Dois protótipos do DRDO ATAGS em desfile militar

Conselho de Aquisição de Defesa indiano autoriza lote inicial de canhão com alcance de 48 km

Por Roberto Lopes
Especial para o Forças Terrestres

O chefe da Organização para a Pesquisa de Defesa e Desenvolvimento da Índia, S. Christopher, informou esta semana à imprensa de seu país, que o Conselho de Aquisição de Defesa do governo do Primeiro-Ministro Narendra Modi, presidido pela ministra da Defesa, Nirmala Sitharama, autorizou a produção de uma “Série Limitada” (lote inicial) de 40 unidades do Advanced Towed Artillery Gun System (ATAGS) – Sistema Avançado de Artilharia Rebocado –, calibre 155 mm.

A decisão do Conselho foi tomada depois da bem sucedida fase de testes com o equipamento no campo de testes de Pokhran, onde foram batidos alvos a 48 km de distância – um recorde mundial, segundo Christopher.

Pokhran, no deserto de Thar (27,1° N 71,8° E), é um sitio reservado a ensaios nucleares. Situa-se administrativamente no distrito de Jaisalmer, no estado do Rajastão – extremo noroeste da Índia –, perto da fronteira com o Paquistão.

Uma das particularidades não-técnicas desse programa é que ele foi conduzido mediante parceria do DRDO com a iniciativa privada – no caso, com o Grupo Kalyani e a Divisão de Engenharia Estratégica da corporação de alta tecnologia Tata Power.

É a primeira vez que os chefes militares indianos desenvolvem, com tanta celeridade, um projeto em conjunto com empresas privadas que objetiva atender o programa de modernização da Artilharia do Exército Indiano.

A Arma da Artilharia requisitou, recentemente, a compra de 2.000 peças de de 155 mm, e no caso de a opção recair mesmo sobre o ATAGS, o plano é repartir o fornecimento entre as duas empresas: Kalyani e Tata Powers.

Após os chamados “ensaios de verão”, concluídos há poucas semanas, a DRDO sugeriu ao Ministério da Defesa a aquisição de protótipos adicionais, com o objetivo de ampliar e acelerar os “ensaios de inverno”, previstos para acontecer em meados de 2018.

Cumprido o cronograma, é provável que a “Série Limitada” do ATAGS entre em produção até o final de 2019.

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Agnelo Moreira
Agnelo Moreira
2 anos atrás

2.000 peças de 155…
Lembro de um colega de curso paquistanês q me lembrava q o exército paquistanes tinha 7 corpos de exército e era menor q o indiano…
Pensem se aquele conflito vira uma guerra…

Hélio
Hélio
2 anos atrás

Um baita volume, quanto será que sai? Aliás, dado o número de canhões, não é mais vantajoso um sistema de lançadores como o Astros?

Manuel Flávio
Manuel Flávio
2 anos atrás

A Colômbia vai gastar quase US$1 bilhão, para ser mais preciso US$954,2 milhões, para a aquisição do Light Gun (L119).

Spider
Spider
2 anos atrás

Gostaria de ver o EB com o M-777 Howitzer. Um obuse formidável.

Manuel Flávio
Manuel Flávio
2 anos atrás

Obrigado pelo complemento, Colombelli.

A propósito, pessoal: quando o EB vai olhar para a Artilharia rebocada? Aliás, salvo engano, nós temos 10 brigadas sem Grupos de Artilharia (estou contando com a 22ª de Selva, que foi oficialmente criada por decreto, essa semana.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
2 anos atrás

Colombelli, concordo contigo.
Como o e EB não tem dinheir, essa volta às compras dos americanos é muito benéfica para a Força pelo menos avançar algumas décadas na evolução tecnológica. Não estaremos com o que há de mais atual, mas, pelo menos, melhoraremos significativamente.
Sherpa, M577, M113, M88…
E o M-198 que teria um custo-benefício fenomenal.
E ir tocando o Guarani como der.

Fred
Fred
2 anos atrás

Isso é uma das coisas que eu não entendo e ficaria satisfeito se alguém pudesse esclarecer.
Empresas brasileiras produzem armas leves, morteiros, mísseis, foguetes, aviões, navios patrulha, e existe sólida indústria civil do segmento metal-mecânico.
Por que raios, nós não conseguimos nem tentar produzir canhões de nenhum tipo? (Obuseiros também)
Falta de tecnologia ou só de vontade?

Francisco Herês
Francisco Herês
Reply to  Fred
11 meses atrás

Fred, as duas coisas. Mas não é fácil fabricar obuseiros e canhões, a tecnologia não é tão simples assim, além disso, pra quê arriscar se nem o EB compra????? E pra concorrer com outros similares lá fora tem que comer muito feijão, o Brasil não tem pesquisa, basicamente as empresas absorvem de fora ou compram tudo pronto. O estrago feito nos últimos anos foi muito grande, nem sei por que o Brasil ainda respira.

Agnelo
Agnelo
2 anos atrás

Creio q depois da melhora da Art AP, será a Art AR.

Quanto a Art das Bda, creio Q 4 das Bda Sl não tem. As outras Bda todas tem Art.
Alguém sabe diferente disso?

Sds

EParro
EParro
2 anos atrás

colombelli 10 de dezembro de 2017 at 19:25

Meu, você não é muito a favor de artilharia autopropulsada, tipo assim M-109, pois não?

Saudações

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Eu gosto da combinação entre M109 A5+ BR e L118…

Walfrido Strobel
2 anos atrás

Este é um vídeo detalhado do DRDO Advanced Towed Artillery Gun System (ATAGS).
Ele tem a missão de substituir os 410 Bolfors Haubits FH77 adquiridos 1986–1991.
. https://m.youtube.com/watch?v=cKZ8HTDHCAs

Walfrido Strobel
2 anos atrás

Acima é Bofors.
Complementando, este é o Bofors Haubits FH77.
. https://m.youtube.com/watch?v=E5pMSCv9-SU

Sequim
Sequim
2 anos atrás

Apenas um comentário sobre os vídeos postados pelo Walfrido: quero ver esses soldados fazendo essas manobras estilizadas em pleno campo de batalha, em uma guerra de verdade, levando chumbo de tudo quanto é lado.

Gabriel
Gabriel
2 anos atrás

Teve uma época que o EB estava em negociação com os Espanhóis para produzir canhões como estes aqui no Brasil mas acho que nossos problemas orçamentários não permitiram a concretização do projeto.

Mikhail Bakunin
Mikhail Bakunin
2 anos atrás

Sequim, eles estariam a pelo menos 10/15 km da linha de batalha

João Augusto
João Augusto
2 anos atrás

Qual a área afetada por um projétil disparado por isso?

Agnelo Moreira
Agnelo Moreira
2 anos atrás

25 m de raio com provável 100% de baixas.

Agnelo Moreira
Agnelo Moreira
2 anos atrás

Colombelli
Eu tinha a impressão q a 18 de Fronteira tinha.
São 6 de Selva agora. A 1a e a 23a tem.
A 2a, 16a, 17a e a nova 22a não.
Sds

Hélio
Hélio
2 anos atrás

Sequim 11 de dezembro de 2017 at 19:56
Eu morri de rir na primeira vez que vi esse vídeo, ainda mais com os comentários.

jose luiz esposito
jose luiz esposito
2 anos atrás

Duas coisinhas , comemorarmos a compra ou reformas de M113 e pensarmos que os nossos amigos , vizinhos e irmãos seriam nossos inimigos , é acreditar na Estoria da Carochina , do Saci Parere , na do Boto e em Papai Noel , todos sabemos de onde poderá surgir uma ataque ao Brasil e suas Riquezas , alias já estamos sobre ataque , prestem atenção nas Ongs e de onde elas são comandadas e financiadas , depois querer defender a Amazônia com Guerrilhas de Selva puramente, é acreditar nestas coisas acima , se não dermos Medo ao Agressor , o… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
2 anos atrás

Não confundir Ong que não são ong são grupos de pessoas interessadas nas riquezas da amazonia,reconhecimento,espionagem,classificação de minas e riquezas minerais,e não estão nem ai com meio ambiente.com partidos políticos.Que não importa se são de direita ou esquerda são legais tem representatividade e são legalizados.Quanto aõ Brasil somos dependentes de estoques de material de segunda mão dos EUA,nada contra se os mesmos suprirem uma deficiência nas nossas forças.Aqui no Brasil é muito difícil fabricas de armas sobreviverem muito tempo, é os projetos avançarem,infelismente temos que recorrer a compra.