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Venezuela interrompe fornecimento de energia para Roraima e cidades têm série de apagões, diz Eletrobras

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Linhão de Guri da Venezuela é instável e causa constantes apagões em Roraima (Foto: Emily Costa/G1 RR/Arquivo)

Problema afeta dez das 15 cidades do estado. Com o desligamento da Venezuela, termelétricas da Eletrobras fornecem energia que também é instável

Por Valéria Oliveira, G1 RR

A Venezuela interrompeu o fornecimento de energia para Roraima e desde as 17h deste sábado (10) as dez cidades que dependem do sistema elétrico, incluindo a capital Boa Vista, enfrentam apagões.

Moradores relatam que ocorreram mais de cinco apagões entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo (11). Roraima é o único estado no Brasil que não está ligado ao sistema elétrico nacional e enfrenta uma rotina de interrupções.

A Eletrobras informou que o fornecimento de energia para essas dez cidades está sendo feito via termelétricas. Entretanto, problemas técnicos nos equipamentos no sistema de distribuição de energia de Roraima tem causado os desligamentos.

“Equipes estão trabalhando para que não ocorra novamente”, informou a Eletrobras. Porém, até as 10h deste domingo dois novos apagões haviam sido registrados em Boa Vista.

Ainda não se sabe, segundo a Eletrobras, em que ponto da Venezuela houve o desligamento para Roraima.

A assessoria informou que tenta contato com a empresa que fornece a energia para saber o que de fato ocorreu e a previsão para que seja normalizado.

Com a falta de energia, sempre ocorre também a interrupção no fornecimento de água. A Companhia de Águas e Esgotos de Roraima informou em nota que da noite de sábado a manhã deste domingo o sistema parou em alguns momentos pois as bombas só funcionam com energia estável.

“Em razão disso, alguns reservatórios secaram e o sistema precisa de cerca de 30 minutos para encher completamente as caixas d’água”, informou a Caerr, citando que equipes trabalham para identificar se houve algum dano causado pelos apagões.

Além de Boa Vista, o sistema elétrico venezuelanos abastece as cidades de Cantá, Rorainópolis, Alto Alegre, Mucajaí, Caracaraí, Pacaraima, Bonfim, Iracema e São Luiz.

Único estado no país que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), Roraima é totalmente dependente da energia fornecida pela Venezuela por meio do Linhão de Guri. Instável, esse sistema causa constantes apagões. Em pouco mais de três anos foram 123 blecautes.

O problema da energia em Roraima só deve ser solucionado com a construção do Linhão de Tucurí, mas um impasse com índios Waimiri-Atroari impede o licenciamento da obras.

FONTE: G1

126 COMMENTS

  1. Um estado com tantos rios, depende da Venezuela para isso? Não sei o motivo a qual a Venezuela desligou, mas se foi por ruindade, o Brasil deveria dar o troco! Alias, o Brasil deveria cortar todas relações comerciais com esse país!

    • Douglas.
      Há mais de 50 anos a Engenharia do Exército (e Empreiteiras) estudam a construção de hidrelétricas em Roraima. Conclusões: o relevo e a hidrografia do Estado inviabilizam a geração de energia hidrelétrica permanente.
      Os Rios Uraricoera, Tacutú (formadores do Rio Branco), Rio Branco, Anauá e outros menores têm calhas e leitos espraiados – com inclinação e escoamento muito lento, e principalmente com pouquíssima profundidade, o que significa que o “lago” que precisaria ser formado para alimentar as turbinas inundaria uma imensa área de superfície, com uma gigantesca perda de volume por infiltração no solo e por evaporação.
      Na prática existe apenas uma secção do Rio Branco que comportaria a construção de uma hidrelétrica – nas Corredeiras do Bem Querer, próximo ao município de Caracaraí. Outras opções como as Hidrelétricas do Paredão (no Rio Mucajaí, próximo a Boa Vista) e do Rio Cotingo (a NE do Estado, longe da Capital) também já foram projetadas, mas são menos viáveis geológica e economicamente. Pelo que sei, apenas a do “Bem Querer” está ainda sendo considerada para possível construção.
      Atualmente, a alternativa que está praticamente definida é estender as Linhas de Transmissão de Balbina (que abastece Manaus).

      • Interessante o que vc disse mas aí te pergunto.
        A Hidrelétrica não precisa ser necessariamente em Roraima né? E nos estados vizinhos não se poderia construir uma hidrelétrica?
        E há sol e vento o bastante para as tais fontes alternativas?

        • Então que se faça uma usina nuclear lá! Em país sério, quando se quer, se faz. Um povo ficar refém de uma ditadura comunista é o cúmulo do absurdo!

        • E dai vem o problema que está escrito no texto. A Linha de Transmissão pra Roraima, que ligaria o estado ao Operador Nacional do Sistema não pode ser feita por que os índios não deixam.

          Não é questão do Brasil precisar da Venezuela pra isso. O Brasil tem toda capacidade de gerar energia e abastecer Roraima, mas pra isso precisa da bendita linha de transmissão pronta.

          • Caro Jorge. Posso estar enganado – e me corrija se estiver, mas creio que Manaus ainda não está interligada ao Operador Nacional, salvo talvez, e por simples desinteresse meu, pelas Linhas de Tucuruí. Quanto aos índios, o “não deixam” é em parte verdade, mas não constitui impeditivo. Há anos a Eletrobrás “atende TODAS” as exigências (e caprichos) dos Waimiri-Atroari em troca da permanência em suas terras da Mineração Taboca/AM e da utilização da BR 174 ligando BVB-MAO-BVB.

        • Caro Cignus. O único Estado “vizinho” – de 2, seria o Amazonas (o Pará, próximo a esta Divisa, tem seus rios nascentes, portanto com caudal insuficiente), com praticamente todas as semelhantes inviabilidades, tanto que, para abastecer não apenas a Planta Industrial de Manaus mas também sua crescente população, ao invés de se arriscar construir outra Hidrelétrica tipo Balbina decidiu-se abrir a partir de Coari/AM 500km de picadas “Selva a dentro” – com todas as suas dificuldades de terreno, animais e doenças, para instalação de um gasoduto com tantos 500km de tubos e estações.

          • Cinturão, me desculpe o incomodo e a falta de educação mas a curiosidade é maior, vc trabalha na area de energia ? Seus conhecimentos, são muito acima da media, grato por compartilhar.

  2. Olá Douglas. Um sistema elétrico é muito complexo. O sul-sudeste já teve vários blackouts. basta lembrar aquele enorme que desligou Itaipu por várias horas e deixou grande parte do Brasil e do Paraguai sem energia. Além disso, essa energia é comprada pelo Brasil e serve de divisas para a Venezuela. Não há interesse nenhum em desligar o fornecimento. O mais provável é que ocorreu algum problema técnico.

  3. Roraima é um estado meio esquecido do planalto central,lá tem caciques políticos que controlam a energia é a agua(Romero jucá e familiares) a energia e mais através de geradores a diesel,além de cara é cheia de problemas.Para interligar aõ sistema é obra de 700bi mas atrapalharia os negocio de jucá e familiares então inventam essa dos índio não deixa passar as linhas de transmissão.A Venezuela vende a energia elétrica pois suas redes passam perto, é bom negocio para eles.eles não cortaria atoa pois precisam das divisas. A solução para lá é quem sabe no futuro instalar reatores nucleares(tipo esse que estão fazendo pro sub nuclear,gerar a energia próximo aõ local de consumo.

    • Roraima “no Planalto Central”? Políticos/Família Jucá “controlam a água e a energia”? As Redes da Venezuela “passam perto”? Instalar “Reatores Nucleares” no local? Cara. Você sabe Geografia – onde fica Roraima? Você tem provas desta vomitada obstrução política sobre a questão energética em Roraima? Você sabe qual é a distância do Complexo de Guri/VZ até Boa Vista/BR? Você sabe porque geopoliticamente foi preferível para o Brasil, na época, construir o Linhão de Guri a estender a Linha de Balbina? NÃO? É óbvio que você não sabe.

      • Caro Cinturão. O Ronaldo falou que o Planalto Central (Brasilia) esqueceu Roraima. Podemos discordar do resto, ou concordar, considerando que o Sen. Jucá foi eleito por Roraima.

        • Caro Camargoer. No conjunto da obra das afirmações iniciais ficou patente um corolário de incongruências. Discordar, com absoluta certeza, mas concordar com base neste “… considerando que …” me parece sofisma. Mas entendo sua defesa. Um abraço.

    • Mas é a pura verdade, esses índios e demais reservas (que são muitas) bloqueiam qualquer coisa que se queira levar lá para o norte. Quando o exército levou cabos de fibra ótica para o amazonas tiveram que colocar tudo dentro do rio porque se passassem pela floresta e cortasse alguma reserva indígena não iriam deixar.

  4. Roraima está próxima à linha do Equador.
    A energia fotovoltaica evoluiu muito nos últimos anos. Além disso, tem o apelo ecológico de não usar termoelétricas ou hidrelétricas na Amazônia.
    Certeza que se o Governo fizer um Edital, aparecem empresas estrangeiras (talvez até nacionais) interessadas em montar uma parque fotovoltaico em Roraima, que, inclusive, economizaria nas linhas de transmissão.
    O problema é que nossos políticos e nosso povo são muito atrasados. Em muitas áreas, paramos na década de 70.

    • Entao, Rafael pensei nisso, linhas de transmissão cortando a Amazonia ficariam caras e o custo delas poderiam financiar os painéis fotovoltaicos.

    • Olá Rafael. A tecnologia fotovoltaica é muito cara e inviável para produção de energia elétrica comercial. A maioria dos trabalhos científicos hoje focam na fotodecomposição da água para gerar hidrogênio que seria usado como combustível para gerar energia elétrica. A eficiência da energia fotovoltaica não é viável para operar grandes potências. A tecnologia mais barata é coletar a radiação infravermelha do sol para aquecer a água (como fazem os coletores domésticos) e gerar vapor. Mas essa tecnologia ainda é experimental. Para o curto prazo, a melhor solução são termoelétricas, mas é caro e poluente.

      • Olá Camargoer!
        Mas Roraima é um estado praticamente sem indústria. O consumo é residencial e comercial.
        Teria que colocar na ponta do lápis o que é mais vantajoso. Se para condomínios é mais barato usar energia fotovoltaica, não vejo porque em larga escala não seria.
        Detalhe, o Governo pode incentivar que as pessoas montem suas próprias “usinas” domiciliares em paralelo com a construção de usinas comerciais. Aliás, isso deveria valer para qualquer lugar do país. Mas, infelizmente, muita gente ganha dinheiro construindo hidrelétricas, termoelétricas e linhas de distribuição, então o lobby contra a energia fotovoltaica é enorme.
        Enfim, não estou dizendo que daria conta de 100% da eletricidade (óbvio, por causa da noite também), mas, certamente, daria para reduzir a dependência da energia venezuelana e evitaria o governo investir em projetos furados, como hidrelétricas e termoelétricas.
        Quanto à nuclear, a gente não termina nem Angra 3, próximo aos grandes centros urbanos, então melhor não sonhar com uma nuclear lá no fim do mundo.

  5. Caro Augusto. Segundo a reportagem do G1 de 2017, o custo diário da energia venezuelana é de R$ 1 milhão por dia, mas seria de R$ 3,5 milhões se fosse produzido localmente por termoelétricas. A reportagem também menciona que a região tem uma condição climática que prejudica a transmissão. A geração de energia elétrica por células solares é cara e intermitente. A tecnologia mais barata é a eólica, mas também é intermitente. Tem um artigo bem simples mas pode ser um bom ponto de partida sobre os custos das diferentes tecnologias. “Análise comparativa de custos e tarifas de energias renováveis no Brasil”, de 2016.

    • Camagoer, então penso que o custo que se pagaria pelas termoelétricas ou a construção de linhas de transmissões vindas de outros lugares, seria o custo de um parque solar local, é claro o uso da energia venezuelana seria o ideal mas nem tudo pode ser o ideal.

      • Olá Augusto. Pelo que li, o problema climático prejudica o uso de linhões, que é o problema que leva aos sucessivos blackouts da energia vinda da Venezuela. Então mesmo colocando linhões que forneceriam energia brasileira (a um custo superior ao da energia venezuelana) isso não seria uma garantia de fornecimento.

          • Olá Gabriel. A ideia de usinas baseadas em biomassa parece ser uma tecnologia bem consolidada. Dá para queimar direto e gerar vapor, de modo bem tradicional, ou com biodigestores que produzem gás. Aliás, considerando o tamanho de Boa Vista, talvez houvesse apoio para um projeto para produção de eletricidade a partir da biodigestão do lixo.
            Acho que há até como conseguir financiamento internacional a fundo perdido, o que tornaria o custo da energia competitivo. Resolve-se dois problemas. Inclusive, é possível obter gás metano a partir do esgoto doméstico. Vi um estudo de uma unidade destas implementada em uma unidade de tratamento de esgoto de uma cidade de 200 mil habitantes. A ideia é gerar eletricidade para manter a usina de tratamento autossuficiente.

    • Camargoer, realmente , a energia eolica eh intermitente em termos, porem, interligada as tais termoeletricas, poderiam perfeitamente amenizar os custos da eletrecidade fornecida e quica a depender do parque e area dessas torres, tambem poderia abastecer integralmente a pequenas e medias comunidades. Bons exemplos ai estao no NE atualmente e segundo infos recentemente publicadas, dao conta q ate 30 % da energia gerada no NE sao proveniente desses parques eolicos. Sds

      • Olá Celso. Você tem razão. Inclusive recomendei ao Gen.Escobar um documento do MinMinasEnergia “Brasil chega ao 7º lugar no ranking da geração eólica mundial” no qual estão várias tabelas e gráfico, inclusive com essa informação que 30% da energia do NE hoje é eólica (e chegará a 50% até 2026). O litoral brasileiro também fornece uma fator de capacidade de 42% contra 19% na Alemanha. Pode-se dizer que os alemães precisem de 2 geradores para fornecer a mesma quantidade de energia de um gerador operando no Brasil. Não sei se haveria condições de vendo apropriadas em torno de Boa Vista, mas o Ceará e Alagoas possuem condições excelentes.

  6. Olá Augusto. Pode ser que a melhor solução a médio prazo seja uma usina nuclear. Eu não sei se há gás natural por lá, o que seria excelente ou se ao invés de uma linha de transmissão entre o Brasil e a Venezuela, seria melhor um gasoduto para abastecer uma termoelétrica.

    • Caro Camargoer. O subsolo de Roraima, em especial na linha de fronteira com a Guiana (Rio Maú), tem, mas inapropriado, ainda, ao Interesse Nacional Permanente. No caso do Gasoduto que vc falou, seria uma extensão do de Coari, este sim “apropriado oportunamente” tendo em vista tanto a necessidade de abastecimento normal de Manaus quanto, principalmente, a existência de uma infraestrutura logística para suporte à defesa da região.

      • Olá Cinturão. Obrigado pela análise sobre as reservas de gás natural naquela região. O Rafael mencionou que Roraima não tem industrias. Imagino que seja difícil iniciar um processo de industrialização sem uma oferta regular de energia. Esse talvez seja o gargalo para o desenvolvimento da região. Eu não acredito muito que uma economia majoritariamente baseada em turismo ou extrativismo poderá atender as demandas de bem estar da população. Parece ser realmente necessário algum grau de industrialização da economia local.

        • Caro Camargoer. Roraima é um estado “terminal” – uma sinuca de bico, com saídas para escoamento distantes e intrafegáveis (MAO 800km, GEO 650km, CAR 2000km): compra (de Manaus, essencialmente) pouco – apenas o que consome; produzindo o básico para a região [à exceção de arroz, “exportado” (?) para Manaus]; Pecuária foi considerada/projetada para ser a mola mestra da economia, mas o solo é ácido (necessita de toneladas de calcáreo e a ser levado de milhares de km) e paupérrimo em nutrientes (gerando um gado de pouco peso e hipoprotêico); Extrativismo vegetal (madeira???) só para a insípida construção civil, e mineral sem interesse estratégico para exploração; Turismo local não possui atrativos de vulto nem infraestrutura que possam gerar receitas nem fortes nem sustentáveis. Em suma: a Indústria, que sabemos seria a força motriz da economia local, só encontra eco se para apoio no máximo ao Setor Secundário. Talvez eu esteja errado, mas penso que a Energia elétrica de Roraima atende iluminação pública, comercial e residencial, eletrodomésticos e máquinas, e rizicultura.

  7. Camagoer, tecnologia cara nem é o painel solar em sí, mas o sistema que retêm a energia da luz solar e que em dias não tão ensolarados se perde muita eficiencia mas a maneiras de reduzir o custo, como foi feita na fazenda de energia solar Ivanpah na Califórnia, inclusive o GF federal poderia arrendar de graca um terreno como o GF americano fez para a construção da mesma e como RR é na linha do equador não teri problema com dias nublados, as empresas que operarem poderia ate vender os créditos de carbono que ganharia por operar um empresa ecológica. Energia nuclear na Amazonia é um tiro no pé num mundo cheio de ONGs defensoras do meio ambiente e a construção de gasodutos tbm, eles tem riscos de vazamento e ngm colocaria isso no meio da maior floresta do mundo. Sobre a energia eólica eu não sei se RR é ideal para um parque eólico.

    • Olá Augusto. Você tem razão sobre a complexidade da situação, tanto que mais barato hoje é buscar a energia elétrica na Venezuela. O Cinturão mencionou que não haveria condições de colocar uma hidroelétrica por lá. Entre as termoelétricas, aquelas que funcionam a gás tem um impacto muito menor do que aquelas que queimam óleo ou carvão. Pelo que entendi, o problema dos linhões são as condições atmosféricas, então o melhor seria produzir energia elétrica próximo dos centros urbanos. Uma alternativa, seria um projeto de reflorestamento para fornecer biomassa, mas ainda assim seria uma energia mais cara do que obtida por gás. Não sei como viabilizar, mas talvez seja possível adotar um projeto de preservação florestal para compensar a pegada de carbono de uma usina termoelétrica a gás.

      • Um tempo atrás pensaram em fazer uma hidroelétrica na Guiana que teria capacidade de suprir toda a demanda de Roraima e da Guiana inteira, não sei que fim levou isso. O governo da Guiana era entusiasta desse projeto, até aceitava facilitar as licenças

    • Caros Augusto e Camargoer. Concordo com Ambos quanto à complexidade. O “barato” existe, evidentemente, ainda que implícito no “geopolítico”. E de qualquer forma “é mais barato” que todas as outras opções interessáveis. Esqueci de comentar, anteriormente, que os índices pluviométricos e o volume nascente dos Rios é muito baixo, com registros passados de períodos do ano nos quais é/foi possível cruzar o Rio Branco “a pé”. Por incrível que pareça, na minha opinião, a solução (centrada no interesse estratégico) para RR está nas boas relações com a Guiana (leia-se Grã-Bretanha) e a possibilidade de construção da Hidrelétrica do Rio Mazaruni desconsiderando-se, é claro, o Litígio do Essequibo.

  8. Dependendo do tamanho do agronegócio em RR, o gás de biomassa talvez pudesse ser uma alternativa.
    Diversas propriedades rurais interligadas por gasoduto, poderiam fornecer gás para a geração de energia elétrica.
    Ou gerarem energia para vende-la.

  9. Roraima é mais venezuelana que brasileira.

    Um roraimense se parece mais fisicamente com um carioca, um mineiro, um baiano ou um venezuelano? Veja os videos dos refugiados… são idênticos aos brasileiros da região.

    Quando o Brasil futuramente (para seu próprio bem) se dividir em vários países, não duvido que Roraima seja anexada pelos Chavistas.

    • E quem te falou que o carioca, mineiro, baiano ou qualquer outro são fisicamente mais parecidos com o brasileiro? Os verdadeiros brasileiros são os índios, o resto é tudo mistura, então o pessoal de Roraima tem muito mais a ver com o Brasil do que todos os que você citou.

      E provavelmente o Brasil jamais se dividirá, e se isso ocorrer algum dia o chavismo já vai estar morto e enterrado a muito tempo, e provavelmente a Venezuela ainda estaria se recuperando do que está acontecendo agora, portanto não teriam condição de anexar nem dez metros de terra.

      • Infelizmente nem eu e nem voce vivera mais uns 80 anos. Mas tal premissa eh inexoravel, nao importando a CF ou a forma federativa q se tenta implantar no Brasil que so fez piorar esses quadro de forca. O brasil atual, nao aglutina elementos razoaveis de igualdade em todos os niveis. Alem disso sofre com o mais cruel ataque a lingua patria q em muitos entes dessa republica federativa mal se consegue entender o que falam ou escrevem (entende e compreeder). Entao, todos os elementos conehcidos hoje caminham para tal situacao. O Brasil nao conseguira manter este estado atual de divisao federativa e sem duvidas caminhara para uma diviso. O tamanho disso……ja da pra se vislumbrar em algumas manifestacoes aqui e acola. Minha opiniao , mas viverei para ver isso acontecer…..rsrsrsrs. OBS…vide bons exemplos atualmente em movimento na Europa, no OM, na Asia central e tambem em mais da metade das nacoes africanas que voce hoje deve conhecer vendo mapas. Mas volte uns 50 anos atras e compare geograficamente o mapa atual….e so um comeco. Sds

    • Perder território nao e bom pra pais nenhum, paises poderosos e serios sempre que podem buscam fazer o contrario. Brasileiro e tudo misturado, se for pensar assim entao devemos entregar nossos indios pra Bolívia.

    • Como todo esquerdista você mostrou o seu extremo preconceito.

      A pessoa ter uma etnia diferente não a faz menos ou mais brasileira.

      Nós somos um povo mestiço..

      Índios, negros, europeus, orientais e suas sub-divisões étnicas.

      Temos o mundo inteiro dentro do povo brasileiro.

      • Olá Rodrigo. De modo geral, xenofobismo é uma característica da extrema direita. O Darci Ribeiro, por exemplo, é uma referência da esquerda e sempre defendeu o caráter mestiço do brasileiro (a leitura do último livro que ele escreveu “O povo brasileiro” é um excelente exemplo disso. Por outro lado, Vargas Losa faz uma defesa do caráter mestiço da América Latina em seu livro “Sabres e Utopias” a partir de um ponto de vista liberal. Por fim, Scruton em seu livro “Como ser um conservador” faz uma crítica à esquerda por ser demasiadamente tolerante com imigrantes e estrangeiro.

      • Temos sim e caso voce nao seja um bom observador, temos tambem as mais profundas divisoes em todos os sentidos. Essas divisoes nunca foram tao discutidas obviamente porque os espacos estavam bem ocupados geograficamente e ninguem invadia essas fronteiras invisiveis. Mas hoje e gracas a profunda movimentacao migratyoria que vem ocorrendo a mais de 60 aos, a cultura , usos e costumes nessa nacao estao enfrentando serias dificuldades de se adaptarem. Parcela sigificativa desse pais, nao esta muito de acordo em absorver essa grande massa q invade rincoes bens diferentes. Enfim, essa porcaria q citam certos sociologos e outros, dispensam certos comentarios sobre etnias ou miscegenacoes. O assunto e ou conversa e bem outro e nao adianta ficar aqui atenuando suas implicacoes e fajutas loas de nacionalismo. Bobagens como esquerdas , direitas, conservadorismo e pura besteira consagrada e so cabem na cabeca vazia de autores mediocres que nada fizeram ou produziram para a melhor da nacao, ao contrario, enfatizaram verdadeiros mantras estupidos sobre temas raciais, aumentando tais diferencas. Ai estamos enfrentando diariamente besterol em todas as midias sobre esses assuntos inocuos e improdutivos como se nada mais existisse de ruim para ser resolvido. Entao, que aqueles dispostos a se desenvolverem em um lugar melhor e mais prospero, que cuidem de se apartarem e faze-lo ao inves de serem engulidos pela ignorancia atual, tanto faz de quem venha. Antes de mais nada, nao sei o que significa xenofobismo ou qualquer pura manifestacao e ou citacao. Nao me importo com rotulos, vivo e deixo viver, cada um que o faca da melhor forma, cuido da minha vida e eduquei meus filhos para viver da melhor forma possivel e a respeitarem os demais. Mas com certeza que no meu mundo nao cabem tantas diferencas assim. Sds

        • Eu sou um “duplo” imigrante dentro do meu país..

          E se tem uma coisa que eu aprendi é que o “diferente” causa estranheza, que causa desconfiança e que termina no preconceito.

          Cabe ao imigrante procurar ao máximo se integrar a cultura local ao invés de ficar impondo seus costumes.

          Se de onde o sujeito veio era tão bom assim a ponto de querer impor as condições da sua origem, porque saiu de lá então ?

          Se todos pensassem assim os problemas seriam em muito amenizados.

  10. A Dilma mandou centenas de milhões de reais em remédios para a Venezuela no ano de 2015 (sem falar dezenas de bilhões de reais roubados do Brasil e enviados para a Venezuela, principalmente através do BNDES – Banco Nacional de DESvios).
    O Brasil, através do apodridão politico, criou um veneno totalitário chamado Venezuela!

    • Já no péssimo primeiro mandato de Hugo Chavez o povo pôde ver claramente o que lhes aguardava, mas mesmo assim continuaram votando nele, se houve financiamento do PT pouco importa, a culpa é de quem votou, ninguém apontou uma arma na cabeça dos cidadãos e mandou votar no Chavez. Ele seria eleito de um jeito ou de outro, é a mesma coisa Hillary vs Trump, o Donald ia ganhar de um jeito ou de outro, com ou sem a suposta interferência russa.

      Quem votou no PT? Houve ingerência externa aqui também? Não! O povo ignorante apenas acreditou nas lorotas do Luladrão, simples assim, e o mesmo ocorreu com os venezualenos. Não há a quem culpar a não ser o povo do Brasil e Venezuela pelas burradas.

  11. De que tipos de hidroelétricas vcs estão falando????
    Das do tipo de Tucuruí ou Balbina, somente que menores????
    Ou daqueles troços a fio d’água construídos no Acre e no Pará????

  12. Ha quatro hidreletricas previstas para serem construida em Roraima, totalizando uma potencia instalada total de 1000 MW, suficiente para suprir todo o estado de Roraima com folga e a baixo custo.Sao elas Bem Querer, Paredão A, Paredão M e mais uma cujo nome nao me lembro.

    Em operaçao desde a decada de 80, a UHE Pitinga fornece energia às minas de manganez, niobio erc, da Mineraçao Taboca. Ja trabalhei nela.

    Usinas com placas fotovoltaicas estao amplamente dissiminadas no mundo e mesmo no Brasil ja temos varias em operaçao. Sao plenamente viáveis mas, em Roraima, ainda sao menos atrativas do que as hidro.

    A usina de Guri, na Venezuela, é uma das maiores do mundo, sendo parte de um potencial superior ao de Itaipu. Mas hoje nao opera plenamente.

  13. Se tem uma coisa que os americanos fizeram muito bem foram tratar o problema do seus indios, infelizmente não fizemos o mesmo, e hoje temos esse que é o maior risco a segurança nacional atualmente, os indios, indios esses q exigem cada vez mais terras para ficar mexendo em celulares, assistindo tv, e cobrando imposto e ameaçando quem passa nas malditas reservas indiginas, que vendem suas terras para nações estrangeiras e empresas estrangeiras.
    O tempo de indios acabou, essa raça deve aderir ao progresso ou cair para sempre nos livros de historias

    • Falou tudo Plinio Carvalho, o único caminho que aguarda os índios de qualquer forma é a sua extinção, não vão durar para sempre.

      Eles não são bobos (nem índios são mais), e estão montando suas aldeias e acampamentos cada vez mais próximos de onde existe civilização.

      Vamos perguntar-lhes o seguinte:

      Querem ser integrados à civilização ou querem continuar a viver na selva? Os que escolherem a segunda alternativa podem ser mandados para uma região bem remota (e com poucos recursos valiosos) da amazônia, onde eles não vão nos atrapalhar e nós não vamos atrapalha-los, e a Europa se quiser pode ficar a vontade para leva-los embora daqui também.

    • Realmente ODST, concordo com vc, já houve “índio” que recorreu a corte internacional querendo mais terra pra vender pra “ONG’S” como fez com as que tinha. Compram coisas na cidade a prazo ,como veículos e tal, e voltam pra área demarcada onde ninguém pode entrar e não pagam pelos carros,caminhonetes ,motos e tal. Pra isso não são índios, querem de tudo que o homem branco tem mas não querem contribuir com nada? Ao menos tem os que já optaram por se integrar ,assim como os que servem no EB.
      Por mim acabava com essa pouca vergonha de demarcação de terras, coisa de governo frouxo,corrúpto e com vias de obter algo em troca.

    • Os americanos deram liberdade aos seus silvícolas permitindo-os vivendo conforme os seus costumes ou adequaram-se ao mundo moderno.

      Aqui o silvícola é tratado como uma criança sem condições de escolher o que deseja para si e o seu povo.

    • Rodrigo Ferreira, corretissismo, aqueles que discordam nao conhecem ou nao sabem que tais problemas ai estao para serem resolvidos. FHC , STF e ONGS muito suspeitissimas e ao arrepio de nossos interesses, fatiaram o Brasil . Isso ainda vai continuar a gerar inumeros conflitos. Paternalismo absurdo com esses indios e direitos mais abusivos ainda, os colocam a margem de qualquer lei e a margem do cumprimento da CF. Este tema tem que ser debatido e discutido novamente , sob otica oposta e com mao dura. Indio nao e crianca, longe disso.

  14. Uma correçao: a Uhe Pitinga esta localizada no estado de Amazonas. No estado de Roraima ha a UHE Jatapu, irmã “gemea”de Pitinga. Abs

  15. É incrivel como sofre o povo de Roraima por causa do plano dos comuno-globalistas em criar ali o primeiro BUGRESTÃO com os selvagens fajutos ianomamis xom os bundas sujas de cocar da raposa terra do sol. Piada!! Até a BR 174 e o Rio Branco são bloqueados por esses merdas de indios fajutos e seus mestre das ONG estrangeiras e os padrecos vermelhos do CIMI. Ainda bem que o Deputado Bolsonaro já prometeu prioridade para acabar com a farra desses vermes comunistas na nossa Amazônia.

  16. Por um lado ate que seria bom se a Venezuela cortasse a energia de Roraima, os governos seriam forçados a da prioridade pra esse problema.

  17. O Brasil, o Povo Brasileiro, o Governo precisam “combinar” com o CIMI que incita os botocudos cachaceiros e boiolas a bloquearem a construção da linha de transmissão.

  18. Delfin, este serviço ai pode hoje ser feito com coisa bem melhor e de mais longe. Resolve bem rápido e custa baratinho. Accuracy em calibre 338 lapua magnun seria minha escolha. Terminaria rapidinho o sofrimento da Venezuela.

    Tiraram os arrozeiros pra fazer reserva…. o que se pode esperar senão regresso? Deixam interromper a estrada como se fossem soberanos.. Dá nisso. Quem vai ser louco de investir lá? 0,8% da população ocupando 12% das terras do pais. Se dependesse do PT ainda teria mais de 400 áreas e chegariam a mais de 30%. Eu tive acesso a inquéritos de demarcações fraudulentas no norte do RS. E só pra lembrar: os índios também vieram de fora. Quem estiver com pena dos indios leve um pra casa ou de sua casa pra eles. Ninguem tem mais direito a terra a priori do que ninguem. O direito vem do trabalho nela. E quem quiser reserva que fique nelas e entenda que não é dono da terra. Terra é da União e está sujeita ao interesse publico.
    Fecha a FUNAI já.

    • Eu costumo dizer que o MST deveria invadir as terras indígenas que são os maiores latifúndios improdutivos do país, antes de cogitar invadir qualquer fazenda, por mais improdutiva que seja.
      Mas eles nunca farão isso, pois além da agenda em comum, igualmente não gostam de trabalhar e não vai ter boi na reserva para fazer churrasco. Vão ter que dividir a cesta básica que o governo dá, pois ambos os grupos não produzem nada. Vivem do roubo e da doação.

    • Melhor uma Barret .50 pois, como todo bom tirano, só bota a cara para fora com forte aparato de segurança.
      Quanto aos índios, precisam ser integrados ao BR.

  19. Colombelli e Rafael Oliveira assino embaixo de ambos os comentários!!!
    Já passou da hora de acabar com ess vergonha que é a tal demarcação de terras e pior ainda estes bandidos de MST e MTST.

  20. A interligação entre Manaus e Boa Vista encontra-se com a licença para as obras na linha de transmissão anulada.
    fonte: http://amazonasatual.com.br/justica-mantem-suspensao-de-obra-da-linha-de-energia-entre-manaus-e-boa-vista/

    Esta briga judicial se arrasta a alguns anos sendo que 0 consórcio Transnorte desistiu da concessão, desgastado com a impossibilidade de superar a oposição da Fundação Nacional do Índio (Funai) ao empreendimento, que atravessa a Terra Indígena Waimiri-Atroari, no Amazonas.

    https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/com-impasse-em-obras-do-linhao-do-tucuri-rr-segue-sem-previsao-para-aderir-ao-sistema-interligado-nacional.ghtml

    http://msiainforma.org/linhao-manaus-boa-vista-vai-sair-do-papel-finalmente/

    Manaus já se encontra interligada ao SIN através de uma linhão em 500 kV que traz energia desde Tucuruí no Pará.

    O mapa de todo o Sistema Interligado pode ser visto ou baixado em http://www.ons.org.br/pt/paginas/sobre-o-sin/mapas

    Sistema de Transmissão – Horizonte 2017 – na parte inferior da página

  21. A energia hidroelétrica não pode ser considerada limpa. causa enormes impactos ambientais irreversíveis. O futuro está em na energia eólica, solar e mais adiante nas turbinas submersas de correntes marítimas já em testes. Logo as hidroelétricas serão consideradas tão nocivas quanto perigosas as usinas nucleares. Representarão a face mais clara do atraso tecnologico e cultural de uma nação.

  22. …”mas um impasse com índios Waimiri-Atroari impede o licenciamento da obras”, sei…sei…estamos acostumados com esses “Impasses” ($$$$) indígenas! (Minha opinião e não a do site).
    Mais um resultado da falta de planejamento e beneficiamento básico que impera nesse país! As regiões do Brasil não se conversam! Não existe planejamento de governo aqui. Enquanto o Nordeste cresce em energia limpa como a aeólica, Roraima se tornou sustentada por um país comunista e ditatorial por que ninguém se preocupou com eles até o exôdo que dia-dia temos recebido informações! 13 anos jogados fora! Perdemos mais de uma década e vamos levar no mínimo outra para mudar indicadores de economia e educação! Que possamos pensar nisso em Outubro deste ano.

    • Caro Escobar. Não posso concordar. O sistema elétrico do Brasil é bem planejado e integrado. A matriz energética brasileira tem quase 70% dela renovável, inclusive tem o maior parque eólico da América Latina e o sétimo do mundo (5,8% da energia elétrica no Brasil é eólica). O custo da energia eólica é de cerca de R$ 200 por MWh (para comparação, o custa da energia nuclear é de R$ 250 e da termoelétrica por diesel é R$ 600).

      • Caro Camargoer. Veja que me refiro ao planejamento e beneficiamento básico, ou seja, não somente elétrico mas de infraestrutura geral como esgoto, àgua, saneamento e afins. Nosso maior parque aeólico benefica uma região mas outras regiões poderiam se beneficiar mas não o fazem. Temos uma matriz hídrica natural de dar inveja a qualquer país mas volta e meia acionamos as termoelétricas. Temos 2 usinas nucleares e uma 3a que está a mais de 2 décadas em construção. Não somos um país onde as regiões se interligam e essa foi a base do meu comentário. Porque não termos 3, 4 ou 5 parques aeólicos gigantes nesse país continental? Posso afirmar…corrupção! 5,8% só? Porque não 10%, 20%? Não vou entrar em detalhes mas sem uma % para quem “manda” nas cidades, não tem investimento! Em países como Holanda e Alemanha , existem várias turbinas aeólicas espalhadas pelas cidades menores o que evita justamente a dependência de uma ou outra forma específica de geração de energia. Nosso país é atrasado porque não há planejamento a longo prazo. Hoje tem $ amanhã não tem! Vide nossas FA.

        • Olá Escobar. Encontrei um documento que responde à maioria das suas perguntas chamado publicado pelo MInMInasEnergia. Se você digitar “Brasil chega ao 7º lugar no ranking da geração eólica mundial” encontrará o link. Tem informações bem interessantes, como por exemplo que até 2010, o Brasil não explorava energia eólica para produzir eletricidade e hoje 3,5% desse tipo de energia é produzida no Brasil, o que corresponde a um parque de 11 MW instalados e que estão em construção outros 3,1 MW e em contração 2,8 MW. Atualmente, 30% da energia do NE é eólica e em dez anos chagará a 50%. Recomendo ler o documento. Portanto, existe tanto planejamento de longo prazo quanto investimento. Pelos dados, o Brasil chegará em 2026 com 10% da energia elétrica de origem eólica. Hoje o Brasil possui 35 TWh instalado e a Alemanha tem o dobro (77 TWH), mas a Holanda tem apenas 7,9 TWh, mas graças às condições geográficas do NE, que tem muito vento, o aproveitamento brasileiro (fator de capacidade) é de 42% (o melhor do mundo) enquanto a Alemanha tem um fator de 19% (ou seja, eles ficam com muitos gerados parados porque falta vento).

    • Olá Alfrido. Vi que Angra 1 produz 640 MW de energia, suficiente para uma população de 1 milhão de habitantes. O custo do MWh de uma usina termoelétrica a óleo diesel é de R$600 enquanto que uma usina nuclear tem um custo de R$ 250. Contudo, o custo de uma usina nuclear é de cerca de US$ 5 bilhões. Portanto há um problema em colocar uma usina nuclear em Boa Vista porque ela seria muito cara para construir e seria sub-utilizada. A conta não fecha.

  23. Olá Walfrido. Acho que o problema não são os ecochatos. Tiveram muitos deles contra Belo Monte, mas no fim a usina foi construida (pode ser engraçado, mas o projeto final ficou melhor do que a proposta original que foi bastante criticada). A população de Roraima é de meio-milhão de habitantes e se não me engano, é a menor densidade populacional. O custo de uma usina nuclear em Boa Vista (onde moram 2/3 população do estado) pode ser economicamente inviável. Como disse o Cinturão, é uma sinuca de bico.

  24. Srs
    Alguns dados:
    1. Os custos da energia eólica estão caindo já havendo casos em que o custo é similar ao de hidrelétricas (o custo destas tem subido em função das exigências sociais, não confundir com as ambientais). Cabe observar que o custo do MW das usinas menores (PCH´s) é maior do que o das grandes usinas e podem, até superar o de eólicas;
    2. Também o custo da energia solar está caindo rapidamente e já é bem competitivo frente ao custo da energia elétrica gerada em usinas térmicas. Cabe lembrar que a energia solar pode ser gerada de forma distribuída com maior facilidade, podendo, inclusive ser usada em casas e prédios dentro das cidades, porém depende de uma fonte alternativa para o período de baixa eficiência dos painéis solares (noite e dias mais nublados);
    3. O custo da energia térmica depende do tipo de usina, sendo maior o de usinas com geradores diesel elétricos. Este é o maior problema, pois em localidades mais isoladas, esta tem sido a única opção.
    O que está acontecendo em Roraima é conseqüência de um mau planejamento e da inacreditável capacidade brasileira de complicar o que não precisa.
    A escolha pela tal linha para a Venezuela foi mais política que técnica com a alternativa prevista sendo a tal linha que a FUNAI não deixa construir.
    Dada a distância de Roraima do SIN e com as políticas dificuldades da linha entre Manaus e Roraima, uma abordagem mais heterodoxa com o uso de novas soluções já devia ter sido pensada, mas nossos planejadores não se preocuparam. Como alguém citou, Roraima está longe de tudo.
    E, pelo amor de Deus, esqueçam a energia nuclear. É cara e ficará mais cara, conforme entrarem os custos para o tratamento dos resíduos radiativos. Aliás, ainda nem demos conta dos resíduos do acidente com Césio em Goiânia.
    Sds

    • Control,
      .
      Energia eólica e solar são ótimas, mas apresentam problemas de frequência (intermitência).
      Vento não venta o tempo todo…
      Quanto ao Sol tem hora que é dia e tem hora que é noite, além do que as vezes está encoberto.
      .
      Cuidado para não cair na armadilha de que esse ou aquela fonte de energia será a panaceia do mundo. A combinação de fontes, inclusive a famigerada nuclear é o caminho.
      .
      Cada vez mais o mundo precisa de água, comida e energia.
      Todos esses exigem espaço, portanto é preciso ser racional.
      A fonte de energia que exige menos espaço, com insumo/combustível de menor dimensão, é a termonuclear.
      .
      Sds.,
      Ivan.

  25. Romko, razão te assiste. Quando a vegetação não é corretamente removida ela fica produzindo metano no fundo do lago, e ele tem 26 vezes mais capacidade de efeito estufa que as emissões de uma termoelétrica.

    Aliás, uma questão para meditação de todos: ja notaram como nunca se diz o que será feito de uma usina hidrelétrica quando ela chegar no fim da vida útil? Todas elas ficam assoreadas depois de algumas década e não e viável dragagem. O que as concessionárias farão? demolirão? deixarão barrando o rio e causando dano eternamente?
    Nos EUA mais de 500 represas ja foram destruidas. Aqui logo o problema começará a aparecer.

    Vários parques e eólicos estão sendo implantados no Brasil. Eu mesmo atuei em um em Casanova, na Bahia. A lider mundial que está investindo muito por aqui é a Acciona, que é espanhola. Os maiores potenciais estão no RN e no RS.

    Pra Usina Nuclear carece de um rio razoável perto. Não sei de Boa Vista teria esta condição. Mas a energia nuclear é a rigor pouco danosas. Os resíduos são poucos embora perigosos. Manaus precisa de uma e outra seria bem vinda no nordeste. E se faz a linha de transmissão pondo a FUNAI e os indios no lugar deles. Quem não faz parte da solução faz parte do problema, e problema a gente resolve, por bem, ou por mal.

    • Olá Colombelli. Existe um estudo de 2015 sobre a emissão de metano em lagos artificiais que vale a pena ser lido (Emissão de metano por decomposição de resíduo florestal inundado). Este estudo pode ser baixado pela internet. As conclusões são mostram que as maiores taxas de emissão de metano são observadas nos primeiros anos de formação do lago. Além disso, existe um processo de absorção de metano pelas bactérias que vivem no lago. Outro fator é a estação do ano que altera a taxa de emissão por causa da mudança de temperatura. Por fim, apenas as regiões de profundidade de até 3 metros emitem metano. As regiões de maior profundidade não emitem metano por causa da baixa temperatura e ausência de luz (que inibe a ação de microorganismos). Existe um outro estudo (Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Reservatórios a Partir da Dinâmica da Matéria Orgânica na Coluna da Água: Estudo de Caso PCH Salto Natal, Campo Mourão — Paraná) que é mais complexo e conclui que o material sedimentado nos lagos de hidroelétricas iria emitir CO2 de qualquer modo, pois se não houvesse o lago, esse material seria depositado ao longo do rio de mesmo modo. Eles também observaram a influência das condições de temperatura na atividade dos microorganismos na decomposição do material orgânico (folhas galhos e troncos) mas não encontraram evidências da liberação de metano. Para quem é curioso, pode ser uma leitura interessante.

    • Olá Colombelli. Encontrei uma tese de doutorado que pode ser interessante “O duplo efeito de reservatórios de hidroelétricas sobre o ciclo do carbono: emissão e acúmulo”. Existem outras teses que abordam a emissão de gases em campos alagados e lagos naturais. Lembrei da região do pantanal que é alagada periodicamente, gerando a cada ano uma nova carga de emissão de gás metano e CO2. Além disso, tem uma dissertação de mestrado de 2010 sobre a emissão de gases de efeito estufa de usinas de tratamento de esgotos (EMISSÃO DE METANO NAS LAGOAS DE DECANTAÇÃO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS DE JUNDIAÍ). De fato é um assunto bem complexo.

  26. Camargoer regiões periodicamente alagadas tem vegetação apropriada que se adapta a esta condição e que acabam tendo menor taxa de mortalidade quando submersas. Outrossim, os reservatórios variam muito de cota e os três metros ( supondo verdadeira a metragem, pois eu ja tinha visto algo em torno de 14 metros para zerar ou baixar drasticamente a oxigenação), sobretudo pela água quente que temos fora da região sul) acabam sendo bem mais. Inclusive um dos efeitos dos lagos é aumento da temperatura da água. Exemplo disso temos no Rio Ebro na Espanha, onde o siluro europeu chega a 3 metros de comprimento por conta das águas quentes depois da formação de lago artificial. Quando fiz manobra em Furnas, o lago estava quase dez metros abaixo do nivel normal e batemos em várias arvores submersas, iguais a que se ve em Tucuruí. Ai com uma faixa de 3 metros na verdade teriamos 13. Isso multiplicado por quilômetros de margem dá muita coisa.
    O principal problema do lago artificial é que alaga áreas com vegetação não adaptada que irá irremediavelmente morrer e decompor, na verdade as vezes florestas de médio e grande porte, onde troncos calibrosos acabam liberando metano por anos a fio.

    Energia limpa mesmo é solar e eólica, o resto sempre dá problema. A hidráulica é melhor que a queima de combustível fóssil, mas não é limpa como genericamente se apregoa.

    • O que você faz com as placas fotovoltaicas e aerogeradores após 20 (vinte) anos?
      A sombra abaixo dos painéis solares e a água usada para lavá-los cria um novo sistema abaixo deles…
      As pás girando dos ‘cataventos’ gigantes geram ruídos e podem influenciar as rotas migratórias das aves.
      A rigor nada é 100% limpo…

      mas muito pode ser mitigado.

  27. Olá Colombelli. Concordo com a sua crítica em relação ao conceito de energia limpa. Infelizmente, os riscos de operar uma usina nuclear são enormes (acho que o acidente de Fukushima é um excelente exemplo) mas tem o benefício de uma baixíssima emissão. Tenho lido muitos relatórios sobre a matriz energética brasileira que menciona “energia renovável” ao invés de “energia limpa”, o que também acho mais apropriado. Anos atrás, vi um seminário de um pesquisador que mencionava as populações que moram próximo aos lagos artificiais de usinas hidroelétricas (acho que isso vale para os lados naturais também) apresentam números muito mais altos de febre amarela e malária, principalmente. Esse impacto na saúde pública também deveria ser contabilizado na conta de quão suja é uma determinada fonte de energia. Também vi estudos sobre a incidência de doenças respiratórias nas populações em torno de usinas termoelétricas a carvão em S.Catarina. Esta é uma excelente discussão.

    • Fukushima era uma usina velha.
      Chernobil era usina de doidos operados por loucos.
      .
      ‘Lagos artificiais’ – ou reservatórios – é a melhor maneira de se estocar energia potencial (água). Tem problemas ecológicos na implantação, mas com o tempo forma um novo sistema ecológico riquíssimo, com incrível potencial econômico:
      – Psicultura;
      – Laser e turismo;
      – Geração energia solar fotovoltaica sobre a superfície da água.
      .
      Sabe aquela história dos ‘aviãozinhuns’ de HiLoMix?
      Pois é!
      No setor elétrico o melhor é misturar as diversas fontes de energias, interligando com um robusto sistema de transmissão, retirando o que de melhor custo-benefício cada região pode oferecer.

      • Caro Ivan. Eu visitei Fukushima antes do acidente. Não havia nenhum problema. Eles erraram ao avaliar o risco de um terremoto de alta magnitude no literal de Sendai. Os relatórios de risco apontavam riscos de tsunamis de até 3 metros. O tsunami foi maior do que 5 metros. Por isso a barreira de proteção não funcionou. Como a tsunami foi mais alta que a barreira de proteção, a água inundou o subsolo do reator onde estavam os geradores de emergência que manteriam os sistema de segurança funcionando. Por isso ocorreu o superaquecimento do reator e a explosão de vapor. O que soube foi que em Angra os geradores de emergência também ficavam embaixo do reator, mas agora foram realocados em um local bem acima do nível do mar. O acidente ocorreu por um erro na avaliação de risco e não por causa da idade da usina.

  28. Energia renovável faz os olhinhos dos usineiros brilharem. Aliás o teor de álcool na gasolina pode ir para 30% em 2022 e 40% em 2030.

  29. Este problema vem da época FHC , financiamos e construimos GURI , lembro-me da inauguração da Linha de Transmissão , ligando Guri na Venezuela a Boa Vista RR ( que se vê em Vídeos ao lado da Estrada Caracas , Boa Vista), FHC comprometendo-se a comprar energia excedente de Guri para Roraima , contra todas as opiniões em contrário , defendendo a Construção de uma Hidrelétrica próxima a Boa Vista !

  30. A Energia de GURI esta com problemas , mas não por maldade ou represálias venezuelanas , mas por tudo que a Venezuela passa !

  31. ENERGIA NUCLEAR , citem problemas com ela realmente sérios , mas não deem exemplos Chernobyl Ucrânia , ali houve um grave problema econômico que levaram a construção de Central como se diz na Gíria ( NAS COXAS ), fora ela , quantos foram os problemas , Japão ,depois de uma Série de terremotos e um fortíssimo Tsunami , e quantos faleceram por conta das Centrais ? A França praticamente somente usa a Nuclear , os EUA grande parte , etc , mas tentam fazer o mundo temer sem fundamento ,estaria muito mais segura e tranquilo ao lado de várias Centrais Nucleares , do que a jusante de uma central Hidrelétrica !!

  32. Gente,
    Como já foi dito, a situação da energia elétrica em Roraima, principalmente em Boa Vista é uma sinuca de bico, mas somente quando se pensa em sistemas únicos de geração, tipo ou só hidroelétrica via linhão, ou só eólica, ou somente solar, etc…
    Devido ao tamanho de Boa Vista e seu entorno, suponho que seria mais economicamente viável e simples de projetar, instalar e operar, um mix dos biodigestores (lixo+esgoto) como sugeridos pelo nosso Camargoer, com parques fotovoltaicos e eólicos, junto com um bom programa de incentivo para placas solares destinadas ao uso residencial.
    Um sistema desses não só traria o benefício do abastecimento regular, como também a melhoria da qualidade ambiental na região (lixo e esgotos aproveitados).
    Como já foi afirmado aqui, existem diversas possibilidades de financiamento internacional para este tipo de soluções e Boa Vista seria uma excelente oportunidade de se fazer o aperfeiçoamento fino dessa tecnologia limpa, que poderia ser estendida para outras regiões, tanto aqui, quanto no exterior.
    Já detemos esse conhecimento e nossas universidades, centros de pesquisas e empresas publicas e privadas tem todas as condições de projetar um programa desses de maneira viável.
    Só falta vontade política para fazer e aí me pergunto: Cadê as ONGs ambientalistas nacionais, cadê o PV, cadê as grandes fundações internacionais que só aparecem aqui para espastelar qualquer iniciativa de desenvolvimento na Amazônia?

  33. A Usina Termoelétrica que esta sendo construído em Manaus tem que começar operar logo para poder suprir a deficiência energética da região norte do Brasil!

    • Luiz,
      .
      MWh gerado em Termoelétrica a óleo é caríssimo.
      Só deve ser usado para atender a demanda do pico, nunca da base, como fizemos nos últimos anos (que levou o PLD às alturas).
      .
      Manaus precisa de linha de transmissão para receber energia do SIN (Sistema Interligado Nacional) e também das tais Usinas Termoelétricas (UTE) para segurar os picos e/ou segurança energética quando falhar a transmissão.
      .
      Outro ponto.
      Se você paga conta de energia em qualquer parte do Brasil, paga também o custo caríssimo da energia de Manaus. Então é melhor interligar para baratear sua conta.
      .
      Abç.,
      Ivan, do Recife.

      • Olá Ivan. Você tem razão. O MWh de uma termoelétrica a diesel é de R$ 600, enquanto que o MWh de uma usina nuclear é R$ 250. Acho que o custo de uma termoelétrica a gás natural é mais barato, mas ainda assim será mais caro do que uma usina hidroelétrica. Provavelmente, o custo de uma termoelétrica a carvão seria o mais baixo, mas o custo ambiental a torna inviável hoje. Provavelmente, a solução será uma composição de usinda termoelética para o pico, um linhão ligando Boa Vista ao sistema elétrico nacional e a instalação de pequenas usinas baseadas em biorratores.

      • Não é Termoelétrica à óleo! Aliás já há algum tempo que as termoelétricas rodam há gás natural vindo da província de URUCU da Petrobrás. A que eu falei ainda tá em fase de testes e rodará com gás e vapor em ciclo combinado numa parceria que construção da AG/SIEMENS ao qual irá produzir 540,70 Megawatts transformando Manaus de recebedor final para transmissor de energia. E respondendo há algumas questionamentos anteriores, sim, o Amazonas já esta ligado ao “Linhão”, sendo assim ligado ao sistema nacional de distribuição de energia!

        • Olá Luiz. Obrigado pela informação. Você saberia qual o custo do MWh estimado para esta usina termoelétrica a gás que ficará em Manaus? Encontrei uma noticia sobre uma usina destas que será construída em Caori (cerca de 400 km de Manuas). Você estaria se referindo a ela?

          • Não sei te informa o custo do MWh dela, mas não é de Coari, apesar de ser bem semelhante à esta aqui!. Se quiser pesquisar ela tem o nome de Usina Termoelétrica Mauá 3 ou UTEMA 3.

  34. Li quase tudo que foi postado e parece claro que o futuro de Roraima passa pela industrialização, eles tem direito a isso!

    O que me irrita, prezados é ler um troço destes: “O problema da energia em Roraima só deve ser solucionado com a construção do Linhão de Tucurí, mas um impasse com índios Waimiri-Atroari impede o licenciamento da obras.”

    Impasse? Acho que é falta de conscientização ( de que foram conquistados).

    Quanto aos frescos ambientalistas ( financiados por ONG`s estrangeiras) que ficam dando ataques de pelanca, lhes tirem o todynho, sucrilhos e a internet do smartphone de ultima geração e os mesmos serão os primeiros a querer uma “solução”para o problema indigena.

  35. Ivan, tudo tem impacto, mas as células ou aerogeradores eu reciclo 100% pra mesma ou outra finalidade e a água usada pra lavá-las pode ser limpa ( e de forma fácil e barata). Inclusive nem sei se a limpeza é feita assim. Mas e uma barragem? se faz o que com milhões de toneladas de pedras ou concreto? remove? a que custo? ou ficará pra sempre barrando o rio? esta é a questão central das hidroelétricas que nunca é tratada.

    Quanto a psicultura, muitas usinas simplesmente não fizeram nada, absolutamente nada por esta questão. Eu ia embargar a usina Foz do Chapecó em 2009 ( a despeito da incompetência da justiça estadual pra isso) pela completa ausência de medidas mitigatórias os impactos. Te falo por experiência própria que o Rio Uruguai nos longos trechos barrados está morto. So tem lambari, mandis de 10 cm e palometas. A ictio fauna sumiu. So existe em trechos não barrados. O exemplo de Itaipú que tem um canal de vários km para piracema não é a regra.

    Tens razão quanto a variabilidade do sistema gerador.

    Camargoer, certamente isso está relacionado a águas paradas e desaparecimento dos predadores dos mosquitos. Na Usina de Itá, logo quando fechou, o lago tornou-se um tapete verde de plantas que foram controladas pela concessionária na base da pulverização ( sabe-se lá do que) com avião sobre o lago. O impacto é enorme. Realmente o termo renovável fica melhor, mas a energia hidráulica é limitada ao tempo de vida das usinas e este tempo nunca é divulgado, nem a solução posterior. Tanto para as comunidades como para os operadores, o que chama atenção imediata é o valor do lucro, do retorno de imposto e royalties. O resto é esquecido, mas será um problema para os netos.

    O potencial hidrolétrico logo chegará no seu limite no Brasil em termos de usinas grandes, ainda que as PCH ainda se tenha muito a fazer.

    Devemos pensar na solução nuclear. Temos 400 reatores em operação no mundo, e isso ja existe há 60 anos ( paulatinamente crescendo até os 400). Tivemos 03 acidentes e todos sem exceção causados por falhas grosseiras humanas. O caso japonês é emblemático. Até as pedras das calçadas sabem que não se pode construir nada seguro a menos de 45 metros do nivel do mar no litoral japonês ma não ser com um medonho sistema de isolamento, que lá não havia. O risco é administrável e o custo benefício bom em regiões isoladas. Duas a três usinas iria muito bem ( ao menos uma no nordeste e uma no norte) e elas se pagam bem rápido. Já uma grande hidrolétrica não sai por menos de 20 bi.

  36. Colombelli,
    .
    Na medida em que concordamos que tudo feito pelo homem tem impacto, há muito o que conversar.
    .
    A matriz energética de cada país é tão importante que deveria ser discutido em cada campanha eleitoral. As soluções, quando dispostos a trabalhar, são impressionantes. Defendo a multiplicidade de fontes, de acordo com o que cada região tem a oferecer, unindo tudo dentro de um sistema integrado de transmissão.
    .
    No setor elétrico temos algumas atividades bem definidas e complementares – todos representados na sua conta de energia residencial ou comercial – que são:
    – Geração;
    – Transmissão;
    – Distribuição;
    – Comercialização de Energia.
    .
    Geração normalmente é centralizada em unidades de porte suficiente para se sustentar como negócio.
    Inicialmente as fontes são divididas em renováveis e não renováveis.
    As renováveis são hidráulicas (diferença potencial de altura da água), eólica (força dos ventos), solar (fotovoltaica ou termossolar), biomassa (bagaço de cana e outros), geotérmica (aproveitamento de águas quentes e vapores como tem nas Açores), maremotriz (movimento das ondas e marés).
    A não renováveis são baseadas em combustíveis que se retira da natureza – fósseis ou nuclear – que tem estoque limitado, finito.
    .
    Até pouco tempo as limpas seriam:
    .
    Usinas Hidro Elétricas (UHE) – podem ter reservatório ou não, dependendo do tipo da turbina, sendo que aquelas a fio d’água normalmente tem ‘lagos’ menores ou dispensam acumulação de água, apena aproveitam sua passagem. Mas o reservatório tem um valor IMENSO no ajuste da geração de energia na base (base é o que sustenta o sistema), principalmente agora em que novas fontes menos estáveis estão sendo exploradas.
    .
    Pequenas Centrais Elétricas (PCH) – são usinas hidroelétricas de pequeno porte a fio d’água, com pequeno ou nenhum reservatório, que exploram pequenos aproveitamentos.
    .
    Usinas Eolioelétricas ou Eólicas (EOL) – são aquelas que aproveitam os ventos, por isso são intermitentes. Os ventos não são constantes, sendo que ao ficar muito rápido ou muito lento pode interromper a geração criando problemas de frequência na rede.
    .
    Solar – que pode ser fotovoltaica ou termossolar. A primeira são placas fotovoltaicas que podem ser arranjadas em uma grande unidade geradora ou em unidades individuais (sua casa por exemplo), no que passaríamos a falar em geração distribuída… outro papo. A segunda – tem projetos no Marrocos – seria usar espelhos para aquecer água que geraria vapor, que passaria por uma turbina, que ao girar gera energia (sempre assim…).
    Em tempo: a geração fotovoltaica de maior potencial de crescimento é a descentralizada (distribuída), onde cada unidade consumidora gera parte de sua energia ou, quando tem excedente, coloca na rede para compensar futuras necessidades. Mas isso tem sérios entraves no Brasil, notadamente fiscais.
    .
    Renovável, mas não limpa:
    .
    Termoelétrica por queima de biomassa – que é interessante nas regiões do Brasil com grande produção agrícola, notadamente sucroalcooleira, inclusive para gerar energia para consumo próprio (autoprodutor) e vender o excedente.
    .
    Não renovável.
    Todas térmicas, variando o tipo de combustível:
    Fóssil – Petróleo, gás e carvão.
    Nuclear – as famigeradas, porém o futuro da humanidade.
    .
    A questão é que precisamos de todas e devemos usar todas.
    .
    As tais “limpas” como eólica e solar tem sérios problemas de frequência, pela intermitência da fonte.
    Imagine seu som ligado na energia solar e, de repente, passa uma nuvem e corta a geração de energia; ou seu ar-condicionado desliga quando para de ventar se for ligado na energia eólica.
    Alguém vai dizer: liga na bateria…
    Mas bateria é caro e um difícil lixo pós uso.
    .
    Uma das soluções é colocar tudo na rede e regular com geração hidráulica COM reservatório. SIM, o malfadado reservatório que estoca energia potencial pelo acumulo de água que poderá passar nas turbinas ao comando do homem.
    .
    Mas se não tem aproveitamentos hídricos pode fazer como o Japão, que além das nucleares (pois é, eles usam para valer), tem cerca de 10% de sua matriz elétrica em térmicas a GÁS. Mas eles não tem gás, então compram baratinho (gás é barato), transportam em navios metaneiros (GLP) e abastecem suas UTEs.
    .
    O problema de geração de energia, bem como o energético (que é mais que geração) é um gargalo do mundo e um dos negócios mais importantes da face da terra.
    Nós, brasileiros fomos abençoados por Deus, mas não sabemos usar o que nos foi dado.
    Acho que vamos pagar caro por isso…
    .
    Abraço,
    Ivan.

  37. Ivan, aqui no brasil a eólica e a solar tem bem menos problema de frequencia pois os locais escolhidos são os mais adequados, especialmente a eólica. Vento no nordeste e bem no sul (palmares e Rio Grande) tem a vontade e é quase permanente. A solar a Acciona tem um projeto nos EUA onde está sendo usado sal para armazenar calor do dia. No nordeste temos locais bem adequados pra isso.

    Deveria haver um programa massivo de concessões de parques eólicos e de energia solar. Quase nenhum gasto ao estado e utilização econômica de áreas hoje abandonadas.

    A diversificação é a tônica no mundo todo e nós temos facilidade nisso, situação bem diversa de outros. Deveriamos é ter um programa de favorecimento a energia solar residencial como ja há na costa oeste dos EUA (Califórnia liderando). O povo está vendendo energia pro sistema nacional lá. Algumas empresas como google e facebook ja tem 100% de energia nestes moldes. Isenção de impostos para fábricas de materiais e para pessoas físicas e jurídicas que implantem este sistema no que concerne aos tributos da aquisição e serviços relacionados.

    A ligação do norte é imprescindível, porém a transmissão longuinqua implica grande perda. Logo é parte da solução sendo a outra parte fontes de geração mais proximas.

  38. E o Brasil recebendo milhares de indígenas venezuelanos que já estavam na pitimba antes dos governos Chavez e Maduro, entram como “refugiados”, pra destruir mais a infra estrutura precária de um estado como Roraima.

    Isso porque a classe media venezuelana está indo pra Miami ou Panamá

  39. Srs
    Cada fonte de energia elétrica tem limitações e problemas, sejam ambientais, sejam pela própria natureza da fonte de energia.
    As usinas solares só operam cm uma eficiência razoável dentro de uma faixa de 6 a 8 horas diárias e ocupam grandes áreas;
    As eólicas operam quando há ventos;
    As hidrelétricas operam quando há água, dependendo da vazão dos rios e do regime de chuvas nas cabeceiras dos rios que abastecem seus reservatórios. Além disto causam problemas ambientais e econômicos ao obstruir o fluxo normal dos rios e ao ocupar grandes extensões de terras com os reservatórios
    As térmicas que usam de biomassa são sazonais, dependendo das safras;
    As térmicas a gás, tem um custo por MW mais caro e produzem CO2;
    As térmicas que usam de turbo geradores a vapor e óleo combustível ou carvão, produzem CO2 e particulados (as de carvão são as piores);
    As térmicas com moto geradores diesel são as de MW mais caro e as que geram mais poluição (CO2 e particulados);
    As nucleares são de construção cara e precisam de uma forma de destinação segura para os resíduos radiotivos. No caso das brasileiras, até hoje os resíduos estão guardados nas próprias usinas, pois não houve providências para dar um destino a eles como, por exemplo, sua guarda embaixo da terra em túneis cavados em regiões não sujeitas as sismos, o que está sendo feito em outros países. Aliás, nem os resíduos do acidente com Cobalto em Goiânia receberam uma destinação segura;
    As geotérmicas são as mais interessantes pois não geram diretamente poluição e podem ter um ritmo de produção constante. Porém só são possíveis em regiões com algum vulcanismo, caso da Islândia;
    Existe, ainda, um tipo experimental de usina hidrelétrica que não depende de reservatórios, pois faz uso do fluxo de água em rios e estreitos (geradores que aproveitam o fluxo de marés). Tal sistema causa menos impacto nos rios pois não usa barragens, porém precisa de fluxos de água de maior velocidade. Tal solução seria possível em techos de alguns rios da Amazônia e em rios de regiões montanhosas.

    Como citado por alguns, a solução para o Brasil é o uso de diversas fontes de forma complementar, buscando reduzir ao máximo o uso das usinas térmicas pelas custo da energia gerada e, também, pela emissão de CO2.
    Um aspecto a considerar é que a região nordeste é a mais promissora quanto a geração de energia elétrica por fontes renováveis, pois dispõe de grandes áreas livres não aproveitadas para agricultura e bastante sol bem como ótimos regimes de vento. Pode, portanto, dispor de grandes parques eólicos e solares.
    A dificuldade para tais fontes de energia é não serem constantes, o que exige fontes complementares ou uma forma de armazenamento, questão ainda não equacionada.
    Cabe observar que há estudos em busca de uma forma de se armazenar em hidrogênio, a energia obtida de fontes solar e eólica. Isto tem sido possível em pequeno volume, mas não foi equacionado para grande quantidade.

    No caso de Roraima, a solução possível, além da famosa linha até Manaus, é o uso de soluções compostas onde poderiam entrar a solução solar complementada por alguma usina hidrelétrica e até a solução do aproveitamento do metano produzido pelo lixo.
    Só se avaliando a demanda atual e as previsões para os próximos anos para se ter uma ideia da composição necessária.
    Cabe observar, que a solução solar para residências tem a virtude de distribuir pela população o investimento, aliviando o peso sobre as empresas geradoras e transmissoras de energia elétrica.
    Sds

  40. Quando leio estes comentários , fico pensando , o Brasil é um pais jovem , de grandes dimensão , com políticos que sabem onde botar o dinheiro .Fazer comparação ,com mais velhos e com territórios diversos e de governantes menos corruptos . Respeito quem pensa o contrario

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