, Ásia, África, América, Oceania e América Latina (ops, essa não, essa os EUA criaram o Slogan “A América para os [norte-] americanos). Isso é história não adianta negar. Está nos livros, não sou eu que estou dizendo.

    Logo após a descolonização, que só ocorreu por causa da Segunda Guerra Mundial, as colônias européias se libertaram do jugo europeu e agora são donos do próprio nariz certo? só se eu fosse um idiota ingênuo para acreditar nisso. A coisa mais fácil para os EUA, como potência militar e hegemônica, foi corromper a elite dominante que emergiu de cada país dominado. Aliás, essa elite já estava acostumada com o domínio europeu e já era subornada e corrompida por eles antes mesmo da descolonização. A partir daí é só você criar as condições ideias para o domínio: exportação da cultura norte-americana, por conta da música, filmes, etc; domínio da mídia; sistema financeiro mundial deturpado, beneficiando os países dominantes; dívidas no FMI impossível de serem pagas; dependência do capital extrangeiro; etc, etc (vou parar por aqui senão isso vira uma Bíblia.)

    Vocês sabiam que o nosso Congresso perdoou uma dívida das petroleiras de 54 bilhões de dólares? alguém ficou sabendo? ou estavam preocupados demais com o tal apartamento do Lula?

    Tadinhos dos petroleiros, tadinha da Esso e da Shell; cadê os que esbravejam alegando que o Brasil financiou porto em Cuba (com dinheiro emprestado, que deve ser pago com juros), se revoltando contra isso? cadê? cadê as panelas sendo batidas?

  16. Gustavo GB 4 de Janeiro de 2018 at 18:15

    Perfeita asneira. A Arábia Maldita não faz nada além de seguir as cartilhas ditadas pelos EUA e por Israel.

  17. @Hawk

    Quem mandou eles apoiarem tantos golpes de estado? Agora fica essa imagem deles de golpistas para todo o sempre…

  18. Eu até tava levando o Prof a sério mas ele é mesmo só um troll, mais especificamente um MAV (militante em ambientes virtuais) do PT. Ele deve ganhar para comentar aqui e não compensa a gente que vem aqui para trocar ideias, se informar e divertir ficar esgrimando com ele.
    Da minha parte tô fora com esse professor.

  19. Professor
    Se é q desperta atenção, os estudiosos de RI e geopolítica da Universidade de Harvard comungam da mesma opinião q o Gustavo.
    Dica: se vc compartilha da ideia q Irá apoia a Síria e o Iêmen por serem xiitas… Alauitas (da Síria) não são xiitas. E os xiitas do ramo do Iêmen se atém a laços tribais e não religiosos, como do Irã.
    Sds

  20. Professor 4 de Janeiro de 2018 at 16:27 >>>>>

    Você está coberto de razão.A ditadura só existe para os EUA se esse tal ditador não for obediente aos interesses dos EUA. Arábia Saudita, Bahrein, Qatar e Jordânia são ditadura brutais, mas são amiguinho e fantoche dos EUA, por isso que não são incomodado. Se os EUA querem realmente ter moral para falar de ditadura, não podem manter relações com esse países que citei pra começar. Usam essas acusações de ditadura para atingir o objetivos deles.

  21. XFF,
    Me lembra aí, qual país os EUA atacou ou invadiu com a desculpa que era para restabelecer ou estabelecer a democracia?

  22. Vamos só lembra dos mais recentes:
    Iraque em 91: a desculpa foi a invasão do Kuwait pelo Iraque
    Iraque 2003: a desculpa era a posse de agentes químicos letais por parte do governo iraquiano
    Afeganistão: a desculpa era o apoio dos talibãs à Al Qaeda que havia atacado os EUA (11/09)
    Panamá: a desculpa era o presidente ser líder de uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas
    Síria: a desculpa é a expulsão do ISIS e o apoio aos grupos de oposição ao ditador Assad
    Somália: a desculpa era assegurar a distribuição de alimentos aos esfomeados
    Vietnã: a desculpa foi o avanço dos vietcongues contra Vietnã do Sul.
    Coréia do Norte: a desculpa foi expulsar a CN que invadiu a CS
    Japão, Alemanha e Itália: SGM

    Desses que me lembrei “an passant” nenhum teve como desculpa restabelecer a democracia.

  23. Eu acho engraçado ver uma figura como o Professor escrevendo uma sucessão de bobagens com a arrogância típica dos ignorantes.

    A tentativa persa (Irã) de controlar o Oriente Médio é muito antiga.

    Os persas (sob sucessivas dinastias, começando pelo Safavidas até o Qajar) tentar se tornar a força hegemônica do Oriente Médio desde o fortalecimento do império Safavida no século XVI. Por conta disso, os persas lutaram contra o império turco otomano mais de dez guerras entre os séculos XVI e XIX, sempre com a mesma questão: predominância da região. Na prática, os otomanos e os safavidas lutaram tanto uns contra os outros que eles se anularam e enfraqueceram.

    Mas quase quinhentos anos de disputa entre persas e seus vizinhos é assim resumida pelo Professor:

    “A Arábia Maldita não faz nada além de seguir as cartilhas ditadas pelos EUA e por Israel.”

    Nem os EUA, nem Israel sequer existiam quando os persas começaram a tentar controlar o Oriente Médio no Seculo XVI! Incrível como ele escreve este tipo de bobagem como se fosse verdade. Mais um exemplo típico e acabado do que se chama de “pós verdade”.

  24. Jacinto 5 de Janeiro de 2018 at 0:50

    Quem utiliza argumentos típicos de pessoas ignorantes é você. Só porque a rivalidade entre Arábia Saudita e Irã é antiga, não significa necessariamente que foi a Arábia Saudita, exclusivamente, que está envolvida nos protestos do Irã. E isso não é argumento para dizer que EUA e Israel não estão envolvidos. Talvez crianças de 6 anos aceitem essa sua argumentação.

    A AS certamente contribuiu e participou, mas os Estados Unidos e Israel são os protagonistas que ditam a cartilha. A AS tem interesses próprios, claro, mas tudo que faz tem que ser aprovado por eles.

    Você me chama de arrogante e ignorante. Ok. Eu chamo você de covarde, por xingar um homem na tela de um computador.

    Quando venho criticar, eu somente falo dos crimes que o Império dos EUA cometem, só isso. Se você se dói azar o seu.

    Aliás, lembro muito bem de uma argumentação que tive com você há uns dois anos atrás, quando você afirmou que com as áreas controladas pela oposição já daria para construir o gasoduto que levaria o gás do Catar para a Europa, via Síria, lembra?

    Eu afirmei, com argumentos, que esse gasoduto não sairia. Quem estava certo? Parece que o ignorante aqui acerta mais que você.

  25. O Profi como bom esquerdista na oposição (sim, porque no governo a postura é completamente outra) troca as prioridades e brinca com a inteligência alheia.
    Eu tô literalmente cagando pro perdão de 54 bi de tributos dos petroleiros. Eu me preocupo é com o que fazem com os 2,5 trilhões de tributos que são arrecadados. Mesmo que esse tributo dos petroleiros fosse pago à vista em dinheiro bruto o povo não ia ver um tostão furado dele porque metade do que é arrecadado é perdido na corrupção, pra pagar o Estado ineficiente e agigantado (50 % do funcionalismo público é da área burocrática para gerir o próprio funcionalismo), para pagar os cumpanheiros e as maracutaias. A metade que sobra é mal gerida em obras de péssima qualidade (estradas novas esburacadas, pontes no meio do nada, hospitais e escolas pela metade, aparelhos de ressonância encaixotados, etc.). O que é realmente aproveitado desse imenso orçamento (apesar da exploração imperialista) não chega a 30% do orçamento.
    Ou seja, o problema do Brasil ser a caca que é não é a exploração imperialista já que apesar dela o que nos sobra (2,5 trilhões) daria para levar o Brasil e seu povo numa boa desde que houvesse patriotismo e espírito público de nossos governantes e agentes públicos em vez de fidelidade ao partido, fisiologismo, incompetência, falta de caráter dos governantes, etc.
    Me preocupo sim muito mais com o apartamento do Lula do que com o perdão da dívida tributária dos petroleiros que aliás estava sendo contestada na Justiça e não ia ser paga mesmo. Sem falar que se eles estão contestando uma dívida de 54 bilhões é porque devem pagar muito mais, pelo menos muito mais que sindicatos e partidos políticos e grêmios estudantis.
    Daria um perdão do dobro desses 54 bilhões se os quase 2.000.000.000.000 de reais que desaparecem na incompetência e na desonestidade do Estado Brasileiro anualmente servissem para algo mais que fazer o Brasil ser a casa da Mãe Joana para esse bando de políticos safados e entreguistas que têm os seus partidos e suas ideologias como sendo mais importantes que o bem estar do povo.

  26. Correção: arrecadação de 2 trilhões de reais e não de 2,5 trilhões de reais.

    No ranking do IRBIS (Índice de retorno e bem estar social) o Brasil ocupa o 30º lugar e não é por culpa dos imperialistas que isso acontece.

  27. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 9:08

    Ok, Bosco, você não liga para o perdão de 54 bilhões. É seu direito. Mas eu ligo. 54 bilhões dividido pelos 200 milhões de habitantes que o Brasil tem dá quanto para cada um? R$ 234,00. Multiplica pelos número de pessoas da minha família, quero R$ 2.340,00 na minha conta e não falo mais nada. Cada brasileiro que quiser, que perdoe o seu. Ops, esqueci que é em dólar, né? multiplica isso por 3.

  28. O Brasil ficou em último lugar dos países avaliados e com maior tributação:
    -file:///C:/Users/joseb/Downloads/06+IRBES+2015.pdf-
    E isso em plena era da Esquerda governando o Brasil já há 12 anos, com índices de popularidade e de apoio no CN superiores a 70%
    Mas a culpa é dos EUA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  29. O que me preocupa em relação a petróleo e petroleiros é saber por que eu pago a gasolina mais cara do mundo sendo que o Brasil é autossuficiente em petróleo e o petróleo é meu (ou nosso)?
    Isso sim me interessa, e não a grita da esquerda pelo “petróleo é nosso” ou reclamando dos “54 bilhões” que jamais iríamos receber mesmo e que se um dia fosse pag0 ia ser dividido em “zentas” parcelas a perder de vista e ia cair no bolso da cumpanheirada do sindicato.
    Os esquerdistas ficam olhando pro dedo em vez de prestar atenção na beleza do firmamento, e fazem isso de propósito. https://www.youtube.com/watch?v=sDW6vkuqGLg

  30. Como bom esquerdista o Profi quer controlar o dinheiro dos outros. Dividindo 54 bilhões por 208 milhões de brasileiros e o Profi teria direito a 260 reais. Deixa que os outros nove da família gira seu próprio dinheiro.
    Desses 260 reais devidos ao Profi tiro 130 que vai pra corrupção, apadrinhados, cumpanheiros, malas e cuecas; mais uns 70 vão pra burocracia agigantada (a cobra comendo o próprio rabo), 20 vão para má gestão pura e simples e os supersalários, 20 é quanto tem que pagar pro sindicato e mais 30 é o que o PT cobra dos militantes. No final tá me devendo 10 reais. Vou passar o número da minha conta pra você depositar.

  31. Professor
    O problema de sua argumentação é que ela não contém absolutamente nenhuma base em fatos.

    Não existe disputa entre o Irã e Israel por fronteiras. Também não existe disputa entre Israel e o Irã por recursos naturais.

    E solidariedade com palestinos é uma alegação bizarra… Palestinos são árabes e sunistas e cristãos enquanto iranianos são persas e xiitas. Os iranianos mataram mais árabes sunitas na guerra Irã Iraque do que Israel matou palestinos em toda a sua história. E nem a religião é um problema. O Irã é muito mais tolerante ao judaísmo do que a Arábia Saudita. No Irã, os judeus têm direito a representação política (o que não ocorre na Arábia Saudita), são convocados pelo exército iraniano e lutam nas guerras do país. Havia soldados iranianos judeus na guerra Irã-Iraque.

    E obviamente, os dois países são capitalistas. Aliás, ser comunista significa ser ateu, o que é um crime no Irã.

    Não existe nenhuma disputa natural entre Israel e o Irã, tanto é assim que Israel e o Irã jamais entraram em guerra, e durante o período anterior à Revolução Iraniana eram até aliados. Tinham programas de desenvolvimento militar em conjunto para o desenvolvimento de misseis, por exemplo. Mesmo após a Revolução Iraniana, foi Israel quem ajudou o Irã na guerra Irã-Iraque, fornecendo armamentos ao Irã e até treinamento.

    Então, porque existe conflito entre Israel e o Irã? Porque o Irã precisa deste conflito para aumentar sua influência no Oriente Médio. Pega o caso do Líbano. Desde que os franceses deixaram o Líbano, a Síria dominava politicamente o Líbano. Quando começou a Guerra civil libanesa, o Irã ajudou a formar o Hezbollah em 1982, e o que ocorreu após isso? O Hezbollah cresceu a ponto de se tornar uma força política no Líbano. Na prática, hoje, ninguém consegue governar o Líbano sem o apoio do Hezbollah, ou por outras palavras, ninguém consegue governar o Líbano sem o apoio indireto do Irã. E é esta interferência do Irã que faz o Líbano estar sempre muito próximo de uma guerra civil, na medida em que qualquer medida governamental que desagrade o Hezbollah acaba gerando conflitos armados dentro do país, como ocorreu em 2008.

    Em suma: uma força criada para resistir a Israel é o instrumento pelo qual o Irã participa do governo do Líbano.

    No Iemem, é mais ou menos a mesma coisa, só muda o nome do grupo. Se no Líbano é o Hezbollah, no Iemem são os Houthis.

    Nesta linha de pensamento, é a Arábia Saudita se entende como o líder natural dos países árabes contra os persas, coisa que Israel jamais teve a pretensão de ser.

    O verdadeiro conflito no Oriente Médio desde o século XV é a tentativa dos persas (iranianos) se tornarem a força hegemônica da região, e a única pausa que ele teve foi o século XX – por conta da Guerra Fria. Essa idéia que Israel é quem força a Arábia Saudita a ser inimiga do Irã é mais ou menos o mesmo que afirmar que é o rabo balançando o cachorro.

    Sobre o gasoduto, eu continuo achando que ele vai sair, embora por uma rota diferente da originalmente pretendida. Dois anos, em história, não é absolutamente nada.

  32. Os iranianos foram a favor de implantar essa ditadura islâmica agora se virem, não vão conseguir mudar nada sem ter muitas mortes. São aliados da Rússia ainda por cima e para a Rússia já é pratica normal matar milhões de pessoas que sejam contra o governo.

  33. Jacinto 5 de Janeiro de 2018 at 11:01
    Excelente texto amigo! desmonta, com base em fatos históricos, toda a cantilena do “Teacher”. Aliás, e falando na hostilidade do regime iraniano contra Israel, cabe lembrar que que a mesma iniciou-se apenas depois da revolução islâmica de 1979 visto que antes disso não apenas os países eram aliados como o Irã era o maior fornecedor de petróleo para o Estado Judeu via porto de Eilat (aliás, foi justamente o bloqueio do Estreito de Tirán que precipitou a guerra dos seis dias). E mesmo depois de triunfante o regime islâmico o Aiatolá Khomeini teve o cuidado de manter a hostilidade à Israel apenas praticamente no campo da retórica visto que os persas colaboraram intensamente com Israel para a destruição da Usina Nuclear de Osirak ( Fotos de reconhecimento aéreo do sítio da Usina tiradas pela IRIAF foram despachadas para Israel, um ataque iraniano à base aérea H3 destruiu a aviação iraquiana de longo alcance – Tu-16 e Tu-22 – dias antes do ataque à central nuclear e no dia do ataque os persas liberaram a base de Tabriz para aeronaves israelenses que por ventura fossem danificadas) além de Israel ter fornecido peças que mantiveram a frota de F-4 Phantom iraniana ativa ao longo do conflito e também tanques T-54/55 que haviam sido previamente capturados nos conflitos com os árabes.

    E é depois da morte de Khomeini em 1989, e a ascensão de Khamenei, que a hostilidade do Irã a Israel tornou-se mais concreta talvez pelo fato de a partir daí terem os iranianos atuado no sentido de obter a hegemonia no OM, fato para o qual Israel é um grande obstáculo.

  34. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 10:36

    O problema do Brasil não é a exploração imperialista que nos tira arrecadação mas sim o que fazemos com a arrecadação que fica no Brasil e que é gerida por brasileiros : https://impostometro.com.br/
    .
    Quero deixar bem claro uma coisa: o fato dos Estados Unidos interferir em tudo aqui não exime os nossos políticos, nem nossa elite, da responsabilidade de todas as mazelas que ocorrem aqui. Sim, a culpa é deles. Também. Só que o chefe deles, fica em Wall Street. Simples assim.
    .
    Lembra da corrupção e da compra da refinaria de Pasadena, lá no mensalão? onde fica mesmo Pasadena? na Rússia? a negociata gerou prejuízo, segundo dizem, de US$ 792 milhões dólar. Estou ruim de geografia, Pasadena fica onde? Moscou? Cuba? os antigos proprietários de Pasadena eram de que nacionalidade? venezuelana? iraniana? norte-coreana?
    .
    Onde vai parar o nosso dinheiro roubado, via corrupção, pelos nossos políticos? que eu saiba, tudo vai para Suiça, Londres ou os paraísos fiscais (Ilhas Caymã ou Panamá). Esses centros financeiros são controlados por quem?
    .
    O Eduardo Cunha foi pego com conta onde? no Banco de Moscou? Turquia? Aliás, bem feito para o Eduardo Cunha. Ele serviu direitinho aos interesses do Império, mas se estrepou legal. Bem feito para o Aécio. Bem feito para o Serra. Bem feito para esses macaquinhos que servem ao Império mas que quando é interesse do Império sacrificá-los como bois de piranha, o Império não hesita em fazê-lo. Bem feito para a Rede Globo também, serviçal do Império e tomara que esse câncer brasileiro (Rede Globo) um dia pague por seus crimes.
    .
    No momento mais frágil do governo do Temer, com o circo pegando fogo aqui no Brasil, onde o Temer foi? para Rússia, lembram. Vocês acham que foi coincidência? claro que foi um recado do Temer, ameaçando se revoltar contra seu chefe. Coincidência ou não, os protestos anti-Temer arrefeceram gradualmente após essa visita. Putin, claro, recebeu o crápula. Na vida, temos que negociar com esses bandidos. Mas o Império deu o troco ao Temer: ele visitou a Rússia e a Noruega e lá, a Noruega anunciou a redução da ajuda que ela dá ao Brasil para conter o desmatamento. Temer deu um recado ao Império, o Império deu o troco ao Temer. Elas por elas. Mas eles se acertaram, e agora o Temer está tocando as reformas que eles querem: Reforma Trabalhista, já aprovada; reforma da Previdência, em vias de ser. Na Argentina, já foi.

    Leiam o livro “Quem manda no mundo” de Noam Chomsky e entenderão como a coisa funciona.

    Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 9:08

    Daria um perdão do dobro desses 54 bilhões se os quase 2.000.000.000.000 de reais que desaparecem na incompetência e na desonestidade do Estado Brasileiro anualmente servissem para algo mais que fazer o Brasil ser a casa da Mãe Joana para esse bando de políticos safados e entreguistas que têm os seus partidos e suas ideologias como sendo mais importantes que o bem estar do povo.
    .
    Concordo, mas você chamou nossos políticos de “entreguistas”. Entregam para quem? para Rússia é que não é.

  35. Pra quem? Pra mim é que não é! Nem pro povo que tá morrendo nos corredores dos hospitais.
    Se pra você ser entreguista é só o cidadão que repasso o dinheiro do contribuinte e os recursos do país aos americanos ou russos pra mim é algo muito mais amplo e condenável já que é quem entrega o dinheiro e os recursos de todos os brasileiros, principalmente dos menos favorecidos, à maquina da corrupção, do fisiologismo, da incompetência e da imoralidade. Máquina essa gerida por brasileiros natos que se dizem patriotas e que recitam o Hino Nacional com a mão no peito.

  36. Gente, é tanta asneira dita por uma só criatura que ainda por cima se denomina como “teacher” que eu só consigo rir. Destaco alguns trechos que parecem sair de alguém em delírio:

    “o fato dos Estados Unidos interferir em tudo aqui”.

    “Lembra da corrupção e da compra da refinaria de Pasadena, lá no mensalão? onde fica mesmo Pasadena? ”

    “Mas o Império deu o troco ao Temer: ele visitou a Rússia e a Noruega e lá, a Noruega anunciou a redução da ajuda que ela dá ao Brasil para conter o desmatamento.”

  37. Gente, é tanta asneira dita por uma só criatura que ainda por cima se denomina como “teacher” que eu só consigo rir. Destaco alguns trechos que parecem sair de alguém em delírio:

    “o fato dos Estados Unidos interferir em tudo aqui”. Se pegar a sua mulher na cama com o Ricardão também é culpa dos americanos malvados?

    “Lembra da corrupção e da compra da refinaria de Pasadena, lá no mensalão? onde fica mesmo Pasadena? ”. QUER dizer que a sua querida anta trabalhava em conluio com o império/i?

    “Mas o Império deu o troco ao Temer: ele visitou a Rússia e a Noruega e lá, a Noruega anunciou a redução da ajuda que ela dá ao Brasil para conter o desmatamento.” WTF???

  38. HMS TIRELESS 5 de Janeiro de 2018 at 11:39

    A coisa e bem complexa. Na época da 1ª Guerra Mundial começou a surgir um movimento nacionalista árabe (pan arabismo) que tinha por objetivo unificar o que se chama de “Mundo Árabe”. Unificar, não no sentido de formar um único país, mas no sentido de os países coordenarem sua atuação, algo como ocorre na União Europeia. O Gamal Abdel Nasser, do Egito, foi o primeiro a se aproveitar desse movimento e usou o conflito contra Israel para ganhar popularidade entre a população árabe. Mas após a derrota do Egito na Guerra dos Seis anos em 1967, sua liderança acabou seriamente prejudicada e após sua morte em 1970 e o “posto” de líder árabe ficou vago. O Saddam Hussein tinha a ambição de ocupar este papel de líder árabe e um dos motivos pelo qual a Guerra do Irã-Iraque começou foi justamente a tentativa do Saddam Hussein em obter apoio dos árabes contra o que devia ser considerado um “inimigo comum” – os iranianos.
    Só que o Irã – graças em parte ao apoio de Israel e dos EUA – não foi derrotado pelo Iraque e por isso saiu muito fortalecido da guerra e com a percepção de que o Irã é a verdadeira potência militar da região. A partir dai o Irã iniciou um processo para aumentar seu poderio militar; mas para não se postar como uma ameaça aos países árabes, o Irã passou a usar o conflito com Israel para justificar, por exemplo, seu programa nuclear.
    Mas a verdade é que o programa nuclear do Irã não tem por objetivo atingir Israel. Seu verdadeiro objetivo é obter uma arma com a qual o Irã consiga reduzir a influência de potências estrangeiras no Oriente Médio, porque sem estas influência, é quase certo que o Irã se torne a potência predominante naquela região. É só ver o que ocorre na Coreia do Norte para perceber que os iranianos estão corretos. A partir do momento em que o Irã conseguir uma arma nuclear, a possibilidade de uma intervenção estrangeira lá diminui muito.

  39. TukhAV 5 de Janeiro de 2018 at 12:22

    “o fato dos Estados Unidos interferir em tudo aqui”. Se pegar a sua mulher na cama com o Ricardão também é culpa dos americanos malvados?
    Resposta: não, não seria culpa dos americanos. Mas se sua mulher pegar você na cama mordendo fronha com um americano lá de Wall Street, ai sim, a culpa será deles. E se sua mulher disser para o americano que agora é a vez dela, idem.
    .
    “Lembra da corrupção e da compra da refinaria de Pasadena, lá no mensalão? onde fica mesmo Pasadena? ”. QUER dizer que a sua querida anta trabalhava em conluio com o império/i?
    Resposta: o PT seguiu a cartilha dos outros partidos em muitas coisas, logo que assumiu. Ser do PT não torna ninguém incorruptível, assim como ser crente não torna necessariamente ninguém honesto. Ser contra os crimes que os EUA comete não me faz necessariamente defensor incondicional do PT. Vocês tentam vincular uma coisa com a outra, mas não tem nada a ver. A Síria não tem nada a ver com o PT, o Irã idem. Aquilo que o PT acertar, eu vou apontar. Aquilo que errar, também. Então a resposta é sim, em muitas coisas a Dilma cedeu ao Império. Mas em muitas outras coisas não, por isso o impeachment dela. Não foi suficiente para eles, a obediência do PT ao Império não era no nível que eles querem, não era no nível do Temer. Vale ressaltar que em muitos assuntos nossos o Império não se mete, só quando mexer com os interesses deles. É difícil entender isso? A elite brasileira tem autonomia para seguir sua própria agenda, desde que não interfira com os interesses dos EUA, Israel, Europa, enfim, o Império todo. O Império não é só EUA, eles são o Ocidente inteiro. No caso da Dilma, o Império decidiu limpar toda a América Latina da esquerda. Conseguiram na Argentina (de forma honesta, via eleições, eu reconheço); não conseguiram na Venezuela (ainda); conseguiram no Brasil; não conseguiram no Equador; não conseguiram no Uruguai; não conseguiram na Bolívia (ainda). Mas foi um movimento internacional, não concentrado só no Brasil.

  40. Professor,

    A desagregação dos poderios coloniais já começaram no século XIX, com a queda da América Espanhola, e não só após a Segunda Guerra… Isso é o que está nos livros de história…

    Que elite tinha aqui pra corromper…? Torno a dizer: nunca houve uma verdadeira classe intelectual na América Latina. Logo, não tinha nada o que corromper… Fora isso, o que havia era um resquício de oligarquia ( o que não pode ser considerado uma verdadeira elite de forma alguma ).

    Uma verdadeira elite é formada por verdadeiros intelectuais e profissionais de alto valor. A América Latina não tinha isso. Começou a ter ainda na primeira metade do século XIX, e jogou tudo pro alto a partir do momento em que deram ouvidos as ideologias européias desse período, todas derivadas de uma mentalidade revolucionária subversiva, dentre as quais a pior talvez tenha sido o positivismo.

    Quanto a influência estrangeira, nada mais natural, haja visto a própria evolução civilizatória das Américas! Falamos uma variante de um idioma europeu, temos costumes europeus mesclados aos nativos, e o País recebeu ainda no século XIX uma avalanche de imigrantes europeus ( notadamente alemães e italianos ). Os americanos passaram a ter um peso cultural maior apenas após a SGM, quando apontaram como cultura dominante com a disseminação do “american way of life”.

  41. O professor pelo menos é o esquerdista mais autêntico que já tive o duvidoso prazer de conhecer e discutir. rsrss
    Ele não esconde sua ideologia. Essa do “Ocidente inteiro” foi ótima. Também “limpar toda a Esquerda da AL” foi perfeita.
    Infelizmente Profi, não tinha como fazer com a AL há 500 anos o que as amazonas fizeram com Themyscira, a ilha da Mulher Maravilha. rsrss Um dia iam descobrir um continente que seria chamado de América, e mais especificamente, a América Latina.
    Se os europeus não tivessem desembarcado em Pindorama eu não existiria, você provavelmente não existiria (salvo se for um índio puro sangue) , ninguém existiria e nem o Brasil existiria. Seria um paraíso na Terra com eventuais massacres de tribos aqui e acolá, eventualmente umas festanças regadas a sacrifício humano, um canibalismo ou outro nas noites de Lua cheia. etc. Mas no geral seria o maior barato todo mundo peladão curtindo um Sol tropical e comendo peixe assado todo dia.
    Agora, a grande vantagem disso tudo é que ninguém só de querer consegue ser bilionário igual o Bill Gates, mas ser igual um nativo da AL pré-colonização é simples, basta querer! É contra toda a exploração promovida pelos europeus e depois pelos americanos? Não se faça de rogado, vire um eremita. Ou se for muito radical, vire um hippie.
    Os europeus levaram o ouro do nosso país? Mas ninguém come ouro! Fora de um mundo capitalista ou mercantilista ouro não vale absolutamente nada. Nem nióbio. Para os nativos da AL que ocupavam a área que se tornou o Brasil ouro e cocô de urubu tem o mesmo valor.
    É muito fácil voltarmos a viver como antes viviam os habitantes de Pindorama ,antes da contaminação europeia (ocidental). Aliás, mesmo com toda a exploração europeia hoje um cidadão de classe média baixa vive quase o dobro de um índio nativo. Também tem um conforto e uma qualidade de vida que nem os faraós do Egito tinham há 3000 anos atrás.
    E repito, para os muito indignados com a contaminação ocidental é facílimo reverter o processo e se tornar um índio artificial e viver peladão na floresta. Além de tirar a roupa como fez São Francisco e sair pelado por aí balançando o bilau, o interessado já pode começar a doar sua casa para o primeiro índio legítimo que encontrar. Ou então doa lá pra FUNAI. Pronto! Tá completamente feita a descontaminação ocidental.

  42. Jacinto 5 de Janeiro de 2018 at 12:38:”Na época da 1ª Guerra Mundial começou a surgir um movimento nacionalista árabe (pan arabismo) que tinha por objetivo unificar o que se chama de “Mundo Árabe”.”
    .
    Interessante que até este momento, tinha-se como líder da comunidade islâmica mundial o chefe da dinastia otomana. A ‘certeza’ desta liderança era tanta, que numa tentativa de minar o Império Britânico – bem como o Russo e Francês – o Império Alemão busco a aliança com os otomanos, para declarar “uma jihad global” e minar as possessões coloniais na Ásia e na África. O resultado prático foi essencialmente um fracasso, o Sultão foi ignorado por vários líderes muçulmanos, quando não sabotado – caso do Emir do Afeganistão.
    .
    Acredito que esta grande união árabe é impraticável, bem como qualquer outra tentativa de absorção. São centenas de lideranças políticas e religiosas que não abririam mão de seu poder localizado e restrito, porém, completo e inquestionável, em prol de um ‘comando central’.

  43. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 13:32

    Eu sou ocidental e tudo que eu acho bom do ocidente vou absorver e usufruir. Se vou viver o dobro de anos que um índio nativo ou se tenho mais conforto que os faraós do Egito, não devo isso aos Estados Unidos, devo isso a evolução da humanidade como um todo, à tecnologia, à evolução da medicina e da nutrição, ao saneamento básico e ao desenvolvimento técnico e científico que o mundo passou e passaria com ou sem Estados Unidos.

    Se eu tenho um Iphone, não tenho que agradecer a porcaria de Estados Unidos nenhum, agradeço ao meu trabalho, ao meu dinheirinho honesto que ganhei trabalhando honestamente e me proporcionou a chance de ter um. Aliás, Estados Unidos que deveriam me agradecer se eu comprar algo deles, já que a maioria é lixo. Mas nem tudo. Eu uso Windows, já me prometi migrar para o Linux, só não fiz ainda por preguiça, mas vou colocar isso como promessa para 2018.

    E não vou viver como eremita coisa nenhuma, vou viver livre, como eu quero, como eu desejo e como eu puder. Até hoje tudo que eu tive foi gerado com o fruto do meu trabalho e não devo nada a fpd nenhum. EUA não me deu nada; se tenho algum conforto, tenho “apesar dos EUA” e não “por causa deles”.

  44. Gustavo GB 4 de Janeiro de 2018 at 18:15
    _RR_ 4 de Janeiro de 2018 at 18:29
    Jacinto 5 de Janeiro de 2018 at 11:01
    Muito bom!!!

  45. Rafael_PP 5 de Janeiro de 2018 at 13:33
    E a aliança entre os império alemão e o império turco-otomano foi a pá de cal para ambos, porque os dois impérios deixaram de existir ao fim da 1ª Guerra Mundial. A Alemanha ainda se deu bem e hoje é o motor econômico da Europa, mas a Turquia jamais alcançou novamente a importância que o império turco-otomano teve.

  46. Professor,
    Eu só dei uma sugestão. Acata se quiser!
    Agora, vai viver frustrado porque sempre estará se sentindo oprimido pelo capital e pelos imperialistas. A única maneira dessa sensação acabar é derrotando os capitalistas e a maneira de fazer isso é escolhendo para a luta armas que eles não têm como enfrentar, como por exemplo, o desapego às tranqueiras capitalistas.
    A partir desse momento você vai poder cagar na cara dos imperialistas. Enquanto isso não ocorrer, são só bravatas para cumprir a agenda do PT que como toda instituição capitalista travestida com uma aura de santidade, quer mesmo é se dar bem e o povo é que se lasque.
    É impossível viver no mundo ocidental, ao modo ocidental, consumindo as tranqueiras do capitalismo, sem levar em consideração o contexto histórico real e não o idealizado. Acaso achou que os europeus quando por aqui aportaram há 500 anos viriam para cercar todo o continente de modo a preservá-lo de qualquer exploração? Ora meu amigo! Veja o contexto! Veja a história toda e não só a parte que te interessa ou que te satisfaz.
    Mas tudo bem! Valeu!

  47. Professor 5 de Janeiro de 2018 at 13:46
    Com todo o respeito, uma pergunta: Se tudo de bom na sociedade é fruto da evolução ocidental e você mesmo apoia essa evolução, então por que tanta vontade de jogar pedra nos EUA? sendo que esse país atualmente é o principal representante da nossa cultura?
    Por que eu não vejo você usar o mesmo pau para bater no expansionismo chinês e todas suas políticas desleais, na agressão russa nos últimos 100 anos, inclusive anexação de inúmeros países e extermínio de povos. Por que você não utilizada do mesmo pau para criticar diversos outros países? Sempre metendo o pau nos EUA…você já parou para questionar o porquê dessa atitude? será mesmo que você não está reproduzindo um tipo de comportamente deseja por alguém, não está servindo de gado? Pois é muito estranho ver tanta pancada.
    Parece aquela história, dizem que na Suécia o nível de contaminação na cabeça das pessoas é tão grande (por causa dessa conversa de feminismo) que “”algumas””mulheres preferem ser estupradas do que ser defendidas por homens. Esse tipo de comportamento é tão doente quanto ficar o tempo inteiro atacando os EUA, enquanto o nosso próprio governo é medíocre e aliado de ditaduras.
    Acho que em vez de atacar bandeiras, deveríamos defender ideias, as minhas ideias de país e de sociedade são muito mais próximas da americana do que de qualquer outro país desse mundo.
    Não estou dizendo que concordo com 100% dos EUA, discordo de muitas coisas, mas o seu discurso é muito distante de uma simples crítica. Eu sinceramente não entendo tanta choradeira…
    “””EUA não me deu nada; “””
    Não te deu nada e nunca vai te dar…Aliás, eu acredito que se os EUA te desse algo as críticas continuariam, ia dizer que estão querendo nos comprar (igual quando Brasil compra equipamentos do arsenal dos EUA), as pauladas nunca param, ninguém dá nada ao Brasil, jamais velho 1 agulha de qualquer país, mas com os EUA é diferente.
    EUA é apenas um país, exatamente igual o Brasil, países não saem por aí dando “coisas”. Aliás, quem somos nós brasileiros para querer receber algo de alguém? Nós que tivemos que receber dinheiro dos EUA para entrar na segunda guerra mundial, se não fosse o dinheirinho no bolso de Getúlio Vargas certamente as mortes na europa seriam ainda maiores, milhões depessoas morrendo, gente sendo queimada em campo de concentração e o Brasil? vendendo produtos para os países em guerra e negociando capital dos EUA para construir a CSN no RJ.

  48. Ivan BC 5 de Janeiro de 2018 at 14:19

    Professor 5 de Janeiro de 2018 at 13:46
    Com todo o respeito, uma pergunta: Se tudo de bom na sociedade é fruto da evolução ocidental e você mesmo apoia essa evolução, então por que tanta vontade de jogar pedra nos EUA? sendo que esse país atualmente é o principal representante da nossa cultura?
    .
    Já começou errado. Tudo de bom na sociedade é fruto da evolução ocidental? está louco? os árabes não inventaram o zero? a China não inventou a pólvora? a Rússia não inventou os satélites? a Humanidade não é o Ocidente e não existe essa distinção, somente na cabeça das pessoas. Os EUA inventaram muita coisa e tem seus méritos, mas não é exclusviidade deles a inovação e o avanço técnico-científico.
    .
    Não te deu nada e nunca vai te dar…
    .
    Vocês que ficam com esse papinho furado de acusar esquerdista de classe média é esquerda caviar, porque gosta de usar Iphone e internet. Não entendo o que uma coisa tem a ver com outra. Devo ajoelhar e agradecer ao Ocidente por isso? não ajoelho e agradeço aos russos quando estiver assistindo um futebol ao vivo, via satélite, porque deveria fazer isso para os EUA?
    .
    EUA é apenas um país, exatamente igual o Brasil, países não saem por aí dando “coisas”. Aliás, quem somos nós brasileiros para querer receber algo de alguém?
    .
    Como vc deturpa as coisas. Quem disse que eu quero algo dos EUA? quem disse que estou pedindo algo a eles ou a qualquer um? tudo que quero dos EUA é que eles não nos tirem nada. E que eles não interfiram nos nossos assuntos. Só isso.
    .
    Mas não se preocupa não. Você, o Bosco e os demais podem dormir tranquilos. O Ocidente está a salvo de mim. Eles tem de 7 a 8 mil bombas de hidrogênio; 11 porta-aviões, etc. E eu, que nem sei atirar e nunca peguei numa arma na vida, tenho dois punhos BONS de boxe, fruto de um treinamento amador que tive por amar esse esporte. Acha que meu boxe dá conta? e quanto a minha lingua ferina, que ofende só a vocês, enfrenta 17 agências de inteligência espalhadas pelo mundo inteiro, isso sem contar o Mossad e o MI6; enfrenta uma mídia internacional inteira a favor deles, que se compõe desde emissoras de televisão até os jornais e revistas conceituados; uma rede de livrarias e produtoras de vídeo, uma industria cinematográfica multimilionária. Acha que minhas postagens aqui na trilogia dão conta?

    Podem dormir tranquilos. O Império está a salvo de mim.

    Mas tenho uma notícia ruim para vocês: eu não represento nada, mas a Rússia, China e Irã sim e estão vencendo. Podem acreditar que estão e podem dormir preocupados, porque o Império de vocês está ruindo, um tijolinho por dia.

  49. Não há como ganhar do capitalismo e do imperialismo e do Ocidente. Para a China, a Rússia e o Irã ganharem do Ocidente eles terão que se tornar igual o Ocidente, aliás, como já são. Você meu caro Profi, já perdeu e não percebeu. O mundo de faz de contas que você idealiza não existe e nunca existirá. Quando ruir o império americano é porque terá sido substituído por outro tão ruim ou pior, jamais será mais benevolente, se é que um militante do PT sabe o que isso significa na prática já que são os mestres da mentira e da falsidade, travestindo-se de cordeiros mas na verdade são lobos vorazes. Esse impérios que você almeja irão tratar o Brasil igual ou pior do que os EUA o faz hoje porque nós mesmos não nos damos o valor e em vez de nos preocuparmos com a formação e com a ética e a moral de nosso povo ficamos replicando a agenda de partidos políticos que almeja o poder pelo poder.
    Você já perdeu e não se deu conta disso. Tornou-se você e seu partido parte do mundo odioso e explorador que tanto diz odiar, mas com um agravante, a cara de pau e o vitimismo que não mais convencem ninguém com um mínimo de bom senso.

  50. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 15:54

    Bosco, eu não sou petista, não sou militante nem filiado. Votei muitas vezes no PT, isso é verdade, mas outras tantas votei contra o PT. Mais no PT que contra. Ser contra a agenda americana não significa que sou a favor do PT, uma coisa não tem nada a ver com outra. Minha ideologia é a seguinte: desenvolvimento econômico, justiça social e soberania para o Brasil. Só isso. E o mundo que Rússia e China apregoam é um mundo multipolar, regido por regras internacionais. Pode ser que seja mentira, que depois eles queiram fazer igual os EUA fazem, mas eu prefiro pagar para ver do que ser eternamente colônica americana. O que eu desejo é um Brasil tão forte quanto eles e somos capazes disso. Um país com dimensões continentais, 200 milhões de habitantes e nenhum grave problema ético ou inimigos externos (fora os EUA) tem tudo para dar certo. Podemos ser tanto quanto os EUA, basta termos um sistema educacional eficaz, soberania e força militar, inclusive com bombas atômicas. E ponto: mesmo que Rússia e China queiram nos colonizar, como fazem os EUA, não conseguirão.

    Repito: enquanto o Brasil for fraco militarmente, nunca terá voz e sempre será colonizado. Temos que ser fortes e temos que ter bombas atômicas e mísseis intercontinentais. É isso que defendo. Quer saber o que eu penso: tudo o que o finado Enéas Carneiro apregoava, 90% eu concordo.

  51. Mas Enéas nunca daria certo, aposto que se ele fosse eleito, não faria nada ou seria assassinado. Era preciso que o Enéas tivesse uma base forte, brasileiros patriotas, de todas as classes sociais, dando suporte. Inclusive apoio das forças armadas. Era preciso também que houvesse um clima externo favorável, porque de 1990 a 2000, quando os EUA reinaram sozinhos no mundo, não daria certo também. Hoje ele seria um candidato perfeito para 2018.

  52. O Brasil já teve uma boa amostra de como a China atua.

    Quando o Lula era presidente e estava naquele delírio de ver o Brasil ser admitido como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele buscou o apoio junto a vários países, incluindo os EUA e a China. Os EUA disseram claramente que não apoiariam a pretensão brasileira de ser membro permanente do CS da ONU, o que está de acordo com sua tradição.

    Já a China prometeu apoiar a pretensão brasileira em troca do reconhecimento de que a China era uma economia de mercado. O Brasil estava cumprindo sua parte mas na hora de a China cumprir a parte dela e endossar o ingresso do Brasil no Conselho de Segurança… bom, a China negou fogo e se limitou-se a apoiar “a aspiração brasileira de vir a desempenhar papel mais proeminente nas Nações Unidas”, mas não apoiando o ingresso do Brasil na ONU. E para deixar ainda mais evidente a humilhação, eles ainda fizeram isso na visita da Dilma à China….

  53. Não tenho nada contra você, aliás, nem te conheço!
    Minha crítica é em relação a essa obsessão de alguns aqui de por os EUA na cruz, enquanto há uma omissão imensa em relação a diversos países muito piores.
    Sinceramente esse discurso anti-USA é coisa de bar, de adolescente, retórica de gente inexperiente.
    Parece mulher feminista no Brasil, não sabem nem do que estão reclamando, mulheres visivelmente problemáticas que utilizam dessa retórica para descontar problemas individuais. No fim do dia sai do emprego, pega o carro, vai para casa e pega o biquini para ir a praia tomar caipirinha chorar que seu salário não é igual a de homem (coisa que nunca vi na vida, exceto nas estatísticas da Globo).
    Até um cavalo percebe que tudo isso é algo plantado apenas para jogar uns contra os outros, criar confusão social, uma demanda que não existe da forma que é ofertada.
    É tanto ocidental atacando a nossa cultura que a Europa está infestada de pessoas com cultura totalmente diferente, no início acham bonito, os jonais liberais: El pais, Le monde, BBC fazendo belas matérias, enaltecendo o multiculturalismo…utilizaram aquela criança síria para sensibilizar as pessoas. VAI QUE COLA! Resumindo: Uma ala da sociedade joga pedra na própria cultura, na outra ponta uma ala da sociedade abre as fronteiras…descobriram o paraíso na terra! Xô católicos, xô protestantes! Bom mesmo são os sunitas e xiitas…
    No 1° reveillon houve mais de 1000 casos de abusos sexuais e estupros apenas EM BERLIM, sem falar no resto das cidades européias. Mês passado a filha de um alto dirigente alemão na ONU foi estuprada, torturada e morta (esse animal teve que sentir na pele aquilo que a história mostra de forma repleta nos livros); há 5 meses uma mãe alemã amamentava sua filha em uma praça, apareceu um imigrante e matou ambas com um FAÇÃO; tempo atrás um estudante alemã foi jogada do alto de uma escola; logo depois um africano jogou uma estudante alemã pelas escadas de uma escola; na França um grupos de idosos rezavam diante de uma Igreja em Lion, um árabe retardado passou com o carro em cima de 80; esse ano diversas cidades na Europa tiveram festa de reveillon com divisória para homens e mulheres; na França 2 policias estão na UTI após serem espancados por imigrantes; no Reino Unido 4 policiais femininas foram estupradas.
    É preciso tomar cuidado com esse tipo de retórica, a Europa está colhendo os frutos desse tipo de comportamento, os problemas sociais que eram inexistentes emergiram. Importaram problemas de difícil solução, tudo arquitetado pela classe política e empresarial…povão sendo usado para interesses de meia dúzia de pessoas.
    É tanta ânsia de querer mudar o mundo, no estilo “revolucionário”, no senso de superioridade, que hoje estão cercados de problemas que mundo imaginaram que teriam. A realidade emergiu!
    Aqui no Brasil a Dilmão e o Temer criaram um fundo de investimentos com 90% de capital chinês, primeiramente o fundo recebeu 20 bilhões de dólares (70 bilhões de reais), os chineses disseram que esse fundo vai receber até 200 bilhões de dólares para AQUISIÇÕES no Brasil.
    Além disso os chineses recebem inúmeras vantagens e assessoramento do governo brasileiro.
    Há 2 dias comprarm o aplicativo 99 (concorrente do UBER).
    Enquanto há uma choradeira imensa contra os EUA, os chineses vão as compras com apoio do governo brasileiro.
    Americano não presta, nossa cultura de brasileiro não presta, bom mesmo são os 14 mil médicos cubanos,enquanto temos 14 milhões de brasileiros desempregados.
    Na minha avaliação é preciso acordar para esse tipo de conversa mole anti-Brasil, anti-USA, anti-ocidente…o gramado do vizinho é sempre mais verde…os chineses são os caras, tudo gente boa, mas na prática sequer conhemos essas pessoas, não há laço cultural algum com os brasileiros; na outra ponta os vizinhos da China odeiam os chineses! Estranho né!
    Acho que há muita gente ingênua, muita gente criando na cabeça um mundo que não existe, achando que o Brasil vai emergir como uma super-potência porque os EUA, Europa, Israel, igreja protestante, católica e outras instituições culturais caíram, pois no fundo essa retórica prega e espera acontecer isso.
    Sem dúvidas tem muito chinês, árabe, russo e africanos nas suas casas rezando para vir aqui ajudar os brasileiros após a queda das instituições tradicionais do ocidente, afinal, nós somos os malvados que criamos Coca-Cola, Pizza, Bob esponja, filmês pornô da gretchen e os chocolates suiços.

  54. Professor, você tem todo o direito de pensar do jeito que pensa.
    E cada um de nós tem o direito de concordar ou discordar de você.
    Há muitos professores que se alinham ao seu lado.
    Eu, que estou no lado oposto o espectro ideológico, lamento muito que meus filhos provavelmente terão que enfrentar professores que, ao invés de ensinar, procuram doutrinar seus alunos.
    Então, será que você poderia nos informar em que instituições você leciona?
    Isso provavelmente não evitará a doutrinação de meus filhos, mas já servirá para eliminar ao menos um colégio da lista.

  55. Olá Pangless. Sem entrar no mérito da discussão, creio que existe uma enorme diferença entre as crenças, filiação partidária, opção sexual, e a atividade profissional. Lembro-me do susto de uma funcionária ao descobrir que sou ateu, isso depois de mais de 5 anos trabalhando junto comigo. “Nunca conheci um ateu antes. O Sr. foi sempre educado. Nunca imaginei isso”. (riso). Em meu departamento temos excelente docentes de química, alguns filiados a partidos (de esquerda ou direita), outros maçons, outros evangélicos, gays, etc. Competência profissional não se mede por ideologia.

  56. Caro Ivan. Concordo com sua tese, inclusive eu a estendo para outros países e culturas. Por exemplo, aquelas críticas ao Rafale durante o FX2 devido ao fato dele ser francês, ou quando criticam os equipamentos chineses ou russos. Os exemplos são muitos. Também fico incomodado. Quando aos EUA, é um fato que eles têm o maior poder militar do mundo, uma industria cultural fortíssima e uma enorme influência política e econômica. Talvez por isso ele seja o maior alvo de críticas e debates. Ninguém chuta cachorro morto, não é?

  57. Pangloss 5 de Janeiro de 2018 at 17:13

    Infelizmente, não estou mais lecionando, trabalho atualmente com TI. Mas espero um dia retornar, não compensa financeiramente mas eu gosto. Aí quando eu o fizer, vou avisar para vc não colocar os seus entes queridos no mesmo colégio que eu leciono, ok?

  58. Ivan BC 5 de Janeiro de 2018 at 17:07

    Eu não odeio os Estados Unidos, odeio os crimes que eles cometem. Quer uma relação, agora de cabeça? Extermínio dos nativos americanos, Guerra do Golfo 1 (na verdade uma armadilha armada para o Sadan Hussein invadir o Kwait), Guerra do Golfo2 (invasão do Iraque baseada em mentiras), ataque à Iugoslávia, Líbia, Síria, Vietnã, Coréia, Panamá, golpe de estado na Ucrânia, apoio para que a Georgia invadisse a Ossétia e chega. Pesquise que vai encontrar muito, mas muito mais. Nem citei o apoio ao golpe militar no Brasil, que nos afetou diretamente.

  59. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 17:20
    ———————————————–
    Camargoer, não coloquei em dúvida a capacidade do Professor.

  60. Metade desses “crimes” são baseadas em falsas premissas:

    1. No Vietnã e Coréia os comunistas no norte INVADIRAM os países do sul, começando as hostilidades, e os governos desses paises solicitaram apoio americano. Além de ajudar o agressor, a CCCP ainda invadiu o Afeganistão sob “mandato” do governo local, um títere dos russos. Mas aí são os russos, né?

    2. Na Geórgia o que houve foi um conflito de um país soberano defendendo sua integridade territorial contra separatistas. Mesmo caso da Iugoslávia. Só que você não fala um pio quanto à intervenção russa do lado dos separatistas, enquanto demoniza o mesmo procedimento realizado pelos americanos. Na língua de Oceânia isso tem um nome: duplipensar.

    3. Na 1a guerra do golfo o que você sugere? Que os americanos armaram junto ao Saddam para que o Iraque invadisse o Kwait e depois fosse derrotado. Qual o interesse do ditador nisso? Mais um delírio.

  61. Olá Pangloss. Talvez você não tenha tido essa intenção, mas relacionar que um professor (qualquer professor) irá desviar de sua conduta didática para defender uma causa (cientologia, criacionismo, fascismo, que a Terra é plana.. riso.. etc) você desloca a questão do campo didático para o pessoal. De fato, eu teria grandes queixas contra um professor de ciências que desenvolvesse a tese que a Terra é plana mas no contexto da história do conhecimento, é fato que nossa espécie acreditou nisso por muitos anos (entre outros erros). Portanto, a construção do conhecimento de uma criança sobre o Universo irá em algum momento discutir isso. O mesmo para a noção criacionista. Sabemos que a teoria da evolução explica com bastante detalhe o surgimento das espécies ao longo de milhões de anos. Contudo, conheço excelentes professores de ciências que são cristãos (alguns católicos, outros evangélicas, judeus). Isso não os impede de ensinarem excelente ciências inclusive evolução. (Acho que eu teria algum medo de cientologistas.. riso). Quero dizer que a ideologia de um profissional da educação ou sua crença religiosa ou no limite sua opção sexual não são bases para qualquer conclusão sobre sua capacidade didática ou responsabilidade profissional.

  62. Ivan BC 5 de Janeiro de 2018 at 17:07

    Na minha avaliação é preciso acordar para esse tipo de conversa mole anti-Brasil, anti-USA, anti-ocidente…o gramado do vizinho é sempre mais verde…os chineses são os caras, tudo gente boa, mas na prática sequer conhemos essas pessoas, não há laço cultural algum com os brasileiros; na outra ponta os vizinhos da China odeiam os chineses! Estranho né!
    Acho que há muita gente ingênua, muita gente criando na cabeça um mundo que não existe, achando que o Brasil vai emergir como uma super-potência porque os EUA, Europa, Israel, igreja protestante, católica e outras instituições culturais caíram, pois no fundo essa retórica prega e espera acontecer isso.
    Sem dúvidas tem muito chinês, árabe, russo e africanos nas suas casas rezando para vir aqui ajudar os brasileiros após a queda das instituições tradicionais do ocidente, afinal, nós somos os malvados que criamos Coca-Cola, Pizza, Bob esponja, filmês pornô da gretchen e os chocolates suiços.
    .
    Cara, pelo amor de Deus, não viaja. Eu não sou anti-ocidental e nem quero acabar com o instituições ocidentais, eu quero acabar com o domínio ocidental sobre nós. É muito diferente. Podemos até continuar sendo parte do Ocidente, desde que falando com EUA e Europa de igual para igual, só isso. Se eles nos tratarem como iguais, podemos até manter os mesmos vínculos que temos hoje com eles. Mas vamos fazer comércio com quem quisermos, inclusive com Coréia do Norte. CN ameaça EUA, Japão e Coréia do Sul, não o mundo como eles dizem. Quero comércio com Cuba, desde que seja vantajoso para o Brasil. Com EStados Unidos, também, isso como com Europa, África e Àsia. Quero um agenda geopolítica que seja Brasil em primeiro lugar. Não é essa a agenda do Trump? America first? entao, eu sou Brasil primeiro. Só isso. E não sou contra igreja católica ou evangélica, muito pelo contrário. Religião é importante, ou melhor, mais que importante, essencial. Quem está destruindo a Igreja e os valores cristãos é a própria elite ocidental.

    Eu quero o Brasil dominando alta tecnologia, fazendo caças que concorram com o F-22 e o S-35. Quero o Brasil construindo um PA, a Princesa Isabel, com tecnologia de ponta; quero o Brasil com empresas do similares à Boing e a Airbus; quero o Brasil com justiça social igual da Rússia, educação igual da Coréia do Sul, serviços públicos eficientes como na Suiça, só isso.

    O ódio que vocês tem por mim reflete bem o que o sistema de propaganda provoca: vocês acham que são estadunidenses. Mas tudo bem, não sou contra quem pensa assim. O que eu não admito, é quando vocês vem ofender outros que pensam diferente ou quando MENTEM DELIBERADAMENTE, seja para justificar ou acusar quem tem outro pensamento. Fora isso, podem continuar com a opinião de vocês que não muda nada.

  63. “na verdade uma armadilha armada para o Sadan Hussein invadir o Kwait”
    Rsrsss
    Cara, tomara que você seja professor de artes ou educação física.

    Profi,
    Tem certeza que está falando da mesma coisa que o Ivan? Ele tava falando dos EUA e você parece que tá falando do Monte Olimpo.

  64. Caro TurkhAV. Encontrei uma boa dissertação de mestrado com um bom histórico sobre as motivações do Iraque para invadir o Kwait e das razões dos EUA enviarem tropas. Acho que vale a pena revisitarmos a história para entendermos o que aconteceu naquele período. Não podemos nunca esquecer que o impacto que foi o colapso da URSS sobre a estabilidade do mundo. Eu li rapidamente o primeiro capítulo. Acho que você também vai gostar. Digite no google “Processo Decisório e Grupos de Interesse na Política Externa Norte-Americana: um estudo sobre a Guerra do Golfo (1990)”.

  65. Camargoer, não tenho o menor interesse nas baboseiras que nossos decanos escrevem sobre “geopolítica” ou “História” e com os quais você insiste em sujar a trilogia. Quem já leu algo produzido pelos gênios da área de humanas, como o malfadado Moniz Bandeira, sabe que só serve pra limpar o que o cachorro enterra. Ah, e claro viver de subvenções estatais gerando nada mais do que doutrinação barata. Abraços.

  66. Camargoer,
    Interessante! Dei uma rápida olhada.
    Infelizmente o estudo analisa mais as tomadas de decisões depois que a invasão do Kuwait já havia sido feita e os desdobramentos dessas decisões e não os motivos que levaram o Sadan a invadir o minúsculo país vizinho.

  67. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 18:16

    Eu já discuti isso com você há anos atrás e já falei o que realmente aconteceu. Está escrito na Wikipedia, sobre a Guerra do Golfo:

    “A 25 de julho (seis dias antes da invasão), Saddam recebe em audiência a embaixadora norte-americana April Glaspie. Ela garantiu que os Estados Unidos não interviriam militarmente em defesa do Kuwait, porque não possuem posição definida, nem interferem nos assuntos diplomáticos exclusivamente entre países Árabes.[19]”

    Se a embaixadora tivesse advertido Sadam para não invadir o Kwait, ele nunca o teria feito. Simples assim. Eles montaram um armadilha. Usaram a ganância do Sadam Hussein contra ele. Mas tem mais, tem muito mais coisa sórdida nessa história. Ou você nunca ouviu da farsa da filha do embaixador do Kwait em Washington, que foi a pleno congresso americano contar mentiras para instigar a guerra? pois Saddam Hussein era amigo dos EUA, pois serviu aos seus interesses fazendo guerra com o Irã (a Guerra Irã-Iraque) e era preciso demonizá-lo. Veja aqui:

    http://www.panoramicasocial.com.br/2013/09/conheca-farsa-que-levou-os-estados.html

    E chega, não vou postar mais um bom tempo nada aqui. Argumentar com vocês é dar murro em ponta de faca.

  68. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 18:33

    Eu dei uma olhada e só de bater o olhos, esta dissertação tem erros graves. Eu sempre começo pelas traduções das citações porque este e o meio mais simples de induzir os leitores em erro. Veja por exemplo o texto abaixo (pag.21):

    ―Persian oil … is yours. We share the oil of Iraq and Kuwait. As for Saudi Arabian oil, it´s ours”,
    Presidente Roosevelt para um embaixador.

    A tradução da autora é:

    ―O petróleo do Pérsico… é nosso. Nós dividimos o petróleo do Iraque e do Kuwait. Com relação ao petróleo saudita, esse é nosso”.

    A tradução da autora é completamente incorreta. A tradução correta seria:

    “O petróleo iraniano… é de vocês. Nós dividimos o petróleo do Iraque e do Kuwait. Com relação ao petróleo saudita, ele é nosso.”

    “Persian” é como o mais o pessoal mais antigo dos EUA, e principalmente do Reino Unido chamavam os iranianos.
    “Yours”… bom, não sei como alguém que, supostamente, é fluente em inglês consegue traduzir “yours” como “nosso”.

    A autora comete o erro porque ela não sabe que, na 2 Gurra Mundial, os britânicos e soviéticos invadiram o Irã e os britânicos ficaram na região do Irã banhada pelo Golfo Pérsico. Então, naquele contexto, quem tinha concessões para explorar o petróleo iraniano eram os britânicos. POr isso o “yours”.

  69. Olá Bosco. Exato. Encontrei uma outra dissertação no Inst. Rio Branco, mas não tem o link para PDF. Uma pena. Se encontrar outro documento mais analítico, eu o informarei, ok? Estou achando interessante o cap.3 sobre o lobby pró-Israel. Pelo menos fica mais claro quais são os interesses na relação EUA-Israel.

  70. Professor,
    O depoimento da garota não é relevante na nossa discussão tendo em vista que o Kuwait já havia sido invadido. Quanto à promessa de não interferência feita pela embaixadora tem-se que se levar em conta várias situações que eu agora não tenho como julgar. Não sei qual o contexto da conversa e nem qual as condições que foram negociadas ou impostas e simplesmente não posso ser simplista e ingênuo de acreditar que foi uma facada nas costas do Sadan pura e simplesmente. Sem falar que só esse evento, mesmo que tenha sido uma facada nas costas, não é por si só prova que o Sadan foi manipulado e que não tinha intenção de invadir o Kuwait mas que o fez por alguma manipulação americana. Infelizmente a política externa no OM e dos EUA não é assim tão simples de ser analisada.
    Eu sei o que vi porque na época estava no auge dos meus 30 aninhos e acompanhava tudo com atenção. Antes da organização da coalizão e do acúmulo de forças militares na AS houve inúmeras chances dadas ao Sadan para deixar o Iraque, tentativas essas que não surtiram resultado e que culminou com o que seria chamado de Primeira Guerra do Golfo.

  71. Olá Jacinto. Obrigado pelo alerta. É um excelente mode de checagem. Ainda bem que eu não estava na banca.. riso. O Bosco também fez uma observação sobre o tema do trabalho não ser as razões da invasão do Iraque pelos EUA. Sobre o erro da tradução, eu dou um desconto para o estudante, principalmente pelo fato da Autora ter colocado a citação original, o que mostra que não havia má-fé.

  72. Bosco
    O conteúdo integral do telegrama da embaixadora dos EUA no Iraque descrevendo o encontro dela com o Saddam Hussein esta abaixo. O texto é meio ambíguo, como em geral são as transcrições, e por isso todo tipo de interpretação é possível.

    Contudo, a parte em que o embaixador diz que um país não tem opinião sobre uma disputa fronteiriça é o padrão em diplomacia e dificilmente seria interpretado por um diplomata profissional como uma autorização para a invasão de outro país. Por exemplo, o Departamento de Estado dos EUA, em relação à disputa entre o Reino Unido e a Argentina sobre as Malvinas/Falklands, afirma:

    “We recognize de facto United Kingdom administration of the islands but take no position regarding sovereignty.” (https://2009-2017.state.gov/r/pa/prs/ps/2012/01/182294.htm)

    Bom, o teor do telegrama esta abaixo, para que você o interprete.

    July 25, 1990 – Presidential Palace – Baghdad

    U.S. Ambassador Glaspie – I have direct instructions from President Bush to improve our relations with Iraq. We have considerable sympathy for your quest for higher oil prices, the immediate cause of your confrontation with Kuwait. (pause) As you know, I lived here for years and admire your extraordinary efforts to rebuild your country. We know you need funds. We understand that, and our opinion is that you should have the opportunity to rebuild your country. (pause) We can see that you have deployed massive numbers of troops in the south. Normally that would be none of our business, but when this happens in the context of your threat s against Kuwait, then it would be reasonable for us to be concerned. For this reason, I have received an instruction to ask you, in the spirit of friendship – not confrontation – regarding your intentions: Why are your troops massed so very close to Kuwait’s borders?

    Saddam Hussein – As you know, for years now I have made every effort to reach a settlement on our dispute with Kuwait. There is to be a meeting in two days; I am prepared to give negotiations only this one more brief chance. (pause) When we (the Iraqis) meet (with the Kuwaitis) and we see there is hope, then nothing will happen. But if we are unable to find a solution, then it will be natural that Iraq will not accept death.

    U.S. Ambassador Glaspie – What solutions would be acceptable?

    Saddam Hussein – If we could keep the whole of the Shatt al Arab – our strategic goal in our war with Iran – we will make concessions (to the Kuwaitis). But, if we are forced to choose between keeping half of the Shatt and the whole of Iraq (i.e., in Saddam s view, including Kuwait ) then we will give up all of the Shatt to defend our claims on Kuwait to keep the whole of Iraq in the shape we wish it to be. (pause) What is the United States’ opinion on this?

    U.S. Ambassador Glaspie – We have no opinion on your Arab – Arab conflicts, such as your dispute with Kuwait. Secretary (of State James) Baker has directed me to emphasize the instruction, first given to Iraq in the 1960’s, that the Kuwait issue is not associated with America. (Saddam smiles)

  73. Pois é Jacinto! Como disse, pra mim não houve nada demais. Essas celeumas foram criadas pelos democratas como forma de pentelhar os republicanos. rrsss E aí os conspiracionistas aproveitaram para incluir mais essa na pauta.

  74. Olá Jacinto e Bosco. No texto sugerido pelo Bosco, a embaixadora disse que não conseguiu avaliar a estupidez de Sadan (tradução livre, ok?). Mas considerando que o secretário de defesa era Dick Cheney, o mesmo vice presidente de Bush filho, dá para pensar em muita teoria da conspiração (riso).

  75. Bosco 5 de Janeiro de 2018 at 19:25
    Professor,
    O depoimento da garota não é relevante na nossa discussão tendo em vista que o Kuwait já havia sido invadido.
    .
    O depoimento da garota é relevante, sim senhor, para a nossa discussão, tendo em vista que esse é modus operandi da política norte-americana: a farsa, o engodo, o descumprimento de promessas, a propaganda mentirosa – esse é o padrão de conduta norte-americano. Aí vem vocês me perguntarem porque eu os odeio? faz o favor…

    Eles fizeram essa encenação hedionda, em pleno Congresso americano. Deram aula de teatro para a filha do embaixador, para ela chorar em pleno Congresso. No mínimo, bizarro. E parou por ai? não, claro que não. Depois teve a segunda invasão do Iraque, baseada numa mentira sórdida. Depois atacaram a Líbia, baseado numa outra mentira: falaram para Rússia e a China (a Rússia governada por Medvedev) que precisavam de um corredor aéreo humanitário, para suprir a população líbia de remédios e alimentos – e na verdade o corredor foi uma zona de exclusão aérea para atacar Kadafi. Depois mentiram na Síria, alegando ataque químico e queriam invadir. Depois mentiram de novo na Síria. E mentiram na Geórgia. E mentiram. E enganaram. E mentiram. E engaram. E não cumprem acordos: o Trump falou ao telefone com o Erdogan que não iria fornecer armas aos curdos. Mentiram. De novo. É o american way. Se é esse o país que vocês admiram e querem liderando o Brasil, boa sorte para vocês. Eu fico do lado de China e Rússia.

  76. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 20:41

    Pelo amor de Deus, camargoer. Você acredita que a CIA não sabia de nada? eles não viram ou perceberam a movimentação de tropas? O Mossad não viu? não avisou? e as outras 16 agências de inteligência norte-americanas, também não viram? e nem o próprio Kwait, ou a Arábia Saudita, ninguém alertou? vocês querem que eu acredite nisso?

  77. E depois vem os EUA combaterem e bombardearem o ISIS na Síria. E na verdade, não bombardearam ISIS coisa nenhuma, estavam lá para protegê-los. Inúmeros caças sírios SU-24 foram derrubados enquanto bombardeavam o ISIS na Síria, antes da Rússia intervir. Foram derrubados por caças F-16 americanos ou da OTAN. O que os EUA estavam fazendo na Síria era defender o ISIS. E colocam a CIA para treinar terroristas. E criam ONGs de fachada, com lemas bonitos do tipo: “defender a democracia”, “defender o meio ambiente” ou “direito das minorias”, quando na verdade a agenda verdadeira é desestabilizar ou promover desordem e caos, nos países que eles querem dominar. E tiram líderes democraticamente eleitos. E assassinaram, inoculando câncer, o Hugo Chavez. Sim, a CIA tem essa tecnologia e o responsável pela alimentação de Hugo Chavez fugiu para os EUA e se refugiou lá. E detém domínio e monopólio total da mídia tradicional (da internet ainda não, mas logo terão, eles estão tentando). E por aí vai. se eu fosse enumerar os crimes deles não teria fim.

  78. Olá Professor. Uma coisa são as referências históricas, documentos, depoimentos. Outra são nossa suspeitas, opiniões e até medos. Eu temo o cuidado de comentar apenas sobre informações checadas e documentadas. Sou um pouco cuidadoso para colocar em um debate opiniões que não possam ser checadas. Por isso evito as discussões pessoais também. Algumas vezes acabo sendo meio criticado por isso.

  79. Sobre os combates na Síria, eu recomendo o livro do Moniz Bandeira “A desordem mundial”. A descrição dele sobre o conflito na região é bem documentada sobre os interesses tanto da Russia quando dos EUA. É um pouco cansativo, mas vale a pena.

  80. Eu também gosto muito do livro da Naomi Klein sobre “Doutrina do Choque”, além dos textos do Gene Sharp que serviram como guia para as diversas “primaveras”. Foi bastante claro como os protestos seguiram a cartilha do Gene Sharp.

  81. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 21:30

    Mas você concorda ou não que é, no mínimo, curioso que a CIA, o Mossad, A Arábia Saudita, o próprio Kwait, o Catar – e nem ninguém – alertarem os EUA que o Saddam Hussein estava movimentando tropas e se preparando para invadir?

    Nem na Segunda Guerra Mundial eles conseguiam movimentar tropas sem serem percebidos, que dirá hoje, com radar. E as rugas entre Iraque e kwait eram conhecidas no mundo inteiro, o Saddam acusando o Kwait de fazer guerra econômica contra eles. E o Saddam convocando a embaixadora norte-americana, que alega que “não entendeu”. Faz vaor.

    Mas tudo bem, respeito sua posição a acho admirável sua postura de só comentar dados devidamente documentados.

  82. Olá Professor. Isso está documentado, inclusive no documento colocado pelo Jacinto pela pergunta da embaixadora dos EUA: “Why are your troops massed so very close to Kuwait’s borders?”. A autora daquela dissertação que mencionei também comenta que os EUA sabiam das tropas. Acho que a grande pergunta é por que os EUA não foram incisivos ao alertar Sadan contra a invasão (ai a gente cai na especulação). A especulação é um excelente ponto de partida, mas cada hipótese tem que ser revisada à luz dos fatos e documentos. Então, se esto sóbrio (riso) é improvável que eu faça alguma especulação sem avisar antes que é por minha conta e risco.

  83. Professor 5 de Janeiro de 2018 at 20:45
    É diferente com outros países?
    A China prometeu apoiar a pretensão do Brasil a obter um assento no Conselho de Segurança nas Nações Unidas, isso em 2005. Em troca, o Brasil reconheceria a China como economia de mercado. Pois bem, a Dilma foi a Pequim em 2011, toda orgulhosa, achando que obteria o endosso da China a esta pretensão e o que os chineses fizeram? Mentiram e enganaram. Não endossaram a candidatura brasileira e ainda anunciaram isso no último dia da visita da Dilma ao país, o que foi uma enorme humilhação para o Brasil.
    Os russos: na época da crise na Crimeia, começaram a aparecer naquela região pessoas com fardas russas com equipamentos russos, mas a Rússia sempre negou que fossem seus soldados. Diziam que eram populares que roubaram armas dos ucranianos. Estes seres – que deviam ser de outro planeta – ficaram conhecidos como “Little green men”. Pois bem, hoje a Rússia admite que eram soldados seus. Mentiram e enganaram.
    Aliás, a Rússia continua afirmando que não tem nenhum envolvimento no conflito da Ucrânia e que os blindados que se vê por lá são ucranianos. O estranho é que já foram avistados lá blindados que a Ucrânia nunca operou. Eles estão sendo sinceros?
    Se você prefere a Rússia e a China porque eles seriam mais sinceros do que os EUA, é porque você conhece muito pouco da história russa ou chinesa.

  84. Camargoer,
    Discutir com o Professor é completamente inútil (só constatando um fato e não querendo ser agressivo), sem falar que ele tem uma irritante indignação seletiva (agora pretendi ser agressivo), mas com você é possível.
    “Acho que a grande pergunta é por que os EUA não foram incisivos ao alertar Sadan contra a invasão”
    Ora meu caro, será que os EUA iriam prever que a invasão ocorreria mesmo apesar de saberem da concentração de forças iraquianas na fronteira? Tropas são concentradas muitas vezes para forçar uma negociação e não necessariamente para invasão. E mesmo havendo a invasão há vários níveis de envolvimento que podem ocorrer antes que se chegue ao ponto de não retorno.
    O resto é especulação pura, como você disse.
    Um abraço!

  85. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 20:41

    É sempre difícil saber como uma pessoa interpreta algo. Uma vez eu e meu irmão estávamos brincando em frente de casa e assistimos a um acidente de carros. Nada grave, mas saímos correndo para contar à nossa mãe o incidente. A versão do meu irmão era bem diferente da minha.
    O que ocorre é que é incomum que o Presidente de um país tenha uma conversa com o embaixador de outro sem a presença de seu ministro de relações exteriores ou, ao menos, de um diplomata de alto escalão. E isso ocorre justamente porque o linguajar diplomático é bastante peculiar e precisa ser corretamente interpretado. Um diplomata profissional certamente sabe que o “não ter opinião” ou “não ter posição” é a resposta padrão neste tipo de situação. É o que os EUA dizem sobre o problema das Malvinas entre o Reino Unido e a Argentina, por exemplo.
    Por outro lado, os EUA não tinham – e não sei se hoje têm – um tratado de defesa com o Kuwait. Sem um tratado desses é possível ao embaixador dizer “se você invadir o Kuwait, os EUA vão para a guerra”? A rigor, nem o Presidente dos EUA poderia fazer isso porque lá a declaração de guerra precisa ser autorizada pelo Congresso.
    A despeito de tudo isso, é possível que o Saddam Hussein tenha se enganado?
    Eu acho difícil. O mais provável é que o Saddam Hussein acreditava poder vencer a guerra. Dizer que era possível o Iraque vencer a guerra pode parecer um absurdo hoje, mas – eu não sei a sua idade – na época (1990), os analistas previam que os EUA teriam baixas na casa das dezenas de milhares. Veja, por exemplo o artigo do LA Times em 1990 chamado “Potential War Casualties Put at 100,000 : Gulf crisis: Fewer U.S. troops would be killed or wounded than Iraq soldiers, military experts predict.” Uma estimativa do que as forças militares do EUA esperavam perder na guerra pode ser medida pela quantidade de “body bags” encomendados: 45 mil.

  86. Olá Bosco. Obrigado pela gentil colocação. Fico feliz em podermos sempre debater, quase sempre discordando um do outro, não? Exceto, talvez, em relação à mãe da Magali (riso). Concordo com sua observação sobre como a movimentação de tropas pode servir como um pressão em situações de crise. O artigo do Meiarsheimer e Walt (http://mearsheimer.uchicago.edu/pdfs/A0032.pdf) rebate vários argumentos do Bush (filho) para a Segunda Guerra do Golfo e faz uma boa descrição do que teria sido a estratégia de Sadan tanto para a guerra contra o Irã como para a invasão do Kwait. Eu não pretendo me colocar como um anti-EUA, mas acho fundamental aprendermos como eles podem atuar em defesa dos interesses deles para sabermos como atuar em defesa dos nossos interesses. Acho que foi com você que comentei que seria normal sempre pensarmos nos EUA em qualquer avaliação dada a inegável supremacia militar e enorme influência cultural e econômica. Uma postura crítica aos EUA não deve significar um alinhamento ideológico contrário.

  87. Olá Jacinto. Estou com 47.. riso. Eu lembro de um filme brasileiro com Jesse Valadão chamado “Boca de Ouro”, acho que baseado em um texto do Nelson Rodrigues (mas posso estar enganado). Ele era um bicheiro que foi assassinado e o reporter do caderno de policia vai entrevistar as pessoas.. cada um dá uma versão distinta. O filme é muito legal. Comentei com o Bosco sobre um artigo de 2003 que estou lendo agora (An unneecerray war) que é muito bom (dá para abrir no google direto. O Chonsky é bastante crítico em relação á grande mídia quando ela embarca nas versões oficiais mas você tem razão que havia um clima de paranóia na primeira guerra do Golfo. Tenho a impressão que você vai gostar desse artigo.

  88. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 22:56
    Eu acabei de ler o artigo e concordo quase que integralmente com ele. Eu só não concordo com a parte que trata da reunião da April Glaspie com o Saddam Hussein tenha sido uma carta branca à invasão do Kuwait.
    O curioso sobre o título (Guerra desnecessária) é que este é exatamente como o Winston Churchill se referia à 2ª Guerra Mundial…

  89. camargoer 5 de Janeiro de 2018 at 18:09
    Olá Pangloss. Talvez você não tenha tido essa intenção, mas relacionar que um professor (qualquer professor) irá desviar de sua conduta didática para defender uma causa (cientologia, criacionismo, fascismo, que a Terra é plana.. riso.. etc) você desloca a questão do campo didático para o pessoal. (…)
    —————————————————————————————————————-
    Camargoer, para mim a imensa maioria das pessoas que crêem nos ideais socialistas é formada por vítimas do gramscismo. Eles não repetem essas bobagens por maldade, pois realmente acreditam naquela cantilena, como se aquilo fosse a sua religião.

  90. Olá Panglos.
    Talvez você tenha tocado um ponto bastante importante que nunca vi ser discutida que é o caráter do professor (e das pessoas em torno da minha família). Quando li seu comentário, veio à minha tona que talvez seja mais importante que minha filha tenha professores com caráter do que ideologicamente alinhados comigo. Isso não é pouca coisa. O que me parece terrível é expô-la a canalhas. Não parece razoável assumir que uma pessoa que acredite no liberalismo econômico ou que defenda o socialismo como opção possa ser uma boa ou má influência. Já o canalha eu tenho certeza que eu o quero longe. De qualquer modo, quero agradecer pela discussão porque me ajudou a clarear um tópico que se tornou importante para mim.

  91. Pangloss,
    E isso não é uma dedução sua, é uma verdade. Os alunos de escolas públicas (principalmente) já estão sendo adestrados por professores de esquerda há muito tempo. Criam cidadãos que simplesmente têm desprezo pelos valores tradicionais da Civilização Ocidental.
    Ainda bem que não são os professores de todas as matérias que se metem na formação ideológica das crianças brasileiras mas só os de matemática, física, química, português, história, geografia, biologia, sociologia, artes, educação física, etc.
    Por isso todo aluno de escola pública sabe que “se a classe operária tudo produz, a ela tudo pertence”, mas não sabem interpretar um texto de duas linhas, não sabem onde estão no mapa-múndi e não sabem fazer conta com mais de 1 dígito.

  92. Eu so sei de uma coisa, e digo a todos os professores e esquerdistas do muno, rezem , rezem mais rezem mesmo para que os EUA nunca se tonem o pais imperialista o ” satanás do mundo ” , corrupto de homicida que vcs tanto falam , por que no dia que isso acontecer, não vai ter Russia , não vai ter China , não vai ter Brasil , nada o mundo inteiro vai sentir as garras da Águia entra bela la no fundo

  93. camargoer 6 de Janeiro de 2018 at 1:52
    O George Tenet, que era o Diretor da Cia na época escreveu um livro muito interessante sobre o período imediatamente anterior aos ataques de 11/09 (A CIA fora criticada por não ter advertido sobre a ameaça terrorista e ele afirma que na verdade a CIA informou sim a Casa Branca – Bush Filho – sobre a ameaça mas este as ignorava) e sobre o período posterior ao ataque, até a invasão do Iraque. Segundo ele, a CIA não apoiava a teoria de que havia relação entre Saddam Hussein e o Bin Laden e nem tinha evidencias firmes de que o Iraque tinha WMD; e que vários documentos de autenticidade duvidosa, e que provavelmente eram falsos, eram tratados como se fossem verdades incontestáveis, assim como depoimentos de fontes de credibilidade duvidosa, principalmente pelo Rumsfeld e seu vice (“deputy”) Paul Wolfowitz. Não há nenhuma dúvida, hoje, que a invasão do Iraque não teve relação com terrorismo ou WMD.

  94. Senhores,
    A invasão do Iraque em 2003 foi só a continuação das operações em 1991. As forças aliadas poderiam ter chegado em Bagdá em 91 e simplesmente não quiseram. O povo do Iraque teve 14 anos de prazo para chutarem a bunda do Sadan mas não o fizeram. O próprio Sadan teve 14 anos para deixar o poder por livre e espontânea vontade e não o fez. Esse prazo foi dado em consideração ao tempo que o ditador foi considerado aliado americano.
    Deu no que deu!
    Essa história de armas de destruição em massa foi uma desculpa esfarrapada e um tiro no pé do Bush filho que em vez de usá-la devia pura e simplesmente ter invadido sem maiores desculpas. Quis se muito politicamente correto e se deu mal.

  95. Olá Jacinto. Você lembra do nome do livro? Talvez eu o encontre aqui na biblioteca. Vou entrar de férias depois do carnaval… quem sabe já programo a leitura. Sobre o Rumsfeld e Cheney, é sempre curioso lembrar que eles faziam parte do Gov. Bush (pai)…

  96. Olá Bosco. Cuidado ao sugerir referências do Sputink. Acabam fuzilando você por engano. riso. Lembro daquela história que durante o regime militar, os milicos invadiram a casa de um deputado de esquerda e o levaram preso por ter vários livros de capa vermelha na estante.. um deles era uma bíblia. riso.

  97. E o Sputiniknews não é de esquerda mas sim claramente um órgão estatal russo que não tem obrigação com a verdade mas sim com a versão que o governo russo quer . Eles não estão errados já que cumprem a sua função. O problema é que eles são ingênuos e recorrentemente dão tiro no pé com artigos claramente construídos. Não há nada demais em defender o patrão mas brincar com a inteligência alheia aí já é demais.
    A esquerda brasileira, mais precisamente os MAV (militantes em ambientes virtuais) recorrem frequentemente ao Sputniknews e invariavelmente o aplaude não por ele ser de esquerda mas porque eles se apegam a qualquer coisa que possa representar um contraponto aos EUA e eles veem no Putin um cavaleiro solitário combatendo os moinhos de vento da opressão ocidental. Vale salientar que os esquerdistas brasileiros (e parece que é assim no mundo todo) não são seres benevolentes com a missão de combater a “opressão” pura e simples, não, eles combatem especificamente um tipo de opressão, a ocidental. As outras “opressões” (chinesas, russas, norte coreanas, iranianas, venezuelanas, etc) passam tranquilamente e na verdade são muito bem vistas.

  98. camargoer 6 de Janeiro de 2018 at 19:22
    O Livro de memórias do George Tenet se chama “At the Center of the Storm”.
    Além do Rumsfeld e do Cheney, o Paul Wolfowitz também foi da administração do Bush pai. Aliás, este grupo sempre orbitou em torno dos governos republicanos, desde a década de 70.
    Na verdade, é estranha a história do fim da Guerra do Golfo. Durante muito tempo sustentou-se que os sauditas não queriam que o Saddam Hussein fosse deposto, justamente porque ele, bem ou mal, servia como um anteparo para as pretensões hegemônicas do Irã, ao controlar “daquele jeito” os xiitas do sul do Iraque. Mas segundo a autobiografia do Bernard Lewis, em uma conversa com o príncipe Bandar bin Sultan Al Saud (que foi embaixador da Arábia Saudita nos EUAde 1983 a 2005, este negou que a Arábia Saudita tenha pedido aos EUA para preservar o Saddam Hussein.

  99. Olá Jacinto. Obrigado pela referência. Sei que nós três (o Bosco incluido) acabamos focando nas guerras do golfo e deixamos a Coreia do Norte de lado. Dois ou três dias atrás, sugeri aos editores um artigo do Zizek sobre a questão EUA-CN mas tenho a impressão que ele não achou pertinente ao blog. Talvez vocês achem que valha a pena. Eu gosto bastante dele (tem um documentário da TvEscola bem legal sobre Hollywood e ideologia). Segue o link.
    https://blogdaboitempo.com.br/2018/01/04/zizek-escolhas-na-era-do-terror/

  100. Camargoer, eu sinceramente admiro sua polidez, sua erudição, a aparentemente alta velocidade de leitura que você mantém, mas… cara, essas sugestões de leitura que você faz, pelo amor de Deus!
    Temo que você esteja se intoxicando com discursos prolixos que gravitam sobre a estrela vermelha petista, repetindo o mesmo argumento sob palavras diferentes.
    Recentemente, você disponibilizou um link para um texto do Darcy Ribeiro, escrito em 1986 – quando ele era vice-governador do RJ, no mandato mais criminosamente omisso no combate à criminalidade que já houve por aqui. Ele, inclusive, foi candidato a governador naquele mesmo ano, e só perdeu a eleição porque, além de ser um candidato fraco, o Plano Cruzado ungiu os candidatos do PMDB. Moreira Franco foi eleito, e, por pior que tenha sido, ao menos nos poupou do Darcy Ribeiro dando continuidade ao desastre brizolista. Votamos mesmo muito mal, aqui no RJ. O Brizola sabia disso como ninguém. Discorrendo sobre o óbvio, o Darcy Ribeiro só conseguiu demonstrar como ele é obviamente uma fraude intelectual. Nem entre os antropólogos ele era levado a sério, a partir dos anos 80.
    Agora, sua sugestão de leitura é simplesmente o Slavoj Zizek!
    Fico imaginando qual será a sua próxima dica de leitura: Chomsky? Adorno? Foucault? Althusser?

  101. Olá Pangloss. Obrigado pelo elogio. Considero um privilégio o diálogo com mantenho com alguns colegas aqui. O aprendizado que tive em todos estes anos acompanhando o blog é imenso. Inclusive admirar colegas que estão em campos ideológicos diferentes do meu, o que é o menos importante em um debate franco e honesto. Meu esforço é por fazer uma discussão de mérito nunca de valor. Lembro de uma entrevista do Delfim Netto mencionando que ninguém leu mais Marx do que ele. A complexidade do que vivemos não cabe na dimensão da ideologia. Geralmente, tento contribuir com aquilo que seja complementar à discussão, talvez por isso geralmente destoa um pouco do comum (ou muito ás vezes – riso). Mas faço na boa fé. Existe um trabalho de psicologia que pode ser baixado pelo google (Unskilled and Unaware of It: How Difficulties in Recognizing One’s Own Incompetence Lead to Inflated Self-Assessments) que é bem legal que discute os limites da que somos capazes de compreender a partir do que efetivamente sabemos. Acredito que ao ampliarmos a base de conhecimento também ampliamos nossa capacidade crítica. Existe uma piada que o Pres. Roosevelt só aceitaria um economista como assessor se ele tivesse apenas um braço, porque com isso ele não poderia dizer “on the other hand”. Meu problema é que tento ser ambidestro (riso) e me arrisco às vezes a assinar com o pé esquerdo (referência ao Daniel Day-Lewis). Espero manter sempre seu respeito, assim como tenho uma grande admiração por você.

  102. camargoer 6 de Janeiro de 2018 at 20:37
    Eu li o texto do Zizek – e como geralmente ocorre quando leio os textos dele, senti o cheiro do plágio. A proposta inicial dele, sobre o piloto que derruba um avião sequestrado por terroristas e que se dirigia a um estádio de futebol lotado é tão surrada que já foi explorada até em filme de super herói (aquele que tem o Batman e o Coringa).
    Mas o problema é que ele escreve sobre assuntos que ele não domina e para pessoas que também não dominam o assunto; e o resultado disso é que seus leitores terminam os seus textos mais ignorantes do que começaram.
    Não existe nenhuma contradição entre o conceito da mutually assured destruction (MAD) e da Nuclear utilization target selection (NUTS) porque ambos atuam em diferentes níveis. O MAD atua em nível estratégico, enquanto o NUTS atua em nível tático.
    O fato é que nem toda arma nuclear é aquele tipo “arrasa cidade” que seriam usadas no conceito MAD e que tem potência na casa dos megatons ou das centenas de kilotons. Ao contrário existiam – e ainda existem – armas nucleares táticas cuja potência fica na casa de poucos kilotons, ou até menos do que isso.
    Para colocar em números, uma bomba tática B61 com potencia mínima (0,3kt) gera uma explosão com raio de 50 metros, a onda de impacto a onda de impacto a 150 m é de 20 psi (destrói edificação de concreto) e a 310 m já está em 5 psi, que danifica prédios de alvenaria. O “nuclear fallout” – a contaminação nuclear alcança 500m. É uma bomba, por exemplo, que serve para destruir um bunker, ou uma instalação nuclear, mas que não serve para arrasar uma cidade. Se fosse detonada na Praça da Sé em São Paulo, destruiria tudo até o Pateo (sic) do Colégio e contaminaria até o Mosteiro de São Bento.
    Em contraste, uma arma estratégica como a B83, que tem 1,2Mt, detonada sobre a praça da Sé destrói tudo até o Tatuapé e mata quase tudo (onda de calor) até Guarulhos.
    Ambas são armas nucleares, mas é impossível comparar o poder delas, e por isso comparar o MAD com o NUTS é mais ou menos como comparar uma piscina com uma colher de sopa.
    Como se vê, o artigo não é lá muito sério e que tem como pressuposto o desconhecimento do leitor sobre armas atômicas.
    Alias, se você tem interesse, é possível encontra na Internet o “manual” que o governo dos EUA distribuía na década de 70 sobre os efeitos de um ataque nuclear estratégico. É só buscar “DCPA Attack Environment Manual”.

  103. Caro Jacinto. De fato, o dilema moral tratado na peça de teatro mencionada é bem conhecido (acho que a história original trata de trabalhadores em uma estrada de ferro que podem ser salvos ao jogar um homem gordo nos trilhos). Mas o artigo também trata do absurdo que é tratar as diferentes opções nucleares como um dilema moral entre o sacrifício de alguns pelo bem da maioria. No caso, qualquer que seja a ação empregando dispositivos nucleares resultará na morte de milhares (ou milhões dependendo da escala) de civis. Esse desfecho não é um dilema moral. No final do artigo, e talvez esta seja a contribuição para discussão, é termos líderes políticos (seja o presidente americano, o norte coreado ou qualquer outro) mencionando o uso de um ou outro tipo de dispositivo nuclear como uma alternativa. Por isso o autor os classificam como “monstros obscenos sub-humanos”, pois como líderes de suas nações, suas prioridades deveriam ser o bem estar de suas populações. O debate em termos de justificativa moral da opção nuclear esconde, portanto, o debate mais importante que seria sobre as origens da tensão. Uma vez resolvida essa questão, o conflito perde sentido. Esse é portanto um debate que deixa a tecnicalidade de lado para resgatar a discussão político-diplomática do crise.

  104. Senhores
    Busquem mais autores.
    A autonomia dada pela ONU e o Objetivo da operação era libertar o Kuwait.
    A coalização tinha vários países árabes, inclusive Egito e Síria e mandaram efetivos consideráveis.
    Foi cogitado tirar Sadam para evitar nova guerra, mas a pressão do mundo árabe poderia fazê-la ruir, já q sairia do objetivo.
    Quanto às armas químicas, já escrevi muito aqui.
    Sds

  105. Caro Agnelo. Você tem razão quando alerta que é importante disponibilizar outras fontes para elevar a qualidade do debate. Seria ótimo se você nos ajudasse sugerindo um outro autor que você lembrar que complemente o que já encontramos. Eu acho ótimo. Um abração.

  106. John Keegan é muito bom.
    Sobre a Tempestade do Deserto tem um de Frank Schubert e Theresa Kraus.Mostra todo preparo e como funcionava o exército americano na época.

  107. camargoer 7 de Janeiro de 2018 at 4:24

    A questão da moralidade da guerra é sempre muito simples: todas as guerras são imorais.

    A (i)moralidade da guerra é coisa completamente independente da arma utilizada porque, curiosamente, as guerras mais cruéis foram realizadas com as armas mais primitivas.

    Quando Atenas guerreou contra Melos – conforme descreve Tucídides – o resultado foi a destruição total da cidade, a morte de todos os homens em idade militar e a escravização do restante da população. Quando Roma destruiu Cartago, idem: todos os homens mortos, o restante escravizado. Isso tudo foi obtido, literalmente, no fio da espada. Os astecas faziam guerras tão somente para obter prisioneiros que eram usados em sacrifícios humanos e usavam para isso tacapes de madeira e silex. E veja: o ataque que mais causou vítimas na 2ª Guerra Mundial não foram os ataques a Hiroshima ou Nagasaki; esta infâmia pertence ao bombardeio de Tokyo, uma cidade de madeira e papel, com bombas incendiárias ocorrido em 09 de março de 1945.

    A teoria da “guerra justa”, formulada pelo Santo Agostinho e pelo Santo Tomas de Aquino pouco mais é do que um paliativo para a consciência cristã que, ao mesmo tempo que prega o amor ao próximo e a oferta da outra face, também desenvolve meios de causar morte e destruição. Mas o fato é que em todas as guerras o que há são mortes, destruição e sofrimento.

    É impossível refletir sobre a guerra e chegar à conclusão de que existem guerras morais.

    Por outro lado, quando se pensa na questão político diplomático da guerra o que temos é a Coreia do Norte ameaçando lançar armas atômicas na Coreia do Sul, no Japão e nos EUA. Pois bem, qual é efetivamente a possibilidade de isso acontecer? A resposta sincera é: ninguém sabe.

    E aqui, uma vez mais me socorro da historia.

    Quando Hitler foi preso ele escreveu seu único livro (“Minha Luta”, com a ajuda de um ghost writer). Neste livro, entre outras maluquices, ele defendia a obtenção, pela Alemanha, de um espaço vital a leste das fronteiras alemãs (Lebensraum) e o genocídio dos judeus. Consta deste livro:

    “Se, no começo a guerra e durante a guerra 12 ou 15 mil desses judeus corruptores da nação tivesse sido submetidos ao gás venenoso, como centenas de milhares dos nossos melhores trabalhadores alemães suportaram no campo de batalha, então o sacrifício de milhões no front não teria sido em vão.”

    Então, veja, Hitler anunciou em seu livro, tanto a guerra contra a URSS, quanto o Holocausto; mas a maioria das pessoas considerava que a posição de Hitler era apenas da boca para fora. Hoje, contudo, sabemos que não. Que uma vez no poder Hitler fez exatamente o que havia prometido em seu livro: guerra com a URSS e extermínio dos judeus.

    E se o Kim, como o Hitler, realmente estiver disposto a lançar armas nucleares contra o Japão, a Coreia do Sul e os EUA?

  108. O livro do John Keegan chamado “A History of Warfare” é o melhor estudo sobre guerra que eu conheço. Ele se afasta um pouco do princípio de Clausewitz de que a guerra é uma extensão da política por outros meios e que, por isso, é sempre lutada em bases racionais.

  109. Jacinto Fernandes 7 de Janeiro de 2018 at 14:36
    (…) E se o Kim, como o Hitler, realmente estiver disposto a lançar armas nucleares contra o Japão, a Coreia do Sul e os EUA?
    ——————————————————
    Eu tenho como certo que alguém já indagou ao Kim algo semelhante a: “E se os EUA retaliarem nosso peido atômico com um ataque termonuclear?”

  110. Olá Jacinto. Obrigado pela sugestão de leitura. Consegui baixar a tradução para o português da edição da Companhia das letras (talvez eu compre o livro para compor a biblioteca..riso). Prefiro ficar deitado na varanda com um livro. Estive pensando durante a tarde sobre a questão que você colocou sobre a (i)moralidade da guerra no contexto do dilema moral mencionado pelo Zizek. Não há o que discutir sobre o horror da guerra, mas no caso da tensão EUA-CN, a despeito do histórico da guerra na década de 50, o absurdo é tratar um conflito nuclear com a naturalidade de uma banalidade (arendtiana). Talvez isso seja mais imoral do que a guerra de fato.

  111. Discutir com esse Bosco é inútil. E o pior: “ele se acha intelectual”…
    Você, de nome Bosco: Não passa de um pseudo-intelectual.

    Como é que pode uma pessoa escrever que “não tá nem aí” para os 50 bi que as Petroleiras devem ao nosso país, mas, apoiar uma investigação contra corrupção sem pé e cabeça contra o Lula?
    É correto dar perdão de dividas para empresas corruptas e foder com povo, Bosco? Você tem ideia do retrocesso que estamos vivendo? Vou repetir: você é um pseudo-intelectual de quinta categoria doutrinado por séries e filmes Americanos.
    Falta de caráter!

    Professor, seria um orgulho ver meu filho sendo seu aluno e aprendendo a pensar e raciocinar.

  112. Pangloss 7 de Janeiro de 2018 at 17:49
    Certamente, o Kim sabe que haverá retaliação, porque ele pode ser qualquer coisa, mas burro certamente não é. A questão é como ele reagiria, quando confrontado entre a opção entre se render a uma força superior ou oferecer combate a esta força, a despeito de saber que o resultado final lhe será desfavorável.
    E aí, novamente, a história tem inúmeros casos em que a opção foi pelo combate e pela morte: e muitos desses casos são hoje celebrados como atos de heroísmo. Ninguém se esquece de Leonidas e os 300 de Esparta, para ficar no exemplo mais famoso. Mas mesmo nas guerras do século passado existem inúmeros relatos de oficiais que preferiram a morte à rendição. Churchill relata em suas memórias de 2ª guerra o caso do HMS Rawalpindi, que era um navio de cruzeiro militarizado com canhões antigos e de baixo calibre e que acabou encontrando o Scharnhorst e o Gneisenau, que eram incomparavelmente mais poderosos. Oferecido a chance de e render, seu capitao (Ludovic Kennedy) se negou a tanto e anunciou à sua tripulação: “Nós lutaremos contra os dois, eles vão nos afundar e será assim. Boa sorte.” E foi o que ocorreu. E situações como essa se repetiram inúmeras vezes na guerra. Anos depois foi a vez do Scharnhorst se encontrar em uma situação completamente desfavorável e a decisão de seu comandante foi a mesma do HMS Rawalpindi: lutar uma luta perdida, morrer e pronto. Os vietnamitas tinham “pelotões de voluntários da morte”, que eram soldados que partiam para missões suicidas.
    O fato é que ninguém tem bola de cristal, e por isso ninguém pode dizer com certeza o que ocorrerá no futuro. O mais provável é que o Kim chegue a uma composição, como seu pai fez, mas a possibilidade disso não ocorrer não pode ser descartada.

  113. Cláudio 8 de Janeiro de 2018 at 1:46

    Ao contrário de você o Bosco raciocina! Você choraminga que “estão perdoando empresas corruptas e fodendo o povo” mas não fala do governo que usou o BNDES como cofrinho para beneficiar os amigos que bancavam as mamatas do heptarréu já condenado em um dos processos (U$ 31 bi para a empreiteira “cúmpanhêra”, R$ 13 bilhões para o farsante do “mundo x”, R$ 15 bilhões para os irmãos Friboi). Você e o “Teacher” se merecem afinal são dois zumbis devotos de uma seita fundamentalista…

  114. camargoer 7 de Janeiro de 2018 at 20:57
    A questão da Coréia do Norte envolve mais do que a própria Coréia do Norte. No fim do dia, o que esta em jogo é se uma potência nuclear e militar, como os EUA, têm como proteger seus aliados (Coreia do Sul, Japão) de outro país, que embora não seja uma potência militar do mesmo nível, tem armas nucleares, como é o caso da Coréia do Norte. Se a resposta for negativa, ou seja, se a posse de armas nucleares for suficiente para dissuadir os EUA, o mais provável é que ocorra uma corrida atrás de armas nucleares pelo mundo. Coreia do Sul, Japão e Austrália, por exemplo, têm condições de produzir armas nucleares, assim como a Ucrânia, o Irã, a Arábia Saudita e muitos outros países. É só uma questão de investimento e tempo, o que também é comprovado pela Coreia do Norte, que a despeito de ser um pais muito pobre, produziu as suas.
    E acho importante que a esta questão seja dada toda a publicidade possível e que todos os pontos de vista sejam observados. Interditar esta discussão, como quer o Zizek, é o maior erro possível porque a maioria da população dos EUA deve ser contra um ataque nuclear preemptivo. E o uso de armas nucleares é tão sensível, lá como em qualquer outro lugar, que é improvável que ele ocorra sem que o Congresso dos EUA se manifeste sobre isso.

  115. Como pode o Brasil com essa magnite estar na esfera de influência dos EUA! Meu Deus, era ára termos nossa própria esfera e seguir nosso próprio caminho, mas somos completamente dominados culturalmente. Essa defesa insana dos EUA, Rússia ou outra potencia mostra claramente isso!!!

  116. esse trunp ou tunp etc é um mau líder em vez de reforçar a diplomacia e a onu, e tratando de ir resolvendo as coisas via dialogo,fica estigando os povos pelo mundo. é claro que o caminho de apoiar esses manisfestantes comm inúmeras forças contrarias ,não é o melhor caminho.Se eles querem injetar dinheiro na oposição não é muito ético mas é melhor que essa politica de interfeversal meia boca e o povo deste países que sofram e morram.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here