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17º RC Mec coopera com 20º RCB na instrução do NPOR

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Amambai (MS) – No período de 29 de outubro à 1° de novembro, o 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado (17º RC Mec) recebeu a visita de instrução dos alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RCB) cumprindo um Pedido de Cooperação de Instrução (PCI).

Os alunos visitaram as instalações do Regimento, conheceram a Seção de Instrução de Blindados (S I Bld), a sala de simuladores virtuais de combate e o simulador tático da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média sobre Rodas Guarani (VBTP-MR 6×6 Guarani). Durante o Exercício no terreno ocuparam uma Zona de Reunião (Z Reu), realizaram reconhecimento de Eixo, Zona e Área e por fim, ocuparam uma Posição de Bloqueio (P Bloq).

DCIM/100MEDIA/DJI_0622.JPG

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

51 COMMENTS

  1. Ainda acredito que o EB deveria rever a estrutura dos PelCavMec. Claro que os pel tem uma funcionalidade específica, mas me parece que tem muito veículo aí. E ver os exploradores nestes veículos dá medo…

  2. São veículos muito frágeis para a cavalaria mecanizada, é preferível comprar os hummer velhos através do fms , e quando tiver dindin comprar os hummer novos.È igual aõs helicópteros cobra compre os velhos quando as coisas melhorarem compre os zíper novos ir o pessoal ir se familiarizando com o equipamento.

  3. Eu gosto muito do marrua mas ele não oferece proteção nenhuma e foi feita assim para ser mais barato mas espero que o LMV i venha substituir em grande quantidade nofuturo próximo

    • Lucas, no Rio de Janeiro depois que um soldado levou um tiro no pescoço, os militares fizeram uma gambiarra e tentaram cobrir a carroceria de um Marruá AM21 com vários coletes a prova de bala(uma gambiarra terrível), depois às pressas (mais uma vez) colocaram umas chapas de aço no Marruá AM21, é como eu disse esses dias, depois que acontece uma tragédia é que vão pensar numa solução.
      Até o marruá blindado é melhor que essa tranqueira toda aberta aí.

      • oa marruá que você viu são da infantaria, e não da cavalaria! a cavalaria utiliza as VTL Rec (a das fotos) e o emprego é buscando ver o inimigo antes de ser visto, justamente como o colombelli explicou.

        • Adilson, não importa se são da infantaria ou da cavalaria, o fato concreto é que ambos veiculos são falhos.
          Vou colocar aqui o que o comentarista Carvalho escreveu muito bem.
          “O marruá é excelente veículo para recolher leite na Granja, levar saco de adubo, trazer verduras da horta.”
          Eu diria que ele é bom também para aprimoramento de doutrina e pra levar os milicos pro treinamento com um “baixo custo”, apenas isso, num cenário que não seja o de treinamento aí já começa a aparecer suas falhas e as gambiarras entram em ação.

    • Se caíram na emboscada já estão errados, pois deveriam ter visto o inimigo antes de serem vistos….mas digamos que caíram, o pelotão tem mais dois cascavéis, cada um com um canhão 90 mm e duas metralhadoras mag, tem um guarani com REMAX e um Grupo de combate embarcado e tem mais um guarani com um morteiro 81mm…..esse restante do pelotão que fará a TTP de contra emboscada.

  4. Trabalho na Lapa- SP, próximo do 21º D Sup. Volta e meia eu vejo umas viaturas Agrale Marruá circulando na região.
    Sobre fazer RECON com esses veículos, seria possível fazer essa função com mini-drones?

    • O drone auxilia, sem dúvida, principalmente para não expor a tropa.
      Mas os exploradores também tem a função de ocupar posição e fazer defesa de algum posto tático.
      Assim, a substituição pura e simples não é possível.

      O marruá é excelente veículo para recolher leite na Granja, levar saco de adubo, trazer verduras da horta.

      Mas não esqueçam que o EM tem visão estratégica de longo prazo..resultado de anos de observação…eles sabem que qualquer dia pinta um FMS qualquer da vida por aí

  5. Pessoal tem nas minhas contas aproximadamente 170 pelotões C mec para serem mobiliados, a 6 viatura cada um. Seria 1020. Quanto custa um LMV. A resposta de quando isso vai ocorrer está obvia. não teremos mais de um bilhão pra por nisso.

    É melhor ter um veiculo blindado? claro. Mas a blindagem não é o principal fator neste tipo de veiculo. A patrulha de exploração avança por lanços em alta velocidade e com cobertura da outra. Na ação retardadora, atira desenfiada e se move o mais rápido possível. O veiculo é uma plataforma para a metralhadora e pode ser usado até com desenfiamento. Portanto, uma avaliação da questão da prestabilidade ou não de um veiculo para a função por conta de ser ou não blindado carece de se conhecer bem a doutrina de emprego tático das frações da cavalaria mecanizada. Na ocasião em que treinei ataques em áreas cobertas por eles, meteram fogo em nós e “deitaram o cabelo” em desabalada carreira. Um Cascavel e duas vtr param momentaneamente uma Cia inteira. Se fosse real, teriam nos custado uma meia duzia de baixas.

    O drone já está em uso e inclusive tem um video do 17 onde ele é mostrado como fração do pel. Serve muito bem ao reconhecimento passivo. Mas o “reconhecimento em força” carece de emprego de armamento.

    Saliento que nos principais TO de emprego da C Mec, que é o sul, a chance de emboscadas é reduzida, porque o espaço é aberto e o campo de tiro longo. Pra emprego urbano nenhum blindado é seguro e função de polícia no Rio é totalmente atípica e não serve de paradigma para montagem de toda a força. Inclusive so um adversário inepto iria emboscar um simples pel de cavalaria num TO convencional. É muito melhor esperar o que em atras dele….

    Este pel das fotos está anômalo. Tem duas viaturas Guarani. O normal é: 1 vtr marrua ou land rover do cmt pel. 04 vtr Marruá dos exploradores com mag. Um Urutu do GC. Dois cascavel, Um Vtr marruá ou land rover do morteiro 81. Presumivelmente o morteiro foi posto no Guarani o que é desnecessário, pois ele não fica em contato.

    A grande quantidade de vtr se deve ao fato de constar dentre as missões o reconhecimento de E Prog ( eixos de progressão), que normalmente são mais de um. Um pel isolado atuam em prol de uma Brigada toda. O GC faz varredura em áreas onde não entra a vtr, como capões de mato, áreas íngremes etc…

      • acho burrice por um blindado pro morteiro. Desperdício quando são necessários na infantaria mecanizada e o numero escasseia. Ja comandei o morteiro no pel apoio blindado e era desperdício de um M113. Sempre estávamos à retaguarda. Uma vtr comum com reboque dá conta tranquilo. se fosse uma seção a duas peças talvez fosse de se cogitar.

        • Colombelli,o valor do LMV gira torno de 400 mil euros a unidade,enquanto o Humvee custa mais ou menos 250 mil dólares(sem FMS,com FMS deve ser mais barato),alguém poderia me explicar o porquê do EB não ter interesse em um blindado barato de se adquirir e manter como o Humvee?

          • O EB quer produzir aqui além de que serve para manter o fluxo de trabalho na Iveco além que seu motor se encontra no mercado civil e creio eu que o mesmo já é empregado em algum veículo no mercado brasileiro.

  6. Em ações ofensivas (cenário mais provável de emprego de um RCMec no país), é uma temeridade lançar exploradores nos marruás.
    Conheço esta realidade em campo. Mesmo com cobertura, basta uma detonação fortuita para botar fora de ação uma gaiola destas por estilhaços (principal fator de baixas em combate).
    Em campo aberto a situação também é crítica. Uma passagem em pontilhão na campanha vira uma roleta russa.
    Não é à toa que hj a principal ferramenta dos exploradores são os binóculos termais.
    Não por outro motivo o EB deseja adquirir LMVs.
    Deveria fazê-lo imediatamente, ao menos uma fração de rápido emprego.
    Ainda não o fez pq o planejamento de alocação de recursos é errático.
    A única vantagem que o Marruá possui é o fato de que a guarnição tem ampla visibilidade e agilidade em cima da gaiola. Entrada e saída de posição são procedimentos rápidos e permitem embarque praticamente se atirando para dentro da viatura.

    No mais…o marruá também serve para levar porca prenhe para o veterinário….levar saco de milho para o galpão….e peça de trator para o mecânico

    • Não concordo com as suas observações Carvalho! busque verificar as viaturas de reconhecimento de países que estão constantemente empregados em combate e perceberá que a maior parte não é blindada. Existe um livro muito interessante que se chama “Scouts Out!, o desenvolvimento das unidades de reconhecimento nos exércitos modernos”, é um livro do instituto de estudos de combate do Exército Norte Americano. Esse livro analisa como evoluiu em emprego tático e constituição de pessoal e material as tropas de Rec dos principais exércitos, desde a era à cavalo até os dias atuais. Deem uma lida e entendam um pouco mais do papel da cavalaria de reconhecimento, até porque, a nossa cavalaria mecanizada segue basicamente a doutrina americana.

      https://www.armyupress.army.mil/Portals/7/combat-studies-institute/csi-books/scouts_out.pdf

      O livro está em Pdf, grátis, porém está em inglês…

      Resumindo o que está no livro, não importa se a viatura é rápida e sem blindagem ou se ela é lenta e com blindagem, em ambos os casos, quando a viatura é engajada, ela sai de operação (com mortos ou não) e deixa de cumprir a sua missão de reconhecimento…..o que importa é ver primeiro, entender primeiro e agir primeiro….utilizando instrumentos de busca.

      Forte abraço a todos

      • Odilson,
        Vou ler com atenção…obrigado pela indicacao.
        Li as conclusões.
        Mas acho que com o Uso do marruá temos as seguintes consequências;
        – diminuição da velocidade de progressão (o veículo não blindado vai exigir mais cautela, até pelo efeito psicológico na guarnição;
        – potencial aumento no número de baixas;
        – menor flexibilidad do uso do RCMec. Com o LMV seria possível momtar mais um GC em ações ofensivas;
        – o uso do marruá praticamente transforma, no caso de contato com o dispositivo inimigo, em observadores sem função tática;
        – vc argumenta que no contato deve haver desengajamento….então vai deixar o restante do Pelotão pendurado no pincel?? Neste tipo de emprego….basta o uso dos exploradores…
        Eu não enviaria minha secção de CC à frente sem apoio dos exploradores e suas Mags;
        Enfim…elocubrações
        Abraço

      • Odilson
        Ainda sobre o tema:
        Fui olhar suas referências sobre os scout platoon do US Army e do Jackal inglês.

        Na minha busca só apareceu o Humvee (que é blindado). O Jackal tem proteção contra IED e kits de blindagem…

        Ou seja….o marruá tá devendo….

  7. Carvalho, pontilhão é tarefa do GC e inclusive tem um protocolo de como faz o reconhecimento. As Vtr so passam depois de estabelecida vigilância do outro lado.

    Mas claro, como eu disse é obvio que se puder ter um blindado é melhor. Ali se tem menos proteção que em um veiculo civil. Tem que maximizar a maneabilidade e rezar. É como a infantaria dentro do M-113 ou de um Guarani. Se alguem atacar não será com um fuzil e se vier uma arma ac vira um forno crematório. Felizmente as áreas de emprego permitem largo emprego do deslocamento em campo aberto e dificulta o uso de IEDs e emboscadas. O problema todo é o preço. Um LMV pode custar quase o mesmo que um Guarani e em média sai metade do preço. E se o Guarani esta indo de vagar quase parando….Os marruá saiu faixa de R$ 160.000 a unidade ( ja é caro). Imagine-se pagar 1 milhão a unidade tendo que se mobiliar mais de mil unidades.

    O que se podia ir fazendo é ir como tu diz, adotando aos poucos, seja espalhado seja priorizando determinadas unidades para servirem de ponta de lança.

    E lembro outro ponto essencial: miras termais para os cascaveis e para as mag. Isso sim ia dar um up grade

  8. Pergunta…
    Esses Cascavéis, nesta função, seriam melhor substituídos por:
    – Um blindado equipado com um canhão que use munição 30 x 173mm, contando com capacidade ABM e talvez algum míssil AC e sua metralhadora coaxial?
    http://www.ares.ind.br/new/img/banner/ut30-mk2.jpg
    – Um blindado equipado com canhão de alta pressão de 105/120mm, capaz de engajar até alvos móveis a grande distância e a noite, contando ainda com duas metralhadoras?
    – Um combinado dos dois?
    – Nenhum dos dois?

  9. Prezados
    Emboscada:
    Contra 01 Marruá?
    Qual o valor disso?
    As Marruás atuam em conjunto, não ficando as 4 do GE na mesma Zona de Matar…
    Ou seja, emboscar decisivamente uma Marruá, levará as outras 3 a flanquear o emboscador, q estará levando fogo de dois cascavéis e um Mrt 81, tendo um GC Mec também o contra-atacando…
    Ou seja… emboscada suicida.
    Resta uma emboscada de inquietação, para retardar o avanco do reconhecimento, o q é previsto, dentro das TTP dos Pel CMec.
    Emboscada dentro de uma Área de Segurança. Mais provável, porém, quando o Brasil terá um área para SEGAR em território hostil?
    Logo… teremos LMV suficientes para as missões de “risco acentuado”.

    Quanto à Cav em um Atq e uma VBTP com Mrt.
    A CMec é extremamente flexível em sua organização, será q o Pel CMec pode realizar um Atq, dentro de seu esquadrão e Regimento ou não, com seus dois cascavéis, seu GC e parte dos homens dos GE na VBTP do Mrt, deixando o Mrt a retaguarda com as Marruás? Fica a dica.

    • Pra por 06 ou 08 homens dos GE somar com o GC? Convenhamos que em um ataque destes, bastante incomum, é muito pouco provável que este incremento agregue muito, ao passo que serão mais 170 guaranis para adquirir em um programa que ja está periclitando.

      Tem a substituição do cascavel, a substituição do Urutu e todas as 05 brigadas de infantaria pra mobiliar. O que é prioridade? mobiliar a infantaria e um minimo da cavalaria ou por dois Guarani por pel C Mec, empurrar os cascaveis anos a fio e prejudicar a composição da infantaria?

      Isso so tem sentido se for pra manter o cascavel e abdicar do Guarani com canhão.

      A conta não fecha.

        • Esta concepção de rearranjo de frações sempre foi (pelo menos para mim) um ideal cavalariano.
          Tenho um livro de um cmdt de esquadrão de PCMec cubano na guerra de Angola onde ele reorganizava seus dispositivos para cada jornada, de acordo com missão, terreno e oponente.
          E sempre, nas palavras dele, como ensinado no sua Escola de Oficiais.

          Na FEB, como exemplo, durante a fase da ofensiva no vale do Pó, o Mascarenhas “motorizou” sua infantaria, deixando a Art a pé!!!
          Liderança não se aprende em manuais

          Saudações

  10. Este é o ponto que em me bato.
    O marruá diminui muito a flexibilidade do PCMec
    Em uma situação de ataque a um pequeno ponto forte, ou mesmo para desbordar uma posição de inquietação, como dito, as vtr terão que ficar à retaguarda.

    Um LMV (ou qualquer outra vtr similar) poderia ter função tática no desbordamento, fazendo diversão dos fogos e fixando o dispositivo inimigo.
    Um LMV, nessa função, é mais rápido e mais ágil do que usar o Guarani.

    Os IEDs hj deixaram de ser apenas armadilhas de irregulares.
    Monte uma seção com IEDs, faça fogo leve nos exploradores para que eles desengagem…e deixe o GC se aproximar.
    O US Army tem excelente doutrina, treinamento e manuais…..e colecionaram baixas.
    Audácia, improvisação e inventividade existem dos dois lados, ainda mais hj em dia.

    É tão difícil aceitar que o Marruá e difícil de engolir????

    • Sem duvida.
      Não dá pra usar a Marruá para o Assalto.
      Entendo q ela engaja a distância e quem manobra é o GC e a Sec de Carros.
      A LMV dará melhor flexibilidade.
      As LMV serão para os GE dos Pel CMec e os Pel Exp dos RCC e BIB. Lembrando q varios Esqd CMec acredito q se tornarão Leves, quando suas Bda tiverem a mesma mudança.
      Sds

  11. Um LMV pesa muito, muito mais que um Marruá. Não vai ter mais agilidade, ainda mais em campo aberto. IEDs tem boa aplicação em áreas montanhosas ou urbanas onde hoje atuam exemplificativamente os EUA, por conta dos gargalos. Aqui na campanha o que mais tem é lugar em campo aberto pra progredir. Dá pra se usar estrada o mínimo possivel e nos pontos de possivel uso de IEDs e emboscada reconhecer com o GC primeiro.

    Seja LMV seja Marruá, um ataque a ponto forte é feito pelo GC com apoio que fica a retaguarda sempre. Hoje com AT4, canhões sem recuo e armas ac leves, acreditar que dá pra ir com o LMV a frente é suicídio. Obviamente o adversário bota um PO ou uma metralhadora e uma arma AC oculta. É por isso que nestes casos se desembarca o GC para atacar. E o apoio fica à distância.

    Não é o melhor (e nem muito barato), mas é o que nosso $$ permite para a cavalaria do tamanho que temos. Talvez se pudesse ver o Humvee via FMS, usados e blindados. Seria uma melhora e poderia ser barato. Fora isso, pensar em por LMV em toda a cavalaria não rolará, pois como eu disse seria pra cima de 850 a 1100 veiculos. Dá acima de bilhão e meio a quase 03 bilhões.

    • IED somente em áreas urbanas e montanhosas???
      Combina com os russos e avisa o US Army !!

      Quem falou em lançar os LMV (ou Humvee) em ação de ataque a ponto defendido?? Eu não !!
      Quem falou em adquirir LMV para todos os PCMec?

      Marruá é muito limitado
      Aceita que dói menos…

      • Carvalho estuda onde são feitas emboscadas com ieds ou convencionais. Agnelo ja esclareceu. Não se embosca um elemento de reconhecimento. E se isso fosse ser feito, há áreas propicias. Campo aberto não é uma delas. Ou voce quer plantar milhões de ieds em áreas onde a probabilidade é infima?. Se faz isso em gargalos de grande ptobabilidade de passagem e isso se vé em montanhas e área urbana. Pra cobrir campo aberto como tem aqui tu teria que por em toda parte. Me mostre um video de ataque fora de estradas. Não há. E aqui podemos andar boa parte do tempo fora delas. Eu ja vi e ja acompanhei a cavalaria atuando na campanha. A estrada é evitada e o gargalo checado pelo gc.
        E voce falou em ataque a um ponto defendido e em flanqueamento. Ora se tu não vai usar o veiculo diretamente mas apenas desbordar que diferenca faz a blindagem?
        Inadequado? Opiniào tua contrariada por um comando profissional e com decadas de experiência. Eu não tenho que aceitar coisa nenhuma. Muito menos vindo de um civil. Sem ofensa, viu.
        Prioridade é o guarani e o EB não vai por meia dúzia de caros lmv na cavalaria so pra duzer que tem.

  12. Carvalho estuda onde são feitas emboscadas com ieds ou convencionais. Agnelo ja esclareceu. Não se embosca um elemento de reconhecimento. E se isso fosse ser feito, há áreas propicias. Campo aberto não é uma delas. Ou voce quer plantar milhões de ieds em áreas onde a probabilidade é infima?. Se faz isso em gargalos de grande ptobabilidade de passagem e isso se vé em montanhas e área urbana. Pra cobrir campo aberto como tem aqui tu teria que por em toda parte. Me mostre um video de ataque fora de estradas. Não há. E aqui podemos andar boa parte do tempo fora delas. Eu ja vi e ja acompanhei a cavalaria atuando na campanha. A estrada é evitada e o gargalo checado pelo gc.
    E voce falou em ataque a um ponto defendido e em flanqueamento. Ora se tu não vai usar o veiculo diretamente mas apenas desbordar que diferenca faz a blindagem?
    Inadequado? Opiniào tua contrariada por um comando profissional e com decadas de experiência. Eu não tenho que aceitar coisa nenhuma. Muito menos vindo de um civil. Sem ofensa, viu.
    Prioridade é o guarani e o EB não vai por meia dúzia de caros lmv na cavalaria so pra duzer que tem.

    • O entendimento de que IED será usado apenas para emboscada é de alguem que ficou parado no tempo, independente de ter sido suboficial profissional.
      No desbordamento ofensivo as vtr, mesmo que por pouco momentos, podem ficar as vistas e sofrer fogo do inimigo.
      Se houver algum conflito….combina com o oponente que só poderá combater em Saicã. Se houver algum ambiente distinto, faça um ofício ao Cmdte reclamando de que o cenário não está previsto no manual.

      Saudações

  13. Carvalho, voce está perdendo o argumento e a elegância. Não carece né? Prtimeiro, um IED é uma emboscada não presencial, por definição. E voce so irá usa-lo onde sabe que o adversário irá passar com boa probabilidade. Não tem como tu por um IED a cada 10 metros em toda parte. Tá ok? ( Bolsonaro)

    Fogo inimigo pode ocorrer a todo momento, e armas AC, desde uma granada de bocal, podem por cabo a um LMV. Se voce vai usar a viatura ofensivamente tem um preço de risco a pagar, seja blindada ou não.

    Quanto a tua falácia sobre o Saicã, so pra te lembrar, o campo de instrução ali representa um terreno que corresponde a 90% do tipo do terreno de fronteira com a argentina, onde está desdobrada a maior parte de nossa cavalaria mecanizada. Quem treina ali combate em qualquer lugar da fronteira e irá encontrar o mesmo tipo de terreno em toda ela. É por isso que o local foi escolhido. No MS não será muito diferente. Eu pelo menos estive ali, no CISM, no Jericinó, no Pico do Gavião em MG, no Rio Guandú, atuando inclusive com a cavalaria, e tu que experiência tem pra refutar algo que voce nunca viu ao vivo? Eu ja assisti até ataque coordenado de um esquadrão c mec de camarote ( da posição atacada) e também ja ataquei uma posição retardada por eles.

    Quanto ao demais terrenos eu falei, mas teus ouvidos estão moucos. Voce não quer ouvir a mim, nem ao Agnelo nem ao Odilson. Não se embosca um simples elemento e reconhecimento de duas viaturas. Sim, poque o pel estará espalhado. atuando em lanços, nunca se expondo todo. Eu vou emboscar o que vem atras dela. Isso sim vale a pena.
    A cavalaria mecanizada são olhos e não punhos, em supremacia. Ela raramente ataca. Quando o faz é em velocidade em condições de adversário onde um ataque de infantaria simples seria viável. Fora isso, irá usar o fogo pra provocar e fugir, medindo.
    Em terrenos com gargalos, como pontes, passagens em matas, montanhas, ou urbanos, que favorecem emboscadas convencionais ou não presenciais (IED) voce tem que reconhecer o itinerário antes com engenharia e cavalaria, tomar posições de cobertura nos pontos críticos, antes do, no obstáculo e depois dele. Observar antes de agir. Por isso se lança os cavalarianos bem antes e se deve evitar repetir horários e itinerários ou se deslocar em comboios de dia.

    No caso dos EUA, com ampla capacidade de visão noturna e cobertura aérea, fazer deslocamentos de dia em comboios relativamente grandes é muita bisonhice. Tá ai os videos dos adversários para provar.

    Um LMV cumpre missões de cavalaria blindada * tipo escolta, por exemplo) e mecanizada, mas é caro. O pel C Mec pode atuar com um deles ou um VTL como o marruá que cumpre missão. Quem tem dinheiro bota coisa melhor, quem não tem usa o M1A1. O principal é mobilidade e capacidade de “enxergar antes ” como bem ressaltou o Odilson ( que parece ser militar ou ja foi, ou ao menos tem bons conhecimentos de emprego de frações)

    E so pra lembrar, a blindagem dos Humvee ou aquisição de outros veiculos com estas características e bem maiores não implicou grande redução de baixas dos EUA, Canadá ou do UK no Afeganistão ou Iraque. A lógica é simples. Salvo um pesado MBT o resto tudo não vai resistir a uma explosão grande. Voce vem um um veiculo sem blindagem eu boto dois petardos de 500 gramas ou uma granada de morteiro 81. Voce vem com um LMV eu boto uma granada 105 ou 10 petardos de 500 ou 03 de morteiro. Voce vem com um VBTP ou VBCI eu boto duas granadas de 155 ou 152. Sabe quanto me custa a mais isso? 10 minutos cavando ou menos. Granadas tem a rodo. So por uma espoleta e cordel detonante o que tem na ponta como explosivo é variável e fácil de mudar. Se o cidadão quiser te matar com uma emboscada com IED ele vai conseguir, com ou sem blindagem.

    Nós que temos formação militar aceitamos este risco. A melhor proteção é uma ação inteligente e a mais inteligente é aquela na qual nos colocamos na perspectiva do adversário.

  14. Meu caro,
    Desculpe se perco a elegância, mas não tenho muita paciência com carteiraços.
    Ao contrário do que vc afirma, tenho experiência em comando de Esqd. CMec e Pel CC.
    90 por cento das operações de CMec são de reconhecimento de eixo. Em ação ofensiva.
    90 por cento do trabalho é feito pelos Exploradores.
    Se eles estiverem em vtrs que garantam proteção contra fogo indireto (estilhaço e tiros de inquietação) vc pode empregar com mais flexibilidade o GE. (Cf reconhecido aqui por um oficial do EB, que vc gosta muito de citar)
    A função de “ver primeiro” está tremendamente evoluída desde o tempo de vc deixou o quartel, em função dos avanços tecnológicos . Os exploradores estão perdendo está função.
    Todos os exército modernos usam vtr com mínima proteção balística na função.
    O outro oficial que vc citou indicou a leitura de um pdf (que li avidamente), e que não respalda em nada a afirmação de que gaiolas mtz (os marruá são apenas isso) são empregados em outros exércitos modernos. Ao contrário!!
    O EB deseja avidamente o LMV, tanto é que licitou e testou diversas vtr do tipo.
    Longe de mim desconsiderar que o risco faz parte da vida militar.
    Uma das principais preocupações de um cmdte de PCMec é não colocar seus CCs em risco desnecessário. Para tanto, sempre exigi muito dos meus Exploradores, pois prefiro perder um marruá (no meu tempo eram Jeep) do que um Cascavel.
    Se vc perde Exploradores por tiros fortuitos ou estilhaços vc fica com um PCMec cego.
    Se estou montando uma barreira, meu alvo preferido serão os exploradores, pois eles é que farão desbordaremos na posição. Isto é que derruba o argumento de que não se farão emboascadas contra Marruá. Não se trata de emboscadas, mas de deixar seu oponente muitíssimo limitado em manobra de desbordamento.
    Conheço muito bem a campanha. Em uma posição de barreira vc pode tranquilamente definir caminhos prévios possíveis de aproximação.
    Tanto o US Army como os Britânicos veem constantemente aprimorando suas vtr de Reconhecimento.
    Até aqui falamos em aspectos conceituais. Vamos falar de contingências orçamentárias.
    O EB ainda não adquiriu o LMV por falta de dinheiro. Ele sabe da limitação do meio (entender que não é necessário ou um luxo desnecessário é uma contradição de sua parte)
    Acho um erro deixar a Bgda Cabv Mec do Mato Grosso (ao menos um Regto) sem vtr do porte de LMV ou Humvee. Esta Bgda é a que está mais próxima de um cenário provável de emprego. (Esta discussão é interessante…mas longa, não vou me alongar aqui)
    Enfim…espero ter sido claro nas minhas posições.
    Respeitosamente

  15. Olha Carvalho, se voce entende o trazer experiência aqui, coisa que eu e outros que somos de fato profissionais com formação de carreira, fizemos, so posso lamentar. Acho que so voce está vendo as coisas sob este prisma. Paciência é pressuposto para debater com respeito e sadiamente, pois nem se está dando carteirada e nem se está falando alguma asneira, seja de um lado seja de outro.

    Emboscar uma mera unidade de reconhecimento? Fique a vontade para desperdiçar munição. Tu certamente não fez ESA nem AMAN. Sem ofensa viu, mas tem até elementos da ativa e de carreira aqui ( que ainda estão no EB e conhecem o equipamento que voce indiretamente afirma que eu desconheço e que “evoluiu muito” desde que eu sai) afirmando que isso não se faz. Isso até um civil pode intuir. Não vale a pena matar três diabos numa viatura de reconhecimento se eu posso emboscar um CC (insubstituível), um comboio de suprimentos, ou dezenas de tropas em blindados ou a pé. Atirar no reconhecimento so fará eles desviarem ou reportarem minha posição. Não vou nem ter como avaliar “para quem” eles estão reconhecendo. Normalmente o rec se choca com o rec/cobertura do adversário. O rec defensivo se denunciar vai torna-lo inútil. Quanto mais discrição de quem reconhece defensivamente e maior exposição de quem é reconhecido melhor. Eu prefiro deixar o pel c mec passar batido e pegar a presa maior atrás.

    Por outro lado, repiso, se a ideia é de fato emboscar e destruir o reconhecimento que avança, blindado ou não, isso será feito, é mera questão de uma arma AC ou um IED maior. Como bem disse o Odilson, se foi emboscado ja está errado, porque se deixou pegar

    Brigada do Mato Grosso, com Paraguai do outro lado? Maior possibilidade de emprego? Acho que não né salvo se isso fosse 150 anos atras. O que ali se está priorizando é por conta de vigilância do SISFRON não por ameaça militar. É questão de segurança publica. Cuida os chineses na argentina. Ai está o risco maior. E tu bem sabes que as nossas terras do lado de cá, produtoras de soja, são o alvo deles.

    Sim o Agnelo que eu citei disse que o veiculo blindado dá mais flexibilidade. E se voce tivesse lido o que eu escrevei sem achar ser uma “carteirada” e com mais serenidade, teria visto o que eu escrevi corroborando isso: LMV fazem missão de cavalaria blindada e mecanizada. O marruá so a segunda. Isso é ser mais flexivel, não? Igualmente disse “se tiver jeito de por blindado, ponha, senão vai no M1a1”. Não sou nenhum néscio de abdicar proteção, que sempre é bem vinda. O que eu disse, porém, é que não vai rolar LMV além de umas poucas unidades, por causa do preço, e a missão vai continuar sendo cumprida a contento pelo Marruá, que não é o melhor, mas cumpre missão, como de resto diversos exércitos ( Odilson ressaltou) ainda mentem e manterão veiculos sem blindagem nesta função a começar pelos HUMVEE da argentina aqui do lado, que não são blindados.

    E olha so uma contradição tua. Primeiro voce diz que a maior parte das missões é de reconhecimento de eixo ( correto) e que 90% disso é feito pelo pel C Mec ( correto também) mas depois diz que os exploradores estão perdendo esta função e que eu estou defasado quanto aos meios de reconhecimento. Ora, se é assim, eles estariam se tornando desnecessários. Veja so, o fato de eu não estar no EB não me impede de me atualizar e de conhecer o que está acontecendo, e também de saber que nenhuma das novas tecnologias substitui o homem no terreno. Sempre haverá uma mecanizada na ponta da lança.

    O EB licitou 32 LMV, pesando sobretudo em força de paz. Mais especificamente aquela que ia sair na África e felizmente não irá ocorrer. Agora meia duzia para o Rio. Não vai rolar muito mais do que isso salvo um FMS com HUMVEE. Seria melhor poder mobiliar a cavalaria toda e os exploradores blindados da infantaria com blindados leves? claro. Mas se o guarani esta periclitando (com apenas 300 unidades entregues, e uma redução de 500 na previsão inicial), o que será prioridade? A infantaria mecanizada não existe sem o Guarani.A cavalaria existe com o marruá e cumpre sua missão; com mais risco e menos flexibilidade, mas cumpre. E assim vai ser, por que não há ca$calho para tudo.

    O reconhecimento que UK e EUA estão fazendo é justamente em áreas montanhosas do Afeganistão ou urbanas onde a emboscada é fácil. Aqui, voce pode até intuir uma VA, so que ao invés de uma ou duas, o campo aberto te dará dez possibilidades. Não se monta emboscada assim. E repito, a blindagem tem servido de pouco pra eles. Os IEDs so ficaram maiores. Explode um, todo mundo desce socorrer e ai o fogo come. Olha documentários na internet com cenas reais e tu verá exatamente isso. Uma 155 corta no meio um blindado.

    Tua opinião está clara desde o princípio. Tu não gosta do Marruá e o inquina de inadequado. Ninguem está querendo te convencer do contrário. É teu direito achar ele podre. Eu não o digo inadequado. É apenas menos eficiente que um blindado em um dos quesitos: proteção. Vai ter mais risco, mas vai gastar menos, e talvez tenha mais agilidade por peso menor, e menor indice de quebras. Tem pontos positivos e negativos. Mas é o que temos e temos de levar em conta custo benefício e cenários de emprego. Eu confio no comando que teve formação profissional na AMAN, fez ESAO, ECEME e sabe o que faz, certamente com maior conhecimento de causa que eu ou voce.
    Cumprimentos gaudérios

    • Meu amigo, a carteirada está ficando mais alta!
      Antes vc disse que não aceitava minha opinião por ser civil. Agora diz que não tenho ESA nem AMAN…
      Vou ter que fazer ECEME para poder discutir com vc?
      Este assunto de Emboscada não foi citado por mim. Vou tentar ser mais claro.
      Engajar os Exploradores não é emboscada, mas eliminar a principal peça de desbordamento tático do Inimigo,. Se vc deixar passar para atacar a seção de CC, aí sim vc comete suicidio, pois vai se posicionar entre duas frações do PCMec, tendo fogo pela retaguarda e sem condições de retrair.
      Erro primário
      Os Humvees foram concebidos ainda na década de 80, muito antes do envolvimento no Afeganistão.
      A blindagem para diminuição de danos é princípio fundamental de qualquer exército. Vale para capacete, colete e vtr de recon.
      Estilhaços tiram de combate elementos desprotegidos como os Exploradores nos marruá. Sem exploradores…sem PCMec.
      Não estou falando de petardo de 105 mm

      Quanto à minha suposta contradição. Sim, as evoluções tecnológicas nos sensores e drones estão diminuindo a carga de trabalho dos Exploradores, mas permitirão ação mais agressiva, desde que se use blindagem. Lembro que o LMV permite futura instalação das Remax. Aí sim teremos condições de engajar todo as frações do PCMec, de maneira equilibrada.

      Por fim, a questão que mais me interessa.
      A fronteira Bolívia e Paraguai já são atualmente os pontos focais de ação agressiva de nossa Cav e Inf Mec. Porque ?
      Estes dois países possuem menor nível de controle global de seus territórios, onde temos (ou tínhamos) ativos importantes a defender.
      A possibilidade de perda de controle de território destes governos para grupos insurgentes ou dissidentes é real. Boa parte do norte do Paraguai está na mão de brasileiros, onde existe uma ameaça real de grupos paramilitares.
      A porção oriental da Bolívia sempre esteve ameaçada de secessão, bem onde tivemos uma refinaria tomada.
      Neste ponto concordo com vc. O EM deve ter estudado este cenário quando decidiu concentrar o reconversão na 15 Bgda Inf Mec e na 4 Bgda Cav Mec.
      Hoje, os cenários mais prováveis de emprego dos PCMec é ação ofensiva…e precisam do LMV.
      Não pense que me desagrada esta discussão…muito pelo contrário.
      Abraço

  16. Carvalho, não sei se tu é civil ou não. Pelo que tu fala, foi temporário o que se revela no conhecimento pouco profundo que tu revela do funcionamento das outras armas que não a cavalaria. Eu falo por mim, e eu tive formação de carreira, que é de outra profundidade e com ensinamento de funcionamento de todas as armas na ESA. Sem ofensa, mas isso é fato. O temporário aprende da sua e o básico. Obvio que tu não precisa ter ensino formal militar para debater e tampouco tenho pretensão de te convencer ou cercear tua opinião sob suposto argumento de que “eu sei mais”. Apenas estou trazendo perspectivas mais amplas.

    Atacando o reconhecimento tu entrega tua posição, impede que a tua vanguarda descubra coisas do que vem atras e terá baixissimo resultado. Vai matar 03 diabos em uma “gaiola motorizada” ou quem sabe destruir um LMV desperdiçando um missil AC. O que vem atras do reconhecimento é o verdadeiro poder de combate que tem que ser retardado e destruído. Eu embosco, sim, um CC ou até uma coluna deles. Suicídio? da onde? Hoje há dezenas de tipos de armas AC que podem ser usadas pra isso com eficiência e por homens a pé inclusive. Foi feito contra os israelenses em meados da década passada por guerrilha rastaquera e civil e esta ainda sendo feito na Siria, por tropas e guerrilhas a pé. Olha os videos dos TOW. Olha os turcos apanhando recentemente. Até a Argentina tem o TOW no HUMVEE que pode fazer isso justamente na cavalaria. Atira e corre. isso é a essência da ação retardadora.
    Se eu vou ficar entre tropas? isso é próprio das ações retardamento e reconhecimento. Reconhecimento é proximidade e as vezes te coloca atras da linhas inimigas ou da sua vanguarda. Nada demais nisso. É por disso que a mobilidade e não a blindagem é priorizada pelo EB e por vários exércitos nos elementos ligeiros de reconhecimento. E a tropa que eu deixei passar e está a minha retaguarda é o reconhecimento do adversário, infimos elementos a quem eu posso engajar pois sou do mesmo nivel, ou posso fugir. Tenho mobilidade e eles pouco efetivo.
    Sim os HUMVEES foram concebidos antes, e sem blindagem em regra, ressalto. A blindagem somente começou a ser largamente empregada quando as baixas se tornaram astronômicas por conta de emboscadas com IEDs ou armas leves por conta do tipo de terreno onde estavam sendo empregadas. E mais uma vez ressalto, de nada adiantou,. Apenas aumentaram o tamanho das bombas e os elementos que desembarcam ajudar continuam sendo hostilizados por fogo, exatamente como era antes da blindagem. So deslocamentos a noite e com cobertura de helicópteros ou drones irá mudar isso.
    Aliás, emboscadas é toda a ação baseada na surpresa que se vale de fogo em condições escolhidas pelo atacante. Todo todo engajamento a um elemento de reconhecimento pode ser enquadrado neste conceito. Voce está confundindo um meio ( a emboscada ) com uma finalidade (impedir a principal peça de desdobramento tático do adversário, conforme teu conceito). Se voce conhecesse como atua a infantaria na marcha para o combate saberia que isso não procede. O desdobramento tem outros elementos de reconhecimento e planejamento e sob o prisma da infantaria que avança atrás há os seus elementos de vanguarda.

    Que a blindagem é boa eu sei. Também quero sair vivo e não abusar da sorte. Mas é cara. um LMV compra 10 marruás e não irão por num LMV uma torre de 700.000 reais que está faltando para o Guarani. Aliás, muitos tem saido até sem torre nenhuma pra tropa.
    E pensar que o paraguai ou a bolivia possam representar perigo não tem fundamento nenhum, nem na pior instabilidade. A Bolivia teve 30 golpes militares, nos tempos do Hugo Banzer e cia, está nas mãos de um comunista e nunca representou problema algum. Não somos policia deles nem seus tutores políticos. Nunca nos desrespeitaram militarmente em épocas modernas e nem seriam capazes disso. Tu achas mesmo que forças militares deles demandam algum risco maior?
    Tenho acesso a informação de um cunhado major que está no comando da 17 brigada (maj Soeiro) e de um colega de turma ( Guedes) no 9 grupamento logistico. A atenção ali é por conta do piloto do SISFRON, nada mais.

  17. Prezado,
    Se vc pretendo ficar se deslocando entre vanguarda e o grosso da tropa inimiga com um míssil AC, começo a ficar preocupado com o que andam ensinado na ESA. Todos os teus exemplos citados por ti são de guerrilha. Ou vc dDesgarrou da tropa, ou é o Rambo.
    Em toda a sua argumentação, sem exceção, vc começa tentando me desqualificar, o que é patológico (talvez tenha algum histórico com desajuste em alguma instituição).
    Por fim (antecipo aqui que não mais lhe responderei) , o único exemplo de emprego de nossas forças armadas nas últimas décadas foi decorrente de invasão de grupos insurgentes em países com baixo controle de soberania sobre o seu território). A tomada da refinaria na Bolívia ensejou sim estudo de alternativa de emprego da força (pelo menos em nível de planejamento estratégico). E no Paraguai o EM mantém firme olhar sobre movimentos sociais com inclinações paramilitares.
    Não será ação defensiva contra os exércitos vizinhos. Mas sim intervenção agressiva a pedido, com a complacência, ou baixa oposição dos governos vizinhos.
    Sei que não ensinam isso na ESA, mas construção de cenários disruptivos foi uma atividade intensamente executada nas análises de risco das empresas brasileiras que estavam atuando na Bolívia no início dos anos 2000, com equipamentos, pessoal e outros ativos ali instalados, e onde trabalhei durante anos).
    Enquanto vc estiver esperando na fronteira os chineses, o Soeiro e o Guedes podem dormir tranquilos com seus Marruás.

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