terça-feira, agosto 3, 2021

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‘Dilma da Bahia’ será ‘gerentona’ no Ministério da Defesa

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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Roberto Lopes

Exclusivo para o ForTe

O novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, incumbiu a petista catarinense Eva Maria Cella Dal Chiavon, ex-secretária-executiva do Ministério do Planejamento, e ex-subchefe-executiva da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, de organizar e administrar o (sempre) delicado relacionamento da Pasta da Defesa com a área econômica do governo federal.

Chiavon já começou a despachar na chefia da Secretaria Geral do Ministério da Defesa, como substituta do antigo titular desse cargo, Ari Matos.

No posto, caberá a ela gerenciar as medidas de economia de recursos que forem determinadas pelos cortes orçamentários ditados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, bem como funcionar como elo de ligação com a Secretaria do Tesouro.

Dilma – Wagner tem tanta admiração pela capacidade de trabalho de Chiavon, que a manteve como chefe da Casa Civil do governo da Bahia entre janeiro de 2007 e outubro de 2011 (período em que ele foi governador). Prova de que aprecia especialmente a firmeza de sua colaboradora, é que, em Salvador, costumava chamá-la de “Dilma da Bahia”.

O mais interessante é que há pelo menos dez anos Chiavon vem, efetivamente, convivendo com a atual presidenta da República.

De fevereiro de 2004 a junho de 2005, com Dilma na posição de Ministra de Minas e Energia, a catarinense desempenhou a função de secretária-executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

Entre julho de 2005 e dezembro de 2006, enquanto a presidenta dava os primeiros passos como ministra-chefe do Gabinete Civil da Presidência, Eva Chiavon atuou na Secretaria de Relações Institucionais do governo. Ambas trabalhavam, portanto, no Palácio do Planalto.

EMCFA – Além de organizar um canal fluido de entendimento com a nova equipe econômica, Eva Chiavon precisará se envolver com uma questão que desafiará a habilidade política do ministro Wagner: a reivindicação da Marinha e da Aeronáutica de que haja um rodízio no cargo de chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

Há mais de quatro anos que esse posto vem sendo ocupado somente por generais de quatro estrelas. Seu atual titular é o general José Carlos De Nardi, que ontem, terça (6 de janeiro), completou 71 anos de idade.

A orientação de Wagner para Chiavon foi de que esse assunto só será tratado dentro de mais alguns dias, quando os novos comandantes das Forças Singulares já tiverem sido escolhidos.

O novo ministro não pretende abordar a reivindicação de rotatividade no Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas com prioridade desmedida – que possa irritar o Exército –, mas lidar com o tema de forma natural, tentando obter um consenso entre os chefes militares que serão empossados.

Organograma – Eva Chiavon encontrou uma Secretaria Geral de organograma pesadíssimo.

Uma das opções é dividi-la em duas, como fez já, anos atrás, o Ministério das Relações Exteriores. Na própria Secretaria-Geral há estudos preliminares sobre a reformulação.

Por essa hipótese seriam criadas a Secretaria-Geral 1, de Organização, Ensino e Qualificação, e a Secretaria Geral 2, de Investimento Operacional.

A Secretaria Geral 1 ficaria com os quatro departamentos da Secretaria de Organização Institucional (SEORI), os três departamentos da Secretaria de Pessoal, Ensino e Desporto (SEPED) e o Instituto Pandiá Calógeras, atualmente vinculado – de forma um tanto difícil de se explicar – diretamente ao gabinete do ministro de Estado da Defesa.

De acordo com o mesmo raciocínio, a Secretaria-Geral 2 ficaria com os três departamentos da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), o Departamento do Programa Calha Norte (DPCN), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da  Amazônia (CENSIPAM) – formado por três diretorias –, a Secretaria de Saúde e Assistência Social (SESAS) e o Hospital das Forças Armadas (HFA).

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a.cancado
a.cancado
6 anos atrás

Se essa ‘gerentona’ fizer no MD o que a outra fez em nível nacional, na boa, pobres FFAA…

Corsario137
Corsario137
6 anos atrás

O G1 acabou de liberar uma lista oficiosa dos novos comandantes:

EB: Eduardo Dias da Costa Villas Bôas
FAB: Nivaldo Rossato
MB: Eduardo Bacellar Leal Ferreira

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
6 anos atrás

Se confirmados os nomes e a informação do Naval de que o Leal Ferreira é contra o NAe SP, será digna de elogio sua escolha pelo Jaques Wagner e pela Dilma.

Lyw
Lyw
6 anos atrás

O japa deixará saudades na FAB!

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