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Com 62,5 mil homicídios, Brasil bate recorde de mortes violentas

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O Brasil registrou a marca histórica de 62.517 mortes violentas intencionais em 2016 e, pela primeira vez na história, superou o patamar de 30 homicídios a cada 100 mil habitantes. Os dados são do Ministério da Saúde e fazem parte do Atlas da Violência 2018, divulgado nesta terça-feira (5) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o estudo, o indicador corresponde a 30 vezes a taxa de assassinatos da Europa.

Em 2016, o país registrou uma taxa de 30,3 mortes intencionais por cada 100 mil habitantes –em 2015, esse índice foi de 28,9. Até então, a maior taxa já medida no Brasil tinha sido registrada em 2014, quando alcançou 29,8 mortes intencionais por 100 mil habitantes.

O Atlas traz dados de 2006 a 2016, último ano com dados disponíveis para o levantamento. Nesse período, 553 mil pessoas foram mortas de forma violenta no país, o que inclui assassinatos, latrocínios e morte em decorrência de intervenção policial. No período, os homicídios cresceram 13,9%.

De acordo com o levantamento, 71,5% das pessoas que foram assassinadas no país em 2016 eram pretas ou pardas. O estudo revela que, em 2016, a população negra registrou taxa de homicídios de 40,2 mortes por 100 mil habitantes. O mesmo indicador para brancos, amarelos e indígenas foi de 16 mortes por 100 mil habitantes.

Veja o ranking com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes:

  • Sergipe – 64,7
  • Alagoas – 54,2
  • Rio Grande do Norte – 53,4
  • Pará – 50,8
  • Amapá – 48,7
  • Pernambuco – 47,3
  • Bahia – 46,9
  • Acre – 44,4
  • Ceará – 40,6
  • Roraima – 39,7

Já os estados com os menores índices de mortes violentas foram São Paulo (10,9), Santa Catarina (14,2) e Piauí (21,8).

Leia a matéria completa no site do UOL, clicando aqui.

 

211 COMMENTS

  1. Isso é o que é registrado… imagina se conseguisse saber todos os casos, muitos só descobertos somente anos depois…

    Vivemos em estado de guerra civil diariamente e nem nos damos conta, é triste saber que muitas dessas mortes foi por motivo fútil, totalmente banal, como roubos de celular, roubo de valores insignificantes realizados para comprar drogas, vinganças/rixas estúpidas e principalmente em brigas de trânsito e brigas de pessoas alcoolizadas/drogadas.

    Falta capital cultural e bom senso para população.

    Uma lástima.

        • De boa, o número 62 mil já é muito ruim e homicídio ao contrário de outros crimes deixa um resultado óbvio que é um cadáver. Por mais que existam desaparecimentos vocês estão sugerindo que se consegue fazer desaparecer 30 a 60 mil cadáveres por ano. Se fosse realidade seria praticamente indústria.

          E isso sem contar esses supostos mortos que ninguém conhece e ninguém reclama. Lembram o fuzuê que foi o desaparecimento do Amarildo no Rio?

          A situação real já é séria demais para ainda se imaginar em cima do problema.

    • Esses números são muito maiores

      Os famosos “desaparecidos que nunca são encontrados, maioria são queimas de arquivo e desovados de uma maneira que nunca são encontrados.

      Nem 5% dos casos de assassinatos no Brasil são solucionados.

      Algo assustador

      • Caro Rodrigo. Os números de mortes violentas (essencialmente homicídios) não está relacionado à condenação do assassino. Concordo que esse é outro problema muito sério. Sobre os desaparecidos, segundo uma reportagem da Folha de S,Paulo, foram cerca de 700 mil desaparecidos nos últimos 10 anos, mas a maioria deles foram sepultados como indigentes (não identificados). Além disso, a grande maioria teve morte não relacionada a homicídio, mas foram acidentes (atropelamentos, quedas) ou doenças. Quando o relatório informa que ocorreram 60 mil assassinatos por ano, estão contabilizados todos os casos, incluindo aqueles que não foram solucionados e que as vítimas não foram identificadas (apenas a cauda da morte foi atestada como assassinato).

      • Caro Leonardo. Os números sobre mortes são contabilizadas pelo Ministério da Saúde. Eles englobam todas as mortes registradas no país, inclusive as de indigentes. Encontrei um dado na internet que menciona algo em torno de 70 mil desaparecidos por ano, mas isso não significa que todos faleceram. Agora, se uma pessoa desaparecida falecer e seu corpo não for encontrado, realmente não dá para coloca-la na estatísticas de óbitos. Por outro lado, as estatísticas são comparativas e quando os dados de óbitos no Brasil são comparados com os óbitos nos EUA ou outro país, são todos números sobre óbitos registrados (incluindo os indigentes e de crimes não solucionados). Os dados são epidemiológicos por isso foram obtidos na OMS e no Ministério da Saúde. Desaparecidos, taxas de esclarecimento de crimes, uso de armas legais ou ilegais, são dados de segurança pública que (deveriam) ser disponibilizados pelo Ministério da Justiça. Recomendo a leitura do Atlas de violéncia 2018, que está disponível pelo IPEA desde ontem.

  2. PENSO que estes dados somente vão ser alterados para menor SE a população se engajar na represália ao banditismo organizado. A começar pela urgente revogação do Estatuto do Desarmamento, que gerou essa violência toda, na certeza da falta de reação de uma população desarmada; que se acovarda e demite de cidadania.
    O homem de bem está refém do bandido patrocinado pelo Estado.

    • O politicamente correto nos ensinou há 30 anos quando a violência começou a tomar ares de que iria sair do controle, que não devíamos reagir.
      Antes, achávamos que era porque corríamos mais riscos se reagíssemos. Hoje, sabemos que foi pra preservar o oprimido que roubava porque não tinha condições de comprar um Nike. Paulo Freire fez escola!!!
      Hoje, esses “coitadinhos” atiram em você de qualquer jeito, só pra ver o tombo.
      Num país sério, que cuida dos seus cidadãos, em vendo aumentar a violência iria orientar seus cidadãos as se armarem, a se protegerem, a aprender a atirar, aprender defesa pessoal, etc.
      O nosso fez o contrário. Ensinou o cordeiro a se comportar como cordeiro quando na frente do lobo. Não tinha como dar certo!!!

      • No caso das armas é uma questão cultural de cada pais, nos EUA tem um tipo de lei no Japão tem outra por exemplo.

        Quando um pais como os EUA por exemplo arma seus cidadãos, você tem uma cidade nos EUA com 3 milhões de habitantes com um PIB local de 40 bilhões a 100 Bilhões de dólares por exemplo, numa mesma situação no México ou no Brasil uma cidade do mesmo tamanho pode ter um PIB 10 vezes menor.

        No Brasil temos áreas como as favelas onde que possuem uma população de 100 a até 500 mil habitantes que não possuem uma delegacia de policia sequer, a policia é um intruso que vem de fora.

        Nossas leis tem uma punição 10 vezes menor para homicídios quando comparada a países da Europa, Japão e EUA por exemplo, um homicida fica em media 8 anos preso no Brasil enquanto nesses países é prisão perpetua.

        Alem do que se o homicida for menor que 18 anos pode não ficar preso, ou então ir para uma fundação e ao fazer 18 anos sai já com a ficha limpa.

        Qualquer programa de tv policial você pode conferir um delinquente com uma ficha policial extensa, onde em qualquer desses países que citei ele jamais estaria solto, mas no nosso pais com as brechas jurídicas que temos ele entra e já sai da cadeia.

        Armar as pessoas vai piorar essa situação, vai acabar tendo mais armas em áreas já em conflito, tem também uma questão cultural, onde a cultura de banditismo, bebedeira e ganancia são inseridas pela mídia na mente das pessoas através de novelas, programas de tv e musicas por exemplo.

        Temos no momento uma cultura podre em nosso pais.

        Os bandidos vão continuar matando e o cidadão vai começar a matar um ao outro por coisas banais como uma briga de transito por exemplo, alem de baratear o custo das armas frias, com o bandido se armando ainda mais.

        Para se ter uma ideia a Policia Federal tem em torno de 20 mil homens para cuidar do Brasil, incluindo aeroportos e emissão até de passaportes etc, só no estado de SP por exemplo a policia civil tem um efetivo de 80 mil e a PM mais 80 mil, então podemos concluir que o governo federal é também totalmente negligente nesta área.

        A situação é bem mais em baixo, armas as pessoas é uma ideia simplista para resolver uma questão bem mais complexa.

    • Aldo, o Estatuto do Desarmamento é uma vergonha e deve ser parcialmente revogado, em especial, a parte que praticamente extinguiu o porte de armas para quem “não é amigo do rei”.
      .
      Porém, dizer que ele gerou essa violência toda é errado. A taxa de homicídios antes da entrada em vigor já estava em 26…28/100 mil hab. Aumentou para 30 e pouco. Um aumento significativo, mas nada de outro mundo para botar toda a culpa no Estatuto. Boa parte da culpa é das polícias que não funcionam, do judiciário que solta bandido a rodo e de leis frouxas feitas pelos parlamentares.
      .
      E, a bem da verdade, boa parte das vítimas são bandidos que se matam por disputas de território e outras desavenças, ou bandidos mortos pela polícia. O número é alto para caramba, mas não deve ser interpretado como se 62 mil cidadãos de bem fossem assassinados todos os anos.

      • também acredito que o estatuto em si não é o que fez descambar de vez a situação, até por que ter arma e não ter o mínimo de preparo para usar não adianta nada, aliás, aumenta ainda mais o problema, visto que no Brasil qualquer esbarrão já é motivo para te mandarem chumbo.

        Infelizmente é um problema da base cultural, a molecada principalmente, em grande parte, acham bonito ser bandido, não gostam de estudar, só querem saber de vagabundagem, aliado ao péssimo estado do país que não tem bons empregos, não oferece suporte adequado ao estudo, vide a péssima situação das escolas e de estrutura para professores, tudo é demasiadamente caro, sendo que pagamos impostos absurdos quase sem retorno algum (na verdade a situação no Brasil é de sobrevivência para a classe baixa e média).

        As cidades não tem capacidade de absorver mão de obra e os que conseguem emprego no geral são mal remunerados, em minha cidade mesmo que é bem pequena (cerca de 30k de habitantes, 90km da capital) é notório o aumento de pessoas desocupadas que ficam o dia todo mendigando moedas da população para comprar corotes de água ardente e pedras de crack, o número de furtos realizados por jovens aumenta todo ano… é complicado.

        Sem contar a prefeitura que não investe em nada que ocupe a população, a cidade não oferece praticamente nada para se fazer, nem limpeza nas ruas temos mais… é um abandono geral do estado.

      • Não se esqueçam que antes da entrada em vigor do Estatuto do desarmamento, já se implementavam leis e medidas em nível tanto estadual, como federal, dificultando cada vez mais o acesso legal a armas.

        Vide a perseguição a proprietários legais de armas efetuada por Mario Covas em SP nos anos 90, medidas provisórias do FHC tentando proibir a venda e registro de armas (que foram derrubadas no STF a época), lei 9.437 de 1997 etc…

        O fato é que, coincidentemente, a criminalidade explodiu no Brasil justamente quando se iniciou uma radical mobilização politica para banir a posse legal de armas.

      • Meu caro rafael, dizer que as polícias nao funcionam é um equívoco. Eu sou policial militar no rio grande do sul e aqui prendemos bastante, nossos índices de prisões cresce a cada ano. O problema são nossas leis e não nossas pms.

    • Pois é, venderam que proibir as armas legais era a solução para diminuir a violencia mas essa falácia da esquerda já caiu faz tempo. Pior é que ainda insistem no erro e criam malabarismos para dizer que o desarmamento salvou não sei quantas vidas como já vi em uma matéria da rede bobo, salvou só se for a vida de bandidos já que agora só um lado pode matar.

      • Pois é Snake, acabei comprando essa ideia na época, pensava que proibindo as armas de entrar no país de alguma forma melhoraria a situação, mas dai com o tempo percebi que nossas fronteiras não possuem fiscalização alguma, principalmente na divisa com o Paraguai…
        Acho que o estatuto precisa ser revisto e liberado o porte para pessoas acima de 21 anos com bons antecedentes, que façam exames psicológicos e realizem curso preparatório regulamentado e certificado pelo exército.

      • Snake,
        Esse “estudo” é maior picaretagem possível. Rigor estatístico zero. Foi feito por aquelas ONGs picaretas e saiu em toda a mídia, já que eles são os especialistas em segurança.
        Desarmar o cidadão foi péssimo, sem dúvida, mas o impacto no aumento da violência não foi tão grande assim, basta olhar os dados de antes de 2003.
        Sobre o porte de arma, penso que o teste prático deveria ser mais rigoroso do que é hoje e, talvez o exame psicológico (não sei ao certo a eficiência dele). O grande problema é a discricionariedade dos delegados federais que indeferem os pedidos de porte com base em argumentos do Sou da Paz e da Viva Rio. Os delegados federais deveriam deixar as armas nas delegacias, já que não acreditam que elas são eficientes contra violência e aumentam as chances da vítima morrer.

        • Caro Rafael. O IPEA é um órgão do governo federal vinculado ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. O IPEA nem é uma ONG nem é picareta. É o órgão serio que serve para municiar o próprio governo e sociedade de estudos sobre diversos assuntos. Eu baixei o Atlas de 2017 (o de 2018 ainda não está disponível). Comecei a ler. Recomendo a todos que leiam o relatório antes de opinar.

          • Camargoer a matéria de que o Snake falou( e Rafael em seguida) deve ser a da globo, de acordo com o “Mapa da Violência 2016 – Homicídios por armas de fogo no Brasil”, e não sobre o “Atlas da Violência”, feito pelo IPEA. O estudo do qual ele ta se ferindo é do “Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos”, se eu não me engano.

  3. Eu estudei ha uns 28 anos mais ou menos, num curso de licenciatura em Pedagogia, duas cadeiras de Fundamentos da Ação Pedagógica 1 e 2, nessas disciplinas nós aprendiamos através de filosofia, estudos, trabalhos e provas aliada práxis que: quando os governantes desvalorizam a educação, o seu povo mais diretamente, terão que construirem muitos presídios. É matemático. Supertributacão acabam empregos, falta de investimentos em educação a criminalidade aumenta e por aí vai… É estatístico.
    Simplificando bastante o povo não pode ser tratado como objeto, infelizmente. Sem ofensas.

    • Isso não explica por que existem muitos países mais pobres e com educação mais precárias que a do Brasil onde a violencia é muito menor. O que explica é uma certa ideologia que usa a pobreza para justificar os crimes e pelo jeito voce também já sofreu a lavagem cerebral dela e talvez nem perceba.

  4. O Brasil está tomado por apenas 1 corrrente ideológica nos últimos 30 anos, a mídia matou qualquer um que pensava diferente, sequestraram o país, transformaram o país em um rebanho de idiotas (basta ver as músicas mais ouvidas pelos adolescentes e adultos), virou uma zona…estão 30 tratando bandidos como vítimas, isso mesmo, aquele que estupra uma garota, aquele que rouba de um senhor através de técnicas de estelionato, aquele que mata o frentista de um posto, aquele que rouba um mercado e mata um segurança, uma dentista saindo do seu consultório…TUDO ISSO virou vítima!
    Código penal e de processo penal que simplesmente ALAVANCAM a criminalidade, transmitindo total sensação de impunidade (ninguém fica preso no Brasil), a Polícia Civil muito aquém do mínimo aceitável, Policia Militar desvalorizada em vários Estados (dveriam receber forte apoio da sociedade), grupos de extrema-esquerda atacando as policiais e defendendo abertamente criminosos (acessem os sites do Grupo Globo, os ataques são diários), professores péssimos ensinando asneiras para os alunos (inclusive muitos bandidos nascem em sala de aula, sistema de ensino frouxo, com grande curricular péssima, que se curva diante de maginais que agridem alunos, professores, diretores e atrapalham aulas, marginais que são tudo MENOS ALUNOS etc…o mau cidadão já é visível dentro da sala de aula), não constroem presídios, não reformam os presídios existentes, os presidiários ficam desocupados dentro de uma cela que parece tudo menos uma cela de presídio (tem frigobar, TV, computador, celulares, cama box, churrasco etc…), manda esses vagabundos quebrarem pedra, abrir buracos etc… mídia de extrema-esquerda fazendo ataques dia e noite contra valores familiares, contra bons valores como trabalho, respeito, honestidade, esforço, amizade etc…vendendo aquilo que eles chamam de “cultura”, políticas de “transferência de renda” que são alicerces para o aumento da criminalidade, pois desvincula o ESFORÇO/TRABALHO do RESULTADO, atingindo principalmente jovens, tão verdade que o grosso da violência no Brasil na última década e nos últimos 3 anos foi especialmente em locais onde há grande incidência dessas políticas.
    ……………………………..
    Na minha opinião o Estado, juntamente com essa corrente totalitária de pensar, fez tudo o que não deveria, trabalhando arduamente para levar o país a essa situação. Na minha opinião a tendência é piorar muito, se o mesmo grupo totalitário continuar mandando na política nacional logo estaremos com 100 mil assassinatos por ano.
    …………………………….
    Ahhhhh e você que discordou do meu comentário, olhe para a sua casa: muro alto, grandes nas janelas, nas portas e nos muros, 2 chaves por porta, barra de ferro atrás da porta, cerca elétrica, portão eletrônico, cão de guarda, alarme e câmeras, guarda de bairro, grupo de whatsapp para vigiar o bairro,seguro contra roubo na casa e no carro…muitas casas sequer tem visão da rua de tão fechadas. Muitas crianças sequer brincam nas ruas! As pessoas tem medo de andar com câmera fotográfica nas ruas, com bolsa, com celular (tem até seguro contra roubo para celular), medo de estacionar o carro em locais centrais, medo de sair a noite, medo de ficar na frente de casa à partir das 22 horas.
    Nós estamos vivendo em um país doente, vamos acordar! Nós que estamos presos e doentes, muitos sequer percebem a situação! Comparem uma rua de qualquer cidade do Uruguai, Canadá, Suiça, Japão, Austrália com nossas ruas. Nossa arquitetura é de GUERRA. O pior de tudo: Vai tentar comprar uma arma para deixar dentro de sua CASA! O ESTADO VAI ACABAR COM A SUA VIDA! Tu vira bandido apenas nesse ato!
    Até onde eu sei aqui no FORTE é permido falar de política, então fiz uso disso…espero não ter usado palavras inapropriadas.
    Abraço!

  5. E esses são os crimes consumados. E quanto aos crimes tentados e não consumados? Passam de 200 mil as tentativas.
    E o tanto de gente que fica com sequelas graves (paraplegia, cegueira, coma permanente, lesão cerebral grave, tetraplegia, etc.) e não entra na estatística.
    Estamos vivendo um caos e não há esperança… só vai piorar. Não há nenhuma luz no fim do túnel!!!
    E querem saber de uma coisa… o brasileiro não merece coisa melhor não. Tá até bom!!!

    • Quando um individuo é alvejado, leva facadas ou qualquer coisa desta natureza e não morre no local do crime mas no hospital , o governo manipula os dados .

      Já estamos na casa dos 70.000 por ano amigo!

      • Caro Gabriel.
        Os dados usados pelo Atlas da Violência foram compilados da OMS e do Ministéirio da Saude, classificados usando o CID10. Portanto não importa se a vítima morreu no local ou no hospital dias depois. Nos dois casos, o registro de óbito irá classificar como a causa da morte a ação externa. A metodologia está bem explicada no relatório do IPEA. Vale a pena consulta-lo para entender como foram obtidas as informações.

  6. Concordo em parte Ivan. Gasta-se muito em educação no Brasil, dinheiro que pelo visto é mal empregado, como mostram os indicadores. Talvez o excesso de tributos, principalmente em momentos de crise econômica e financeira, como o caso do Brasil, além dos muitos prejuízos à economia, seja um dos incentivadores da criminalidade, pois contribui para a diminuição de vendas, diminuição do poder de compra, e por consequência o aumento no número de desempregados que muitas vezes se vêem sem outra opção senão a marginalidade. A curva de Laffer mostra bem a relação entre tributação x arrecadação, alta sonegação e baixo crescimento econômico de uma nação. Outros fatos a serem considerados: a estratégia no combate à criminalidade, para mim ineficaz por falta de inteligência policial e recorrente emprego das FFAA no papel de polícia, a lei do desarmamento da população, um sistema penitenciário desprezível e leis penais e de processo penal muito brandas.

    • Não a dúvidas de que o dinheiro gasto pelo governo é mal gerido, isso em todas as áreas. Infelizmente o excesso de burocracias faz com que até mesmo os dados estatísticos sejam deturpados, o Brasil é um trem desgovernado e boa parte da população que não quer nada com nada se aproveita dessa situação de caos para criar mais caos ainda.

  7. Isto alimenta a popularidade de certos “salvadores da pátria” que prometam, basicamente, matar os bandidos. Uma lástima.

    • Caetano Veloso e Chico Buarque farão um show, patrocinados pelo PSOL, para os bandidos, exortando-os a abandonar o crime espontaneamente. Que tal? Tá bom pra você?

    • E também tem aquelas passeatas onde todos estão de branco pedindo paz e soltando pombinhas brancas. Elas são ótimas para reverter a crueldade dos oprimidos que resolveram atravessar a linha e viraram opressores.
      Funciona que é uma maravilha!!!

    • Não sei como idéias tão mal explicadas conseguem encantar tanta gente.
      Se ele explicasse como vai funcionar a coisa eu poderia analisar e concordar ou não. Mas o traste não fala nada além de bordões que surtem efeito em um lado sombrio de cada um de nós, uma esperança quase infantil de que a pessoa que fala aquilo terá a capacidade de realizar.
      Mas como??? Por quais caminhos legais? Vai facilitar o porte de armas pra sairmos atirando uns nos outros, é esse o plano?

      • Simples: fará o bandido pensar duas vezes porque não sabe se você está armado ou não. Se ele não estiver cheirado não vai querer morrer. Precisa desenhar?

        • Eu sou totalmente pró-armas, mas achar que só isso irá diminuir a taxa de homicídios e a violência em geral é bobagem. Precisa bem mais do que isso e, a bem da verdade, depende muito mais dos governadores do que do presidente.
          Bolsonaro, por ora, apresentou pouquíssimas propostas. Seu eleitorado é formado por pessoas que tem fé cega no “mito”. Posso até votar nele contra alguém de esquerda, mas ele é bem limitado.

          • A defesa pessoal é como o goleiro, é a última linha de defesa contra o crime. Ela ajuda, mas está longe de ser solução para a violência.

            Acredito que a solução de curto prazo vai passar pelo aumento massivo da comunidade carcerária e mesmo isso não vai resolver se as prisões continuarem como o purgatório sem controle que é hoje, principalmente pelo descontrole.

          • Caro Renato. Os dados do Ministério da Justiça mostram o contrário. Nos últimos 14 anos, a população de encarcerados no Brasil cresceu 260%, chegando ano passado a 726 mil (segundo apurei em uma reportagem da Agência Brasil (EBC) “Com 726 mil presos, Brasil tem terceira maior população carcerária do mundo”. Neste mesmo período, o número de assassinatos passou de cerca de 25 para 30 homicídios por 100 mil habitantes (um crescimento de 20%). Portanto, o aumento da população encarcerada não reduz a taxa de homicídios.

        • Caro Cel.Nery. Creio que a premissa esteja errada. A existência de penas (levas ou pesadas) não desestimula um indivíduo de cometer um crime. Alguns estudos mostram que quando o benefício parece ser grande em relação ao risco, o indivíduo tende a aceitar a aposta. Os resultados mostram, por exemplo, que em em cara-e-coroa (50% de ganhar, 50% de perder) se o ganho financeiro for maior que 2,5 vezes a perda, a maioria das pessoas tende a aceitar a aposta. Além disso, a maioria dos homicídios são por causas fúteis (ciúmes, embriaguez, vinganças). Nesses casos, o homicida não está avaliando racionalmente as consequências. Por fim, a grande maioria das vítimas são jovens masculinos entre 15 a 25 anos, negros, pobres e de baixa escolaridade. Um grupo que não se caracteriza pela avaliação racional das consequências de seus atos.

          • Não estou pensando nessa premissa. Estou pensando no meu direito fundamental de defesa da minha integridade física e do meu patrimônio. Como eu possuo arma, tenho porte legal e sei utilizá-la muito bem, não pensarei duas vezes em “queimar” um criminoso, seja ele branco, preto ou pardo, de 15 a 25 anos. Farei-o conversar com Jesus mais cedo. Se eu não o fizer, ele fará comigo sem titubear e sem remorso.
            Mas pode ter certeza que não vou assassinar ninguém por conta de uma briga de trânsito.

          • Caro Cel.Nery. Entendo sua posição mas tentei avaliar a questão do ponto de vista do número de assassinatos. O que tentei ponderar foi que o fato de existir pessoas armadas de um lado não irá desestimular as pessoas do outro lado de cometerem um crime. O criminoso não leva em conta o real risco de ser morto (alguns até entram em conflito com a PM apostando na sorte, que não existe) Concordo com o seu (e o meu) direito de autodefesa. Contudo discordo que isso seja suficiente para desestimular outra pessoa a cometer um crime contro o Senhor ou contra outra pessoal. Aliás seu exemplo sobre seu discernimento sobre a violência no trânsito é muito bom.

        • Então é esse, de fato, o plano!?
          Que coragem hein, vai ser mole pros comunistas tomarem o poder por revolução armada!
          Vai ser tanta morte no trânsito que vamos mudar a estatística de 71,5% de pretos ou pardos.
          Uma vez que apenas uns 10% das mortes no Brasil são investigadas, é mais lenha pro fogo em que se transformará nossa sociedade. Já tem algum plano de vazar do Brasil? É pra lá longe que vai querer mandar seu filhos.

          • Sim, faz parte do plano. Além de mudanças nos Códigos Penal e de Processo Penal, bem como na Lei de Execuções Penais. Sem a hipocrisia dos gramscistas e fabianistas. Não me consta que nos EUA (País mais armado do mundo) haja tiroteios no trânsito. Mas aqui há muito, nas Linhas Vermelha e Amarela. E não são causados pelas pessoas de bem! Leve uma pomba branca no seu carro.

          • Caro Nery,
            Gostaria de ter uma Glock em minha casa e, eventualmente, poder andar com ela. Atiro bem, gosto de armas em geral. Meu pai as vende (ficou prejudicado com as proibições), ou seja, não sou exatamente da turma da pomba branca.
            Falo sobre as eleições vislumbrando possíveis perspectivas de futuro para meu país e meus filhos.
            Aceito opiniões diversas, principalmente qdo os que as proferem são bem informados, conto que seja seu caso.
            O problema é que vejo pessoas razoáveis caindo na conversa simplista de quem não tem nada realizado pra mostrar, e, opinião minha após procurar, nada na cabeça.
            Mas cada um segue o líder que acha que deve.
            SDS

          • Fabiano, obrigado pelos esclarecimentos. Desculpe se não fui educado mas, acredito que para problemas radicais somente soluções radicais. Cansei da hipocrisia e más intenções da esquerda psolista. Parece que descobriram o assassino da vereadora: é um bandido negro. Mas, agora, pra mídia canalha não interessa divulgar. O assassino não é um policial, como eles queriam.

  8. Campanhas de desarmamento derramaram uma enxurrada de armas nas mãos dos bandidos (desviadas das entregas – alô, policiais corruptos, será que um parente seus não poderia acabar vítima disso, ou até mesmo vocês?). E nossos bons vizinhos Paraguai e Bolívia deram sua contribuição com armas e drogas.

    Legislação cada vez mais leniente com o crime e decisões judiciais cada vez mais rigorosas contra a legítima defesa, o estado de necessidade, o estrito cumprimento do dever legal fazem o combate ao crime virar uma tragicomédia.

    Abobalharam e acovardaram o povo com frases de “se reagir é pior”. Sei. Nunca divulgam as reações bem-sucedidas (exceto no WhatsApp e no YouTube). Há o tempo certo para evitar, fugir de ou reagir a uma tentativa de crime. O negócio é reagir certo na hora certa. Para mim, deu certo sempre que reagi porque fiz a coisa certa na hora certa. Graças a Deus, nunca me dei mal nisso.

  9. Não é demais enfatizar: esses 62.517 mil são somente os casos de homicídios constatados. O número de desaparecidos por ano no Brasil (dentre os quais muitos mortos) são mais a metade de todo esse total. Sem contar o número de estupros: 49.497 registrados pela polícia, por ano.

    Para lembrar: o Brasil tem o mesmo número de mortos em uma ano por homicídio que a Inglaterra teve de civis mortos durante TODA a II Guerra Mundial, o conflito armado mais sangrento da história!

  10. Essas matérias tendenciosas de esquerda e o próprio governo alimentando o ativismo racial.
    Se um estrangeiro ler a matéria vai pensar que a população branca está matando a população negra. Ou que os mais velhos estão matando os jovens.
    Por que os dados não informam quem matou e qual a provável causa ou contexto dessas mortes?
    Claro que há situações diversas.
    Algumas pessoas foram mortas em assaltos.
    Outras em confronto com a polícia.
    Outros casos trata-se de briga entre facções, inclusive pelo menos uns 100 ou 200 naqueles casos de janeiro do ano passado.
    Cerca de 550.000 mortes no desgoverno que dizia ser bom para o social.
    No desgoverno anterior que dizia ser bom para o nordeste, a região que antes era pacata, se tornou uma das mais violentas do mundo…

  11. Apenas consequência dos governos de esquerda. O discurso deles usa a pobreza para justificar os crimes, pode ter certeza que isso faz com que muitas pessoas que tem menos não pensem duas vezes em partir para o crime. Esse discurso cai por terra simplesmente comparando com outros países que sejam mais ou tão pobres e desiguais quanto o Brasil, a Indonésia e a Índia, por exemplo, são mais pobres e bem menos violentas. Sem contar a impunidade, estão sempre criando artifícios para proteger e tirar criminosos da cadeia cada vez mais cedo.

    Uma prova disso tudo é que onde a violencia mais dispara é justamente no nordeste, região em que essa ideologia tem praticamente domínio absoluto.

  12. O aumento da violência é resultado de vários fatores que todos conhecem, inclusive nossos “representantes”.
    Uma educação construtivista (sempre um nome bonitinho) apoiada nas teorias de Paulo Freire e que vem imbecilizando nossas crianças e jovens há décadas (isso não é invenção de FHC, Lula ou Dilma). O resultado é refletido em toda a nossa sociedade, empregos, tecnologia, saúde e, claro, segurança. Hoje ensinam nossas crianças a fazer sexo anal sem dor ou por uma camisinha no parceiro com a boca, mas muito pouco ou nada é ensinado de ciências. Quem pode, paga por um ensino de qualidade, muitos desses serão amanhã chamados de elite fascista ou burgueses porque seus pais se esforçaram para educá-los.
    Um outro fator importante é a influência do marxismo na elaboração de nossa constituição e instituições. Com o discurso vitimista conhecido de que o criminoso é uma vítima da sociedade e para protegerem a si próprios e a seus próximos, a influência marxista gerou leis que protegem os bandidos, atam as mãos dos homens da leis e encurralam a sociedade e o cidadão de bem, fazendo do Brasil um país onde o crime compensa.

  13. “De acordo com o levantamento, 71,5% das pessoas que foram assassinadas no país em 2016 eram pretas ou pardas. O estudo revela que, em 2016, a população negra registrou taxa de homicídios de 40,2 mortes por 100 mil habitantes”

    Mas desses 71,5% de pessoas pretas e pardas, quantas tbm foram assassinadas por pretos e pardos ?

    Pergunto isso, pq nessas horas esquerd0pata adora usar essas estatísticas, para dizer que somos um país racista, mas não mostra o outro lado pq seria muito incômodo para eles, afinal negros matando negros não é racismo, eae cairia por terra suas teorias.

    Na minha opinião oq gera tanta morte no Brasil são basicamente duas coisas, DROGAS que tomou conta de nossos bairros, hoje é difícil de não conhecer uma cidade que não tenha 1 traficantezinho em cada quadra, e claro a falta de qualidade na nossa dex-EDUCAÇÃO paulo freiriana, se conseguirmos resolver esses 2 problemas, acredito que vamos melhorar no mínimo uns 80%

    • Na mosca mesmo viu, é f… ter que manter os filhos sempre dentro de casa e tal por causa dos caras da “firma” que ficam pelas esquinas. Nunca se sabe quando vai chegar outro dando tiro pra tomar a boca de fumo. Professores que ensinam suas ideologias toscas a nossas crianças e nós pais temos que nos desdobrar pra reverter certos “ensinamentos”.

    • Com certeza.
      Essa turma sempre transforma isso numa questão racial. Eles omitem que o mesmo mapa mostra que a proporção de negros que morrem é quase identica à dos negros que matam. Óbivio. São negros de periferia, baixa educação, sem apoio do estado e em grande parte envolvidos com drogas. Não tem nada com questão racial.
      Eu gostaria de ver uma pesquisa que mostrasse a porcentagam de brancos de periferia envolvidos com o crime e mortes. Será que seria diferente?
      A quem interessa a divisão de classes, sexo, cor, religião ou raça? Adivinha.

      • Melkor, isso interessa para os globalistas e esquerd0patas, pois é assim que eles CONTROLAM a população mundial, o conceito deles é baseado na cultura do medo, pois assim eles vão moldando o comportamento do ser humano, e como consequência dessa mudança, conseguem fazer as pessoas a “PENSAR” (ter as ideias) igual à eles, com isso vemos uma DITADURA de ideias, é isso que acontece no Brasil há 30 anos.

        • só completando, cultura do medo é o POLITICAMENTE CORRETO que vemos hoje em quase tudo, é a segregação e o empoderamento de classes, sexo, cor, religião, raça como foi muito bem mencionado por vc.

    • Alessandro, essas informações que vinculam assassinatos com cor de pele são totalmente erradas. O Paulo Cruz, professor e historiador, que inclusive é preto, fez uma matéria excelente para o jornal Gazeta do Povo, leia aqui: https://www.google.com.br/amp/s/www.gazetadopovo.com.br/blogs/paulo-cruz/2018/04/19/racismo-estatistico/%3fformat=amp
      Ele utiliza os próprios dados do Estado e de ONGs para mostrar o quão é mentiroso essa falácia de que morre mais pretos do que brancos no Brasil. Essas ONGs e mídia somam os números de pardos e pretos, chamando de negros (que é raça e não cor)
      Quando você abre os dados de mortes de negros você percebe que morre 8 vezes mais pardos do que pretos… E daí sim fica latente que morre 3 vezes mais brancos do que pessoas pretas.
      As ONGs mentirosas simplesmente somam os pardos ao pretos (pardo+preto) e confronta com brancos. Porém pardo não é preto e nem branco, pardo é pardo, é o famoso mestiço.
      Curiosamente mesmo diante do dados mentirosos das ONGs, ainda assim estados do Sul, SP, MS e GO morrem mais brancos do que negros (pardos + pretos)…os dados são tão mentirosos que mesmo assim nesses estados os brancos são as maiores vítimas. Quando você confronta preta x branco daí sim o abismo fica maior, morre muito mais brancos nesses estados.
      Observação: a matéria é do Paulo Cruz que é preto… O próprio prova que morre 3 vezes mais brancos do que pretos no Brasil.
      Abraço!

      • Essas ONGs utilizam o mesmo modus operandi ao calcular a população carcerária, nesse caso eles consideram todos os pardos como negros, porém não utilizam o mesmo método quando o calculo é em relação aos negros e pardos nas universidades, nesse caso eles separam os dois, muitas vezes o pardo até se torna branco.

  14. Uma coisa importante que esqueci de mencionar, e para mim creio ser o mais importante de tudo, falta a maior parte da população crer em Deus (independente de religião ou igrejas, templos), ou simplesmente crer em uma força maior que seja, que permita ter amor ao próximo e assim perceber que a violência não é o caminho.

    Porém, enquanto isso não é possível não podemos nos descuidar como pessoas e de nossos lares e aqueles que possuem filhos, que olhem por eles e que os eduque como cidadãos responsáveis e de bem, que cresçam conhecendo os valores morais e bons costumes e que fiquem atentos as “amizades”, não os deixem simplesmente crescer focados na tela do PC ou do celular… deem amor e carinho.

    • Não sou católico.
      Mas não podemos negar que até a década de 1960 o Brasil e o mundo eram mais conservadores.
      Valores como a virgindade da mulher eram valorizados.
      Hoje em dia se uma moça de 18 anos ainda é virgem é alvo de bullying.
      Ou o/a jovem de 18 anos que não toma bebida alcoólica.
      Filho não respeita os pais, alunos não respeitam professores, bandido não respeita mais a polícia, cidadãos não respeitam mais presidente nem prefeito (não falo nem de concordar ou não mas de pelo menos ter um respeito reverencial – não posso simplesmente sair na rua xingando deputado, senador, ou em aviões, muitas vezes sem nem saber o que ele fez de bom ou ruim).
      Os filhos não têm mais referenciais, pois agora cada um faz o que quer.
      Os diretores de novela são quem decide o que os jovens deverão fazer…

      • É isso aí Nonato, a inversão de valores que a esquerda “politicamente correta” dividiu o país em norte pobre x sul rico, pretos x brancos, pobres x zelite, héteros x gays, nóis x eles, bandidos são vítimas da sociedade burguesa capitalista. Uma das regras do socialismo: dividir para conquistar, emburrecer para fazer massa de manobra!

    • Nos presídios, a maioria dos bandidos acredita em Deus. Tem um monte de padre pedófilo e pastor estelionatário que acredita em Deus e tem Jesus no coração.
      Aliás, se o bandido mata e depois aceita Jesus no coração, está de boa e vai pro céu, então não tem problema em praticar crimes.
      Respeito pelo próximo não tem nada a ver com religião ou acreditar em Deus. É apenas uma questão moral. Uma pessoa pode respeitar o próximo e não cometer crimes sem acreditar em Deus.

      • Olá Rafael, talvez eu não tenha conseguido passar a mensagem corretamente, por isso acho que você não entendeu corretamente o que eu quis dizer.

        É como eu disse, independente de religião ou de acreditar em um deus ou não, falta amor e respeito ao próximo, hoje em dia as pessoas são agressivas, estressadas, mal humoradas e sequer fazem questão de entender o que se passa no contexto do ambiente em que transita, hoje em dia todos são ávidos em tirar conclusões precipitadas e de julgar erroneamente.

        Por isso penso que, talvez, seja falta de meditar um pouco, e não se engane, quem busca verdadeiramente a Deus, jamais irá cometer crimes como o que você citou, essas pessoas que buscam o mal, de modo geral, podem até dizer que “aceitou” Jesus no coração, como você bem mencionou, mas os que creen verdadeiramente sabem, a verdade não é essa.

      • Bandidos que acreditam em Deus? Peraí qual deus? Não me faz rir, se acreditassem de verdade não fariam crimes cruéis. Acreditar por acreditar não inibe ninguém a fazer o mal, é preciso ter fé e conhecer o valores morais do cristianismo e depois de tudo isso aceitá-los e praticá-los. Há muitos que saem das prisões e voltam ao crime e há os que não e nesses talvez a explicação seja conhecer a Deus, esses poucos convertidos é melhor que nada.

        • Diego. Vários radicais religiosos (islamicos, cristãos, etc) comentem assassinatos cruéis, inclusive de crianças, em nome de suas religiões. A religiosidade não tem relação com criminalidade. Inclusive, ser ateu também não leva uma pessoa a ser criminoso. Esta argumentação é bastante equivocada.

          • Olá Rafael, um resuminho do que é acreditar de verdade para mim.

            Acreditar de verdade é quando você entende o sentido do que você está fazendo/seguindo e não se desvia do caminho, no seu íntimo você sabe que ao seguir esse caminho, você está buscando e contribuindo para você mesmo e seus familiares, amigos, conhecidos e sociedade em geral ter uma vida melhor.

            Aquele que crê em deus e tem fé de forma verdadeira, não tem o por que de querer mal algum aos seus semelhantes, ou qualquer ser vivo que seja.

            Ter fé e acreditar em alguma força maior é opcional, mas pode ter certeza que em momento de dificuldade extrema, onde tudo parecer perdido é reconfortante saber que você ainda tem algo onde segurar.

            Te recomendo a leitura dos Salmos 23, 91 e 121 do Novo testamento.

            Abraço.

        • Estou falando de valores tradicionais.
          Não apenas dizer que vai a igreja.
          Até recentemente cerca de 70% da população se dizia católica, não praticante.
          Realmente, nos presídios há um forte trabalho de algumas igrejas neopentecostais. Hoje em dia está na moda ser evangélico.
          Há cem anos ou há 40 ser “crente” era motivo de vergonha ou hostilidades.
          Meu bisavô morava no sertão da Paraíba.
          Teve que fugir para o Ceará pois estavam queimando igrejas evangélicas.
          Independentemente de alguém ser católico ou evangélico de boca, o fato é que a sociedade, que nunca foi perfeita, perdeu os valores morais.
          Há 40 anos era inconcebível um aluno se insurgir contra um professor no ensino fundamental.
          Os alunos tinham receio de sofrer reprimenda.
          Hoje em dia, os alunos seguem o que a mídia, as redes sociais ou “xxxxielle” disser que é correto, inclusive se isso significar falar mal da polícia.

          • Caro Nonato. Longe de mim dizer como alguém deve cuidas de seus filhos. Contudo, meu avó era Pastor e minha avó professora de ensino fundamental. Todos fomos alfabetizados antes de entrar na escola. Na casa de meus pais, na casa de meus tios e na casa de meus avós havia uma pequena biblioteca que todos tinham permissão de usar, inclusive as crianças. Hoje eu também tenho uma pequena biblioteca. O resultado é que em casa todo mundo lê bem mais do que 55 páginas por dia. Em minha família, as crianças aprenderam a ler vendo os pais e avós lendo. Mas como disse, não cabe a mim julgar como cada família trata as suas crianças.

          • Quando falamos de valores tradicionais, tais valores estão enraizados na sociedade.
            Não se trata de obrigar nenhuma família a fazer nada nem de virar bagunça.
            Alguns valores são fundamentais.
            Uma espécie de disciplina, hierarquia, respeitar os mais velhos, respeitar as pessoas, respeitar marido e mulher.
            Mas hoje em dia vivemos na sociedade do hedonismo, do prazer imediato, da bagunça sexual, que todo mundo decide o que vai fazer não importa se é uma criança praticar sexo, ou um adolescente, namorado de 15 anos dormir na casa da namorada, se é uma moça de 16 anos ir a um baile funk, se é um adolescente decidir pintar o cabelo de verde ou azul, ou colocar uma argola no nariz ou até decidir que não quer mais ser homem ou mulher porque os “teóricos” da ideologia de gênero disseram que ser homem ou mulher é uma questão cultural.
            Que nascer homem ou mulher não tem importância nenhuma.
            O importante é o que você, influenciado por esses grupos, decidir ser.
            Não existem mais referências.
            É cada um por si.
            Casar é até dar certo.
            Se houver uma briga cada um vai para sua casa.
            Sexo todo mundo faz a vontade.
            Antigamente um rapaz ficava todo feliz ao casar e ter sua esposa pois o casamento era a única forma de ter uma vida sexual, perfeita ou não.
            Hoje em dia, faz-se de tudo já no primeiro dia, das mais diversas formas, e mesmo assim, no casamento ou fora dele as pessoas vivem insatisfeitas.
            Vapores morais são uma referência de vida.
            Tipo ninguém trabalha porque gosta, mas porque precisa.
            No trabalho você tem que aguentar o chefe porque precisa do trabalho.
            No casamento ou no relacionamento você tem problemas mas a solução não é pular fora.
            Antigamente era assim, casou assuma suas responsabilidades.
            Quem não tem valores morais pode fazer qualquer coisa errada, inclusive matar, roubar, corrupção, etc.
            Onde há valores morais, há disciplina.
            Se não há valores morais, o que impede um indivíduo de desrespeitar as regras de conduta ou até mesmo as leis penais?
            Uma vez um ladrão levou um carro no qual o pai havia deixado uma criança.
            Parece que foi no Rio grande do sul.
            Quando o ladrão percebeu que a criança estava no carro, parou e ligou para a polícia.
            No noticiário, passou a gravação, algo tipo: “alô, é da polícia? Aqui é o ladrão. Roubei um carro mas tinha uma criança dentro.
            Podem ir buscar em local tal. Mas avisem ao pai que se eu encontrar a criança abandonada outra vez, acabo com ele”.
            Ou seja, um ladrão, que rouba, metido a moralista…
            O mesmo ocorre com presidiários que violentam estrupadores.
            Bandidos que assaltam, matam querem praticar violência sexual contra estrupadores como se eles tivessem valores morais…

  15. Basta ver a reportagem do fantástico de domingo.
    Se facções dominam fronteiras e nada é feito, por que ficar chovendo no molhado?
    A situação mostrada no fantástico já tinha sido objeto de reportagens no mesmo sentido há uns três anos
    Não precisa reinventar a roda.
    Onde estão as polícias e as forças armadas que não identificam quem são os líderes das facções e quadrilhas de traficantes, não prendem todos eles e desmantelam o tráfico?
    Não adianta ficarem 3 mil homens no Rio patrulhando as ruas e o crime organizado continuar atuando e as autoridades não saberem quem são, como atuam, onde estão…
    A polícia federal não deveria ser empregada apenas para investigar políticos, mas, também, principalmente o problema número 1 do país.
    Não há necessidade de se gastar bilhões e bilhões.
    É só fazer o feijão com arroz bem feito.
    No Rio, por exemplo.
    Após décadas de prisões, investigações, ninguém sabe como funciona o tráfico de drogas na cidade?
    Ninguém sabe como é que se dá a venda ao usuário?
    Como a droga chega na cidade?
    Sei que há dificuldades de diversas naturezas.
    Tipo audiência de custódia.
    Mas isso não seria motivo para ver o tráfico atuando impunemente por décadas…
    A fronteira é outro exemplo.
    Ter uns 3 mil homens atuando em alguns locais deve ser a rotina das forças armadas e policiais.
    Vez por outra passa na TV pessoas jogando cigarros no rio, em Foz do Iguaçu…

  16. Algumas considerações…

    Cabe aos cidadãos se policiarem também, não comprem produtos de origem duvidosa, não usem drogas, não entrem em brigas desnecessárias, não frequentem lugares onde sabe-se que é grande o risco de confusões, seja paciente no trânsito! Seja o melhor amigo de seu(s) filho(s), se interesse pela vida dele(s), seja presente(s), inclusive na vida de seu cônjuge, se acha que não tem tempo para isso, trate de arrumar.

    Parem de tentar dar um jeitinho brasileiro em tudo, não pague propina.

  17. Puts. O Brasil produz mais mortos em um ano do que todas as baixas americanas durante toda a Guerra Do Vietnã. E ainda existem aqueles que negam que o Brasil esta em guerra civil. Os que possam, fujam dai o mais rapido possible. Vergonha.

    • Caro João. Em 2016, ocorreram 17250 homicídios nos EUA (praticamente 1/3 do que ocorre no Brasil). O problema é que dos 25 paises com maior taxa de assassinatos, 12 estão na América Latina (Honduras tem uma taxa de 90 assassinatos por 100.000 habitantes, Venezuela 53, El Salvador 41, Guatemala 40, Jamaica 39, Colombia 30. Brasil 30). O problema é bem mais complexo.

      • Não conheço esses dados Camargoer, mas sendo estatísticos temos que levar em consideração o universo considerado, como a população desses países, e a confiabilidade das pesquisas. No caso dos EUA especificamente são +/- 1/3 do no Brasil para uma população aproximadamente 50% maior.

        • Caro Dan. Segundo o relatório, 70% dos assassinatos ocorrem por meio de arma de fogo e praticamente 50% são jovens ente 15 e 25 anos do sexo masculino (a maioria negros). As regiões mais violentas relacionadas a baixo IDH (baixa renda e baixa escolaridade). Estes são dados concretos. Contudo, eu também suspeito de que grande parte dos assassinatos estão relacionados ao tráfico, principalmente quando se percebe que as áreas mais violentas no México são aquelas próximas à fronteira com os EUA. Os registros mostram que cerca 5 mil mortos por policiais (8%). Uma reportagem do G1 mostra que em SP, cerva de 80% doa assassinatos são por motivos fúteis ou impulso (brigas, ciúmes, embriaguez, vingança, etc). Portanto, sobrariam cerca de 12% de crimes relacionados diretamente ao tráfico. Mesmo que estes números sejam apenas aproximados, a conclusão é que a não se pode colocar somente o tráfico como a origem dos assassinatos. O tema é complexo e não pode ser debatido por achismos. Explicações simples provavelmente estarão erradas.

        • Engraçado que foi justamente na AL que foi declarada guerra contra às drogas, a neoconzada foi ao delírio! – “Ah nossas crianças e jovens estão salvos! Iremos eliminar todos os traficantes da face da terra e mundo viverá em paz! Viva Olavo de Carvalho!” – O resultado foi o fortalecimento financeiro e militar dos cartéis e suas guerras urbanas sangrentas como as que ocorrem no Brasil, México e outros.

        • Olá Dan. Em outra reportagem do G1, há um dado interessante. Em SP, ocorrem por ano cerca de 5400 homicídios, sendo apenas 230 latrocínios (4%). Outro dado interessante é que 2/3 dos homicídios em SP foram considerados dolosos (que houve intenção de matar). Portanto, é preciso muito cuidado para fazer afirmações sobre causas. Os dados são complexos. A única conclusão objetiva é que a situação é grave e não é algo recente. Os dados do Atlas da Violência de 2017 traz dados desde 2006 e as taxas de homicídio no Brasil já eram altas (26 mortes por 100,000 em 2006 para 30 mortes/100.000 em 2018)

          • SP esclarece cerca de 40% dos homicídios (muito acima da média nacional, diga-se de passagem). Portanto, não dá para dizer que apenas 4% dos homicídios são latrocínios, pois pode ser até 64% (claro que não deve ser tanto).
            .
            Frise-se que os latrocínios estão entre os homicídios mais difíceis de serem apurados (muitos são mortos na rua, sem testemunhas ou câmeras). Paralelamente, os homicídios passionais costumam engrossar a lista de crimes esclarecidos, assim como as mortes em confronto com policiais (por isso esses números são grandes em comparação com outros tipos de homicídios).
            .
            É esse tipo de crítica que eu faço a esses estudos estatísticos. São parciais e tiram conclusões precipitadas e enviesadas, sonegando informações que não corroboram suas conclusões. Quem não é escaldado com essa turma, acaba acreditando nessas conclusões.
            .
            Como você é cientista, tem uma tendência a achar que os estudos são sérios e fiáveis. Mas não são. Então tenha os dois pés atrás antes de seguir esses “estudos”

    • Pois é! Não vejo outra saída a não ser sair.
      O país vive uma crise que por hora não é financeira, mas é política. Os três poderes perderam completamente o rumo da coisa. O Executivo se vê refém do Legislativo. O Judiciário não tem um Norte jurídico. O jornalismo deturpa as informações. O crime organizado toma conta do país. E as pessoas que trabalham se veem cada vez mais acuadas. E qualquer pessoa que tente fazer algo sério pelo país será golpeado por todos os lados: pelo legislativo, pelo judiciário, pela imprensa.
      Começo a entender o método Pinochet. Parece que foi a única saída para o Chile.

    • Rapaz se esse país não fosse tão bom para se ganhar dinheiro como rentista eu também já tinha me mandado daqui. Iria para os states me juntar ao Bosco e o Tadeu e ajudar Israel a comprar os F35 deles como taxpayer.

  18. É muito fácil falar de teorias que todos nós já conhecemos desde o tempo de escola, pois contra fatos não há argumentos.
    A verdade é que todos nós estamos numa roleta russa, e é horrível viver assim, é como estar num meio de uma guerra onde não há guerra.
    E o que adianta todo mundo saber onde está o problema se quando alguém resolver fazer alguma coisa aparecem “defensores das vítimas da sociedade” pra todos os lados?
    Sem contar que os políticos estão mais preocupados em criar leis para si defenderem. O culpado do caos é a gente mesmo, não adianta espernear.
    Não temos cultura, não temos estudo, não sabemos votar e agora?
    Quem poderá nos salvar?

  19. Camargoer, de fato, essa informação está no Mapa da Violência.
    .
    Ser um órgão do governo não atesta a qualidade do instituto. Acho que até milita em sentido contrário.
    No mais, reafirmo minha opinião: esse estudo e o IPEA são picaretas e ele não possui qualquer rigor estatístico.
    .
    Aos argumentos:
    .
    1 – traçaram uma reta entre 1985/2003 e consideraram que essa taxa de aumento se manteria constante ao longo dos anos. Só de usar uma reta e não algum modelo estatístico mais elaborado já demonstra a limitação intelectual do estudo. No longo prazo, a população brasileira seria extinta segundo esse estudo, pois a taxa continuaria praticamente quadruplicando em menos de 20 anos e em poucos séculos os dois últimos brasileiros trocariam tiros e ambos morreriam.
    .
    2 – Consideraram que essa foi a única variável que impactou na redução da taxa. Chega a ser infantil achar que a questão dos homicídios depende exclusivamente da política de armas ou que, ainda que dependa de outras variáveis, elas se mantiveram constantes ao longo do tempo, sendo a única alteração na “equação” a entrada em vigor do estatuto.
    .
    3 – a lei é nacional, porém, em alguns estados houve forte redução do número de homicídios, como em São Paulo, enquanto em outros houve forte aumento, como em Alagoas. Ou seja, está claro que há outros fatores que impactaram na redução de homicídios. Eu aponto o aumento da quantidade de policiais em SP, de armas legais no estado e, principalmente, o aumento no número de presidiários em SP como fatores principais para a diminuição da taxa de homicídios. Bandido na cadeia mata menos do que solto. Mas os pesquisadores de esquerda do IPEA jamais irão sequer tentar checar essa hipótese e vão insistir que em SP a violência caiu exclusivamente por causa do estatuto. Se eu procurar, capaz deles dizerem que o aumento da taxa de encarceramento aumenta o número de homicídios.
    .
    4 – Outras variáveis importantes são pobreza, desigualdade social, taxa de esclarecimento de homicídios e taxa de condenação.
    .
    5 – Em SP, dá para dizer que o domínio do PCC ajudou a reduzir a taxa de homicídios, eis que ele não disputa território/dinheiro com facções rivais aqui dentro do estado. Brigas são apenas internas.
    .
    E só para reforçar que o IPEA é incompetente, alguns anos atrás eles divulgaram que 65% dos brasileiros concordavam que mulheres que mostram o corpo merecem ser estupradas. Além de errarem o número (era 26% e nenhum pesquisador verificou isso antes da divulgação, o que é bizarro), a pergunta não era clara. Deveriam ter perguntado se o entrevistado concordava que a mulher merece ser estuprada em veze de ser atacada. Certas pessoas podem entender que atacada não é a mesma coisa que ser estuprada. Atacar pode ser gíria para para paquerar, apenas. A meu ver, a escolha da palavra foi feita justamente para inflar o número e lacrar que brasileiro é machista e estuprador. Enfim, um Instituto que busca confirmar suas teses a qualquer custo, ainda que tenha que abandonar o rigor científico, mascarar número e etc.

  20. Olá Colegas. Encontrei um artigo científico publicado e 2012 que faz uma discussão sobre algumas das causas de alta violência na América Latina. “Estudo multicêntrico da mortalidade por homicídios
    em países da América Latina”.

  21. Põe na conta da política de direitos humanos. Essa gentalha defensora dos direitos humanos proteje a escória de criminosos.

    O lixo humano tem licensa para matar. As pessoas de bem estão a merçê da candidate.

    O Brasil precisa da Pena de Morte, inclusive para menores que são assasínos. A população tem o direito a se proteger por seu próprio recurso. Porte de armas para os indefesos já.

  22. Encontrei um fascículo da revista “Ciência & Saúde Coletiva” dedicado à violência na América Latina. Procurem por “O fenômeno da violência no Brasil e na América Latina: diversas abordagens teórico-metodológicas”, de onde poderão ter acesso a 30 estudos sobre o tema.

  23. A culpa é da Ditadura Militar.

    O governo militar incentivou a migração de pobres da roça para as cidades com 2 objetivos: trabalhar na industria (sim ja existiu isso no Brasil) e facilitar a aquisição de terras para os latifundiários.

    Ocorre que a burocracia pós democrática, para ser sustentada, teve de elevar os impostos de 25% para 42% em 20 anos. Isso quebrou a indústria e levou que o país ficasse dependente do setor agrícola e extrativista.

    Mas os pobres não voltaram para a roça. Ficaram nas inviáveis capitais brasileiras. O desemprego e a subcultura das favelas terminou de fazer o serviço. Eu não duvido que pelo menos 1/3 da população masculina adulta dos subúrbios é formada por bandidos (full time ou só part-time)..

    • Não, a culpa é de quem acabou com a indústria. A tua solução pelo jeito é que o Brasil volte a ser um país de camponeses kkkk

    • Não exagera, não chega a 1/3. Moro na periferia de SP e sei do que estou falando.
      Na minha rua existem pelo menos uns 50 jovens e só uns 3 são envolvidos com ilícitos.
      Realmente, o governo militar foi um dos primeiros a iniciar essa barbárie que acontece hoje.

  24. A América latina como um todo vem se curvando ao crime, suas elites econômicas, intelectuais, e artísticas pouco se importam já que o passaporte para a Europa vive no bolso.

  25. Como eu sempre disse, é o maior GENOCÍDIO da historia da humanidade! Os ultimos 20 anos de “social democracia” foram prodigiosos em criar….condiçoes de exterminio de seu proprio povo.

    Esses dados sao oficiais, agora, desde quando os governantes nas esferas federal, estadual e municipal tem o interesse em colocarem dados realmente completos, se é que esses dados existem.
    Sem medo de errar podem miultiplicar esses dados por varias vezes.

    O mais tragicomico é que, a mesma ideologia que sempre se disse defensora das minorias esta causando exatamente o genocidio dessas minorias…

    Lembro tambem o numero de estupros que continua a bater o recorde! Para segurar o numero de estupros, sabem o que essa ideologia diz??? Reduzam a idade de consentimento para relaçoes sexuais…assim o fizeram, ehoje essa idade é de , acreditem, 14 anos! Ou seja, se a vitima do estupro disser que “consentiu”…deixa de existir o estupro. É, nao funcionou…

    Depois a populacao pede por intervençao militar e é recepcionada com a criminalizaçao da opinião.

    Brazil, o país do futuro…do futuro das superpotencias, as quais vao herdar o territorio mais rico do mundo…desabitado.

    • Caro Alfredo. Existem outros países na Europa e Ásia que possuem taxas de assassinatos muiit menores que a brasileira (muito menores do que as taxas da América Latina). Muitos destes países que exibem taxas baixas são democracias social-democratas baseados em um modelo de bem-estas e no estado de direito. O problema brasileiro (e da América Latina) parece mais próximo a uma ausência do Estado do que excesso de Estado. Eu diria que parece mais razoável concluir que não chegamos a viver uma social-democracia do que ela tenha falhado.

      • É realmente uma contradiçao, nós temos excesso de “estadistas” e falta de liberdade economica-social…pela ausencia e onipresença de Estado… Ao inves de cortar impostos do diesel nossos estadistas deveriam cortar seus 45 ministerios e suas infinitas secretarias…mas temos visto que nós, cidadaos, somos a ultima preocupaçao…Estamos nos tornando uma Brasilzuela bolivariana…quanto pior melhor…pra eles.

        Somos uma naçao de covardes, pobres de nossos filhos e netos…serao estuprados e assassinados, para depois pagarmos pensao para os filhos dos assassinos. chamam isso, eufemisticamente de social-democracia…a democracia dos direitos…

        • Pessoal
          Temos excesso de Estado onde não deve, e falta onde deve.
          Basicamente é isto.
          A violência não é fruto de coitadismo, o coitadismo dá é uma desculpa para os administradores públicos não fazerem o trabalho deles.

      • Os países da Europa adotaram esse modelo depois que já eram ricos, com um alto pib percapita. Vejo muitos querendo que o Brasil imite esse modelo de bem estar social mas o país simplesmente não é rico o suficiente para isso, qualquer tentativa de querer imitar só vai fazer a população sofrer com altos impostos e ao invés de bem estar vai causar mal estar e piora da qualidade de vida.

        • Olá Smoking. Creio que seja o contrário. O modelo de Estado de bem-estar social foi implantado na Europa após a segunda guerra exatamente para compensar o problemas de pobreza do período do pós-guerra. A necessidade de montar uma sociedade que garantisse o mínimo de bem estar (saúde, educação, previdência, direitos trabalhistas, etc) em uma Europa e Ásia arrasada resultou na organização de um Estado focado no bem estar. Os EUA, ao contrário, tiveram sua estrutura industrial preservada (no pós-guerra os EUA representavam mais de 50% da produção industrial do mundo). Portanto, parece mais razoável pensar que o papel do Estado é mais importante em sociedades com menor riqueza per capita. A diferença fundamental entre a Europa/Japão e a América Latina ainda é educacional. O Japão, por exemplo, eliminou o analfabetismo no Sex. XIX. A América Latina ainda tem cerca de 10% da papulação analfabeta.

          • Na verdade é mais antigo e os regimes fascistas da Europa eram wellfare states, incluindo o nazismo que tinha o National Socialist People’s Welfare.

            No Brasil isso só serve de desculpa para aumentarem os impostos a nível de Suécia e para comprarem votos com assistencialismo, mas nenhum serviço básico do Estado funciona.

    • Olá Alfredo. Apenas para ajudar a discussão, se fosse considerado o número de judeus alemães assassinados pelo regime nazista (300 mil de um total de 400 mi que tinham cidadania alemã) para uma população de 60 milhões de alemães durante o período do holocausto (3 anos), a taxa de assassinado seria de 150 por 100.000 habitantes. Fiz uma estimativa de qual teria sido a taxa de assassinatos na URSS creditadas a Stalin (assassinatos pelo regime e aqueles que morreram exilados nas gulags) daria um taxa de cerca de 200 mortos por 100.000 habitantes. Considerando apenas os assassinados pela ditadura no Chile, estimei uma taxa de 33 assassinatos por 100.000 habitantes. Minha conclusão é que uma ditadura (qualquer uma) é mais violenta que uma democracia.

      • Camargoer, respondendo a questão do encarceramento brasileiro. Como falei acredito que o aumento do encarceramento vai acontecer, como medida de curto prazo. Mas concordo que isso só será efetivo se o estado retomar o controle das prisões. Na prática temos um grande número de prisões sob influência de facções criminosas, o estado só consegue manter o controle com a conivência desses grupos. Sem controle das prisões elas falham em cumprir sua função, especialmente em relação ao crime organizado.

        • Olá Renato. É uma satisfação manter um debate franco. Ontem, sugeri um artigo publicado pelo pessoal da FGV ” “TAXA DE ENCARCERAMENTO: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS”. Eles fizeram várias análises, inclusive a sobre as taxas de encarceramento nos diferentes estados. É um bom trabalho e um excelente ponto de partida. Você lembrou bem sobre o controle que o PCC exerce sobre o sistema carcerário. Encontrei um artigo recente (2017) que discuti o papel do PCC na criminalidade de SP “O paradoxo da política de segurança pública: Estado, PCC e a gestão da violência na cidade de São Paulo”. Este artigo vai ao encontro do seu comentário sobre a necessidade do Estado retomar o controle do sistema prisional. O debate neste momento é fundamental . Um grande abraço.

  26. Não gosto de escrever sobre este tema, mas vou escrever algumas frases, cada uma provêm uma reflexão:

    1-) Uma rebeldia absurda da nossa sociedade contemporânea contra tudo que é ordem ou regras de convívio social de carácter mais conservador, buscando um novo status de comportamento em constante mutação, criando uma sensação de anarquia e de instabilidade;
    2-) Confusão entre a aplicação da lei pelas autoridades e a opressão de um estado totalitário;
    3-) Glamour do crime, que aumentou muito, por demais hoje. O que vou dizer soa bobamente, mas hoje o ídolo de parte da juventude é o personagem “coringa” da D.C. Comics, as meninas gostam das “arlequinas”, uma inspiração em serem mulheres do crime. Infantil mais certas tatuagens estão aí nos corpos de muitos jovens, com significados reais, de ações feitas bem sinistras;
    4-) Drogas. Muitos roubos visam a obtenção de dinheiro para sustentar o consumo da cocaína com muito álcool. A qual é consumida pelos roubadores em larga escala e para sustentar o vício próprio de muitas jovens que pagam com sexo pelas drogas. Seu consumo corre solto nos alucinados “bailes” de certas “quebradas” onde se vende droga que nem refrigerante, não crítico um estilo musical, a música é uma arte que é conduzida para qualquer lado;
    5-) Um “cult” a cannabis sativa L por certas elites intelectuais, a real é que não haveria tantos problema além da saúde de cada um, se a venda não estivesse na mão do crime, movimentando milhões e milhões de reais, mas também não acreditem que liberar vai melhorar muita coisa;
    6-)Facções e facções, estão hoje tal qual uma hydra de várias cabeças, permeando tudo. Existem muitos artigos excelentes sobres elas, basta pesquisar, não precisa escrever nada.
    7-) Idade mínima de 18 anos para a maioridade penal, hoje não corresponde ao estado mental e ações de boa parte dos adolescentes;
    😎 Polícia baseada no modelo errado, do tipo ostentação ou de efeito espantalho, tem crimes em um local põe viatura para espantar os criminosos, tem muitos crimes monta uma operação saturação, tá feio vamos de intervenção militar e toma “GLO”, tudo inútil e dispendioso, muito custoso aos cofres públicos. Parafraseando a frase de Mao Tsé-Tung: ” O guerrilheiro é um peixe e o povo é como se fosse a água”, hoje os criminosos não são mais “marginais” que estão a margem da sociedade, eles estão inseridos nas sociedades locais, tal qual o peixe na água. O combate ao crime se faz cumprindo a lei, ou seja investigando, obtendo provas e identificando o autor, solicitando ao judiciário o seu mandado de prisão e o cumprindo.
    9-) Como disse no tópico anterior a investigação, atividade primordial é prejudicada por sistema processuais antigos, vejam temos um código penal de 1940, um código de processo penal antiquado e um sistema judicial conservador e bem burocrático. Não atende a demanda e velocidade da sociedade moderna.
    10-) Destino do produto final do processo de segurança, a detenção do criminoso, nosso sistema penitenciário tem muitos problemas e faltam vagas.
    11-) Armas são ferramentas, meros instrumentos. Não existe com banir as armas e nunca haverá desarmamento no planeta terra enquanto houver maldade no homem, quem precisar de uma arma para viver irá obter. Tanto para o bem como para o mal. Desta forma. Criminosos vão obter armas, terroristas vão obter armas. E em um país com fronteira enorme aberta como o nosso vão entrar muitas armas.
    E o que aconteceu foi que armas de menor potencial como: garruchas de calibre fracos, velhos revólveres calibre .32 e .38, inúmeras espingardas de um tiro ou dois tiros de diversos calibres, a maioria .36, .28 e pistolas pequenas, como 6.35 mm e 7.65 mm, que estavam nas casas da população foram entregues e devidamente destruídas aos milhares pelas autoridades. No lugar destas armas mais fracas uma quantidade enorme de armas de primeira qualidade de calibres restritos, semi e automáticas foram contrabandeadas pelo crime.

  27. “um país e faz com homens e livros”. Monteiro Lobato. Uma pistola, revolver ou escopeta em casa também faz muita diferença. Todos os comentaristas possuem suas razões e não discordo. Posse e porte são distintos e endurecer as leis para latrocínios, trafico e outros crimes sempre dependerá do Congresso. saúde, Educação e Segurança possuem verbas e estas como em outras instituições são mal administradas( para não dizer outros nomes). Numa democracia acredito que deveria ter o direito de proteger a mim, minha família e meu patrimônio. Não entendo esta prerrogativas para que apenas algumas classes possam comprar armamento de defesa pessoal e outras não. Afinal, se o estado não possui mínimas condições de me proteger e a outros, por que não posso me defender comprando minha arma sem esta burocracia e dependendo de um delegada da polícia federal? que Democracia é esta. desarmar a população, a história mostra o que ditadores fizeram posteriormente.

  28. Eu atribuo a maior responsabilidade pela insegurança pública no país aos que inverteram os valores nos últimos anos, com sua linha “politicamente correta” de condescender com marginais considerados por eles vítimas da sociedade capitalista e aos defensores dos “direitos dos manos”. O consumismo e o marketing enviesado de uma sociedade que passou a valorizar mais o ter do que o ser e não impõe limites criou um geração hedonista que, como diz a música, “só quero ser feliz, e andar de BMW na favela onde nasci…” não importa como. Essa é causa, e a permanecer essa realidade não ainda somente o combate do efeito que é a consolidação do crime organizado.

  29. Há muito tempo, quando tinha “face” discuti com uma professora da rede pública, formada em sociologia, sobre esse tema. Eu discorria sobre que não achava o modelo vigente no Ocidente perfeito mas que detinha em si os mecanismos para seu próprio aperfeiçoamento ao longo da história e dizia sobre o mal que o Marxismo Cultural, impregnado no Ocidente, estava causando em vários setores e inclusive no alarmante aumento do nível de crueldade de uma parcela da população (prefiro chamar assim do que aumento do nível de violência ou de assassinatos).
    Ela me respondeu dizendo que ela tinha obrigação moral de dizer para seus alunos adolescentes que “se a classe operária tudo produz a ela tudo pertence” (repetindo Marx) e que se isso tinha potencial de aumentar a criminalidade a culpa não era nem dela nem do Marxismo.
    Ou seja, o que vemos é que o Marxismo para chegar ao poder utiliza do culto ao individualismo em detrimento do bem maior da sociedade. Claro, depois que chega sabemos como ele faz pra “ajustar” a sociedade, mas até que isso aconteça, quanto mais caos houver, melhor.
    Sobre esse tema tem um artigo bem interessante que sem querer achei nos meus favoritos: http://xn—-ctbsbazhbctieai.ru-an.info/%D0%BD%D0%BE%D0%B2%D0%BE%D1%81%D1%82%D0%B8/%D1%8D%D0%BF%D0%BE%D1%85%D0%B0-%D0%B4%D0%B5%D0%B3%D0%B5%D0%BD%D0%B5%D1%80%D0%B0%D1%82%D0%BE%D0%B2-%D0%BD%D0%B0%D1%81%D1%82%D1%83%D0%BF%D0%B8%D0%B2%D1%88%D0%B0%D1%8F-%D0%B2-%D0%B7%D0%B0%D0%BF%D0%B0%D0%B4%D0%BD%D0%BE%D0%BC-%D0%BC%D0%B8%D1%80%D0%B5-%D0%BF%D1%80%D0%BE%D1%80%D1%8B%D0%B2%D0%B0%D0%B5%D1%82%D1%81%D1%8F-%D0%B2-%D1%80%D0%BE%D1%81%D1%81%D0%B8%D1%8E/

    • A pronto, agora a culpa é do Marxismo.
      Esses capitalistas são fraquinhos hein, derrubaram a USSR mas não conseguem acabar com o marxismo que é a fonte de todo mal do ocidente.
      Poxa, capitalistas são uns bundões mesmo.
      Obg pai marx, vejo que ainda estamos com força.
      SLAVA!!!

  30. Puxa, será que me enganaram, quando afirmavam que a limitação do comércio e posse de arma de fogo iria diminuir a criminalidade e principalmente os homicídios? Será que fui incauto ao entregar por troco de pinga arma de fogo registrada sob minha posse? Os políticos recentemente afirmaram que ia ser um bang bang digno do velho oeste se liberassem a posse para defesa, esta liberação principalmente registrada seguindo as obrigações para tê-la, onde os meliantes só precisam ir aqui pertinho e comprar uma de uso exclusivo? Será que eu ia me desfazer da minha Lurdinha (Imbel). Felizmente nunca acreditei nesta fanfarronice alardeada pelos movimentos viva a paz(Paz, amor e marijuana, protegidos em suas casas e por certos grupos), ongs(algumas muito amiguinhas de certas entidades) e alguns políticos(que possuem proteção digna de presidente americano), continuo casado e muito bem casado com a Lurdinha!Aos que indicam as chacinas nos EUA, façam uma correlação número de habitantes, posse de armas per capita, número de homídios para deixar qualquer sociólogo ou filósofo sem argumentação! E claro a forma como a lei é aplicada lá e aqui!!!! st4

    • Caro Saldanha. Segundo o relatório do IPEA, o desarmamento da população contribuiu para a redução do número de assassinatos, principalmente porque a maioria dos homicídios ocorrem por causas fúteis (embriaguez, ciúmes, brigas, brigas de transito, etc). O Cel Nery colocou um ponto de vista muito correto ao mencionar que uma pessoal com excelente formação e nível educacional terá condições de avaliar corretamente o uso de uma arma de fogo. Mais de 70% dos homicídios são caudados por arma de fogo, provavelmente por pessoas sem treinamento ou capacidade emocional para possuir armas. Em seu documentário, Michael Moore pergunta por que o Canada´tem mais amas que os EUA e menos homicídios? Por outro lado, o Japão tem menos armas de fogo que os EUA e também tem menos homicídios. O Brasil está inserido no contexto da América Latina, que é uma região extremamente violenta e com altíssimas taxas de homicídio. A conclusão é que o desarmamento é fundamental para reduzir o número de assassinatos mas não é suficiente. Existem outros fatores que elevam a taxa e que estão sendo negligenciados (educação é um fator óbvio).

        • Olá Leonardo. Claro que eu fiz uma provocação ao mencionar o documentário “TIros em Columbine”, contudo a pergunta dele ainda faz sentido. Aliás, a pergunta que fazemos aqui o tempo todo é “por que os EUA tem menos homicídios que o Brasil tendo uma população mair armada?” que é essencialmente a mesma pergunta que Michael Moore fez ao questionar a razão do Canadá ser mais armado que os EUA e ser menos violento. A reposta não é o número de armas, porque o Japão tem menos armas que o Brasil e também tem menos homocídios e Honduras é um dos países com população mais armada e tem a maior taxa de homicídios do mundo.

          • Falta ao brasileiro, assim como para outros povos, Capital cultural, que de certa forma, ajuda a moldar o caráter do indivíduo e da base de raciocínio, impedindo-o de agir (dando respaldo em suas decisões) de modo impensado.

            Pessoas que nascem e crescem em ambientes formados por pessoas com maior base cultural, que dão valor aos bons costumes história e tradições, tendem a ser menos violentos e menos corruptos, caso de alguns dos países citados pelo colega Camargoer.

      • Camargoer,
        No Mapa da Violência tem quantas pessoas foram mortas por armas legais e quantas dessas mortes foram injustas?
        Bandido não faz exame psicológico para comprar arma, tampouco teste prático. Vai na quebrada e compra. E usa como bem querer. Eles não devem ser o parâmetro para dizer se o cidadão honesto pode ou não ter arma.
        Lá para cima já comentei, mas demorou para o site liberar e talvez você não tenha lido: a taxa de esclarecimento de homicídios é baixa então não tem como saber a causa da maioria dos homicídios. Em SP, que é o melhor nisso, só 40% dos homicídios são esclarecidos. Então não dá para dizer que a maioria foi por motivo fútil, por ciúmes, por briga de trânsito e etc.
        Você está tirando conclusões precipitadas baseadas num estudo incompleto e mal-intencionado.
        Por fim, Paraguai e Uruguai tem mais armas, proporcionalmente, que o Brasil e são muito menos violentos. Tirar a arma do cidadão honesto não é necessário para reduzir a violência e, inclusive, pode até aumentá-la.

    • Smoking
      Eu pessoalmente acho que toda a culpa é sempre do administrador publico.
      Não culpo o Caetano, não culpo o Branco rico, não culpo o pobre, não culpo a esquerda e nem a direita. Eu culpo o cara que passou no concurso e não faz o trabalho dele, culpo o politico que finge que trabalha e só faz tira o próprio da reta. Temos que culpar eles. Somente no momento em que o Brasileiro cobrar do seu politico trabalho, e exigir seus direitos, sem ter medo de carteirada, ai sim as coisas mudam.

  31. Ao meu ver, não somente o Estatuto do Desarmamento mas as demais politicas sociais contribuíram sim para a escalada dos números. Basta ver o degrau ano após ano, com exceção de apenas um. A inversão de valores por parte da mídia, corroborado por sociólogos escrotos e políticos corruptos que enxergam um bandido de arma empunho como apenas vitima da sociedade ou como “suspeito”, enquanto o policial que atira nessa “vítima” é tratado por muitos como desproporcional uso da força, violento e criminoso…..tem contribuído para os números alarmantes, somados a isso, uma audiência de custódia aonde o bandido normalmente é liberado antes da guarnição que o prendeu….

  32. O texto não é meu, mas acho que exprimiu bem o Brasil. Não sei quem é o autor, infelizmente: “A grande sacada dos intelectuais criminosos foi incutir na cabeça da população que o objetivo da pena é ressocializar, reeducar. Assim a vítima passa a tolerar o dano que sofre e o criminoso fica livre para agir sem temer as conseqüências. O único caráter educativo da pena é fazer com que outros não desejem praticar o mesmo ato, por isto precisa ser severa. O que realmente diminui a criminalidade é a certeza da punição. Não basta que a pena seja severa se não for aplicada. A pena aplicada pelo Estado foi criada para substituir a vingança da vítima ou da família, como forma de proteger o criminoso de um castigo excessivo. A sentença imposta pelo Estado tinha que ser obrigatoriamente aceita pela família, ainda que ela se limitasse a um pedido de desculpas ou reparação. Hoje, os defensores do neo-anarquismo querem a extinção de qualquer tipo de punição. Defendem que o homem tem o direito de realizar seu desejo, qualquer que seja, sem ser punido por isto. Defendem a extinção do Estado ou a não interferência do Estado, Estado Mínimo. Defendem a extinção da Lei e da Justiça. A lentidão interminável e proposital dos processos no judiciário faz parte deste processo de extinção da Lei e da Justiça. Esta morosidade proposital faz com que a lei e a justiça não existam de fato. A punição vem sendo substituída por “impunidades alternativas”, penas que não punem ninguém,como: cesta básica, prestação de serviços, prisão domiciliar, redução/progressão da pena, etc. O crime sempre esteve no poder, mas hoje a cara de pau perdeu o limite. Filósofos, sociólogos e políticos defendem abertamente os criminosos e convencem o povo a aceitar suas fraudes intelectuais. Os criminosos mais importantes da nação fazem as leis. Não punem os criminosos menores, menos importantes para não serem vítimas de suas próprias leis. “Não faça aos outros aquilo que não queres que façam contigo”. Quando defendem os “direitos” dos criminosos estão pensando neles mesmos e não no povo, nem nos bandidos da periferia.”

    • Juvenal
      Minha opinião, o foco esta errado, culpe os políticos. Eles administram isto aqui. Se está assim é culpa deles. Sempre. Enquanto nos xingamos de comunistas, anarquistas, populistas, ptistas, e outro monte de istas, a CASTA politico, junto com a CASTA burocrata, nos sugam e levam o Pais a baderna.

      • Marcelo Baptista, disse tudo. Em quanto nos cegam com cortinas de fumaça as Oligarquias vão fazendo a suas funções de gafanhoto na lavoura.

  33. Eu tive que fazer o curso obrigratório para manusear e o de tiro, para poder comprar e portar arma de fogo.

    Depois tive que ter uma entrevista com o chefe de polícia, a seguir, tive que enviar o meu certificado para polícia estadual de Massachusetts, que tem acessar a base de dados do FBI e da secretaria de justiça do Estado.

    Todos este pprocesso foi para comprar minha primeira arma de fogo, uma pistola 9mm. Smith & Wesson MP 2.0.

    A segunda arma é mais facil de comprar. Esse é um importante direito que temos como cidadão: o direito we auto defesa.

    • Pois é Tadeu?
      .
      Eu não tenho esse direito.
      Nem meu irmão que passa todo final de semana com a família em uma propriedade de 100ha no interior.
      Nem mesmo meu outro irmão que dá aula e se desloca pela cidade várias vezes dia e noite.
      .
      Forte abraço,
      Ivan, um antigo infante.

  34. Camargoer ( 6 de junho de 2018 at 11:20 );

    Os europeus contaram com pesada ajuda financeira dos Estados Unidos, cuja contribuição foi fundamental para a reconstrução da infraestrutura européia e estabilização economica desses países no pós-guerra. Ou seja, houve um agente externo aí, que contribuiu para a sustentação da Europa continental… Impossível tecer qualquer consideração sem se pensar nisso…

    Um modelo interessante para estudarmos aqui, consiste naquele aplicado nos países nórdicos ( notadamente Suécia e Finlândia ). Veremos aí que o raciocínio do ‘SmokingSnake’ se aplica perfeitamente.

    Qualquer país que deseje um estado de bem estar social, deve antes ser capaz de produzir a riqueza necessária para tal. E a concepção dos “meios” para essa produção de riqueza, começa necessariamente com um sistema de ensino que preste, que irá gerar os cérebros capazes de promover a evolução socio-econômica. E aí sim entra o Estado ( e aqui concordo absolutamente ), e deve ser com peso…

    Mas antes de mais nada… Segurança pública e segurança jurídica… Não se vai ter qualquer forma de desenvolvimento econômico sem antes haver uma estrutura firme de Estado, que proporcione os meios para sustenção de iniciativas por parte de quem as inicia. Uma legislação condizente ( respeito a ganhos e propriedade privada ) e segurança pública de qualidade são fatores indispensáveis para uma evolução socio-econômica segura. É aí, e no sistema de ensino, que o Estado nos proporciona ( ou deveria… ) a maior contribuição.

  35. Camargoer ( 6 de junho de 2018 at 11:41 );

    Evidente que existem aí questões socio-culturais que contribuem sobremaneira para a quantidade de homicídios.

    O que é notório é que os exemplos que citou, Canadá e Japão ( que são dois exemplos bastante distintos ), deixam claro que a arma, por si mesma, não se constitui em fator determinante no tocante as mortes em si, se olhar-mos de uma maneira geral.

    De toda a sorte, mesmo que não haja qualquer estudo que conheça que possa comprovar culpabilidade das armas em qualquer situação, ainda assim entendo que há de se estudar cada caso em particular para tecer uma conclusão mais próxima da verdade acerca dos fatores que levam a ordem ( ou a desordem ) para o cenário de analise em específico, para assim avaliar reais impactos.

    No Japão, por exemplo, temos uma sociedade que foi desarmada cedo ( ainda no século XVI ) e evoluiu por quatrocentos anos sob governos essencialmente autoritários e repressores até o final da Segunda Guerra Mundial, inicialmente dividida em castas muito bem definidas e sem contato com o mundo exterior, e mantinha-se sob rígidos padrões de disciplina por uma imposição extrema da ordem ( sendo que nada mudou ao final do Xogunato; muito pelo contrário )… Evidente que isso, ao final do processo, contribuiu para a constituição de uma cultura extremamente ordeira e coletiva… E termina que, de uma forma geral, provavelmente os japoneses já não veem praticidade na arma de fogo em seu meio, pois já há aí uma “alto-regulação social” levada a efeito por anos de evolução.

    Já o Canadá, simplificando, evoluiu sua sociedade sustentado-a em valores ocidentais, oriundos da moral religiosa cristã – que está intrinsecamente ligada a auto-regulação do indivíduo em si, em ultima instância. Diferente dos japoneses, os canadenses tiveram que sobreviver em um território hostil, compartilhando espaço com nativos nem sempre amistosos, mas que acabou levando, por suas maneiras, a uma cultura também ordeira. E a arma de fogo aqui já está presente na cultura canadense, não como sinônimo de auto-defesa em si, mas como sinônimo de caça e sobreviência ( algo um tanto similar ao que era com relação ao Brasil até o inicio século XX ).

    Resumindo o que quero dizer ( pelo que entendi da evolução socio-cultural desses países ): no Canadá, houve um equilíbrio com as armas, já inseridas na cultura, e adequou-se a legislação a elas. No Japão, houve a incisão de uma lei extremamente dura; reflexo de sua cultura, que dispensa as armas. Daí que aqui no Brasil, já não há uma cultura de respeito a arma de fogo ( como existe nos EUA, por exemplo ), e menos ainda uma cultura ordeira como a japonesa… Eis aí um dilema que desarmamentistas e armamentistas haverão de estudar…

    Enfim, apenas algumas considerações…

  36. Camargoer ( 6 de junho de 2018 at 11:41 );

    Continuando,

    Seja como for, se analisarmos apenas por estes exemplos ( que são dois grandes extremos, na verdade ), fica claro que, primeiro, a pacificação de uma sociedade sem armas somente seria possível pela presença de um Estado extremamente forte, que exerça um poder extremo e faça imperar leis de alto rigor ( logo ao ponto de deixar uma linha tênue entre o exercício legítimo do poder estatal e riscos a liberdade individual ); e segundo, que se houver a presença das armas, esta deve ser contemplada por leis tão ou mais rígidas, que punam exemplarmente excessos, o que também vemos em sociedades bastante armadas, de forma geral…

    Suiços e suecos, por exemplo, eu considero como exemplos a serem estudados, por possuírem regras de conduta muito rígidas para com as armas de fogo. Suíços, por exemplo, punem o dono a arma por crime cometido pelo idivíduo que a utilizou; e suecos não admitem o disparo em legítima defesa.

    Outro exemplo interessante é a República Tcheca, que passou anos sem ter posse ou porte de armas e então reintroduziu o porte após o fim do regime comunista; muito embora a posse em si seja algo um tanto complexo pela legislação tcheca, visto o direito a arma não ser legalmente permitido, de modo que, teoricamente, o governo pode tomar qualquer arma de fogo… Seja como for, um tcheco pode comprar sua arma sem esquentar a cabeça, bastando um teste de aptidão física e apresentação de histórico criminal negativo ( não precisa declarar motivo ). Interessante que aqui há uma cultura bastante ordeira que, teoricamente, não deveria mais nutrir o respeito pela arma de fogo… Outro caso a ser bem estudado, e certamente uma boa educação está na lista de fatores que contribuiu para que aquela sociedade não se degenerasse…

    Enfim…

    Saudações.

  37. E como sempre digo a politica Humanista dita civilizada só da certo nos EUA ( no mundo justiça e igual a tirania ou fascismo quando se que punir um homicida ou outros monstros), la um atropelador embriagado no minimo 15 anos salvo se a vitima não vier a falecer.

    No Brasil colocar o coitadinho na prisão por 3 anos já é considerado fascismo a justiça Brasileira é totalmente Hedonista pune a vitima 2 vezes enfim a vitima é sempre culpada de alguma forma a mais clara é essa vira mais um numero na estátisca.

    Resultado perdeu-se o controle não ha mais volta…..minha opinião.

    O caso do atropelador somente é um exemplo no Brasil nem vai preso rsrs…

    Obs fechando opinião isso é tudo culpa da politica Internacionalista -Liberal protegida pelos Âmis.

  38. Voces querem realmente “se tapar de nojo”? experimentem ver uma decisão de um magistrado “garantista”, uma do tipo “citando Ferrajoli”. Aqui no RS tinha uma câmara do TJ que era assim. Era de chorar o que escreviam. Ai vocês vão entender porque eu me regozijo de ter saido do judiciário.

    Educação formal ajuda, mas é o dedo na moleira, começando pelos pais, que forma um cidadão. Educação não é so o Estado. Aliás, o Estado é a menor parte dela. Nosso problema é em parte a e “educação” mas não a formal das escolas.

    • Columbeli,

      Apenas complementando,

      Considero um tremendo equivoco a utilização do termo “educação” para as tarefas que competem a escola.

      Educação, de fato, é a transmissão de valores. Isso, em um primeiro momento, compete aos pais.

      O que compete a Escola, em primeira instância, é a transmissão do conhecimento necessário para a formação técnica e cultural de um cidadão, o que inclui o acesso a nossa literatura e artes ( e as ocidentais, como um todo ), além das matérias comuns ( matemática, física, química, etc ). E no que tange a valores, o corpo docente tão e somente os reforça pelo estímulo da boa conduta em ambiente escolar ( ou assim deveria ser… ).

      Hoje, a escola é vista como um instrumento do Estado. E o cidadão não a vê como um instrumento seu; isto é, para o seu próprio aperfeiçoamento. É um equívoco que deve ser corrigido, visto causar uma dissociação nada benéfica das pessoas para com a estrutura de sua própria sociedade, e que está a disposição delas.

      Fora isso, é metodologia que não se tem de fato…

    • Corretíssimo Colombelli, a formação do indivíduo é, ou teria que ser, responsabilidade da família. Minha falecida mãe, professora “das antigas” dizia: a família forma, a escola informa! Obviamente tudo isso mudou, e os motivos são muito bem explicados e variados em diversos posts desta matéria, e resta evidente que hoje não ocorre nem uma coisa nem outra.

      • Eu trabalhei em vara de infância e juventude e via os pais quererem que a escola fosse uma longa manus sua, assumindo suas obrigações porque os “filhos não tinham mais jeito”.

        Tinham 05 ou 07 filhos sem ter condições e deixavam pra escola ou pra rua criar. Confrontados, procuravam a seguinte bengala: eu não posso mais com eles.
        Chegam a ponto, estes “pais”, de confrontar os professores quando tentam por um pouco de valores nos “filhos”. Ja vi caso de um sujeito que nem as idades dos filhos sabia.

        O que se pode esperar de gente assim? A moral era, e é, esperar o bolsa esmola pro “cigarro e pra cachaça”, pois somos “vitimas da sociedade e dos ricos exploradores”.

        E no caso do RS, onde o CEPERS o sindicato dos professores é um bunker do PT , muito desta mentalidade foi difundida, infelizmente, pelos próprios professores.

        Bons tempos em que a professora Maria de Lurdes da terceira série do Colégio Presidente Kennedy, lá nos idos de 1983, nos fazia levantar quando entrava visita, andávamos em fila e a ideia de ofender ou desobedecer a um professor eram impensáveis. Os alunos limpavam a sala, se respeitavam, e havia uma coisa chamada autoridade/ordem.

  39. O mais grave não são os 62.000 homicídios – cerca de 60% ligados diretamente ao tráfico.

    O mais grave são os mais de 1 milhão de ROUBOS anuais, isso sim reflexo direto do Estatuto do Desarmamento.

    Convém lembrar que a partir de 2007, o Anuário de Segurança Pública deixou de computar os roubos a residência – que estão diretamente ligados à política desarmamentista conduzida pela dupla PSDB/PT.

    Sim, as primeiras campanhas desarmamentistas datam de 1998.

    • Passaram a colocar os roubos a residência dentro da categoria “roubo”. Provavelmente para não dar munição aos críticos.

  40. Colombelli, meu irmão de pago:

    Educação é bom, bonito, cabem em qualquer lugar e principalmente, como dizia meu avô, veteranos de “23”, cabe em qualquer lugar. Escola dá cultura.
    A minha cara metade trabalha como coordenadora pedagógica em uma escola particular muito renomada e se vocês imaginassem o que ela passa, principalmente com a geração de país do “filho ode tudo”, do filho(a) que constantemente sofre o tal “bulling, e filho que gosta de bater em professores e por aí vai.
    Tudo isto e fruto da educação provida estes país pelos grande “babalorixás” das psicopedagia by Piaget, Paulo Freire e tantas outras imundicias e porcarias de regras que este páis norteou sua educação.
    Eu creie um piá, que é meu enteado desde pequeno a moda do meu avô, a cinta comendo rasteira, sem lero lero, limites bem claros e be definidos, e quando fazia uma coisa errada, dizia que se virisse para resolver resolver, para que dese pequeno tivesse responsabilidade, a final de contas temos que criar filhos para enfrentar o mundo e não maricotas desfolhadas.
    Hoje ele tem 25 anos, estuda ainda, não fuma , não usa drogas, não dá o rabo e respeita as pessoas.
    Tive um problema com ele na escola quando tinha dez anos, tomava pau sem mais sem menos de um outro guri com estatura física avantajada e virava mexia chegava em casa baqueado, e vieram una ditos me aconselhar a fazer queixa na escola do tal bulling, na época eu nem sabia do que se tratava, bom, balanceei a situação, chamei o piá e disse:
    Quando o colega vier para te machucar pega uma cadeira e senta nas paleta dele, o piá me olhou e disse, mas aí eu vou arar na diretoria. eu respondi para; Não tem problema, pede para o diretor me ligar. Passado um tempo, não deu outra, o metido a macho sentou a mão no piá e ele atorou uma cadeira pelos quartos do metido, fechou o tempo, a escola me ligou, fui lá, e o diretor começou a explicar junto com a professora, eu interrompi a prosa e encurtei o assunto.
    Tchê o guri e franzino e apanha direto do outro que é prepotente e mal educado,até o presente momento as conversas de vocês não deram em nada, eu mandei ele quebrar a cadeira nos quartos para o outro aprender, se o senhor não tem que fazer, eu tenho, passe bem.
    Resultado: Bulling curado e o valentão nunca mai se meteu com o piá.
    Sobre aramas e violência:

    Os colegas já disseram tudo que tinha que ser dito, a solução a longo prazo é pegar esta constituição de merd……e transformar em papel higiênico, mudar ó código penal e melhorar o nível salarial das polícias, mas até lá, sugiro a todos que se associem em clube de tiro, se armem e defendam suas famílias, porque o estado que aí esta com esta gente no governo não vai mexer um dedo para proteger e seus familiares.
    Lá em casa funciona assim:
    Uma doze oito tiros, uma Winchester, e uma 380, munição a contento, atira-se primeiro, pergunta-se depois.
    Tive um problema de roubo na minha chácara, com o roubo de uma borrega prenha. Demorou uma semana eu descobri que era o dito cujo;
    Morava a 2 Km dali, usuário de crck, 17 anos, vagabundo, ladrão costumaz, já tinha roubado meia dúzia de propriedades na região,levando bombas de poços de agua.
    Muito bem,,, certa feita eu vinha eu na minha camionete, num trotezito chasqueiro e me dou com o meliante a cavalo, rodeando meu campo, atravessei com a camionete na frente, meti a Winchester na cara dele e disse:
    Sei que tu roubou a borrega, não vou te matar agora, porque tu vale a boia, vou te dar uma chance, tu vais sair zunindo daquie e se eu conta dez e tu tiver na alça de tiro vou te rodear o traseiro de bala, e rapa.
    Fazem três anos, nunca mais até hoje, roubaram sequer um bergamota lá.
    Sabem porque??

    Porque este aí contou para os outros que teve um espingarda com o cano na fuça a beira de se juntar com o capeta, o exemplo e a certeza de que o cidadão pode se defender afasta sim a bandidagem… comentário editado

  41. Colombelli, meu irmão de pago:

    Educação é bom, bonito, cabem em qualquer lugar e principalmente, como dizia meu avô, veteranos de “23”, cabe em qualquer lugar. Escola dá cultura.
    A minha cara metade trabalha como coordenadora pedagógica em uma escola particular muito renomada e se vocês imaginassem o que ela passa, principalmente com a geração de país do “filho ode tudo”, do filho(a) que constantemente sofre o tal “bulling, e filho que gosta de bater em professores e por aí vai.
    Tudo isto e fruto da educação provida estes país pelos grande “babalorixás” das psicopedagia by Piaget, Paulo Freire e tantas outras imundicias e porcarias de regras que este páis norteou sua educação.
    Eu creie um piá, que é meu enteado desde pequeno a moda do meu avô, a cinta comendo rasteira, sem lero lero, limites bem claros e be definidos, e quando fazia uma coisa errada, dizia que se virisse para resolver resolver, para que dese pequeno tivesse responsabilidade, a final de contas temos que criar filhos para enfrentar o mundo e não maricotas desfolhadas.
    Hoje ele tem 25 anos, estuda ainda, não fuma , não usa drogas, não dá o rabo e respeita as pessoas.
    Tive um problema com ele na escola quando tinha dez anos, tomava pau sem mais sem menos de um outro guri com estatura física avantajada e virava mexia chegava em casa baqueado, e vieram una ditos me aconselhar a fazer queixa na escola do tal bulling, na época eu nem sabia do que se tratava, bom, balanceei a situação, chamei o piá e disse:
    Quando o colega vier para te machucar pega uma cadeira e senta nas paleta dele, o piá me olhou e disse, mas aí eu vou arar na diretoria. eu respondi para; Não tem problema, pede para o diretor me ligar. Passado um tempo, não deu outra, o metido a macho sentou a mão no piá e ele atorou uma cadeira pelos quartos do metido, fechou o tempo, a escola me ligou, fui lá, e o diretor começou a explicar junto com a professora, eu interrompi a prosa e encurtei o assunto.
    Tchê o guri e franzino e apanha direto do outro que é prepotente e mal educado,até o presente momento as conversas de vocês não deram em nada, eu mandei ele quebrar a cadeira nos quartos para o outro aprender, se o senhor não tem que fazer, eu tenho, passe bem.
    Resultado: Bulling curado e o valentão nunca mai se meteu com o piá.
    Sobre aramas e violência:

    Os colegas já disseram tudo que tinha que ser dito, a solução a longo prazo é pegar esta constituição de merd……e transformar em papel higiênico, mudar ó código penal e melhorar o nível salarial das polícias, mas até lá, sugiro a todos que se associem em clube de tiro, se armem e defendam suas famílias, porque o estado que aí esta com esta gente no governo não vai mexer um dedo para proteger e seus familiares.

  42. Juarez
    Resolvi isso de outra forma:
    Os meninos fizeram Karatê Sho-To-Kan desde pequenos,
    nunca foram zoados.
    O mais velho chegou a faixa preta
    O caçula marron.
    São homens bem crescidos, não gostam de brincadeiras.
    Recomendo crianças em defesa pessoal, reiterando. Defesa Pessoal.

    • Olá Carlos. Escolhi outro caminho.
      Minha filha estuda violino desde os 3 anos e dança no grupo de cultura japonesa da cidade. Mas estou pensando seriamente em começar a treinar aikido com ela.
      Enfim, a atividade é o que menos importa, desde que pai e filha estejam juntos.

    • Defesa pessoal entra na lista de habilidades fundamentais, serve para evitar conflitos ou pelo menos tornar um resultado positivo mais provável. Não faz mágica mas desenvolve atributos como destreza, controle emocional e cia.

  43. Prezado Ivan,

    É lamentável a situação em que se encontra a sociedade brasileira. Desarmada, indefesa, pressionada pelos tais grupos defensores dos direitos humanos. Os assassinos e bandidos vivem impunemente.

    O Brasil vive uma guerra civil assimétrica. Um povo violento e armado, massacrando o povo honesto e desarmado.

    O Brasil precisa urgentemente de uma revolução educacional, uma reforma jurídica, e uma reformulação constitucional.

  44. Olá Colegas. Li as 98 páginas do Atlas da Violência 2018. O documento é bom e bem escrito. Ele levanta dados e apresenta com clareza os dados. No fim, há uma sugestão para a leitura de um outro documento chamado “Boletim de Análise Político-Institucional nº 11” que é um fascículo temático sobre a política nacional de segurança pública (são 11 artigos escritos por diferentes especialistas). Espero ler esse documento durante o fim de semana, mas pelo que li no sumário, o documento parece que apresenta ideias e discussões sobe a política de segurança pública, comparando experiências no Brasil e no exterior. Tem apenas 92 páginas.

  45. É um problema grave, mas que não deve, de forma alguma, ser tratado de forma simplista. Alguns pontos a se destacar:

    1: Não é possível afirmar que o desarmamento é a causa do problema, tampouco dizer que seu fim seria a solução. Em 1980 taxa de homicídios por arma de fogo era de 5,1 por cem mil/hab, dezessete anos depois, em 1997, quando FHC tomou a iniciativa de controlar mais o acesso às armas de fogo no país, essa taxa já havia se multiplicado por três, chegando à 15,3 por cem mil/hab. Se for colocado a perspectiva de uma linha do tempo entre 1980 e 2003, último ano completo antes do desarmamento entrar em vigor, a taxa de homicídios foi multiplicada por quatro, passando de 5,1 para 20,4. Hoje, 14 anos depois do desarmamento, a taxa de homicídios por armas de fogo continua bem próximo dos patamares de 2003, evidenciando que o desarmamento serviu de “freio” para a violência armada, embora não tenha sido capaz de reverter os números para baixo. Antes do desarmamento, a taxa de homicídios por arma de fogo crescia em média 6,2% ao ano, número este que caiu para 0,3% ao ano após ser aprovado um maior controle de armas. Podemos constatar, portanto, que o desarmamento foi uma resposta à violência, e não sua causa.

    Devemos, no entanto, pensar em um aperfeiçoamento. Particularmente, considero inaceitável o desarmamento não ter sido acompanhando pela criação de uma polícia específica para o patrulhamento de nossas fronteiras, algo que inclusive a situação econômica do país permitia na época.

    2: O número absoluto de homicídios no país não deve ser olhado superficialmente. Devemos destacar, por exemplo, que os latrocínios, provavelmente o crime que mais assusta o cidadão, não corresponde nem à 5% do total de mortes violentas. O que puxa os números para cima são a guerra entre as facções e um outro problema muito pouco debatido, que é a violência interpessoal, também conhecido como motivação banal. No estado de São Paulo, por exemplo, o número de pessoas mortas em casos de violência interpessoal (brigas de bar/trânsito/vizinhos/casais) é quase 3 vezes maior que o número de pessoas mortas em casos de latrocínio. Quando se fala sobre a violência contra a mulher, quase metade dos casos de homicídios tem o cônjuge como autor. Quando falamos sobre violência sexual, os conhecidos/familiares/amigos/cônjuges superam os desconhecidos. Também somos campões em violência no futebol e nas escolas. Acho que isso diz muito sobre a nossa cultura, e sobre a influência dela sobre os índices criminais, e evidencia um problema muito sério: cultura não se muda de uma hora para outra.

    3: O código penal, embora seja importantíssimo para o sucesso ou fracasso de uma política de segurança pública, não deve servir de desculpa para que outras reforma menores, porém importantes, não sejam feitas. Podemos comparar estados como SC e RJ que, embora estejam sob a mesma constituição e conjunto de leis, possuem diferenças gritantes quando se fala de segurança pública e índices criminais. A gestão, as políticas de médio e longo prazo, a distância do populismo e claro, a questão econômica e social podem ser suficientes para mudar a realidade de um local, mesmo que o código penal não seja sequer tocado (isso não significa que uma reforma não se faz necessária).

    4: Devemos repensar urgentemente nosso sistema prisional. Embora manter prisões “padrão inferno” agrade nossa população cansada de violência que vê nesses estabelecimentos uma forma de se vingar dos criminosos, o resultado final acaba sendo prejudicial à essa mesma população. A superlotação, talvez o maior problema do sistema prisional, leva a muitos outros problemas: motins, fugas, assassinatos de agentes penitenciários, além de ser um fator de contribuição para os altos índices de reincidência, que variam de 40/70% a depender do estado. Outro fator que deveria urgentemente ser resolvido é a comum alocação de presos “comuns” com integrantes de facções criminosas, que acabam tendo aí uma ótima oportunidade de recrutamento de criminosos que sabem que não terão nenhuma oportunidade melhor após deixar o sistema prisional. Prisões padrão Pecan, como a que está entrando em operação no RS, com limite de presos, oportunidade de trabalho e estudo, organização total e consequentemente taxas de reincidência bem baixas (20%) deveriam ser vistas como o modelo a ser seguido.

    Atacar a taxa de reincidência deveria ser o plano A de qualquer política de segurança pública. Com 700 mil presos, e uma taxa de reincidência média de 50% (sendo bem generoso), significa que em um momento ou outro aproximadamente 350 mil ex-detentos voltarão a cometer crimes. Cada redução de 10% nesta taxa já significaria 35 mil criminosos a menos, com resultado certamente perceptível.

    • BJJ, desenha para mim que eu ainda não entendi. Se a taxa de homicídios esclarecidos é de 40% em SP, como é que se pode dizer que a maioria dos homicídios é por esse motivo ou por aquele outro? A polícia não esclarece o crime, mas o pessoal do IPEA consegue descobrir o motivo mesmo assim? Eles tem super-poderes?
      O que dá para dizer é que dentre aqueles crimes esclarecidos, a proporção é essa, mas é um absurdo enorme achar que isso se aplica também aos não-esclarecidos (é muito mais fácil identificar um crime passional do que um latrocínio).
      Desarmamento só tirou armas de pessoas honestas (que, eventualmente, poderiam cometer crimes, principalmente os passionais). Bandidos continuam comprando armas a hora que quiserem e continuam praticando crimes. Estatuto do desarmamento serviu apenas para desarmar as pessoas honestas e retirá-las o direito fundamental de proteger a própria vida, em caso de necessidade. Uma lei claramente imoral e que foi em sentido contrário ao desejo da população.
      PS: óbvio que só alterar o estatuto não irã reduzir bruscamente o número de homicídios. De qualquer forma, cada pessoa honesta que se defender e tiver a vida salva por uma arma de fogo deve ser motivo de comemoração.

      • Prezado Rafael Oliveira

        Basicamente o conceito de crime esclarecido diz respeito àquele em que o culpado é identificado e processado, significando, portanto, que você pode perfeitamente saber as circunstâncias de um crime, e ainda assim o mesmo ser considerado como não esclarecido. Ex: um homem em uma moto aborda uma pessoa caminhando na calçada, anuncia o assalto (ouvido por testemunhas) e, após um movimento brusco, um tiro é disparado contra a vítima que acaba morrendo. Toda a ação é registrada por uma câmera de segurança. É um caso típico de latrocínio. Porém, por um motivo qualquer, não é possível identificar e portanto processar o culpado. Temos assim um caso onde se sabe as circunstâncias do crime, mas mesmo assim é possível considerá-lo como não esclarecido.

        Sobre o desarmamento, não é possível sustentar a afirmação que só o cidadão de bem foi desarmado quando se identifica a origem das armas nos crimes. Basicamente, contrariando em muito o senso comum, toda a literatura sobre o assunto identifica o mercado nacional como maior fornecedor de armas aos criminosos. É um índice que pode variar a depender do estado, mas no geral a média das armas de fogo apreendidas com criminosos que foram fabricadas e comercializadas aqui atinge 70%, seguido de armas de origem americana, com menos de 10% Apenas para que se tenha uma pequena noção do problema, de acordo com um relatório da PF apresentado na CPI das armas da assembléia do RJ, de todas as armas adquiridas por todas as empresas de segurança privada no estado do Rio entre 2006 e 2016, aproximadamente 30% foram perdidas/roubadas/extraviadas, totalizando mais de 17 mil armas indo para o mercado ilegal em apenas dez anos. Outras 4.500 armas simplesmente sumiram sem deixar qualquer rastro, perfazendo um total superior a 20 mil armas, ou cerca de 2 mil por ano. Isso considerando apenas as empresas de segurança privada.

        É possível afirmar, com isso, que um maior controle de armas nas mãos do dito cidadão de bem significa também um maior controle de armas nas mãos dos criminosos. Aplica-se neste caso uma lógica de mercado: quanto mais armas disponíveis, mais baratas e acessíveis elas são. Quanto menos armas disponíveis, mais caras elas se tornam prejudicando toda uma cadeia criminosa.

        • Caro BJJ,
          Então você está dizendo que há uma categoria de crimes “semi-esclarecidos”, em que é possível saber o que aconteceu, porém sem saber a autoria? quem faz esse registro, a polícia?
          Sendo assim, haveriam os crimes esclarecidos e os semi-esclarecidos, apenas? Não há crimes em que não se tem ideia do que aconteceu? Sempre há testemunhas ou câmeras? Essa hipótese de que todo os crimes são esclarecidos ou semi-esclarecidos não me parece crível. Dever ter um bom número de crimes sobre os quais não é possível afirmar nada quanto à motivação.
          Pode ser impressão minha, mas há inúmeros casos em que apenas se encontra o corpo da vítima e não dá para saber se foi latrocínio, dívida de droga, crime passional, vingança, vítima de um psicopata, etc.
          Sobre a origem legal das armas que abastecem o crime, claro que tem aquelas roubadas/furtadas/”compradas” de civis ou militares. Mas a estatística sempre generaliza isso. Aliás, costumo ler: armas de fabricação nacional sendo usadas como sinônimo de armas legais que estavam nas mãos de civis brasileiros, o que nem sempre é verdade. A Taurus exporta legalmente muitas armas (aliás, ela mais exporta do que vende internamente) e é provável que muitas delas voltem para cá ilicitamente. Teriam que cruzar inúmeros dados para ter certeza que a arma era de um civil com porte/posse e que teve a arma tomada por bandidos.
          Mesmo com bem menos armas em circulação uma arma no mercado negro é barata: uns 2-3 mil você consegue uma. Esse efeito de menos armas no mercado não dificultou ou não dificultou suficientemente a aquisição por bandidos. No mais, hoje se fabricam armas artesanais, em especial carabinas semi-automáticas. Comprar uma arma legal é bem mais caro que isso, fora a burocracia e o tempo perdido com PF e, mais ainda, com o EB, e as restrições quanto a calibres.
          Por fim, bandido não deixa de roubar ou matar por falta de arma de fogo. Quem não tem revólver, age com faca, que a curta distância é incrivelmente letal, ainda mais contra vítimas desarmadas.

          • Prezado Rafael Oliveira

            Não sei se “semi-esclarecido” seria o termo certo, mas na prática seria algo próximo disso. São crimes registrados, porém ainda não completamente elucidados (muitos nunca serão). Como exemplo, os 62 mil homicídios desta matéria que ocorreram em 2016. A maioria deles não foram esclarecidos, muitos ainda devem estar sob investigação, mas eles foram devidamente registrados.

            Sobre os crimes que ninguém toma conhecimento de sua existência, é claro que eles também existem, não se pode negar. Até em crimes de menor potencial ofensivo existe o fenômeno da subnotificação. Mas na Segurança Pública (e na maioria das áreas) se trabalha com o que se tem, sendo neste caso, os crimes registrados.

            Existem dados que mostram que a maior parte das armas apreendidas no Brasil não são apenas nacionais, como também foram inicialmente comercializadas aqui. Em Alagoas, por exemplo, o estado que tem o pior resultado entre os estados que responderam ao levantamento, pelo menos 51% das armas apreendidas que foram rastreadas haviam sido vendidas dentro do país. Em Goiás, o estado com a maior taxa, 95% das armas rastreadas haviam sido comercializadas dentro do país.

            Ainda sobre isto, o mercado civil interno era o primeiro comprador da maioria das armas apreendidas que se conseguiu rastrear, seguidos por armas inicialmente compradas pelo poder público. Dos estados analisados, Alagoas era o estado com a menor taxa de armas compradas inicialmente pelo mercado civil interno, com uma taxa de 30%, seguido pelo poder público, com 20%. O estado com a maior taxa é o RS, com 79% das armas apreendidas que tiveram o mercado civil interno como o primeiro comprador, e 10% das armas apreendidas que tiveram o poder público como primeiro comprador.

            Com base nisto, é possível afirmar que o mercado legal de armas acaba, de uma forma ou outra, alimentando o mercado ilegal, seja através das armas de cidadãos, empresas de segurança privada e ou forças policiais e militares.

            Por fim, não é errado dizer que o bandido não deixa de matar ou roubar por falta de arma, e que por vezes as facas são utilizadas nesta situação. Porém, é inegável o fato de que o bandido irá escolher a arma se tiver opção, assim como é inegável que a arma tem uma letalidade muito maior e que diminui muito as chances de defesa se comparada com as facas.

          • Prezado BJJ,
            Vou checar os dados da origem das armas apreendidas, inclusive para separar por estados, pois, é de se presumir que em estados mais pobres e distantes (em especial, no Nordeste) é mais difícil conseguir armas do Paraguai.
            De qualquer forma, ainda prevaleceria o argumento moral. Não é porque parte dos civis tem suas armas tomadas por bandidos que eu devo ter meu direito à legítima defesa retirado – assim como não é porque muitas pessoas morrem no trânsito que o comércio e o direito de dirigir devem ser suprimidos.
            .
            Dei uma pesquisada melhor sobre a motivação dos crimes. De acordo com estudo do CNMP, em SP, 81,9% dos homicídios tiveram o motivo identificado (ou foram semi-esclarecidos e esclarecidos, conforme citei acima). E dentro destes, 83% foram por motivo fútil. Isso daria 68% do total de homicídios por motivo fútil (óbvio que na imprensa sai como sendo 83%).
            O que é estranho é que no RJ só 14,5% dos crimes tiveram o motivo identificado e, dentre os identificados, apenas 25,9% seriam por motivo fútil. Isso daria apenas 3,74% do total. Rio e SP não são tão diferentes assim para ter uma diferença tão brutal entre as motivações dos crimes, mesmo desconsiderando que a taxa de esclarecimento no RJ é baixa, 83% x 25,9% é muita diferença. Difícil confiar num estudo desse. Alguma das polícias (ou as duas) está fazendo o serviço mal-feito.
            .
            Outra coisa, nos estudos não há qualquer identificação de mortes por legítima defesa, o que leva a crer que foram colocados dentro de motivo fútil. Oras, se alguém vem injustamente brigar com você e você mata ele o motivo não é fútil. Mas para esse “estudo”, aparentemente, é. Você deveria ter contado até 10 e não ter atirado (talvez você morresse espancado ou esfaqueado antes de chegar até 10, mas isso é problema seu e da sua família, não do CNMP). Enfim, não dá para levar muito a sério esse estudo.
            .
            E, sim, uma arma de fogo intimida mais, é mais prática e, a certa distância, mais eficiente que uma faca. Porém, a curta distância (pense numa abordagem em que o bandido fica a menos de 2 metros de você) é até mais eficiente, pois é mais rápida e mais difícil de se defender (não dá para segurar uma faca, como se consegue segurar uma arma). Aliás, lembro que a taxa de homicídios por arma de fogo até aumentou um pouco após o estatuto do desarmamento (71,9% em 2015), ainda assim, quase um 1/3 dos homicídios não são cometidos por armas de fogo. Em SP, 60,1%. MS, 50,4%. Quem quer matar, mata, usando a arma que for, faca, pau, pedrada, socos e pontapés, estrangulamento etc. Tem muitos vídeos que tratam dessa questão da eficiência da faca a curta. Claro que os bandidos em geral não tem tanta habilidade com uma faca, mas também não tem com uma arma de fogo. A principal vantagem da arma é que ela equipara pessoas mais fracas às mais fortes e é bem mais eficiente se o ofensor estiver longe.

  46. Caro Camargoer,
    ” Portanto, o aumento da população encarcerada não reduz a taxa de homicídios.”
    Não dá para generalizar, pois cada estado é “praticamente um país diferente do outro”.
    Em SP, disparado o estado que mais prende e que mais aumentou a taxa de pessoas encarceradas, a violência despencou? Ou o Mapa da Violência diz que não? Isso vale até para o RJ.
    Agora tem estados que não aumentaram significativamente a população carcerária e viram o número de homicídios.
    .
    Por fim, interessante você dizer que o aumento de presos não diminui o número de homicídios mas que desarmar a população sim. Se usar o seu mesmo método, verá que a taxa de homicídios também aumentou ao longo do tempo (2003/2018). Pau que dá em Chico, tem que dar em Francisco. E isso não vale para mim, pois eu trato os estados de forma separada e não o Brasil como um todo, como você faz.
    .
    O Mapa da Violência pode até ter coletado eficientemente os dados, mas as conclusões são equivocadas e/ou mal-intencionadas, dado que o IPEA é picareta, conforme já exemplifiquei acima.

    • “Agora tem estados que não aumentaram significativamente a população carcerária e viram o número de homicídios aumentar.”

  47. Prezado BJJ, o pó to que chegou este país, não é lendo livrinhos, ou fazendo estatísticas de perdas em “batalha” que vai se frear o processo de desintegração social e de segurança.
    Como disse o Cel Neri,vão lá soltem pombinhas brancas, cantem imagine, e continuem chamando favela com nome bonito que vocês vão ver aonde parar.
    Solução:
    Educação e punição certa, sem lero lero.
    O problema,hoje nós resolvemos com bala, com relho e no peitaco, porque se for pelas regras politicamente impostas, em breve faremos parte da lista das baixas em combate.

    • Prezado Juarez

      Discordo integralmente. Acredito que foi justamente a falta de conhecimento estatístico e leitura que nos trouxeram até aqui (vide os dados que coloquei de períodos anteriores posteriores ao desarmamento que querem revogar).

      Concordo com educação e punição “certa”, embora ache esta última uma utopia, visto que sempre existirá certo grau de impunidade. Sobre a educação, ela de fato é o melhor caminho, porém só traria resultados em um prazo muito longo que a maioria de nós não está disposto a esperar.

      Sobre pombas brancas e canções bonitas, isso é espantalho, pois nunca defendi nada sequer parecido, embora saiba o sentido desta expressão. Apenas me livrei das emoções, da dificuldade de mudar de opinião, e isto me fez acreditar que é necessário romper com o receituário conservador de segurança pública que nos é imposto há décadas, independente da ideologia de quem nos governa (sim, vergonhosamente admito que adorava o discurso de um certo deputado que promete resolver as coisas de forma muito simplista)

      A taxa de encarceramento cresceu 157% entre 2000 e 2016. Apenas em 2016 a letalidade policial cresceu 25% no país. Nos últimos anos, diversos crimes tiveram suas penas aumentadas. A guerra ás drogas se mostrou um fracasso, começando a ser revista inclusive no país que a popularizou. E tudo isso não diminui a violência.

      Precisamos de um modelo alternativo, baseado na ciência, livre de orgulho ou preferências pessoais.

      • BJJ, para analisar o problema direito, analise por estados separadamente. Não dá para comparar Sergipe com São Paulo ou Alagoas com Santa Catarina e tirar uma média para o Brasil.
        Em SP a taxa de encarceramento é alta (452/100.000 – 2012 – deve ser maior agora, mas não achei numa pesquisa rápida) e tem uma das menores taxas de homicídios (10,9/100.000, segundo o último estudo).
        Já Sergipe tem encarceramento de cerca da metade (231/100.000 – 2017) e uma taxa de homicídios de 64/100.000.
        Como tirar uma conclusão usando a média entre dois casos tao díspares?

  48. Antes de mais nada desculpem por só chegar agora. nestes dois dias trabalhei na DHBF, inclusive na morte de dois PMERJ.
    .
    A violência, na minha opinião, possui múltiplas causas. Vou postar minhas opiniões :
    1 – Violência é uma escolha : por mais que haja um ambiente propício, só se torna violento quem quer. A lacração intelectualizada coloca a violência como algo irresistível que o meio ambiente coloca à disposição. Engano : a DHBF fica do lado da estação de trem de Belford Roxo e vejo a multidão que escolhe o trabalho como subsistência.
    2 – Armas não causam violência : armas são objetos (de mau agouro conforme Sun Tzu) e como tais são inertes, precisam de alguém que as empunhem. O ânimo de usá-las é que causa violência. Na falta delas usa-se facas, p.ex.
    3 – Violência não tem uma causa única, há várias : desigualdade de renda, de educação, concentração populacional, são as preferidas da esquerda. Mas a educação familiar, numa sociedade onde a estrutura familiar tem mudado e até sendo corroída, tem seu peso.
    4 – Jovens negros são os que mais morrem, mas vou lhes falar uma coisa sem medo de ser tachado de racista : são os que mais matam. Eles escolhem a violência como forma de vida, e como já dizia J.C., quem vive pela espada morre pela espada.
    5 – Se 94% dos mortos são homens, é neles que se deve visar o combate à violência, ao contrário da lacração misândrica. E homens tem mães, filhas, amigas, companheiras, que também sofrem com sua bestialização e/ou desaparecimento.

    • Sobre ser taxado de racista, eu tenho uma experiencia em outro blog, naquele episódio em que a MB apoiou a subida no morro e apareceram quase 100 traficantes fugindo a pé.
      A poucos dias tinha sido publicado um texto onde dizia que o Brasil era racista pois 90% dos presos eram negros ou pardos, e eu apontei para o fato de 90% dos criminosos fugindo naquele episódio eram negros e pardos, portanto nada mais natural que se fossem presos manterias as estatisticas, um blogueiro advogado metido defensos do politicamente correto denunciou aos editores que apagaram meu comentário por considerar racista.

      • Olá Walfrido. Não sei se foi racista ou não mas foi estatisticamente equivocado. O uso de amostragens erradas geralmente leva a conclusões equivocadas.

        • Sim, não dá para se tirar nenhuma conclusão sobre um fato isolado, mas que tem muita gente que se ofende quando se fala sobre a maioria negra nas penitenciárias.
          Mas eu não me contamino por este racismo, pois na cidade em que vivi por 18 anos, Curitiba, a maioria dos ladrões e traficantes são brancos, a população negra é muito pequena.
          No colégio em que estudei nos anos 70, o Santa Maria, tinha mais de 1000 alunos e só dois negros. Depois da criação da refinaria da petrobrás e da cidade industrial foram transferidos muitos nordestinos do polo petroquímico da Bahia e a situação mudou.
          Nas ruas causava espanto o pessoal de bermuda e chinelo de couro, roupas consideradas como de praia pelos curitibanos dos anos 70.
          Meu pai que era professor na UFPR disse que tiveram várias reuniões para discutir sobre o comportamento e as roupas dos nordestinos, que eram muito mais liberais que o sulista, foi uma surpesa para os professores mais antigos os alunos indo de bermuda para a universidade com camiseta sem manga.
          Foto de um típico ladrão branquelo curitibano.
          . http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/5396/normal_PRESO-RODRIGUE2.JPG

          • Ótima história essa das roupas dos nordestinos em Curitiba. Acho que eles passaram muito frio. Eu que nasci próximo à Serra do Mar aqui no Grande ABC e era acostumado com frio e chuva, sempre passo frio quando visito Curitiba. Em química ambiental, um dos maiores desafios é a coleta de amostras que sejam estatisticamente significativas. Ás ocorre de uma amostra ter problemas e apresentar um falso positivo ou pior, um falso negativo. Em sociologia e na área de saúde é mais complicado ainda. Um grande abraço. A propósito, gosto muito dos seus comentários.

  49. Observem que há um ponto em comum que surge bem evidente. Uma vez que vivemos em sociedade regrada por limites, onde os direitos subjetivos de cada qual devem coexistir e limitam-se pelos dos demais, fica evidente que desde criança devem ser as pessoas formadas para a cidadania à base da imposição de limites, disciplina e reconhecimento da necessidade de autoridade e regramento.
    Esta obrigação é primordialmente dos pais. Ela se faz coma palavra ,e quando ela não adianta com a cinta ( a despeito de a maria do rosário querer punir os pais que disciplinam seus filhos).

    Quanto à questão das estatísticas e especialmente da relação entre população carcerária e criminalidade, como bem dito, cada realidade, inclusive regional, deve ser analisada separadamente. As generalizações conduzem a erros. Há múltiplos e variados fatores a serem considerados.
    Duas coisas, porém, são inegáveis. Se está ruim com este número de vagabundos preso, imaginem se estivessem na rua. A questão não é se diminui a criminalidade com encarceramento, mas sim onde ela estaria se ele fosse menor. Certamente seria maior. Em segundo lugar múltiplos fatores interferem na formação do juizo de valor de conduta e na tomada de atitudes criminosas. A possibilidade de pena é apenas um dele. Mas ela é importante. E para os crimes graves ( latrocínio, homicídio, sequestro, roubo com arma, estupro com morte, sequestro etc..) a pena deve ser severa. No nosso caso aumentada e com cassação de benefícios. Fechado devia ser fechado por pelo menos 2/3, e com isolamento 23 horas por dia.
    Eu lidei com vagabundos, inclusive condenei alguns e lhes digo, tem sujeitos que não tem correção e tem que ser encarcerados perpetuamente. Não tem, em regra, santinhos nos presídios. Isso do ladrão de galinha preso e uma falácia e uma mentira perpetrada por quem não conhece um presídio e não sabe o que anda dentro dos processos criminais ou tem interesses políticos em explorar a questão. A única exceção são as mulas do tráfico, que são um bando de zé-ruelas. O resto é tudo cobra criada.
    E como disse certo presidenciável ontem: “presídio cheio é problema de quem está lá”. Positivo. Não quer ir pra lá? não cometa crimes.

    • Colombelli, você tem mais experiência do que eu no meio judiciário, talvez possa me explicar. Com relação a indultos, qual é o critério para que presos sejam liberados em datas como dia das mães, dia dos pais, Natal, etc.? Pergunto por que me parece que muitos beneficiados por esses indultos delinquem durante esse período livre e ou não retornam nas datas previstas aos seus estabelecimentos penais. Ou ainda, vejo absurdos como indultar no dia das mães uma notória presidiária que foi mentora do assassinato dos pais. O que justifica e quem concede o benefício a uma aberração como essa?

      • Não tem critério. Primeiro que este indulto não é obrigação legal. É praxe e costume ao final de ano ter o decreto de indulto, que é atribuição do presidente e feito conforme critérios “dele”. O indulto normalmente reduz ou comuta penas.

        Não devemos confundir, contudo, indulto com saida temporária, que é dos elementos do semi aberto e aberto, e que é feita em até sete dias em 04 vezes ( na pratica mais vezes com menos dias) por ano, normalmente em feriados. Esta está na lei ( nº 7.210) e é direito deles, carecendo cumprimento de fração da pena, bom comportamento e em alguns casos exame criminológico. Para acabar esta bandalheira é so os elementos do congresso mudarem a LEP. Pra mim deveria ser fechado e ponto. até o fim da pena. Latinos são muito complacentes.

        Pra ti ter uma base, o tempo que trabalhei no MP os juizes estavam delegando pro administrador do presídio deferir a saída. Cada uma era um agravo em execução e um MS para dar efeito suspensivo no TJ. Hoje tem súmula vedando esta delegação.

        São evitados feriados de festividades como carnaval para saída. Mas deferidos em feriados como o dia das mães e dos pais. Ai os vagabundos aproveitam pra ir deixar alguem sem pai ou sem mãe ou presentear um pai ou uma mãe com o cadáver de um filho.

        Tu fala contra estes benefícios, ja aparece a choradeira da OAB e de 50 “adEvogados” ( tipo os do lula) e pseudo-juristas que nunca viram um criminoso na frente.

  50. E vai piorar, trabalho na área de segurança pública, sei como as facções estão se espalhando pelo Brasil, e se o Brasil não começar a ter uma legislação semelhante a Chinesa com pena de morte e prisão perpétua para estes membros de facções todo o Brasil vai ser tomado e passaremos dos 100.000 homicídios anuais. Infelizmente o Brasil é um país não civilizado, só um punho de ferro pra gerir este país.

  51. Prezado BJJ, admiro sua humildade quando reconheceu que tinha por ídolo um aliciador de menores, maconheiro e sócio de traficante, e lá pelas tantas, abriu os olhos e viu a cagad…..que estava fazendo.
    Com relação a suas estatísticas, respeito todas elas, mas a solução é a Winchester, e um dia tu vais te lembrar te lembrar da minhas palavras quando estiveres sob a mira de um arma com um “cheirado do outro lado” completamento alucinado.

  52. Olá. Alguns colegas coloram a questão na necessidade de analisar os estados separadamente, enquanto outros defenderam políticas duras de encarceramento como uma medida para a redução da criminalidade, especialmente a taxa de homicídios. Encontrei um excelente artigo intitulado “TAXA DE ENCARCERAMENTO: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS” escrito por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O artigo foi publicado na Revista Brasileira de Adminstração Política em 2017. Levei algum tempo para encontrar e ler o trabalho para ter certeza que seria adequado para a discussão. O artigo pode ser encontrado na internet e é relativamente curto (34 páginas). O artigo leva a várias conclusões. Colocarei uma delas que estaria no contexto de nosso debate, mas recomendo que cada um avalie por si os resultados da pesquisa.
    (diz o autor) “No entanto, quando observamos a correlação entre taxa de encarceramento e criminalidade no Brasil, esta não nos autoriza a inferências confiáveis, ou seja, mesmo após quase dois séculos de existência da prisão, não é possível afirmar que o aumento do encarceramento significativamente afeta ou é afetado pela criminalidade, impõe-se questionar quais as razões do crescimento do aprisionamento em algumas regiões do país.”

    • Não é porque existem hospitais e que aumentou a taxa de internação que as pessoas deixam de ficar doentes e morrer rsrs.
      Deveríamos fazer uma experiência e soltar todos os presos de uma vez. Tenho certeza que a violência iria aumentar dramaticamente.
      Mas, de acordo com esse autor, não é possível concluir isso. Talvez ele considere que a violência irá até mesmo diminuir. O número de roubos, estupros e homicídios iria cair, pois o fato de ter mais ladrões, estupradores e assassinos nas ruas não sugere que eles irão cometer esses crimes novamente.
      Sério que você não acha essa conclusão absurda?

    • Camargoer, este é o problema: por acaso o autor do tal artigo alguma vez lidou ou tratou direto com bandidos?

      Tem muito pseudo-intelectual e auto-irrogados “juristas”, gente da índole da maria do rosário ou que apregoa o vitimismo que apregoava a falecida vereadora do PSOL, que se metem falar sem conhecer a realidade e baseados em avaliações atomizadas ou superficiais ou imbuídos de laivos ideológicos ou interesses pessoais. Pra entender de verdade o problema, tem que conhecer e falar com o criminoso, aferir a motivação, ver de onde saiu sem ser na condição de seu “defensor incondicional”. Análise fria, imparcial.

      Uma coisa eu te afirmo como quem ja teve estes elementos na “freguesia” e tinha que avaliar imparcialmente. Hoje quem está preso (exceto os mulas do tráfico) são, sim, em esmagadora maioria, gente perigosa, vagabundos que não em um pingo de repeito pela vida ou direitos alheios. E afirmo com certeza de quem mandou alguns pra lá ( de consciência tranquila) e com eles lidava direto no presídio uma vez ao mês e nas salas de audiência dos PADs e processos criminais, que soltos eles em maioria voltarão a delinquir. Portanto estarem fechados diminuiu sim a criminalidade.

      Dir-se-á: mas ela cresceu exponencialmente mesmo com o índice de encarceramento ! Ao que eu redarguiria: imagine onde ela estaria agora se não fosse estes encarceramentos. Teria crescido em escala logarítmica.

      • Olá Colombelli. Os pesquisadores da FGV usaram uma ferramenta estatística (chamada PCA – análise de componentes principais) que permite correlacionar diferentes variáveis. Eles levantaram dados disponibilizados pelo Ministério da Justiça e pelas Secretarias estaduais no período de 2007 até 2014. Eles usaram muitas variáveis, como taxa de encarceramento, indice GINI, taxas de homicídio, fração de presos provisórios, etc. Eles testaram vários modelos. Os resultados são consistentes. Eu li a metodologia (que é bem parecida com aquela que usamos em química ou em epidemiologia) e é consistente. O artigo não é opinativo mas evidencia quais parâmetros estão correlacionados ou não. Um exemplo de variável correlacionada seria a incidência de uma doença (polio) com as campanhas de vacinação (um sobre o outro diminui) ou salário com escolaridade (um sobe e eleva o outro). Variáveis independentes são aquelas que não estão relacionadas. Se tiver um tempo para ler o artigo, seria muito legal e seria excelente ouvir sua opinião sobre o trabalho.

  53. Camargoer, eu não questiono a veracidade ou validade científica do trabalho. Mas isso não muda o fato de que nunca saberemos como estaria a criminalidade com menos encarceramento. O encarceramento como eu disse é parte da prevenção geral e especial que a pena tem como uma das finalidades. É apenas um dos fatores que influencia na formação da vontade delitiva.

    Uma coisa é certa e universal: Boa parte dos que estão encarcerados por crimes violentos, eu diria a grande maioria, se estivesse solta estaria cometendo crimes. Logo, o fato de estarem presos diminui a criminalidade ou diminui a sua taxa de incremento ( isso é a prevenção especial). Cadeia não resolve mas ameniza.

    E pra quem acha cadeias daqui ruins, dê uma olhada nas cadeias da Bolívia ou Madagascar, ou na prisão de barracas que um xerife do meio oeste dos EUA fez no deserto. N~]apo existe cadeia boa, ou cadeia que regenere. isso é ilusão. Prisão é pra tirar o cidadão de circulação, nada mais.

    • Caro Colombelli. Fui reler o artigo antes de voltar a opinar. Os autores avaliaram os dados de cada estado e observaram uma forte correlação entre a taxa de encarceramento e com o percentual de investimento dos governos estaduais nas estruturas de justiça e segurança, mas quando as taxas de encarceramento não alteram as taxas de homicídio. Eles mostram que alguns estados possuem altas taxas de encarceramento, mas suas taxas de homicídios não são significativamente diferentes daquelas encontradas em estados com menor encarceramento. Esta dado, no contexto da nossa discussão sobre o Atlas da Violência, sugere que temos que buscar outras estratégias para reduzir as altas taxas de homicídio. Acho relevante o trabalho porque ele analisa os dados sem fazer um juízo de valor. Por outro lado, eles encontraram uma forte correlação entre a taxa de homicídios e a porcentagem de presos por tráfico (ele menciona “por drogas”). Quanto maior a fração de presos por tráfico, menor é a taxa de homicídios (o que confirma o comentário de um colega sobre o agravamento do tráfico). Ele também mostra que quanto maior o desemprego e a desigualdade (índice Gini do estado) maior é a taxa de homicídios. A relevância do estudo é lançar luzes sobre o problema para pensarmos o que devemos fazer daqui para a frente. Agora, eu não precisaria dizer que não sou o autor do trabalho. Tive apenas a iniciativa de encontrar um trabalho recente sobre o tema para ajudar na reflexão e contribuir para o debate franco e honesto.

      • Camargoer, compreendi que era texto de terceiro. Mas volto a repetir. Justamente porque vários fatores interferem não se pode pretender estabelecer uma razão exata entre encarceramento maior ou e aumento ou diminuição de criminalidade.

        O que será sempre certo é que cada um destes criminosos profissionais que estiver encarcerado serão menos crimes na rua. E parte deles é deste perfil. Irão reincidir enquanto tiverem forças, e estiverem soltos. Lá dentro mesmo irão voltar a cometer crimes mas aos menos prejudicarão principalmente os seus “pares”.

        Os outros fatores também precisam ser atacados ( talvez sejam até preponderantes), mas não se reduzirá criminalidade reduzindo encarceramento. Todavia, só com encarceramento não se mudará a raiz do problema. É um antibiótico para um doente grave acometido de vários males.

        • Caro Colombelli. Concordamos em muitas coisas. O problema é grave e demanda uma urgente ação de toda a sociedade. Naquele segundo artigo que sugeri, há uma boa discussão sobre a relação entre taxa de encarceramento e redução da criminalidade em geral. Quanto maior encarceramente, menor os índices de roubos, como você mencionou. Por outro lado, as pesquisas indicam é que a taxa de homicídios não é alterada pelo encarceramento. Isso chamou a minha atenção e como o tema do post era taxa de homicídios, foquei nesta discussão. Por fim, a existência do PCC (e aquele terceiro artigo que sugeri é esclarecedor) alterou muito a dinâmica dos fatores relacionados à criminalidade. O tema é complexo, e por isso algumas cosias parecem ir contra ao senso comum. Por isso a importância de compreender a dinâmicas destas variáveis. Realmente, espero ter ajudado neste debate

          • Camargoer isso ocorre porque os homicídios são causados por fatores que não são atingidos tanto pela prevenção geral da pena. Podemos cada um de nos dizer que não iremos roubar ou estuprar hoje. Mas ninguem pode dizer que não vai matar.

            Aliás, muitos das mortes, exceto as passionais e latrocínios, está relacionada a tráfico. Porto Alegre por exemplo, não fica a dever nada ao Rio nestes termos. Como ja disse aqui, tem se visto disputas de vagabundos na zona norte e zona sul de POA e em Gravatai e Canoas onde decaptações e videos de cabeças sendo desmanchadas a tiros de fuzil são lugar comum.

            A grande POA tem registrado até chacinas, podem pesquisar. E invariavelmente é tráfico disputando ponto ou cobrança de dívida disso.

            Solução para o PCC: presídios no meio da selva, com isolamento do preso 23 horas por dia, selas individuais e minusculas e monitoramento dos “adEvogados” deles, inclusive as conversas no presídio. Mas ao a OAB e os “juristas” vão se revoltar.

    • Olá Colombelli. Encontrei outro artigo que pode ser complementar ao que eu sugeri antes. “O EFEITO DO ENCARCERAMENTO SOBRE AS TAXAS DE HOMICÍDIO NO BRASIL”. Este trabalho também é uma análise estatística (ou econométrica) com conclusões parecidas, apesar de ter sido publicado antes (2014). Também é relativamente curto (30 páginas). Segundo o critério BL (Bruna Luiza), teríamos que limitar os textos a 55 páginas diárias (riso). Ontem eu li um outro artigo sobre o PCC que é muito interessante para quem desconhece o funcionamento deste grupo (O paradoxo da política de segurança pública: Estado, PCC e a gestão da violência na cidade de São Paulo). Espero que você goste dos artigos que sugeri.

      • Você cita textos extensos que nunca ninguém vai ler para explicar o óbvio do ovo. Afinal, você acha pouco ou acha muito a estimativa de 62 mil mortos por ano? Responda objetivamente e não me mande ler nada.

        • Caro Vitor. Claro que acho este numero alto. E os textos que sugeri (longe de mim mandar alguém fazer qualquer coisa) indicam quais são as ações que teriam maior impacto para reduzir as taxas de homicídio e quais ações seriam inócuas. Sobre o tamanho dos textos, discordo que sejam longos mas é muito melhor ler os documentos originais do que ouvir opiniões de colunistas (que provavelmente leem menos do que nós). O que acha?

          • celas aliás, e não selas, embora as segundas não fossem incompatíveis com algumas cavalgaduras que estão presas.

  54. O problema é que se produzem muitos textos sobre as causas e soluções e “dificilmente” estas coisas servem para alguma coisa. A única alternativa para reduzir a criminalidade é 1 – sim, doa a quem doer, regular a produção, a circulação e o uso de entorpecentes, retirando da ilegalidade e cobrando impostos o “trafego” de drogas, tirando vantagem da ordem estabelecida e doa valores arrecadados para desde criança, estimular o bem, a boa ação, o esporte, as artes, o “trabalho” bem como fazer campanhas “contra” o uso de drogas, desde criança nas escolas (haverá uma chance se não mais existe a pressão do trafico, da ilegalidade da contra contrariedade juvenil (oh, todos estas viciados começaram em criança, ou imaturos, ou desavisados – pode até existir curiosidade, mas o ato de se drogar vem mais da rebeldia juvenil por algum trauma, como dor, fome, abandono material e intelectual) durante um período de no mínimo 50 anos, até que esta geração mais rebelde esteja “morta”, e, controladamente, reduz-se o volume de drogas distribuído, até que existam uma mínima ( eu não tenho a pretensão de dizer zero) pressão para que as pessoas usem drogas, ou as encontrem ou torne extremamente difícil adquiri-las. Tudo produzido no Brasil sob rígido controle de qualidade. Sem mistura. Em um prazo de 50 anos, se bem executado, o plano livra o Brasil das drogas e de uma boa parte da violência. 2 – acabar, revogar os artigos de lei que permitem progressão de pena. O condenado deverá cumprir a pena integralmente, sem benefícios. Um estímulo para que não se cometa um crime sem dúvidas é uma pena severa. Como eu sou contra pena de morte, exceto para agentes públicos que se corrompam, material e moralmente, deve-se admitir prisão perpétua (ela já ocorre na prática para alguns criminosos, então, apenas cair na real). E, bem, Juízes que cumpram os prazos para julgar. Eu já fui um advogado e vejo como é justiça brasileira. Além dos treze ou quatorze salários astronômicos, há ainda as féria,s os recessos, a saidinha, o cheguei tarde estava na fazenda, esqueci o processo em casa. e por aí vai. A reforma da justiça brasileira passa por colocar trabalhadores para julgar, quero dizer, juízes que trabalhem. Por fim 3 – Consagrar o princípio de que todos, naturalmente e por graça da vida, podem devem e isto deve ser garantido por lei ( e não proibido) defender-se por quaisquer meios de uma ameaça injusta a si, familiares, amigos ou outros inocentes contra a ação de violentos. O que se traduz em permitir livremente o porte de armas. Talvez, no começo exista até um aumento na taxa de homicídios, mas assim como lá no Texas, com o tempo, os caras andam com a arma na cintura e o estado tem crime algum. Coragem!

    • Todas as farmácias e drogarias do Brasil poderiam ter as drogas populares, como maconha, cocaína, crack, vendido em embalagens especiais, por um preço competitivo com o tráfico, financiando o governo e falindo o trafico. As penas para os crimes cometidos a partir da data da publicação da lei específica seriam cumpridas integralmente, dissuadindo e desafogando juízes em processos de diversas discussões na execução da pena, e livre porte de meios de defesa. Simples assim. Só precisa de ação.

      • Muito interessante, acho que é a melhor forma, pois do modo em que está, é como enxugar gelo…
        O comércio de drogas nunca vi deixar de existir 100%, então, já que existem pessoas sem noção e que vão querer usar de qualquer maneira mesmo, melhor o Estado ganhar algum recurso com a legalização para depois poder bancar as contas que o usuário vai gerar ao necessitar de serviços de saúde (quase sempre o usuário acaba com tudo que tem e vai parar nas custas do governo) etc…

        Sem contar que a “industrialização” ainda vai gerar empregos (para maiores de idade que façam testes toxicológicos de a cada seis meses e testem negativo, não pode dar chance de por um dependente em contato direto com o entorpecente) regulamentados…

        • Tira da marginalidade os usuários ( que são uma multidão numerosa nas sombras) colocando-os debaixo de luz, acabando, pondo fim a uma guerra que existe entre traficantes e entre traficantes e a polícia, o que gera inúmeras mortes. A legalização das drogas, nestas alturas, é a única forma de diminuir a violência. Se há outra alternativa prática e eficaz eu não conheço, restando no meu ententer esta como única alternativa viável. Eu, de minha parte sou favorável a um enorme nível de liberdade, acreditando que as proibições só fazem gerar mais prejuízos.

          • Há que se lembrar que sim, usuários de drogas são vítimas. Embora vistos como malandros ou vagabundos, piores na verdade são pessoas que devido a diversas situações, geralmente quando crianças, ou adolescentes, experimentam droga. Pode ser para aliviar trauma, para manifestar rebeldia, ou mesmo por curiosdade, para diversão, para recrear. Há influência de amigos e da mídia. Muitas vezes influência dentro da própria família. E depois de viciadas, não é fácil deixar de usar. Há uma dependência química, uma alteração orgânica. Então, melhor, ao menos diminuir os danos. E um forma de diminuir os danos é liberar ordenadamente, coletar impostos e continuar combatendo ilícito, até que toda droga do país, ou quase toda, seja fornecida pelo Estado, que pode, com o tempo, impedir novos usuários e diminuir o fornecimento, já não existindo mais um trafico forte e rico. Há um enorme preconceito contra a liberação, mas é injusto. Se desejamos acabar com esta guerra civil que existe, precisamos acabar com o trafico de drogas, e para isto precisamos legalizar as drogas, fazê-las gerar benefícios para a população através de controle e arrecadação pelo Estado.

        • Caro Alex. A guerra às drogas não funcionou. Isso é um fato. Precisamos mudar nossas estratégias em relação às drogas. Também acho que é preciso desatar o nó da criminalização do uso e da comercialização das drogas e passar a tratar o usuário como um problema de saúde pública e não de segurança pública. Contudo, algumas coisas precisam ser consideradas. A primeira delas é que as drogas causam dependência e danos à saúde do usuário e sofrimento para a sua família. Exitem problemas muito específicos de cada droga. Por exemplo, o uso da maconha por adultos não causa nenhum dano à saude (talvez aumente o risco de cancer como o cigarro, mas nunca li nada sobre isso, portanto é apenas uma hipótese minha). Por outro lado, esta provado que o THC causa danos permanentes em cérebros em desenvolvimento (por exemplo em crianças e adolescentes). Outras drogas, como cocaína ou heroína (e mesmo o álcool) também causam outras doenças além de severa dependência química. Portanto a descriminalização não pode ser tomada como a liberação irrestrita da comercialização. Um exemplo são os analgésicos opioides. que tem comercialização restrita mas são ilegais. O processo de descriminalização das drogas precisa ser acompanhado de programa de redução de danos (que é uma estratégia de saúde publica), intensa e permanente campanha de esclarecimento (aliás, faz tempo que não venho propagandas sobre o uso de camisinha ou contra o uso do cigarro). Agora, uma política de descriminalização não pode ser inserida em uma estratégia de repressão, obrigando testes, cadastros, etc. Isso não vai funcionar. Tem que ser uma abordagem de saúde pública baseada em postos de saúde, centros de atenção psicossocial (CAPS) e apoio pedagógico-social dentro das escolas.

          • Correção. Os analgésico opióides tem comercialização restrita mas são LEGAIS. Sei lá porque, escrevi equivocadamente ilegais. São legais.

          • Olá Camargoer, exatamente, penso que esse processo de fato não pode ser um “liberou geral”, precisa de certos tipos de controle, mas de modo em que permita a existência de um meio legal para adquirir, mas não extremamente burocrático e que permita acabar com o comércio dos traficantes, ou seja, o Estado passa a ocupar o posto do traficante.

            *Quero deixar claro que sou contra o uso de todos os tipos de drogas, tanto ilícitas quanto licitas (excetuando prescrição médica), também sou contra bebida alcoólicas (sou filho de pai alcoólatra e sei bem os prejuízos que a bebida acarreta) e sou terminantemente contra o uso de cigarros.

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