domingo, dezembro 5, 2021

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Retorno na surdina

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Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

Chávez anuncia ter voltado a Caracas após dez semanas internado em Cuba, mas não aparece

 

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Janaína Figueiredo

vinheta-clipping-forte1A comparação causou furor entre os internautas venezuelanos ontem: “Chávez é como Papai Noel: se veste de vermelho, chega de noite, ninguém o vê e somente os inocentes acreditam nele”. Por volta das 6h de ontem, o presidente da Venezuela informou por meio de sua conta no Twitter que estava novamente em seu país, após dez semanas de ausência. Não foram divulgadas imagens de sua chegada e as únicas fontes que confirmaram o retorno foram funcionários do governo e membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

“Chegamos novamente à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento”, tuitou o presidente.

Muitos chavistas comemoraram a volta de seu comandante na porta do hospital militar de Caracas, para onde Chávez foi levado, de acordo com o Palácio de Miraflores, e em outros pontos da cidade. Já opositores manifestaram suas suspeitas sobre as informações oficiais nas redes sociais, e dirigentes da Mesa de Unidade Democrática (MUD) exigiram transparência ao governo chavista. Estudantes que passaram quatro dias acorrentados em frente à Embaixada de Cuba em Caracas para protestar contra a suposta ingerência de Havana no governo venezuelano suspenderam a manifestação com o retorno de Chávez.

Rumores ininterruptos

A famosa frase de Bertolt Brecht – “De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida” – reflete, em grande medida, o clima de ontem na Venezuela. Três dias depois da publicação das primeiras fotos de Chávez no Centro de Investigações Médico-Cirúrgicas de Havana, onde foi internado em 10 de dezembro para submeter-se à quarta cirurgia após o diagnóstico de câncer em junho de 2011, o presidente anunciou sua volta à Venezuela, mas não conseguiu conter os rumores sobre seu estado de saúde e o futuro político do país. Informações extraoficiais divulgadas pela imprensa local indicaram que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) estaria a postos para realizar a cerimônia de posse do quarto mandato do presidente – a data original do juramento era 10 de janeiro passado, mas a corte permitiu que o trâmite fosse adiado. A diretoria do PSUV assegurou que nada acontecerá enquanto o mandatário estiver sob tratamento médico.

– (Chávez) prestará juramento quando estiver bem e são – disse o governador do estado de Anzoátegui e dirigente do PSUV, Aristóbulo Istúriz.

Para Ignácio Ávalos, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), o retorno de Chávez não resolve a crise política local. Segundo Ávalos, “a sensação de desconfiança está instalada”:

– As pessoas se perguntam: para que veio Chávez? Ele está melhor? Vai governar? E até mesmo se continua vivo.

Versões contraditórias sobre a chegada do presidente foram constantes. Uma enfermeira do hospital militar afirmou ter visto o chefe de Estado “chegar caminhando”. Para o jornalista Nelson Bocaranda, que revelou a doença de Chávez, “a enfermeira se enganou de paciente”.

Adversário de Chávez nas eleições de outubro passado, o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, deu as boas-vindas ao presidente e pediu que sua presença ajude o governo a atuar “com sensatez” a partir de agora. A oposição acusa o Palácio de Miraflores de aplicar um “pacotaço” econômico, que incluiu uma nova desvalorização do bolívar e provocou uma aceleração do processo inflacionário.

– Acho que Chávez veio acalmar os ânimos. A situação econômica está cada vez mais complicada – disse o jornalista Hernán Lugo, do “El Nacional”.

Com as mesmas incertezas que existiam quando o presidente estava em Cuba, a oposição continua apostando na convocação de futuras eleições presidenciais, e Maduro, segundo o professor da UCV, “fortalece sua postura de candidato à sucessão de Chávez”. Capriles seria, novamente, o candidato único dos opositores.

– Não se muda de estratégia aos 45 do segundo tempo – afirmou Ávalos.

FONTE: O Globo, via resenha do EB

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aldoghisolfi
aldoghisolfi
8 anos atrás

Não me aguento… que Deus que me perdoe a maldade, mas me lembrei de Rodrigo Diaz de Vivar… o sorriso está formolizado?

Observador
Observador
8 anos atrás

aldoghisolfi disse:
19 de fevereiro de 2013 às 14:02

Aldo, também acho o filme “El Cid” o máximo.

Porém, esta situação lembra uma outra película, muito mais infantil: a “noiva-cadáver”.

Agora, a Venezuela vai lançar o “Presidente-Cadáver”.

aldoghisolfi
aldoghisolfi
8 anos atrás

Observador: continuo pedindo perdão pela maldade, mas olha bem a latra do Chávez e me diz se a cor não lembro o make-up que fazem nos corpos das autoridades para serem expostas ao público; me refiro à cor marrom (base) e ao lustro das bochechas, do nariz e no meio das sobrancelhas.

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