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Exército e Universidade discutem temas de Segurança e Defesa Nacional

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Autoridades e personalidades acadêmicas encontram-se em Brasília para debater temas de Segurança e Defesa Nacional

Em parceria com o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), o Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx) realizará, entre os dias 18 e 20 de setembro,
o Seminário de Estudos Estratégicos “Geopolítica, Defesa e Segurança da Nação Brasileira”, cujo objetivo é debater, com estudiosos e autoridades nacionais, temas de Segurança e Defesa Nacional, de modo a estimular a reflexão sobre a temática e a subsidiar políticas públicas na área.

O evento ocorrerá no auditório do UniCEUB e contará com mesas redondas, nas quais serão discutidos diversos assuntos, como “Segurança nas Fronteiras”,
“Inteligência”, “Conflitos Armados”, “Geopolítica” e “Operações de Paz”.

Entre as personalidades convidadas, estão o Secretário Nacional de Segurança Pública, General Carlos Alberto dos Santos Cruz; o Diretor do Departamento de
Assuntos de Defesa e Segurança (MRE), Embaixador Nelson Tabajara; o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Dr Flávio Basílio; e os Professores Doutores/PhD Eliezer Rizzo (Unicamp), Marco Cepik (UFRGS), Maria Regina Soares (UERJ), Paulo Visentini (UFRGS) e Wanderley Messias da Costa (USP).
Os interessados em participar do evento deverão se inscrever no site do UniCEUB.

Para outras informações, podem ser utilizados os seguintes contatos: Coronel Lange: (61) 3415-4593 / lange.valerio@eb.mil.br; Coronel Ávila: (61) 3415-4594 / avila.vargas@eb.mil.br; Tenente-Coronel Oscar Filho: (61) 3415-4638 / oscarfilho.medeiros@eb.mil.br.

DIVULGAÇÃO: Agência Verde-Oliva

73 COMMENTS

  1. UniCEUB ?
    Esmagadora maioria de esquerdistas e fanáticos anti-militares,
    é jogar Xadrez com pombos,
    Pura perda de tempo.

  2. Debater segurança e defesa, no meio acadêmico???
    Modo Benedita da Silva on: “Esses são temas muito importantes, que exigem um amplo debate entre todos os segmentos da sociedade.”
    Repetir indefinidamente a frase acima, até que todos desistam do “debate”, e o abandonem.
    Fim.

  3. Carlos Alberto Soares 6 de setembro de 2017 at 13:02, IDEM!
    Jogo “Xadrez com Pombo” todos os dias!
    Não há como debater com um fanático.

  4. São eventos importantes que devem ser estimulados. De fato, anualmente ocorre o CADN, o desse ano aconteceu em julho. Participei de três desses e foram experiências valiosíssimas, e aqueles alunos que não tinham noção alguma relativa à Defesa, passaram à enxergar o assunto com uma nova ótica e automaticamente passam à refletir sobre o assunto.
    .
    http://www.defesa.gov.br/noticias/29570-abertas-inscricoes-para-xiv-congresso-academico-sobre-defesa-nacional-cadn
    .
    O único problema que vejo nisso é justamente a falta de feedback do próprio MD. Apresentamos trabalhos, debatemos os temas, e não temos como saber se o que foi produzido realmente ajuda em alguma coisa ou se poderia ser algo à ser mais aprofundado, etc. Acaba ficando apenas para o evento em si ao invés de algo que poderia ser perseguido junto com o MD e as FFAA.

  5. Até que enfim uma luz no fim do túnel. Esta é uma ação estratégica muito construtiva.
    Os militares terem se enclausurar nos quartéis após a década de 80 fez muito mau a nação. Além de criar um ambiente favorável à propagação da ideologia de esquerda pelo país, os assuntos de defesa deixaram de ter relevância nacional.
    Não existe maneira melhor de mudar a mentalidade, de apagar certos fantasmas e de evoluir o pensamento do que levando esta discussão para as universidades, dentro do ambiente que hoje é dominado pela esquerda.

  6. Alexandre Galante 6 de setembro de 2017 at 13:10
    “Alguém tem que tomar a iniciativa do diálogo construtivo”.
    Galante, antes de alguém tomar a iniciativa de um diálogo construtivo, eu acho que já passou da hora de uma reforma no código penal, processual e de execução penal, sem o qual qualquer discussão se torna inócua. Depois podemos ter o tal diálogo construtivo.

  7. Fora mudança nas ditas ” federais” faz um esquema tipo o americano, o aluno passa em um teste ganha bolsa para estudar no curso em uma particular na sua cidade ou estado. (acaba com o problema da doutrinação)

  8. É salutar o EB chamar a sociedade, mas normalmente é da boca pra fora..

    O Gal Teóphilo convocou os CAC a opinarem sobre o novo decreto de produtos controlados e o primeiro e único rascunho divulgado, estava pior que o R105.

    Ou seja..ignoraram tudo que receberam.

  9. Acho impressionante que reclamam e reclamam e reclamam que a sociedade não está nem aí para as FFAA e a Defesa em geral. Quando existem iniciativas, só vejo críticas não construtivas. Não existem processos perfeitos ainda para essa interação, mas é algo que deveria ter mais apoio e que realmente vem sendo aperfeiçoado com o tempo.

  10. Ótima iniciativa. Quem sabe um dia, não se originam ações, grupos de trabalho, e projetos estruturados envolvendo ambas as partes em conjunto. É o caminho mais difícil, mas é o mais sólido.

  11. Em tempo, sim, acredito que há e existirá por muito tempo rusgas e desconfiança entre as partes. Mas acredito piamente que tudo pode ser construído. A primeira ponte relacional que não cair, num processo de longo prazo, e der frutos, abrirá o precedente para todas outras.

    E acho muito necessário que o pensamento sobre defesa se dissemine na academia, que as partes se ouçam e dialoguem. O país só tem a ganhar.

  12. Impressiona as rotulações, de ambos os lados. Existem alguns congressos sobre defesa e história militar que vem acontecendo no país – sim, já participei de alguns e apresentei o resultado de algumas pesquisas – mas ainda é algo tímido se comparado a outros campos de pesquisa. Diversas OMs produzem conhecimento, em várias áreas, e boa parte da academia desconhece isso, assim como variados institutos de pesquisa civis produzem estudos em assuntos de interesse militar. O x é colocar o conhecimento e a pátria acima das picuinhas ideológicas, o que é plenamente possível! Sou “esquerdista” e pesquiso história militar (mês que vem estarei indo novamente ao AHEx!) e sempre fui muito bem recebido pelos oficiais e praças do EB, assim como nos congressos que participei os “milicos” sempre foram bem recebidos e tiveram seus trabalhos valorizados. Contudo, ainda é um grupo muito pequeno, aquém da importância dos temas relacionados!

  13. Caros colegas,
    Ha uma série de erros e preconceitos nos comentários aqui. 1) Existem patriotas tanto na esquerda quando na direita, inclusive existem militares de esquerda também. É um erro achar que militares nacionalistas são apenas de direita. 2) Caráter não é uma questão ideológica, um canalha não acredita em esquerda ou direita, é apenas um canalha. 3) A universidade é o melhor lugar para o debate porque você tem a base no mérito e não na ideologia. Um pesquisador não precisa agradar o chefe pensando igual. 4) As ideias precisam ser debatidas para que sejam encontrados erros, inconsistências e falhas. 5) Não existe inimigo em um debate mas adversários. 6) O adversário é o seu melhor amigo em um debate, porque ele tem a franqueza de apontar seus erros e equívocos antes de você colocar as ideias em prática, o que seria um desastre. 7) Um canalha nunca aponta seus erros, mas os usa em proveito próprio, assim um canalha geralmente vai concordar com você.

  14. No 7 de Setembro, Dia da Independência, um VIVA AO BRASIL, que logo venha exercer seu destino manifesto e ocupar seu lugar entre as grandes, Brasil, EUA, Russia, China e India, para conduzir o planeta a uma era de paz e desenvolvimento entre as nações. Pra isso, dentre outras medidas, não podemos nos descuidar das nossas FFAA como fazemos hoje, deixando-as juntamente com o nosso País e Povo, sob ataque e vilipendiamento de seus inimigos: as oligarquias corruptas politicas/judiciarias/financeiras; os esquerdopatas comunistas/globalistas; terroristas/narco-traficantes e a vagabundagem dos mais diversos tipos/origens/cores.

  15. Caro DaGuerra..
    Não se esqueça dos fascistas ignorantes, hipócritas moralistas, toda corja sem humanidade, dos egoístas incapazes de qualquer solidariedade. Em suma, do canalha calhorda. Um grande abraço.

  16. camargoer 7 de setembro de 2017 at 22:37

    Perfeito! Concordo com tudo, em especial o item 2 !!

    Vc tocou num ponto interessante…. existem militares de esquerda! na FEB mesmo, tema de minha pesquisa, muitos veteranos era combatentes e lutaram bravamente e o mais curioso: naquela época eles eram de vertentes comunistas! Muitos dos comunistas presos foram enviados a FEB como forma de punição (!!)…enquanto vários R1 usaram de tráfico de influência para não servir. Como vc colocou bem, o problema principal é o caráter! E congressos como o da matéria permitem a renovação cientifica e maior integração entre instituições civis e militares! Precisamo de mais eventos assim! (neste ponto, congratulo a Marinha, que vem apoiando diversos eventos, e a Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do EB – DPHCEx, que vem promovendo vários eventos).

    camargoer 7 de setembro de 2017 at 23:42

    Isto também! Muitas pessoas fazem vista grossa aos fascistas – o verdadeiros, pois banalizaram a expressão – porque eles combatem os comunas e fazem pose de defensores da moral.

  17. Olá Luciano. Que legal este detalhe de comunistas combatendo na FEB como pena de crime político. Se a moda pega, vamos ter vários batalhões retornando ao Haiti. riso. De fato, se pensarmos nas tropas soviéticas combatendo na IIGuerra, no exército norte-vietnamita e muitos outros exemplos (incluindo este da FEB), a melhor conclusão é a de que existem militares de esquerda e patriotas de esquerda. Ignorar isso é um simplificação tosca. Agora, esta velha história de que o inimigo de meu inimigo é meu amigo pode dar errado. Que diga o Bin Laden e o velho Temer.

  18. Luciano 8 de setembro de 2017 at 12:06

    A visão padrão das FFAA brasileiras é de esquerda, só não gostam do vermelho. Eu chamo eles de socialistas verde e amarelo.

    O Bolsonaro, que todo chama de ultra-direta-fascista tem mais em comum com a esquerda que com a direita.

    O militar brasileiro se acha de direita porque odeia comunista, o que não é nem qualidade é obrigação de qualquer um que não tenha desvio comportamental e tenha empatia pelo sofrimento alheio.

    Mas a visão de mundo é bemmmmm esquerdinha e isto na minha visão é a eterna causa de termos uma capacidade de combate tão reduzida.

  19. Rodrigo Martins Ferreira 8 de setembro de 2017 at 15:17
    Poderia desenvolver melhor esse “A visão padrão das FFAA brasileiras é de esquerda”. Não estou pré julgando. Apenas gostaria de entender melhor.
    Sds

  20. Olá Colegas. Antes de pensar em termos esquerda-direita, há uma discussão entre democracia-fascismo. Sabemos de experiências democráticas à esquerda e á direita, assim como exemplos fascistas que se colocaram à esquerda e à direita. Uma vez colocado isso, uma sociedade pode ter valores mais à esquerda ou mais à direita e mesmo os indivíduos podem ter valores políticos para um ou outro lado. O mais engraçado é que em seu livro “O caminho para servidão”, Hayek faz um defesa dos valores humanos contra o totalitarismo nazista e stalinista, e não uma defesa econômica. Nas primeiras páginas ele diz que o seu livro é político não econômico. Por outro lado, a ação nazista era profundamente nacionalista e estatista, mas violentamente contrária a qualquer valor humanista e democrático. A discussão é excelente principalmente no atual quadro de destruição institucional. Como dizem por aí, primeiramente….

  21. Sim, Rodrigo, como eu disse, fui em três CADN, umas duas ENEE (Encontro Nacional de Estudos Estratégicos), e alguns ciclos de palestras de estudos estratégicos também. Em cada CADN passamos uma semana em cada academia militar. E olha, tem muita coisa dentro das academias que surpreende todo mundo.
    .
    Lembro-me que na AMAN, acho que em 2011, um aluno de uma faculdade federal lá do Acre, foi para o rancho de manhã com uma gloriosa camisa do Che Guevara. Eu dei uma risada, cheguei perto, perguntei à ele se ele tinha certeza que usaria a camisa desse assassino aqui, e ele disse que sim, que tecnicamente estávamos num país livre e que deveria ser aceito como ele é. Concordo, mesmo que, na minha opinião, a foice e o martelo é um símbolo tão ofensivo e nojento quanto a suástica. Mas enfim. O TC que coordenava o congresso pela AMAN, cujo nome infelizmente não me lembro, era baixinho, carrancudo e tinha uma cara de quem comia arame farpado e mijava napalm. Sério, sem brincadeira. Chuck Norris tremia. Eu literalmente o vi dando esporro, com toda a classe do Mundo, em um tenente que havia se achado demais e desrespeitado um aluno civil. Foi épico.
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    O TC foi o primeiro à abordar o rapaz com a camisa do Che Guevara. Sorrindo, brincando, com toda a classe do Mundo. Deixou o rapaz super à vontade, e ainda o convidou para visitar a biblioteca da AMAN e verificar o que haveria por lá sobre Che para que ele pudesse se informar melhor sobre o cara. Haviam livros que abordavam diversas visões sobre Guevara, e não apenas os fatos. Inclusive aqueles livros que distorciam tudo à ponto de colocá-lo como um herói.
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    As academias são praticamente auto-sustentáveis, à excessão da EN, que não tem muito espaço, mas não sei por que o MD não usa isso como forma de propaganda. Praticamente tudo que se consome na AFA e na AMAN, é produzido lá. A AFA inclusive vende diversos produtos da fazenda deles e com financiam as atividades do Clube de Volovelismo (planadores) da AFA. Na AMAN, também, interessante foi avistar cadetes de outros países fazendo intercâmbio. Haviam inclusive três cadetes de West Point na AMAN. Eles estudaram português durante um ano para passarem seis meses aqui. Todos de logistics. Falaram muito bem da AMAN. Acredito que ficaram bastante surpresos, assim como a maioria dos alunos civis de diversos estados.
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    No mais, muito do que discutimos à nível de faculdade, é coisa que os militares geralmente só estudam de forma mais profunda nas Escolas de Comando e Estado-Maior. Para muitos, ainda é difícil compreender que civis consigam entender melhor de suas atividades fim do que os próprios militares, mas isso está mudando, mesmo que lentamente. É até compreensível visto que a vida do militar na academia é muito dura, regrada, bem definida e bem restrita se comparada à qualquer instituição civil. Aí aparece um malandro qualquer que nunca passou pelo que eles passaram e começa à falar sobre o assunto que é a vida do cara. Existe uma resistência no início sim, mas depois tudo fica numa boa.
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    E para os cadetes, eles adoram uma saída da rotina, e claro, nas delegações de alunos, tem sempre mulher hehehehehe
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    Acho que o mais difícil hoje é justamente achar cadetes que tenham vocação para a vida militar em si. Muitos, quando entram, estão apenas atrás de estabilidade. Boa parte sai, outros exploram as opções que a caserna oferece. Mas também quando aparece um cadete com vocação para a coisa, o cara é MUITO bom. Sou feliz em ter tido contato com alguns deles nas três forças. Cadetes que, por conta própria, já enxergavam anos à frente, se mantinham bem informados em relação ao que acontece dentro de suas forças, que ficam inteirados quanto à Hsitória Militar com pormenores, etc.
    .
    Para os alunos civis, para a maioria é uma abertura de olhos. Eles tomam contato com as responsabilidades constitucionais de cada uma das forças, da necessidade da disciplina, dos desafios, do dia-a-dia de uma academia militar (e isso de maneira muuuuuuuuuuito light), mas basicamente as palestras dão as dimensões do desafio que é manter a Defesa Nacional, tanto de forma operacional quanto de ponto de vista estratégico, das mazelas, das dificuldades logísticas e economicas, etc. Esse contato é importantíssimo e não deveria ser subestimado.
    .
    Pode ser muito melhorado ainda, mas é um bom caminho. Quem sabe realmente não podem ser criados think-tanks que podem, algum dia, influenciar o poder decisório de algum futuro governo sério? E bota futuro nisso, pelo visto, mas os primeiros passos estão sendo dados.

  22. camargoer 7 de setembro de 2017 at 22:37
    Estou assistindo de CAMAROTE nos últimas dias.
    Estão todos misturados.
    Não existe essa do “lado de lá”, ou é do lado de cá ou vai morar na França
    e ficar dando sementes aos pombos.
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    Raríssimas as Univ no Brazil onde se pode debater temas dessa matiz.
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    Basta ver o END, o livro branco, cor de rosa etc ….
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    Quanto a ter vermelorco nas FFAA’s eu concordo, basta ver o que acontece nos últimos
    anos e olhar para o GSI (uma piada), há raras exceções.
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    “Na democracia, você pode fazer uma passeata pedindo a ditadura.”
    É o que esses FDP querem.

  23. Olá Carlos,
    O fato de algo ser raro significa apenas que a excelência é conquistada com muito esforço, não? Os raros lugares são sem dúvida os melhores. Por outro lado, a mediocridade é comum como água morna. Quanto à democracia, é o melhor regime tanto para uma esquerda solidária quanto para uma direita liberal. É também o melhor regime para o indivíduo fazer o seu melhor naquilo que é capaz. No fascismo não há passeatas nem protesto, óbvio. Há apenas os fascistas e nisso você tem razão, não existe o outro lado.
    E claro, como dizem por ai, primeiramente…
    Um grande abraço brasileiro.

  24. Brasil Acima de Tudo ! 8 de setembro de 2017 at 15:36

    Simples…

    As FFAA brasileiras tem uma missão definida na Constituição Federal, de forma bem clara e suscinta.

    Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são
    instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

    E acabou…

    Mas isto passa muito longe da realidade, com as FFAA ainda tutelando a sociedade e interferindo no nosso dia a dia, distorcendo a sua descrição no Art 142.

    Se pegarmos os Governos militares e colocarmos o PT, no lugar de alguns dos Generais não vemos diferenças entre um e outro..

    Ambos são estatizantes, centralizadores, promovem a tutela da sociedade, adoram pão e circo, economicamente são um desastre, controlam a imprensa e por ai vai…

    Os militares de hoje em dia ainda tem esta cabeça.

    Dizer que no Governo militar tinha menos corrupção é uma meia verdade. Bom lembrar que havia controle da imprensa e se tinhamos menos corrupção, violência, etc era literalmente porque o Brasil e o mundo em geral era um lugar bem melhor do que hoje.

    Praticamente todo o sistema político e estatal que temos no Brasil de hoje começou no Governo militar, inclusive grande parte dos que hoje estão no poder já circulavam a época de um ou do outro lado da trincheira.

    camargoer 8 de setembro de 2017 at 16:26

    E existe esquerdismo humanista, solidário e democrático ? ahahahahaha

    Cuba, Venefavela, Coréia do Norte são exemplos da esquerda democrática e humanista.

    E digo o mais…

    Não existe esquerdista moderado, como não existe meio nazista…

    Se tende para o outro lado é inimigo e assim deve ser tratado, se ainda não expôs a sua verdadeira face é justamente porque faltou oportunidade, não porque este é um esquerdista inteligente ou moderado.

    Quem é inteligente ou equilibrado não pode acreditar em uma forma de regime que nivela a todos por baixo e causa tanto sofrimento ao ser humano, que no fim é o objetivo de todo sistema de esquerda.

    A social democracia que você diz ser um regime bem sucedido é apenas o socialismo sendo implementado de forma mais lenta e sem derramar sangue, deu origem ao filho mais perverso do socialismo, o Globalismo.

  25. É óbvio que existe esquerda moderada. Não é uma boa radicalizar o discurso como o brasileiro padrão faz. A esquerda moderada não briga com o capitalismo, mas enxerga uma forma diferente de atuação do Estado nisso. Em outras palavras é o cara que acha que o Estado tem que ser grande. E vou te dizer que a maioria da população aqui do Brasil é assim. Não quer ver comunismo ou socialismo nem pintado, quer ter acesso ao que há de bom e do melhor, mas não abre mão de um emprego público para ter estabilidade, acha que é necessário saúde e educação (superior, pelo menos) públicos e ama toda e qualquer Estatal. Existe um motivo para o brasileiro padrão ser assim, da mesma forma como em diversos outros países a coisa funciona assim, e ainda ficam bastante perplexos quando se toca no assunto de privatização ou diminuição do papel do Estado.
    .
    Existem N motivos para países serem assim. A Inglaterra, berço do liberalismo econômico, por exemplo, tem um Estado enorme, assim como a maioria dos países Europeus. As duas grandes razões para isso (e para alguns com uma ótica mais moderninha, seria apenas uma razão), são conhecidas como Primeira e Segunda Guerras Mundiais, que arrasaram o continente Europeu, e apenas os Estados poderiam suprir certas necessidades da população. Nessa situação temos o Estado inchando, mas de maneira necessária, caso contrário a população ficaria desamparada de tal forma que milhares poderiam morrer por desnutrição, falência dos serviços de saneamento e simples falta de atendimento médico. Outros motivos secundários para que o Estado assumisse maior responsabilidade na vida de seus cidadãos seria justamente para que esses países pudessem se reerguer economicamente de forma à espantar a possibilidade de uma guinada para o comunismo logo no início da Guerra Fria. Portanto a esquerda moderada acaba preenchendo um espaço necessário para se evitar o fortalecimento da esquerda radical, realmente socialista/comunista. Então sim, a esquerda moderada existe, e ela tem seu papel. A explicação histórica para o por que de o Brasil ser assim, é um tanto mais complexa, mas ao mesmo tempo menos complexa. Simplesmente sempre fomos assim. E nunca tivemos motivo para mudar. O maior mantenedor do status quo brasileiro, é o próprio povo. Não existe um sistema de governo que seja o ‘salvador da pátria.’ Nossa última grande mudança de sistema de governo ocorreu em 1889 e de lá para cá pouca coisa mudou na prática.
    .
    Não se enganem. Meu chute é de que algo em torno de 99,9% do jovenzinhos pseudo-revolucionários atuais jamais leu ‘O Capital’ ou ‘O Manifesto Comunista’ à não ser que sejam ‘partes’ selecionadas e já bastante distorcidas (mais radicais ainda), que lhes são distribuídas, ou por partidos decididamente de esquerda, ou por coleguinhas ou professores de determinadas instituições. A maioria simplesmente não sabe, não entende, ou simplesmente faz qualquer noção do que estão realmente pregando. Da mesma forma que o pessoal que se diz ‘de direita’ realmente acha que isso significa intervenção militar, manutenção das estatais, etc. e tal. Algo que é praticamente coisa da… hmmmm… da esquerda. Então vemos o cara que se diz de esquerda, que geralmente é radical, entoando aquelas palavras de ordem que era o maior sucesso lá nos idos de 1917 e chamando os outros de reacionários, e temos o cara que se diz de direita, mas ama o Estado inchado, anticomunista, economia controlada e que na verdade é de ‘esquerda moderado.’
    .
    Acho que o grande mal do brasileiro, é a mania louca de radicalizar. Mas radicalizamos tudo. Qualquer tipo de discurso. ‘Ah, você é de direita? Então você é rico e é bandido!’ ‘Votou no PSDB?! Tem que morrer!’ ‘Escuta rock? SATANISTA!’ ‘Você é crente? Quanto você pagou pelo pedaço de céu?’ ‘Flamenguista?!?! Cara, só tenho o dinheiro da passagem! Rola pelo menos deixar os documentos?’ ‘Careca?! Skinhead!’ ‘Você é mesário? Que otário!’ E por aí vai. Tratamos tudo com 8 ou 80 e jamais tentamos o diálogo. Jamais tentamos entender os motivos que levam às pessoas à fazerem determinadas escolhas. Enquanto não tentarmos entender as causas ‘raiz’ de certas opções feitas pelo brasileiro, não vamos conseguir consertar absolutamente nada. Infelizmente esse pensamento é sim ecoado pela Academia. Principalmente em instituições de ensino públicas que foram aparelhadas de maneira voraz nessa última década e pouco de governo PT. Infelizmente essa parte não é mito nem exagero. Existem algumas situações que são ridículas e que ocorrem todo santo dia.
    .
    No tocando aos esquerdolas mais radicais que temos por aqui e que não sabem o que falam, de qualquer forma, daria na mesma. O próprio marxismo já foi distorcido e ‘adaptado’ de N maneiras para servir à diferentes carapuças, começando com o Lenin, que aplicou as idéias de Marx à um tipo de sociedade na qual o próprio Marx define em seus trabalhos como sendo inviável para o comunismo. Muito menos aqui no Brasil, no qual nem o socialismo nem o liberalismo jamais foram aplicados como deveriam ser.
    .
    Estado mínimo? Grande? Nada disso. Aqui acho que só cola mesmo a cleptocracia selvagem. Cada um por si e minha percentagem na conta na Suíça. Enaltecido é aquele político que ‘rouba, mas faz.’ E por isso, pode ser o ‘ismo’ da preferência do freguês, mas nada vai funcionar. Nossos políticos, cujas legendas de seus partidos não significam absolutamente NADA, são um mero reflexo do povo. Às vezes eu sinceramente penso que adoraria que um dos lados mais radicais, os esquerdolas mais brabos, ou o tão afamado, completamente insano, e impossível-de-acontecer ‘intervenção militar’ acontecessem e alçassem o poder e decretasse lei marcial ou algo semelhante porém mais radical. Assim eu poderia simplesmente entrar no consulado/embaixada de minha escolha e pedir asilo político em algum canto que eu pudesse me desenvolver da forma que eu achar melhor, porque aqui está difícil mesmo

  26. Olá Leandro. Esta história de “aparelhar” a universidade está equivocada. O ingresso na carreira docente é por concurso, assim como para ingressar na PF, no MPF ou qualquer carreira pública. Conheço docentes com todos os perfis ideológicos. Claro que há o viés vocacional, mas não existe isso de aparelhamento. Aproveitando o que você colocou tão bem, isso é uma simplificação. Tanto a carreira acadêmica quanto a militar é baseada no mérito e no esforço mas enquanto que a estrutura militar é baseada na hierarquia, a universidade é baseada no pensamento crítico (base do método científico). Como em todo lugar, há um pequeno grupo de canalhas barulhentos.

    Caro Leandro, concordo que não existe meio fascista, assim como não existe meio canalha. riso. Nem meio cunhado, infelizmente. Concordo que o Estado brasileiro moderno tem sua origem no pensamento positivista militar e é anterior aos governos militares, mas de fato foi estruturada pelos governos militares e foi mantida na constituição de 88. E provavelmente será mantida pelas próximas décadas. É um processo darwiniano de evolução no qual as estruturas vão sendo testadas, aprimoradas, consolidadas ou eliminadas.

  27. camargoer 9 de setembro de 2017 at 10:45

    Não, imagina se houvesse aparelhamento… Quase não se dá ênfase a teoria marxista né… afirmo sem medo de errar, até porque também egresso de universidade pública, que há uma ênfase desproporcional e valorização extrema de tudo o quanto é marxista. Grade curricular… tudo é feito, muitas e muitas das vezes, para que vc saia dali assimilando e praticando o modo de pensar dessa visão de mundo. O pior é que o negócio chegou forte ao ensino secundário. Núcleos regionais de educação chegam a dar ânsia… Basta disso.

    Sds

  28. Rodrigo Martins Ferreira 9 de setembro de 2017 at 7:32

    Eu, ressaltaria outro aspecto: o maior ponto de contato entre militares e a esquerda seria o NACIONALISMO. Só que nacionalismo, para a esquerda, tem bastante peculiaridades… “a Eletrobrás é nossa”, “a Petrobrás é nossa”… quando pouco importa quem esteja explorando a atividade, e sim a produtividade e o quanto contribui para a dinâmica da economia e da vida nacional. Ou seja, na prática, a esquerda tem um pseudo-nacionalismo.

    Agora, não gosto nem um pouco da política econômica esboçada pelo Bolsonaro, que não passa de um nacional-desenvolvimentismo reformado, muito parecido conceitualmente ao de Dilma R (toc toc toc).

    Sds

  29. camargoer 8 de setembro de 2017 at 13:16

    A questão aqui é q para entender a participação de devotos da esquerda no EB nas primeiras décadas do século XX temos que compreender que 1) servir às FFAA era uma punição e nao um sinal de patriotismo, 2)existem várias esquerdas e 3) a Internacional Comunista do inicio dos anos de 1930, se nao me engano, conclamou a união geral contra o Fascismo (e aqui, permita-me, discordo de vc qdo fala em “fascismo de esquerda”, pois, na minha visao, o fascismo e suas derivantes sao sempre de direita; o correto talvez fosse falar como Hanna Arendt “totalitarismo stalinista ” e “toralitarismo nazista” ao se referir a regimes ditatoriais de esquerda ou direita nesses anos 30-50).

    1 – A visão que se tinha (tinha?) de servir ao exército era que isto constituía numa falta de opção ou sinal de marginalidade. O recrutamento era feito pelas Forças Públicas (Polícia) , bem parecido com” A patrulha da noite”, rsrs, e todos que tinham algum tráfico de influência nao serviam. Isso se refletia diretamente na baixa qualidade da tropa. Houve um grade esforço de vários ministros da guerra como Hermes da Fonseca e Padiá Calógeras na tentativa de profissionalizar a força e acabar com a imagem de que era uma instituição de marginalizados. Houve toda uma campanha patriótica nesse sentido, mesmo assim demorou para melhorar e quando a II Guerra estoura Vargas teve q utilizar-se de vários mecanismos para aumentar os efetivos. Por isso é possível perceber como ser convocado para ir para a guerra era uma punição e nao uma honra.

    2 – A ideia de esquerda variou muito ao longo do tempo. Nó século XVIII, por exe, quem defendia o voto universal ou o fim da escravidão era visto como esquerda (os sans culottes ou os jacobinos. O fato é q com o anarquismo e o marxismo a coisa tomou um caráter mais fundamentado e mais ou menos homogêneo …por um tempo. As variadas revoluções que ocorreram em 1917, 1949, 1959 e etc mostraram q nao existe uma fórmula definida, além disso, a revelação dos massacres promovidos pelo stalinismo e outras “ditaduras do proletariado” (que nunca foram do proletariado) criaram uma decepção com esse modelo clássico e levaram a novas interpretações.

    3 – Naquele momento, combater o Nazismo era maior que qualquer coisa! Então os membros do “partidão” (PCB) foram conclamados a se alistar na FEB para lutar contra o fascismo no mundo. Depois a luta seria trazida “pra dentro de casa”. No fim da guerra, por exe, Jacob Gorender ainda na Itália (a FEB foi tropa de ocupação por uns meses) fez um manifesto ati-Vargas assinado por vários praças e subalternos. Mas tocando no que vc comentou, sim, ser de esquerda nao impende o patriotismo. Se não me engano, apenas entre os comunistas mais ortodoxos a ideia de patriotismo é vista como uma falácia do capital, que criou a ideia de pátria como mais uma forma de alienar o proletariado e submete-lo à burguesia (embora se acuse os comunistas de serem intenacionalistas, ninguém olha q a burguesia na tem pátria e sim interesses, mas bola pra frente – vide o caso das empresas automobilísticas que lucraram com os incentivos qdo dado pelo governo Dilma e agora vão lucrar tb com as punições que a OMC vão implentar ao Brasil ). Como o ideal de revolução é muito forte em várias correntes, a ideia de servir ao um exército e a uma causa nao são estranhas, muito pelo contrário, sendo assim o militarismo de esquerda nao é um paradoxo. Como nao sou marxista, em percebo o patriotismo com um fenômeno cultural e como tal importante, pois cria uma identidade, uma ideia de pertencimento. Mas sem exageros…uma coisa é defender a pátria outra é ser imperialista e partir para a agressão aberta como a China, a Russia e a Coreia do Norte (isso para nao citar os exemplos clássicos dos amis).

  30. Rodrigo Martins Ferreira 8 de setembro de 2017 at 15:17

    Rodrigo, desculpe, mas nao acho que as FFAA sejam de esquerda ou mesmo simpáticas a esquerda. A história do EB, por exe, nas primeiras décadas da República foi toda marcada por reprimir movimentos sociais. Houve motins, sim, é verdade, mas mais motivados pelas péssimas condições de vida na caserna do que outra coisa. No caso da Intentona de 35 aqui sim tivemos um momento onde parte da tropa foi cooptada, mas frente ao montante isso foi algo pouco significativo, assim como as deserções durante os anos de 1964-1985 (mas aqui é muito distante do meu foco de estudo, então n saberia precisar).

    Também discordo de vc ao colocar o “esquerdismo” como principal causa da “reduzida capacidade de combate”. No caso brasileiro as causas são variadas. Vou citar apenas uma aqui: durante décadas as oligarquias regionais brasileiras (que nao tem NADA de esquerda!) nunca permitiram que o EB fosse uma força significativa com medo justamente de intervenções federais que diminuissem seus poderes e privilégios! Durante muito tempo essas oligarquias fizeram das Forças Públicas seus exércitos particulares, muitas vezes armados e treinados como o EB deveria ser, para resistir a uma intervenção do DF. Outra causa: a demora em profissionalizar a tropa! Somente com a Guerra da Tríplice da Aliança que o Brasil começou a acordar pra isso, mesmo assim ainda demoraria mais de 60 anos pra q isso se efetivasse. Mas isso aqui seria um outro papo, numa outra matéria.

  31. Camargoer, eu gostaria muito de concordar com você, mas infelizmente o aparelhamento das universidades existe. Houve época em que eu acreditava que o concurso público realmente eliminava essa possibilidade, mas não mais. Até porque existe um determinado momento durante o processo de seleção dessas universidades em que a sua prova é analisada, e nem sempre é julgada conforme a lei. Houve inclusive caso de que o coordenador do concurso, ao se dirigir aos professores, afirmou que a nota ‘não valia muita coisa’ e que na verdade escolheram o professor que ‘tinha um perfil’ mais próximo daquele que a instituição estava procurando.
    .
    Infelizmente concurso público não garante a idoneidade do processo seletivo já que necessita de input humano em determinado ponto. Eu concordo que parece um alarmismo sem tamanho, mas infelizmente, nesse caso, é verdade.

  32. Olá Luciano
    Você escreveu esta monografia? Seria ótimo poder lê-la. Sobre a expressão “fascismo de esquerda” (que não tem nada a ver com a bobagem de falar sobre nazismo de esquerda) concordo plenamente que, fora do contexto, pode levar a erros e confusões. Há quem diga, inclusive, que o fascismo seria melhor caracterizado como uma terceira via. Particularmente, concordo com você que a direita é mais próxima dele, mas eu faço uma distinção entre fascismo e a direita-democrática. Aliás, sou um fanático anti-fascista (riso) e anti-totalitarismo. Concordo que as expressões totalitarismo-stalinista e totalitarismo-fascista são excelentes para caracterizar estes regimes. Estava relendo há pouco uma artigo do Bresser Pereira de 2006 (O PARADOXO DA ESQUERDA NO BRASIL) e ele faz uma excelente observação ao usar os termos esquerda e direita apenas no campo democrático. Fora dele, estes conceitos perdem sentido porque o totalitarismo não permite a existência de qualquer manifestação política contrária. Riso, literalmente não permite a existência mesmo… um grande abraço e obrigado pelas cousas legais que aprendi sobre a FEB.

  33. Olá Luciano. A questão do concurso é bem polêmica mas o que tenho acompanhado é que os desvios se tornaram menos comuns do que parece, ao ponto de que quanto acontecem, há uma enorme revolta. Os processos hoje estão bem melhores do que anos atrás, isso sem ferir a autonomia universitária nem a autonomia da banca. Por exemplo, as provas hoje são cegas (não aparece o nome do candidato). Há uma nova geração de docentes entre 40 e 50 anos com outro perfil ético, muito competente, quase todos com formação internacional, e muito crítica. Eles entraram todos com 30 e poucos anos e agora estão assumindo pontos chave no lugar da velha academia. Mas como disse, um canalha é um canalha, riso. E o que se espera de um canalha são canalhices.

  34. Luciano,

    O Jacob Gorender também escreveu três artigos no jornal do Serviço Especial da FEB “O Cruzeiro do Sul”, órgão do comando da DIE. Três textos claramente antifascistas, alguns cunhados com variados jargões do materialismo histórico. Como você disse, naquele momento, liberais, nacionalistas, comunistas, estavam todos na FEB e todos contra o nazi-fascismo.

    Citei seu trabalho algumas vezes na minha dissertação. Obrigado!

    Uma outra boa bibliografia sobre como o exército era anticomunista no Estado Novo: Os indesejáveis, de Fernando Rodrigues. Belíssimo trabalho. Ele, inclusive é do Exército, mas fez um trabalho extremamente crítico, demonstrando como o Exército escolheu determinadas categorias de “indesejáveis” para que não entrassem na Escola Militar: negros, descendentes de imigrantes de determinadas nacionalidades, comunistas, entre outros. Demonstrou com clareza a negação das oportunidades a essas pessoas.

    Aproveitando o tópico, que tal compartilharmos aqui indicações de autores oriundos da academia e que tratam da temática militar, minha lista:
    Sobre a FEB: Francisco Cesar Alves Ferraz, Cesar Campiani Maximiano, Luciano Meron. E pra quem tem paciência, sugiro procurar dissertações e teses em que eles estiveram presentes nas bancas.
    Sobre o Exército como instituição: Celso Castro, Piero Leirner, José Murilo de Carvalho, Frank D. Mccann, Fernando Rodrigues, Adriana Barreto.

    Todos esses deram imensas contribuições.

  35. O fascismo é o sistema de governo que opera em conluio com grandes empresas, que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos (como a liberdade de empreender em qualquer mercado que queira) e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.
    Isso é o que a direita defende?
    Se for, então Putin é um fascista assim como Obama e a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

    Vamos falar sobre o fascismo e o socialismo.
    Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.
    O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado. Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter proteção e estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores. A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.
    Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes. Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao “espírito animal” dos investidores. Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.
    Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador. Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada. Keynes não era um socialista da velha guarda. Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.
    Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital. A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.
    Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional. Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade. Não. Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte. O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos.
    O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”
    O único traço que consigo encontrar referido pelo termo é a ausência de liberdades civis, para considerar o fascismo mais a direita, já tivemos ou temos casos assim como Singapura, o partido de Lee Kuan Yew praticamente domina o cenário político da cidade-estado, garantindo assim um leque amplo de ausência de liberdades civis, porém o choque de capitalismo de livre mercado é imenso lá. Agora o resto, ausência de liberdade econômica, estado acima de tudo, subsídios para grandes empresários, o fortalecimento de sindicatos são coisas totalmente diferentes do que a direita defende. Portanto, considerar que o fascismo é mais a direita é no mínimo desonestidade, para não dizer canalhice.
    Veja bem, o fato de um ser anticomunista não o torna de direita ou fascista, Reagan era um anticomunista, mas isso o considera de direita? Reagan foi o maior gastador dos presidenciais do pós-guerra, até mesmo o ídolo da esquerda Paul Krugman elogiou o sujeito dos mega-deficits, chamando o programa político econômico de Reagan de “keynesianismo bélico”. Ou seja, pode-se se fazer vários elogios ao Reagan como desestatização da economia, mas o sujeito anticomunista era um louco gastador podendo ser advertido por políticas econômicas da esquerda. Porém todos rotulam ele como direita. Não está satisfeito? Vamos para o regime militar.
    Ninguém deste país foi mais socialistas do que os militares, NINGUÉM. Dentre os generais, Geisel foi o pior de todos. Pior até do que Dilma. Ninguém expandiu mais o estado do que ele; ninguém criou mais estatais do que ele. Ninguém fechou a economia mais do que ele. Ninguém foi economicamente mais socialista do que ele. Já no início da década de 1980, a economia brasileira estava sovieticamente fechada. Importar algo era praticamente proibido. Carestia nas nuvens, moeda sem nenhum poder de compra, e população proibida de comprar produtos estrangeiros. O exemplo mais explícito de reservas de mercado e de povo sendo tratado como gado. (Vale, adicionalmente, dizer que todas essas empreiteiras atuais cresceram justamente no período militar — daí a afinidade com o governo petista, igualmente estatizante.) A Nova Matriz Econômica de Dilma foi a mesma coisa que os militares fizeram, porém com menor intensidade.
    E esse regime é taxado como direita.

    Ao contraste, tivemos vários exemplos de pessoas consideradas a esquerda que fizeram absolutamente tudo o que teoricamente não eram para fazer.
    Jimmy Carter – Jimmy Carter quem iniciou todo o processo de desregulamentação da economia americana. Carter quem desregulamentou o setor de transportes aéreos. Até a década de 1970, os preços das passagens aéreas nos EUA eram controlados pelo governo, que também concedia monopólios sobre determinadas rotas para determinadas companhias aéreas — as extintas PanAm e TWA lucraram os tubos com essa regulamentação — e impedia a entrada de novos concorrentes. O mercado aéreo americano era extremamente regulado e protegido, beneficiando os grandes e mantendo de fora os pequenos. Carter então aboliu, em 1978, a Civil Aeronautics Board — agência reguladora que controlava todos os aspectos do mercado aéreo americano —, permitindo, pela primeira vez, a livre concorrência no setor. Preços passaram a ser determinados pelo mercado — e despencaram — e outras empresas passaram a poder ofertar seus serviços para todas as rotas existentes.
    Foi Carter também quem desregulamentou o setor de transporte de cargas por caminhões e trens. Carter aboliu a Interstate Commerce Commission — agência reguladora que controlava todo o mercado de transportes de carga — e assinou o decreto Motor Carrier, o qual desregulamentou por completo toda a indústria de caminhões de transporte e permitiu total liberdade de preços e de concorrência para o setor. Não foi à toa que o Teamster’s Union — poderoso sindicato dos caminhoneiros liderado pelo famoso Jimmy Hoffa, e que usufruía um quase-monopólio do transporte de cargas — declarou apoio a Reagan nas eleições de 1980, tão revoltados ficaram com a perda do quase-monopólio.
    Foi Carter também quem nomeou o juiz que quebrou o monopólio da telefônica AT&T, monopólio esse concedido pelo governo americano ainda em 1913, pois o serviço era considerado um “monopólio natural”. A AT&T até então controlava todas as chamadas de longa distância.

    Roger Douglas – Ele fez o inimaginável e adotou medidas contrárias à sua ideologia: redução de privilégios, abolição de tarifas protecionistas, abolição completa de subsídios, redução de impostos, redução de gastos, desregulamentação de todos os setores da economia, e, principalmente, forte redução da máquina pública, com a abolição de vários ministérios e a demissão de vários funcionários públicos, os quais rapidamente encontraram emprego no setor privado. Telecomunicações, empresas aéreas, esquemas de irrigação, serviços de informática, gráficas governamentais, empresas de seguro, bancos, ações, hipotecas, ferrovias, serviços de ônibus, hotéis, empresas de navegação, serviços de assessoramento agrícola — tudo o que era estatal foi vendido. A produtividade disparou; os custos caíram. De uma hora para outra, a Nova Zelândia se livrou de seus parasitas e escancarou as portas da oportunidade para que produtores e empreendedores pudessem criar riquezas e aumentar o padrão de vida de todos os neozelandeses.

    Gerhard Schroeder – O social-democrata Gerhard Schroeder, primeiro-ministro de 1998 a 2005, que, para controlar um crescente déficit orçamentário e reduzir um desemprego que chegava a 12% e que era um dos maiores da Europa (maior até mesmo que o da França à época), adotou várias medidas que desagradaram em cheio a sua base de apoio: chamada de Agenda 2010, Schroeder desceu a tesoura no até então generoso estado de bem-estar alemão, fazendo cortes em vários programas como seguro-desemprego (cuja concessão se tornou bem mais rigorosa e a duração foi encurtada), previdência e até mesmo na saúde. Pecado dos pecados, flexibilizou o mercado de trabalho e reduziu as alíquotas do imposto de renda de pessoa jurídica (de 56,8% para 38,7%) e de pessoa física (de 57% para 44,3%).
    Schroeder, talvez por ter adotado tais medidas impopulares já no final de seu mandato — janeiro de 2005, sendo que as eleições seriam em novembro daquele ano —, não apenas não colheu os frutos de suas reformas, como ainda foi punido pelos seus eleitores nas urnas. Foi Angela Merkel quem colheu os louros: o desemprego alemão caiu de 12% para 4,5%, um dos menores da Europa. E o orçamento ficou equilibrado.

    François Mitterrand – Na França, as principais privatizações do país ocorreram no governo do socialista François Mitterrand: a Compagnie Générale d’Electricité (que se tornou a Alcatel), o banco Paribas, o banco Société Générale e a rede de televisão TF1.

    Bill Clinton – Imaginando que o presidente democrata faria jus às suas promessas de campanha, e com o Congresso controlado por Democratas ávidos por mais gastos, inclusive com a intenção de reformar o sistema de saúde americano, tornando-o mais socialista, porém aconteceu o inesperado. Clinton fez uma guinada surpreendente em sua política econômica: sob a orientação de Robert Rubin (um dos melhores secretários do Tesouro que os EUA já tiveram), Clinton passou a demonstrar uma invejável — e até hoje inigualada — austeridade fiscal: foi o único presidente americano desde a década de 1950 a apresentar um orçamento com superávit nominal.
    Obs: Austeridade fiscal nem era pra ser considerado política de direita, isso é o mais básico de finanças. Porém a esquerda parece querer abolir a contabilidade.
    Mais ainda: para desespero de sua base de apoio, Clinton fez uma abrangente reforma do estado de bem-estar social, cortando benefícios e adotando quase que integralmente uma plataforma dos Republicanos. Dentre outras coisas, a concessão de seguro-desemprego foi endurecida e os prazos foram encurtados. Mães solteiras que tinham filhos e que viviam de assistencialismo tiveram de voltar a trabalhar.
    Houve uma revolta na base aliada por causa da adoção dessas políticas, e alguns auxiliares próximos a Clinton pediram demissão e foram à imprensa se posicionar publicamente contra a medida. Em vão. Ainda mais famosa se tornou a frase de Clinton, pronunciada durante o seu “Discurso sobre o estado da União”, em 1996: “The era of big government is over” (“A era do estado grande acabou”). Para completar, Clinton ainda reduziu o imposto sobre ganhos de capital, descentralizou os limites de velocidade nas rodovias americanas (passando essa atribuição, que até então era do governo federal, para os estados), e reduziu o número de burocratas na Casa Branca. Quando Clinton assumiu a presidência em janeiro de 1993, os gastos do governo equivaliam a 22,1% do PIB. Quando saiu, em janeiro de 2001, estes haviam caído para 18,2% do PIB.
    Não é à toa que o economista Steve Hanke rotulou Clinton como “o rei do aperto fiscal”.
    E a economia americana, durante os anos Clinton, apresentou uma prosperidade invejável, crescendo acima de 4% durante 5 anos seguidos, com o desemprego caindo de 8% para 4% e com um número recorde de pessoas empregadas em relação ao total da força de trabalho disponível. Tamanho era positivo o cenário econômico, que a eleição presidencial americana de 2000 foi uma das que obteve menores taxas de comparecimento ás urnas, com Bush ganhando por uma margem estreita.
    Porém todos esses supra-citados são considerados de esquerda, embora fizeram o que teoricamente a direita defende.

    Vejo o nacionalismo como um caso isolado, acho que esse termo é essencialmente terceira-via, Éneas foi o maior expoente dessa vertente, e talvez o único que esse país já teve. Bolsonaro e Ciro Gomes são fascistas, não nacionalistas, o próprio Éneas já descascou para cima do Ciro em uma das eleições presidenciais, ou no mais sincero dos casos, os dois são falsos-nacionalistas. Um quer exportar commodities para a China, inclusive recebeu apoio do PCC(Partido Comunista Chinês) para sua candidatura em 2018, Éneas era contra esse “contrabandando” de nossa riqueza, o outro quer entregar a base de alcântara para os americanos, olha aí o falso nacionalismo em ação.

    A briga não é entre direita x esquerda, e sim liberdade x autoritarismo. O resto é mimimi dessas duas linhas ideológicas.

    Esse camargoer está vivendo num universo paralelo ou é um puro charlatão.
    http://www.forte.jor.br/2013/10/07/estudante-se-recusa-a-fazer-trabalho-sobre-marx-e-ganha-visibilidade-ao-escrever-carta-manifesto/

  36. Olá Fred. Li o artigo do F.Rodrigues. Fiquei impressionado com o veto que Dutra fez aos não católicos, inclusive ateus, para ingressarem na escola de formação de oficiais do EB, pelo menos no período analisado no artigo (entre 38 e 42) mas ele também menciona que esta política de discriminação esteve presente no EB por muitos anos. Fiquei curioso se as demais forças (principalmente a MB) replicaram esta política. Acho também curioso que o Gen Geisel tinha o perfil para ser excluído, sendo filho de imigrantes alemâes e nao católico, mas teve a sorte de ingressar na escola de oficiais antes da implementação da política de exclusão de Dutra.

  37. O Geisel fala sobre isso no livro de memórias dele Camargoer, exatamente sobre isso. Dele ter tido sorte. Esse é outro livro imprescindível. Varia de história de vida a impressões sobre vários períodos e assuntos. Um testemunho bacana.
    A minha dissertação foi defendida mês passado, ainda não está na base de dados da UFRRJ. Mas já já vai entrar, o título é “O Exército de Caxias e o Exército da FEB: as relações entre estabelecidos e outsiders no Exército Brasileiro (1942 – 1945)”. Assim que estiver lá eu aviso.

  38. Fred. Parabéns pelo mestrado. O tema é muito legal. Estou ansioso para estuda-la. Vou procurar o livro sobre o Geisel. Obrigado pela sugestão. Pensando em encarar um doutorado? Há um estudo da CAPES que indica que o salário médio de quem tem mestrado é de 9700 reais.. e o com doutorado de 13600 reais. Além disso, 2/3 dos doutores no Brasil atuam no setor privado. O mais legal é que o pessoal da área de ciência humanas é o que tem a maior participação no setor privado, ao contrário do que se imagina. È um relatório bem legal e está disponível. Um grande abraço e parabéns de novo.

    https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/Apres_CGEE_MD2015_SBPCvfrev.pdf/d50b9e9d-5f0f-4b40-af53-562cf8fa605a

  39. Isso, junto com o Celso Castro. É um ótimo livro. Ele fala do Bolsonaro na página 113. E eu acho que tem muita gente aqui da trilogia que não vai gostar de ler o que Geisel falou hehehehe.

    Sobre o mestrado, obrigado!!! Foi uma baita luta pra conciliar com a docência, sem bolsa de pesquisa. Frequentando o AHEx mesmo residindo longe do RJ, e com muita compreensão e ótimo atendimento dos militares de lá, os quais agradeci várias vezes no corpo do texto. Nesse momento eu tenho pensado em descansar um pouco, ficaram umas questões em aberto pra pesquisar no futuro. Mas a minha ideia agora é retomar o foco na docência no ensino médio mesmo. Mas, no futuro, quem sabe. É uma questão de identidade mesmo, eu me identifico como docente da educação básica, gosto muito. Mas assim que eu tiver consciência da publicação lá na base de dados eu te aviso para que faça a leitura e me dê sugestões, pois a ideia é revisá-la e enviar para publicação.

    Eu imagino que a maioria das pessoas que estudam os militares frequenta assiduamente a trilogia. É hoje, a melhor fonte de notícias sobre temas de defesa no Brasil. Galante, Poggio e Nunão fizeram ótimo trabalho ao longo dos anos. Gostaria muito que as pessoas se pronunciassem, como fez o Luciano e você. Usar este espaço para desmitificar o pensamento reinante na comunidade sobre os historiadores, sociólogos, antropólogos que estudam as Forças Armadas. Por vezes os estudos podem revelar fatos que desagradam o público, mas todos, sem exceção se dedicam muito e tratam o Exército com muito respeito. Eu não conheço obra de historiador que tenha sido leviano com a instituição, pelo menos de 2000 pra cá. Eu sou só um aprendiz, alguém que se esforçou pra estudar o Exército e a FEB, não sou representativo dos autores que citei. Todos “de peso” e que contribuíram muito, inclusive com trabalhos pioneiros que abriram o Exército e os temas militares como campo de estudo mesmo. Tem muita gente séria e boa, se dedicando muito, fazendo das tripas coração pra poder estudar o EB. Mesmo com as muitas dificuldades que existem.

  40. Fred 9 de setembro de 2017 at 16:39

    Fred, parabéns! Estudar história militar em academias civis é muitas vezes traçar um caminho tortuoso pelo fato de termos passado por um regime militar recentemente. Há muita desconfiança, mas há vontade de entendimento! Vou ficar muito feliz em poder ter sua dissertação para ler! Fico lisonjeado por ter usado meu trabalho. Francamente!! Eu felizmente tive bolsa da CAPES e tirei licença da rede estadual ( A bolsa era maior q meu salário, que na época era pouco menos de mil reais e a bolsa uns mil e duzentos).

    Olha, nao estou no mesmo patamar do Campiani ou do Ferraz (tenho os livros de ambos, mas como já deve ter percebido meu trabalho segue mais a abordagem com Campiani. Os livros dele sao FUNDAMENTAIS pra entender as novas abordagens sobre a FEB!)! Esses hoje, junto com professor Dennisson de Oliveira, são alguns dos maiores especialistas sobre FEB no Brasil!

    Temos muitas figurinhas pra trocar! Meu orientador queria q eu desse seguimento aos estudos sobre os impactos da FEB no EB nas décadas seguintes, tentando entender como esses veteranos exerceram influência na americanização da força. Mas eu eu vou me voltar paras as décadas antes da guerra. Quero estudar a Intendência no EB, como ela se transformou até chegar a guerra.

    Vc tem razão ao falar da trilogia. Muita gente boa acompanha! Outro dia vi uma postagem do Campiani na matéria sobre a ajuda que o governo do RJ vai dar ANVFEB. São leituras de referência!! Parabéns aos editores, que também são grandes pesquisadores.

  41. camargoer 9 de setembro de 2017 at 16:48

    Essa aqui é minha dissertação de mestrado. Escrevi alguns outros artigos, todos relacionados a FEB, mas ai só pesquisando com calma pra ver na net onde estão (fiz outra graduação recentemente – gastronomia – mas o hábito do cachimbo deixa a boca torta…acabei escrevendo uma monografia sobre carestia e desabastecimento durante a II guerra no Brasil) . Inclusive, já que lhe chamou a atenção sobre a questão religiosa no EB, escrevi um sobre a capelania castrense na FEB (achei aqui http://www.novospesquisadores.ufba.br/downloads/Textos/O%20ALTAR%20E%20O%20FRONT%20-%20O%20SERVI%C3%87O%20RELIGIOSO%20NA%20FOR%C3%87A%20EXPEDICION%C3%81RIA%20BRASILEIRA%20(Luciano%20B.%20Meron).pdf )

    Dissertação:
    http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=193066

  42. Obrigado Luciano e Leandro!

    Realmente vi a postagem do Campiani, a quem sou muito grato, profundamente, pois ele me disponibilizou acesso a uma fonte preciosa ao meu trabalho.

    Luciano, acho que os relatórios do ministro da Guerra são fontes preciosas pro seu trabalho, se não me falha a memória, o AHEx tem muitos, se não tiver todos. Tem também disponível online, num site de instituição dos EUA que digitalizou alguns. Dá “uma geral” do que aconteceu ano a ano no EB. E o pessoal do arquivo, do AHEx, se você conversar com eles sobre o que procura, eles sempre tem alguma dica preciosa pra dar sobre alguma documentação do acervo. E como você vem de longe, seria bom você começar um diálogo com eles por email. Eles são muito solícitos com quem tem pouca disponibilidade ou vem de longe.

    Posso disponibilizar para leitura sim. Ainda é a versão que foi pra banca, muito “presa”. Vou fazer uma revisão de “estilo” para tentar publicar depois. Só entrar em contato com meu email: fred.joaomaia@gmail.com

    Agradeço o interesse pessoal.

  43. Ah, foi liberado! Vc consegue visualizar Camargoer? Eu coloquei o link do meu trabalho de mestrado pra vc.

    Fred 10 de setembro de 2017 at 7:26

    Sim! Os relatórios estao na lista de fontes q estou levantando. Adler Homero – uma referência sobre fortificações brasileiras – me sugeriu tb uma rara publicação, uma tal de Revista do Estado Maior (que teria sido publicada no início do séc XX). E como vc falou o AHEx é uma maravilha! O Major Ferreira Jr ainda tá por lá? Na época da minha pesquisa ele ainda era Cpt. O encontrei uns anos atrás num congresso no Museu da Marinha no RJ.

  44. Rodrigo Martins Ferreira,

    Gilson Moura,

    Amigos,

    Classificar os governos do período militar ( ou mesmo os militares ) como sendo a esquerda ou a direita é virtualmente impossível…

    Se formos observar bem, levando em consideração o que os militares fizeram no campo político e econômico, a única conclusão a que se pode chegar é que eram necessariamente positivistas… Técnicos no comando, sempre…

    Como prova maior dessa mentalidade positivista durante o regime militar, basta analisar as atitudes nos campos político e econômico.

    Politicamente, ao mesmo tempo em que os militares deram combate a esquerda armada e reprimiram pontualmente atividades “subversívas” de personalidades e grupos inclinados a esquerda, também desmantelaram a direita organizada ao reprimir o maior expoente direitista até então, na figura de Carlos Lacerda. E ao mesmo tempo, permitiram a existência de forças políticas debilitadas aqui e ali, organizando eleições relativamente livres para o legislativo e deixando que ocorressem manifestações pontuais ( ex: Passeata dos 100 mil ), mesmo durante o período de maior intensidade, buscando respaldo popular e legitimidade.

    E numa época em que as ideias de Keynes ainda eram tidas como certeza absoluta de sucesso, somente foi possível para eles, que não eram especialistas em economia, escorar-se naquilo que acreditavam dar certo ( e não necessariamente porque tendiam a esquerda ); e terminaram importando o modelo desenvolvimentista europeu, essencialmente trabalhista e calcado em uma forte relação Estado – empresa ( ignorava-se as desastrosas consequências desse modelo tão falho, ainda mais para um país cuja capacidade de produzir riqueza estava tão aquém do modelo em si ).

    E esse jeito de pensar, grosso modo, não parece ter mudado…

    Se um dia os militares retornarem ao poder, o que serão capazes de fazer no tocante a economia será basicamente seguir as tendências e embasar-se em experiências econômicas que se mostram serem as bem sucedidas por hoje. E no que tange a política, farão todo o possível para limitar a ação de agentes que se julgarão destrutivos, de acordo com os conceitos então vigentes, e sempre obedecendo a uma mentalidade que vise anular ou restringir qualquer aspecto subjetivo nas relações humanas e/ou institucionais.

    A bem da verdade, a cultura brasileira tem traços positivistas, e não é primariamente a esquerda ou a direita, como muitos acreditam… O brasileiro, de forma geral, é imediatista e praticista com relação a tudo; algo como: “…quero o que funcione, e qualquer coisa que não serviu, descarte…” Uma boa parcela não tem paciência com formas mais sutis de se pensar ( visto como “enrolação” ) e realmente tem um “vício” em delegar tudo ao “especialista”, além de uma certa “reverência automática” por quem está no topo ( afinal de contas, para essa boa parte, “quem está no topo é porque sabe o que está fazendo”… ). Esse “jeito de ser” se disseminou desde a fundação da República, e não creio que se possa reprimir mais de 100 anos de evolução de uma sociedade que cresceu encima desse pensamento algo positivista.

    Os governos brasileiros que ousaram ir mais a esquerda e/ou endeusaram políticas desenvolvimentistas, caíram vítimas de seus próprios excessos ou das falhas inerentes as políticas desenvolvimentistas em si. Logo, nada mais natural que, dentro dessa cultura positivista, as pessoas se alinhem na direção de outras experiências que, julga-se, deram mais certo. Por isso tanto clamor por um novo “regime militar” ou então por “gestores” no lugar de “políticos”… Rodrigo Martins Ferreira,

    Gilson Moura,

    Amigos,

    Classificar os governos do período militar ( ou mesmo os militares ) como sendo a esquerda ou a direita é virtualmente impossível…

    Se formos observar bem, levando em consideração o que os militares fizeram no campo político e econômico, a única conclusão a que se pode chegar é que eram necessariamente positivistas… Técnicos no comando, sempre…

    Como prova maior dessa mentalidade positivista durante o regime militar, basta analisar as atitudes nos campos político e econômico.

    Politicamente, ao mesmo tempo em que os militares deram combate a esquerda armada e reprimiram pontualmente atividades “subversívas” de personalidades e grupos inclinados a esquerda, também desmantelaram a direita organizada ao reprimir o maior expoente direitista até então, na figura de Carlos Lacerda. E ao mesmo tempo, permitiram a existência de forças políticas debilitadas aqui e ali, organizando eleições relativamente livres para o legislativo e deixando que ocorressem manifestações pontuais ( ex: Passeata dos 100 mil ), mesmo durante o período de maior intensidade, buscando respaldo popular e legitimidade.

    E numa época em que as ideias de Keynes ainda eram tidas como certeza absoluta de sucesso, somente foi possível para eles, que não eram especialistas em economia, escorar-se naquilo que acreditavam dar certo ( e não necessariamente porque tendiam a esquerda ); e terminaram importando o modelo desenvolvimentista europeu, essencialmente trabalhista e calcado em uma forte relação Estado – empresa ( ignorava-se as desastrosas consequências desse modelo tão falho, ainda mais para um país cuja capacidade de produzir riqueza estava tão aquém do modelo em si ).

    E esse jeito de pensar, grosso modo, não parece ter mudado…

    Se um dia os militares retornarem ao poder, o que serão capazes de fazer no tocante a economia será basicamente seguir as tendências e embasar-se em experiências econômicas que se mostram serem as bem sucedidas por hoje. E no que tange a política, farão todo o possível para limitar a ação de agentes que se julgarão destrutivos, de acordo com os conceitos então vigentes, e sempre obedecendo a uma mentalidade que vise anular ou restringir qualquer aspecto subjetivo nas relações humanas e/ou institucionais.

    A bem da verdade, a cultura brasileira tem traços positivistas, e não é primariamente a esquerda ou a direita, como muitos acreditam… O brasileiro, de forma geral, é imediatista e praticista com relação a tudo; algo como: “…quero o que funcione, e qualquer coisa que não serviu, descarte…” Uma boa parcela não tem paciência com formas mais sutis de se pensar ( visto como “enrolação” ) e realmente tem um “vício” em delegar tudo ao “especialista”, além de uma certa “reverência automática” por quem está no topo ( afinal de contas, para essa boa parte, “quem está no topo é porque sabe o que está fazendo”… ). Esse “jeito de ser” se disseminou desde a fundação da República, e não creio que se possa reprimir mais de 100 anos de evolução de uma sociedade que cresceu encima desse pensamento algo positivista.

    Os governos brasileiros que ousaram ir mais a esquerda e/ou endeusaram políticas desenvolvimentistas, caíram vítimas de seus próprios excessos ou das falhas inerentes as políticas desenvolvimentistas em si. Logo, nada mais natural que as pessoas se alinhem na direção de outras experiências que, julga-se, deram mais certo. Por isso tanto clamor por um novo “regime militar” ou então por “gestores” no lugar de “políticos” ( sendo esta ideia última muito bem aceita, pois soa mais “técnico” )…

  45. Leandro Costa ( 9 de setembro de 2017 at 8:22 ),

    O que reergueu a Europa no pós guerra foi dinheiro americano… Nem mais e nem menos. Sem isso, os europeus levariam mais duas décadas, no mínimo, para se recuperarem; e vários deles não chegariam a ser o que são hoje…

    Muito embora os europeus realmente enxerguem na figura do Estado um provedor, e apesar das estrutudas estatais no continente europeu realmente terem um papel central na reorganização da Europa no pós-guerra, o fato é que elas estavam em frangalhos quando do final do conflito ( notadamente na Alemanha, Itália e, em menor grau, França, Bélgica e Holanda )… Sem a fonte de recursos da América, não seria possível a reconstrução…

    Se os países europeus são prósperos, isso se deve a sua capacidade de produção ( um trabalhador alemão equivale a quatro brasileiros… ), que torna, ao final da cadeia, viável manter o ‘welfare state’. E essa capacidade de produzir depende necessariamente de uma economia liberal.

    O Estado nesses países, apesar de ser imenso, é menos rigoroso no que diz respeito ao controle das relações econômicas, ao mesmo tempo em que fazem o possível para se equilibrarem entre gastos estatais e ingerência no livre negócio ( regulações ).

    Tanto que, até hoje, o único hanking confiável para medir real prosperidade escora-se na facilidade de se fazer negócio.

  46. Rodrigo Martins Ferreira,

    Gilson Moura,

    Minhas desculpas pelo comentário duplicado… É que faço todos no world pad primeiro para poder ter uma visão melhor do que escrevo e por receio do Windows travar ( tela azul ). Assim, faço e vou salvando no pen drive… É hábito meu… Dessa vez, eu fui corrigir no pad um trecho e acabei colando o comentário corrigido inteiro de novo…

    Saudações…

  47. Luciano,

    O major Ferreira Jr. é que responde os emails. O pessoal todo que atende lá está de parabéns. Tem um sargento, ou subtenente, não me recordo com exatidão, que conhece muito do acervo também. E nos últimos dias havia uma tenente também, que foi muito prestativa e solícita em me ajudar. É uma ótima equipe. Dialogando com eles sobre o projeto, vão surgir muitas sugestões boas. Boa sorte lá!!

  48. Fred 10 de setembro de 2017 at 20:29

    Acho q sem quem é o sargento! Estive com ele num congresso no Conde de Linhares. Sim, vc tem razão! Obrigado!

    camargoer 11 de setembro de 2017 at 0:03

    Muito obrigado, de verdade! Eu escrevi com muita empolgação, por amor ao tema! E também nao sou muito adepto de uma linguagem muito rebuscada. Queria ter tido mais tempo para entrevistar mais veteranos. Infelizmente hoje isso praticamente se perdeu. Todos os 3 que entrevistei morreram (dois do 11RI e um da Cia de MP).

  49. Olá Luciano. Pode soar meio piegas, mas o depoimento deles ficou vivo no seu trabalho. E olha que você escreveu em 2009. Fui ler o resumo, só de curioso, dai estiquei até o fim. Inclusive, enviei sua dissertação para um outro colega que trabalha comigo e sei que ele vai curtir também. Aprendi muito.

  50. Prezados
    Fiz AMAN, faculdade de História e hj estou na ECEME. Além disso, tenho parentes e amigos nas Universidades, principalmente na UFF e UERJ.
    Vi MUITA ideologia na faculdade, e sei q se vc não tiver um discurso de esquerda na área de humanas, vc fica um passo atrás.
    Acho importantíssimo o intercâmbio entre civis e militares no meio acadêmico, só se tem a ganhar.
    Acho q deve haver mais militares no meio civil acadêmico.
    Os civis podem saber muito sobre assuntos militares, mas há limites, assim como um acadêmico pode saber muito sobre saúde, mas quem prescreve remédio e opera, é o médico. Essa fronteira não pode ser ultrapassada. Os militares tem acesso a informação q deve ser negada. Muito do q se produz, não pode ser publicado academicamente, diferente das outras áreas, é de acesso negado, é sigiloso.
    Vejo muito Doutor achando q é “o cara” perto de um oficial pós-graduado, mas este sabe MUITO mais do que aquele, mas não tem o título, pq o q produz não pode ser publicado.
    Não estou dizendo q um sabe mais do q outro, mas cada um sabe uma coisa ou parte dela e elas se complementam. Isso q deve ser compreendido.
    Um exemplo q dou é a adoção de equipamentos, os quais são diretamente ligados a Doutrina empregada, e muitos civis insistem em se adotar outros baseados em dados técnicos ostensivos, mas o q interessa, geralmente é sigiloso e relacionado aos testes de quem conhece o emprego com a “pele”.
    Novamente, é importantíssimo, mas cada um deve saber q se complementam e não se ultrapassam.
    Sds

  51. “Carlos Alberto Soares 6 de setembro de 2017 at 13:02
    UniCEUB ?
    Esmagadora maioria de esquerdistas e fanáticos anti-militares,
    é jogar Xadrez com pombos,
    Pura perda de tempo.”

    Talvez na UNB possa ser assim, não sei lhe dizer. Mas estou cursando minha segunda graduação no “CEUB” e posso dizer dos professores que tive, que não há espaço para doutrinação na sala, talvez por ser uma Universidade particular, as aulas ministradas focam no conteúdo técnico, com exceção das aulas de sociologia, ética e outras que tem mais esse caráter mesmo.

    O CEUB é frequentado por pessoas de todas as ideologias, classes sociais, formação etc.

    Na minha singela opinião, acredito que o local possa ser sim bom para a realização do Congresso, como meio de divulgação da cultura de defesa. Se pelo menos instigar uma questão, uma pequena dúvida na cabeça das pessoas, como será que estamos protegidos? será que investimos o suficiente em defesa? o que é a defesa? já terá cumprido um excelente papel.

    Espero ter contribuído. Saudações!

  52. Agnelo 12 de setembro de 2017 at 10:48

    Sabemos disso (das atribuições especificas da prática militar), mas o objetivo do diálogo é justamente esse que colocou, os conhecimentos se complementam e a sociedade como um todo sai ganhando! Existem tipos diferentes de saberes, independente de titulação ou patente, e, como vc colocou também, não há uma hierarquia, mas um emprego diferenciado de acordo com o contexto e necessidade.

    Abç

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