domingo, dezembro 5, 2021

Saab RBS 70NG

MAP II da KADDB

Destaques

Os transporte de tropas blindados leves, como o Striker americano, tem a função de transportar tropas até a frente de batalha onde desembarcam e passam a usar o terreno para avançar e lutar. Os  transporte blindados leves não foram projetados para as tropas lutarem de dentro do blindado pois são muito vulneráveis as armas anti-carro.

Ao serem usados em conflitos de baixa intensidade, como o Iraque e Afeganistão, os blindados leves sofreram muito pois os contatos eram próximos e eram muito vulneráveis as minas e explosivos improvisados. A resposta foi usar os blindados resistentes a minas (MRAP).

Os Carros de Combate também foram usados com sucesso devido a grande blindagem, poder de fogo e precisão. A dissuasão era a melhor arma para prevenir ou terminar combates.

Os israelenses também tiveram uma péssima experiência com os seus M-113 durante a invasão do Líbano em 1982 e a ocupação posterior. A resposta foi criar um transporte de tropas blindado pesado que resultou no Achzarit baseado no T-55. O Acharit entrou em operação em 1989. O transporte de tropas blindado pesado israelense mais recente é o Nemer baseado no Merkava. Outros países copiaram a idéia com os russos em 1997 mostrando o BTR-T baseado no T55 e em 2001 os Jordanianos mostraram o Temsah baseado no Centurion.

Os transporte de tropas blindados pesados usam o melhor dos dois mundos. Tem a proteção necessária para as tropas lutarem de dentro do veículo, avançando direto até a  posição inimiga, e a ação dissuasiva dos Carros de Combate, mesmo sem ter todo o poder de fogo necessário.

Em 2010 a empresa jordaniana King Abdullah II Design and Development Bureau KADDB mostrou o MAP II (Multipurpose Armour Platform). O MAP II é um blindado de transporte de tropas peso pesado baseado no carro de combate Tariq (Centurion). O MAP II foi equipado com torreta de armas de controle remoto e pode ser armado com mísseis e metralhadoras. Pode levar 13 tropas equipadas que usam uma porta em concha na frente e outra na traseira para entrar e sair do blindado.

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Vader
Vader(@fbmenegazzo)
10 anos atrás

Interessante conceito.

andre.dadys
andre.dadys
10 anos atrás

Muito interessante sim, mas ficam algumas dúvidas. Um carro que tem dimensões aparentemente avantajadas, não teria problemas de mobilidade em centros urbanos? Lembro que umas das grandes vantagens do M113 é ter mobilidade em função das suas dimensões externas. A penúltima foto não parece ser do mesmo carro apresentado na matéria. Observar o tipo de entrada, o formato do compartimento e a disposição dos assentos. O carro de origem (Centurion) tem o seu trem de força na parte traseira, e a foto demonstra o contrário. Outro questionamento: sendo a saída maior na frente do veículo, não exporia a tropa a… Read more »

junior262
junior262
10 anos atrás

O END não quer estimular a industria nacional de defesa? Tai um bom destino para os Leo1-A1…
Contrata uma bernadini da vida para transformar os Leo A1 em transporte de tropas…

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

Achzarit:

(http://www.israeli-weapons.com/weapons/vehicles/armored_personnel_carriers/achzarit/Achzarit.html)

Ao invés de reformarmos nossos M-113, poderíamos reformar os Leo 1A1BE, seriam blindados mais adequados p/ compor c/ os Leo 1A5.

rsbacchi
rsbacchi(@rsbacchi)
10 anos atrás

Estou achando este carro uma verdadeira engenhoca. Isto no pior sentido da palavra. Ha alguns anos atrás o Escritório de Projetos King Abdullah II, da Jordania, apresentou um projeto de VBTP sobre lagartas denominado: AB 14 Tensah. O Tensah foi desenvolvido a partir do Tariq (Centurion), com o motor e a transmissão montados na frente, deixando uma grande porta traseira para uso da tropa embarcada. Pelas fotografias no começo deste post dá a impressão que no MAP II o motor foi mantido na posição original (traseira), com uma especie de tunel lateral ao motor (como no Achzarit) para a tropa… Read more »

Marine
Marine(@marine)
10 anos atrás

Bacchi, No minimo o veiculo emuito estranho. Primeiramente a porta frontal e na minha opiniao simplismente inutil. Nao ha infante no mundo que com 30kg de equipamento ira passar em algo tao estreito ou muito menos querer se arriscar passar por ali sobre fogo inimigo. Outro problema de veiculos de lagarta em ambientes urbanos e seu alto ruido, eles facilemente alertam o inimigo com seu ruido unico e acabam sendo emboscados, ao inves de emboscarem, como muitos veiculos de roda como os Stryker por exemplo. Como um APC, prefiro muito mais ir a frente de batalha em um Piranha ou… Read more »

Marine
Marine(@marine)
10 anos atrás

G-LOC, O infante tem que estar preparado pra fazer tudo, seja disparar de dentro do veiculo ou ter que “dismount” e “locate, close with and destroy” o inimigo. Ate mesmo IFVs com calibres organicos de 30mm dismontam suas tropas para que elas possam atacar uma posicao. So porque voce tem um veiculo de transporte pesado e bem armado nao quer dizer que sera possivel cobrir todas as missoes de dentro de tal veiculo. Existem inumeras ocasios em que a tropa tenha que desembarcar para “close with” o inimigo, seja um predio de varios andares, um “compound” inimigo ou ate mesmo… Read more »

Marine
Marine(@marine)
10 anos atrás

G-LOC, A escotilha do comandante nao e feita pra ele desembarcar de la como um infante e muito menos ele carrega o equipamento que um infante moderno hoje carrega. Acho que quando voce se refere ao uso desses veiculos e quando a tropa desembarca, me parece que voce esta preso a ideia do uso desses veiculos (como no seu exemplo com os Strykers) em campo aberto – a la Fulda Gap dos anos 80. No teatros urbanos atuais a tropa desembarca de um Stryker ou MRAP no mesmo quarteirao ou rua que o objetivo se encontra. O infante desembarca e… Read more »

Marine
Marine(@marine)
10 anos atrás

G-LOC, Estou vendo que apesar de minha experiencia propria voce nao vai retroceder nos seus comentarios entao pra encerrar vou citar apenas o seguinte: No Afeganistao, gracas a maravilhosa malha rodoviaria do pais em que praticamente todas as estradas sao de terra, as IEDs tem hoje um poder explosivo muitas vezes maior do que no Iraque (em que a maioria eram municoes de artilharia). Nao convem revelar muito mas basta dizer que atualmente ate mesmo MRAPs com “V” hulls e MBTs nao sao 100% garantidos em prover protecao contra IEDs locais. Sendo assim nao existe veiculo no mundo que possa… Read more »

Ivan
Ivan(@ivan)
10 anos atrás

A sabedoria popular, que as vezes nos parece ridícula, apresenta algumas respostas simples e surpreendentemente verdadeiras. A expressão “cada macaco no seu galho” pode ser um exemplo surpreendente. Para cada missão uma arma. Para cada terreno um veículo. Veículos Blindados de Combate de Infantaria – VBCI possuem seu papel nas forças armadas, notadamente quando é necessário apoiar os Main Batle Tanks – MBT (Tanques Principais de Batalha) nas operações de cavalaria blindada. Nesta categoria estão os israelenses Achzarit (Cruel), Nemerah, Nagmashot e Nagmachon; o jordaniano Temsah; o russo BTR-T baseado no T55 e até mesmo a conversão dos OF-40 dos… Read more »

Vader
Vader(@fbmenegazzo)
10 anos atrás

Não entendi muito bem o porque da discussão, mas da minha pouquíssima experiência como ex-infante blindado afirmo que sou muito mais ir pro combate num Striker do que num M-113. Isso em qualquer hipótese de emprego.

A lagarta tem a vantagem nos quesitos passar em terrenos atravancados e resistência. Por outro lado, a roda tem a vantagem nos quesitos velocidade, peso, custo, disponibilidade e silêncio.

Por isso mais pendo para a roda.

Quanto a sobrevivência a IEDs e ataques, me parece que a vantagem dos veículos sobre lagarta seja relativa, se é que existe.

Abraços.

Ivan
Ivan(@ivan)
10 anos atrás

Ilmo Editores,

Estou com um comentário ‘preso’ a 14 horas.

Será que escrevi alguma coisa imprópria?

Sds,
Ivan, o antigo. 🙂

Joker
Joker(@icararaujo)
10 anos atrás

Ivan se eu não me engano o problema deve estar nos links que o sistema deve ter entendido como spam. Com relação a discussão que instaurada, eu acredito que blindados sobre largatas ou sobre rodas devem existir em toda Força Terrestre,inclusive Anfibias, o que definira a “enfase” a um tipo ou outro deve ser a analise das Hipoteses de Emprego, em um cenario de pequeno deslocamento relativo, “aberto” e off-road unidades SL apresentam vantagens em relação as SR. Assim como unidades SR apresentam vantagens em ambientes um pouco mais “restritos”, long-range e de estradas/semipreparados. O Blindado em questão apresenta se… Read more »

Ivan
Ivan(@ivan)
10 anos atrás

Joker, “…sozinho ele não faz tudo…” Nenhuma arma, veículo ou soldado pode fazer tudo sozinho. Por esta razão se trabalha com armas combinadas. Entretanto é importante que todos os veículos e armas de uma força tarefa blindada tenha a mesma velocidade e capacidade de deslocamento. No US Army as Brigadas Pesadas rodam com todos os veículos táticos sobre lagartas e as Brigadas Stryker rodam com todos os veículos táticos sobre rodas. Cada grande unidade tem uma valor tático e estratégico diferente, assim como os veículos que utiliza. O monstro em destaque, o MAP II da KADDB tenta um conceito estranho,… Read more »

andre.dadys
andre.dadys
10 anos atrás

Colegas, O mais interessante, na minha opinião, é que as discussões aqui apresentadas servem para aumentar a cada dia o meu parco conhecimento (de estudioso) acerca dos mais diversos assuntos apresentados. No passado me indispus com alguns que “contrariaram” minha posição sobre determinado assunto. Fui até advertido pela mediação. Mais uma vez aprendi a conter meus comentários. Acredito que este é um bom lugar para “aprender” e ter a mente aberta aos comentários apresentados. Afinal de contas não existe a “verdade absoluta” como eu acreditei no passado. Portanto, acho que devo desculpas aos colegas (dentre eles o próprio Marine) pelo… Read more »

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