quarta-feira, outubro 27, 2021

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Olimpíadas no Rio serão ‘jogos mortais’, diz jornalista dos EUA

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Repórter da ESPN critica situação da segurança pública no Rio de Janeiro; para ele, cidade que os organizadores das Olimpíadas querem mostrar ao mundo não é real

São Paulo – Em reportagem produzida para a rede americana ESPN, o jornalista Wright Thompson diz que as Olimpíadas de 2016, cuja sede será o Rio de Janeiro, serão “jogos mortais”, por causa da falta de segurança na cidade. Ele também fala da Copa do Mundo de 2014, e diz que no Rio, locais próximos de onde haverá jogos e eventos olímpicos se transformaram em verdadeiras zonas de guerra.

O texto de Thompson começa falando do morro do Macaco, na zona Norte da cidade, onde uma cruz branca marca o local onde pessoas são queimadas vivas por traficantes. Ele descreve a atmosfera pesada da região no momento em que ocorre uma execução, e acrescenta: “em uma escola perto do famoso estádio de futebol onde será feita a cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016 os estudantes ouvem os gritos e tapam os ouvidos. Este é o Rio na vida real.”

A reportagem segue fazendo uma comparação entre a imagem do Rio de Janeiro vendida para o exterior pelos organizadores dos jogos e as condições reais da cidade, enfatizando as questões de infraestrutura e segurança pública. Segundo o jornalista, um encarte usado pelo governo para promover o Rio no exterior, com belas fotos das paisagens da cidade, não mostram a verdade. Ele observa que na publicação a palavra “favela” não aparece.

Ele afirma que há “dois Rios”, e que eles estão “em rota de colisão”. Um deles é o da zona Sul, com as belas praias , turistas e modelos desfilando pelo calçadão de Copacabana. Esta é a cidade que, de acordo com Thompson, o Brasil quer apresentar a quem vier ver as Olimpíadas em 2016.

O “outro Rio” é o das favelas, da pobreza e dos massacres. É a cidade em que ocorreram 4,7 mil assassinatos em 2010, segundo números citados pelo jornalista. Ele diz que o mesmo número de crimes ocorreu em todo o território norte-americano no mesmo ano.

No texto de tom pessimista, Thompson cita o caso do Morro do Macaco, em 2009, quando em um confronto entre policiais e traficantes, membros do Comando Vermelho derrubaram um helicóptero da polícia do Rio.

O repórter cita ainda episódios como o da ocupação pela polícia do Complexo do Alemão, no fim do ano passado. Em meio a uma série de críticas às políticas de segurança pública, o jornalista ressalta: “o Rio tem menos de três anos para remediar uma crise que já dura mais de um século.”

FONTE: Exame.com

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Wagner
Wagner
10 anos atrás

Na verdade houve uma certa melhoras nas estatisticas. Não se pode dizer que nada está sendo feito, pois seria injusto faze-lo, já que existem muitos policias honestos e dedicados arriscando a vida pela segurança no Rio. Quem ignora isso não sabe o que é se arriscar pela população. MAS, a reportagem de fato está correta em essência. O Rio não é realmente seguro exceto em algumas áreas, e eles vão ter que resolver isso. O problema é que ninguem controla aquela área de favelas, é muito grande, tudo em morro, como vc vai controar aquilo ? teria que fazer uma… Read more »

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