sexta-feira, julho 30, 2021

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Secretário-geral da ONU pede força policial internacional na Líbia

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

A comunidade internacional poderá se ver obrigada a enviar rapidamente uma força policial à Líbia, onde circula um número elevado de armas de pequeno calibre, declarou nesta sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Ban manifestou também seu desejo de que melhorassem as relações entre a União Africana (UA) e o Conselho Nacional de Transição (CNT), que representa a rebelião líbia. A UA mantém sua rejeição a reconhecer o CNT, cujos partidários controlam a maior parte do país e da capital, Trípoli, apesar de os combates ainda não terem cessado.

O secretário da ONU dirigiu-se à imprensa após ter participado de uma videoconferência sobre a Líbia junto a representantes da UA, da União Europeia, da Liga Árabe e da Organização da Conferência Islâmica.

“Há uma urgente necessidade de colocar fim ao conflito e de reestabelecer a ordem e a estabilidade. Estamos todos de acordo que se as autoridades líbias pedirem, devemos estar prontos para ajudá-las a organizar uma força policial, considerando que o país está cheio de armas de pequeno calibre”, disse.

Indicou que o número de policiais necessários não tinha sido ainda decidido e que haverá outras discussões a esse respeito durante uma reunião sobre a Líbia prevista para 1º de setembro em Paris. Nessa ocasião, Ban se reunirá com o chefe do CNT, Mustafah Abdel Jalil.

Afirmou também que recomendará em breve ao Conselho de Segurança o envio “urgente” de uma missão da ONU na Líbia.

CERCO

Um ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes líbios, disse nesta sexta-feira que forças oposicionistas tinham cercado uma área em Trípoli onde Muammar Gaddafi e seus aliados mais próximos estavam escondidos, e que a presença do ditador estava sendo monitorada antes de uma tentativa de captura.

“A área onde ele está agora está sob cerco”, disse o ministro da Justiça, Mohammed al Alagi. “Os rebeldes estão monitorando a área e estão cuidando disso.”

Alagi, um advogado que disse ter ido para Trípoli para estabelecer uma nova “autoridade legal”, recusou-se a especificar onde Gaddafi estaria.

Anteriormente, outros dirigentes rebeldes disseram acreditar que Gaddafi poderia estar refugiado na região de Abu Salim, no sul da capital –uma área onde foram registrados conflitos nos últimos dias.

ATAQUES

O cerco à região onde Gaddafi supostamente estaria escondido chega horas após aviões britânicos terem bombardeado um bunker na cidade de Sirte, reduto do regime e cidade natal do ditador, anunciou nesta sexta-feira o ministério da Defesa líbio.

“À meia-noite, uma formação de Tornados GR4s, que partiu da base da RAF (Royal Air Force) de Marham, em Norfolk, leste da Inglaterra, disparou uma salva de mísseis guiados de precisão Storm Shadow contra um bunker de um grande quartel-general na cidade natal de Gaddafi, Sirte”, afirma um comunicado.

A TV estatal líbia, Al Jamariya, anunciou nesta quinta-feira em sua página no Facebook que a Otan estava bombardeando Sirte, onde, segundo os rebeldes, Gaddafi poderia estar escondido.

Os rebeldes planejavam nesta sexta-feira um novo avanço contra as forças pró-Gaddafi na cidade.

Também nesta sexta-feira, o presidente CNT, Mustafa Abdul Jalil, disse que Gaddafi deve ser processado primeiro em seu país pelos crimes cometidos durante seus 42 anos de governo e que “só depois” poderá ser entregue ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

“Acho que nossos tribunais devem processá-lo por todos os crimes cometidos nesses 42 anos. E só depois, Gaddafi poderá ser entregue ao Tribunal de Haia”, ressaltou o presidente do órgão rebelde, ao justificar que “o mandato de captura internacional se refere aos crimes cometidos a partir do dia 17 de fevereiro passado”.

Jalil descartou a pretensão de um papel político na nova Líbia e assegurou que lhe basta “ter contribuído para levar meu povo e meu país rumo à liberdade, o que não é pouco”.

FONTE: Folha.com e agências internacionais

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