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Rheinmetall integra míssil guiado anticarro MELLS no Marder

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A Rheinmetall realizou o estudo de prova de conceito para integrar o míssil antitanque MELLS no veículo de combate de infantaria Marder, e agora recebeu um pedido inicial para atualizar 44 Marder 1A5s do Exército Alemão com o míssil. (Foto Rheinmetall)

A Rheinmetall integrou o avançado míssil guiado anticarro MELLS ao veículo de combate de infantaria Marder 1A5. Após a conclusão bem-sucedida da fase de estudo, o Bundeswehr encomendou 44 kits de retrofit do MELLS, que foram entregues em dezembro de 2017.

Nesse meio tempo, um total de 35 veículos foram equipados com o novo kit de integração do sistema de mísseis. O Marder 1A5 modernizado agora é capaz de utilizar o MELLS, um acrônimo alemão que significa “multirole-capable light antitank missile system”.

Este retrofit contribui para a eficácia de combate das unidades de infantaria mecanizadas do Bundeswehr e, portanto, para a credibilidade da República Federal da Alemanha em contextos de segurança internacional.

No final de 2016, o Escritório Federal da Alemanha para Equipamentos e Tecnologia da Informação e Suporte em Serviço do Bundeswehr (www.BAAINBw.de) concedeu à Rheinmetall Landsysteme GmbH um contrato para estudar formas de integrar o MELLS no IFV testado e aprovado do Bundeswehr, que chegará ao final de sua vida útil no futuro previsível. Graças ao MELLS, o IFV Marder agora tem uma capacidade antitanque nova e altamente eficaz.

Sob um contrato de desenvolvimento – com a ajuda de duas amostras de veículos –, a Rheinmetall examinou, entre outras coisas, a extensão em que a oscilação devido ao movimento do veículo e o comportamento de vibração resultante teriam que ser levados em conta na integração do MELLS. Os resultados formaram a base para um conceito de armazenamento modificado, permitindo o transporte do lançador e mísseis no veículo de combate de infantaria. O projeto foi realizado durante o primeiro semestre de 2017. O ponto alto veio quando os mísseis sob vibração e estresse foram disparados com sucesso do IFV.

A Rheinmetall acumulou grande experiência em todos os aspectos do Marder. O sistema de armas saiu primeiro das linhas de montagem do precursor da Rheinmetall em Kassel. Extremamente confiável e testado em batalha, o Marder está destinado a continuar sendo um importante cavalo de batalha da infantaria mecanizada da Alemanha por muitos anos.

A Rheinmetall está atualmente procurando maneiras de integrar o MELLS nas versões 1A3 e 1A5A1 do Marder também.

FONTE: Rheinmetall Defense

Defesa Store

83 COMMENTS

    • “subarmados” ?
      Realmente ! Todo APC deveria ter misseis anti-carro… misseis anti-aéreo… Quem sabe se a US Navy der baixa em alguns Phalanx… poderíamos instalar alguns nos Guaranis. O que acha ?

    • Era melhor fazer um acordo com a Uber ou 99. 80% dos carros não conta com auto proteção.
      Devido a carência de MBT o exercício poderia investir na versão de reconhecimento leve do Guarani com tores automatizadas de 30 mm e a RE MAX.
      E desenvolver uma torre que suporte o MSS 1.2 com capacidade de automação na recarga.

      • Claro… Pq é um VBTP Guarani quem pucha a frente de batalha e faz as ações de choque contra o inimigo.
        .
        No Naval querem instalar ICBMs em Navio Patrulha…
        Aqui, querem transformar o Guarani em VBCI…
        Fala sério.

    • Sim!
      Mas é exatamente isso que precisa na Infantaria Blindada:
      Testar e avaliar a melhor formação, ou formação possível.
      .
      Alemães implantaram grupos de combate de 6 (seis) combatentes na sua infantaria blindada, montada em Marders ou Pumas, ambos VBCIs (ou IFVs) com uma tripulação de 3 (motorista, comandante do carro e artilheiro) além do GC.
      .
      Ingleses optaram por grupo de combate de 8 (oito) nos seus Warriors.
      .
      Norte americanos mantiveram na infantaria blindada o grupo de combate com 9, mas seus Bradleys transportam apenas 7 (dependendo da versão seria apenas 6) fuzileiros para desembarcar…
      Solução: distribuíram os fuzileiros dos 3 (três) GCs do pelotão em 4 (quatro) carros.
      Um tanto estranho.

      • Isso depende do quão fora e longe do carro, a Força pensa em empregar os homens.
        Mas acredito q, para uma Força Blindada, que é prioritariamente uma força decisiva em uma campanha de alta intensidade, deve -se manter essa ideia da VBCInf até com GC menor.
        O EB aja flexibilizou essa fração.
        O GC Amv estava a 8 homens. E o de Selva tem 10.
        Sds

  1. Não gosto de ATGM integrados a veículos.
    Prefiro lançadores simples manuseados pela infantaria, acompanhando os blindados.
    O processo de lançamento e guiagem (nos ATGM que não usam fire and forget) limita muito e expõe o veículo.
    O texto dá uma boa ideia da dificuldade de integração

      • HMS….até entendo…
        Mas as duas Guerra do Golfo foram quase um tiro ao pato.
        Mas será que o EB teria condições de integrar o MSS 1.2 ao Guarani?
        Não temos IFVs.
        Existirá vantagem de um ATGM integrado a um Guarani sobre uma unidade lançadora embarcada no mesmo veículo?

        Rafael. Não tenho os dados que vc apresenta. Mas o alcance superior dos ATGM sobre os canhões do Abrams pode ser a explicação. Os kills seriam de CCs ou outros veículos?
        Coloco a seguinte questão. Os kills foram decorrentes da superioridade do Tow ou da combinação Tow + Bradley? Não sei se fui claro.

        Abraço

  2. Carvalho -21 de março 2018 – 18h10.
    Acho que é bem por aí mesmo.
    Outra coisa, sei que o tópico do MSS 1,2 , mas me ocorreu agora.
    O kit é descartável ??

  3. Minha pergunta saiu truncada por erro de digitação, mas quis dizer que sua que não era o tópico do MSS 1,2; mas gostaria de saber se o kit do míssil é tipo atirou jogou fora.

  4. Série interessante colocar um missel anticarro nos guarani,talvez até de alcance maior pois o missel brasileiro tem alcance 3500 mts,um tanque atira a mais de 4000mts.Mas claro que o guarani não é um caça tanques, é de transporte de tropas, é com blindagem bem modesta.Mas pelo numero de soldados que transporta é quase um pelotão,então é um alvo de valor.O EB poderia também adptar guaranis como defesa antiaérea um canhão antiaéreo é um lançador de rbs-70 com alcance extendido peças para os suecos desenvolverem,um com dois estágio.por que isto helfire tem alcance de 8 km é quase misseis anticarro lançados de avião tem mais ou menos essealcance.Mas alguns dos srs poderia disser que os guaranis teria proteção dos guepard,mas os guepard são pesados talvez eles não poderão acompanhar o guarani ,e dois o Brasil comprou poucos gepard (36).Eu acho que o vemos na síria leopardo a-4 sendo destruídos por infantes á pé com lançadores misseis anticarros mudará a doutrina no campo de batalha.

    • O que vemos no exército turco é o uso de uma doutrina completamente diferente do que os países mais desenvolvidos do ocidente usam. A OTAN sempre procura ter seus CCs acompanhados por infantes para a proteção, enquanto os turcos tem deixado seus Leopards mais isolados.

  5. Offtopic
    Acho muito estranho o forte falar muito de “guerras” no exterior (e fala pouco sobre), fala em equipamentos, compras.
    Mas as forças armadas fizeram intervenção no Rio, o que se trata de uma guerra, e não há informação alguma nem matéria tratando da doutrina, das operações, dos objetivos, dos equipamentos e táticas utilizadas, a forma de atuar dos bandidos, como agem, onde se escondem, como fogem, que equipamentos usam, como fazem quando a polícia ou exército entra na favela.
    Isto sim seria “guerra” na prática.
    Sinto falta disso na trilogia.
    Apenas uma opinião.

    • Pareceu com chamada do Globo Reporter:

      Militares da Intervenção: O que comem? Onde vivem? Como operam? Seus Predadores? Você verá tudo isto na sexta feira, no Globo Reporte. Rsrsrsrs

    • Apesar de que sei que muita informação pode ser sigilosa.
      Mas dentro do possível, alguma análise de doutrina, estratégia…
      Lembro das ocupações em 2009, 2010…
      A polícia subia numa rua, mas ao cruzarem becos ficavam na mira de bandidos e tinham que correr ou se arrastar.
      Naquela época eu já tinha ideia de algumas táticas. Tipo estender um lençol preto. Assim os bandidos não veriam a passagem dos policiais.
      Ou o uso de carrinhos pequenos e com rodas com uma proteção blindada.
      Tipo como se fosse um escudo (tipo aqueles das guerras antigas, mas maiores e leves e montados em todas), mas montado em cima de uma plataforma pequenos e leves o suficiente para dar mobilidade e proteção à tropa.
      Em vez de se esconder atrás de uma árvore, ou casa teriam uma proteção individual blindada, tipo uma chapa metálica de 15 MM ou outro material…
      Leveza, proteção, mobilidade…

  6. Acho que equipar este tipo de veículo com capacidade AC (mísseis guiados) é uma medida sábia pois existem situações onde eles são muito necessários.
    Agora, exigir que isto aconteça no Guarani é pedir demais uma vez que nem as torres com canhões estão (ou serão) instaladas tão logo.
    O EB perdeu uma grande oportunidade de adquirir estes veículos (Marder) quando a Alemanha começou a se desfazer deles (acho que depois voltou atrás). Eles os estavam cortando no maçarico para fazer sucata mas, não atendiam a “doutrina avançada” do EB da época.
    O fato é que o EB insiste na doutrina de levar o GC de FZo completo, como um todo. Neste caso, a viatura ideal (sobre lagartas) para isto ainda não foi fabricada e acredito que nunca será pois deverá pesar algo em torno das 40/50 toneladas, para atender aos padrões de segurança atuais.. Este “novo” conceito de valorizar as esquadras de fzo é ainda da metade do século passado (junto com a adoção do calibre 5,56). Foi adotado por exércitos com experiência de combate real. As esquadras de Fzo começaram a ser dotadas com metralhadoras leves, tipo MiniMi. Aliás, outro assunto que está em “banho-maria” é a compra e adoção (não sei em que quantidades) desta arma pelo EB.
    Em vez de tentar equipar todo este enorme exército com um mínimo que não é suficiente para quase nada, nem treinamento, deveria-se criar ou dotar algumas unidades com equipamentos mais adequados e integrados à realidade do campo de batalha atual.
    O CV-90 sueco é o meu preferido. O ACV-15, usado pelo exército turco tb seria uma boa opção, já que o EB usa bastante a família M-113.
    Mas, acho que isto é pedir demais para um exército que usa a cabeça para outra coisas…

    • “O fato é que o EB insiste na doutrina de levar o GC de FZo completo, como um todo. Neste caso, a viatura ideal (sobre lagartas) para isto ainda não foi fabricada e acredito que nunca será pois deverá pesar algo em torno das 40/50 toneladas, para atender aos padrões de segurança atuais…”
      .
      Um dos, se não o melhor IFV da atualidade, tem composição 3+9…
      https://i.imgur.com/u71G8VG.jpg

      • Ok, Bardini. O EB vai comprar este então? Já que se enquadra em sua doutrina? O fato é que perdeu-se a oportunidade de se ter um veículo assim no inventário, mesmo que não o ideal; para ficar sem absolutamente nada!
        Qual a lógica nisso?
        Outro dia li uma pérola por aqui dizendo que o EB já possui a doutrina, falta apenas os meios (ou veículos)!?
        Não sabia que jogo de vídeo conseguia implantar doutrina, sem nenhuma prática real!
        Veja bem, não estou contestando as suas afirmações mas apenas tentando entender como é conduzida a “estratégia” de nossas forças armadas. Um enorme contingente humano para parcos meios de defesa. Vai servir para que quando e, se for necessário?

        • “O EB vai comprar este então? Já que se enquadra em sua doutrina?”
          .
          Seria um VBCI fenomenal para o EB… Muito melhor e mais barato que Bradley: http://i.imgur.com/2lqj4pv.jpg
          .
          “O fato é que perdeu-se a oportunidade de se ter um veículo assim no inventário, mesmo que não o ideal; para ficar sem absolutamente nada!”
          .
          O EB operar M113, que suporta o grupo de 9 Combatentes… Existe algo, embora não seja adequado a função de um VBCI.
          .
          Já falaram 300 vezes por aqui… O EB fez estudos e constatou que o 9 é o número ideal. Se esse é o número do EB, não adianta teimar. Que apresentem um estudo mais preciso que o do EB.
          .
          “Outro dia li uma pérola por aqui dizendo que o EB já possui a doutrina, falta apenas os meios (ou veículos)!?”
          .
          A Doutrina existe, falta um VBCI SL, para substituir os VBTP M113.
          .
          “Não sabia que jogo de vídeo conseguia implantar doutrina, sem nenhuma prática real!”
          .
          Entusiastas como nós, sempre entendem mais de Doutrina que o próprio EB…

    • CV-90 sueco e ACV-15 turco estão nos extremos opostos das opções de IFV – Infantry Fighting Vehicle.
      .
      O primeiro – CV-90 – é moderno, sofisticado e caríssimo. O que tem de bom tem de caro.
      O sgundo – ACV-15 – é derivado do bom e velho M-113, simples e, de certa forma, barato. O que tem de vulnerável simplicidade tem de barato.
      .
      Ambos tem seu valor, mas é preciso decidir:
      – Mais qualidade e menos quantidade; ou
      – Menos qualidade e mais quantidade.
      .
      Abraço,
      Ivan, an oldifantryman.

    • Gelson, boa tarde.
      Além de comprar um meio, vc tem de ter $ para mantê-lo. Além disso, a vida útil deles batia com dos Leo 1. CC era a prioridade. Por isso, não compraram o Marder na época.
      Sobre Doutrina. No caso do Combate CC+ Inf estamos muito bem. Todos os militares q realizam cursos no exterior em diversos níveis são destaques e trazem a doutrina pras escolas de formação e Centros de Instrução. A falta de alguns meios limitam o uso de capacidades, mas de manobra e emprego de fundamentos, o q é 20x mais importante.
      A Minimi será adotada ao passo da dotação de fuzis 5,56. Toda tropa prevista pra RCA, por exemplo, receberá este armamento na esquadra.
      Finalmente, em tempos de paz, exceto pouquíssimos países com ameaças iminentes de guerra tem mais de uma divisão em condições de combater de imediato.
      Talvez vc não saiba, mas 3/4 em média dos recursos empregados em um Meio de Emprego Militar, é pra mantê-lo e empregá-lo.
      Ou seja, a compra de 20 blindados por 120 milhões, vai ser acrescida em mais 360 milhões até aquele meio ser descarregado.
      Sds

    • Bingo!
      .
      Era aí que o EB deveria caminhar.
      Um punhado de Marder 1A3 para equipar 2 (duas) companhias de infantaria blindada (28 VBCIs) de um RCB – Regimento de Cavalaria Blindada; ou então equipar 3 (três) ou 4 (quatro) companhias de infantaria blindada (42+2 ou 56+2 VBCIs) para equipar um BIB – Batalhão de Infantaria Blindada.
      .
      Atenção:
      A Cia Inf Bld do EB atualmente conta apenas com 12 (doze), isso mesmo, uma dúzia, de VBTP – Veículo Blindado de Transporte de Pessoal do tipo M-113 com uma metralhadora .50 NÃO estabilizada. São 4 (quatro) blindados por pelotão. Teoricamente teria mais um para o comandante da companhia.
      Entretanto entendo, bem como a maioria dos exércitos ocidentais de primeiro mundo, que o ideal seriam 14 (quatorze) blindados, sendo 4 (quatro) por pelotão, 1 (um) para o comandante e outro para o subcomandante (ou escolta do comando),
      Assim sendo, minha conta será sempre com 14 VBCIs – Veículos Blindados de Combate de Infantaria.
      .
      Por fim:
      Entendo que uma compra mínima de 30 (trinta) Marders poderia suprir um RCB no Rio Grande do Sul para efetivamente desenvolver doutrina.
      Testar na prática alguns conceitos:
      – Mobilidade o VBCI semelhante ao VBCC;
      – Proteção blindada permite desembarcar os fuzileiros mais próximo do objetivo;
      – Poder de fogo maior, que implica em maior alcance e novos alvos;
      – Tamanho do GC embarcado (será que 6 fuzileiros somados ao armamento orgânico da VBCI seria suficiente?);
      – Sistemas de armas (qual melhor calibre para o armamento de tubo? melhor transportar ATGW orgânicos nas VBCI ou armar outros blindados especialistas?);
      – Gasto de combustível de um blindado maior.
      .
      Questionamentos que seriam melhor respondidos na prática… com Marders, Bradleys, AFV-30, AIFV, BMPs, BMDs, Achzarits ou o que for.
      (Puma, Warrior e CV-90 são caríssimos para uma experiência.)
      Um punhado de 3 (três) dezenas.
      Só isso, por enquanto.
      .
      Forte abraço,
      Ivan, um antigo infante.

  7. Amigos,

    O ‘Guarani’ não fará ações de choque num primeiro momento. Logo, considero dispensável um míssil AC. Penso até que agrega muito pouco, nesse caso…

    Já a viatura de reconhecimento ‘Guarani’… A tarefa das forças de reconhecimento é localizar o adversário e prover a informação mais acurada o possível de seu dispositivo. E excitar essas forças, de modo que estas se mostrem, é parte deste objetivo. A tarefa maior dessa viatura, portanto, seria emular o poder de fogo de um carro de combate, fazendo com que o inimigo pense estar diante de uma força considerável e revele seus meios mais perfomantes. Nesse sentido, mais vale o canhão de 90mm que um míssil AC. Até podemos dizer que o míssil AC é interessante, mas também não é prioritário…

    E já um IFV… Neste caso, faz todo o sentido. Essa viatura, além de levar consigo uma tropa especializada em choque, acompanhará os carros de combate em seu avanço, sendo que quase certamente irá encontrar alguma oposição blindada.

  8. Bardini,

    Gelson,

    Há ao menos um IFV que talvez se enquadre nas necessidades do EB e que poderia eventualmente estar ao alcance dos minguados recursos: BMP-3. Este leva, tal como os seus contemporâneos ocidentais, 7 infantes num primeiro momento. Contudo, há provisão para mais dois assentos.

    Fora isso, somente APCs ( ou adaptações radicais ) se enquadrariam…

    Há também o T-15 ( variante IFV do chassi do carro T-14 ‘Armata’ ) e o ‘Namer’ ( uma adaptação do chassis do carro ‘Merkava’, que é considerada um APC )… Mas estes estão fora de cogitação, evidentemente…

    • _RR_,
      Amigo, tá louco? 😉
      .
      T-15 e Namer são caríssimos e atendem doutrinas específicas.
      Nem mesmo Puma alemão ou CV-90 sueco.
      .
      Precisamos de um punhado de VBCIs (IFVs) usados para realmente testar doutrina. Certamente o EB tem alguma coisa pensada nesse sentido, mais é preciso confrontar com a realidade operacional.
      .
      Alguns usados alemães ou derivados do M-113 como os AIFV belgas ou YPR-765 holandeses serviriam nesse momento.
      uma olhadinha no Chile.
      .
      Forte abraço,
      Ivan, o Antigo.

      • 99 Luftballons-
        Hast du etwas Zeit für mich
        Dann singe ich ein Lied für dich
        Von 99 Luftballons
        Auf ihrem weg zum Horizont
        Denkst du vielleicht gerad’ an mich
        Dann singe ich ein Lied für dich
        Von 99 Luftballons
        Und das sowas von sowas kommt

        99 Luftballons
        Auf ihrem weg zum Horizont
        Hielt man für UFOs aus dem All
        Darum schickte ein General
        eine Fliegerstaffel hinterher
        Alarm zu geben, wenn’s so wär
        Dabei war’n da am Horizont
        Nur 99 Luftballons

        99 Düsenflieger
        jeder war ein großer Krieger
        Hielten sich für Captain Kirk
        Das gab’s ein großes Feuerwerk
        Die Nachbarn haben nichts gerafft
        Und fühlten sich gleich angemacht
        Dabei schoss man am Horizont
        Auf 99 Luftballons

        99 Kriegsminister
        Streichholz und Benzinkanister
        Hielten sich für schlaue Leute
        Witterten schon fette Beute
        Riefen: Krieg und wollten Macht
        Mann, wer hätte das gedacht
        Dass es einmal soweit kommt
        Wegen 99 Luftballons

        99 Jahre Krieg
        Ließen keinen platz für Sieger
        Kriegsminister gibt’s nicht mehr
        Und auch keine Düsenflieger
        Heute zieh ich meine Runden
        Seh’ die Welt in Trümmern liegen
        Hab’ einen Luftballon gefunden
        Denk’ an dich und lass’ ihn fliegen

  9. Amigos,
    .
    O EB já mandou oficiais do CI Bld para ‘aprender’ com alemães e americanos.
    Um exemplo alemão está no texto de 2017:
    “A EXPERIÊNCIA DE UM MILITAR BRASILEIRO NO CURSO DE COMANDANTE DE UNIDADE DE INFANTARIA BLINDADA NA ALEMANHA.”
    Gabriel Santiago – Cap Instrutor do CI Bld;
    Ádamo Luiz Colombo da Silveira – Cel Comandante do CI Bld.
    .
    A doutrina alemão pressupõe um GC – Grupo de Combate de infantaria de 6 (seis) fuzileiros para a Inf Bld, mas de 8 (oito) para Inf Mec e aerotransportada.
    .
    Nós optamos pelo Magic 9.
    Mas devemos testar a realidade blindada, que é diferente da mecanizada, motorizada e aerotransportada.
    Sugiro a releitura de uma matéria que enredou um construtivo debate:
    http://www.forte.jor.br/2013/07/21/nove-e-o-numero-magico/
    .
    Saudações,
    Ivan, o Antigo.

  10. Caro Ivan.

    De fato.

    Falei do BMP-3 justamente por ter ciência do “Magic 9” e de que esta viatura teria possibilidade de satisfazer esse quesito. Só por isso… Qualquer coisa nova estaria fora de questão por enquanto ( ainda mais considerado os programas ora em andamento, e que são absoluta prioridade ). Não ouso questionar isso…

    Impressionante a racionalidade da força blindada dos chilenos… Gosto daquela composição.

    Concordo que o ‘Namer’ é realmente uma viatura bastante específica, melhor adaptada a guerra assimétrica… E não teria a função única de acompanhar seu respectivo CC em campo aberto, tal como ‘Marder’ ou ‘Bradley’, mas também de levar/acompanhar infantes por becos traiçoeiros.

    Contudo, Ivan, creio que a configuração do T-15 o aproxima mais dos IFVs tal como se concebe no Ocidente. Penso que os russos apenas tem o entendimento de que necessitam de uma viatura melhor protegida para acompanhar o ‘Armata’, carro esse que será certamente a ponta de lança das forças de choque russas.

    • _RR_
      Já que colocaram veículos caros na discussão , eu ficaria com o Kurganets-25 , anfíbio, bem blindado não perde em blindagem para os concorrentes, poder de fogo também tem bastante , mobilidade , e de alta tecnologia.

      • Léo,

        Sendo honesto, não vejo lá uma grande necessidade de um legítimo IFV… Pra mim, uma variante melhor adaptada do M-113 poderia fazer o serviço.

        O Kurganets-25 foi pensado justamente para substituir todas as séries de APC e IFV anteriores ( coisa que duvido que fará de fato… ). Contudo, ele não se encaixa nos estudos do EB, que preveem um grupo de combate ( GC ) com nove elementos. E daí que o BMP-3 cai exatamente dentro disso, com sua tripulação de três ( motorista + artilheiro + comandante ) e a possibilidade de levar 7+2 combatentes ( o famigerado “magic 9” ).

        E como o Bardini bem apontou, há também o K21 sul coreano, muito melhor adaptado.

        Ou seja, existem opções adequadas e de qualidade… Se vai haver dinheiro pra isso, é outra história…

        Aí, caímos no que diz o Ivan. Se o EB aproar para a necessidade de algo do gênero agora, melhor adotar um IFV ou AIFV ( derivações do M-113 ) ora em desuso e estocado por seus operadores originais em números para ao menos um RCB, e testar conceitos; desenvolver doutrina. E nesse intento, ‘Marder’ ou YPR-765 não se constituem em nada fora do nosso alcance…

  11. Penso que o BMP-3M seja a melhor opção por ser anfíbio e no Brasil ser anfíbio faz toda diferença Mais barato de manter e comprar, fora que tem o maior poder de fogo entre os concorrentes.
    Só perde em blindagem pois é bem mais leve.

    • N acho que ser anfibio neste caso seria uma prioridade. Os IFVs sao feitos para acompanhar e complementar MBTs em combate. Nem os Leo1A5 do EB nem qualquer outro MBT no mundo, ate onde sei, eh anfibio. Ser anfibio, neste caso, seria comprometer muitas capacidades ofensivas e defensivas em prol de mobilidade.

      • Ser anfíbio é uma grande vantagem , e abre muitas outras possibilidades em operações principalmente no Brasil onde a muitos rios e trechos alagados.
        A respeito da perca de blindagem isso não ocorre no Kurganets-25 onde a blindagem serve para dar maior flutuabilidade.

    • Léo,
      Maior poder de fogo? Por conta do canhão de 100 mm de baixa pressão?
      Isso é relativo! Todo mundo sabe que tem rifle e munição própria pra matar elefante mas eventualmente um elefante pode ser morto com uma 22 (vai que acerta no olho e infecciona).
      A gente sabe que um RPG-7 eventualmente consegue neutralizar carros de combate apesar de em tese ele não ter sido feito pra isso. O melhor é utilizar contra um moderno carro de combate uma arma que seja capaz de neutraliza-lo.
      Como sabemos que as ogivas HEAT têm sua capacidade de penetração diretamente proporcional ao seu diâmetro, mais ou menos na base de 5 a 7 x o diâmetro; e como sabemos que atualmente a blindagem frontal e da torre de um moderno carro de combate é equivalente a mais de 900 mm RHA, subtende-se que um canhão de 100 mm na melhor das hipóteses permitiria uma penetração na ordem de 700 mm perpendicularmente. E só lembrando, a disposição da blindagem dos veículos de combate é na maioria das vezes, inclinada, o que aumenta a espessura relativa e portanto, a resistência à perfuração.
      Um canhão de 100 mm de baixa pressão pode desempenhar muitas funções interessantes, principalmente na guerra urbana, derrubando paredes, contra alvos desenfiados, etc. mas não tem a capacidade de perfuração para se manter confortável no campo de batalha moderno, ainda que com munição guiada tenha o alcance e a precisão necessária.
      Por esse ponto de vista, o lançador de mísseis TOW com 152 mm de diâmetro de um Bradley é considerado mais interessante e dá ao veículo um maior poder de fogo.

      • Bosco
        O canhão de 100mm com 40 munições mais o de 30mm com 500 cartuchos , mais o 7,62 mais os mísseis anti tanque disparados pelo canhão mais os Kornets que podem ser adaptados na torre. Não vi ate hoje um IFV com maior opções de armas.

  12. Desde a década de 80 que se fala que a blindagem dos modernos carros de combate já não seriam combatidas com munição HEAT de calibre abaixo de 150 mm.
    Tendo isso em vista um moderno carro de combate com canhão de 120 mm não confia primariamente na munição HEAT ou HESH para enfrentar outro carro de combate num embate frontal. Ele se aproximaria para poder utilizar sua munição cinética (claro, tentaria flanquear o inimigo para pegá-lo numa posição mais vantajosa), que além de prover maior penetração que a munição “química” (até 2000 m) é menos sensível à blindagem reativa.
    **Para contornar a dificuldade gerada pelo aumento da resistência das blindagens frontal e lateral das torres os mísseis passaram a atacar os carros de combate por cima, onde suas blindagens são mais frágeis.

  13. A discussão derivou para um aspecto conceitual interessante (mas sempre no cenário de recursos escasso)
    1) De um lado, se propugna a manutenção de uma força blindada com as características atuais: efetivo maior (duas bgd bld); padronização em larga escala, mas com meios defasados; cobrindo a região sul e centro-oeste; Há que se considerar que a maior escala auxilia na promoção da indústria de defesa (o EB desde considerou sua ação de promotor deste segmento);
    2) Outros defendem alocação de meios mais modernos (aquisições de oportunidade) em uma força menor; capaz de introduzir doutrinas e revitalizar o espírito bld.

    Na primeira opção, que uma vez referi como tendo o efeito de nos “entupir de Leo 1A5”, significa considerar uma força de proteção de fronteira, formando um arco ao longo dos rios Paraguai e Uruguai também permite a formação de um número maior de combatentes blindados, o que viabiliza estrutura de formação, treinamento e simulação.

    A segunda opção sem dúvida torna mais atrativa a carreira do cavalariano, mas diminui efetivo e passa a constituir uma força onde o deslocamento estratégico precisa ser priorizado (com os custos inerentes).

    Será que o EB alguma vez considerou estas alternativas?

    • Vou acrescentar que a primeira opção sempre foi formada com base na equiparação de forças com nossos vizinho…algo como: “Estamos ruins….mas eles pior…assim como está dá para o gasto”
      Acho um pensamento extremamente desatualizado.
      Não descarto o enfrentamento com vizinhos, mas jamais será na base do combate convencional e de caráter defensivo.
      Ao contrário, projetamos nossos interesses ao longo da região do chaco e cordilheira andina, e talvez tenhamos, em algum momento, que lançar mão de ações ofensivas em grande profundidade.
      A ação defensiva se faz com meios defasados mas com maior profundidade.
      A ação ofensiva é questão de meios modernos

  14. Interessante foi a exagerada Singapura que decidiu fazer um modelo próprio, o Bionix com cerca de 650 unidades produzidas para usar dentro de uma cidade com metade do tamanho do município de São Paulo.
    Os exagerados ainda tem 196 Leopard SG, a melhor versão dos Leopard existente até sair o 2A7, não tem nem onde treinar, fazem treinamentos em áreas alugadas na Austrália e Índia e usam uma base da OTAN na Alemanha. Pois não tem onde treinar tiro com o canhão de 120mm dentro da cidade.
    . http://tanknutdave.com/singapores-bionix-ifv-family

  15. Walfrido,
    .
    O mapa, sempre o mapa.
    https://www.portalsaofrancisco.com.br/mapas-mundiais/mapa-de-singapura
    .
    O exército de Singapura se organiza em divisões de armas combinadas com maior parte de brigadas de infantaria moto/mecanizada, mas com uma brigada blindada por divisão. Acredito que funcione com reserva móvel nos setores em que teria que lutar.
    .
    Apesar do território ser pequeno, as ilhas que compõe Singapura estão na pontinha do istmo (península) da Malásia, onde o Mar do Sul da China se encontra com o estreito de Malaca.
    ‘Becos’ e ‘Esquinas’ é o que não falta por ali, com a passagem de boa parte da mercadoria que trafega entre o Oceano Pacífico e o Oceano Indico.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o Mapento.

  16. Walfrido,
    .
    Quanto aos Bionix, são diferentes versões que eles operam.
    Chamam tudo de IFV – Infantry Fighting Vehicle, mas a maioria seria de APC – Armoured Personnel Carrier.
    .
    Quantidades aproximadas:
    – 30 Bionix II – IFV ou AFV armados com canhões automáticos de 30 mm Bushmaster II Chain Gun;
    – 25 Bionix 25 – IFV armados com canhões automáticos de 25 mm M242 Bushmaster chain gun;
    – 300 Bionix 40/50 – que considero APC, armados com lançadores automáticos de granadas de 40mm CIS 40 AGL e metralhadoras calibre .50 CIS 50MG.
    .
    Abraço,
    Ivan.

    • Ivan hoje eles tem cerca de 300 Bionix 25 Infantry Fighting Vehicle, e segundo outras publicações já foram fabricados cerca de 700 Bionix de toda a família.
      E agora vão começar a fabricar em série os NGAFV ( next -generation armoured fighting vehicle), substitutos dos Bionix.

      • Walfrido,
        Preciso me atualizar. Obrigado.
        Aparentemente são 300 Bionix 25.
        .
        Uma pergunta:
        Este NGAFV seria o Bionix II com Bushmaster II Chain Gun de 30mm?
        .
        Abraço.

        • Estes são os dados do novo NGAFV da ST Kinetics de Singapura, não confundir com o FNSS KAPLAN 30 NG-AFV da Turquia.
          .
          According to specifications released by MINDEF, the NGAFV measures 6.9 m long, 3.28 m wide, and has an overall height of 3.2 m. It will be operated by a crew of three comprising a driver, gunner, and vehicle commander with accommodation for up to eight fully equipped dismounts.

          The vehicle is powered by a 710 hp MTU 8V-199 TE20 diesel coupled to a Kinetics Drive Solution (KDS) HMX3000, which provides a power-to-weight ratio of 24.5 hp/tonne. This enables the vehicle to achieve a maximum stated speed of 70 km/h and operating range of 500 km.

          The prototype shown is equipped with a remote weapon station (RWS) armed with an Orbital ATK Armament Systems 30 mm MK44 30 mm calibre main gun, a coaxial 7.62 mm machine gun, and eight 76 mm smoke grenade launchers. An independent commander’s sight enables the commander to survey the environment for threats independently of the gunner’s sight, and lay the gun on potential targets for the gunner to engage.

  17. Os Russos tem produzido exelentes carros de combate e das mais diversas funções. O que se nota é que estão colocando missil Kornet em tudo. Acho que se tivessem tropa de motociclista teriam Kornet na garupa. Mas, exageros a parte, não parece demais dar a um Guarani a capaciade de intergrar um missil AT. Não seriam em todos. Teriamos na brigada, pelo menos dois carros AT, com esse poder de fogo.

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