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Míssil MTC-300 entra em fase final de desenvolvimento

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MTC-300 na Avibras. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Exército retoma voos de testes do MTC-300, capaz de atingir um alvo a 300 km de distância; primeiras entregas estão previstas para 2023

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

O primeiro míssil brasileiro de cruzeiro, o MTC-300, com 300 km de alcance e precisão na escala de 50 metros, entra na fase final de desenvolvimento esse ano, com a retomada dos voos de teste. As primeiras entregas para o Exército estão previstas para 2020 – encomenda inicial de 100 unidades, definida em 2016, está sendo negociada e será entregue em lotes sequenciais até 2023. O investimento no programa é estimado em R$ 2,45 bilhões.

O míssil é o vetor mais sofisticado do desenvolvimento do Astros 2020, a sexta geração de um sistema lançador múltiplo de foguetes de artilharia criado há cerca de 35 anos pela empresa Avibras, de São José dos Campos. O Programa Estratégico Astros 2020 cobre a compra e a modernização de uma frota de 67 carretas lançadoras e de veículos de apoio, a pesquisa do MTC-300 e também a de um novo foguete guiado, o SS40G, de 45 km de raio de ação. No pacote entra a instalação do Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO), sede do grupo, que já opera 53 viaturas da versão 2020.

Destruidor
O míssil AV-TM 300 é utilizado para destruir alvos estratégicos a média distância com grande precisão e danos colaterais reduzidos

“O míssil expande a capacidade de dissuasão do País e confere ao Exército apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade porém com mínimos danos colaterais”, analisa um oficial da Força ligado ao empreendimento. É um recurso empregado para missões de destruição de infraestrutura, como uma central geradora de energia ou um complexo industrial. A cabeça de guerra de 200 kg de explosivos é significativa. “Com duas delas é possível comprometer o funcionamento de uma refinaria de petróleo de grande porte”, considera o engenheiro militar.

A configuração do MTC 300 é o resultado de 13 anos de aperfeiçoamento. O desenho é moderno, compacto, e utiliza asas retráteis que se abrem depois do disparo partir do casulo transportado por uma carreta. O motor de aceleração usa combustível sólido e só é ativado no lançamento. Até agora foram realizados 16 voos de ensaio. Há ao menos mais quatro em fase de agendamento antes do começo da produção de pré-série.

Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o míssil tem o comportamento de uma pequena aeronave – a propulsão é feita por uma turbina desenvolvida também pela Avibrás. Ela foi construída para durar 40 horas, dez vezes mais que as quatro horas do tempo máximo de uma missão de ataque. A navegação é feita por uma combinação de caixa inercial e GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor ótico-eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo.

Regras. A arma está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O acordo restringe o raio de ação máximo a 300 quilômetros e as ogivas a 500 quilos. O MTC-300 está dentro da distância fixada e atua com folga no peso, sustenta o presidente da Avibras, João Brasil de Carvalho Leite.

O míssil ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis. O recurso permitiria realizar por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral – no caso do Brasil, eventualmente ameaçando províncias petrolíferas em alto-mar. Uma bateria do sistema é composta por seis carretas lançadora com suporte de apoio de viaturas remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica, um de manutenção e, quando houver uso do míssil, um de preparo de combate.

O MTC-300 é disparado por rampas duplas – cada carreta levará quatro unidades. O Astros 2020 completo pode utilizar quatro diferentes tipos de foguetes. O modelo SS-30 atua em salvas de 32 unidades e o SS-40, de 16. Os maiores, SS-60 (70 km de alcance) e SS-80 (cerca de 90 km), de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada preparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local deslocando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

O mercado internacional para o produto é amplo. Uma prospecção feita há dois anos pela Avibras entre países clientes, operadores das versões mais antigas do sistema de foguetes – Arábia Saudita, Malásia, Indonésia e Catar, além de três novos interessados, não identificados – indicou um potencial de negócios entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões a serem definidos até 2025. A empresa, que atravessou uma séria crise até 2015, quando registrou receita bruta de R$ 1,1 bilhão, cresceu 20% em 2017, obtendo receita liquida de R$ 1,7 bilhões.

AV-TM 300 na Avibras

FONTE: Estadão

162 COMMENTS

  1. Boa noticia, gostaria que houvesse uma versão naval desse míssil, lançada pelos SBR e SNBR, lançado também pelas CV-1 Tamandarés, sei que esse míssil é tão grande para o GRIPEN-NG, mas poderia se criar um derivado mais pequeno para ser aero-transportado.

    • Vendo bem esse 300 Km favorecem a exportação, de acordo com todos os tratados internacionais de armas tácticas, desde que não exceda os 300 Km, o míssil pode ser exportado, internamente esse alcance deve ser aumentando para 900 Km e o míssil deve ser navalizado e aerotransportado, fechando com chave de ouro a história do ASTROS.

    • O MTC-300 foi desenvolvido para o EB dentro do programa Astros 2020 portanto para bater alvos fixos em terra com Booster sólido e míssil com combustível líquido e micro turbina.
      A MB preferiu um caminho próprio, e bem mais modesto, com o ManSup um míssil mar-mar clássico como o Exocet block II dentro do alcance visual (+-70 km) e propulsão com combustível sólido.

      Com a maturidade dos dois produtos e produção estável será a vez de ou a MB ou a Avibrás proporem uma aproximação para financiar um programa que torne adequadas as características do MTC-300 ao uso naval. Programa que poderá ser compartilhado com o EB.
      Por óbvio as melhorias tecnológicas alcançadas no desenvolvimento de seeker radar do ManSup teriam que ser transladados e adaptados ao seeker do MTC-300.

      Uma mera questão de tempo, dinheiro, decisão militar e um governo politicamente interessado em autonomia e independência militar do país….

      Quem sabe…

        • Limite do alcance visual (ótico ou radar) sobre o mar…
          Entre marinhas do porte do Brasil é o limite de “trabalho”…

          Se falas em engajar a Marinha Americana, Russa, Chinesa ou OTAN é pouco mesmo…

    • O MTC-300, sem o booster, é menor do que o Taurus KEPD 350. E, com certeza, deve ser mais leve. O problema será se, e somente se, o MTC tiver uma versão maior (mais pesado), de maior alcance (800 km +/-), ai sim o Gripen não terá condições de levar, pelo menos não sob às asas, talvez um no center line.

      • Esta versão seria de interesse da MB:
        SE ela voltar a ter um Navio Aeródromo;
        SE ela vier a operar uma variante Gripen M (ar)…

        Não creio que a FAB com sua mentalidade e amor ao baixo custo se interesse em desenvolver este tipo de arma quando já encomendou os Taurus…

        • Em termos de armamento autóctone, a FAB é um zero à esquerda. O que interessa à FAB é dizer que “produz seu próprio avião”. rsrsrsrs

      • O motor do AV-TM 300 e a Jato, que ao contrario do motor de combustível solido existe menos limitações, teoricamente sua autonomia poderia ir alem dos 1.000 Km …

    • Que pobreza de missil, rissssssssss, quem vai querer em 2023 um missil de 300km de alcance, so podia ser brasileiro, risssssssssssss

  2. Tô começando a achar que esse míssil, anteriormente defendido por mim, também deva acompanhar os “enjeitados” (Piranha, MAR-1, MAA-1.2) e o Mansup, até a lata de lixo mais próxima.
    Bem pelo menos economizamos algum $$$$, aliás tal qual os russos com o RS-26 Rubezh, ao invés de 3 mísseis deveremos nos focar em 2:

    o clone do Brahmos,
    o clone do DF-21.

  3. “O míssil ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis. O recurso permitiria realizar por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral – no caso do Brasil, eventualmente ameaçando províncias petrolíferas em alto-mar.”

    – Este deve ser o próximo passo a ser dado no desenvolvimento do míssil. Necessário tanto para o exército quanto o CFN…

    • Concordo, creio até que antes de pensar em aumentar o alcance dele para 500 km, deveria desenvolver esse radar antes. De qualquer forma, essa é uma excelente notícia

      • O alcance dele será determinado pelo combustível DISPONÍVEL para a turbina (e ela funciona por 40 horas).

        Depende apenas de dispor o combustível e programar o software.

        É só “engenheirar” corretamente e pagar o preço desse desenvolvimento.

        O míssil atual foi desenvolvido para 300 km para vendê-lo no mercado internacional e assim financiar versões mais poderosas para o Brasil POSTERIORMENTE.

        SE o governo brasileiro quisesse bastaria ele mesmo financiar uma outra solução de engenharia que permita aproveitar inteiramente o potencial de 40 horas de uso da turbina.

        SIMPLES ASSIM…

        • Se o motor dura mesmo 40 horas (coisa que duvido) há algo muito errado no reino da Dinamarca. rssss
          Antigamente, os motores da F1 tinham que durar 1 corrida e mais 2 voltas. Os motores que duravam muito não venciam e os que duravam menos não chegavam.
          Se a AVIBRAS está usando um motor que dura 40 horas ele é mais pesado que o necessário e muito mais caro do que o deveria. Deveriam rever isso e instalar um motor descartável que dure apenas o suficiente para o cumprimento da missão, com alguma reserva.
          Se imaginarmos que esse míssil é compatível com um alcance de 1000 km ele não precisaria durar mais que 2 horas. 38 horas a mais aí é exagero ou da informação ou equívoco dos fabricantes.

          • Lembre-se que esta turbina não foi desenvolvida para um míssil pela Avibras (apesar da falsa afirmativa no texto) ela foi desenvolvida pela Polaris para uso em drone.
            Foi licenciada para a Avibrás que deu suas adaptações.
            Para uso em drone 40 horas é pouco, para míssil é muito….

        • Já se falou trocentas vezes, inclusive tem pessoas aqui nos comentários repetindo isso, que os 300 km é para a exportação desse tipo de míssil e não o desenvolvimento para uso próprio

  4. 1,2 milhão por míssil, caramba, é dinheiro, hein?! Como se faz testes com esse armamento? É simples e puramente queimando dinheiro?

    • Matheus, sim, é caro, mas Defesa não é barata, e ele é ainda da turma dos, digamos, “menos caros”. Tem mísseis mundo afora custando coisa de 2 a 3 milhões de dólares ou euros, ou mais.

    • Não é. Para a missão que o míssil se propõe é barato frente ao custo de uma refinaria de petróleo, parques industriais e outras infra-estruturas que podem chegar ao custo dos bilhões de dólares.

      Este tipo de armamento permite que não sejam necessários por exemplo, ataques a alvos estratégico por aeronaves tripuladas que chegam a custar no mínimo 15 X (o A29 ST, por exemplo), o valor deste míssil.

        • Pessoal, esse CEP é de raio ou de diâmetro?

          Outra: na distância máxima do MTC 300, de 50m, ele ainda causaria algum dano à estrutura (prédio, por exemplo)?

          • com certeza causa. Esta área de destruição de 50 metros é abrangida com relativa eficiência até por uma granada de 50 kg com metade de explosivo. Um carga de centenas de kg causa severos danos até bem mais longe, seja pela onde de pressão seja pelo estilhaçamento.

          • O CEP é referente ao raio. Ele informa que há 50% de possibilidades do míssil atingir um circulo com o raio informado e 98% dele atingir um círculo com o dobro do raio.

      • O Tomahawk nunca teve 80 metros de CEP. Sua versão nuclear (naval e terrestre) utilizava o sistema inercial combinado com o TERCOM e provia um CEP de 30 metros.
        As versões convencionais, mesmo antes do sistema GPS, utilizavam um sistema de correlação de imagens denominado DSMAC, e provia um CEP de menos de 5 metros.
        As novas versões são dotadas ainda do sistema GPS, que reduz o tempo de planejamento de missão, aumenta a flexibilidade (permite atingir alvos que não estão com sua imagem armazenada) , etc. mas que na maioria das vezes não colabora com a precisão já que o DSMAC é o responsável pela abordagem final do alvo e a precisão é a mesma com ou sem o GPS.

    • É complicado falar de precisão desses tipos de mísseis, quando os EUA lançaram aquela chuva de tomahawk na Síria, muitos erraram o alvo, alguns caíram até no mediterrâneo longe do alvo desejado. É obvio que muitos acertaram o alvo, até porque como disse os americanos não lançaram somente 8/9 mísseis, mas uma chuva deles, talvez algo próximo, se não mais, que uma centena. Os russos quando lançaram uma chuva de Kallibir da sua corvetinha no mar cáspio em direção a alvos terroristas na Síria também tiveram uma porcentagem elevada de erros, alguns dos mísseis caíram em território iraniano, bem longe do alvo na Síria, obviamente aconteceram acertos porque assim como os americanos eles lançaram não apenas 8/9 mísseis, mas quase uma centena deles, portanto temos que ter cuidado quando usamos as informações das cartilhas da empresa produtora do míssil, aquele número mágico que consta ali não é absoluto, tem vários poréns ali que não são explicitados pelos fabricantes

  5. Nos últimos dias é a segunda boa notícia sobre mísseis nacionais, semana passada o MANSUP e agora o MTC-300. Quando há investimentos o trabalho da resultado!
    Parabéns a todos os envolvidos!!!

  6. “O recurso permitiria realizar por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral ”
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    Ahhhhh Tá bom… pq seria muito fácil bater um dos alvos mais bem defendidos do planeta.
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    O Porta Aviões, localizado a 300 km do litoral, pode lançar suas aeronaves 1.000 km sobre o território nacional. Essas aeronaves podem lançar mísseis de cruzeiro por mais centenas de km território a dentro.
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    Um E-2D poderia prover cobertura de radar de algo como 400km+, isso sobre a Frota. Seriam no mínimo, 100km sobre o território nacional. Qualquer míssil com 300km de alcance lançado do território, seria detectado no momento do lançamento. E isso geraria uma caçada aos lançadores…
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    Um “Carrier Strike Group” a 300km do litoral, faria chover mísseis de cruzeiro, até mesmo, sobre Anápolis…
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    Um “Carrier Strike Group” tem de ser combatido a bem mais de 1000 km da nossa costa… Bem mais…

    • Toda sua justificativa não invalida a colocação inicial de que com radar poderia atacar um navio que se aproximasse da costa.
      O Vietnam baseia sua defesa costeira em bateria de mísseis e claro que eles sabem que navios tem defesas e mísseis que podem ser disparados contra a terra.

    • Pré-sal é o motivo do momento, na real os milicos nem devem levar isso a sério, mas tem uma justificativa que toca no coração dos leigos e com 1400kg eu duvido que o alcance seja só esse, quanto mais com uma ogiva de 200kg, com esse peso todo se esse míssil não tiver uns 1000km de alcance, existe alguma coisa muito ineficiente nesse projeto.

      • Ahamm… Saturação…
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        Vamos colocar algo como 32 viaturas, que disparam seus 64 mísseis. No momento do disparo o E-2D localiza os mísseis e a localização das baterias, e então o inimigo começa a coordenar a defesa e o contra-ataque.
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        Os Super Hornet e os F-35 B e C que estão no ar, vão a caça desses mísseis.
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        O Porta Aviões lança Aeronaves, armadas com diversas SDBs, para buscar e destruir os lançadores em terra.
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        Os navios lançam mísseis SM-6, para garantir uma cobertura na interceptação dos Mísseis a caminho.
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        O E-2D ou os F-35 guiam os SM-6 até os seus alvos.
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        Se passar alguma coisa disso… Ainda se tem SM-2 cobrindo a Área e ESSM cobrindo a linha do horizonte e fazendo a defesa de área curta do “Carrier Strike Group”.
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        Ahh, lembra que dos Veículos lançadores, que lançaram seus 64 mísseis?
        Pois é, eles devem estar sendo remuniciados…
        Será que tem Super Hornet e F-35 B e C vindo caçar ASTROS 2020 ou não?
        .
        300 km não adianta NADA contra um Porta Aviões.
        .
        É um míssil muito bom, para outras aplicações.

        • Tu viaja legal hein, Bardini.

          O texto dá um exemplo das aplicações do míssil caso ele possuísse um sistema de guiamento para alvos móveis. Ai o cara já coloca os EUA no meio, carrier strike group, F-35CDFEGH

          O jornalista do estadão meio que viajou também, visto que o míssil não foi pensado para atacar alvos navais, muito menos em movimento.

          • O Godoy disse que daria pra atacar um Porta Aviões a 300 km… Só falta um Radar.
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            Eu te digo que quem viaja, é quem acha que um Porta Aviões é um alvo fácil assim.

        • Prezado Bardini, no campo da teoria e tecnologias existentes, e exatamente assim que funcionaria essa defesa do carrier group. Mas seera mesmo que vai funcionar 100 % caso e SE houvesse um ataque de saturacao de tal porte /?? DUVIDO e nao adianta vir aqui colocar suas razoes em TEORIA e em cima dos jogos de guerra e outros brinquedos eletronicos. Perdas sao computaveis, assim como os riscos e saiba de uma vez por todas, exatamente por isso que nem mesmo a superpotencia se arriscaria a efetuar um ataque em um litoral com tal poder de revide. Enfim, acredito que voce tenha entendido minha colocacao , mas nao se preocupe, nao veremos tal fato acontecer, nem aqui na banania e nem mesmo na Asia ou outro oceano. Os tempos mudaram e muito depois do Vietna e hoje isso nao seria facil. Sds

          • É realmente. Essa teoria é bem furada…
            Não levei em conta que o comando do CSG não seria burro o suficiente para se posicionar dentro do alcance da artilharia, já que poderia fazer o que quiser sobre a costa atuando de uma distância BEM MAIOR.

        • Acredito que um distância segura para um Carrier Strike Group enfrentando um pais com um míssil de cruzeiro como o AVTM-300, seria de 400km da costa, e é claro sabendo da localização dos lançadores, iniciariam o o ataque de saturação contra as baterias já com os Tomahawk e uma leva de super hornets, agora nós praticamente sem frota (pois para chegar a essa distância do litoral, grande parte da marinha já virou pó), não teríamos como nos defender, poderíamos usar os submarinos, mas é certeza que junto com o CSG teria uma matilha de subs nucleares! Contra um Carrier Strike Group só outro CSG!

        • Os F-18 e os F-35 vão abater os 64 mísseis em vôo, com 100% de PKill? Que filme é esse? Top Gun II? Desculpa amigo, mas você tem que fazer um vôo em qualquer aeronave de caça pra ver que não é bem assim… Ahh, e todos estarão no ar! Porque lançá-los todos depois de detectado o ataque não será possível.

          • Não falei que F-18 e F-35 iram abater todos os mísseis…
            Falei que o que estivesse no ar poderia interceptar.
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            Escoltas poderiam lançar SM-6 a centenas de km de distância, E-2D e F-35 podem guia os mísseis até seus alvos…
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            Ainda tem uma camada de SM-2 e mais uma camada com centenas de ESSM na conta.
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            Isso que nem falem em contra medidas e etc…
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            Filme, Mágica, ilusão ou qualquer coisa do gênero, é imaginar o EB acertando um Porta Aviões com esses mísseis lançado da costa.

          • HAHAHAHAHAH…. daria um belo roteiro esse o do Barddini. Gosto muito dos comentários do Bardini, mas algumas vezes ele viaja legal na maionese

          • Há de se ter em mente que jamais, nem a China, iria lançar num ataque só 64 mísseis. Nem os soviéticos no auge da Guerra Fria esperavam atacar com tantos mísseis . Um ataque de saturação soviético contra uma força tarefa nucleada em porta-aviões não tinha mais que 24 mísseis.
            Não ficando nem com 64 do Bardini e nem com os 24 dos soviéticos, mas imaginando um ataque com 32 mísseis, fato é que eles teriam que atravessar uma defesa em camadas que compõe-se de F-18/E-2D, sistema Aegis (SM-2 e SM-6), mísseis ESSM, mísseis RAM e CIWS Phalanx. Além das defesas “soft” compostas pelos sistemas SLQ-32 (interferência eletrônica), pelo Mk-36 (despiste e ocultamento), pelo Nulka (despistador), SLQ-39 (despistador).

        • E sem falar nas defesas de ponto CIWS ou PDMS ou nas defesas eletrônicas como jammers e decoys. É difícil pacas ameaçar uma força tarefa, ainda mais sabendo que ela já chega furtivamente (mesmo se houvesse um sistema oceânico de vigilância eficaz) em missão SEAD.

      • Estas previsões nunca acontecem na realidade. Uma série de fatores não previsíveis não são considerados. Tudo o que aconteceu nas Malvinas, se fosse previstos aqui seria seriam ditos impossíveis. Só os EUA conseguem atingir o sucesso. Os demais nunca tem chance. a realidade é bem diferente.

        • Johnnie as falklands são um exemplo de despreparo. Falta de inteligência da capacidade e vontade das forcas armadas argentinas somada a um preconceito. Mas isso tem é que ser avaliado, nas ultimas guerras os EUA não cometeram esse erro no campo tatico e operacional, então numa proxima é de ser esperar que não cometem tbm.

    • 100% com o Bardine
      Os E-2d podem detectar cruise missile à + de 500km e com RCS baixo, assim como os radares do f-35/SH são AESA não teram dificuldades, podendo detectar um grande numero de uma vez só, sem contar que o F-35 tem o DASH, sem contar com o entrelaçamento de dados do C… entre E-2d/F-35/Growlers. É isso mesmo Growlers, os radares inimigos teriam que passar pela interferencia do mesmo, dos misseis dos cacas, dos misseis dos Burkes e Ticos, de suas contra medidas passivas e ainda se esquivarem do contra ataque de outros caças embarcados.
      Isso sem contar num cenerio de total superioridade aérea do Strike Group onde um avião de esclarecimento marítimo não chegaria a 1000km do grupo, radares terrestre seriam eliminados no antes da chegada do grupo por B-2 + Tomahawks lancados dos Virginias/Sea Wolfs/Ohios.
      Eu ainda não entendi o pq dos misseis e sistemas da USnavy falariam mais os enxames de misseis não? Pq so em sonho, um desenvolvimento de anos da US navy não funcionaria ?

  7. Alguém saberia dizer quantos veículos lançadores tem uma bateria de astros 2?
    Espero que realmente se conclua e futuramente venha a versão de 400km como querem os militares brasileiros…

  8. Espero que as versões antinavio disparadas de navio, submarino e avião sejam desenvolvidas assim como uma versão de ataque terrestre aerotransportada (no caso pelo P-3)

    • É exatamente isso que eu espero que tenham a visão para fazer, ou do contrário, seria apenas “meio” trabalho desenvolver o MTC 300. Precisa-se de versões navalizadas para os novos subs e não seria nada mal uma versão air-to-ground para equipar os Gripens. Mais ainda do que exportar, é necessário pensar no passo seguinte, pelo menos à nível de projeto.

    • O alcance limitado a 300km é apenas para exportação.

      Os países que participam do tratado não podem vender para outro país um míssil com mais de 300km de alcance e ogiva maior que 800kg.

      Agora pra uso próprio pode se fazer o que quiser.

  9. Qual o diâmetro desse míssil?
    É preciso saber disso, antes de sonhar com versão lançada por submarinos…
    Não adiantaria nada ter um míssil que não cabe nos tubos de torpedos ou que demandaria um VLS.

  10. “Regras. A arma está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O acordo restringe o raio de ação máximo a 300 quilômetros e as ogivas a 500 quilos.”

    Isso para exportação né? Se for uma versão de uso exclusivamente nacional não tem nenhum limite, correto?

  11. O tratado a que se refere o artigo do qual o Brasil é signatário, diz respeito a armas para a exportação. Portanto, para o uso do Brasil pode ter um alcance maior, e acredito que já tenham testado o alcance real deste míssil.

  12. Se quisermos aprender a desenvolver e fabricar mísseis, esse é o caminho. Mas temos é que decidir, se vai ser um projeto levado até o final, ou se vai parar no meio do caminho com bilhões jogados na lata do lixo e no bolso dos caixa dois de campanhas políticas. Nem vou relacionar aqui porque a lista é beeeeeem longa.

  13. Precisão de 50m? Não sou técnico mas seria bastante coisa, não! Do ponto de vista de pesquisa e desenvolvimento está ótimo e que venham mais equipamentos brasileiros como esse. Agora…do ponto de vista prático…300 km não é nada! Signatário? Desculpe…vamos contar que teremos ameaças somente com nações signatárias do mesmo acordo? Ser signatário de não proliferação nuclear é uma coisa…agora defesa de uma costa tão grande como a nossa….é outra coisa! Confio nos Almirantes e nos nosso generais para que seja revisto isso!

  14. A limitação do tratado MTCR de 300 Km é apenas para a versão comercial vendida a terceiros países.
    Não se aplica aos produtos desenvolvidos para uso autônomo.
    A informação que interessa aqui é que a turbina foi feita para funcionar por 40 horas o que numa conta de padaria permitiria uma versão do míssil para utilização apenas pelo Exército Brasileiro de até +- 3.000 Km desde que o corpo míssil (após a separação do Booster) possa carregar o combustível líquido necessário e/ou a turbina possa ter futuramente sua taxa de consumo reduzido permitindo o aumento de alcance com a mesma quantidade de combustível.
    Um tremendo avanço militar.

    • Só uma INFORMAÇÃO RELEVANTE a turbina usada pelo MTC-300 NÃO FOI desenvolvida originalmente pela Avibrás ela foi adquirida de um antigo protótipo da ex-empresa Polaris e re-desenvolvida e adaptada ao projeto do míssil MTC-300 destro do Programa Astros 2020.

      A antiga Polaris agora se resestruturou com a grana recebida da Avibrás e se chama agora Turbomachine (.com.br) e é a VERDADEIRA Turbine Engineering House brasileira.
      Caso a MB venha a produzir um míssil naval é à Turbomachine que se deve ser contratada a construção da turbina do míssil.
      Olhando-se o site da empresa, o atual estágio de desenvolvimento da tecnologia de turbina da empresa está bem além da tecnologia da turbina de versão antiga que propulsiona o MTC-300.
      Cabe ao Ministério da Defesa, ao Exército e a Marinha não se deixar manipular pelo interesse econômico da Avibrás e evitar que a tecnologia de turbina aeronáutica da Turbomecanica (ex-Polaris) não venha a emigrar do país…

        • Nem tanto assim, infelizmente aisc, a coisa está muito feia…
          Mas com o bloqueio autoral da Avibrás no Ministério da Defesa, a empresa está por um fio para negociar sua tecnologia mais atual para um projeto estrangeiro de míssil de cruzeiro.
          Por isso que acho que a MB teria que abrir assim que possível (o Mansup der certo e tenhamos um governo de verdade em Brasília) um projeto de míssil de cruzeiro naval.
          Só que para contratar a Turbomecanicca a MB provavelmente enfrentará grandes forças contrárias TANTO oposição externa da Avibrás, COMO interna na MB já que outro grupo do núcleo original a que pertencia a Polaris formou a empresa Grupo TGM (www.grupotgm.com.br) ficou com o projeto de pequena turbina aeronáutica (UAV Falcão se ainda existe) e com o desenvolvimento de longo prazo de turbinas Navais para a MB e turbinas de geração de energia elétrica para a Petrobrás e empresas de grande porte.

          O quadro é confuso e muito difícil para a antiga Polaris…

          • A polaris só pode culpar a si própria por essa confusão. Vendeu o protótipo da turbina para a Avibras, depois se desmembrou e cada sócio foi para um lado. E fiquei sabendo que o desmembramento não foi amigável não, tanto que os antigos sócios não se bicam de jeito nenhum. Os sócios da TGM se deram bem, ficaram com as turbinas da parte comercial, onde o dinheiro flui com mais facilidade e o número de projetos é maior, especialmente na área de óleo e gás

            A Avibras tá no direito dela, afinal PAGOU pelo protótipo da turbina, portanto os direitos sobre o projeto passam a ser dela, para não ter problema a antiga polaris teria que fazer uma turbina diferente daquele protótipo que foi vendido para a avibras . No final, o que vai acontecer é a avibras comprar a antiga polaris

  15. Porque há 2 misseis na reportagem? Um parecido com um exocet (AV-TM-300) e outro igual um tomahawk ( CTM-300)? E ate hj não sei se esse missil sera igual um tomahawk e voara baixo ou será um geringonça que voa alto. Se for a segunda opção o certo a se fazer seria jogar esse trolho no lixo!.

    • 13 anos de desenvolvimento…
      AV-TM-300 era o desenvolvimento inicial, os primeiros protótipos.
      O CTM-300 é o produto finalizado com asas retráteis para poder ser encapsulado e usado nos lançadores do Astros 2020 o que OBVIAMENTE o protótipo AV-TM-300 não podia com aquelas barbatanas fixas…

      • Gilberto, creio que a mudança não se deve a isso, o AV MT 300 foi lançado do astros, a modificação deve ter sido feita para cumprir requisitos do exército, como no caso da Embraer que inicialmente queria usar asas e deriva do E190 e foi rejeitado porque não iria atender aos requisitos da FAB, do mesmo jeito, eu suponho que a Avibrás tentou pegar o um caminho mais curto e usar uma configuração que domina mais.

        • Mateus os primeiros lançamentos do AV MT 300 foram feitos no Astros mas fora do padrão operacional de combate do sistema por ser ainda um protótipo.
          O CTM 300 é encapsulado num estojo (por isso a necessidade das asas retráteis) como é o padrão normal de combate dos demais vetores do sistema.

          Numa situação operacional o AV TM 300 não deve ser lançado pelo Astros…

  16. 100 mísseis para 67 viaturas lançadoras, ou seja menos de 2 mísseis por viatura!
    Novo míssil com 500 km de alcance!
    Não seria melhor para um país como o Brasil, que possui dimensões continentais, desenvolvermos novo míssil com 1.000 km de alcance?
    Já que já dominamos a tecnologia e para uso interno, evitando assim ferir as normas do MCTR.
    Entrega em 2020, quando todos os concorrentes diretos já estiverem operacionais e todos os novos sistemas de defesa de misseis estiverem completamente operacionais.
    Prazo longo para um projeto que começou em 2005, se não me engano.
    Falta de radar que viabilize ataques a alvos móveis !
    Não seria o caso de Avibrás/EB se associarem a SIATT/FLIGHT TECNOLOGIAS ect.
    E junto com a MB, desenvolver novo sheeker do míssil Marlim (MANSUP-01), para o Matador (MCT-300)?
    Gerando assim versões Submarino/superfície, superfície/superfície e ar/superfície desse míssil.
    Algumas sugestões!
    Falta integração de nossas FAA,s para desenvolver equipamentos e veículos, gerando assim esforços muitas das vezes duplicados nos projetos.
    A propaganda é a alma do negócio, e hoje em dia os meios mais eficientes de publicidade são as mídias sociais.
    Sendo assim, se beneficiem desses meios para angariar vendas, como fazem todas as empresas do mundo !
    Cadê os videos de testes de voo, abertura de asas etc..?
    No mais, parabéns Avibrás/EB, com esse equipamento que se bem empregado se tornará um dos primeiros equipamentos estratégicos para defesa nacional !

  17. “Com duas delas é possível comprometer o funcionamento de uma refinaria de petróleo de grande porte”, considera o engenheiro militar.”

    Gostei!

  18. Creio que em relação à quantidade de mísseis a ser comprada, os 100 iniciais estão de bom tamanho, da pra usar em testes e manter uma reserva,pois mísseis imagino que não são apenas colocados em galpões de qualquer jeito e por ser nacional, na hipótese de se ter necessidade de mais em curto espaço de tempo(sei lá durante um conflito) basta liberar ordem de compra igual o caso das munições pra canhões nos diversos calibres feitos pela CBC conforme bem explicou o Agnelo em debate onde um forista comentou reportagem dizendo que não temos munição suficiente nem pra um dia de guerra/combate. No tocante ao alcance imagino eu que não há dificuldades em aumentar depois do míssil pronto.

    • Essa falácia de “munição para um dia de combate” é a mentira contada mil vezes que vira verdade. O problema do armazenamento de mísseis, em geral, é o tempo de validade do seu propelente, seja liquido ou sólido. O míssil tem que ser utilizado antes do final da sua validade. Os Matra 530F dos Mirage 2000 venceram no paiol sem nunca terem sido lançados. E vai acontecer o mesmo com os Derby.

  19. 1400kg pra 300km com uma carga de 200kg é muito pouco, isso é peso de míssil de 1000km+. Fala o alcance real logo, dane-se esse tratado, o míssil foi desenvolvido para a defesa do país, se fosse pra ter 300km de alcance era melhor ter comprado de fora.

    • Como eu disse 300 km é um míssil atrofiado para cumprir o MTCR.
      Posso apostar que tem MUITO ESPAÇO dentro do corpo deste míssil (tirando o Booster de combustível sólido) para aumentar o seu alcance.

      Com os dados de peso sem o Booster, diminuindo o peso da cabeça de guerra (200kg) e o peso da cabeça de guiagem e com uma estimativa de tamanho destas unidades poderia-se calcular quanto volume sobra na carcaça atual para colocar de combustível (grosseiramente) bastaria achar um antigo artigo da Avibrás onde se garganteou algum dado de consumo da turbina e voilá dá para dar uma bela sacada de qual é o REAL POTENCIAL de alcance desta configuração do míssil CTM-300 além dos alegados 300 Km Mauricinho…

      • Já que você deu a sugestão vou fazer uma teoria da conspiração aqui kkk
        O booster do Tomahawk pesa uns 300kg, mas ele é mais pesado do que MTC então talvez nosso booster seja um pouco mais leve, mas vamos considerar esse valor, a carga transportada como anunciado é de 200kg, considerando que a turbina provavelmente é o modelo TJ1200 da antiga Polaris o peso da turbina é de 70kg e tem um consumo de combustível específico de 1.11 kg/kgf/h e um empuxo de 1200lbf que convertendo para kgf dá uns 544,31. Considerando o alcance de 300km e a velocidade de cruzeiro de 800km/h, temos um tempo de voo de 22min e 30s, que considerando o consumo específico, seria necessário 226,57 kg de combustível. Somando tudo que tenho de informação temos: 300+200+70+226,57= 796,7kg, falta ainda na equação o peso do sistema de guiagem e o peso da carcaça, que eu duvido que somados deem 600kg que faltam. Quanto vocês acham que é espessura da carcaça do míssil e o peso do sistema de guiagem?

        • Olha dando um chute educado mal dá 15% do peso restante…
          Tirando 90 Kg sobra uns 500 kg de combustível…

          Com o cálculo de consumo que fizeste daria por volta de 900 km DURO.

          Só que temos que avaliar que a informação de consumo é do protótipo original e dificilmente esta característica não foi aprimorada pela Avibrás, do que resulta que com ampla margem de segurança esta configuração inicial desde que armada de um tanque de combustível apropriado e configurada sua eletrônica pode tranquilamente ultrapassar 1.000 Km de alcance e com plena capacidade de aumentos desta “feature’ face a ampla capacidade de funcionamento contínuo da turbina atual (40 horas) usada pela Avibrás…

        • Mais um detalhe a carcaça de um míssil como esse, provavelmente é feito de duralumínio 7075 que tem massa específica cerca de 1/3 da do aço padrão 1020, 2,81 g/cm³ contra 7,87 g/cm³. o que me faz crer que esse míssil tem potencial para alcançar algo entre 500km e 1000km de alcance, talvez o alcance de 900km que vi em alguns lugares lugares realmente seja possível, que estaria ótimo para uma versão inicial e custando o preço que custa.

        • Continuando a teoria, eu pesquisei e vi que turbina que o matador usa é TJ 1000, que tem um consumo específico de combustível de 1.18 kg/kgf/h, um empuxo de 1000lbf e um peso de 67kg, refazendo aquelas contas dá um consumo de combustível de 200,71kg para os 300km e uma soma de pesos de 767,71kg. Se o Matador for proporcional ao desenho mostrado, então o míssil sem o booster tem 4,42m. considerando o diâmetro da turbina que é de 0,35m diâmetro interno não deve possuir mais de 0,4m, como não faço ideia da espessura das chapas usadas, ou de como é a estrutura de um míssil de cruzeiro vou considerar uma espessura de 1/4 de polegada (6,35mm), que forneceria uma boa resistência estrutural, usando densidade do alumínio dá pra se achar uma aproximação do peso da estrutura, irei considerar como um cilindro para facilitar os cálculos, sei que a “cabeça” por ser um paraboloide e a parte de baixo por ser aberta aliviariam o peso, mas essa diferença é compensada pelo peso das superfícies de controle que não entraram no cálculo, fazendo as contas aqui deu aproximadamente 100,68kg. Agora falta saber o peso do restante dos equipamentos internos do míssil, se somados um giroscópio, gps, altímetro, radar e baterias não devem passar de 50kg. Somando tudo temos 919,39kg, temos ainda 480,61kg sobrando, se tudo isso for usado em combustível teríamos então mais 718,35km de alcance totalizando 1019,35km de alcance total.
          Embora meu cálculo esteja longe de ser preciso por falta de informações, ele tem precisão suficiente do MEU ponto de vista para afirmar que o Matador tem bem mais que 300km de alcance. Meu palpite é ele foi projetado tendo a marca de 1000km de alcance como meta, até porque é um número bem simbólico.

  20. Pessoal que reclama do alcance, do tamanho da ogiva, do CEP e outras coisas, não custa lembrar que esse é o 1º míssil sup-sup brasileiro e, após quase 20 anos está saindo do papel. Se entregar o que promete já está bom demais, pois é muito superior aos foguetes da Avibrás!
    Após ser comprado um lote que torne viável o produto, a Avibrás, o EB, a MB e a FAB podem pensar em versões melhores. Um passo de cada vez. Não somos os EUA que fabricam mísseis a décadas e investe pesado nisso.

  21. Essas denominações dão a entender que são 2 mísseis diferentes, mas acho que tem muito rolo com versão comercial e versão tupiniquim…
    .
    O “AV-TM 300” deve ser algo como “AVibrás-Tactical Missile 300 km”.
    O “MTC-300” seria o “Míssil Tático de Cruzeiro 300 km”.
    .
    Curiosamente, nas fotos, o AV-TM 300 é o míssil “tipo Exocet Block III”. O MTC-300 é o míssil com cara de míssil de cruzeiro.
    .
    O EB já disparou o AV-TM 300, o que tem estilo “Exocet Block III”… O outro, não tem foto nem vídeo de disparo.
    http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2014/04/MTC-300.jpg

  22. Pelo porte vai mais longe! Basta colocar mais propelente. 300 km é pro tratado…e caso de conflito acho que passa dos 1000km.
    50 m também acho pouco. 200 kg contra bunker ou navios acima de 4000t também é pouco.
    Com atualizações de software, seekers, booster, ogiva e motor, vai longe este menino.
    Uma versão vls poderia sim ser adotada pela Marinha.

      • Pode ser o russo que equipa as corvetas…que lançam o Kalibr.
        De qualquer forma, vls é o que se usa hj.
        Um erro não preverem algo do gênero nas tamandarés.

  23. Gente, é o primeiro da série, não acham que estão exigentes demais com a precisão?! Outra coisa, 50 metros para uma carga de 200 kilos de explosivo, não é muita coisa não. Isto não é um míssil ar-ar WVR que precisa estar a poucos metros.

    Tanto o MTC 300 com asas convencionais (planeio), quanto o tipo sea skimming, deverão ter versões lançadas de embarcações de superfície (Escoltas), quanto submersas (submarino). É só questão de tempo. Quanto a versão ar-sup, se a FAB não quiser tirar o escorpião do bolso, azar o dela.

    • Fez um ótimo trabalho na LOGISTICA.

      Resolveu muitos problemas e colocou para “andar” muita coisa que estava parada.

      E é um ótimo gestor.

      Concordo plenamente com seu ponto de vista.

  24. Li em um PDF que a Avibrás está desenvolvendo paralelamente uma versão naval denominada X-300.
    Basta vontade política e militar para tal míssil se tornar realidade, pois com a entrada em serviço do Marlim (MANSUP), todos os sistemas necessários para atacar alvos em movimento, estarão dominados.
    Como disse, falta integração entre forças e projetos, pois no projeto Mansup-01 temos domínio de tecnologias como Radar altímetro, Radar de busca (incluso também no MAR-01), acelerômetros, Satcom etc..
    Tudo necessário para um míssil com alcance além do horizonte.
    Também há notícias que a MB está desenvolvendo paralelamente versões Ar/Mar, Sub/superfície do Mansup, se tornando extremamente providencial a participação da FAB e EB.
    Quanto ao alcance, como disse, para um país continental como o Brasil, um míssil com 300km se torna pouco eficaz.
    Porém como primeiro projeto, se torna super válido, assim como todos os misseis nacionais.
    O bom é que esse míssil nacional não sofreu ainda da crise do “filho único” que atinge nossos projetos, como atingiu o Morcego (MAR-01), PIRANHA-B, M.S.A 5.1 etc..
    E por falar nesses sistemas de mísseis, bem que poderiam transferir esses projetos para a Avibrás e ou SIATT, ou para um grupo de empresas nacionais como ( Avibrás, SIATT, Flight Tecnologias, Xmobot,s etc).

    • Não quero que a SIATT passe nada do que desenvolveu para o Avibrás, ela que corra atrás do dela, são empresas diferentes, eu quero concorrência, sou mais um MANSUP block2 do que um Matador naval, o que temos que desenvolver é um míssil de cruzeiro lançado de um VLS, a la Tomahawk, nesse aspecto o projeto do Matador se encaixa bem.

      • E assim se perpetua a mediocridade industrial militar que tivemos a vida toda até aqui. Ótimas possibilidades em projetos militares, espalhados entre diversas pequenas empresas. Na hora do primeiro aperto de sinto, todo mundo se ferra.

    • Strobel comentou no Poder Aéreo que os projetos do MAR-1 e do Piranha B estão na SIAAT. Informação de companheiro de turma que serviu no PAMB consta que o Piranha B atingiu os requisitos, porém a produção não foi contratada.

      • É isto que não entendo. Fazem a empresa gastar o que não tem e no final deixam-na morrer a míngua. Em termos de armamentos inteligentes nacionais, a FAB tem se mostrado uma decepção. Joga contra o time.

      • Rinaldo Nery, a “Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico” SIATT informou que:
        “Depois, nós fundamos a SIATT. No primeiro momento pretendendo recomprar nossa participação na MECTRON e num segundo momento, quando o primeiro se tornou inviável, nós focamos em recomprar alguns dos ativos da MECTRON. Obtivemos sucesso na negociação com a Marinha e a Odebrecht com a continuidade do projeto do MANSUP ( Míssil Antinavio Nacional de Superfície), dando seguimento ao trabalho que a MECTRON estava fazendo. E com o Exército, o Míssil MSS 1.2 AC (Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro), dando continuidade da etapa de certificação, que hoje está em avaliação técnico-operacional.”
        …..
        Até onde nós entendemos, mas isso eu não tenho confirmação oficial, a definição da FAB foi dar continuidade do projeto com as empresas, que já estavam no programa. Então algumas das atividades da MECTRON no projeto serão transferidas para a AVIBRAS e outras para a Opto Eletrônica.” SIATT.
        Portanto os projetos tocados hoje pela SIATT são o MANSUP com a MB e o MSS 1.2.AC com o EB.

  25. A minha única preocupação é que com a venda da Embraer e seu grupo EDS ( Embraer defesa e segurança), para a Boeing percamos o domínio de todos os meios estratégicos que estamos desenvolvendo.
    Tais como o Subnuc, SGDC, Saber-M200 etc..
    Pois como todos sabem, a Atech, empresa do grupo EDS é a contratada principal para nacionalização e desenvolvimento de hardware e software dos submarinos SBR e SNB, além do console aéreo para lançamento e controle do Marlim (Mansup), nos H-225 da MB.
    Ou seja, se essa venda for concretizada perderemos todo o sigilo que teríamos nesses novos meios estratégicos.

  26. esse raio de 50 metros nao deve ser problema caso ele use carga explosiva cluster que e o padrao do sistema astros …..com isso as bombas provavelmente alcancarim todo o perometro

  27. Um míssil com velocidade de 800 km/h cobre 300 km em menos de meia hora e não em 4 horas.
    O Godoy é muito bom para os leitores leigos do Estadão mas está longe da precisão jornalística que anseia os entusiastas do tema “defesa”.
    Também não existe isso de “O míssil ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis.”. Com esse período ele dá a entender que está em desenvolvimento uma versão antinavio, que não está.
    Também o Godoy não é preciso quanto cita o MTCR e deixa muitos dos seus leitores confusos a respeito do tema.

  28. “A navegação é feita por uma combinação de caixa inercial e GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor ótico-eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo.”
    Não tem nada a ver! Esse Godoy é uma figura!!

  29. Meu sonho seria uma versão deste míssil com um alcance na casa dos 1000 km e sendo lançado por um VLS de um navio e submarino. Daria à Marinha um poder de fogo surpreendente!

  30. Bardini,
    Tem a variável relativa ao RCS do míssil. As estimativas são que o radar AESA de baixa frequência (UHF) do E-2D seja capaz de detectar um contato com RCS de 1 m² a 550 km de distância a grande altitude (claro, desde que não tenha limitação do horizonte radar, que na altitude usual de operação do E-2D é de 370 km). Um míssil classe Harpoon tem um RCS de 0,1 m² e em tese poderia se detectado a uns 270 km do avião (utilizando a regra que diz que a cada ordem de grandeza de redução do RCS a distância de detecção cai pela metade).
    Se um E-2D permanecer circulando a 300 km do navio a 8000 metros de altitude ele poderia detectar um míssil classe Harpoon a uns 570 km de distância do grupo tarefa (300 + 270).
    *A 8000 metros o horizonte radar é de uns 370 km. Além dessa distância não há como detectar mísseis sea-skimming mesmo que tenha o RCS de um Jumbo 747.

  31. Cel Neri, quem lhe disse que o Piranha “B” atingiu os parâmetros, bebeu algo muito ruim. Outra questão Cel., eu não sei porque não dispararam os Fox 530, mas os Magic foram todos queimados aqui no través de Tramandaí, na campanha de tiro junto com o 14 antes da baixa dos M 20000 e mais recentemente queimaram todos os Pithon III por aqui também, e pasme, um P IV.

    • A FAB demorou pra “perder o medo” e gastar os mísseis antes que vencessem nos paióis. Quero ver quando vão lançar os Derby. Isso se não arrancar a asas dos F-5, como você falou… O problema são os alvos. Da última vez trouxeram da África do Sul. Estamos com um projeto de alvo espanhol, dentro do offset do C-105. Não sei quem vai fabricar.

  32. Bosco, no final da corrida do míssil, próximo ao seu limite operacional, não há uma degradação do seu desempenho em velocidade, me refiro a mísseis com Motor foguete?

    • Juarez,
      Sem dúvida que há. Com exceção se ele for do tipo “míssil de cruzeiro” como o Exocet, que mesmo tendo um motor foguete sólido de queima lenta, como voa rente ao mar, tão logo o propelente acaba ele já cai ao mar ou se autodestrói porque está muito baixo para planar ou implementar uma trajetória balística.
      Se um Exocet voasse mais alto, digamos, uns 3000 metros, depois do motor foguete “desligar” ele ainda poderia ir mais longe numa trajetória balística (claro, desde que tivesse uma bateria compatível) por força da inércia. Mas ele não é programado pra esse tipo de voo e o alcance do Exocet é exatamente igual ao tempo de queima do motor.
      Em relação aos outros tipos de mísseis que tem motor foguete de queima rápida e cujo motor queima por poucos segundos, há uma degradação do desempenho cinético devido ao arrasto, até o ponto em que eles caem ou se autodestroem.
      A exceção é no caso de mísseis que utilizam o motor foguete pra subir (trajetória loft) e aí mergulham a grande velocidade sem perder capacidade de manobra, porque transformam energia potencial em cinética. Um exemplo é o Amraam AIM-120 C e D.
      Espero tê-lo ajudado.
      Um abraço.

  33. Juarez obrigado pela informação do uso dos Magic e dos Python 3, mas fico na dúvida não seria possível revalidar os Python 3, com a troca de componentes.

  34. Bosco,

    Vc não acha que a Avibrás está “escondendo o jogo” ao dizer que o missil, guiado por GPS, tem um CEP de 50km???
    Deve ser menos, não?

    • Utilizando navegação via inercial e GPS o que se espera é um CEP na casa dos 10 metros.
      Não sei até onde é um “equívoco” da Avibras ou liberdade poética do jornalista.

  35. O CEP é referente ao raio. Ele informa que há 50% de possibilidades do míssil atingir um circulo com o raio informado e 98% dele atingir um círculo com o dobro do raio.

  36. Alguns detalhes pré-MTC 300.

    O míssil só ganhou corpo, literalmente, depois da Avibras, junto com a Mectron (hoje SIATT), serem selecionadas para integrar o grupo de empresas nacionais para nacionalização e modernização do motor foguete dos antigos Exocet da MB. Projeto este vinculado a ToT do projeto HX-BR, especificamente do H225M ASuW (ou UH-15B Super Cougar).

    Então, ligando os pontos, a Avibras participa tanto na industrialização do MANSUP, quanto no desenvolvimento do próprio MTC 300, daí a semelhanças de formato e tamanho. Isso dá uma ideia se tal míssil poderá ser instalado nas embarcações da MB (Escoltas e Submarinos), ou em possíveis aeronaves que tanto a MB quanto a FAB possam ter.

    O que falta, então, é aprimorar os sistemas de navegação e designação de alvos do míssil. Além do desenvolvimento de versões de maior alcance (só que isto é um próximo passo, por agora o importante é finalizar as primeiras versões).

    O chato, mais uma vez, é ver gente querer bancar o falso pragmático, jogando contra o desenvolvimento deste armamento, torcendo pela importação de armamentos da mesma classe.

  37. Acho que tem algum engano na matéria, pois o missil não “começará a ser entregue em 2023” mas o lote inicial de 100 unidades “SERÁ ENTREGUE ATÉ 2023”, ou seja, em 2023 teremos 100 misseis estocados e prontos para uso.

    Estou enganado???

  38. A falta de pragmatismo do brasileiro se dá, qndo:

    a) insistimos em re-inventar a roda,

    b) criamos alguma reserva (burra) de mercado, para algo que realisticamente pode ser obtido lá fora mais rápido, mais barato e funcionando.

    Material bélico seja uma mísera pistola automática, ou um portentoso míssil balístico, é concebido, projetado, fabricado, comprado e colocado em serviço por necessidade das forças armadas.
    O resto é ufanismo nacionalista e tosco, além de perdulário.

  39. Será que esse CEP de 50m não é usando apenas o INS? Os livros dos anos 80/90 diziam que a navegação por INS (um Tornado por exemplo) tinha um erro de 1,8Km para cada 1000nm navegada. Isso daria um erro de 300m para um alcance de 300Km. Talvez o INS ficou mais preciso.

  40. este missil é um passo importante.
    .
    300 km não é suficiente para Nae, ele estaria bem mais distante disto, mas é suficiente para qualquer força anfibia ou contra qualquer operação NSFS. Um DDG-1000 por exemplo, fica na reta do bicho….
    .
    Seria ineteressante se no avanço e prosseguimento fosse possivel camuflar seu conjunto lançador e de controle tal como o Club K. Isto daria uma dor de cabeça enorme ao invasor tentar neutralizar as baterias costeiras….

    • Pois então, meu amigo, serão os próximos passos. O importante é dar sequência no seu desenvolvimento, além de adquirir os primeiros lotes para avaliações e as devidas correções de projeto. O que não podemos aceitar é a contínua política burra de não se comprar nada, porque “não está em pé de igualdade ao que se tem no mercado”.

    • Até que eu concordo, enquanto assim um demonstrador de tecnologias.
      Mais que isso, é jogar nosso escasso dinheiro fora.
      O foco deve ser emular o Brahmos, a partir das pesquisas do 14-X.
      Eventualmente um clone de DF-21, a partir de algum lançador de satélites, o que é praticamente default.
      E algo similar/semelhante ao ATCMS/Deep Fires, que parece ser mais adequado ao EB do que esse MTC 300.

  41. 100 misseis teleguiados nacionais com alcance de 300km e perto de se concretizar e ainda tem gente reclamando? Atrasos sim, mas nada foi cancelado.

    Capacidade única de artilharia na América Latina com isso, e poucos países do mundo tem algo desse porte desenvolvido nacionalmente.

    • 300km de distancia, que lixo, meu deus, qualquer pais asiatico, de quinta categoria faz um missil com o dobro de rendimento que esse lixo……

  42. Damos muita força teórica a um CSG. Mas nas Malvinas os Argies estiveram a ponto de acabar com a festa do CSG dos Britânicos, com o “bom e velho” Douglas Skyhawk e os Etandart. Skyhawks que naquela época já eram peças de museu no primeiro mundo. Tivessem mais equipamento e munição (Etandart/Exocet) o CSG de Sua Majestade sairia derrotado. A criatividade e o preparo técnico também fazem a diferença.

  43. Esse míssil com esse alcance, nunca teria capacidade de atingir as capitais de países vizinhos que podem vir a se tornar inimigos do Brasil no futuro, como Venezuela e Bolívia. O Brasil tem que ter a coragem para sair desse tratado MTCR, e aumentar o alcance desse míssil para no mínimo 1000 Km.
    Só assim ele poderia ser disparado de dentro do território brasileiro e atingir alvos nas principais cidades de países vizinhos, em caso de conflito.

    • Problema nao o tratado, o problema e que os tupiniquins brasileiros, nao conseguem aumentar a distancia desse lixo………………

  44. Esse míssil em formoza no centro do território não adiantaria nada num ataque costeiro em nosso pais.Mas alguns dos srs poderiam falar mas são baterias moveis,mas elas poderiam ser destruídas no trajeto,lembrando que as principais cidades são São Paulo, rj,salvador,fortaleza etc etc,esses misseis não poderiam defender nem o pré-sal e nem a base dos submarinos,nem agra dos reis.Esse míssil levou 13 anos para o seu desenvolvimento,tempo demais é vai levar mais 7,8 para entrar em produção,já vai entrar obsoleto.

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