terça-feira, dezembro 7, 2021

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Obama faz duro alerta ao Irã na ONU

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Barack Obama, atacou duramente a intolerância e o extremismo, defendeu a Primavera Árabe e, mais uma vez, insistiu que não aceitará um Irã nuclear. Diferentemente de outros anos, sua passagem pela ONU durou menos de uma hora, incluindo o tempo em que discursou no plenário.

Desta vez, Obama não manteve reuniões bilaterais com líderes de outros países e, logo depois de falar, deixou a sede da ONU sem assistir a outros chefes de Estado e de governo.

Ao comentar a questão nuclear iraniana na ONU, Obama disse que “os EUA pretendem resolver esse problema por meio da diplomacia”. “Acreditamos que ainda temos tempo e espaço para conseguir atingir esse objetivo. Mas nosso tempo não é ilimitado”, afirmou o presidente.

“Um Irã nuclear não é uma ameaça que pode ser contida. Seria uma ameaça para Israel, para as nações do Golfo e para a estabilidade da economia global. Pode provocar uma corrida nuclear na região e minar o Tratado de Não Proliferação (TNP). Por isso, os EUA farão o que devem fazer para impedir os iranianos de conseguirem uma arma atômica.”

A declaração ocorreu em meio a pressões do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Ele acusa o governo americano de não impor limites ao programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, tem fins civis.

Em declarações durante sua visita a Nova York, antes do discurso previsto para hoje, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou haver dois pesos e duas medidas na questão iraniana.

Admitindo ter “cometido erros”, o líder iraniano defendeu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também inspecione instalações israelenses – Israel não é signatário do TNP, não nega e tampouco confirma ter armas atômicas.

Palestina

No discurso de ontem, Obama evitou dar detalhes sobre a paz no Oriente Médio e não falou em fronteiras, como havia feito no passado, quando defendeu as linhas pré-1967, com um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Desta vez, ele optou pela cautela e disse ser a favor de “um Estado judaico de Israel seguro e uma Palestina independente e próspera”.

Em novembro, a Autoridade Palestina tentará ser aceita como Estado observador das Nações Unidas – mesmo status do Vaticano. O governo de Mahmoud Abbas desistiu de ser membro pleno, porque os EUA deixaram claro que vetariam o pedido no Conselho de Segurança. A decisão de adiar a iniciativa para depois das eleições americanas seria uma forma de evitar fortalecer o republicano Mitt Romney, visto como pró-Israel.

Apesar de afirmar que “o futuro da Síria não pertence a um ditador que massacra seu próprio povo”, ao se referir a Bashar Assad, Obama não mencionou uma intervenção militar e tampouco disse apoiar a oposição. Em Washington, há uma crescente insatisfação com a radicalização dos rebeldes armados na Síria.

Vídeo

Ao longo do discurso, Obama, mais uma vez, criticou o vídeo anti-islâmico que causou uma onda de protestos no mundo muçulmano. Ele lamentou a reação violenta e disse que seu governo não poderia ter feito nada, pois a liberdade de expressão é garantida pela Constituição americana.

“O impulso em direção à intolerância pode ser inicialmente focado no Ocidente, mas, com o tempo, não pode ser contido. O mesmo impulso em direção ao extremismo é usado para justificar a guerra entre sunitas e xiitas, entre tribos e clãs. Isso não leva à prosperidade, mas ao caos. Em menos de dois anos, vimos mais protestos pacíficos provocarem mudanças em países de maioria islâmica do que uma década de violência”, disse o presidente dos EUA.

O discurso foi construído ao redor da história do embaixador dos EUA na Líbia Christopher Stevens, morto em violento protesto contra a representação diplomática americana na cidade de Benghazi. “Ele incorporava o melhor dos americanos”, disse Obama. Ele lembrou ainda que Stevens “trabalhou para defender as aspirações de todos os povos”.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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wwolf22
wwolf22
9 anos atrás

enquanto os sionistas nao devolverem as terras invadidas/roubadas aos Palestinos, jamais terao paz.

Augusto
Augusto
9 anos atrás

wwolf22 disse:
26 de setembro de 2012 às 14:01

Que “terras invadidas/roubadas”? Parece que o senhor está dando muito ouvido aos barbudinhos fanáticos.

Aquele território já esteve sob o domínio babilônio, persa, grego, romano, bizantino, inglês, mas o povo que SEMPRE esteve ali, soberano ou subjugado, é o povo judeu, que já foi expulso e retornou diversas vezes e hoje, por um acordo mundial – Resolução 181/1947 – , o território voltou ao domínio daqueles que legitimamente sempre o possuíram.

wwolf22
wwolf22
9 anos atrás

Caro Augusto,

quer dizer que a Cisjordania nao foi “tomada” dos Palestinos ?? que o governo sionista nao esta construindo assentamentos ilegais nessa terra ?!?!?
ah, entao me desculpe…

Daglian
Daglian
9 anos atrás

wwolf22,

Israel tenta se proteger como pode. Desnecessário lembrar do que os “santos” dos muçulmanos fizeram (ou tentaram fazer) na guerra dos seis dias.

Aliás, você diz que Israel só terá paz quando devolver as terras dos palestinos (será que essas terras são deles mesmo?)… e o Irã, que jura que vai varrer Israel do mapa? E os outros países árabes que compartilham o mesmo sentimento?

LuppusFurius
LuppusFurius
9 anos atrás

Linda a ” Noite de São Bartolomeu “…..
….Matem todos , Deus que escolha os Seus…..
………Já,já, parariram com estas frescuras!!!

Giordani
Giordani
9 anos atrás

Em 1948 haviam fronteiras definidas. Um lado não aceitou. Invadiu e tomou pau!
Em 1982 haviam ilhas com dono definido. Um lado não aceitou. Invadiu as ilhas e tomou pau.
Em 2012 a história continua sendo contada pela óptica do perdedor…

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