terça-feira, outubro 19, 2021

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Irã: governo cria centros de milícia em escolas para reeducar população jovem

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

vinheta-clipping-forteApós os distúrbios causados pelo polêmico resultado do pleito que reelegeu o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o governo parece ter adotado uma nova estratégia para reprimir o movimento da oposição. Diferente dos espancamentos, prisões e grandes julgamentos, o comando do país inicia um ambicioso esforço para acabar com a oposição e reeducar grande parte da população iraniana de jovens. Nas últimas semanas, o regime anunciou uma série de ofensivas ideológicas.

Para começar, de acordo com o jornal “New York Times”, o governo vem instalando seis mil centros da milícia Basij em escolas de ensino fundamental de todo o país, na tentativa de estimular os ideais da Revolução Islâmica. O regime também criou uma nova unidade da polícia que promete varrer a voz de dissidentes na internet. Uma empresa que trabalha em parceria com a Guarda Revolucionária conseguiu a maior fatia do monopólio das telecomunicações do Irã em 2009, dando à Guarda controle provisório das linhas de telefone, provedores de internet, e duas empresas de telefonia celular. E, em meados de 2010, a Guarda pretende abrir uma agência de notícias, com material televisivo, fotográfico, e textos.

O governo chama a nova estratégia de “soft war” (guerra suave), e os líderes iranianos frequentemente encaram as medidas com mais seriedade do que enfrentam os confrontos militares reais. A ação é enraizada numa antiga acusação: os problemas internos do Irã são um resultado da subversão cultural do Ocidente e merecem uma resposta vigorosa. A extensão da nova campanha enfatiza a fragilidade do regime após a onda de protestos.

O líder supremo do Irã, o aitolá Ali Khamenei, vem usando o termo “soft war” desde setembro, quando ele alertou a um grupo de artistas e professores que eles viviam numa “atmosfera de provocação”, na qual o fenômeno cultural deve ser visto como uma grande batalha entre o Irã e o Ocidente. Desde então, ele e outros funcionários do alto escalão repetiram a expressão ao descrever os novos esforços de “reislamizar” o sistema educacional, “purificar” influências seculares, professores, e os ideais da mídia.

O novo foco também pode refletir na influência crescente da Guarda Revolucionária, cujo líder, Mohammad Ali Jafari, é há muito tempo um dos principais devotos da estratégia, disseram especialistas.

FONTE: O Globo

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Felipe Cps
Felipe Cps
11 anos atrás

Madrassais do terrorismo. Simples assim. Doutrinação fundamentalista desde pequeno. Tudo que Orson Welles sonhou.

Uma pena que uma cultura milenar tenha que desaparecer sob a chuva de fogo que virá, em breve. Fanatismo leva só a isso.

Sds.

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