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O povo ama os militares

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Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro trouxeram à tona a realidade de que o brasileiro entende, respeita e prestigia seus militares. Todos os que lidam com esta classe, que é numerosa, sabem que a norma é o respeito, a dignidade e a vocação para servir. Amparados em valores fundamentais para que uma nação se faça respeitar: austeridade, dignidade e compostura. A começar pelos seus próprios, que, mesmo sem verbas, estão sempre pintados e limpos. Nos oficiais e funcionários civis, a vestimenta é sempre correta, assim como a apresentação pessoal.

Os militares desenvolvem um papel importante no atendimento às populações ribeirinhas na região amazônica, por exemplo, em que tudo depende da Marinha ou da Aeronáutica. As fronteiras terrestres entregues ao Exército, que poderia ser mais bem aproveitado no combate ao contrabando de drogas e às invasões de nosso território por criminosos de países vizinhos. Mesmo nos grandes centros, não foram poucas as vezes em que foram às ruas para a preservação da ordem e do respeito.

O presidente Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa maneira, os prestigiou ao longo de seus dois mandatos. Barrou manobras revanchistas que certamente desaguariam em crise desgastante.

Agora, vamos precisar dos militares mais uma vez. Já são muitas as frentes de obras confiadas a regimentos de engenharia do Exército, como a Cuiabá–Santarém, tal vez a mais importante estrada em pavimentação no Brasil atualmente. E, para atender a Copa de 14, certamente deveremos ter tropas treinadas para ajudar as polícias estaduais durante o período do evento. A mais, vamos ter de aprovar na ONU o aumento de nossa plataforma continental, onde temos direito assegurado, antes que aventureiros venham pescar em nossas águas profundas o nosso petróleo. E a Marinha do Brasil é a autora dos estudos, assim como foi do presidente Emílio Médici a coragem de fixar as 200 milhas e não dar ouvidos aos protestos de grandes nações.

O governo concluirá que a questão dos aeroportos passa pela Aeronáutica, que sempre atuou com competência nesta área. As coisas degringolaram depois que a Infraero passou à esfera civil e o DAC virou agência reguladora. E tudo isso com amplo respaldo popular, mas com os protestos dos recalcados de sempre, gente deformada intelectualmente. O Brasil, entretanto, é maior do que eles.

O regime militar, que tantos criticam, merece reparo pelo excesso de zelo do Marechal Castelo Branco, que afastou os militares da carreira política, criando uma série de obstáculos. Até então, o Parlamento brasileiro sempre contou com a presença de ilustres militares. Nos anos 50, por exemplo, o Rio de Janeiro, capital federal, chegou a ter três senadores militares – os generais Gilberto Marinho, que presidiu o senado e exerceu dois mandatos, Napoleão de Alencastro Guimarães e Caiado de Castro. Grandes deputados, como José Costa Cavalcanti, de Pernambuco, Menezes Cortes, Mendes de Morais e Amauri Kruel, do Rio. No antigo estado do Rio, a figura maior foi o Almirante Amaral Peixoto, mas também tiveram governadores, como os generais Macedo Soares e Paulo Torres. Logo, militar é uma coisa; ressentimento de gente que no passado errou, e errou feio, é outra.

FONTE: Jornal do Brasil

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Ricardo OgataMarco Antônioandre_primao Recent comment authors
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andre_primao
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andre_primao

“foi do presidente Emílio Médici a coragem de fixar as 200 milhas e não dar ouvidos aos protestos de grandes nações.”

Visão estratégica. Não me recordo onde li, mas a muitas décadas já se falava no potêncial de petróleo no litoral brasileiro. Com os anos isso foi se confirmando.

Ps. É interessante ver que algumas familias continuam servindo ao país.
Temos diversos parentes de presidentes-generais e militares que tinham cargo politico (ministros) durante o regime e hoje seus netos são oficiais das FFAA, PPMM e alguns inclusive na ABIN.

Educação, respeito e valores vem de berço.

Marco Antônio
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Marco Antônio

Peço um esclarecimento ao editor Ricardo Ogata: Este texto é um editorial, matéria jornalística ou artigo?

Explico a pergunta: cada um destes tipos de publicação tem um caráter, podendo ser, respectivamente, opinativo-institucional, técnico ou opinativo-pessoal. Diante desta análise, pode-se julgar se a publicação é versão, fato ou opinião.

É bastante importante, no meu entendimento, explicitar esta nuance. Sugiro o seguinte: No “rodapé” do post onde vcs colocam “Fonte: Jornal do Brasil” colocar “Artigo/Editorial/Matéria publicada no Jornal do Brasil”.

Ricardo Ogata
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Ricardo Ogata

Prezado Marco Antônio, Primeiramente, agradecemos a sua importante participação em nosso blog. Como é de seu conhecimento, o uso do ícone “CLIPPING”, no início da matéria, significa que o texto não é de autoria de nossa Redação, sendo, apenas, uma reprodução de texto, ficando a critério do leitor verificar o caráter da notícia na fonte original. Todo e qualquer comentário de nosso Blog, se houver, sempre será colocado à parte, fora do corpo principal da matéria, precedido da frase “NOTA DO FORTE”, ou “NOTA DO PODER AÉREO”, ou “NOTA DO PODER NAVAL”, ou “NOTA DO BLOG”, para ficar evidente que… Read more »

Marco Antônio
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Com certeza os blogs da trilogia são muito claros quanto a identificação quando se trata de reproduções (usando a identificação “clipping”) e quando se trata de opinião dos editores. Da minha parte, não duvido da fidedignidade das reproduções pelos editores. A minha intenção é de tornar mais claros ainda os post’s, de uma forma que não implique na necessidade de verificação diretamente na fonte para identificação da natureza da publicação (matéria, editorial ou artigo). Acredito que quanto mais “auto-explicativo” for o post, melhor para os leitores e assinantes.