quinta-feira, julho 29, 2021

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Olimpíada vira vitrine para indústria de defesa nacional

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

FT-100_VANT_FT Sistemas
VANT FT-100 FT Sistemas

Empresas criam de bloqueadores de drones a sistemas de gestão e de tráfego aéreo e usam o evento para tentar ganhar mercado

ClippingA Olimpíada do Rio de Janeiro deu um novo fôlego à indústria de defesa nacional. Muito além do batalhão previsto de 85.000 homens, entre soldados e policiais, a aposta para o esquema de segurança dos jogos está na tecnologia: de bloqueadores de drones a sistemas de gestão e de tráfego aéreo. Em meio à crise fiscal do governo, que levou a sucessivos cortes de investimentos em defesa, o evento se transforma numa vitrine para as empresas brasileiras do ramo, que veem uma oportunidade de ampliar os mercados de exportação dessas tecnologias.

Para a Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança, o Brasil ainda tem um amplo potencial na área de segurança, tanto para atender às necessidades do mercado interno como para exportar essas tecnologias.

“O mercado de segurança e defesa no mundo é de 1,5 trilhão de dólares, e o Brasil responde por apenas 2%. Há muito para crescer”, diz Frederico Aguiar, presidente da instituição. Ele, no entanto, se mostra otimista com a visibilidade da Olimpíada. “Todo evento desse porte traz não só o efeito direto da aquisição de equipamentos, mas é também uma vitrine, pois vai mostrar para o mundo que o Brasil não só está preparado com treinamento, mas com equipamento e serviços adequados.”

O monitoramento começa pelos céus. Um aparelho adquirido pelo Exército Brasileiro irá bloquear drones não-autorizados próximos às instalações dos jogos. O sistema, chamado de Jammer, pode bloquear o sinal dos vants (veículos aéreos não-tripulados) para além de um quilômetro de onde for instalado. O objetivo é desativar aparelhos suspeitos, uma vez que a utilização de drones com pequenos explosivos foi um dos métodos sugeridos pelo Estado Islâmico para a realização de ataques terroristas durante os jogos.

“É uma tecnologia inédita em eventos desse porte e 100% nacional”, afirma Luiz Teixeira, presidente da Iacit, empresa localizada no interior de São Paulo que desenvolveu o equipamento. “O operador, quando detecta ameaça em algum drone, aciona o sistema de forma a bloquear a comunicação entre o controlador e o veículo. Ele toma o controle do vant, que pode pousar ou retornar ao local de origem”, explica.

O investimento foi de 1,5 milhão de reais e envolveu dez engenheiros. “A Olimpíada ampliou a capacidade de projeção da empresa, que já está há 30 anos no mercado”, diz Teixeira. A ideia é expandir o uso do aparelho para outras áreas, como em presídios, onde há entregas ilegais via drones, bem como exportá-la para o mercado externo. “Já fizemos demonstrações em vários países, como Espanha e Chile”, afirma.

Equipamento

Além de bloquear drones não autorizados, as Forças Armadas terão seus próprios vants para reforçar o sistema de segurança da Olimpíada. Criado pela FT Sistemas, o vant FT100 será utilizado em missões de vigilância, monitoramento, detecção de alvos e levantamento de informações.

“Ele é um sistema militar, com uma tecnologia de ponta específica para uso de segurança e defesa em ambientes hostis”, afirma Nei Brasil, diretor-presidente da FT Sistemas. “A parceria com as Forças Armadas demonstra que o investimento em inovação é uma alternativa viável para o Brasil.” Ele afirma que os drones já são exportados para países africanos desde o ano passado, e a Olimpíada pode ajudar a abocanhar novos mercados.

O monitoramento dos céus abrange também os aviões. Serão utilizados nos aeroportos dois sistemas desenvolvidos pela Atech, empresa do Grupo Embraer, a fim de não só garantir a segurança, mas melhorar o fluxo para evitar atrasos. As tecnologias Sagitário e Sigma já eram utilizadas, mas foram adaptadas e atualizadas para os jogos.

“O foco do Sagitário é a segurança operacional, pois monitora os voos em tempo real”, explica Edson Mallaco, presidente da Atech. “Já o Sigma faz uma otimização do fluxo de aeronaves. O sistema recebe todos os planos de voo, os analisa e otimiza para evitar engarrafamentos no aeroporto em determinado momento. Pode antever o tráfego aéreo com até uma semana de antecedência”, explica.

Ele afirma que a parceria com a Força Aérea permitiu que a empresa pudesse desenvolver não só com foco em defesa, mas também para o mercado corporativo. “Isso nos permite a comercialização desse sistema para outros mercados. Ele já está sendo implementado na Índia, por exemplo, e deve entrar em operação até o final deste ano.”

Dados

Além da gestão de veículos aéreos, a preparação para os jogos demanda um amplo monitoramento de dados. Essa gestão foi feita pela Fundação Ezute, empresa de direito privado sem fins lucrativos, que vem atuando em parceria com o Ministério do Esporte desde 2012.

A fundação, que esteve à frente de projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia e o Bilhete Único, desenvolveu um sistema que monitora processos em 35 instalações e faz a gestão de orçamentos, prazos, requisitos olímpicos e parâmetros legais. “A plataforma tem como foco cada instalação olímpica e todo o seu ciclo de desenvolvimento”, afirma Flavio Firmino, diretor de projetos especiais da Fundação Ezute. “Ela possui mecanismos para gestão de pontos críticos, cronogramas requisitos e também painéis estratégicos.”

Ele explica que o projeto nasceu mediante o diagnóstico de que o governo federal havia enfrentado dificuldades para gerir os recursos da Copa do Mundo. “Constava que o monitoramento da transferência de recursos para a Olimpíada seria conduzido pelo Ministério do Esporte, num modelo apoiado na contratação de consultorias. Apresentamos nossa experiência na área de gestão de projetos complexos e fomos contratados no final de 2012.”

A parceria com o Ministério do Esporte se encerra em abril do ano que vem.

FONTE: Veja (Com Estadão Conteúdo)

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Carlos Crispim
Carlos Crispim
4 anos atrás

Eu queria um equipamento para cegar helicópteros e fazer com que sejam obrigados a retornar pra base, aqui em casa passam diariamente dezenas de helis voando baixo, muito baixo, eles não se preocupam com o barulho que causam, fazem rasantes a qualquer hora, de preferência às 6 da manhã, qualquer dia da semana. E se for de TVs, ficam em cima da sua casa filmando o tempo que for, independente se estiver incomodando ou fazendo um barulho infernal, já liguei e mandei e-mails para diversos órgãos do governo, mas descobri que ninguém é responsável por fiscalizar e punir, é tudo… Read more »

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
4 anos atrás

“Carlos Crispim 4 de agosto de 2016 at 15:30”
.
Existe uma solução para isso… e se chama: MANPADS… rs

Luciano
Luciano
4 anos atrás

Parece que “jammear” os drones nao funcionou muito, pois na abertura teve um nao autorizado que deu trabalho às forças de segurança.

Nonato
Nonato
4 anos atrás

Jammaeia se identificar?
É possível localizar pequenos drones com radares? Num estádio como.isso funciona? Vários radares ao redor?
E se forem instalações próximas de zona urbana mais densa e não em campo aberto?
Tipo o drone pode vir entre prédios só localizado já na frente do estádio, arena seja lá o que for.
E no volley de praia?
Lugar aberto mas próximo de zona urbana densa…

DaGuerra
DaGuerra
4 anos atrás

Devíamos usar na seguranca publica drones armados que pairariam sobre as cidades com câmeras de alta resolução, visão noturna, radares miniaturizados daquele que “enxergam através parede” e com uma memória com as “carinhas” dos meliantes. Poderíamos caçar esses animais dentro dos buracos de qualquer favela e com armas de precisão, metralhadoras, canhões e misseis darmos cabo deles como a Policia magistralmente fez com o “matemático”. Assim a cidade dormiria feliz e os vagabundos aprenderem a somar 2+2 lá no colo do capeta.

Nonato
Nonato
4 anos atrás

Da Guerra. Concordo pelo menos em parte.
Nesses casos de assalto a bancos no interior, explosões de caixas eletrônicos.
Explodiu acionou mirou, atirou…

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