sexta-feira, julho 30, 2021

Saab RBS 70NG

Defesa antiaérea: a história se repete

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Roland Marder no Museu Militar Conde de Linhares

vinheta-opiniao-forteAs aquisições de equipamentos militares sofisticados pelo Brasil quase sempre se deram em saltos ou espasmos, ocasionalmente, em pequenas quantidades. A foto acima vem a calhar, pois mostra o sistema antiáereo Roland 2 Marder que o Exército Brasileiro adquiriu no final dos anos 1970 e que hoje encontra-se preservado no Museu Militar Conde de Linhares no Rio de Janeiro. Foram apenas quatro veículos e 50 mísseis. O sistema de armas foi desativado em 2001.

Na década de 1980, o Centro Tecnológico do Exército tentou nacionalizar o míssil Roland que seria usado num “shelter” rebocado, mas o empreendimento acabou não indo adiante.

Pouco depois, ocorreu outra tentativa de nacionalização de sistemas de mísseis antiaéreos, como o SIMBADA (ver imagens abaixo do artigo Mísseis no Exército Brasileiro: 1958-2009), que seria uma adaptação do míssil ar-ar Piranha, a exemplo do que ocorreu com o Sidewinder nos EUA com os sistemas Chaparral e Sea Chaparral. Mas a ideia também não foi adiante.

SIMBADA

As notícias dos últimos dias dão conta da possível aquisição de sistemas antiaéreos russos, mas em pequena quantidade. Sabemos que a promessa de alguma transferência de tecnologia só seria possível dentro de uma quantidade razoável que produzisse escala e compensações para os fabricantes, pois ninguém repassa tecnologia de graça pela venda de “meia dúzia” de sistemas.

Mais uma vez o Brasil repete a história de pequenas compras de equipamentos militares estrangeiros, achando que assim resolverá seus problemas de Defesa.

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Vader
8 anos atrás

Ora, quem sabe da quarta vez a gente acerta? Temos que dar um voto de confiança ao governo do PT, afinal de contas “nunca antif na hiftória defte paíf”… 🙂

PS: em outro blog tem um certo otário aí, um babaquinha inútil, cretino, nariz marrom e pau mandado, troll morador de “bunker” a soldo da PeTralha, que adoooora quando eu imito o “Sol da Humanidade” falando, kkkkk… Essa vai pra ele, hehehehe…

Baschera
Baschera
8 anos atrás

Vou repetir aqui também….

O Chavez, se ainda estiver vivo e não empalhado…deve estar lendo isto daí e dando muita risada (se não estiver entubado)…..

Tomara que a gerente vete este negócio de feira de ambulante…. isto é uma vergonha !!

Levaram trocentos nego para passear na Rússia com os dinheiro de nossos impostos e para fazer esta papagaiada!

Tenham vergonha na cara….

Sds.

Vader
8 anos atrás

Baschera, não se engane, foi a gerente que comandou isso aí…

Giordani
Giordani
8 anos atrás

quatro veículos e 50 mísseis = desfile…

Bosco Jr
Bosco Jr
8 anos atrás

É visível porque o SIMDABA não foi pra frente. Faltou neguinho de coragem pra ficar chamuscado quando do lançamento do míssil e o programa foi encerrado por falta de pessoal “especializado”. rsrsrs A combinação de canhões e mísseis sup-ar é interessante em veículos antiaéreos, notadamente nos táticos, mas não vejo a razão de ser desse conceito em sistemas rebocados. Mas se insistirem no conceito que usem mísseis de lançamento “frio”, que são ejetados dos seus tubos e só inflamam seu motor foguete a distância segura. A menos é claro que o canhão não seja tripulado, que não é o caso… Read more »

Bosco Jr
Bosco Jr
8 anos atrás

Pelo que se sabe na década de 80 andaram abrindo o Roland para ver o que é que tinha dentro, rsrsrs, e os alemães e franceses não gostaram.

Giordani
Giordani
8 anos atrás

Os franceses nao gostaram…os franceses…

CorsarioDF
CorsarioDF
8 anos atrás

“Mais uma vez o Brasil repete a história de pequenas compras de equipamentos militares estrangeiros, achando que assim resolverá seus problemas de Defesa.”

Acho que a frase acima já diz tudo.

Almeida
Almeida
8 anos atrás

E essa moda de dividir as compras entre as três forças, sem levar em conta a necessidade das mesmas? Pelo que eu saiba, o CFN não tinha nenhum requisito para este ipo de equipamento!

Só falta agora decidirem o FX-2 e darem 12 caças pro EB…

andersonrodrigues1979
andersonrodrigues1979
8 anos atrás

Brincadeira !!!
O que o EB vai fazer com 4 unidades.
Triste…

eduardo.pereira1
eduardo.pereira1
8 anos atrás

andersonrodrigues1979 disse:
7 de fevereiro de 2013 às 16:51
Brincadeira !!!
O que o EB vai fazer com 4 unidades.

Vai desfilar em Brasilia UAI !!!

andersonrodrigues1979
andersonrodrigues1979
8 anos atrás

Verdade Eduardo, pior que ai vão falar na mídia que o exercito esta super bem equipado.

colombelli
colombelli
8 anos atrás

Fiz um levantamento e, por exemplo, na região sul, consideradas hidroelétricas e pontes extremanente vitais, teriamos na faixa de três dezenas de pontos a defender. Uma compra de menos de 15 lançadores seria ridícula. No caso do pantsir, cada caminhão é uma bateria e parece estar havendo confusão. O EM anunciou três baterias, mas seriam 18 veiculos. Ou seja, a bateria no conceito do EM teria seis veiculos. Também se falou em equipamento de direção. Ao que sei o pantsir não usa equipamento destacado de direção de tiro e os remuniciadores são veiculos comuns. Se forem 18 lançadores (ou seja,… Read more »

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