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Inaugurado o Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes

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Astros II lançando míssil tático de cruzeiro MTC-300 ou AV-TM 300

Formosa (GO) – O dia 25 de janeiro de 2018 ficará marcado na história do Exército Brasileiro. Foi inaugurado o Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, em Formosa. Com a presença de autoridades civis e militares, uma formatura inaugurou as instalações da nova Unidade, que terá como missão capacitar e habilitar oficiais e praças para o emprego de mísseis e foguetes e contribuir para o aperfeiçoamento e o desenvolvimento da Doutrina de Emprego. A inauguração faz parte do Programa Estratégico ASTROS 2020.

Para o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General de Exército Juarez Aparecido de Paula Cunha, a inauguração do Centro representa a evolução da Artilharia, que a permite ficar em consonância com o projeto de transformação do Exército. “Hoje, temos uma Artilharia bem preparada e em condições de cumprir a sua missão. É um passo importante que estamos dando e não para por aí”, enfatizou.

O Diretor de Obras Militares, General de Divisão Marcelo Eschiletti Caldas Rodrigues, transferiu as chaves das instalações ao Comandante da nova Unidade, Tenente-Coronel Mário de Carvalho Neto, que fez a tradicional revista à tropa. O dia festivo também foi marcado com a entrega do “Facão Pioneiro Lobo Guará” pelas mãos do Comandante Militar do Planalto, General de Divisão Luiz Carlos Pereira Gomes. O símbolo resgata a participação do Exército na criação da Capital Federal e é oferecido a todos os comandantes de Unidades do Comando Militar do Planalto.

Astros II lançando MTC-300 ou AV-TM 300

Programa Estratégico ASTROS 2020

A fim de dotar o Exército Brasileiro de meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade. O Programa ASTROS 2020 contém, em seu escopo e estrutura, as seguintes etapas: criação e implantação de uma Unidade de Mísseis e Foguetes, um Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes, um Centro de Logística de Mísseis e Foguetes, uma Bateria de Busca de Alvos, paióis de munições e uma Base de Administração e Campo de Instrução de Formosa (CIF); modernização do atual 6º Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes, transformando-o em 6º Grupo de Mísseis e Foguetes; desenvolvimento de dois novos armamentos, o foguete guiado, que utiliza a concepção do atual foguete SS 40, da família de foguetes do sistema ASTROS II, em uso pelo Exército Brasileiro, e o míssil tático de cruzeiro com alcance de 300 km; além disso, está previsto a construção de Próprios Nacionais Residenciais (PNR) e outras instalações necessárias ao bem-estar da família militar na Guarnição de Formosa.

As duas Unidades de Mísseis e Foguetes estarão estruturadas com um Comando e Estado-Maior, uma Bateria de Comando e três Baterias de Mísseis e Foguetes mobiliadas com viaturas e equipamentos em fase de desenvolvimento com base no atual sistema ASTROS II.

O sistema ASTROS 2020 irá possibilitar a realização do lançamento, partindo das plataformas da nova viatura lançadora múltipla universal na versão MK-6, dos vários foguetes da família ASTROS e também do míssil tático de cruzeiro de 300 km. Além disso, permitirá fazer toda a preparação para a realização do tiro, desde o recebimento e análise da missão, o comando e controle, a trajetória de voo e o controle de danos.

MTC-300 ou AV-TM 300 na Avibras

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

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Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

Boa noite!
De maneira resumida, o que difere um míssil de um foguete?
Posso dizer que um foguete não tem “inteligência”, e que um míssil tem esta tal “inteligência” dando capacidade de alterar sua trajetória por exemplo?
Agradeço maiores esclarecimentos…

Lucas Henrique
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Lucas Henrique

Basicamente isso Wilton, os mísseis são guiados até seu alvo, diferente do foguete.

Bosco
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Bosco

Wilton, Sem prejuízo da explicação do Lucas mas o termo “foguete” é utilizado em 3 “momentos”: 1-para se referir a uma arma burra, autopropulsado por um motor foguete, lançada de forma balística ou semi-balística; 2- para se referir a um veículo capaz de colocar carga em órbita, igualmente propulsado por um motor foguete; 3- associado ao termo “motor” para se referir a um tipo de propulsor que não depende do oxigênio da atmosfera para gerar impulso pelo princípio da ação e reação. – Já o termo “míssil” se refere a uma arma guiada, que se desloca na atmosfera ou no… Read more »

Antônio
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Antônio

Lembro que certa vez a PresidentA impeachada implicou com a alteração da trajetória do avião presidencial em decorrência de treinamento em Formosa.
Por tal motivo, mandou acabarem com os treinamentos por lá.
Como ficou tal situação?
Com o uso de foguetes e mísseis em local tão próximo de Brasília, não fica ainda mais arriscado para o tráfego aéreo, uma vez que 90 km para um avião não é nada?

VICENTE DE PAULO
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VICENTE DE PAULO

noticias excelente do exercito…

Antônio
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Antônio

Bosco, interessante a nomenclatura muito utilizada cruzador de mísseis guiados, uma vez que todos os mísseis são guiados acaba sendo redundante…

Henrique de Freitas
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Henrique de Freitas

Alguém ja viu na internet algum filme do lançamento do MTC-300 ? Obrigado

Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

Lucas Henrique 29 de Janeiro de 2018 at 21:59
Bosco 29 de Janeiro de 2018 at 22:23

Muito obrigado pelas informações, muito esclarecedor o seu comentário Bosco.

SmokingSnake 🐍
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SmokingSnake 🐍

Foguete não tem inteligência e não é guiado??? Isso daqui é um míssil então…
https://www.youtube.com/watch?v=f5mVY9GVaeA

Bosco
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Bosco

Antônio, Realmente! Essa nomenclatura confusa pode não fazer muito sentido em relação aos navios já que era empregada pra diferencia navios dedicados à defesa antiaérea (que recebiam o G de “míssil guiado”) e os dedicados à guerra antissubmarina(que não tinham o G, mas que também tinha mísseis guiados), mas é util para distinguir os submarinos já que além dos SSN (submarinos nucleares de ataque) têm os SSGN (submarinos nucleares de mísseis guiados) e os SSBN (submarinos nucleares de mísseis balísticos). No caso a USN se refere aos mísseis cruise como “guiados” apesar dos balísticos também serem guiados, mas a distinção… Read more »

cwb
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cwb

O exército terá verbas para comprar essas belezinhas quando estiverem operacionais?
Apesar de ser um programa importante do EB?
Pergunta de leigo:como será o seu emprego no nosso cenário?

Willhorv
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Willhorv

Acredito eu, que este míssil tido como MTC-300, especificado como míssil tático de cruzeiro, possa “facilmente” ser convertido como uma plataforma com um alcance melhorado para 1200/1500 km ou mais, baseado no seu porte e volume, sendo o atual alcance mantido por uma questão de tratados, confere!
Também o vejo como um míssil capaz de executar ataques cirúrgicos, Asuw e com ogivas de multi propósito.
Os especialistas aí me falem…
Sem dúvida….ótima notícia.
Capacitação é tudo.
Abs

Jorge Augusto
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Jorge Augusto

Mas no caso do novo foguete do ASTROS II MK6, a própria AVIBRAS chama o novo foguete de foguete guiado.

Se é um foguete guiado, logo não é um míssil? Falo do SS 40 G

Bosco
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Bosco

Jorge, Se é propulsado e é guiado tecnicamente é um míssil, mas como disse, para a evolução de foguetes não guiados tanto ar-sup quanto sup-sup , parece haver certa resistência em chamá-los de mísseis sendo mais usual chamá-los de “foguetes guiados”, mas se você perguntar a diferença entre um foguete guiado e um míssil ninguém irá dar conta de formular uma resposta convincente. rsrsss Por exemplo, no sistema americano MLRS que lança o “foguete guiado” M-30 e M-31 com combustível sólido e orientação inercial combinado com GPS e com carga dispersora de submunições ou unitária, é denominado foguete guiado. Já… Read more »

Guizmo
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Guizmo

Foguete=Raiz
Míssil=Nutela

Antonio Marcelo
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Antonio Marcelo

Por favor, onde posso encontrar uma imagem ou vídeo do local atingido por um disparo do ASTRO, não há por tem por motivo de segurança? obrigado.

Wilton Feitosa
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Wilton Feitosa

Willhorv 30 de Janeiro de 2018 at 12:16
Me parece, li em algum lugar, que há um tratado internacional que o Brasil é signatário, que limita o alcance dos misseis/foguetes balísticos a 300km e 500kg de carga explosiva…
O Avibras MTC 300 esta no limite deste acordo no tange a distancia, mas com folga para carga explosiva, pois ele carrega 200kg …
Falei bobagem Bosco? .. rss

Willhorv
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Willhorv

JagderBand44 30 de Janeiro de 2018 at 15:34
Acho que é isso mesmo!
Mas daria pra ampliar este alcance ahí…..ainda mais se aplicarmos um booster inicial….
Olha o porte do danado!!

Dodo
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Dodo

Guizmo 30 de Janeiro de 2018 at 15:06
Foguete=Raiz
Míssil=Nutela
Kkkkkkkkkkk,melhor comentario !

Bosco
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Bosco

Wilton, Esses são os limites para exportação. Nós podemos fazer versões com alcance (mais de 300 km) e carga ampliada (mais de 500 kg) para uso próprio. Em obedecendo esses limites, principalmente no que diz respeito ao alcance, me parece clara a intenção da Avibras em tentar colocar o míssil no mercado internacional. O que acho muito interessante tendo em vista que no nosso TO ele não é essencial. Quanto a versões de alcance maior, o que teria que ser mexido é o tipo de motor (mudar para um turbofan) e/ou a quantidade de combustível. E claro, uma bateria que… Read more »

FighterBR
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FighterBR

O limite de 300km é só para exportação. Dentro do nosso território não tem esse limite

marcio alves
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Porque a Avibras ainda divulga a foto da configuração de asa anterior do AV- MT 300? Já que revelaram a nova configuração de asas retrateis?

Tamandaré
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Tamandaré

Parece mais um Exocet…

mf
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mf

O TNPM proíbe o Brasil de exportar misseis com alcance superior a 300km e com carga superior a 250kg.

MTC-300 foi pensado para exportação, atendendo clientes da família ASTROS como a Arábia Saudita e a Malasia.

O Exercito tem interesse numa outra versão para o futuro, voltada apenas para uso interno, com alcance de 500km.

Além dos ASTROS em Formosa-GO temos uma bateria dos fuzileiros navais no RJ, seria interessante saber se a Marinha pretende utilizar o MTC-300 para defesa de costa e qual a capacidade do mesmo nesse sentido.

Somando EB e FZN, são 42 veículos lançadores, numero respeitável regionalmente.

Wellington Góes
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Wellington Góes

“Tamandaré 30 de Janeiro de 2018 at 18:55” A bem da verdade o míssil parece uma mistura (corpo/charuto e ‘nariz’) do Exocet com o Harpoon (asas). Vale lembrar que há em desenvolvimento (ao que me lembre), dois tipo de asas. A primeira é esta, com asas típicas aos misseis tipo sea skimming (voo a baixa altura, próximo a linha d’agua) conforme a última imagem, típico dos mísseis antinavio. A segunda é com asas convencionais, dobráveis para trás, na parte de cima do míssil, comum nos mísseis de cruzeiro convencionais. (http://estrategiaglobal.blog.br/wp-content/uploads/2016/02/TM_300_Retoque.jpg). A adoção deste míssil, mas principalmente sua capacidade de desenvolvimento… Read more »

Bueno
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Bueno

mf 30 de Janeiro de 2018 at 19:12
Eu acredito que CFN tem este planejamento, eles compraram o Astro 2020 que terá a capacidade lançar o MTC-300 ( não sei se é correto dizer versão naval)

Abraço

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Os países signatários ao MTCR PODEM exportar mísseis com mais de 300km de alcance, vide recente exportação do míssil Taurus KEPD 350 para a Coreia do Sul. O tratado diz apenas que essas exportações devem ser avaliadas caso a caso e, obviamente, se você resolver exportar um míssil desse para a Coreia do Norte, é provável que outros países boicotem seus produtos ou deixem de fornecer insumos. Ou alguém acredita que o míssil brasileiro não tem componentes estrangeiros? Certamente os EUA vetariam uma exportação dessa. Então por que criar um míssil com 300km de alcance? Porque, nesse caso, as regras… Read more »

Johan
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Johan

marcio alves 30 de Janeiro de 2018 at 18:28
Aparentemente estão desenvolvendo as duas versões em paralelo, pois foram divulgadas fotos no mesmo período de ambos. Possa ser que o de asas retráteis seja uma versão de maior alcance, porém de menor velocidade em comparação ao de aletas. No link abaixo é possível identificar nas fotos que trata-se da versão de asas retráteis sendo testada.
http://estrategiaglobal.blog.br/2016/05/4691.html

Marcio Paiva
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Marcio Paiva

Há como exportar sem ter que prestar contas aos países fornecedores de peças. Parece que esse é o assunto do momento e toda a industria militar. A Avibras tem como produzir produtos similares com fornecedores diferentes? Li num canal russo polemico em espanhol que a ucrânia teria copiado um míssil russo.

Marcio Paiva
Visitante
Marcio Paiva

Rafael, o brasil precisa pensar em sair desse acordo em 10 anos ou terá sua industria liquidada!? Se só podemos ver banana não é bom plantar goiaba na terra toda.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Marcio Paiva, o problema de sair desse acordo é que muitos países fornecedores passarão a vetar a venda de componentes para o Brasil. . Para sair,o Brasil deveria ser autossuficiente na produção de armamentos, o que está longe de ser. . No mais, não vejo necessidade de sair, dado que os países ocidentais fabricantes de armas e até mesmo a Rússia é signatária. .Members[edit] MTCR members The MTCR has 35 members.[18] Argentina Argentina, 1993[18] Australia Australia, 1990[18] Austria Austria, 1991[18] Belgium Belgium, 1990[18] Bulgaria Bulgaria, 2004[18] Brazil Brazil, 1995[18] Canada Canada, 1987[18] Czech Republic Czech Republic, 1998[18] Denmark Denmark, 1990[18]… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Marcio,
As armas “proibidas” representam 0,1 % das armas que não estão citadas no tratado. Não iremos à falência se nos dedicarmos a exportar o restante 99,9%.

Robsonmkt
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À semelhança do AV-TM 300 da Avibras com o Exocet, sem dúvida, se deve a experiência adquirira com o Man-Sup da Marinha. Porque o design anterior era, na melhor das hipóteses, inusitado.