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73 anos da ‘Tomada de Montese’

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São João del-Rei (MG) – O 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BIMth) realizou, dia 13 de abril, uma solenidade militar em homenagem aos 73 anos da “Tomada de Montese”. Celebrar essa data é rememorar os feitos dos heróis brasileiros que compuseram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e participaram da luta contra o regime nazifascista que se alastrava pela Europa. Homenagear esses homens, muitos deles filhos de São João del-Rei, é manter viva a chama do sentimento de liberdade, tão presente na terra onde nasceu Tiradentes, protomártir da Independência do Brasil.

Nas palavras do comandante do IV Corpo de Exército dos Estados Unidos, General Crittenberger, se referindo à Tomada de Montese, “só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho do seu feito e seu espírito ofensivo, a divisão brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”.

A solenidade contou com a presença de dois ex-combatentes da FEB, o Major Ivan Esteves Alves e o Soldado Edson de Souza Campos, que combateram em solo europeu durante o conflito. Participaram, ainda, do evento o antigo Comandante do 11º BIMth, General de Exército R1 Rômulo Bini Pereira; o General de Exército R1 Jarbas Bueno da Costa; o Comandante da 4ª Região Militar e antigo Comandante do 11º BIMth, General de Divisão Henrique Martins Nolasco Sobrinho; além de outros oficiais generais da ativa e da reserva; comandantes de organizações militares e convidados.

A Tomada de Montese

No dia 14 de abril de 1945, em Montese, Itália, teve início o árduo combate travado pelos integrantes da FEB, por ocasião da Segunda Guerra Mundial. A conquista de Montese era fundamental, pois caracterizava a ruptura da linha defensiva alemã no vale do Rio Panaro, conhecida como “linha Gengis Khan”, e abria caminho para o avanço aliado rumo à planície do Rio Pó.

As forças brasileiras atacaram Montese, no intuito de conquistar este ponto estratégico, alcançando franco êxito com os soldados do então 11º Regimento de Infantaria, hoje 11º Batalhão de Infantaria de Montanha, que constituiu a principal frente no centro da operação ofensiva.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

Crianças na Itália comemoram a Tomada de Montese

Ao olhar essa foto você pode pensar que são crianças brasileiras mas não, são crianças italianas comemorando a libertação de Montese pela Força Expedicionária Brasileira. E detalhe: na Itália, as crianças aprendem na escola a Canção do Expedicionário e no dia 14 de abril em que se comemora o início da libertação de Montese, elas desfilam e cantam a canção em alto e bom som nas ruas em português! (via Facebook).

A batalha mais sangrenta

Pracinhas em Montese

Há 73 anos, a Força Expedicionária Brasileira, enfrentaria o que ficou conhecido como a sua “batalha mais sangrenta” e sua principal vitória durante a Segunda Guerra Mundial.

O 3º Pelotão da 2ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria, ocupava, desde 10 de março de 1945, a posição defensiva da Região de Biccochi, Cota 930, quando, às 5h do dia 12 de abril, recebeu ordem, por via telefônica, para organizar uma patrulha de reconhecimento, que, sob o comando de um sargento, teria por missão reconhecer a elevação de Montaurigula e, caso não encontrasse resistência, chegar até Montese.

A patrulha, fortemente armada, com 21 homens, sendo três especialistas em minas, partiu às 9h da sua posição de combate (Biccochi), alcançando Montaurigula sem resistência. Galgou essa elevação e progrediu na encosta sul, rumo geral leste-oeste. Após atingir a metade da elevação, que possuía a forma de uma colina alongada, encontrou um campo de minas antipessoal; o esclarecedor da patrulha já havia caminhado alguns passos dentro do campo, quando percebeu, por sorte e felicidade, as minas, pois algumas achavam-se expostas. Passou, então, a atuar a equipe de minas, retirando 82 minas antipessoal.

“Na jomada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho de seu feito e seu espírito ofensivo, a Divisão Brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”.
Gen Crittenberger – Cmt IV Corpo de Exército

Após cerca de 2 horas de espera, a patrulha transpôs o campo minado, prosseguindo na missão.

O moral da tropa atacante era alto; havia gana por parte de alguns soldados, o que levou o comandante do pelotão a conter aqueles que se expunham inutilmente.

Quando o comandante do pelotão realizava os reconhecimentos para assaltar algumas casas “suspeitas” no flanco direito do inimigo, recebeu ordem do comandante da companhia para se desengajar e afastar-se das casas, posto que o Batalhão iria bombardear as resistências inimigas com morteiros 81mm, visando facilitar a conquista do objetivo.

Ao ultimar o reconhecimento de outro flanco, o comandante da patrulha recebeu ordem para retrair, porque a Artilharia Divisionária iria atirar na região e a patrulha já havia ultrapassado, em muito, o tempo programado.

Fases do ataque

A conquista da cidade de Montese, que era a missão principal da 2ª Companhia, foi planejada para ser realizada em duas fases bem distintas:

  • 1ª Fase: Missão secundária, às 9h – ataque com dois pelotões a dois postos avançados do inimigo.
  • 2ª Fase: Missão principal, às 12h – ataque à cidade de Montese, também com dois pelotões.

Campo minado em Montese

Na hora prevista, para a 1ª fase, os dois pelotões atacaram seus objetivos. O primeiro teve, inicialmente, o seu avanço prejudicado pela reação do inimigo, que conseguiu mantê­lo à distância, pelos fogos. Assim, só conquistou o objetivo algumas horas depois.

O 2º Pelotão ficou detido em frente a um campo minado, batido por fogos da Infantaria. Nessa oportunidade, seu bravo comandante foi mortalmente ferido com um tiro na cabeça. Esse pelotão sofreu mais baixas e não atingiu o objetivo.

Às 11:45h, o comandante da companhia confirmou a “hora H” do ataque principal como sendo a prevista – 12h.

Na hora aprazada, o pelotão do 1º escalão transpôs, em linha, a crista, sob o espocar de foguetes de estrelas vermelhas, anunciando o ataque. A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, apesar do terreno íngreme. Após o pelotão ter vencido um terço do percurso, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários pontos e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro de Saúde.

O grupo ponta, após pequeno deslocamento, parou e assinalou a existência de minas. O comandante do pelotão, ao chegar ao ponto assinalado pelo sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado e sim de armadilhas, feitas com fios de arame ligados a minas antipessoal.

Ao chegar ao topo das elevações de Montese, o pelotão tinha perdido o contato com a companhia; o telefone não funcionava por terem os cabos sido rompidos pelos tiros da artilharia inimiga; o rádio deixou de captar e transmitir mensagens, por causa da distância e ondulações do terreno.

O segundo grupo empregado teve o seu avanço sustado por fogos vindos do flanco direito, tendo de permeio um terreno limpo.

Quando se preparava para tomar o dispositivo de assalto, foi surpreendido por inesperado e denso bombardeio da nossa Artilharia, que o envolveu e ao inimigo. Em seguida, atingiu as posições inimigas, quando não havia ainda se dissipado a fumaça das granadas. Os alemães permaneciam no fundo de seus abrigos, e já os nossos ultrapassavam suas posições, perfeitamente camufladas. Os alemães tentaram, então, reagir, mas foram postos fora de combate.

Rompidas as defesas, os grupos foram levados para a frente e empregados na consolidação da posição conquistada e nos ataques aos flancos inimigos.

O 2° Grupo de Combate, logo após juntar-se ao 1°, foi empregado para dominar resistências que hostilizavam nosso flanco direito. Postado em situação favorável e atirando de curta distância sobre um abrigo onde havia sido localizada uma metralhadora inimiga, fez com que os seus ocupantes levantassem um lenço, para logo em seguida se entregarem e as resistências silenciarem.

Depois de demorada luta, em que se conquistou o terreno palmo a palmo, conseguiu-se, no final do dia, dominar as resistências inimigas, fazendo-as retrair após sofrerem algumas baixas.

Ao cair da noite de 14 de abril, estavam dominadas as encostas sudoeste da cidade e quebrada a capacidade defensiva da infantaria alemã, que, desnorteada, abandonou suas posições, deixando no campo de luta alguns mortos e oito prisioneiros. Do nosso lado, houve quatro baixas, sendo um morto e três feridos.

Na noite de 14 para 15 de abril, Montese, não obstante encontrar-se sob domínio das tropas brasileiras, abrigava ainda elevado número de soldados inimigos, o que não impediu a artilharia alemã de desencadear sobre a cidade, naquela noite, cerca de 2.800 tiros.

Na manhã do dia 15, ainda debaixo de maciço fogo da artilharia alemã, a tropa brasileira ultimou a limpeza da cidade.

A conquista de Montese repercutiu favoravelmente nos altos escalões e mereceu dos generais americanos os mais efusivos elogios. Essa batalha ficará marcada para sempre na memória dos soldados brasileiros, pelas lições de bravura e competência operacional dos “pracinhas”.

FONTE: Exército Brasileiro – Adaptação do texto de autoria do Cel Iporan Nunes de Oliveira / COLABORAÇÃO: Cinquini

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cwb
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cwb

Parabéns aos nobres pracinhas,glória a feb
e ao povo brasileiro que naquele período negro da história mundial soube ter coragem
mesmo sabendo que muitos não voltariam.
Pena que falhamos em não mostrar isso aos nossos filhos,para que hoje eles cantassem essa canção junto com os meninos italianos. Mas o povo italiano guardará a memória de nossos heróis!
Espero que façamos o mesmo!

Aby
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Aby

Essas crianças na Itália só nos mostra o quanto temos que evoluir e lembrar mais daqueles que realmente são “heróis”.

Delfim
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Delfim

Qual o futuro e a referência de um povo sem memória ?

DaGuerra
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DaGuerra

Porque essas reconstituições dos uniformes apresentado nessa solenidade (Guarda bandeira) é tão diferente do que vemos nas fotos da época (ou filmes),tanto de brasileiros quanto americanos, que forneciam os uniformes da FEB, certo? Desculpe, mas são muito “esquisitos”, principalmente as calças.

Fred
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Fred

Haviam uniformes brasileiros. A FEB tinha seu próprio regulamento de uniformes. Mas durante a campanha, a má qualidade dos uniformes nacionais, a similaridade com o uniforme alemão, e a falta de peças de inverno, fez com que os febianos adotassem uma mistura de peças brasileiras e estadunidenses. Raramente peças inglesas e até mesmo peças de vestuário civil conseguidas na Itália. A falta de padronização do uniforme era preocupação constante do comando da FEB, que alertava e ameaçava punições via boletim. Em contra partida, praças e oficiais da reserva deram uma ideia de uniforme alternativo, tentando padronizar uma combinação de peças… Read more »

Leo Rezende
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Leo Rezende

Existe um relato da chegada do 1 efetivo da FEB na Itália,que conta como nossos pracinhas foram hostilizados pelos italianos,que devido a semelhança dos uniformes originais dos brasileiros com o fardamento alemão,acharam que os homens da FEB eram POW’S alemães!
Dizem que de cocô a pedras,voou de tudo um pouco…

Fred
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Fred

Tiveram casos reais de baixas por fogo amigo vindo de tropas aliadas.

Luciano
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Luciano

Fred, li, nao lembro onde, que teve campanhas no homefront para que fossem confeccionados agasalhos e afins, como cachecóis, para serem enviados aos pracinhas. Vc viu algo assim?

LucianoSR71
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LucianoSR71

Pensando principalmente naqueles mais jovens ou que tenham pouco conhecimento sobre o tema, sugiro os documentários:
– A Cobra Fumou
– Liberatori
Ambos podem ser encontrados no Youtube.

Juarez
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Juarez

É lamentável que os “doutrinadores ideológicos” nas escolas públicas principalmente, negam veementemente este aprendizado patriótico as crianças.Um dia eu ainda vou ver isto mudar…..

Bruno R
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Bruno R

É senhores, A cobra Fumou.

Renato de Mello Machado
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Renato de Mello Machado

Os entendedores entenderão o quê foi a participação brasileira, na Segunda Guerra.Gente alienada existe, em todos os países.

Mateus von Marchi
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Mateus von Marchi

Parabéns a estes heróis, enfrentaram o inimigo com coragem, sem recuar.

Aldo Ghisolfi
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HONRA E GLÓRIA ETERNAS a estes verdadeiros heróis da Pátria antiga, que haverá de retornar.

Sejamos dignos deles!

Aldo Ghisolfi
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GALANTE, POGGIO! Bom dia.
COMO sempre as postagens dos artigos são excelentes.
DESEJO sugerir a inclusão de uma ferramente “EDITAR” para facilitar qq tipo de correção no texto do comentário, sem a necessidade de outra postagem.
Quem sabe?

Luiz Campos
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Luiz Campos

Heróis brasileiros. Parece que nós não gostamos de heróis. Adoramos o vitimismo, o coitadinho, o dependente social, o fraco, o perdedor. Nunca tantos deveram tanto a tão poucos e não pagaram essa dívida até hoje.
Um outro exemplo de deturpação da história é a Guerra do Paraguai, que muitos buscam menosprezar a vitória de nossos soldados acusando-os de genocídio, sendo que quem nos atacou foram eles. A distante Guerra do Paraguai, assim como a luta da FEB deveriam ser, não festejadas, mas honrada a memória dos que lutaram.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Brasileiro não lê. Há um excelente livro, A Guerra Maldita, tese de doutorado do historiador Francisco Doratiotto. Recomendo. Conta a história (a verdade), desmistificando essas mentiras.

Luiz Campos
Visitante
Luiz Campos

Ainda não comprei o livro, mas acabei de ler uma entrevista do Prof. Francisco Doratiotto esclarecendo vários mitos e lendas criados por motivos ideológicos sobre a “nossa” grande guerra. Grato pela recomendação.

Luciano
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Luciano

Cel, é verdade, a média de leitura é bem pequena, mesmo entre os universitários.

Camargoer
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Olá Luciano. Um tempo atrás, sugeri um texto para um colega aqui do blog para balizar a discussão e ele respondeu que não precisava ler nada para ter uma opinião… riso. Ai fica difícil.

Luciano
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Luciano

Nossa!! Mas é isso mesmo, são os “especialistas de internet”. Rapaz, eu leio tanto qdo tô preparando um artigo ou uma aula e sempre acho q poderia ler mais!

Camargoer
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Olá Luciano. É isso mesmo.. riso… a gente tem que ler mil linhas para conseguir escrever uma só linha. O pessoal tem debatido um pouco sobre a Coreia no Norte… eu li uma dissertação do Pedro Vinicius sobre o leste asiático “A CRISE NA PENÍNSULA COREANA E A SEGURANÇA REGIONAL DO LESTE ASIÁTICO”. Ele aborda o problema da Coreia do Norte do ponto de vista regional. Melhor que qualquer tweet do Trump. riso.

Fernando_SP
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Fernando_SP

Galante. desculpe o assunto fora do tópico, mas é verdade que o exército comprou obuses M198?

Alexandre
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Alexandre

Infantaria das armas é a Rainha , servi do 10 bi em Juiz de Fora , fiz meu curso de montanha no 11 BI , realmente é um batalhão muito operacional , fomos juntos para a missão da ONU no Haiti. A agora sobre a FEB é triste ver que são mais lembrados na Itália do que na sua própria pátria .

tomcat3.7
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tomcat3.7

Realmente triste Alexandre, mas isso não apagará jamais os feitos heroicos da FEB.

José Lemos filho
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Parabéns aos bravos e corajosos pracinhas brasileiros!! Parabéns ao exércitos brasileiro onde os piores embustes lhe foram atribuídos de solucionar e fizeram com excelência em território estrangeiro,em uma guerra que não a provocamos. Meus sinceros votos em agradecimento por tudo que vcs representaram e representam. Viva à Pátria amada.

Leonardo Araújo
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Leonardo Araújo

Toda reverência é pouca para FEB.
Bravos brasileirose.

Gustavo Barros
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Gustavo Barros

Meu tio-avô foi pracinha da FEB e também lutou na Itália. Lamento que esta passagem da história brasileira seja tão mal difundida e ensinada. Honrar a memória desses bravos homens que foram lutar longe de sua terra natal, em condições tão adversas e contraditórias (refiro-me aqui ao caráter autoritário, com tendências totalitárias do governo Vargas), é o mínimo que o Estado e a sociedade brasileira deveriam fazer. Como disseram alguns, essa dívida nunca foi paga. Porém, vamos parar com essa bobagem de culpar uma suposta “doutrinação ideológica nas escolas”, pois este assunto jamais recebeu a devida importância histórica, nem mesmo… Read more »

Luiz Campos
Visitante
Luiz Campos

Vargas foi deposto por quem? Pelos veteranos da FEB.
A REVOLUÇÃO de 64 foi feita por quem? Pelos que combateram na FEB quando jovens praças e oficiais. Não precisavam enaltecer sua coragem, mas sabiam lutar e muito bem.

ue
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Ola Giustavo. Acho que não depende tanto da escola, mas quais são as famílias que visitando o RIo de Janeiro, visitam o memorial do combatentes? As poucas vezes que tive a oportunidade de ir ao RIo e que pude visitar o memorial, ele estava vazio…. apenas eu e minha esposa andando por lá..

Luciano
Visitante
Luciano

Da vez que estive também estava vazio. Aliás, até mesmo a ANVFEB no centro (que tem um acervo espetacular!) vive vazia! Estive na R Das Marrecas duas vezes, inclusive levei meu filho numa dessas visitas.

cwb
Visitante
cwb

Uma vez perguntei a um oficial do exército porque Vargas ”acabou ”com a Feb?
A resposta foi que os militares entraram em contato com a democracia dos oficiais americanos e ele sentiu-se ameaçado por essas novas ideias políticas.Se alguém quiser comentar fique a vontade.

LucianoSR71
Visitante
LucianoSR71

Pelo que eu sei a FEB foi extinta antes mesmo de pisar de volta no Brasil, ou seja o Vargas quis matar o ‘mal’ pela raiz. Acho interessante que hoje a esquerda endeuse o GV, esquecendo que ele mandou matar, prender ou entregar p/ os nazistas os seus ( esquerda ) companheiros de luta, é o que eu chamo de ‘História feita sob medida’ ( ou se quiser ‘customizada’ ) ela é criada, modificada, moldada de acordo c/ as conveniências de quem conta.

Leo Rezende
Visitante
Leo Rezende

Pelo mesmo motivo recusou o convite dos aliados para administrar a Áustria no pós-guerra.

Camargoer
Visitante

Caro Cwb. Já tivemos esta discussão aqui no Blog com dois colegas que defenderam o mestrado sobre a FEB. O que eles contam é que os oficiais que ficaram no Brasil não queriam a presença de oficiais (a maioria voluntários e outros formados no CPOR) com experiência de combate (há um artigo sobre como o Comando do Exército vetava a admissão de não católicos e não brancos na escola de oficiais). Se você ler a biografia do Vargas, fica claro que ele não entrava em atrito, por isso ele deve ter concordado com a decisão dos oficiais em dissolver a… Read more »

Camargoer
Visitante

Olá. Sugiro ler as dissertação de mestrado do Frederico Ribeiro “O EXÉRCITO DE CAXIAS E O EXÉRCITO DA FEB: História das relações entre estabelecidos e outsiders no Exército Brasileiro,1942 – 1945”

Rennany Gomes
Visitante
Rennany Gomes

Heróis!

Roberto F Santos
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Roberto F Santos

Que relato fraco esse do tal Coronel Iporan, coisa mais dramática e sem pé nem cabeça, pelo que vi só dois pelotões de uma Cia se enjangou na luta e chamam isso de Batalha, praticamente não houve luta. Quantos Alemães mortos ? prisioneiros ? na tal Batalha …… Piada

Leo Rezende
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Leo Rezende

Existe um relato da chegada do 1 efetivo da FEB na Itália,que conta como nossos pracinhas foram hostilizados pelos italianos,que devido a semelhança dos uniformes originais dos brasileiros com o fardamento alemão,acharam que os homens da FEB eram POW’S alemães!
Dizem que de cocô a pedras,voou de tudo um pouco…

Leo Rezende
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Leo Rezende

Srs editores,bom dia. Poderiam fazer a gentileza de excluir meu ultimo post,que dupliquei por engano? Grato.

Flanker
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Flanker

“Roberto F Santos 18 de Abril de 2018 at 22:28 Que relato fraco esse do tal Coronel Iporan, coisa mais dramática e sem pé nem cabeça, pelo que vi só dois pelotões de uma Cia se enjangou na luta e chamam isso de Batalha, praticamente não houve luta. Quantos Alemães mortos ? prisioneiros ? na tal Batalha …… Piada” Você é daqueles que querem desacreditar as ações da FEB e da FAB na campanha da Italia? Daqueles que dizem que os militares brasileiros foram para lá para fazer turismo e apenas ações subsidiárias? Talvez, se tivesse no lugar desses brasileiros,… Read more »