quarta-feira, outubro 20, 2021

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SOS Indústria

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

 

Se a crise do setor não for enfrentada já, perda da competitividade será irreversível

Por Rubens Barbosa*

Basta de diagnósticos. A crise no setor industrial exige ação imediata dos empresários e do governo para recuperar o tempo perdido e reverter a tendência de seu gradual enfraquecimento. Se essa questão não for enfrentada de imediato, a perda da competitividade da indústria se tornará irreversível.

Nos últimos seis anos, 36,6 mil fábricas fecharam as portas no Brasil, 17 por dia. A saída da Ford e da Mercedes põem em risco todo o setor automotivo. No ano passado, com a crise econômica nacional agravada pela covid-19, o setor registrou sua menor participação no produto interno bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 1946. O Brasil deixou de figurar como uma das dez maiores economias globais.

O processo de desindustrialização precoce está avançando pela ausência de políticas públicas voltadas para seu fortalecimento. A situação está tão grave que há até quem defenda a ideia de que o governo deixe de apoiar o setor industrial e se foque nas atuais vantagens comparativas do agronegócio e da mineração. Com mais de 200 milhões de habitantes e mais de 14 milhões de desempregados, o campo não tem como oferecer as oportunidades de emprego e renda que a indústria propicia.

A reindustrialização e a modernização industrial deveriam ser prioridades nacionais, aceleradas pela implementação da atual agenda de reformas horizontais (mudança estrutural) e pelo aumento da produtividade, complementadas com uma verdadeira política industrial que induza negócios estratégicos de alto impacto econômico e social, visando à geração de empregos e renda.

Nesse sentido, caberia fortalecer mecanismos de apoio à indústria como financiamento, compras governamentais e estímulos à produção e exportação de bens de média e alta tecnologia; definir como áreas prioritárias as indústrias de alto conteúdo tecnológico e inovadoras; identificar nichos de mercado para a nacionalização de produtos essenciais estratégicos na área da saúde e outros (em quatro décadas, o Brasil reduziu de 55% para 5% sua capacidade de produção de insumos farmacêuticos); identificação de áreas para criar cadeias de valor agregado na América do Sul a partir de interesses da indústria nacional; apoio com políticas públicas à internacionalização da empresa nacional.

A agenda de competitividade poderia ser levada adiante mediante ação política junto ao Executivo e ao Legislativo para aprovação da reforma tributária, o fator mais importante para aumentar a competitividade da economia e das empresas nacionais.

Outras políticas incluiriam a isonomia de tratamento entre produtos importados e nacionais; aprovação da reforma do Estado, com a desburocratização e simplificação de regras e regulamentos a fim de facilitar os negócios (portal único e OEA); fortalecimento de uma política de incentivos à inovação com estímulos a P&D para a iniciativa privada (universidades e centros de pesquisa) e os órgãos governamentais existentes em áreas estratégicas (mas não limitadas), como indústria 4.0, inteligência artificial e biotecnologia; incentivos à formação e capacitação de profissionais e dirigentes empresariais com a concessão de bolsas de estudo e estágios, no País e no exterior; licitação da tecnologia 5G ou autorização de redes particulares para acelerar o processo de modernização da indústria (4.0–inteligência artificial, automação avançada); alinhamento de políticas internas, principalmente a ambiental, com a política de comércio exterior para evitar medidas restritivas contra produtos brasileiros; medir os impactos sociais após a revisão completa dos tributos e outros projetos estratégicos no nível federal (sustentabilidade).

Com a pandemia surgiu a política de “autonomia estratégica”, que busca substituir importação em áreas limitadas e específicas, como saúde e alimentação, que interessam à segurança nacional. Nessas áreas, a vulnerabilidade dos países pela ausência de produção interna teria de ser superada. A autonomia estratégica, combinada com os avanços do 5G e da inteligência artificial, poderia ser nova referência para a definição de políticas para dar início a um ciclo de reindustrialização que ajudará a impulsionar o crescimento econômico e o emprego.

O Brasil tem ainda o maior parque industrial no Hemisfério Sul. Nos últimos 40 anos a participação relativa da indústria no PIB nacional vem caindo, passou de cerca de 26% no final dos anos 80 para pouco acima de 11% no ano passado.

Executivo e Legislativo estão devendo a aprovação das reformas em 2021. A questão, contudo, é de médio e longo prazos. Por isso, ao lado da política externa, do meio ambiente, da defesa nacional, a reindustrialização deveria necessariamente ser incluída no debate da eleição presidencial. A recuperação do setor industrial deveria ser uma das bandeiras do novo governo a partir de 2023.

O importante é olhar para a frente e defender políticas e medidas que possam, na década de 2020-2030, criar condições para a reindustrialização do País. E necessária uma visão estratégica de médio prazo. Para isso será necessário que a indústria se ajuste às transformações por que passa o mundo, se concentre em inovação e novas tecnologias e, sobretudo, não fique esperando as benesses do governo.

*PRESIDENTE DO IRICE

FONTE: O Estado de S. Paulo

NOTA DO FORTE: O gráfico abaixo mostra a participação da indústria brasileira em relação ao PIB, de 1947 a 2017.

Crise na indústria brasileira
Crise na indústria brasileira

 

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Marcos10
Marcos10
8 meses atrás

Somos o único país do Mundo que jogou fora seu parque industrial bélico, setor que agrega desenvolvimento tecnológico, empregos com boa remuneração, capacidade de exportação e que promove independência militar, tudo em nome do social, entendendo-se ai manter altos salários de uma casta parasitaria. No caso dos automóveis, além dos altos impostos que incidem na venda, que podem variar de 47% até 70% dependendo da fonte, não podemos esquecer que o ipva podem variar de 3,5% até 4% anualmente. Assim, ao longo de dez anos, só de ipva você terá desembolsado de 35% até 40% do valor do veículo. A… Read more »

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Marcos10
8 meses atrás

Sinto muito meus caros, mas de um país que acaba de entregar até o seu próprio banco central já não espero mais nada. E depois me dizem que o “governo” do Brasil é nacionalista.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Joao Moita Jr
8 meses atrás

A vaca ja foi pro brejo faz tempo !!!!!
So estao acabando de limpar a raspa do tacho do que sobrou !!!!
Primeiro foi o banco central,agora vao privatizar tudo a preço de banana !!!!

nonato
nonato
Reply to  Marcelo
8 meses atrás

Nos Estados Unidos, como é o Banco Central?
🤔

Luiz
Reply to  nonato
8 meses atrás

Independente

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Marcelo
8 meses atrás

E ontem,a Audi anunciou que também encerrará a produção no Brasil.

nonato
nonato
Reply to  Joao Moita Jr
8 meses atrás

Nos Estados Unidos, qual a situação do Banco Central?
🤔

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Joao Moita Jr
8 meses atrás

Vc não pode comparar a situação dos EUA com o Brasil.
Lá temos uma economia madura, estruturada que cresce em média 2%, 2,5% ao ano.
Aqui temos uma economia fraca que necessita constantemente de políticas governamentais.
Agora, vc tirar a prerrogativa do Governo de estimular a economia, em vista de interesses de mercado é a certeza de que o Pais vai patinar eternamente.
Imagine um Diretor do BC bloquear uma política expansionista porque os representantes do mercado estão preocupados com seus ganhos.
Porque, certamente, o BC vai parar nas mãos desse pessoal.

Teropode
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Uaii, vc disse que eles estão falindo , que o Biden tem um abacaxi indescascavel 🤔

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Teropode
8 meses atrás

Sabe aquele paciente que está em estado grave, mas estável e vai acabar morrendo?
É isso.

Teropode
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Sei que vc só dá barrigada , precisa se tratar .

Nico 88
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Ele não vai parar. Já é. A entrega do banco central só formalizou isso.

Bruno
Bruno
Reply to  Nico 88
8 meses atrás

O editor poderia bloqueá-lo (Antônio Kings) pelo menos por um prazo aí sim se um dia ele voltasse tenho certeza que teria aprendido a lição. Mas as vezes eu penso que ele é o próprio editor.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Joao Moita Jr
8 meses atrás

Desculpa amigo, mas uma coisa não tem nada a ver com outra… A desindustrialização é oriundo de outros problemas, num acumulo de gestões desastrosas…

Teropode
Reply to  Joao Moita Jr
8 meses atrás

Besteira pura kkkkkkkkkkkk , mas rendeu likes dos canhotos que amam uma teta .

José
José
Reply to  Marcos10
8 meses atrás

Governos anteriores. O atual não criou nenhum imposto e está desburocratizando.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  José
8 meses atrás

Não criou imposto, diminuiu alguns e aumentou outros para compensar. Em resumo, continuamos na mesma.

nonato
nonato
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
8 meses atrás

Tudo que a matéria sugere como solução é o que o governo federal está fazendo.
A desindustrialização não é só no Brasil e, em parte, culpa da China, defendida por alguns militantes aqui.
Trump, nos Estados Unidos, começou a reverter isso.
Pelo menos em parte.

Wagner
Wagner
Reply to  José
8 meses atrás

Desburocratizando? Oi?

RENAN
RENAN
Reply to  Marcos10
8 meses atrás

Alguém sabe o que foi no período militar? O que gerou tamanho crescimento do parque industrial? Por favor repita a receita. Minha opinião precisamos de investimento nacional pesado na indústria. Precisamos de políticos comprometido com o setor industrial para fomentar leis e incentivos para este setor, assim como existe uma bancada ruralista, tem que existir uma bancada industrial. Nossa nação necessita de uma marinha de guerra. Então porque não desenvolver um setor industrial competente para produzir ao longo de 20 anos nossa marinha? Isso levaria ao desenvolvimento de tecnologia industrial e fortaleceria a nossa defesa. Para construir uma esquadra de… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  RENAN
8 meses atrás

“Alguém sabe o que foi no período militar? O que gerou tamanho crescimento do parque industrial? Por favor repita a receita. Minha opinião precisamos de investimento nacional pesado na indústria”. Está pedindo uma política industrial à lá Presidenta e nem percebeu. Amigo… Os governos militares quebraram o país. Sabe inflação de 70%-80% ao mês? Eu vivi isso. Tudo consequencia das escolhas catastróficas que se fizeram nos anos 70.  Esquece a formuleta de 50-60 anos atrás. A indústria hoje é outra! Essa era a época da indústria 2.0. Já passamos da 3.0 e indo pra 4.0. Ademais o mercado (global) mudou… Read more »

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Meu caro, realmente o governo militar deixou uma inflação absurda, mas também deixou infraestrutura importante e necessária até hoje! Após o governo militar, que grande obra foi realizada e completada? A transposição não vale, porque ainda não terminaram, porto em cuba, metros e aeroportos nos países aqui do continente também não….Se não fossem estas obras realizadas pelos governos militares, o que seria do país hoje? provavelmente, teríamos apagões graves de energia….

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Saldanha da Gama
8 meses atrás

Ainda pensando dentro da caixa… Continuam com esse vício que o Estado tem que realizar “grandes obras”. Mentalidade anos 70. Concede e autoriza ao setor privado, que já têm condição de fazer! Não estamos mais nos anos 40 e 50, que não havia capital, engenheiros, etc. O Estado não tem mais como bancar tudo que é investimento de A a Z que o país precisa. Esquece! O Estado já custa 40% do PIB e 95% disso é de gasto obrigatório. A moleza acabou! E não… a herança maldita da hiperinflação dos anos 80 não é algo minimizável. Foi uma época… Read more »

Cristiano GR
Cristiano GR
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Para quem era empresário e soube trabalhar foi a melhor época. Fazia-se grandes estoques e vendia tudo atualizando o preço conforme a inflação.

Nico 88
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Itaipu à época custou 20 bilhões de dólares. Qual empresa privada hoje tem coragem de investir isso sem financiamento do Estado ou garantia deste? Esse fanatismo ideológico deturpam as análises baseadas no mundo real. No mundo da teoria é lindo ideologia. Agora quando o país cresce 10% ao ano e tem que ser colocado 14.000 MW/ H de energia a conversa mole de liberal cai por terra.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Nico 88
8 meses atrás

Por que não pode ser em parceria para diminuição dos riscos? Belo Monte não foi assim? Tem de ser tudo num âmbito binário? Ou é privado ou é o Estado… Aí o “fanático” sou eu.
Mas beleza… Vou ali dar uma cochilada bem ideológica e você me acorda quando Angra 3 estiver concluída e operando.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Saldanha da Gama
8 meses atrás

Prezado Saldanha.

O que o Governo militar fez nas décadas de 60 e 70 foi o que devia ser feito e todos os países do Mundo fizeram o mesmo.
Só que esse momento passou e os nossos governantes à época não fizeram da maneira correta, pois deixaram uma dívida impagável.
SDS tricolores.
Rumo à liberta!

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Eu dei 4 sugestões para desenvolver a indústria nacional
Qual sua opinião sobre elas?
Qual a sua sugestão ? por favor

Agnelo
Agnelo
Reply to  RENAN
8 meses atrás

Pergunta pra quem tenta montar empresa no Brasil….
Impostos e impostos e sindicato e direitos demais engessados….
Q venha a reforma tributária.
Pelo menos a farra dos sindicatos levou uma barrada….
Sds

100nick-Elã
100nick-Elã
Reply to  Agnelo
8 meses atrás

Quer dizer que você é a favor de cortar direitos dos trabalhadores? que tal começar pelos seus, para dar o exemplo? bora iniciar uma campanha para cortar direitos trabalhistas de membros das FFAA, da ativa ou reserva? para diminuir o tal “custo Brasil”? que tal? aliás, pessoas como vc deveriam ser pagas pelo governo dos EUA, não pelos meus impostos. Ah, esqueci que vc defende os EUA de graça e nem liga para os interesses do Brasil, que paga o seu salário.Ok. Aliás, você não disse que os EUA são invencíveis em guerra de alta intensidade, porque então precisa ficar… Read more »

André
André
Reply to  RENAN
8 meses atrás

Isso…. “repita a receita”. Depois da uma olhadinha na dívida contraída para o milagre brasileiro (década de 70). Gostamos de dar nomes para as décadas: década de 80 é a década perdida, e década de 90, é a mais perdida ainda. Adivinha por que? Processo de industrialização acelerado baseado na contratação de empréstimos e tendo como base a indústria automobilística.
P.s: pergunta: confere as notícias a respeito da compra de bacalhau (lombo, a parte mais cara) e outros quitutes pelas forças armadas?

MMerlin
MMerlin
8 meses atrás

Esta bola vem sendo cantada a tempos aqui nos comentários mas a grande maioria acredita que é pregar a favor do desemprego. Trabalho com automatização de processos, não apenas mais para Indústrias mas também para Empresas. Entendam, lá foram, os Governos investem na área de infraestrutura, transporte e redução de impostos na fonte. Também lá, as empresas investem em aumento de qualidade, automatização e redução de custos. Tudo para que o produto final seja mais competitível no mercado. Nem estou levando em consideração ainda a questão sustentabilidade voltada tanto para a qualidade de vida e trabalho dos colaboradores quanto para… Read more »

Last edited 8 meses atrás by MMerlin
Tomcat4,2
Reply to  MMerlin
8 meses atrás

Excelentes colocações, e as do Marcos10 tbm. O problema do Brasil são os brasileiros, se políticos, corrompem e são corrompidos de modo a atrasar o país por seus projetos “pessoais e gananciosos” de poder, se ,muitas vezes, do setor público, fazem beicinho por tudo e trabalham(claro que há exceções) porcamente e sem pressa alguma ou compromisso com o que quer que seja e o povo adora ser tratado a pão e circo(pois se não o fosse não aceitaria metade dos absurdos que aceita), sendo levado como gado político ou midiático simplesmente por ter preguiça de buscar informações fidedignas sobre quaisquer… Read more »

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  MMerlin
8 meses atrás

A Infra Estrutura está sendo melhorada, já conseguimos nos igualar ao agro dos EUA só com umas estradas pavimentadas, quando tivermos as estradas de ferro em 2026 todas completas, seremos mais competitivos, mesmo que seja soja ou produto industrial para ser exportado, quanto ao trabalho temos que desonerar a folha de pagamento, além de facilitar demissão, de resto o que você disse também é oq penso.

André Luiz
André Luiz
Reply to  Carlos Campos
8 meses atrás

melhorada onde? ainda somos extremamente dependentes do transporte rodoviário, nossos portos precisam de atualização urgente, nossos sistema elétrico ainda é muito dependente das hidrelétricas. isso sem falar sobre como as estradas não possuem qualidade e a burocracia e nada mudou.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  André Luiz
8 meses atrás

As hidroeletricas deveriam ser vantagem. E o sistema mais barato más no Brasil, pagamos a conta das mais caras.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
8 meses atrás

Caro CAC,

As hidroelétricas são importantíssimas, mas não atendem mais às demandas de energia atuais. Precisamos de mais. A matriz vai mudar e o processo já está em andamento.
Térmicas à gás devem ser as mais demandadas, mas precisa-se buscar fornecedores baratos. E te dizer, que a melhor opção hoje, disparado, é a… Argentina!

Abs.

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

O Brasil não usa o gás que descobriu, devido a um contrato com multas bem gordinha para o fornecedor atual. É necessário esperar este contrato acabar

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  RENAN
8 meses atrás

Não.  O Brasil não usa o gás que descobriu, primeiro porque tem uma legislação arcaica que gera insegurança jurídica para investimentos. Está se mudando agora, melhorando, mas ainda alguns dizem que será muito tímido e que daqui a pouco vai ter de aprovar nova regulação para suprir insuficiências desta nova. Segundo… Questão de lucratividade faz com que seja melhor reinjetar o gás para melhor produção de óleo, pois hoje o petróleo do pré-sal é muito mais lucrativo do que gás natural à Petrobras. E lucratividade é primordial à empresa porque está endividada pra garai. Terceiro (e principal). Custo. Na melhor… Read more »

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

A energia é cara pois hj há indicação política para trabalhar nas hidrelétricas.
O custo Brasil é alto

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  RENAN
8 meses atrás

Oi??? De onde vocês tiram essas “teorias”. Por favor, não me conte, somente foi pergunta retórica. O custo da energia de hidrelétricas no Brasil é barato. As usinas já foram pagas, modernizadas, automatizadas e quando tem água suficiente até o insumo é gratuiuto. A questão é que o Brasil necessitará em 2025 cerca de 50% mais energia do que em 2015, e crescendo… E a fase de se crescer uma matriz sobre essa fonte em território brasileiro se esgotou. Não dá mais pra crescer por ali. Tem de se diversificar as fontes: eólica, solar, gás natural, biomassa e até nuclear.… Read more »

Tomcat4,2
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

A matriz energética que se tem, muito timidamente, começado a usar no Brasil e que temos tudo(uma costa de milhares de km) pra usar a vontade e com ganhos absurdos, é a eólica, até fabricamos as pás e tal e exportamos. Temos que investir muito nisso.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Tomcat4,2
8 meses atrás

A eólica é uma fonte muito importante, com muito potencial ainda de crescimento e, de fato, já vem crescendo aqui a taxas chinesas. Já é cerca de 10% na matriz elétrica. Mas… Ela tem um probleminha que não é um detalhe: sazonalidade.

A fonte é muito produtiva em alguns meses do ano, uns 4, 5, 6 meses. Os outros 6 meses é de produção muito baixa. Na solar ocorre o mesmo, bem como em menor grau na hídrica.
Daí é necessário que haja fontes que não tenham essa sazonalidade, como as térmicas a gás e nuclear.

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Uma das formas de se reduzir o aumento do consumo é a exigência de casa nova ter que ter boiler para aquecimento de água através de placa solar.
E que tenha um determinado número de placas de energia solar a cada metro quadrado.
Quanto a demanda faz um reator padrão capaz de ser levado de carretas para pequenas cidades e permeia centenas de reatores nuclear pelas cidades deste Brasil. Deixando os linhões abastecendo os grandes centro e cidades urbanizado.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  André Luiz
8 meses atrás

se você usa internet para outras coisas e esquece de se informar, problema seu

RENAN
RENAN
Reply to  Carlos Campos
8 meses atrás

Discordo de tudo que você disse

Teropode
Reply to  Carlos Campos
8 meses atrás

Todos obras estruturais feitas são para favorecer o setor agropecuário.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  MMerlin
8 meses atrás

Concordo com tudo, Sr. Merlin. Se me permite um adendo… O Estado pode (e deve) ajudar a indústria, mas longe da forma como vem fazendo hoje, que muito mais atrapalha do que ajuda. Tem de sair do “modo intervencionista” e o “modo mãezona” para o “modo fomentador”. E nós temos contra-exemplos de como o Estado fomentador pode ser importante. O Agro hoje é moderno com ajuda do Estado. A EMBRAPA e as universidades rurais foram muito importantes no desenvolvimento tecnológico do setor, que levou à grande produtividade porteira à dentro. Porteira afora é extremamente OMISSO, principalmente na infra-estrutura. A Embraer… Read more »

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Você sabe porque a Embrapa existe? Ela só dá prejuízo financeiro ao governo, mas porque não foi privatizada? Simplesmente existe a bancada ruralista, umas das mais fortes na política. Está bancada sustenta políticas fortes para incentivar o setor. Umas das políticas recentes diminuiu a fiscalização de trabalho escravo. Eles mandam no Brasil E por este motivo o agro é tão forte. Nós não temos uma bancada industrial, formada por donos de grandes empresas, por este motivo não há políticas públicas de incentivo a indústria nacional. E nem um órgão forte voltado a P&D industrial. Olha não que eu ache o… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  RENAN
8 meses atrás

Não tem bancada industrial… Çei. Afinal, a FIESP é o quê?! Só um patinho inflável amarelo?! Quando Dilmão anunciava seus pacotes de “bondades” do BNDES, das leis de conteúdo nacional (intervenção direta), dos incentivos fiscais, das barreiras tarifárias… Esse povo estava ali do lado batendo palmas. Quando a moleza acabou o lema passou a ser “nós não vamos pagar o pato”. Se não é o Agro, esse país estaria pior que a Argentina e vivendo as mesmas crises de dívida externa de 40 anos atrás. Pois é esse setor, e praticamente só ele, que traz divisas que bancam nosso balanço… Read more »

RENAN
RENAN
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

A FIESP é uma federação das indústrias não é uma bancada política eleita.

João Adaime
João Adaime
8 meses atrás

Que é necessário colocar o sino no gato, todo mundo sabe. O problema é quem vai colocar? Quando do anúncio da saída da Ford, o presidente da Anfavea, no Canal Livre da Band, disse que no preço de um carro incidem mais de 200 (duzentas) taxas. Fora os impostos. E isto deve ser a realidade em todos os setores, um pouco mais, um pouco menos. Temos dois problemas principais. A corrupção e o custo da máquina pública. Ambos são um sumidouro dos impostos arrecadados. Quanto mais se arrecada, mais eles consomem. Mesmo concordando com o que escreveu o autor do… Read more »

Pedro
Pedro
Reply to  João Adaime
8 meses atrás

Pois é, esses 200 impostos incidem a anos, pq apenas agora abrir a boca? Pq quando os governos la atras colocaram isso, ficaram quietos e coniventes? Ahh, eles mamavam junto e agora acabou a teta, viram o tamanho mal que esse imposto abusivo faz?

J4S0N7
J4S0N7
Reply to  Pedro
8 meses atrás

Exatamente.!! O estadão ficou calado durante todo o reinado do PT e só agora, resolveu tocar no assunto, curioso né.?!?

João Adaime
João Adaime
Reply to  Pedro
8 meses atrás

Caro Pedro
Não são impostos, são taxas. Um exemplo de taxa: Sempre que você faz alguma coisa no cartório, você paga um percentual para um fundo judiciário. Imposto vai pro caixa do governo. Taxa tem uma destinação exclusiva.
A Anfavea nunca se calou. Ela sempre reclamou junto ao ministro da Economia (antiga Fazenda) mas sempre ouvia a desculpa de sempre, que não dava pra tirar e coisa e tal. Como que o STF poderia comprar lagosta e vinhos finos premiados sem o fundo judiciário?
Abraço

Carlos Gallani
Carlos Gallani
Reply to  Pedro
8 meses atrás

A globalização não aceita desaforo, cada dia a competitividade aperta mais, um dia as fabricantes brigavam dentro do país, depois veio o Mercosul e o México, agora a briga é com a China….

Antoniokings
Antoniokings
8 meses atrás

Como disse o Presidente da CNI: ‘O Brasil está virando a roça do Mundo’.
Sem dúvidas que o agronegócio e a mineração não podem prover os empregos em quantidade e qualidade que um País de mais de 200 milhões de habitantes precisa.

Bosco
Bosco
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Não te entendo Toinho. A cada notícia sobre a China você nos abastece com números fabulosos vindo de lá e faz pouco caso da agroindústria brasileira. Ora! Se você acha maravilhoso todo o parque industrial do mundo ter ido parar lá na China e acha fantástico ela ser a potência hegemônica dentro de no máximo 10 anos, tá reclamando de que do Brasil virar a roça do mundo?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Bosco
8 meses atrás

Vc está tirando conclusões, erradas como sempre.
Não só do que eu escrevo, mas de muitos assuntos aqui tratados.
Tire seus antolhos ideológicos e veja a realidade do que está ocorrendo no Mundo.
Quem disse que eu estou torcendo para todo o parque industrial do Mundo ir para a China?
Se está indo é por conta da políticas bem sucedidas de Pequim.
E a China está de parabéns por isso.
Agora, se o Brasil está seguindo o caminho atual, é porque está indo para a roça.
Literalmente.

Bosco
Bosco
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

“antolhos ideológicos ”
Uau! Vindo de vc esse tapa na cara mais parece um beijinho de boa tarde. Rssss
E sim! O Brasil litetalmente tá indo pra roça agora! Antes, tava indo pro esgoto porque na privada já tava.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Bosco
8 meses atrás

Bosco ,
Eu vejo no Agronegócio e na Mineração uma oportunidade impar para alavancar uma indústria brasileira pujante. Uma industrialização rápida e com teor de nacionalização de componentes surpreendente para níveis mundiais.

Pedro
Pedro
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Exato! A industria de alimentos é super dinamica e temos muitas oportunidades. Nao a toa, dificilmente vc ve empresas desse ramo saindo do Brasil. Se nao avancamos mais, é devido a eterna burocracia, impostos e uma legislaçao maluca que juntamente a um judiciario militante, é uma senhora ancora a esses negocios. Vejam o crescimento do interior de SP, Oeste e Norte do PR, MT, MS e GO e vejam a transformaçao que a agricultura e a industria de alimentos vem fazendo.

Marcos10
Marcos10
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Agricultura e mineração são importantes, mas não há nada no Mundo que gere tanto emprego como indústria e serviços, os quais o Brasil não consegue gerar. Impostos concentrados no consumo ao invés da renda; financiamento, seja para consumo ou capital de giro, caros; incapacidade de fornecer mão de obra qualificada; baixa produtividade; sem contar que se trabalha pouco. Quarenta horas o brasileiro está se atirando no chão. Não, não estou pedindo as mais de sessenta horas semanais que o trabalhador sul coreano faz, ou fazia, pois agora são 53 horas.

Tomcat4,2
Reply to  Marcos10
8 meses atrás

Marcos10, lembrar que inevitavelmente a industria 4.0 ,a era da informática, robótica e automatização já tende desde o início a acabar com milhões de empregos no mundo todo.

Pedro
Pedro
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Politicas Bem Sucedidas: Escravizar o proprio povo, restringir a liberdade do mesmo, depreciar sua moeda e nao criar uma poupança para a aposentadoria desses trabalhadores!
Olha, se nao fosse um país diria que esse quadro é de uma nuvem de gafanhotos!!

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Pedro
8 meses atrás

A Esquerda Ocidental é antônimo do Sucesso

joão Fernando
joão Fernando
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

A oriental então só acerta na mosca? Explica ai.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Pedro
8 meses atrás

concordo, só discordo da parte em que desvaloriza sua moeda, na VDD a China anos atrás sofreu para manter o Yuan estável e não se desvalorizar.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Pedro
8 meses atrás

Tema gente que acredita nas estatísticas e na máquina de propaganda do comunismo chinês.

EParro
EParro
Reply to  Tadeu Mendes
8 meses atrás

Pois é Tadeu Mendes, pois é!

100nick-Elã
100nick-Elã
Reply to  Tadeu Mendes
8 meses atrás

Tem gente que acredita nas estatísticas e na máquina de propaganda do capitalismo ianque. E por favor nisso, você mora nos EUA, não? então está vendo de perto, com seus próprios olhos, a qualidade de vida do cidadão norte-americano se deteriorar, não é? qual a quantidade de mendigos e esfomeados vc tem contato diariamente?

MFB
MFB
Reply to  Bosco
8 meses atrás

Pedir coerência ao tenho é pedir demais.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  MFB
8 meses atrás

Tem alguém comentando em nome do Tonho.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

roça do mundo aí já é demais, o Brasil com esse acumulo da agroindustria pode usar isso como softpower, e até aos poucos comprar o agro dos EUA, nosso principal rival.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

A pouco tempo atrás chegamos até ser a sexta maior economia do mundo superando os britânicos, isso só exportando “banana”. Exportando coisas que hoje tem pouco valor agregado para a economia. O Brasil não é e nunca foi um país de “terceiro mundo”, ele é mantido assim por uma política colonialista de dominação político-econômica que foi instaurada aqui, pela ação de agentes externos. Esta ideia de que somos uma nação pobre e miserável não passa de uma bravata criada por essa classe dirigente que nos governa, pra enganar a população deste país. Prestem atenção em como no nosso país qualquer… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Agressor's
8 meses atrás

Não duvido do que vc escreveu.

Gottffrid
Gottffrid
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Você está certo, Kings. A desindustrialização é um projeto, coisa de profissionais. Vi muita gente aplaudindo a Petrobras por comprar sondas em Shangai em vez de fortalecer nossa indústria naval. Vi diretor da FIESP dizer que o percentual de conteúdo nacional nas compras da indústria do petróleo estava muito elevado e precisava baixar. Recentemente o pesidente do IPEA declarou, abertamente, que nosso destino é voltar ao extrativismo, atolado no setor primário: “Em entrevista ao Valor Econômico, Carlos von Doellinger, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), defendeu a desindustrialização ao sustentar que atividades de manufatura, com exceção do beneficiamento… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Gottffrid
Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gottffrid
8 meses atrás

Prezado Gottffrid

Ou seja, comprar a sonda na China e pagar vendendo petróleo, onde somos eficientes.
É por aí.
É comum vc ler em sites de diversos tipos (como militares, de automóveis, tecnologia e etc.) defendendo que o Brasil deveria fazer como a Austrália, ou seja, se especializar no extrativismo (no que seria eficiente) e importar o resto.
Como se fosse possível fazer isso em um País com mais de 200 milhões de habitantes.
E essa ideia, acredite, se espalhou em parte da sociedade.
Creio que agora também seja tarde.
SDS

Oráculo
Oráculo
8 meses atrás

A conta é simples Impostos municipais + impostos estaduais + impostos federais + custo fixo alto + legislação trabalhista da década de 30 = falência da indústria Sai mais barato mandar fabricar na China, Índia, Paquistão, etc. e pagar o frete + imposto, do que fabricar no interior do Nordeste, que deveria ser nosso polo de fabricação a baixo custo, devido a miséria da região e a baixa qualificação técnica do povo local. Qualquer um enxerga o potencial disso para o futuro do pais. Seria a oportunidade de aumentar nossa base industrial, melhorar a vida das pessoas da região(70% depende… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Oráculo
8 meses atrás

Todos os países do Mundo têm impostos, custos trabalhistas altos e etc. E vários países industrializados, até mais altos que os nossos. O nosso problema é estrutural. Vem da falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento, em ensino básico, médio e universitário deficientes, de empresários incapazes (que muitas vezes apenas compram tecnologias de fora), de grupos empresariais que se apoderam do Estado para manipular apenas seus benefícios (vide FIESP), a péssima distribuição de renda que faz com que enormes parcelas da população não tenham acesso a melhores de condições de vida que permitam a criação de indústrias de bem mais… Read more »

NashArrow
NashArrow
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Tá brincando né? o setor manufatureiro no Brasil como eu todo é ineficiente e pouco produtivo. “de empresários incapazes (que muitas vezes apenas compram tecnologias de fora)”, essa foi boa, um dos empecilhos da baixa produtividade no Brasil é alta proteção que temos, que impede empresários de terem acesso as cadeias globais de produção e conhecimento (são impedidos de terem acesso a máquinas e equipamentos que estão na fronteira da tecnologia), resultado disso é a baixa produtividade.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Os pouquíssimos centros de pesquisas que temos aqui são estatais e muitos ligados a Universidades.
Qual empresa de capital nacional tem laboratório de pesquisa avançada?
A grande maioria de nossas grandes empresas são da área de comércio, agropecuária, bancos.
As 10 maiores do Brasil em 2020 foram: Petrobrás, BR Dist., Vale, Raízen Combustíveis, Ipiranga, Cargill Agrícola, ADM, Vivo, Atacadão e Braskem.
As poucas indústrias que aparecem ou são multinacionais (que têm laboratórios no exterior ou empresas de ‘baixa tecnologia’ como papel e celulose, siderurgia e etc.

NashArrow
NashArrow
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Caro AntonioKings, eu não entendi a resposta ao meu comentário. Caso não tenha ficado claro, eu quis afirmar que, ao impor altas tarifas de importação, o Brasil impede que os empresários tenham acesso à máquinas e equipamentos mais sofisticados tecnologicamente, e isso os leva a serem menos eficientes e competitivos. Um dos problemas que eu vejo na maioria dos comentários dos frequentadores da trilogia, é achar que enriquecimento requer industrialização (infelizmente um pensamento enraizado no público leigo em economia no Brasil), neste eu caso eu fiz um comentário explicando de forma simples o motivo de isso não ser verdade, creio… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Prezado NashArrow

A questão não é apenas o imposto mais caro para máquinas e equipamentos que impede a industrialização do Brasil.
Pode até prejudicar, mas não impedir.
Existem outros fatores como escala de produção, produtividade, ambiente de negócios, qualidade da mão de obra e por aí vai.
Por exemplo, a Ford. Ela tem fábricas na China, no México e etc que produzem mais e mais que o Brasil. O que a impede de fechar a fábrica aqui e importar de lá.
Nada. Tanto é que fizeram isso. O dono é o mesmo e não é brasileiro.

NashArrow
NashArrow
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Caro Antonio, acho que há um desconhecimento seu em alguns pontos, vamos por partes. Ao impor altas tarifas de importação, o Brasil impede sim a compra de máquinas e equipamentos, talvez o caso mais notório seja a lei de informática, que na tentativa de proteger e criar toda uma indústria (a de hardware), acabou “desprotegendo” outros setores que tiveram que usar equipamentos nacionais inferiores, levando à baixa produtividade (há um comentário economista José Scheinkman em que ele visita o IMPA, e os pesquisadores do IMPA usavam o mesmo computador que o filho dele usava para aprender a programar, detalhe o… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Vivo é uma marca da Telefônica. Espanhola. Atacadão pertence ao Carrefour. Francês. O setor de telefonia foi privatizado. A justificativa foi substituir o modelo de estatais regionais (cada estado tinha a sua operadora) por investimentos privados estrangeiros. Criaram as bandas A,B,C,D,E…venderam vento e? Concentração de player’s todos estrangeiros (3), desinvestimentos, sucateamento das plantas, altíssima dependência tecnológica, remessa de royalties ao exterior. Agora decidiremos entre o 5G chinês, americano ou europeu. Os franceses cresceram no varejo comprando Pão de Açúcar e suas marcas Assai e Extra, Ponto Frio e Casas Bahia. A holding chamada Via Varejo tenta se desfazer de Ponto… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Esteves
8 meses atrás

Isso é verdade.
Agora o que de fato ocorreu?
Uma desnacionalização incentivada pelo Estado ou a falta de capacidade de investimento do empresariado nacional?

Esteves
Esteves
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Distanciamento tecnológico. Você não consegue sobreviver muito tempo vendendo tudo que tem. O estado perdeu a capacidade de investimento porque as tecnologias chegam rapidamente cada vez mais caras. O preço da obsolescência aperta. O investimento em P&D vira despesa, o valor necessário para absorver conhecimento…na estratosfera. Entram em cena TOT e royalties. A rede de telefonia no país foi construída para o 2G. Voz e texto. 2G com infraestrutura da Ericsson e da Motorola. À partir do 3G, voz, texto e imagens , não houve investimento. As operadoras fizeram a sobreposição com a internet sem investir na planta. Quando vereadores… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

O setor automobilístico é um setor ultrapassado.

Apesar das fusões havidas nas últimas décadas e da tentativa da Ford se unir à Volkswagen (mais de uma vez) simplesmente não há lugar para tantas marcas e não há mercado para negócios locais com custos altos.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Esteves
8 meses atrás

Um novo sopro será dado com a indústria de veículos de nova energia.
Biden sacou a jogada e vai tentar impulsionar o atraso industrial americano no setor que está sendo monopolizado na Europa e China.
Hoje mesmo o Governo americano anunciou incentivos aos compradores desses veículos.
E o tapado do Trump queria incentivar a indústria do petróleo que está em vias de substituição acelerada.

Esteves
Esteves
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Isso atende as necessidades da indústria. Um carro elétrico tem 1/3 do custo de montagem e 1/4 das peças de um motor a combustão.

A indústria do petróleo tem a petroquímica. Mas…até esse setor sempre dependente de subsídios governamentais (Merkel disse que basta de enfiar dinheiro na indústria química alemã).

A indústria do petróleo tem suas patentes. E pelas próximas décadas, grandes máquinas como navios, foguetes e aviões ainda serão movidos por combustão.

NashArrow
NashArrow
Reply to  Esteves
8 meses atrás

Não é que seja ultrapassado, é que o Brasil não é PRODUTIVO em fazer automóveis, mas mesmo assim desde a década de 1950 nós decidimos que queríamos ter uma indústria de automóveis. O que os nossos gestores fizeram então? eles protegeram e subsidiaram empresas que pudessem trazer fábricas para o Brasil e estamos aí com uma indústria “”””nascente””” de mais de 70 anos. Deixando claro, as montadoras não vieram para o Brasil porque elas vislumbravam ganhar produtividade e competitividade, e sim por uma garantia de lucro via subsídio e baixa concorrência com o mercado internacional devido as altas tarifas de… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Ultrapassado e obsoleto.

A indústria está tentando alugar diretamente os veículos e, fazer planos de assinatura anual. Porque a rede de concessionárias e de frotistas não aguenta mais receber pressão nos estoques.

As montadoras estão abrindo mercados diretos. Isso vai matar as concessionárias.

Carro como inventário e despesa…agindo para satisfazer os desejos e não as vontades…obsoletos.

Esteves
Esteves
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Bem… Negocios são atraídos pelo lucro. Lucro, apurado no se devido tempo, pode ser medido de várias formas. Antes e depois de impostos. Vindo de margens positivas. Como resultado da geração de caixa. Consequência de custos baixos. Poucos concorrentes. Montadoras chegaram ao Brasil praticando preços acartelados. Ainda hoje. Uma sobe, todas sobem. Isso foi um dos motivos para liquidar o caixa das operadoras de telefonia no mundo. Quando começaram a pagar comissões…todas competiram pelos mesmos clientes. Sem dinheiro novo. Mas subir preços todos ao mesmo tempo é uma censura à competição. Os medíocres ficam soberanos. O que importa é a… Read more »

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Xings isso que você falou é vdd, mas o que Oraculo comentou é o que trava o país mesmo! Se fizéssemos aqui o que Deng Xiaoping fez na China, vc ia ser um dos primeiros a reclamar, o Paulo Guedes e o Bonoro são dois comunistas malvados perto do Liberal Deng.

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
Reply to  Oráculo
8 meses atrás

Some a isso a logística precária, altamente dependente de rodovias, baixa oferta de energia, que encarece o custo da mesma, tudo isso impacta na competitividade.

Acacor
Acacor
Reply to  Oráculo
8 meses atrás

A retórica contra a legislação trabalhista é cortina de fumaça. Países de primeira linha como Alemanha, Suécia, UK e França tem um custo de folha de pagamento bem maior que o Brasil. A própria China já possui um custo de mão de obra semelhante ao brasil e isso não impede ser um país industrializado. Tem que parar de repetir a ladainha que a turma do sistema financeiro patrocina, porque o objetivo é criar um bode expiatório pra “crise”.

NashArrow
NashArrow
8 meses atrás

Isso apenas reflete a nossa baixa produtividade (e ainda querem que tenhamos mais indústrias rs). Infelizmente esse é um dos sensos mais comuns sobre economia que está enraizada na mentalidade do público leigo em economia, de que enriquecimento requer industrialização. Simplesmente nenhum modelo bem estabelecido na teoria do crescimento econômico faz referência à industrialização como um dos propulsores do desenvolvimento. A começar pelo modelo de Solow que tem como variáveis a taxa de poupança, taxa de natalidade, taxa de depreciação do capital e a taxa de inovação tecnológica, mas nenhuma palavra sobre industrialização. Atualmente um dos modelos mais bem estabelecidos,… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Vamos lá… Uma coisa é a economia pura. Não vou argumentar isso, pois dá para ver que você estudou o suficiente para ter opinião própria. Mas… o fórum aqui é de Defesa. E aí… Temos de tratar a economia (e a indústria incluída) não como um fim em si, mas como um dos instrumentos de soberania nacional. E essa questão é multidisciplinar. Exige abordar RI, ciências militares, geopolítica, etc. Aí, meu caro, o buraco é bem mais embaixo. No mundo tem APENAS 5 Mega-Países: EUA, China, Russia, India e… Brasil. Dentro da minha visão Realista, o Brasil, por não estar,… Read more »

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Muito bom argumento. Mas na minha visão estratégica, o Brasil precisa urgentemente de capacidades de dissuação nuclear.

Pedro Bó
Pedro Bó
8 meses atrás

O Brasil falhou como o país unificado. Deveríamos repensar o pacto federativo, modificar o texto do caput do Art. 1º da CRFB (se assim for permitido) e permitir que os Estados e Regiões possam desembarcar dessa canoa furada comandada por Brasília, se assim o quiserem.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Pedro Bó
8 meses atrás

Literalmente, o Pedro Bó.

Pedro Bó
Pedro Bó
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Me abalei muito com seu comentário, Tonho. Ninguém aqui te leva a sério. Nem você deve se levar a sério. Seus pais devem chorar no banho de desgosto por conta do filho que criaram.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
Reply to  Pedro Bó
8 meses atrás

Quem te garante que o Tonho é brasileiro?

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Pedro Bó
8 meses atrás

Eu ia propor o Principado de Manaus.

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
8 meses atrás

Tchau indústria, já vai tarde! Não troco minha plantação de uva e manga por nenhuma indústria qualquer.

Lembro que na minha cidade, Petrolina, haviam várias indústrias na década de 80 e 90. A cidade parecia uma favela, um lixão. Agora somente com a agricultura e o setor de serviços de alto nível, parece uma Dubai, com prédios altos e condomínios de luxo.

O fato é que o Brasil nunca teve vocação para indústria, tirando umas e outras exceções. Tal como os australianos, Podemos crescer e enriquecer muito bem com agricultura, turismo e serviços de alto nível.

André Luiz
André Luiz
Reply to  Defensor da liberdade
8 meses atrás

Isso é ironia né.

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
Reply to  André Luiz
8 meses atrás

Não, pergunta para os australianos se eles querem trocar emprego no Turismo, para apertar parafuso em fábrica e ganhar ninharia.

NashArrow
NashArrow
Reply to  Defensor da liberdade
8 meses atrás

E se tivéssemos feito o dever de casa (educar a população, melhorar o ambiente institucional, ambiente de negócios, aumentar o nível de capital humano, se integrar mais com o comércio internacional, etc) poderíamos descobrir uma nova vocação, assim como ocorreu com NY. Quando as fábricas saíram das grandes cidades do nordeste/norte dos EUA e foram para o interior e/ou para outros países lá pela década de 60, pois o custo do transporte tinha ficado mais barato e ao mesmo tempo o preço dos terrenos nas grandes cidades havia ficado mais caro, isso aconteceu em NYC, Detroit, Chicago, Londres, Berlim, Paris,… Read more »

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Exatamente, fábrica nenhuma trará tanto desenvolvimento quanto consultórios médicos, centros de pesquisa e universidades, lojas e boutiques de artigos de luxo, etc.

NashArrow
NashArrow
8 meses atrás

Sobre a indústria automobilística, o diabo loiro já falava há tempos https://www.youtube.com/watch?v=zufSIeeuJz4

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Diabo Loiro é o cara…
NINGUÉM diagnostica a indústria melhor que ele. Entrevista dele após o anúncio da Ford. 
Po… As pessoas ainda pensam indústria com cabeça no século XX… Inclusive o embaixador aí do artigo. O século XX já passou! A realidade do século XXI é outra.

Gabriel BR
Gabriel BR
8 meses atrás

Eu apostaria na nacionalização de maquinaria e insumos para o agronegócio e mineração por meio de uma legislação tributária própria para o setor. Isso reativaria nossa indústria de maneira substancial e conferiria uma maior autonomia dos nossos principais setores da economia em relação as potências estrangeiras.

NashArrow
NashArrow
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Na verdade isso já existe no Brasil, aliás, é o que faz o Brasil ser um país esquisito se comparado ao resto do mundo, tributar de forma diferente os setores. Talvez a piada mais clássica sobre isso seja a da barra de cereal com cobertura de chocolate, dependendo de como classificá-la, ela pode ser tributada como barra de cereal ou chocolate (se for classificada como barra, terá uma alíquota, se for chocolate terá outra). Deixando as piadas de lado Gabriel BR, isso não faz o menor sentido, nenhum país sério faz isso, é horrível para o ambiente de negócios.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  NashArrow
8 meses atrás

Nash ,
O Mundo inteiro têm legislações especificas para setores estratégicos da economia. Existe uma maneira descente de fazer isso ! Do ponto de vista da defesa nacional reduzir a dependência da produção de alimentos em relação a maquinas e insumos estrangeiros é fundamental para um país como o Brasil e com relação a mineração é o mesmo.

Nascimento
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Uma coisa é ter legislações específicas, outra coisa é ter tributos específicos. O site BIPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – traz dados de 2016 que comprovam a existência de cerca de 61 tributos lançados no Brasil, entre tributos, taxas e contribuições. O sistema fica ainda mais sobrecarregado pela enorme quantidade de normas que regem o sistema tributário, leis complementares, leis ordinárias, decretos, ordens, instruções. Existem mais de 3.000 normas em vigor, e o custo que as empresas têm para cumprir as obrigações acessórias é de cerca de 1% do seu faturamento. A primeira medida conhecida da carga tributária brasileira foi… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Caro Gabriel, O Nash tem razão. Essa é a política que se faz desde sempre. Um vício cepalista que não se renova nunca. Mais do mesmo.  Geisel, tinha esse mesmo plano que você citou de incentivo aos bens de capital. Bem… Digamos que em termos econômicos ele não foi um exemplo de boa política econômica. Todas as nações industrializadas fomentam suas industrias… Mas veja bem… FOMENTAM. Esse fomento não é de subsídio fiscal e reserva de mercado eterna.  Fomentar é ter institutos de pesquisa, é ter apoio técnico de desenvolvimento, é ter produtos específicos de crédito (dada a nossa baixa… Read more »

Caio
Caio
8 meses atrás

Os nacionalista de hoje permitem uma enxurrada de importações, muitas desnecessárias, o que os difere do Trump (grande ídolo do Norte) fora montanhas de contrabando e falsificação, que atrevesam livremente nossas fronteiras da mãe Joana, e estes sozinhos abocanham dezenas de bilhões de dólares da indústria nacional,
Além dos impostos e infraestrutura falta a mínima proteção ao mercado de produtos industriais.

Greyjoy
Greyjoy
Reply to  Caio
8 meses atrás

Então na sua opinião o melhor é limitar o brasileiro a consumir o lixo produzido nacionalmente?

Antoniokings
Antoniokings
8 meses atrás

E acabou de se publicada, reportagem sobre a precariedade do mercado de trabalho depois da ‘reforma trabalhista’.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/metade-das-vagas-formais-abertas-em-2020-e-de-trabalho-sem-jornada-e-salario-fixos.shtml

Bem, já houve a trabalhista e a previdenciária e o País só cai.
Donde se percebe que os problemas não são só esses.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Reformaram praticamente nada com exceção da previdência.
Essa precarização é produto da década perdida e de seus artífices progressistas que não sabem gerir lojinha de 1,99 …

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Que nada!
O mercado de trabalho agora é moderninho.
O empresário contrata do jeito que bem entende.
Criaram até o trabalho intermitente sem salário fixo.
Quer coisa mais moderna que isso?
Estão criando um país de camelôs.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Esse é o mesmo tipo de mentalidade que se difundia na república velha, que se estabeleceu em nossa sociedade e se mantém até os dias presentes. Pra vc ter ideia da dimensão do atraso que nos acomete. Não existe mistério algum pra se entender porque nosso país se apresenta na situação em que se encontra, é só pesquisar e ler sobre este sistema que se instaurou aqui e que nos governa até hoje. Basta pesquisar e ler sobre eventos como a guerra de canudos ou contestado que vc já terá uma base do que eu digo. Não é por acaso… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Agressor's
Fagundes
Fagundes
8 meses atrás

Gente uma dúvida.Será que o acordo mercosul e União Europeia não iria fortalecer essa ideia de o Brasil ser a fazenda do mundo?Parece que certas coisas são feitas de propósito

NashArrow
NashArrow
Reply to  Fagundes
8 meses atrás

Existe um mito que somos a fazendo do mundo… não somos.
Se o Brasil sumisse do dia para a noite, o quanto diminuiria a disponibilidade per capita de cada tipo de alimento?
Açúcar – aproximadamente 1/3
Carne bovina /Aves /óleos 10%
Soja – aproximadamente 32%
O resto nem faria diferença.

Vale lembrar que existem muitos bens substitutos para produtos como carnes e produtos utilizados como insumo para a alimentação animal (como a soja).
Então a hipótese de que o mundo precisa do Brasil para não passar fome é mentira.

FONTE: FAO

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
8 meses atrás

Republicano; “ain pq a monarquia era agraria”

Segundo estudo feito pelo departamento de economia da PUC RJ sobre a economia do império de 1822 – 1889, a estimativa era que a indústria em 1889 tinha uma participação de 10% no PIB do imperio, pois bem, veio a republica e 128 anos depois a participação da indústria no PIB é de 11,8%.

Palmas pra republica falida do Brasil, a 131 anos sendo a pedra no sapato do brasileiro.

Last edited 8 meses atrás by Plinio Carvalho
Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Contra números não há argumentos !
A República Federativa é uma ideia que não deu certo e isso é um fato.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Quem leu o livro “Bandeirantes e Pioneiros – Paralelo entre duas Culturas” consegue pôr em perspectiva muito bem o quanto os brasileiros – e mesmo portugueses – do início do Brasil e até o Império foram GIGANTES. Ao analisar o território e as dificuldades de conquistá-lo, o autor, Vianna Moog, nos mostra o quanto a geografia, orografia, os rios, vegetação, etc foram generosos com os pioneiros americanos que conquistaram os EUA. Já o Brasil foi totalmente diferente. Nossos rios são rebeldes, difíceis de navegar. Nossa vegetação é intrincada. Do mar até o sopé da montanha, a serra, temos em média… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Essa questão deve ser analisada ‘no tempo e no espaço’.
Se era 10% ao final do Império, chegou a 21,8% em determinado momento da República.
E depois tivemos ‘soluços’ nos Governos Collor e Lula, mas já em uma tendência de queda geral.
E essa tendência deve-se não ao fato de ser República, mas às características da indústria mundial que o Brasil não conseguiu acompanhar.
Isso aconteceria se fosse Monarquia, República ou qualquer outra forma de governo.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

21% com industrias estrangeiras usando mão de obra barata local , o fato é que na década passada com os autoproclamados nacionais desenvolvimentistas fomos o país que mais se desindustrializou no Planeta! O Brasil não precisa de economistas esquerdistas da Unicamp e nem de economistas neoliberais , mas sim de nacionalistas!

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

E nem oferecendo mão de obra barata local o Brasil consegue segurar as empresas.
Desde 2017, o trabalhador industrial na China já é mais caro que no Brasil.
E a China continua subindo e o Brasil despencando.
Mude o seu axioma.

https://exame.com/economia/trabalhador-industrial-brasileiro-ganha-menos-que-um-chines/

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

NESSA você tem razão… 
Esse axioma é mofado.

A questão não é ser o mais barato, mas ser o mais produtivo. O custo menor ajuda na produtividade em ALGUNS casos. Mas em muitos não, pois o custo baixo significa desqualificação.

A Alemanha é um país de mão-de-obra cara, mas possuem trabalhadores dos mais produtivos mundo. O resultado é que mais de 30% do PIB deles é industrial. O parque industrial deles, inclusive, é invejável! O mesmo se pode dizer do Japão.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

O povo brasileiro insiste num sistema democrático que não existe…onde o futuro de uma nação é jogado no lixo…num processo democrático falho…na enganação e na ludibriação daqueles que tem esperança…dos inocentes…o povo brasileiro…o sistema mundial político é corrupto…sempre foi…desde os primórdios da sociedade… a Bíblia é usada pelos algozes da religião para manipular o rebanho divino para chegar ao poder e acumular riquezas para si próprios…o único poder do povo é a união…mas não há união…pois o próprio sistema montado para enganar toda a população pelos os algozes de terno colocam o povo contra o povo…a indústria brasileira é impedida… Read more »

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Nos últimos 90 anos apenas 5 Presidentes eleitos pelo povo terminaram seus mandatos, vc vai me dizer que toda essa instabilidade politica não afetou a economia? não afetou a indústria? Eu sei que a situação econômica do mundo importa mas a situação interna importa muito mais. Todo mundo sabe que um país estável é o ponto de partida para uma economia bem sucedida, como a republica não oferece essa estabilidade politica nossa economia é uma montanha russa, nem precisamos ir longe para ver os exemplo de como essa instabilidade politica afeta a economia, basta pesquisar quantos bilhões o Brasil perdeu… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Plinio Carvalho
Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Prezado Plínio.

Qual dos grandes países atuais é uma Monarquia?
Não me venha com monarquia de fachada, como a da Inglaterra.
A instabilidade brasileira é histórica e ocorreu mesmo dentro do Império.
Como se deu a Independência do Brasil?
Nobres instintos de D. Pedro I que queria o bem estar do povo brasileiro?
Como se deu a relação entre D. Pedro II e Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, nosso primeiro grande industrial?
Leia sobre isso e veja os nobres interesses de nossa família imperial e seu interesse no bem-estar e futuro do Brasil.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Saudi Arabia .

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gabriel BR
8 meses atrás

Gostei.
Ironia fina.

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Amigo, ha uma diferença das instabilidade vivida pela monarquia das vividas pela republica, na monarquia, a instabilidade vivida no primeiro reinado e na regência provinha do fato estar sendo criado um país do zero, um país sem infraestrutura, um país onde as províncias (estados) não eram conectadas, muitas inclusive viviam como se as outras nem existisse, um país sem instituições, um país que precisava criar leis, um país com muitos problemas herdados do período colonial, um país onde o povo nem tinha a noção de país, nesse cenário era normal e inevitável a instabilidade, no entanto, quando analisamos todo o… Read more »

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Sobre a relação do Visconde de Mauá com o Imperador, eu digo uma coisa, era normal, historiadores atuais ja começaram a desmentir essa historia de perseguição do Imperador com o Visconde de Mauá, o que havia ali era uma relação que as vezes se ajudava e as vezes entravam em conflito, esse conflito provinha de um ser um homem do estado e o outro ser um empresário, ou seja, em alguns momentos entravam em choque por ter objetivos distintos, algo que era normal no mundo e inclusive continua sendo, quantas vezes políticos e empresários entraram em confronto só nos últimos… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Plinio Carvalho
Agressor's
Agressor's
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Dom Pedro II com 15 anos era mais bem preparado que todos os “presidentes” que o Brasil já teve….o segundo reinado do Império do Brasil foi a melhor época de nossa nação..

Last edited 8 meses atrás by Agressor's
Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Na vdd sabemos que a Republica só veio pq a Elite queria os negros escravos e não queria dinheiro indo para a Industrialização do País. Militares fazendo besteira desde 1889

Agressor's
Agressor's
Reply to  Carlos Campos
8 meses atrás

A República nasceu para atender a necessidade de oportunistas, aventureiros, mal-caráteres, bandidos de toda sorte. E foi empurrada goela a baixo do brasileiro até que todos esquecessem do seu passado monárquico. Essa é a história da nossa República, que a 130 anos vem de golpe em golpe, ditadura em ditadura, corrupção generalizada. Nos últimos 90 anos apenas 4 presidentes foram eleitos diretamente e cumpriram o mandato até o fim. Hoje a nossa história é distorcida, onde alienam a população para fazê-los acreditar em qualquer coisa que determinam que seja ensinado, como perfeitos cães treinados. Até mesmo aqueles que ajudaram a… Read more »

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Agressor's
8 meses atrás

Essa frase do Quintino Bocaiuva é realidade do Congresso até hoje.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Ah, sim…
O problema da indústria brasileira é que não somos uma monarquia… saquei!

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

D. Pedro II arruinou a vida do Barão de Mauá, nosso primeiro grande industrial, que morreu esquecido no interior do Estado do Rio.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Dom Pedro e Mauá, eram tão inimigos que ele recebeu o título de Barão dos alienígenas, para deixar pedro ainda mais com raiva, os alienígenas aumentaram a grau de nobreza de Mauá para Visconde.

Agressor's
Agressor's
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Tudo isso começou com um Golpe Militar de Estado, sem apoio popular, seguido de uma ditadura, censura, perseguições, fuzilamentos, exílios, coisa nunca vista na História do Brasil até a chegada da República. Não vou falar nem das carnificinas promovidas por Deodoro e Floriano Peixoto. Esse último de tão sádico rebatizou uma cidade com seu nome para comemorar as degolas de seus opositores. Era tudo que os antigos senhores de escravos queriam após a terrível Lei Áurea. Já que a coroa se negava a indenizar os ex-escravocratas, ao contrário, queria indenizar os ex-escravos, trataram imediatamente de apoiar a República. Os plenos… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Agressor's
8 meses atrás

“Já que a coroa se negava a indenizar os ex-escravocratas, ao contrário, queria indenizar os ex-escravos (…)”
Tá bem…

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

GFC_RJ

Os senhores de escravos realmente queriam ser indenizados pela perda da propriedade dos escravos.
Ficou famoso o episódio em que Rui Barbosa queimou os registros dos escravos, impedindo esses pagamentos.
Havia um grupo de escravocratas, que se auto-intitulava como ‘indenezistas’ que pediam indenização pela perda da propriedade, das rendas cessantes, hipotecas e garantias.
Acredite. Isso é verdade.
Bem típico do Brasil.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Antoniokings
8 meses atrás

Que os escravocratas queriam uma indenização impagável, ninguém tem dúvida. A questão é a segunda parte da afirmação…

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Verdade.
Os ex-escravos foram jogados ao léu.
E essa herança, muitos carregam até hoje

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Entendam uma coisa, o sistema politico é o responsável por apresentar as soluções para os problemas da nação, quando temos um sistema instável e incompetente, as soluções não chegam e os problemas se agravam.
Em quanto o sistema for instável e incompetente o problema industrial, o social, o econômico, o educacional, o de segurança, etc.. continuara a se deteriorar.
Não é possível depois de tanto fracasso institucional, depois de tantas voltas sem chegar a lugar nenhum, depois de tanto caos, o brasileiro ainda não entender que um sistema adequado é primordial para que a solução dos problemas enfrentados apareça.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

A republica foi um golpe contra o imperador por ter libertado os escravos! O golpe da republica engendrou-se 1 ano após sancionada a Lei Áurea, em 1888. Pois praticamente toda a economia dessa época no país era baseada na exploração de mão de obra escrava. As causas que provocaram a queda da Monarquia do Brasil foram as mesmas que desencadearam a Guerra Civil dos EUA. Mas lá, Lincoln é lembrado como herói que deu fim a escravidão. Enquanto que aqui, nossa Família Real, principalmente nas figuras do Imperador D. Pedro II e de D. Princesa Isabel é fruto de chacota.… Read more »

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Engraçado que a monarquia era essas maravilhas todas, e ninguém mexeu um mosquete para salvar o imperador. Nos EUA 1 milhão perderam suas vidas contra a secessão.

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  Defensor da liberdade
8 meses atrás

Dois pontos sobre o que vc disse. Primeiro, a própria família imperial foi o primeiro empecilho para que houvesse uma resistência, em quanto o golpe acontecia no dia 15 de novembro de 1889, o almirante Tamandaré pediu permissão para que a esquadra bombardeasse os golpistas, Dom Pedro II recusou, houve tb a proposta para que Dom Pedro II fugisse para minas gerais ou Bahia e de la organizasse a resistência, ele recusou tb, mas tarde seria a princesa Isabel que recusaria a propostas de alguns políticos do Império para realizar uma luta armada. A família imperial estava decidida a não… Read more »

Agressor's
Agressor's
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Curiosidade: de acordo com a autobiografia de um dos abolicionistas, que eram muito próximos da família imperial (André Rebouças), a princesa Isabel tinha planos de reforma agrária e reparação aos escravos libertos, que seriam postos em prática quando esta assumisse o trono. Os republicanos tiveram êxito no que queriam fazer e interromperam esses projetos com o golpe em 1889. Por isso que eu acho que não haveriam favelas mesmo, no máximo vilas e bairros pobres, como acontece em cidades do interior. A distribuição social do Brasil seria mais etnicamente diversificada e o racismo possivelmente já estaria quase ou integralmente superado.

Plinio Carvalho
Plinio Carvalho
Reply to  Agressor's
8 meses atrás

Amigo nessa questão não precisaria nem da intervenção da família imperial, ja leu o plano de governo do ultimo primeiro ministro do império (Presidente do Conselho de Ministro)? basta ler o plano de governo de Ouro Preto pra entender pq do golpe da republica. Segue o plano de governo de Ouro Preto, ultimo primeiro ministro do Império; O gabinete apresentou o seguinte programa de governo: Alargar o direito de voto, mantido o alistamento então vigente, e considerando-se como prova de renda legal o fato de saber o cidadão ler e escrever, com as únicas restrições da exigência do exercício de… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Plinio Carvalho
Agressor's
Agressor's
Reply to  Plinio Carvalho
8 meses atrás

Outro FATO curioso. Depois que o Brasil derrubou o Paraguai em 1870. O parlamento sugeriu que uma estátua de Dom Pedro II fosse construída. Porém o imperador recusou a iniciativa do parlamento de construir uma estátua sua, aconselhando os políticos a usarem o dinheiro da estátua para a construção de escolas no Rio de Janeiro. A família imperial desde o primeiro reinado defendia a abolição da escravidão, Dom Pedro II buscou a todo custo investir em educação, até mesmo com o próprio salário. O Liceu Sagrado Coração de Jesus foi fundado pela Princesa Isabel em 1885 para oferecer educação gratuita… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Agressor's
Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Agressor's
8 meses atrás

Dom Pedro II e o Dr Enéas foram os dois melhores políticos que esse país já teve, e veja como terminaram, um foi escorraçado do país a ponta pés, e o outro era achincalhado e tratado com escárnio. O povo brasileiro mais do que merece os Lulas, Bolsonaros, Cunhas e Renan Calheiros da vida.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Defensor da liberdade
8 meses atrás

Durante o Império os jornais não conheciam censura e o próprio Dom Pedro II colecionava as charges que faziam dele. “Imprensa se combate com mais imprensa” (Dom Pedro II). Mas a imprensa teve que se acostumar ao novo regime que não admitia que se falasse contra. Até mesmo durante a República do Café com Leite a censura continuava sem falar das inúmeras situações em que fora decretado Estado de Sítio para perseguir quem quer que falasse mal da República. Na época do Império do Brasil o imperador pegava empréstimos no Banco do Brasil para pagar suas viagens, hoje qualquer deputado… Read more »

Agressor's
Agressor's
Reply to  Defensor da liberdade
8 meses atrás

“Se mil outros tronos eu tivesse, mil tronos eu perderia para por fim à escravidão!”

Princesa Isabel, 1888.

“Enfia o processo no #”

Lula.

Império Brasileiro segundo os ”professores” ( lefts ) = Escravidão e estupros de índios.

Last edited 8 meses atrás by Agressor's
Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
8 meses atrás

Até parece que dá pra desatar o nó da cornucópia industrial apostando na indústria 4.0 quando nem a 3.0 e 2.0 e 1.0 deslancharam. Reindustrialização… Palavra bonita. Segurem as calças, senhores, vem um tsunami disruptivo por aí, precedido de um furacão de asneiras wishfullthinkinguisticas.

Last edited 8 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Pedro
Pedro
8 meses atrás

Estranho que desde 2003/2004 estamos nessa situaçao e eis que depois de 16 anos que acortaram para o problema! Focar em trazer grandes industrias onde essas importam a maioria dos insumos e componentes, de nada adianta. Fizemos um modelo errado, de nao focar em qualidade, produtividade, custo e competitividade e o resultado esta ai. Antes da industria pedir socorro ao governo e sociedade, esta na hora dela tambem “fazer o dever de casa”. Ficar fazendo pressao por mercado fechado, preço igual, competitividade zero e medo (ou incapacidade) de exportar qualquer ajuda que a sociedade/governo der, sera apenas dar sangue a… Read more »

FERNANDO
FERNANDO
8 meses atrás

É estranho ver alguns aqui comentar certas coisas. Mas, apoiam abertamente o neo liberalismo ! Quem é aqui do Paraná?? Digam quantos bancos paranaenses de raiz tínhamos aqui nos anos 80! Quantas empresas genuinamente paranaenses! Quantas marcas famosas que hoje em dia já não existem, ou foram compras por empresas estrangeiras??? Vou citar algumas: Bamerindus, a Lojas Hermes Macedo – HM, Prosdócimo, Fedato Sports, Farmácias Minerva/Drogamed, Salgadinhos Tip Top, Lojas Disapel, Banestado, Supermercado Parati, Telepar, Gasosa Cini, Mate Leão, e fora outras. Todas falidas ou foram compradas por empresas estrangeiras. Bah tche, brasileiro é BURRO MESMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Parece a torcida do… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  FERNANDO
8 meses atrás

Outro que misturou alhos com bugalhos. A abertura econômica do Collor era necessária, mas foi executada de forma extremamente desastrada, atabalhoada, repentina e sem projeto. Um DESASTRE!  Cara… a indústria brasileira, com raras exceções tem foco no MERCADO INTERNO. Sempre foi. Tem exceções? Claro! Embraer, WEG… Taurus! Por isso, essas c..gam pras crises do Brasil.  Mercado interno, na economia globalizada, não tem escala! Afora tudo que se fala de problemas tributários, infra-estrutura, crédito, mão-de-obra desqualificada etc. etc. Sem escala, não se tem competitividade! Para compensar a falta de competitividade, precisa ir de pires no governo pedir incentivos fiscais e crédito… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Essa história de escala. Todo negócio precisa gerar caixa. Caixa é gerado com vendas. Vendas são sustentadas com volume. As pseudo indústrias de Defesa que tentaram existir e até outros segmentos onde teoricamente teriam competência…como a Gradiente ou a Engesa foram vencidas pela baixa tecnologia. Gurgel. Chassis e mecânica de outros. Não podia dar certo. Inovação + volume de vendas. Economia de escala está com a redução dos custos quando existem encomendas frequentas na outra ponta. As economias que priorizaram a educação tiveram um salto após…40 anos como a Coréia? As economias que privilegiaram a renda tiveram um salto após…30… Read more »

Lucas
Lucas
8 meses atrás

Eu sou programador de jogos e na minha área é muito difícil ter um emprego no Brasil.
Atualmente moro no Brasil mas trabalho pra uma empresa dos EUA. Aqui no Brasil não existe quase oportunidades pra mão de obra qualificada.
E além dos jogos, a área de TI em geral que é um dos pilares do mundo moderno é completamente ignorado por aqui.
Não vejo perspectiva de mudança.

Diego Tarses Cardoso
Diego Tarses Cardoso
8 meses atrás

A Ford tem um detalhe importante, ela não irá mais fabricar carros populares movidos à gasolina, dessa forma irá fechar todas as fábricas desse tipo no mundo.
Ford: por que a montadora decidiu fechar suas fábricas no Brasil (gazetadopovo.com.br)

sub urbano
sub urbano
8 meses atrás

O problema do Brasil é logístico. O agronegócio só consegue lucrar com exportação porque a escala deles é gigantesca. A China envia um fone de ouvido para o Brasil com um frete de 1 dólar. O mesmo fone de ouvido de São Paulo para Manaus tem um frete de 5 dólares. A culpa é em parte da Petrobrás cujos lucros são drenados para gerar impostos usados no custeio da máquina pública. Por isso os combustíveis tem preço alto. Modais subutilizados como transporte fluvial e ferroviário tem sua parcela de “culpa”. O agronegócio é superrepresentado no Congresso, são a maior bancada… Read more »

Welington S.
Welington S.
8 meses atrás

Pra ficar mais ”lindo” a situação, veio a mídia e os desprovidos de inteligência com aquela política ridícula do: ”fique em casa que a economia a gente vê depois.” E quem foi que falou que o desemprego aumentaria ainda mais caso o combate ao corona vírus fosse levado pro lado político? Quem? Quem? É, pois é, o cara, nem sempre, é o que parece. Agora aguenta. Eu tenho propriedade total pra dizer que foi a maior burrada essa política do fique em casa. Parentes meus decretaram falência e mandaram um monte de empregado embora. E aí? A mídia vai ajudá-los?… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Welington S.
8 meses atrás

Misturou alhos com bugalhos…

O problema da desindustrialização brasileira tem NADA a ver com a pandemia. É uma questão de uns 40 anos, bem antes de se imaginar uma pandemia dessas.
“Fique em casa” foi aplicado em quase todo lugar do mundo. Até na China! A questão é que nos lugares em que o “fique em casa” foi mais curto, a primeira onda da epidemia foi controlada rapidamente, como Wuhan. Em outros, como a Alemanha, idem. O Brasil teve controle? Monitoramento? Teve Estado? Não, então são 230.000 e subindo.

Esteves
Esteves
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Até bater 250 mil para saber se seguirá em alta ou não. A desindustrialização e a baixa competitividade da indústria e na indústria bate no crescimento de outros setores. Não há espaço para todos. Criar mercados a base de subsídios para depois cobrar do consumidor a diferença…foi assim que fizeram com a telefonia celular quando e onde os telefones custavam 100 por subsidiarem. Contas inadimplentes. Hoje custam 4 mil. Sem subsídios. O sonho de Ford…plantar seringueiras na Amazônia de forma controlada, com métodos…ok, bateu de frente com a baixa tecnologia e parco conhecimento do meio natural. O estado de SP… Read more »

Last edited 8 meses atrás by Esteves
Welington S.
Welington S.
Reply to  GFC_RJ
8 meses atrás

Eu sei que não tem nada a ver com a questão da indústria brasileira, mas, aproveitei o momento para dizer isso. Claro, ”Fique em Casa” e dane-se: seu emprego e sua empresa. Óbvio que foi a nível mundial, agora, precisava realmente disso sabendo que o vírus não vai sumir de uma hora pra outra? Fato, isso foi para desestabilizar vários países. O Brasil vinha recuperando empregos, agora, mais desempregados estão por ai. E aí? Como fica? Quem vai pagar a sua conta de Luz? Água? Telefone? Internet? Quem vai comprar sua comida? O governo? Os que ficaram com a política… Read more »

Esteves
Esteves