terça-feira, junho 28, 2022

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Obama: prioridade é Ásia, América Latina fica para trás

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

1. Se havia alguma dúvida de que o Estados Unidos vai olhar cada vez mais para o Oriente – ao invés de olhar para a Europa ou América Latina – como sua primeira prioridade em matéria comercial, várias notícias que passaram praticamente despercebidas nos últimos dias deveriam servir para tirar qualquer dúvida a esse respeito.

2. Em primeiro lugar, o presidente Obama disse na reunião de cúpula dos 21 países da Ásia-Pacífico, realizada no dia 13 de novembro no Havaí, que “Estados Unidos da América é um país do Pacífico”. E ele acrescentou: “Nenhuma região será mais importante para determinar nosso futuro econômico em longo prazo do que a região da Ásia-Pacífico”. Em segundo lugar, pouco antes de viagem de Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton, publicou um artigo na revista Foreign Policy, intitulado “O século dos Estados Unidos no Pacífico”. Neste artigo ela afirma que o futuro econômico dos EUA dependerá da sua capacidade para conquistar os mercados asiáticos.

3. Em terceiro lugar, um novo estudo sobre o intercâmbio de estudantes de vários países com os Estados Unidos – que pode ser um bom indício dos futuros vínculos entre as elites empresariais e acadêmicas dos países em questão – revelam que há um enorme crescimento do número de estudantes asiáticos nas universidades norte americanas e uma queda no número de estudantes latino americanos.

4. Minha opinião: Obama está buscando aumentar a presença dos EUA na Ásia, tanto pelo rápido crescimento econômico da região, como pelo fato de que Washington quer conter a ascensão da China. Isso é compreensível, mas os EUA deveriam no mínimo olhar tanto para Oriente como para o Sul. Os Estados Unidos exportam três vezes mais para a América Latina do que para a China. E considerando que as economias latino-americanas estão crescendo, pode não ter sido muito prudente auto definir os EUA como “um país do Pacífico”, excluindo tacitamente os países latino-americanos do Atlântico (incluindo o Brasil) e a Europa, da equação.

FONTE: Andrés Openheimer – La Nacion, 22, via Ex-Blog Cesar Maia

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Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
10 anos atrás

Eu discordo da opiniao do editor. Em termos absolutos, o crescimento asiático é muito mais vantajoso que o crescimento Sulamericano. Basta contar quantos pobres existem aqui e na Asia. Se a condição economica desses paises melhora, os pobres deixam de ser pobres e passam a comprar. No Brasil seriam 90% de 190 milhoes.
Somando a China e a India, quantos bilhões de novos consumistas haverão nas proximas decadas?

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
10 anos atrás

Esqueci de comentar sobre a Europa. O europeu é pao duro de berço. Fora que o mercado europeu ja esta desenvolvido e hiper-saturado. Se o objetivo é o crescimento economico, focar-se num setor estagnado significa nao aumentar vendas e consequentemente estagnaçao economica.

A abertura da China significou como eu disse no post anterior, um potencial de novos consumidores nunca antes visto. Imaginem se cada chines comprar um Iphone.

francio.marcos
francio.marcos
10 anos atrás

Nossa! Esse é um grande erro estratégico do império estadunidense, afinal o Brasil é maior potência econômica nunca antes na história dessas civilizações siderais, pelo menso na avaliação de nosso grande imperador, mentor, Lula da Silva I e único, que se achava um deus mas descobriu que não é!!!!

Desculpe o texto sarcástico, mas não tive como deixar de fazê-lo.

Observador
Observador
10 anos atrás

Claro que vão eleger a Ásia. Primeiro, porque lá será o centro do Mundo em 2050, com os países com os maiores PIBs do Mundo lá (China, Índia, Japão, Indonésia).

Além disto, qualquer investimento norte-americano na América Latina, por menor que seja, é chamado de “imperialismo ianque” e sempre enfrenta resistência dos esquerdopatas, hoje presentes em pelo menos meia dúzia de governos da região.

Então, melhor aplicar o dinheiro onde é bem-vindo e terá retorno.

Ivan
Ivan
10 anos atrás

Se Bush era irresponsável e faltava com a verdade, Obama é desastrado. O que é mais importante para a existência do homem? – Energia; – Água potável; e – Comida. Qual região do planeta pode ser autosuficiente nos 3 (três) ítens acima e ainda ‘exportar’ o excedente? As Américas. Mas atenção, são as Américas em conjunto e nenhuma delas separadamente… Só para se ter uma idéia, observem a produção de soja na safra 2010/2011 (fonte Embrapa). Soja no mundo Produção: 263,7 milhões de toneladas Área plantada: 103,5 milhões de hectares Fonte: USDA Soja na América do Sul Produção: 135,7 milhões… Read more »

Vader
10 anos atrás

Mais quatro anos de governo Obama e os EUA nem precisarão esperar que seus inimigos o destruam… Mas sim, os EUA podem passar sem a América Latina. Até porque ao final desta década os EUA serão genuinamente uma nação latino-americana (com mais de 50% da população de origem hispânica). Já esta, enquanto insistir em não jogar nas regras do jogo, enquanto insistir em morder a mão que a quer alimentar, com déspotas mequetrefes, caldilhos populistas, grupelhos de esquerdopatas no poder, vendendo a preço de banana suas comodities para fazer a farra da chinesada (como Venezuela e Equador no post logo… Read more »

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