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Nada de mísseis

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Segundo líder da oposição síria, recusa das potências em fornecer mísseis Patriot envia uma mensagem ao presidente “para fazer o que quiser”

 

Yara Bayoumy
Àìåðèêàíñêèå ðàêåòû Patriot ðàçìåùåíû â Ïîëüøåvinheta-clipping-forte1A recusa das potências internacionais em fornecer mísseis Patriot para defender áreas controladas pelos rebeldes do norte da Síria envia uma mensagem ao presidente Bashar al-Assad “para fazer o que quiser”, disse o líder da oposição síria, Moaz Alkhatib, nesta quarta-feira.

Alkhatib também disse à Reuters em uma entrevista que ele não vai recuar da renúncia como líder da principal coalizão de oposição síria, mas que ainda vai exercer funções de liderança, por enquanto.

A Otan disse na quarta-feira que não tem qualquer intenção de intervir militarmente na Síria, após Alkhatib ter pedido aos Estados Unidos o uso de mísseis Patriot posicionados na Turquia para proteger áreas controladas pelos rebeldes do poder aéreo Assad.

“Ontem eu fiquei realmente surpreso com o comentário emitido a partir da Casa Branca de que não era possível aumentar o alcance dos mísseis Patriot para proteger o povo sírio”, disse ele.

“Estou com medo que isso seja uma mensagem para o regime sírio dizendo: ‘Faça o que quiser’.” Perguntado sobre sua renúncia, no domingo, como líder da coalizão rebelde –que ele disse ter sido motivada principalmente pela frustração com a relutância do Ocidente em aumentar o apoio à oposição– ele disse: “Eu entreguei minha renúncia e não desisti. Mas tenho que continuar com meus deveres até que o comitê geral encontra (um substituto).”

FONTE: Exame.com

Liga Árabe endossa ajuda militar

 

Dois dias depois de anunciar a renúncia ao cargo de presidente da Coalizão Nacional Síria (CNS), que agrupa a oposição ao regime de Bashar Al-Assad, Ahmed Moaz Al-Khatib ocupou ontem a cadeira reservada ao país na reunião anual de cúpula da Liga Árabe, em Doha, no Catar. Na abertura do evento, Khatib pediu apoio internacional aos civis e lembrou que o conflito já matou milhares de pessoas, além de ter destruído parte da infraestrutura. “É aceitável tolerar o terrorismo de Estado por dois anos?”, desafiou o líder da CNS. Segundo a rede de TV Al-Arabiya, a Liga deu aval para que os países-membros ofereçam todos os meios de defesa, incluindo armas, ao povo sírio e ao Exército da Síria Livre (SL).

Tendo ao lado a bandeira da revolução, substituindo a do atual regime, Khatib afirmou que “o povo sírio escolherá a pessoa que o dirigirá e a maneira como será governado” e que “nenhum país estrangeiro fará isso em seu lugar”. Ele pediu apoio diplomático para que a oposição ocupe também a vaga da Síria “na Organização das Nações Unidas e em organizações internacionais”, a fim de tirar qualquer legitimidade de Assad — que foi suspenso da Liga Árabe em 2011, devido à violenta repressão imposta aos opositores.

O líder da CNS dicursou a convite do emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al-Thani, como sinal de apoio aos insurgentes. O chefe de Estado afirmou que apoia uma “solução política para a Síria, com a condição de que não represente um retorno”, e descartou a possibilidade que Assad continue no poder. O anfitrião da cúpula árabe foi quem mais trabalhou pela concessão da cadeira da Síria à oposição, depois que as últimas negociações entre os países-membros coincidiram com tensões internas na coalizão, marcadas pela renúncia de Khatib.

Para Pio Penna Filho, professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), além de desgastar o governo de Assad e sinalizar a insatisfação dos países do bloco com o presidente sírio, o convite para a participação de opositores na Liga Árabe pode ser visto como uma medida para manter a unidade entre os insurgentes. “Os rebeldes estão começando a se fragmentar, e isso traria um grande problema, pois poderia levar três ou quatro correntes armadas a disputarem o poder. O convite da Liga Árabe dá uma certa representatividade aos opositores e sinaliza a escolha de um grupo específico para liderá-los”, avalia o especialista.

Atentado

Uma explosão matou pelo menos três pessoas e deixou dezenas de feridos no distrito de Ruqn Al-Din, na cidade de Damasco. Meios de comunicação oficiais noticiaram um atentado suicida com carro-bomba, mas ativistas de oposição disseram à agência Reuters que não estava claro se o veículo portava explosivos ou se foi atingido por um morteiro. A rede de televisão Al-Ikhbariya, que afirma que a explosão ocorreu perto de uma base de abastecimento militar, exibiu imagens de uma cratera ao lado de uma estrada, com cerca de 2m de diâmetro, que teria sido provocada pela detonação. A emissora também mostrou edifícios com janelas estilhaçadas, mas não exibiu imagens dos restos de um carro-bomba ou de qualquer uma das vítimas. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, civis e soldados estão entre os mortos no ataque.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou o cientista sueco Ake Sellstrom para liderar as investigações sobre o suposto uso de armas químicas na Síria. Sellstrom integrou missões da ONU para o Iraque e foi autor, em 2002, de um relatório que não apontou evidências de que o país mantivesse um programa de armas químicas.

FONTE: Correio Braziliense, via resenha do EB

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Vader
7 anos atrás

É só o que faltava esses árabes amalucados, que chegam bem próximos de serem terroristas, exigirem Patriots do “Ocidente”. Só o que faltava entregarem sofisticadíssimos sistemas de defesa na mão de Al Qaedas e outros quejandos.

Êêê Ocidente… Não importa o que faça com esses árabes, apanha. Se se mete, é porque é “imperialista”. Se não se mete, é porque “apóia a ditadura”.

Quanto à Síria já falei: deixa os árabes resolverem os problemas deles. Nada de bom vem daquilo lá.