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Manobra Escolar 2018 na AMAN

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Resende (RJ) – Teve início, no dia 6 de novembro, as atividades conjuntas da Manobra Escolar 2018 na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), com um painel de ambientação e caracterização do exercício militar.

A manobra escolar reúne 4.300 militares, mais de 500 veículos e 10 aeronaves, no período de 5 a 16 de novembro. Organizada pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), é uma das mais importantes atividades de combate simulado do Exército Brasileiro. Ela emprega os equipamentos e armamentos mais modernos disponíveis, além de contemplar diversos aspectos da guerra moderna, como o combate a forças irregulares e o enfrentamento em ambiente humanizado. Nesse período, os moradores da cidade de Resende e região presenciam uma grande movimentação de militares, aeronaves e viaturas pelos municípios e também pela Rodovia Presidente Dutra.

Paralelo aos exercícios tipicamente militares, também são realizadas ações cívico-sociais, nas quais o Exército tem a oportunidade de prestar diversos serviços à população, como atendimento médico-odontológico e ambulatorial, além de reforçar a integração da Força Terrestre com as comunidades. Serão visitadas as comunidades de Nossa Senhora do Amparo, em Barra Mansa, nos dias 8 e 9 de novembro; Quatis, nos dias 10 e 11 de novembro; Falcão, em Resende, no dia 11 de novembro; e Porto Real no dia 12 de novembro. Os atendimentos serão realizados das 8 h às 12 h e das 13 h às 17 h, nos postos de saúde de cada comunidade. Para serem atendidos, os interessados devem realizar o agendamento, no posto de saúde mais próximo da sua residência.

Para recepcionar os componentes de diferentes equipes e ambientá-los quanto às atividades operacionais, o Subcomandante da AMAN, Coronel Paulo Roberto Coriolano, fez a abertura da atividade no Teatro Acadêmico. Nela, procedeu-se a um pequeno histórico do exercício: “A manobra escolar da AMAN mudou muito dos anos 1980 para a que estamos realizando hoje. De um evento interno da AMAN, envolvendo os cadetes no treinamento e na execução naqueles anos, chegamos a um exercício que envolve diversos estabelecimentos de ensino vinculados ao DECEx, no qual participam cerca de 4.300 militares. Esse conjunto de atividades é impactado por duas equações: a do tempo e a da segurança, no que diz respeito a seu nível de realismo”, explicou o Subcomandante.

Ele continuou sua explanação ressaltando aspectos garantidores de sucesso para o evento: “a equação do tempo, porque não é possível um planejamento que supere o período da própria manobra e a equação da segurança, porque não é possível praticar ações militares deixando à parte a gestão dos riscos”, destacou o Subcomandante da AMAN. Encerrou a sua fala com um chamamento a todos quanto às suas responsabilidades do princípio ao fim da exercício. “Há três fatores que proporcionam a segurança em operações: o primeiro é o próprio militar que é responsável pela sua integridade física; o segundo é o militar que o acompanha, uma vez que todas as atividades são realizadas com o mínimo de dois militares; e o terceiro é a responsabilidade do planejamento da operação”, concluiu.

A mais alta autoridade presente no painel de abertura foi o Comandante de Aviação do Exército, General de Brigada Carlos Waldyr Aguiar. Além da AMAN, participam da Manobra Escolar 2018 o DECEx; a Diretoria de Educação Superior Militar; o Comando de Operações Terrestres; o Centro de Comunicação Social do Exército; o Centro de Estudo de Pessoal e Forte Duque de Caxias; a Escola de Inteligência Militar do Exército; o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear; o Comando de Aviação do Exército; o 1º Batalhão de Operações Psicológicas; o Centro de Adestramento Leste; o Hospital Militar de Resende; o 6º Grupo de Mísseis e Foguetes; o 6º Batalhão de Inteligência Militar; o 1º Batalhão de Guerra Eletrônica; o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica; o Instituto Militar de Engenharia; o Hospital de Campanha; a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército; a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais; a Escola de Formação Complementar do Exército; a Escola de Saúde do Exército; a Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos; a Escola de Sargentos de Logística; a Escola de Instrução Especializada; a Escola de Sargentos das Armas; o Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército; e o Centro de Instrução de Artilharia, Mísseis e Foguetes.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

14 COMMENTS

  1. E não é que o Exército tem ótimos fotógrafos! As fotos, 3, 5, 8 e principalmente a 6 estão muito bonitas!!!
    Pena que o CCOMSEx não os citem nominalmente.

  2. Olá senhores! Treinar e preparar! O melhor investimento na Força é justamente no combatente! Uma pergunta as mestres: Estou vendo foto de um Jaguar com FLIR e outro sem. Pergunto, acho que já li que todos os H-225 do EB serão equipados com o FLIR isso procede?

    • Positivo, mas uns vieram sem equipagem completa e será instalada em uma segunda fase. Os do EB é todos padronizados. O que me preocupa é aquele problema da transmissão que não se falou mais.

      • Mestre Colombelli saudações! Não tenho visto mais noticias acerca do problema de transmissão do H-225, acredito que os procedimentos padronizados pelo fabricante mitigaram em parte esse temor! Um relato que vi do 3/8 da FAB diz que a disponibilidade está ótima! Inclusive o 3/8 tem feito operações embarcadas (alto mar) com a marinha! Fico impressionado com o preconceito com essa aeronave, fabricada e configurada aqui! Bem como sou entusiasta mas leigo respeito as opiniões! Eu tenho muita esperança que o FLIR se torne padrão em todos H-225 militares exceto o VIP!

          • Mestre Mikhail Bakunin saudações! Também morreram muitos no Blackhawk em virtude da sub motorização quando usado no binômio clima quente e (ou) altitude, tanto que o mesmo foi retrofitado com turbinas mais potentes! Respeito sua opinião mas reafirmo que os H-225 são fabricados aqui e principalmente configurados aqui no Brasil! Como estudante de engenharia sei do grande valor da massa critica de inteligência, algo que realmente é estratégico para o País! Somente para exemplificar será que conseguiríamos integrar qualquer FLIR de prateleira nos nossos UH-60 sem ter que envia-los para os EUA? Aproveito para perguntar aos mestres onde é feito as manutenções de terceiro nível da frota de UH / SH 60 aqui no Brasil?

        • Amigo, eu como contribuinte me sinto no direito de ter todo o preconceito possível com um equipamento que me custou 50 milhões de dólares a unidade e ainda assim apresenta problemas.

  3. Ver o EB ainda usando obuseiro da 2º guerra da agonia, fora isso ótimas fotos e ótimo exercício, tropas profissionais sem dúvida.

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