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3ª Divisão de Exército utiliza Jogos de Guerra no Adestramento de Grande Unidade

1975
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Santa Maria (RS) – No período de 11 a 15 de junho, o Comando de Operações Terrestres (COTer) coordenou o Exercício de Simulação Construtiva – Operação Blindado, com a participação da 3ª Divisão de Exército (3ª DE) e da 6ª Brigada de Infantaria Blindada (6ª Bda Inf Bld), realizado no Simulador de Adestramento de Comando e Estado-Maior (SimACEM) do Centro de Adestramento – Sul (CA- Sul), em Santa Maria (RS).

O Exercício do tipo Simulação Construtiva, também conhecido por “Jogos de Guerra”, teve por finalidade o adestramento do Estado-Maior da 6ª Bda Inf Bld e das Organizações Militares Diretamente Subordinadas, por intermédio da execução de tarefas no Simulador de Comando e Estado-Maior.

O termo “Jogos de Guerra” refere-se a um exercício tático envolvendo tropas e todo o material bélico de dotação, operando sistemas simulados, controlados por agentes reais, normalmente numa situação de comandos constituídos. A ênfase dessa modalidade é na interação entre agentes, divididos em forças oponentes que se enfrentam, reagindo a problemas militares apresentados sob o controle de uma direção de exercício. Seu emprego principal é no adestramento de comandantes e estados-maiores, no processo de tomada de decisão, e no funcionamento de postos de comando e de sistemas de comando e controle, utilizando o software do Sistema COMBATER.

COMBATER é um simulador construtivo para exercícios de simulação, desenvolvido a partir do software francês Sword, pela empresa RustCon. O Combater pode ser utilizado em exercícios de nível Unidade, Brigada e Divisão. Permite simular operações de combate nos diversos ambientes operacionais do território nacional, de acordo com a doutrina militar do Exército Brasileiro.

Nesse contexto, o Exército Brasileiro vem investindo em simuladores e centros de simulação, a exemplo da criação do CA-Sul, a fim de aproximar, cada vez mais, o treinamento da realidade, com mais segurança e economia de meios e de tempo.

FONTE: Com Social 3DE

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Renato B.Artur SouzaArtur PauloMk48Marcos R. Recent comment authors
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nonato
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nonato

Queria ver os jogos de guerra acabando com o tráfico no Rio.
Homens ocupando a baía da Guanabara.
Porto, aeroportos, rodovias, ocupando favelas, não deixando entrar uma grama de droga…
Queria ver o exército atuando para valer no Acre, onde a Globo mostrou as facções com fuzis…
Não adianta simular guerras e perder uma guerra em andamento que coloca em risco a segurança nacional…

Mk48
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Mk48

Nonato,

Apesar do Governo Federal usar o Exército como policia, ele não é polícia, não é adestrado como polícia e por isso não deveria ser utilizado como tal. Está muito errado isso.

Combater traficantes , milícias e bandidos é função das polícias Federal, PM’s e Civil

Artur Paulo
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Artur Paulo

Isso sem contar nos chatos que ficam enchendo o saco com relação ao uso das nossas FA’s, a omissão do cidadãos e os pseudos entendidos. Claro que as FA’s podem e devem ser usadas no que chamávamos de Operações de Defesa Interna, atualmente com o desenvolvimento da doutrina para Op GLO. As FA’s atuam sim, porém são muito mais importantes na ação de apoio e de inteligência do que o papel de “política” em si. O Mk48 bem comentou. Lembrem que o combate à criminalidade passa e precisa de todos, inclusive do cidadão.

Artur Souza
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Artur Souza

Ops, “POLÍCIA” e não política, desculpem

Marcos R.
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Marcos R.

Não é o exército que vão acabar com a criminalidade no Brasil, se mantivemos a legislação vigente essas operações GLO só isso causar desgaste da imagem do exército sem resultados efetivos, para efetiva atuação dos militares seria necessária a aprovação de regras de engajamento incompatíveis com nosso atual ordenamento jurídico.

nonato
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nonato

Eu sei que há a turma do politicamente incorreto… Mas acho também que as ffaa estão comendo mosca. De desgastam porque não estão resolvendo o problema. Você com 7 mil homens no Rio de janeiro ou ocupa as favelas ou cercam para a polícia entrar. Se há bandido atirando lá de cima, por que o exército não encontra solução para isso? Se não consegue enfrentar um bando de amadores como vão ter sucesso numa guerra? O exército provê inteligência? Pois não vi isso até agora… Se houvesse inteligência efetiva já poderiam ter zerado a entrada de drogas na cidade. Todas… Read more »

Renato B.
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Renato B.

De boa e onde o problema de drogas já foi zerado? Os EUA tem as maiores forças armadas do mundo e não conseguem impedir o fluxo de drogas e imigrantes ilegais em suas fronteiras. Os soviéticos tiveram um teco-teco pousando no meio da praça vermelha. E nenhum desses dois maiores exércitos do mundo conseguiram vencer um bando de traficantes e terroristas montados em mulas no Afeganistão.

Tudo para ilustrar como não é simples falta de vontade política no Brasil. Não existe solução simples para problema complexo.

Mk48
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Mk48

Na verdade as 3 Forças já vem ha algum tempo investindo em simuladores, sendo a MB a mais avançada neste campo ate o momento, mesmo sem levar em conta os simuladores do Prosub.

Renato B.
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Renato B.

Verdade, há um investimento sistemático, inclusive em pesquisa junto com universidades. Em 2012 na SBGames, Simpósio Brasileiro de Jogos, teve um workshop de simulação militar junto. Uma das coisas que achei mais interessante é que, pelo que entendi, os militares há tempos pensam de forma interligada: a simulação viva (em campo) fornece dados para a simulação virtual e ambas para a simulação construtiva, de nível estratégico. Assim, os resultados do exercício feitos por frações de tropa no campo alimentam dados de desempenho para simular o desempenho de grupos maiores.

Renato B.
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Renato B.

Teve até um experimento de conectar o simulador do CIAvEx d Taubaté e os simuladores do CIBld em Santa Maria. Se fizeram isso em 2012 imagino o que vão estar fazendo agora.