quarta-feira, agosto 4, 2021

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Aumenta tensão com Rússia; UE aprova sanções

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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Agência ANSA

ClippingAumenta a tensão entra a Ucrânia e a República Autônoma da Crimeia depois do referendo que, ontem (16), aprovou a adesão à Rússia com 96,77% dos votos. O Parlamento da Crimeia proclamou a independência e pediu ao governo russo para ser anexada à Federação.

Ainda nesta segunda-feira (17) o Parlamento anunciou que a moeda oficial da Crimeia é o rublo (moeda russa) e informou que as forças da ordem e os aparatos do Estado permanecem no cargo até à adoção da nova Constituição.

Reação da Ucrânia

Os bens da Ucrânia foram todos nacionalizados, enquanto que o presidente ucraniano interino, Oleksandr Turchynov, assinou um decreto para a “mobilização parcial”.

Já o primeiro-ministro ucraniano interino, Arseniy Yatsenyuk, reafirmou que “a Crimeia é território ucraniano, e lá encontram-se nossos cidadãos. Não haverá reconhecimento deste referendo”.

União Europeia

A União Europeia (UE) decidiu nesta segunda-feira (17) adotar sanções contra a Rússia, um dia após a região ucraniana da Crimeia aprovar, em referendo, sua anexação ao território russo, decisão que está sendo fortemente criticada pelo bloco, pelos Estados Unidos e por outros países do Ocidente. Segundo fontes locais, 21 pessoas, entre políticos e militares, foram inseridas em uma lista de “medidas restritivas”. Representantes diplomáticos em Bruxelas garantem que, das 21 pessoas, 13 são da Rússia e oito, da Crimeia. Fontes locais também disseram que os chefes de Estado e de Governo europeus irão decidir, juntos, se anularão a Cúpula do G8 programada para ocorrer em junho na cidade russa de Sochi. O G8 é composto pelas sete principais economias do mundo mais a Rússia.

Gorbatchov

O último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov, prêmio Nobel da Paz, aprovou o referendo na Crimeia afirmando que “o povo decidiu corrigir um erro” do passado e se posicionou contra as sanções ocidentais, declarando que “a expressão popular não pode servir de motivo para sanções”.(ANSA)

FONTE: Jornal do Brasil

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Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
7 anos atrás
juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Agora os Ucranianos vão falar a única linguagem que os Rnussos entendem: A bala, equanto isto na eurobambiland wonderful world, eles juram que se o Putin não sair de lá vão dar um tapa nos russos e encher eles de arranhões, bando piriguetes tresloucadas esses Europeus.

Grande abraço

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Quanto aos europeus, não penso que seja simples covardia. Eles sentiram na pele as duas grandes guerras e pensam mil vezes em entrar em outra.

Os EUA e, ainda que em menor grau, a Inglaterra, não passaram por isso, pois uma coisa é perder soldados em uma guerra. Outra é perder mulheres e crianças, além da violação sexual, em seu próprio território.

Por isso, para mim, as perspectivas dos países são bem diferentes.

Renato.B
Renato.B
7 anos atrás

Se bem que os Britânicos tem uma larga experiência com bombardeios em suas cidades. O sul da Inglaterra que o diga.

Digamos que o conceito de “perdas aceitáveis” de cada lado é diferente. Democracias tem uma nível de tolerância mais baixo nesse aspecto. O que explica porque tem mais gente fugindo de ditaduras do que de democracias.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Por isso diferencei um pouco a experiencia americana da experiência britânica.

Mas, ainda assim, há uma grade diferença entre o horror de ser bombardeado e o horror de ser ocupado pelo inimigo.

Sem prejuízo, também concordo com essa diferença entre democracias e ditaduras. Só quis dizer que, mesmo entre democracias, o conceito de “perdas aceitáveis” também varia bastante.

andreas
andreas
7 anos atrás

Pois é, a coisa tá ficando quente demais:

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/03/18/tropas-russas-invadem-base-militar-ucraniana-na-crimeia.htm

E isso que a Rússia diz que a Criméia aprovou a volta à Rússia com 99%…

aldoghisolfi
aldoghisolfi
7 anos atrás

A par das terríveis experiências de guerra como comentaram os colegas, penso que o que vai determinar a série de retaliações impostas pela UE haverá de ser o ‘quantum’ financeiro da voz grossa que estão fazendo. Penso que as grandes commodities e a indústria é que vão determinar o que a UE vai fazer. A UE tem bilhões de euros investidos por lá que, ao primeiro grito de “si se bamo, se fumo” estarão perdidos.E muitas outras coisas. Sem esquecer o imenso percentual de russoa que habitam a Criméia e que não podem ter desconsideradas as suas vontades…

paulsnows
paulsnows
7 anos atrás

Os russo entendem a linguagem da bala.
O problema é que neste idioma eles têm proficiência e gostam muito de falar…

paulsnows
paulsnows
7 anos atrás

Russos

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