sexta-feira, julho 23, 2021

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Brasil e França querem aprofundar cooperação bilateral em defesa

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O aprofundamento da cooperação bilateral e da parceria no desenvolvimento de projetos estratégicos setoriais foi a tônica do encontro entre os ministros da Defesa do Brasil e da França, Celso Amorim e Jean-Yves Le Drian, nesta segunda-feira, em Brasília.

Na reunião, os ministros também trataram de aspectos gerais relativos à cooperação em defesa, ressaltando a confiança mútua existente entre as duas nações na execução de projetos de interesse comum.“Temos com a França uma relação importante que se estende também na área da defesa. Essa cooperação recebeu um impulso enorme nos últimos anos”, destacou Amorim.

O ministro francês ressaltou a disposição do governo de seu país em manter os compromissos contratuais firmados com o Brasil, sobretudo no aspecto relativo à transferência de tecnologia, requisito indispensável previsto na Estratégia Nacional de Defesa (END) brasileira para aquisições militares.

A França é, atualmente, um dos principais parceiros estratégicos do Brasil no setor de defesa. Durante o encontro, os representantes das duas nações mencionaram alguns dos mais relevantes projetos em conjunto atualmente em curso. O primeiro foi o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), que prevê a construção de submarinos convencionais e à propulsão nuclear, em Itaguaí (RJ). O outro envolve a produção de 50 helicópteros de transporte, modelo EC-725, fabricados pela Eurocopter e Helibras, em Itajubá (MG).

Na reunião, os ministros também fizeram breves considerações sobre as visões estratégicas dos dois países. Amorim lembrou a influência francesa na formação do Exército Brasileiro e ressaltou a importância na manutenção de uma parceria duradoura, que vá além de um único governo. O ministro brasileiro reafirmou as prioridades geoestratégicas do Brasil, focadas no incremento da cooperação com os países sul-americanos e africanos, mas sem a exclusão de parceiros de outras regiões do mundo.

O encontro entre Amorim e Le Drian resulta no desdobramento das conversas mantidas entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, em julho, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No próximo mês, a presidenta fará visita oficial à França.

Missões de paz e cooperação

A comitiva francesa chegou a Brasília no último domingo (04). Hoje, pela manhã, foi recebida com honras militares na sede do Ministério da Defesa. Em seguida, as duas autoridades iniciaram a reunião bilateral com suas respectivas equipes, que incluíram comandantes militares e autoridades civis.

No início da conversa, o ministro Amorim deu as boas-vindas ao colega francês e destacou que recebia, pela primeira vez, o ministro do governo Hollande para tratar de assuntos de defesa. Depois, o brasileiro apresentou a proposta dos temas que seriam tratados no encontro.

Entre outros aspectos, os ministros destacaram a participação brasileira nas missões de paz no Líbano e no Haiti. A propósito desse último país, Amorim recordou a doação de US$ 40 milhões feita pelo governo brasileiro para a elaboração do projeto de construção da usina hidrelétrica de Artibonite. O ministro sugeriu a participação francesa no projeto, que tem por finalidade suprir o Haiti de energia elétrica, insumo indispensável para garantir condições para o desenvolvimento socioeconômico da nação caribenha.

Amorim destacou também a participação de um assessor especial do Ministério da Defesa, em evento em Paris, para relatar aos franceses sobre a experiência do processo de elaboração do Livro Branco de Defesa Nacional, que pela primeira vez está sendo editado no Brasil. O governo Hollande vem coletando informações sobre o tema para elaboração de documento congênere que deverá contemplar as diretrizes estratégicas de defesa daquele país. “Isso é uma demonstração de confiança e interesse mútuos”, disse Amorim.

O tráfico de drogas na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa também foi assunto abordado na reunião. O ministro francês explicou que seu governo tem permanecido atento em relação ao tema. Ele citou inclusive o patrulhamento da fronteira da Guiana como forma de combate ao narcotráfico.

Ainda em relação ao aprofundamento da cooperação bilateral, os dois ministros conversaram sobre a possibilidade de retomada das reuniões no formato “2+2”, que consiste na participação dos titulares das pastas de Defesa e de Relações Exteriores. Para eles, o encontro poderia se dar a cada ano, como forma de estreitar as relações Brasil-França. A proposta deverá ser encaminhada à consideração dos presidentes e ministros das Relações Exteriores dos dois países.

Programa FX-2

A compra dos caças pelo Brasil no âmbito do programa FX-2 também entrou na pauta do encontro bilateral. Numa breve consideração, o ministro Amorim explicou que o tema está sob análise da presidenta Dilma Rousseff, a quem caberá, oportunamente, a decisão final sobre o assunto.

De Brasília, o ministro francês seguiu para o Rio de Janeiro. A comitiva de Le Drian visitará as obras que contemplam o PROSUB, como a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), além da construção do Estaleiro e Base Naval (EBN) de Submarinos, em Itaguaí* . Ele será acompanhado pelo comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, e do diretor-geral do Material da Marinha, almirante Arthur Pires Ramos.

O ministro conhecerá as futuras instalações que possibilitarão a construção do submarino com propulsão nuclear, marco do PROSUB.

A parceria estratégica entre Brasil e França adotou, entre outras, a Cooperação na Área de Defesa, mediante a qual os dois países desenvolverão parcerias industriais e transferência de tecnologia. Essa Cooperação abrange, como uma das metas, a construção conjunta de quatro submarinos com propulsão convencional (S-BR) e a assistência da França para desenvolver a parte não nuclear do projeto de submarino com propulsão nuclear brasileiro (SN-BR).

FONTE: Ministério da Defesa

*NOTA: não deixe de conferir matéria exclusiva do Poder Naval sobre a visita do ministro da Defesa da França às obras em Itaguaí. Clique aqui para acessar.

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Vader
8 anos atrás

Quem tinha que fazer uma visitinha ao Brasil não era o Ministro da Defesa da França, mas o Ministro da Agricultura, pra explicar porque que a França continua sendo o principal empecilho às exportações brasileiras na Europa, e a mais radical opositora a um acordo de livre comércio de produtos agrícolas a nível OMC. Além de ensaiar uma taxação mundial sobre os biocombustíveis.

Até que isso aconteça, “Parceria Estratégica” com a França será nada mais nada menos que reserva de mercado.

Como diria o saudoso leitor ZE, parceria caracú: a França entra com a cara e a gente…

Saudações.

Vader
8 anos atrás

Ah sim, algo que deixei passar: Se existe alguma coisa da qual não deveríamos em absoluto nos orgulhar é do Exército Brasileiro “Francês” do Pós-Primeira-Guerra. Era uma porcaria. Só servia para caçar cangaceiro no mato. Recheado de equipamento obsoleto gentilmente vendido (a muito bom preço, diga-se de passagem) por nossos “parceiros estratégicos” e com uma doutrina de emprego tão vetusta, tão atrasada, que quando fomos entrar na 2a Guerra Mundial os americanos tiveram que nos ensinar desde abrir latrina a limpar fuzil. O Exército do período que antecede a 2a Guerra Mundial é um exemplo típico de como nossos “parceiros”… Read more »

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Talvez o Brasil devesse explicar a OMS pq a alicota de importação brasileira é tão alta, mesmo para produtos que ninguem produz no Brasil. Vc ja parou pra pensar nisso Vader antes de sair criticando?

Acho que nao.

Vader
8 anos atrás

Blind Man’s Bluff disse: 6 de novembro de 2012 às 10:21 Ao contrário do que o sr. possa imaginar cidadão, já pensei sim. E sabe porque a alíquota de imposto de importação brasileira (como os demais impostos, diga-se de passagem) é tão alta? Porque o governo “dos Trabalhadores” adora é fazer reserva de mercado para grande empresa safada e pra banqueiro ladrão, ao mesmo tempo em que rouba do povo, do consumidor, o direito de comprar o que bem entender pagando um preço minimamente justo. É por isso que nossos carros (carroças), por exemplo, custam o TRIPLO do preço de… Read more »

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Viu só, você é muito mais inteligente do que seus comentarios aparentam.

Talvez fosse mais interessante olhar o proprio umbigo antes de cagar no jardim do proximo.

Vader
8 anos atrás

Típico comentário de quem não tem nada a dizer além de atacar o argumentador.

Argumento puramente ad hominem.

Lamentável…

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Lamentavel é sempre ler seus comentarios depreciativos, repetitivos, sem conteudo nem referencia.

Vader
8 anos atrás

Pois então faça um favor a si mesmo: pule-os. 😉

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Não pulo por que o fazer significa segregar, ou melhor dizendo, é como o ditado que diz que o pior cego é aquele que não quer ver.

E as vezes, quando o assunto não é China ou França por exemplo, seus comentarios parecem vir do outro lado do seu cerebro, aquele da razão, muito mais inteligente.

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Mais traquitana francesa, inutíl, cara, obsoleta e que custa os olhos da cara??? Saí, passa, afasta de mim esse cálice!!!

erabreu
erabreu
8 anos atrás

Caro Vader

Concordo que a “parceria estratégica” é deletéria. Se é pra fazer parceria, vamos fazer com os melhores. Nisso o tio Samuel Wilson é imbatível.

Contudo, não podemos creditar ao governo do ILUMINADO a esquizofrenia fiscal do nosso Brasil Varonil.

Eles apenas não desmotaram o “armengue” que encontraram, além de estarem usando medidas questionáveis para tentar manter o “embalo’ da economia, perdido desde a crise da marolinha, mas acho que seja assunto para um outro tópico.

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