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Entrevista com Adolf Hitler, em 1923

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‘Não há espaço para o estrangeiro, não há utilidade para o vagabundo’

Esta entrevista editada de Adolf Hitler por George Sylvester Viereck ocorreu em 1923. Foi republicada na revista Liberty em julho de 1932.

Por George Sylvester Viereck

“Quando eu tomar conta da Alemanha, acabarei com os tributos no exterior e o bolchevismo em casa.”
Adolf Hitler esvaziou a taça como se não contivesse chá, mas a alma do bolchevismo.

O “bolchevismo”, o chefe das camisas marrons, os fascistas da Alemanha, continuou olhando fixamente para mim “é nossa maior ameaça. Mate o bolchevismo na Alemanha e restaure 70 milhões de pessoas ao poder. A França deve sua força não aos seus exércitos mas às forças do bolchevismo e da dissensão em nosso meio.”

“O Tratado de Versalhes e o Tratado de Saint Germain são mantidos vivos pelo bolchevismo na Alemanha. O Tratado de Paz e o bolchevismo são duas cabeças de um monstro. Devemos decapitar ambos”.

Quando Adolf Hitler anunciou este programa, o advento do Terceiro Reich, que ele proclama, parecia ainda no fim do arco-íris. Então veio eleição após a eleição. Cada vez mais o poder de Hitler cresceu. Embora incapaz de desalojar Hindenburg da presidência, hoje Hitler lidera o maior partido da Alemanha. A menos que Hindenburg assuma medidas ditatoriais, ou algum desenvolvimento inesperado perturbe completamente todos os cálculos presentes, o partido de Hitler organizará o Reichstag e dominará o governo. A luta de Hitler não foi contra Hindenburg, mas contra o chanceler Bruening. É duvidoso que o sucessor de Bruening possa se sustentar sem o apoio dos nacional-socialistas.

Muitos dos que votaram em Hindenburg estavam com Hitler no coração, mas algum senso de lealdade profundamente enraizado os impelia, no entanto, a votar no velho marechal de campo. A menos que, de um dia para o outro, surja um novo líder, não há ninguém na Alemanha, com exceção de Hindenburg, que poderia derrotar Hitler – e Hindenburg tem 85 anos! O tempo e a recalcitrância da luta francesa por Hitler, a menos que algum erro de sua parte, ou dissensão dentro das fileiras do partido, prive-o de sua oportunidade de desempenhar o papel de Mussolini da Alemanha.

O primeiro império alemão chegou ao fim quando Napoleão forçou o imperador austríaco a entregar sua coroa imperial. O segundo império chegou ao fim quando Guilherme II, seguindo o conselho de Hindenburg, buscou refúgio na Holanda. O terceiro império está emergindo lenta mas seguramente, embora possa dispensar cetros e coroas.

Não conheci Hitler em seu quartel-general, a Brown House em Munique, mas em uma casa particular – a residência de um ex-almirante da Marinha alemã. Nós discutimos o destino da Alemanha sobre as xícaras.

“Por que”, perguntei a Hitler, “você se considera um nacional-socialista, já que seu programa partidário é a própria antítese do comumente creditado ao socialismo?”

“Socialismo”, ele retrucou, abaixando sua xícara de chá, combativamente “é a ciência de lidar com o bem comum. Comunismo não é socialismo. Marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Eu vou tirar o socialismo dos socialistas.

“O socialismo é uma antiga instituição ariana, germânica. Nossos ancestrais alemães mantinham certas terras em comum. Eles cultivavam a ideia do bem comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, não envolve negação da personalidade e, ao contrário do marxismo, é patriótico.

“Poderíamos ter nos denominado o Partido Liberal. Nós escolhemos nos chamar de Nacional Socialistas. Nós não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o cumprimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na raça e solidariedade. Para nós, estado e raça são um”.

O próprio Hitler não é um tipo puramente germânico. Seu cabelo escuro trai um ancestral alpino. Durante anos ele se recusou a ser fotografado. Isso fazia parte de sua estratégia – ser conhecido apenas por seus amigos para que, na hora da crise, ele pudesse aparecer aqui, ali e em toda parte sem ser detectado. Hoje ele não pode mais passar despercebido através da aldeia mais obscura da Alemanha. Sua aparência contrasta estranhamente com a agressividade de suas opiniões. Nenhum reformador educado mais brando já afundou o navio do estado ou cortou garganta política.

Cena do filme de Leni Riefenstahl “O Triunfo da Vontade”, de 1935: 100.000 membros das companhias limitadas e da SS em revista por Hitler durante o congresso nazista em Nuremberg. ©Roger-Viollet/The Image Works

“Quais”, continuei meu interrogatório, “são as tábuas fundamentais da sua plataforma?”

“Acreditamos em uma mente saudável em um corpo saudável. O corpo político deve ser sadio se a alma quiser ser saudável. A saúde moral e física é sinônima.” “Mussolini”, interrompi, “disse o mesmo para mim”. Hitler sorriu.

“As favelas”, acrescentou ele, “são responsáveis ​​por nove décimos, o álcool por um décimo de toda depravação humana. Nenhum homem saudável é marxista. Homens saudáveis ​​reconhecem o valor da personalidade. Nós lutamos contra as forças do desastre e a Baviera é comparativamente saudável porque não é completamente industrializada, mas toda a Alemanha, incluindo a Baviera, está condenada a um industrialismo intenso pela pequenez do nosso território.Se quisermos salvar a Alemanha, devemos garantir que os nossos agricultores permaneçam fiéis para isso, eles devem ter espaço para respirar e espaço para trabalhar.”

“Onde você vai encontrar o espaço para trabalhar?”

“Devemos manter nossas colônias e devemos nos expandir para o leste. Houve uma época em que poderíamos ter compartilhado o domínio do mundo com a Inglaterra. Agora podemos esticar nossos membros apertados apenas para o leste. O Báltico é necessariamente um lago alemão.”

“Não é”, perguntei, “possível que a Alemanha reconquista o mundo economicamente sem ampliar seu território?”

Hitler sacudiu a cabeça com sinceridade.

“O imperialismo econômico, como o imperialismo militar, depende do poder. Não pode haver comércio mundial em larga escala sem poder mundial. Nosso povo não aprendeu a pensar em termos de poder mundial e comércio mundial. No entanto, a Alemanha não pode se estender comercialmente ou territorialmente” até que ela recupere o que perdeu e até que ela se encontre.

“Estamos na posição de um homem cuja casa foi incendiada. Ele deve ter um teto sobre sua cabeça antes de poder entrar em planos mais ambiciosos. Conseguimos criar um abrigo de emergência que impede a chuva. Não fomos preparados para pedras de granizo. No entanto, os infortúnios vieram à tona: a Alemanha vive em uma verdadeira nevasca de catástrofes nacionais, morais e econômicas.

“Nosso sistema partidário desmoralizado é um sintoma de nosso desastre. As maiorias parlamentares flutuam com o clima do momento. O governo parlamentar abre o portão do bolchevismo.”

“Ao contrário de alguns militaristas alemães, você não é a favor de uma aliança com a Rússia soviética?”

Hitler evitou uma resposta direta a essa pergunta. Ele fugiu novamente quando a Liberty lhe pediu que respondesse à declaração de Trotsky de que sua suposição de poder na Alemanha envolveria uma luta de vida ou morte entre a Europa, liderada pela Alemanha e a Rússia Soviética.

“Pode não servir a Hitler atacar o bolchevismo na Rússia. Ele pode até olhar para uma aliança com o bolchevismo como sua última carta, se ele estiver em perigo de perder o jogo. Se, ele intimou em uma ocasião, o capitalismo se recusar a reconhecer que os nacional-socialistas são o último baluarte da propriedade privada, se o capital impedir sua luta, a Alemanha pode ser forçada a lançar-se nos braços sedutores da sereia da Rússia Soviética. Mas ele está determinado a não permitir que o bolchevismo crie raízes na Alemanha.

Ele respondeu cautelosamente no passado aos avanços do chanceler Bruening e outros que desejavam formar uma frente política unida. É improvável que agora, em vista do aumento constante do voto dos Nacional-Socialistas, Hitler esteja disposto a comprometer qualquer princípio essencial com outras partes.

“As combinações políticas das quais uma frente unida depende”, observou Hitler, “são instáveis ​​demais. Tornam quase impossível uma política claramente definida. Eu vejo em toda parte o curso em zigue-zague de compromisso e concessão. Nossas forças construtivas são controladas pela tirania. Nós cometemos o erro de aplicar a aritmética e a mecânica do mundo econômico ao estado vivo. Somos ameaçados por números sempre crescentes e ideais sempre decrescentes. Meros números não são importantes.”

“Mas suponha que a França revide contra você mais uma vez invadindo seu território? Ela invadiu o Ruhr uma vez antes. Ela pode invadi-lo novamente.”

“Não importa”, Hitler, completamente excitado, retrucou: “quantos quilômetros quadrados o inimigo pode ocupar se o espírito nacional for despertado. Dez milhões de alemães livres, prontos para perecer para que seu país viva, seriam mais potentes que 50 milhões cuja força de vontade está paralisada e cuja consciência racial está infectada por alienígenas.

“Queremos uma Alemanha maior unindo todas as tribos alemãs. Mas nossa salvação pode começar no menor dos cantos. Mesmo que tivéssemos apenas 10 acres de terra e estivéssemos determinados a defendê-los com nossas vidas, os 10 acres se tornariam o foco da regeneração. Nossos obreiros têm duas almas: uma é alemã, a outra é marxiana, devemos despertar a alma alemã, devemos arrancar o cancro do marxismo, o marxismo e o germanismo são antíteses.

“No meu esquema do estado alemão, não haverá espaço para o alienígena, nem para o vagabundo, para o usurário ou especulador, ou para qualquer pessoa incapaz de um trabalho produtivo.”

As veias na testa de Hitler se destacavam ameaçadoramente. Sua voz encheu a sala. Houve um barulho na porta. Seus seguidores, que sempre permanecem à disposição, como um guarda-costas, lembraram o líder de seu dever de dirigir uma reunião.

Hitler engoliu o chá e se levantou.

FONTE: The Guardian

99 COMMENTS

  1. Essa ideia do socialismo de Hitler parece mais uma espécie de cooperativismo, associativismo, escotismo, ação entre amigos ou seja lá o que for. Nada a ver com as idéias políticas econômicas socialistas/marxistas.
    Acho que isso encerra a questão.
    No mais, parece o discurso de um cidadão daqui dos dias atuais.

  2. ‘Não há espaço para o estrangeiro, não há utilidade para o vagabundo’

    Foi a versão nazista do que hoje, também em entrevista, chamam: “mulambada” e “indolente”. O cacoete reacionário é idêntico.

    • Acho que todo estrangeiro que traga consigo algo bom para o país é bem vindo, vide o os EUA, que tem uma política de visto muito rígida para imigrantes e mesmo visitantes, ou seja não é qualquer um que entra lá, nem para passeio, agora se for para ser um peso na costa do estado (desde que não seja um caso emergencial, como na situação de refugiados de zonas de conflito e alguns outros casos especiais), que fiquem longe daqui já temos problemas demais.

      Quanto aos vagabundos, se estiver se referindo a esses trombadinhas desocupados que ficam furtando, assaltando e usando drogas pelas ruas, pondo em risco a vida do cidadão de bem, que metam o cacete neles todos.

      Quem achar que deve, que adote um vagabundo e que de a ele uma vida melhor.

      • O problema é que o Brasil não tem controle algum sobre as fronteiras, nesse momento, não temos condições de dar nem o básico para a população das cidades fronteiriças, quiçá poder acolher de forma digna a população que sofre da Venezuela… se ao menos tivéssemos organização, mas nem isso…
        Enfim, se não conseguimos dar emprego para mais de 13kk de brs, que iremos oferecer de melhor para nossos irmãos que em provável totalidade, são da faixa menos favorecida de seu país… alguém ai me diz como podemos acolhe-los?
        O que eles precisam é encontrar um meio de sobreviver em seu próprio país de origem, nem que para isso tenha que derrubar o Maduro na unha…

        • O Brasil não tem controle nem no meio, quiçá nas bordas.
          .
          O Brasil não tem controle nem nas bordas, quiçá no meio.
          .
          Agora é só aguardar por onde irá começar o tsunami terrestre. Os times só estão aquecendo. As frases sempre estiveram prontas. Ao contrário tanto do meio quanto das bordas.

      • Eu não tenho nenhum irmão venezuelano, e eu espero é que você vá para Roraima e veja com seus próprios olhos que são esses venezuelanos, digo mais, por que não coloca alguns dentro da sua casa? Melhor ainda, porque você não tenta imigrar para a Europa, veja se lá eles te tratarão como “irmão” ou como escória. E por que você não diz que os venezuelanos estão fugindo do sistema político que você apoia?

      • eu acho que nossos ´´irmãos´´ venezuelanos durante anos viveram as ´´bolsas´´ do estado,,, agora o estado quebrou e eles migram atrás do ´´assistencialismo´´ brasileiro …não quero bolsa quero emprego deveria ser a tônica do povo..mas quem não grita por isso é o mesmo que faz campanha pra ´´partidos ´´ que os alimentam….enfim já temos os nossos problemas , se eles não lutaram pra acabar com os deles que pelos menos não aumente os nossos …estrangeiros pra construir , agregar e de preferencia investir no Brasil são muito bem vindos

    • Meu não sei o que é pior, ignorar toda a entrevista e dizer que isso é coisa de “reacionários”, como se reacionário fosse algum tipo de ofensa, tirar do contexto ou dizer que isso é mentira. Me diga, caro ozawa, quantos venezuelanos você está acolhendo na sua casa? Ou será que essa sua política de braços abertos só se faz com o dinheiro dos outros? E aproveite o espaço e faça a defesa do seu sistema político genocida preferido, diga porque você acha que um apoiador do comunismo é melhor que um nazista.

    • “O socialismo é uma antiga instituição ariana, germânica. Nossos ancestrais alemães mantinham certas terras em comum. Eles cultivavam a ideia do bem comum. O marxismo não tem o direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, ao contrário do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, não envolve negação da personalidade e, ao contrário do marxismo, é patriótico. – Foi a estas afirmações q me referi no meu post anterior na outra matéria, Ozawa. Ele criou a própria interpretação de socialismo e combinou com um regime de propriedade impossível para a visão marxista clássica. Tudo isso com muito autoritarismo, violência, trabalho escravo e privilégios para o empresariado q o apoiou.

      • Olá Luciano. Tem um excelente artigo de 2015 “Nazismo, Socialismo e as políticas de direita e esquerda na primeira metade do século XX” bem didático e referenciado explicando o equívoco em negar que o nazismo seria de extrema direita. Também recomendo a biografia de Hitler escrita por Ian Kershaw. Sou fã de uma tese de 2014 do Marcos Guterman “A moral nazista: uma análise do processo que transformou crime em virtude na Alemanha de Hitler”. Parabéns aos Editores por publicarem esta entrevista. O fato de alguém defender uma posição mais à direita ou à esquerda dentro do campo democrático não é justificativa para adotar uma postura negacionista (seja por ignorância ou má-fé).

        • Olá, Camargoer ( uma das poucas vozes de bom senso aqui e, especialmente, com espírito investigativo!). Quando o assunto é Hitler e nazismo, eu costumo usar como referências a obra de William Shirer e o Joachim Fest ___ ambos com trabalhos extensos e importantes sobre o tema. Como obra introdutória, mas muito importante no tema, gosto de “Introdução ao fascismo”, de Leandro Konder. Recentemente comprei um dos livros de Richard Evans (“Terceiro Reich em guerra”), mas ainda não li. Obrigado pelas referências! Se der, vou adaptar esse primeiro que indicou pra trabalhar com minhas turmas de Ensino Médio (antes que a “escola sem partido” me impeça !)

          • Luciano 19 de setembro de 2018 at 18:39
            Recentemente comprei um dos livros de Richard Evans (“Terceiro Reich em guerra”)

            Não obstante o “Ascensão e Queda” de Shirer ainda ser o clássico de referência sobre o assunto, a atual trilogia de Evans sobre o mesmo assunto é simplesmente inalcançável, até mesmo pela respeitável obra “Ascensão e Queda”, e da qual Evans faz elogiosa menção na introdução do 1º livro de sua trilogia “A chegada do Terceiro Reich”.

            A obra de Evans pode ser lida separadamente, conquanto, não lê-las todas na sequência, é como estar às portas de Moscou e simplesmente parar e não invadir . . . Se me permite, Luciano, compre toda a trilogia de Evans, mas a principal, ao meu juízo, é “O Terceiro Reich No Poder”.

          • Caro Ozawa e Luciano. Obrigado pelas sugestões de leitura. São outro 7 livros. Acho que conseguirei ler mais que 55 páginas por dia. Um grande abraço com especial apreço aos dois.

          • Humm..então fiz a compra certa! Obrigado pelas dicas, Ozawa! Completarei a trilogia. Shirer pega variados aspectos do nazismo e da Alemanha durante sua nazificação. Merece mesmo uma elogiosa menção! Contudo, nao tenho a disciplina do Camargoer. Acho q seguirei os conselhos do meu antigo professor de história contemporânea: só comprar livros até os 60 anos, pois n terei expectativa de vida para ler todos que estou acumulando!

            Vcs já assistiram um documentário chamando “Arquitetura da destruição”?

          • Olá Luciano. “Arquitetura da destruição” é um excelente documentário. Recentemente, assisti um documentário da BBC em 6 episódio chamado “Auschwitz Holocausto”. Muito bom também. Estava disponível em um site chamado “documentary vine” que infelizmente, não consigo mais abrir.

    • Boa!!!! Se alguém aqui gostar do nazismo e achar que Hitler estava certo e que o nazismo foi algo bom então deveria ler mais, ver documentários e filmes feitos sobre o assunto e conversar com pessoas (de todas as nações) que estiveram na WWII e ouvir delas o que acham a respeito. Sinceramente me perdoem mas não dá para acreditar que alguém em sã consciência pode ver algo de bom no nazismo.

    • E de “texto fora de contexto” em “texto fora de contexto” o ovo da serpente que está sendo chocado nas areias quentes da democracia brasileira vai se formando . . .

      Agora o ‘Posto Ipiranga’ propõe o controle do processo legislativo à revelia do voto individual do parlamento . . .

      Uns dirão que é um mal entendido, mas, para mim, é um mal perfeitamente entendido.

  3. poxa vida a moderação retirou o meu comentário sendo que não ofendi ninguém, apenas expus minha opinião, qual o problema vão começar a censurar aqui tbm ??

        • Rui Chapéu, as regras dos blogs são claras com relação a assuntos fora do tópico. É prerrogativa dos editores deletar comentários que não obedecem às regras. Comentar na Trilogia não é um direito, mas um privilégio.

          Se quiser defender a sua verdade, crie seu próprio blog. Mas avisamos que dá trabalho, você vai ter que deletar muitos comentários.

  4. Este texto claramente mostra que a centralização total do poder na mão de uma única pessoa é extremamente perigoso. Vide ditaduras como na Rússia, Coréia do Norte e mais próximo de nós, a combalida Venezuela. Em contrapartida, vejo inúmeros foristas da trilogia, das mais diversas descendências, com um discurso de vitimismo, onde impera o excesso de liberalismo em tudo relacionado a lei e a ordem. Ordem não é sinônimo de opressão, é necessário que o Brasil comece a buscar uma linha mais clara para qual caminho deseja tomar, lembrando que em primeiro lugar vem sempre a família e o cidadão de bem. Bandidos e desocupados devem ser presos e/ou encaminhados para trabalhos de reconstrução de rodovias, pontes etc.

    • Concordo em quase tudo, só te pergunto o seguinte: Porque a família é mais importante que o indivíduo? Se a família vem primeiro você está propondo um coletivo sobre o indivíduo, não?

      Do ponto de vista liberal a diversidade, seja de indivíduos ou de famílias, não é um problema, mesmo que produza um pouco de conflito. Afinal o mercado é um conflito ,não? Lembrando que nem todo o conflito é guerra. A diferença entre competição saudável e a guerra é que a primeira tem regras e a segunda envolve a vitória a qualquer custo.

  5. Ele na verdade queria acabar com a especulação dos judeus e outros grupos que eram os ricos da época, saqueou eles e coseguiu ser um populista numa sociedade que apesar de ser uma das mais evoluídas do mundo, naquele momento estava passando por um desastre econômico e militar, pagando pesadas indenizações pela 1 guerra.

    Conseguiu ganhar espaço aos poucos, sua grande vitória foi contra a França e a partir daí ele dominou a Europa, se a França não tivesse caído ou se rendido e a guerra tivesse durado o tempo necessário para o fronte ocidental se recompor os próprios alemães teriam tirado ele do poder.

    O interessante é que seu modelo de estado (tirando fora a questão racial) e semelhante ao modelo de socialismo atual.

      • Não. O modelo alemão é idêntico ao proposto em boa parte do século XX no Brasil, seja pelos militares seja pelos “nacional-desenvolvimentistas”.

        Os militares e Vargas queriam um Estado forte, sabiam que a soberania nacional passava pelo desenvolvimento industrial de base e, se possível, com desenvolvimento tecnológico nacional.

        Ninguém vira potência vendendo soja e café pra comprar alta tecnologia… Só os índios pensavam assim… e os que agora ocupam seu lugar.

        A diferença é que ao invés de apenas falar em Estado, ele falava também em raça. No Brasil, apesar de poucos falarem em raça superior, há os que acreditem em “profissionais superiores”.

        • Daniel: Excelente comentário. E resume bem o debate. Os militares brasileiros e outras ditaduras de direita realmente se parecem muito com o nazismo. Esse elemento de raça que destoa um pouco.

          • Daniel e Lucas. Esse elemento de raças não está explícito, mas está presente em toda sociedade. E pior. Começamos a ver comentários de candidatos e candidatos a Vice denegrindo, explicitamente, outros povos.
            A situação está deprimente.

        • Daniel, quando quis dizer que o modelo proposto por Hitler era semelhante ao socialismo atual eu estava falando das questões econômicas, na verdade o socialismo já deixou de existir a muito tempo, o que ocorre é que o socialismo atual proposto pela China ou partidos do Brasil por exemplo querem manter industrias estatais e ao mesmo tempo um mercado aberto com subsídios do estado para este mercado, na China deu certo porque os subsídios foram para ferrovias etc, aqui não da certo porque os subsídios vai para o bolso de algum pilantra, basta ver os mais de 60 bilhões do BNDS investidos em uma unica empresa de carne, quanta malha ferroviária daria para construir com isto e qual beneficio para o pais que esse investimento gerou ?

          E é claro que em nosso Brasil esses partidos não querem perder seu cabidão de empregos para a gentalha !

  6. Quando Hitler falou em ‘slums, que foi traduzido por ‘favelas’, ele se referia aos bairros operários mal estruturados nas cidades de industrialização recente à época. E a tal sedutora sirene da Rússia Soviética é simplesmente sedutora sereia (syren) Russo Soviética.

  7. Gente a entrevista deixa claro a postura de Hitler, contra o Marxismo, valendo-se de todos os meios para faze-lo, assim como ele combate as ideias Liberais, toma posições extremadas. Extrema Direita. Ai as pessoas, que nos faziam passar vergonha criticando a Embaixada da Alemanha, renovam nossa vergonha e levantam outros temas, vociferando “leva para tua casa”. Fico pensando nos brasileiros que vão para o exterior, nos imigrantes que vieram para o Brasil e criaram algumas das áreas mais ricas desse país. Evitem expor nosso país, não falem, vamos só tratar da defesa, da importância das Força Armadas cumprirem seu papel.

    • Socialismo de fato tem origens bem antes do marxismo, quem acha que o socialismo começou com o marxismo está errado.
      Fundamentalmente o discurso é o mesmo: fazer seja lá o que for pelo bem maior da sociedade. Seja eliminar uma classe, uma raça, estatizar tudo ou não, etc, depende do que acham que seja o melhor para a sociedade, o que basicamente pode ser qualquer loucura.

  8. As ideias do arianismo racial foram primeiro elitistas.
    Dessde que um certo nobre francês alegiu que não poderia pagar imposto por ser descendente dos invasores germânicos na queda de Roma.
    Depois o conde de Gobineua criou uma tese mais elaborada, baseada na evolução biológica do nascente lamarckismo e posteriormente darwinismo.
    O nazismo disso se apropriou elegendo os alemães como melhor exemplo de pureza da raça, usando disso os escritos de Gobineau e Chamberlain( nobre britânico germanofilo).
    O nazismo disso se utilizou e bebeu do capitalismo se embriagando realmente mais do socialismo, mas principalmente se utilizou do TOTALITARISMO e do culto a personalidade(práticas comum nos regimes socialistas) tomando conta das mentes populares 24 horas,.
    Aqui já temos uns cultos a personalidade( do que temos como esquerda e como direita), agora só espero que não cheguemos ao totalitarismo.

    • Caro Caio. O regime nazista usou indevidamente de ideias evolutivas de Darwin para sustentar sua ideologia racista. Para aqueles que se interessarem, recomendo dois livros de Dawkins, o clássimo “O gene egoísta” e um mais recente “Evolução”. O neodarwinismo associa a seleção natural com genética com base bioquímica. Recomendo sempre muito cuidado para evitar o uso indevido da evolução (seja por eugenia, criacionismo ou simples ignorância acadêmica)

  9. Não vou entrar na discussão política, apenas acho que boa parte da população está se tornando excessivamente maniqueísta, acreditando em grandes vilões e grandes salvadores da pátria, seja em que espectro for.

    O comentário que eu quero deixar aqui é, numa época de filmagens rudimentares, dificuldades em cenas aéreas, os nazistas eram MUITO bons em fazer um desfile e propaganda militar!

  10. Os vagabundos não eram os trombadinhas.
    A Alemanha foi à I GM contra a vontade de parte dos líderes da social-democracia alemã, organização dos operários que lutavam por democracia e sobrevivência do trabalhador alemão (sobrevivência mesmo… a expectativa era absurdamente baixa).
    Então, no curso final da GM, com a sublevação dos trabalhadores e militares cansados do regime autoritário, de uma guerra sem sentido que os levou para o desastre, para muitos militares de “pensamento prussiano”, eram os comunistas, os socialistas os inimigos internos.
    Só que esses “vagabundos” tinham forte apoio popular já que as condições eram péssimas: na França, logo ao lado, a lei para 10 horas de trabalho diário só foi aprovada em 1919! A aposentadoria aos 65 anos só foi aprovada em 1910, sendo que apenas 15% dos trabalhadores ALCANÇAVAM essa idade.
    Então, é lógico que o vagabundo é o agitador comunista que vota contra os créditos de guerra, que defende a igualdade entre os trabalhadores alemães, franceses, russos, etc. Ele é contra o “espírito” alemão, contra a sua raça…

    Hitler não chegou ao poder através do voto, da democracia. Os Frei Corps foram utilizados pelos próprios social-democratas “moderados” e depois aproveitados pelos nazistas, que criaram suas camisas coloridas com armas nas mãos e nada na cabeça. Vagabundo era bandido e bandido bom era morto.

    Ao colocarem fogo no Reichstag e culparem os comunistas, tinham seu inimigo interno, aquele responsável pela vergonha da IGM, pelos males do país. Lembrem-se que, em histórias falsas, os nazistas vinculavam o Marxismo aos judeus (lógico, alguns pensadores marxistas eram judeus… até porquê eram os judeus letrados, diferente da maior parte dos alemães – não confundam filósofos alemães com o povo alemão).

    Dizer que os nazistas eram de esquerda, eram socialistas ou comunistas, é ignorar a trajetória dos grupos socialistas naquele país (como os lasallistas, os fabianos ali da GB, etc) bem como a teoria de Marx.

    Na própria Rússia a teoria marxista era pouco conhecida e a proposta de partido e Estado soviéticos não eram nem próximo de majoritários na Alemanha. Os “socialistas” da Alemanha eram extremamente pacifistas e foram contrários aos comunistas…

    Só que aqui, em Terra Brasilis, ninguém leu bulhufas nas escolas, teve uma educação de dar pena em faculdades privadas que vendem diplomas (culpa desse Pro Uni…) e agora querem dar aula para os alemães.

    E ainda votam.

  11. “Não é difícil se orientar na estrada da História: o nazismo fica à direita de quem está indo e à esquerda de quem está voltando.”

    • Gostei do comentário Almeida. Tentar jogar a batata quente do nazismo para o outro lado, em nada contribui para avaliar a história e aprender com ela.

  12. O Brasil na contramão dos grandes paises do mundo Ocidental desenvolvido, ainda centraliza o poder, enfraquecendo os municípios, os Estados e obrigando estes a depender financeira, jurídica e legislativamente do poder central. Com isso temos um poder municipal pobre, um Estadual pobre dependente das migalhas centrais. Presa facil para um ditador ou para idéias autoritarias tanto de esquerda como de direita.

  13. As opiniões de Adolf Hitler são assustadoramente parecidas com a de um certo candidato a presidência…

    Outra característica do Fascismo, eles ganham apelidos de seus seguidores fanáticos: Fuhrer (Hitler), Duce (Mussolini), Generalissimo (Franco), Mito (…) kkkk

  14. Esse culto a personalidade, na esquerda, foi inventado pelo Stalin. Nem o próprio Leninismo apoiou esse tipo de coisa. Na realidade o próprio Leninismo foi uma gambiarra para se implantar o comunismo em uma sociedade feudal. O Comunismo, em tese, defendido por Marx, deveria ser implantado através de eleições democráticas em uma sociedade de capitalismo avançado e industrial. Seria a “Ditadura do Proletariado” onde os trabalhadores, conscientes de sua força política, se perpetuariam no poder através de eleições democráticas. Ocorre que a Rússia, na época de Lenin, era uma Monarquia Absolutista, ou seja, não haviam eleições para se disputar, daí a solução Leninista. O Socialismo Democrático já está em curso na Europa desde os anos 70 e na América Latina desde os anos 2000, é o mais próximo do que Marx teorizou. O comunismo chinês, o Leninismo, a ditadura cubana e o juche são aberrações inspiradas no Comunismo mas que não seguem a “regra” da teoria Marxista que era democrática. Nesse prisma até o Trotskismo, tão elogiado por muitos esquerdistas, não é legítimo pois apenas defende uma democracia “dentro do partido”.

    • Em uma analise muito simplista nunca encontrei um Pais em que o Comunismo foi implantado e que não houvesse uma “canalha de poderosos” aferrados ao poder. Dado esse simples fato, sou contra o comunismo e seus derivativos.

      Prefiro uma democracia imperfeita ao tiranismo imperfeito

      Segue o jogo…

      • Caro Ricardo. Considerando que uma “democracia perfeita” seria um oximoro, toda democracia deveria tolerar manifestações ideológicas à esquerda e à direita. Se um dos lados for interditado, o regime é totalitário. A ausência de pesos-contrapesos em um regime totalitário cria condições para a corrupção impune, como no caso recente da prisão dos familiares de Pinochet, condenado pela Suprema Corte do Chile pelo desvio de US$ 5 milhões. Nos regimes democráticos, o casos de corrupção podem ser investigados e punidos.

    • Caro André. O debate franco e educado é uma conquista iluminista que norteia todos os regimes democráticos. Por outro lado, o discurso enviesado e caracterizado pelo ódio étnico ou ideológico é marca do fascismo, que não permite a existência da diferença, quando o adversário é tomado como inimigo a ser exterminado. Acho fundamental debatermos o significado das ideias fascistas (e nazistas) para que possamos compreender o risco e o retrocesso civilizatório que elas representam.

      • Caro Camargoer.

        Concordo em gênero número e grau quando diz “O debate franco e educado é uma conquista iluminista que norteia todos os regimes democráticos”!
        Aproveitando carona na sua postagem, quando temos problemas instaurados na sociedade, como por exemplo os traficantes dos morros do RJ e restante do país, PCCs, CVs, MSTs, menores armados com AR-15 e AKs, Zumbilândias (Crackolândias) espalhadas pela nação, aí não podemos mais ficar no debate mas sim devemos ser francos conosco e aceitar que devemos agir com extrema energia para com esses “inimigos da sociedade” com tolerância zero e claro com EDUCAÇÃO de verdade com nossas crianças de hoje para daqui há vinte anos não termos mais esses “inimigos da sociedade”.
        Hoje vivemos muitas distorções a palavra reacionário:
        “1. relativo, pertencente ou favorável à reação, ou caracterizado pela mesma; reacionarista, reacionista.”, ai à esquerda adjetivou os seus opositores para:
        JURÍDICO (TERMO) contrário, hostil à democracia; antidemocrático.
        Parece piada, até parece que somos nós “reacionários” que somo antidemocráticos, hostis e contrários as democracias… KKKK, Vide Congo, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e por aí vai!
        Ainda bem que os Aliados na II GM foram reacionários e saíram do discurso exterminando o inimigo até onde deu!
        Mas na realidade o recado já está dado por Chaplin como podemos ver no link, discurso Iluminado talvez até mediunizado, Inspirado pelo Alto!

        Grande abraço!

      • Debate franco e educado é uma conquista iluminista? Os debates iluministas sempre acabavam em briga e as vezes tentativas de assassinato, isso antes de passarem a cortar a cabeça e praticar genocídio com quem discordava, veja como foi a revolução francesa. Além que o fascismo, a exemplo do comunismo, é uma teoria nascida do iluminismo. Não sei de onde você tirou esses conceitos.

        • Prezado, Hélio.
          É fato que o Iluminismo foi um divisor de águas no mundo que vivemos hoje! Antes era o Rei, Imperador e o resto (nós), claro que o bicho pegou na época, e se analisarmos até hoje pega, ninguém quer largar o “osso” do poder”, vide Maduro, o presidiário de Curitiba, Bashar al-Assad, família Castro e tantos outros!
          Mas com o movimento Iluminista, pelo menos pudemos começar debater, discordar de forma franca e educada até a página 02 como você bem lembrou.
          Dai em diante a História Mundial mudou e hoje conseguimos viver em ‘Democracias” reais na maior parte dos países, claro que existem ainda várias “demoniocracias” por aí.
          Mas faz parte da nossa evolução como Humanidade, quem sabe um dia seremos Fraternalistas ou qualquer outra coisa que venhamos a evoluir, mas isso é para futuro! Hoje, agora, devemos viver em verdadeiras democracias e resolvermos de forma diplomática nossas diferenças até onde der!
          Mas não podemos confundir democracia com desordem moral e de valores! O sim, sim e o não, não, sempre devem fazer parte de uma democracia para podermos ter limites!

        • Caro Helio. Gostaria de lembrá-lo que a independência dos EUA é resultado do iluminismo. Se você ainda tem dúvida, recomendo os textos de Tocqueville “A democracia na America”, Montesquieu “O espírito das leis” de onde tirei os conceitos fundamentais de uma democracia. O livro do Roberto Damatta “Tocquevilleanas” ou “A casa e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil” também são bons. Sendo impossível ler um livro, talvez o artigo “Alexis de Tocqueville e o liberalismo francês” possa ser útil. (por favor, não confunda liberalismo francês com algum espetáculo no Molin Rouge). Boa leitura.

  15. Dicionário Houaiss: “reacionário”: São, notadamente, confundidos com conservadores, que, ao contrário, valorizam o presente e admitem mudanças que respeitem a história, os valores sociais, bem como a tradição, responsabilizando-se pelo devir. Seus princípios são confundidos com princípios conservadores e liberais, que, por sua vez, são acusados de serem contrários à mudança política ou social.”

    • Caro MadDog. Recomendo sempre o livro “Como ser um conservador” de Scruton. Discordo de muita coisa que ele escreveu, mas o livro é muito bom.

  16. Olá a todos, eu acompanho a trilogia a alguns anos e sempre me limitei a acompanhar o debate nos comentários. Me assusta muito essas vozes que estão a cada dia que passa ficando mais altas, repetindo um discurso que devia estar muito bem enterrado a décadas. Brasileiro não precisa ser estudado pela NASA, precisa mesmo é estudar. A extrema direita velada tá se mostrando aos poucos.

  17. Na boa, não sei porque estão revisitando esse assunto.

    O socialismo e o comunismo são coisas muito diferentes.

    O comunismo nunca deu certo pois as necessidades de cada um de nós são ilimitadas, quem aqui estaria feliz com cotas determinadas pelo governo?

    França e Itália já viveram com governos eminentemente socialistas e sempre estiveram a “anos luz” de um regime comunista.

    Aqui no Brasil temos um “torcida vermelha” que parou em 1917 e uma “torcida azul” que parece o governo americano com a neura anticomunista da década 50.

    Obs.: Não estou defendendo ninguém, muito menos as cagadas do Hitler ou do Stalin.

  18. Nazismo pode ser considerado uma perversão do socialismo, uma deturpação de conceitos e métodos que utiliza muito do “repertório” do socialismo para angariar seguidores.
    O Estado que domina meios de produção, planeja a economia, estabelece metas e define estratégias, apadrinha as elites produtoras e abençoa a classe trabalhadora é antes de tudo um estado fascista.
    Acrescente elementos de supremacia racial, culto a personalidade, definição de um “inimigo” a ser combatido e exterminado e teremos um ditadura dos sonhos para um povo desesperançado e sem rumo, como era o povo alemão do pós-guerra.
    Enfim, o assunto é extenso mas em poucas e rasas palavras, poderíamos definir o nazismo como um”socialismo de resultados”.
    Assim como a ocasião faz o ladrão, o bom ditador sempre acha o momento certo.

    • Caro Luiz. Gostaria de lembra-lo que, como resultado do projeto Genoma, é possível afirmar que o código genético de dois seres humanos escolhidos aleatoriamente entre os quase 8 bilhões de indivíduos têm 99,99% de semelhança, e que é mais provável que o código genético destes dois indivíduos seja mais parecido do que seriam os códigos de dois indivíduos da mesma etnia (qualquer que seja a etnia). Sugiro o artigo “Golpe no orgulho vão”, publicado na revista FAPESP em 2001. O racismo de alguém da extrema direita, como Hitler (ou Le Penn) pode ter uma objetivo político, mas somente isso.

    • Exatamente, Fred! Essa entrevista de Hitler é uma fonte muito importante para perceber o alinhamento político do nazismo e seu projeto pra Alemanha num futuro.

  19. Alguns foristas tem argumentos razoáveis e com nível de preparo adequado para debater assuntos dessa ordem. Outros são completamente risíveis. Alguém que se diz socialista já leu Marx, Rosa Luxemburgo, Gramsci, Lênin ou Trotsky? Os que se auto intitulam liberais já leram Friedman, Hayek ou Smith? Parem de falar asneiras e poupe -nos de termos que conviver com sua ignorância e ódio ideológico. E acima de tudo. Parem de poluir um blog tão bacana e importante como este. Aos bons foristas e com opiniões bem formadas e sensatas, meus parabéns. Aos ignorantes recomendo que utilizem nossas bibliotecas ou que comprem livros dos autores citados para que suas opiniões tenham algum valor e seriedade.

  20. Caro Carmagoer,

    Na época de Hitler, a genética de Mendel era a única genética que se conhecia.(fenótipo)
    Como o ADN (genótipo) só veio a ser descoberto em 1953, o que influenciou a política eugênica das SS foi o evolucionismo de Darwin, transformado em instrumento seletivo racial implementado pelo estado.

    O que eu quiz dizer no meu comentário anterior, foi que o ódio de Hitler contra os judeus tinha uma conotação antroplógica racial, e uma outra política (Socialismo foi invenção de um judeu).

    • Caro Tadeu. O livro “A origem das espécies” menciona os processos de seleção natural como chave para a evolução (no sentido da adaptação e nunca no sentido de melhoria). O darwinismo social usado como base pseudocientífica para justificar as políticas de eugenia (que tiveram início nas leis de esterilização compulsória nos EUA antes do nazismo na Alemanha) não tem base empírica. Existe um artigo interessante chamado “Do holocausto nazista à nova eugenia no século XXI” que ajuda a compreender o contexto histórico. Além disso, o antissemitismo era um sentimento comum em toda a Europa (basta lembrar do caso Dreyfus na França ou da falsificação dos “Protocolos dos sábios de Sião” na Rússia czarista). O ódio nazista ao judeu-comunista deve ser compreendido como uma reação a um processo de modernização contrário ao status quo. Recomendo o artigo “O mito da conspiração judaico-comunista”.

  21. Se tratando de economia. É importante frisar que… O sistema Nazista foi praticado na maioria da sua vigência em período de guerra. A economia de guerra majoritariamente é uma forma de controle da produção voltado para a situação belica do país. É raro um país em situação de guerra não interver na economia. Por conseguinte é provavel que o sistema Nazista, em situação de paz, intervisse menos na economia do país, não só pela conjuntura de paz, mas também, pela ideologia anti-esquerdista, anti-marxista, e as relações empresárias pré-guerra que o Nazismo apresentava.

    • Amigo Lucas!
      É bem confusa esta explicação.Na realidade é bem mais simples (sei que logo logo alguém vai dizer que estou errado): a maioria das crises ECONÔMICOS dos últimos séculos foram gerados pelo … capitalismo (sem desmerecer o crescimento e etc).E os efeitos destas crises foram solucionados QUASE SEMPRE através dos meios socialistas (intervenção de governo , estatização , planejamento centralizado , queda brusca no nível de vida em troca de estabilidade e etc..).Vide qq exemplo! Ate um caso muito bem lembrado de 2008.Ou Inglaterra pós-guerra(ate 1959) ,Suécia, Hungria,Belarus, etc.. Um grande diferencial seria a quantidade de meios de produção concentrados nas mãos dos “capitalistas” e hora CERTA de parar de interferir. Eis o ponto crucial para diferenciar os regimes. Pelo controle TOTAL das maiores empresas de capital privada da Alemanha nazista podemos classificar o modo operacional como “socialista” dentro e(!) fora dos tempos da GUERRA. E exatamente aqui onde o tal “socialismo nacional” acaba pois a prosperidade dependia de expansionismo onde o bem estar do cidadão dependia dos bens e recursos “tirados” das outras nações em prol do Estado (Reich) que distribuia os benefícios conforme a sua visão de importância : ninguém podia mudar lugar de trabalho , profissão ,região de moradia , mulher ou marido , jardim de infância (e etc) sem aval (conforme importância) do Serviço Social.
      E por ultimo.O erro maior de Hitler era atacar a USSR. Estava muito seguro , com certa pressa (sabendo que os soviéticos estão re-armando com armamento novo e numeroso) e com euforia das vitorias contra exércitos pífios e inaptos.Muito provável que a Historia seria bem diferente e o Mundo Ocidental falaria a língua alemã como padrão hoje.
      Um grande abraço!

      • Oi ScudB.
        Se tratando de economia lato sensu. Afirmo que os países, quando em situação de guerra, interferem mais na economia, portanto se basear nesse período para fazer o estudo da gestão nazista e chegar a concluir algo é temerário.
        Assim sendo, temos que estudar como o regime nazi lidava com a economia não estando em guerra ou se preparando para ela. Em situação “normal”. Para isso devemos olhar sua teória e prática em momentos antes da guerra, que infelizmente também é uma gestão voltada para um momento bélico (segunda guerra mundial planeja por Hitler e sua alta cúpula).
        Forte abraço.

        • Caro Lucas. Excelentes pontos colocados por você e pelo ScudB. Hitler aplicou uma receita keynesiana para recuperar a economia da Alemanha focando a industria bélica, não muito diferente do que Roosevelt fez nos EUA (inicialmente com maior ênfase em obras de infraestrutura). Acho impossível avaliar a estratégia econômica de Hitler descolada do esforço de guerra, mesmo antes nos anos anteriores à Ii Guerra, mas é bastante claro que foram eles aplicaram as ideias de Keynes, como o pleno emprego, investimentos públicos em infraestrutura, uma política de compras públicas e financiamento para o consumo. Contudo, seria um erro afirmas que as ideias de Keynes são fascistas (ele é um excelente exemplo do que seria um liberal inglês). As características de um regime fascista são mais políticas do que econômicas. É por meio das ações ideológicas que fica evidente que o fascismo/nazismo é um regime de extrema direita.

  22. O Nazismo tinha um caráter absolutamente totalitário. Assim como o Comunismo.

    Um é justamente execrado.

    O outro, absurdamente louvado e tratado com uma condescendência que se confunde com a canalhice. Ainda que tenha feito um número de vítimas mais de 10x maior que o Holocausto (sendo conservador).

    E que tem como maiores representantes no Brasil gente como um certo candidato a presidência que é marionete de um certo ex-presidente agora presidiário.

  23. posso resumir ? no Brasil não existe direita , esquerda , centro …existe um bando de gente de péssimo caráter que se juntou pra nos roubar , um ideologia também sem caráter e um povo sem personalidade e também caráter pra dizer não as ´´facilidades ´´e se vendem baratinho ….. quando aparece um com moral , decência e fora do sisteminha velho de guerra a turma entra em pânico e se assusta …nada disso aí se aplica no Brasil …..

  24. Meus dedos chega coçaram para escrever uma análise do discurso com base na Ciência Política, mas daí eu lembrei que eu não trabalho de graça.

    Meu único conselho é: Não tomem jornalistas por especialistas em Ciência Política em nenhum lugar do mundo! Procurem artigos acadêmicos escritos por especialistas em Filosofia e Ciência Política.

      • Caro Rodrigo. Os artigos são a arena de debate para as ideias. Eles são o meio nas quais as novas ideias são colocadas para a comunidade. Eles podem e devem ser contestados e discutidos quanto aos acertos e erros. O conhecimento consolidado é registrado nos livros. Talvez seja o caso de você expor as suas ideias para a sua comunidade, caso contrário toda a sua experiência e esforço intelectual será perdido.

  25. Independente do significado prático e ideológico do nacional socialismo alemão, o que sei é :: Ele viu toda mazela destrutiva ancorada no seio alemão, evitando assim que este pudesse alcançar sua posição de destaque no senário político , ecomico e militarr na europa e no mundo assim como à vemos hoje.Hitler se mostrou um verdadeiro visionário da capacidade alemã e ao mesmo tempo um agente sanitarista que purifica o ambiente. Como seria a Alemanha de hoje sem hitler?

  26. A divisão entre esquerda/direita é muito generalista e acaba por gerar rótulos e discussões inúteis. O que há são ideologias bem definidas: Conservadorismo, liberalismo, marxismo, social-democracia, nacional-socialismo, fascismo e assim por diante. A história se encarrega de mostrar quais foram benéficas e quais foram maléficas para a humanidade.
    Acho que as discussões em torno do processo eleitoral tem estado fadadas a esses rótulos (esquerda/direita). Os únicos que ainda apresentam uma ideologia bem definida (e acabam por se beneficiar disso) são os tido como “esquerda”. Enquanto isso, uma grande parte daqueles que tem valores de “direita” (conservadores, liberais) estão mais preocupados em caracterizar o nazi-fascismo como “esquerda” do que propagar os seus valores (recomendo a leitura das obras do britânico Roger Scruton). Isso sem levar em consideração a total ausência de ideologia dos partidos que não são rotulados como “esquerda” (exceção ao NOVO, ainda). Esses estão mais preocupados em se perpetuar no poder do que defender algum valor. Aliás, a meu ver, essa deveria ser a função principal de um partido político.
    E quem acaba por se beneficiar disso? As “esquerdas”, claro.

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