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Exército Brasileiro vai receber 50 blindados do US Army

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M577A2

O Exército Brasileiro vai receber 50 veículos blindados do US Army, 34 do tipo M577A2 de comando e controle. Estão incluídos também no lote 12 unidades M113A2 e quatro M88A1 de recuperação.

Os veículos serão entregues via FMS – Foreign Military Sales.

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Ivan
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Ivan

Uma boa notícia. O M577A2 é um M113 com teto mais alto, adaptado para posto de comando e controle. Um veículo especializado muito útil e necessário para unidades blindadas. O EB possui hoje pouco mais que uma dúzia em operação. O M113 já nosso velho conhecido. Dispensa comentários. Deve apenas complementar o quadro de alguma unidade. Já o M88A1 é uma novidade. São blindados pesados para recuperação e reboque de veículos, chamados pelos americanos de armored recovery vehicles (ARV), baseados no chassis do carro de combate M-60 Patton. As versões iniciais M88 eram baseadas no M-48, mas acredito que as… Read more »

Ivan
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Ivan

Para conhecer melhor a família de ARVs M88 o melhor é começar pela velha Wikipédia.
Em inglês, por favor. 🙂

Mas segue um link com um resumo interessante:
http://www.peogcs.army.mil/documents/FMS-M88A1-M88A2-RV-Hercules.pdf

Os yankees estão no M-88 A2 que é muito mais poderoso, para fazer face aos maiores pesos do seu atual principal tanque de batalha: o M1 Abrams.

Sds.,
Ivan, do Recife

Vader
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Excelente notícia. Bendito FMS.

Ivan
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Ivan

Pois é.
Condições excelentes.
Resolve o problema de um exército aliado que tem poucos recursos e resolve o problema deles para descartar equipamento antigo (porém útil) para compra de outros mais novos.

No caso vendem os M88A1 para alinhar os M88A2.

Um país cujas forças armadas muitos admiram e todos respeitam é Israel, que está sempre na fila do FMS, sem nenhuma cerimônia…

Abç.,
Ivan.

wwolf22
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wwolf22

mas quem modernizara os sistemas do veículos blindados ???
sera que com essa aquisição a versão de CC do guarani foi pro saco ?? ou foi comprado pra adquirirmos doutrina ??

Colombelli
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Colombelli

Wwolf22, o Guarani é outra categoria de veiculo. Estes adquiridos são para unidades blindadas, RCC, RCB ou BIB.

O Guarani tem destino nas unidades mecanizadas. Outro departamento. Não haverá superposição ou interferência

Ivan
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Ivan

Wolf,

Um questionamento que se repete na cavalaria:
Blindados sobre Lagartas ou Rodas?

Minha resposta é simples:
Os dois, cada qual na sua missão e na sua unidade.

Esta aquisição não deve influenciar a compra dos Guaranis.
De fato, o risco está em nas questões orçamentárias.
Por falar em orçamento, sabendo que o cobertor é curto e “de vez em quando” é retirado para cobrir outras “necessidades” nacionais, o melhor é pegar a oportunidade dos ‘americanus’ e completar as unidades blindadas pesadas.

Abç.,
Ivan.

Antonio M
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Antonio M

As unidades de M88A1 são poucas? Seria interessante a aquisição de mais algumas ou essa doação atende a necessidade?

Colombelli
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Colombelli

Antônio quero quer que atende, pois se precisar mete um cambão e um carro consegue puxar o outro.

Não há necessidade de muitos carros deste tipo que provavelmente ficarão nos B Log.

Antonio M
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Antonio M

Obrigado Colombelli.

Ivan
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Ivan

Antonio M, Vc questionou: “As unidades de M88A1 são poucas?” Acredito que será suficiente. Nas compras de blindados pesados que tenho acompanhado, o percentual de ARVs (armored recovery vehicles) em relação aos MBTs (main battle tank) fica entre 8% e 10%. O Exército Brasileiro aparentemente pretende manter um RCB (cerca de 30 carros de combate) com M60 A3TTS. Talvez crie um outro RCB com Pattons em Roraima, mais 30 unidades. Se for apenas um RCB com alguma reserva, talvez 40 tanques, o número de 4 ARVs é mais que suficiente. Se for manter dois RCBs então seria interessante dispor de… Read more »

Vader
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Amigos uma dúvida que sempre tive qto à Cavalaria: os CCs ficam (ou deveriam ficar) adstritos aos RCCs e não aos RCBs correto?

Por outro lado, o 20o de CG é um RCB correto?

Não entendo essa zona, rsrsrs…

Wellington Góes
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Wellington Góes

Ok, os M113 eu até entendo, afinal se não tem tu, vai tu mesmo, mas o M88?! Se o EB já tem veículos de recuperação sobre o chassis dos Leos 1A, não haveria como adquirir mais do mesmo modelo?!

Quanto aos M113 de comando e controle, haveria a possibilidade do EB instalar os radares M60 nestas viaturas, bem como sistemas de vigilância terrestre?

Até mais!!! 😉

Ivan
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Ivan

MiLord Vader, Os RCBs (Regimento de Cavalaria Blindada) alinham dois esquadrões de carros de combate cada um com 13 (treze) VBC (Viatura Blindada de Combate) pesadas, bem como duas companhias de infantaria blindada cada uma com 13 (treze) VBTP (Viatura Blindada de Transporte de Pessoal). Minha opinião pessoal é que deviam ser 14 blindados por subunidade, ficando uma paro comandante e outra para o sub ou para escoltar o comandante. As outras 12 divididas pelos 3 (três) pelotões, evidentemente. A ideia do RCB sobre lagartas (maior mobilidade em terrenos acidentados) é ter um núcleo de maior impacto (ação de choque)… Read more »

Vader
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Wellington, o M-88 é para a recuperação dos M-60 que ainda estão na ativa, tendendo a ficar por um bom tempo.

Ivan
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Ivan

Duque de Wellington,

Vc escreveu:
“…afinal se não tem tu, vai tu mesmo…”

Esta é a melhor explicação para o uso dos M-113 nas companhias de infantaria blindada do Exército Brasileiro.

No Chile e Argentina são Marders.
Na Venezuela são BMPs.
Até o Uruguay alinha um punhado de BMPs.

Mas é assim, “vai tu mesmo…”

Sds.,
Ivan.

Ivan
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Ivan

Quanto ao M88A1…
O primeiro comentário pode dar uma pista
sobre o que está acontecendo.

Ivan
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Ivan

Ok MiLord Vader. 🙂

Antonio M
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Antonio M

Obrigado Ivan.

Mauricio R.
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Mauricio R.

O que vem a ser o M577: “M577: This variant is used as a command vehicle, generally as a tactical operations center (TOC). The passenger compartment is raised to 74.75 in (189.9 cm). The compartment has a commander’s hatch with no weapons mount or vision blocks. A tent is carried on the top rear and attaches directly to the rear of the track to provide greater work space. Multiple M577s can be connected via the tents to form a larger operations center. An additional fuel tank is mounted in the right rear of the compartment. Long-range communications is expedited by… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Pois então Vader, tenho este entendimento, o que é estranho é que o EB dar a entender que os M60 não terão uma vida longa nas suas fileiras. Tivesse feito isto lá atrás, quando chegaram os primeiros ATTS era até compreensível, mas agora?!?! A não ser que estejam vindo de graça mesmo, ai não se olha os dentes. Mas e ai, os M577A2 têm condições (e o EB tem interesse) de dotar tais blindados com radares aéreos e terrestre?! Vale lembrar que tempos atrás existia a ideia de dotar uns poucos M113 com mísseis MAA-1A Piranha, mais ou menos igual… Read more »

Colombelli
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Colombelli

A dotação dos esquadrões de fuzileiros blindados nos RCB são 14 M-113, a mesma da cia de infantaria blindada. Não vai carro pro comandante específico. É que são 12 nos pelotões e mais dois para a seção de morteiro 81mm. O Comandante tem viatura 3/4 ton. Nos pelotões há 03 vbtp para os GC ( hoje 09 antes 11 homens) e um para o Cmt Pel, onde vai oi morteiro 60, e duas mag (hoje). Nos esquadrões de carros de combate igualmente a dotação são 14 carros. A função e composição do RCB com misto de cc e vbtp deve… Read more »

Ivan
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Ivan

Colombelli, Obrigado pelos esclarecimentos. Existe uma versão especializada do M113, nominada M125, que porta um morteiro de 81mm. Este pode ‘trabalhar’ embarcado (com a viatura parada) e em movimento. Outras versões porta-morteiro do M113, porém com peças mais pesadas, são: M106 com morteiro calibre 4,2 polegadas e M1064 com morteiro calibre 120mm (padrão Otan). Vc sabe se o Exército Brasileiro usa algumas destas versões especializadas ou embarca ‘na marra’ os morteiros de 81mm. Outra questão importante. É estranho o comandante de uma cia de fuzileiros blindados se deslocar em viatura desprotegida e sobre rodas, enquanto sua tropa monta blindados sobre… Read more »

Colombelli
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Colombelli

Ivan, por incrível que pareça, tanto o M-30 quanto os morteiros 81mm eram (são ainda no caso do 81) apenas “transportados” no M-113. Ou seja, na hora de disparar tinha de preparar a posição no chão. O blindado era absolutamente convencional. Ia um morteiro, guarnição, ferramentas, rede de camuflagem, tralhas do morteiro e alguma munição em cada blindado. As metralhadoras e o canhão sem recuo ( antes do 57mm) do pelotão de apoio tinham viaturas 3/4. Na pratica, estas duas ultimas frações eram divididas e atulhadas em outros M-113 dos fuzileiros, ficando a priori colocadas em apoio direito ou reforço… Read more »

Lyw
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Lyw

Colombelli
16 de outubro de 2015 at 18:33

Muito interessante como o M113 básico se tornou o faz tudo do EB.

Ivan
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Ivan

Lyw, Os M113 e suas inúmeras variantes, derivados e versões são verdadeiros ‘faz tudo’ ao redor do mundo.. Existe um artigo detalhado na Wikepedia (sim, na Wiki) em inglês (obviamente), com o seguinte link: https://en.wikipedia.org/wiki/Variants_of_the_M113_armored_personnel_carrier Dos derivados básicos gosto muito dos M577 posto de comando móvel e dos M548 transportadores de carga com parte traseira aberta. Ainda sobre os derivados básicos, entendo que os porta-morteiro com capacidade de disparar a peça de dentro do véiculo são imprescindíveis, substituído as gambiarras de entulhar arma e pessoal dentro da viatura. Os originais americanos são: M125 com morteiro M29 de 81mm, M106 com… Read more »

Ivan
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Ivan

Colombelli, Me permita o atrevimento de discordar do amigo. Um M577 para comandante de companhia de fuzileiros blindados seria uma risco desnecessário, pois seu formato dferenciado (teto alto) traria concentração do fogo inimigo. Entendo que na subunidade o comandante está na linha de frente e deve montar o mesmo veículo da companhia ou esquadrão. Se M113 então M113, se tanque Leo então tanque Leo, sem M6o então M60, se no futuro um VBCI descente (mesmo que um Marder usado) então um VBCI. (VBCI para quem não está acostumado é Viatura Blindada de Combate de Infantaria.) Deixaria os M577, sempre em… Read more »

Colombelli
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Colombelli

Ivan, a lotação dos veiculos que fiz é apenas uma especulação. Pode ser que não sejam usados nesta finalidade. Pode ser que sejam usados como veiculos de comunicações. Quanto a chamar fogo, o CMT cia ou esquadrão não vai exatamente na linha de frente. Costuma acompanhar o avanço a distância, fazendo tudo por rádio. Ademais, no calor da batalha, com poeira, cortina de fumaça e fogo de apoio sobre o adversário, é dificil distinguir um carro a retaguarda e a certa distância. Não há um risco maior ou menor por conta do tipo de veiculo. Mas o risco existe em… Read more »

Ivan
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Ivan

Colombelli, “…a lotação dos veículos que fiz é apenas uma especulação.” A que eu fiz também, é apenas especulação. Contudo, nas ordens de batalha dos exércitos mais avançados (EUA, GB, Rússia, Israel entre outros) a viatura do comandante de subunidade (companhia, esquadrão ou tropa) é sempre semelhante ao restante da tropa. Muitas vezes o comandante da unidade (batalhão ou regimento) dispõe de viaturas semelhantes ao restante da tropa, com os blindados de comando (postos de comando móveis como o M577) a retaguarda para desempenhar sua função, posto de comando. No RCC do EB é assim. Pessoalmente prefiro a regra geral,… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

OFF TOPIC…

…mas nem tanto!!!

Para quem acha que o M113 é pouca porcaria, vcs ainda não viram o que é o LAV(e por extensão, o Stryeker):

(http://www.combatreform.org/lavdanger2.htm)

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Falando em blindado de recuperação… uma bela foto de demonstração de capacidade

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Juarez
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Juarez

Pena que talvez somente Tio Sam e Israel acreditem que uma quantidade grande de veículos de apoio e recuperação sejam tão necessários em batalha, parece que o EB agora andou conversando com Jacó e aos poucos vai se convencendo disto, em função desta útima compra e da revitalização dos M 113 de recuperção que eu não o nome correto. agora.

G abraço