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Exército colombiano usará Divisão de Assalto Aéreo contra gangues e mineração ilegal

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Colombia

Em uma entrevista denunciadora da preocupação dos generais colombianos em justificar a manutenção do seu arsenal – e a importância da sua corporação – mesmo depois do fim da guerra contra as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o comandante da Divisão Aérea de Assalto Aéreo do Exército da Colômbia, general Emiro Barrios, declarou nesta terça-feira (21.04) ao repórter Daniel Wasserbly, do site IHS Jane’s Defence Weekly, que, no futuro, sua unidade poderá empregar as táticas anti-guerrilha que desenvolveu, no enfrentamento contra narcotraficantes, mineradores ilegais e gangues formadas por ex-guerrilheiros desmobilizados.

Desde o início de 2014, quando as conversações de paz entre o governo de Bogotá e as FARC se intensificaram, que autoridades militares e do Ministério da Defesa vem repisando a tese de que a deposição das armas pela guerrilha não representará o fim da insegurança no território colombiano. A maior preocupação é com as quadrilhas de assaltantes e sequestradores que se multiplicaram nas áreas urbanas de médio e pequeno porte, alimentadas pelas defecções nas fileiras das FARC e de grupos insurretos menores.

Organizada por meio de uma cadeia de comando similar à do Exército e também dependente do Ministério da Defesa, a Polícia Nacional da Colômbia possui um efetivo respeitável, de, aproximadamente, 167.000 homens. O contingente dispõe de cerca de 70 helicópteros para deslocamentos rápidos, mas são poucas as aeronaves da instituição policial equipadas com metralhadoras para sua autodefesa.

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Black Hawk – O Exército colombiano possui cerca de 260 helicópteros, e a mais formidável massa de aeronaves Sikorsky UH-60 Black Hawk e S-70 em atividade no continente americano depois das Forças Armadas dos Estados Unidos: cerca de 60 aeronaves configuradas para transporte e ataque.

Em uma operação clássica, helicópteros Black Hawk e Mi-17 da Divisão de Assalto Aéreo transportam vários pelotões de infantes colombianos ao território inimigo, protegidos, especialmente no momento do pouso, pelos deslocamentos circulares – acima da zona de desembarque – das aeronaves UH-1H, dotadas de metralhadoras pesadas e de pods para o lançamento de foguetes.

O lema da Divisão colombiana é “Gloria sobre o Horizonte”. Nenhum exército sul-americano possui uma Arma Aérea tão desenvolvida quanto a da força terrestre da Colômbia.

Os colombianos desenvolveram uma confiança tão grande na robustez do Black Hawk, que seus oficiais da Força Aérea se uniram a técnicos da Sikorsky Aircraft e a especialistas em aviônica da Elbit Systems, de Israel, para construir o modelo AH-60L Arpía III, dotado de despistadores para mísseis terra-ar, sistema de controle de armas aperfeiçoado e metralhadoras M-60 e GAU-19.

Nesse momento, o mesmo time trabalha sobre a versão IV do Arpía, que deverá perder as metralhadoras GAU-19, mas, em compensação, ganhará canhões de 20 mm fixados em suas aletas estabilizadoras laterais.

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