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Exército Brasileiro aprova diretriz para VBR-MSR 6×6

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Concepção artística de futura versão Guarani VBR com canhão Mk8 de 90 mm e torre CMI LCTS, divulgada em 2012

O Estado Maior do Exército Brasileiro aprovou portaria de Iniciação do Projeto de Obtenção da Viatura Blindada de Reconhecimento – Média Sobre Rodas, 6×6 (VBR-MSR, 6×6).

A diretriz tem por objetivo regular as medidas necessárias à iniciação dos trabalhos do Projeto de Obtenção da VBR-MSR, 6×6), a partir da evolução de plataforma já existente.

Segundo a diretriz, o atual cenário político-econômico é de restrição orçamentária e deve prolongar-se pelos próximos anos, justificando a obtenção de uma Viatura Blindada de Reconhecimento – Média Sobre Rodas, 6×6, a partir da evolução de plataforma já existente, em detrimento da obtenção da Viatura Blindada de Reconhecimento – Média Sobre Rodas, 8×8 que acarretaria em custos mais elevados.

Segundo o Exército, as VBR atualmente em uso apresentam várias limitações para o cumprimento das operações de guerra previstas pela Doutrina Militar Terrestre.

Mas apesar das limitações quanto aos aspectos técnicos apresentados por essas viaturas, as mesmas possuem características, como robustez, fácil manutenção, mecânica simples e boa velocidade em estrada, constituindo-se numa excelente linha de ação a evolução da sua plataforma como base para a obtenção da VBR-MSR, 6×6, visando a adequação dos aspectos técnicos às necessidades impostas pela previsão doutrinária de emprego em operações.

Para mais detalhes, acesse o documento do Exército, clicando aqui.

Exército planejava blindado 8×8

O projeto do Exército Brasileiro para desenvolver localmente uma versão 8×8 do blindado Guarani foi adiado em agosto de 2017 devido a restrições orçamentárias. Foi dito na ocasião que o projeto 8×8 poderia prosseguir em um momento posterior, mas sem data precisa.

As negociações para pesquisa e desenvolvimento do chassi foram realizadas entre a direção de fabricação do Exército e Iveco, mas nenhum contrato foi assinado.

O chamado projeto VBR-MR (Viatura Blindada de Reconhecimento-Média de Rodas) faz parte do Programa Estratégico do Exército Guarani (Pg EE Guarani), que também inclui 4×4 e 6x6s, estações de armas remotas e tripuladas, sistemas de comando e controle, simuladores e muito mais.

COLABOROU: Manuel Flávio

145 COMMENTS

  1. Conforme dica do Agnelo, está no Boletim do Exército de hoje.
    http://www.sgex.eb.mil.br/sistemas/be/boletins.php
    .
    A viatura contará com canhão de 90mm.
    .
    Será que vão reutilizar os canhões do Cascavel ou vão comprar novos?
    Um canhão de 90mm é tão mais barato que um de 105mm, ou o Guarani 6×6 não tem condições de ser equipado com um canhão de 105mm?
    .
    Nessas horas, o Reginaldo Bacchi poderia voltar aqui e esclarecer alguns pontos.

  2. Correta decisão. Bota um canhão 90 de bom desempenho ou um 105 e tá ótimo. Não adianta ficar viajando na maionese como a Marinha. E se quisessem poderiam ver uns Centauros como tapa buraco se italianos oferecessem um bom preço pelos estocados.

  3. Não havia visto este post enquanto lia o boletim do EB,rs e acabei perguntando pro Agnelo o que já está respondido aqui.
    Excelente saber que largaram mão(mesmo que por enquanto) do VBR 8×8 e tal e vão montar o canhão de 90mm no Guarani 6×6 (e como já disse, creio que o Bosco , há canhões de 90mm modernos, caros, mas efetivos). Vida longa aos VBR’s 6×6.

  4. Gostei da decisão. Será que o canhão do Panhard 6×6 seria uma boa? Tem que ser algo entre 90 a 105mm, disso pra cima eu não acho que o chassis aguenta.

  5. Pessoal, conforme ROA 47 o canhão será 90mm.
    Ou seja, não adianta especular quanto ao canhão 105mm.
    Será contratada a fabricação de 1 protótipo e até 7 viaturas para um lote piloto.

  6. Rafael, certo que o canhão não será do cascavel. Ele tem alcance de 2km so ( com precisão sofrível como eu vi pessoalmente) e hoje a própria Cockerill ( IMI) tem modelos bem melhores em 90mm. Hoje tem peças de 90mm que não ficam a dever muito para um 105mm e que cumprem missão com sobra na AL. Por um 105 pode ser complicado por causa do peso e do centro de gravidade, ainda que hoje tenhamos sistemas de compensação de recuo bem melhores.

  7. Obrigado, Colombelli.
    Bom, a Oto Melara e a Bofors não fabricam canhão de 90mm.
    A Nexter eu não descobri numa busca rápida.
    Resta a CMI.
    A menos que o EB procure algum na Ásia.
    Se comprar um canhão chinês acho que o Colombelli vai ficar revoltado.

  8. Colombelli,
    Talvez a falta de precisão do canhão do Cascavel se deva ao controle de tiro e não ao canhão em si. Se uma “ponto 50” atinge a cabeça de um homem a 2,5 km fica difícil acreditar que um canhão de 90 mm não possa atingir um veículo a 2 km.

  9. Lembro que o projeto Guarani, se falava de vendas para paises aliados e vizinhos, e hoje vejo todo mundo comprando veiculos desses tipo de outros fornecedores, China, Russia, Koreia, etc…, a gente com esse pensamento de transferência de tecnologia e venda a aliados, para né, o mesmo com o gripen NG, se falou de venda de cerca de 200 caças a paises vizinhos e aliados, e o que se vê ninguém muito interessado no caça, doutrina meio errada isso

  10. Espero ver o protótipo. Sempre me perguntei porque não criaram esse projeto em parceria com outro país sulamericano, como Peru e Colômbia.

  11. Bosco, a precisão acaba se comprometendo pela velocidade relativamente baixa, sistemas óticos sem colimação correta e tubos desgastados. Presenciei 120 tiros de cascaveis e M-41 a 1,5km, e somente um M-41 de 15 carros acertou duas. E olha que os alvos eram grandes.
    Rafael tem a IMI, Giat, Rheinmentall e a Oto Melara.
    Rogério e Thom, concordo plenamente. Mas com aliados ( Colômbia e Chile) e não com trairas ( argentina, venezuela)

  12. Matheus, não sou da área, mas não deve ser barato caro projetar, testar e fabricar um canhão, ainda mais que a encomenda do EB deve ser pequena. Fora o tempo para sair do papel.
    Melhor comprar de prateleira um produto testado e aprovado.
    A Norinco e a Denel também não fabricam 90mm.
    Talvez existam mais fabricantes que eu não conheço.
    Na licitação do canhão de 105mm apareceram 4 interessadas: CMI Defence, OTO Melara, Denel Land Systems e China North Industries Corporation (NORINCO).
    Dessas, apenas a CMI fabrica um 90mm. O contrato aparentemente irá cair no colo dela. Então, ainda é mais importante saber se a escolha foi realmente e somente técnica.

  13. Ia escrever “deve ser caro” e depois resolvi escrever “não deve ser barato” e acabei misturando as duas. Qualquer uma das expressões serve.

  14. Colombelli,
    Tem certeza que elas ainda fabricam?
    No site da Nexter (atual nome da Giat) só encontrei munição 90mm e canhões de outros calibres.
    No site da Leonardo (atual nome da Oto Melara) também não encontrei canhão de 90mm no portifólio.
    Havia me esquecido da Rheinmetall, mais, procurando no site, também não encontrei canhão de 90mm. Aliás, nem de 105mm.
    IMI também não.
    Sobra só a CMI mesmo.

  15. Senhores
    Inicialmente, entendi q seria um Guarani 6×6 com canhão 90, mas com a segunda parte, q se refere às Normas Técnicas do Cascavel, entendo q será a repotencializada dele.

    Pelos requisitos, para uma Vtr de Rec, parece muito bom, mas adia bastante o Guarani 8×8.

    Espero ter ajudado e também aguardo melhores informações, pois a “base já existente” e adquirir” dá a entender q seria o guarani 6×6, mas as Normas Técnicas do Cascavel do segundo documento, trás a ideia da repotencializada.
    Sds

  16. Eu descordo.
    Nem cumpriram 10% do contrato dos guaranis por falta de dinheiro e tão fazendo gambiarra no 6×6.
    Sendo o ideal o 8×8.
    Conclui a entrega dos guaranis depois projeta o 8×8 e compra o ideal.

  17. Atrofiado, sub-armado e obsoleto já antes o nascimento.

    90mm… e alguém sério usa isso ainda?

    Os Norinco ZTD-05 da Venezuela e os futuros ZTL-08 da Argentina superam esse cascavel-2 em tds os quesitos

  18. Hélio,
    A Ruag ofereceu o morteiro, mas não sei o EB realmente quer adotar um morteiro sobre o Guarani. Deve estar lá no fim da fila das prioridades.
    Parece-me que o EB está satisfeito com os morteiros auto-rebocados que ele fabrica, mesmo sendo antiquados.
    Se confirmada a tese do Agnelo de que se trata de modernização do Cascavel, cada vez mais o Guarani é colocado de lado, com o EB comprando apenas viaturas peladas ou sub-armadas e não adotando uma verdadeira família de viaturas com canhões, morteiros, mísseis e etc.

  19. Tem o canão LCTS90 Weapon System da CMI pelas especificações ele não deixa nada a desejar para um canão de 105 mm, mas deve ser caro viu.

  20. Sub urbano, eu ja vi fogo de um 90mm bem de perto e te digo que quem esta do outro lado não irá pensá-lo como obsoleto e inútil. Canhões modernos de alto desempenho neste calibre destroem tudo que tem na AL, especialmente com munição cinética. Argentina não tem nada ainda ( e nem terá, so papo furado como tudo que anunciam) Arma chinesa eu não pego nem que paguem pra usar. Ter elas e nada é a mesma coisa. Não é preconceito, é fato.
    Rafael, positivo, estas que eu falei tem torres e ou canhões 90, ou efetivos ou em projeto pronto. Não te fie muito em site, nem dos próprios, pois nem sempre aparece tudo que produzem Tenta localizar em exposições imagens. Quem faz o 105 faz o 90. Norinco nem de graça. Peçam pro Equador o que dá comprar deles. Armas so pra desfile e embuste.
    Pessoal um canhão de 105mm não custa muito mais que um de 90mm hoje. Uma torre com canhão deve sair na faixa de no minimo uns 1,5 milhão de dólares, mas pode ir a bem mais dependendo da eletrônica. Ambas cumprem missão para o que precisamos.
    Bosco, como a gente fala por aqui ” bah”, melhor nem falar da idade da munição. Eu ja vi coisa de 20 anos no paiol.

  21. Salvo ledo engano, parece-me que é uma repotencialização do Cascavel, enquanto não obtém-se verba para o “Guarani 8×8”.
    O documento é bem mais extenso e completo, mas chamou-me a atenção o seguinte:
    6. DADOS TÉCNICOS
    a. Metas do Projeto
    1) Elaboração dos Requisitos Operacionais (RO) e Requisitos Técnicos, Logísticos e Industriais (RTLI), coordenada pela 4ª SCh EME.
    2) Estudo de viabilidade a cargo do Gerente de Projeto e da equipe designada.
    3) Avaliação do protótipo a cargo do Centro de Avaliações do Exército (CAEx).
    4) Contratação do lote piloto.
    5) Avaliação do lote piloto a cargo do CAEx.
    6) Obtenção das demais viaturas, em lotes a serem definidos.
    b. Quantidade de viaturas do lote piloto e protótipo
    1) Protótipo – 1 (uma) viatura; e
    2) Lote piloto – até 7 (sete) viaturas (mobiliar um Esqd C Mec).
    c. Amplitude
    1) Principais sistemas a serem alterados/substituídos no chassi da viatura:
    a) substituição do motor;
    b) substituição da caixa de transmissão automática;
    c) substituição da caixa de transferência;
    d) sistema elétrico;
    e) sistema de freios;
    f) sistema de arrefecimento; e
    g) sistema pneumático.
    2) Principais sistemas a serem alterados/substituídos na automatização da torre da viatura:
    a) automatização da torre;
    b) controle de giro da torre para o atirador;
    c) sistema de câmeras, para o comandante do carro, que possibilite a observação diurna e noturna de qualquer alvo em 360º ao redor do exterior da torre; e
    d) sistema elétrico dimensionado para permitir a operação da torre com o motor da viatura desligado, sem interferir na operacionalidade/partida da viatura.
    d. Premissas
    1) O programa deve estar alinhado com o Plano Estratégico do Exército (PEEx) e ser capaz de dotar a Força Terrestre das capacidades operativas enquanto se estuda o modo de obtenção da nova Viatura Blindada de Reconhecimento – Média Sobre Rodas, 8×8 (VBR-MSR, 8×8).

    E por aí segue…

  22. Bardini 1 de dezembro de 2017 at 20:42
    Claudio Moreno 1 de dezembro de 2017 at 21:00

    Gentes, é um entendimento raso de um leigo!
    Parece-me que o Braço Forte, Mão Amiga vai fazer uma limonada com os limões que tem. Não sou eu que atirarei a primeira pedra. Fiz uma observação sob um ponto de vista meu.

    Forte abraço

  23. Rafa,
    Morteiros convencionais autorrebocados de 120 mm estão longe de ser “antiquados”. Os Marines escolheram recentemente os mesmos que o Brasil fabrica sob licença dos franceses, para apoio de fogo indireto. Lá é designado de M327 EFSS.

  24. A Indonésia tambem desistiu de fabricar o 8 x 8 e colocou um 90mm no seu 6 x 6.
    .
    PT Pindad Badak FSV
    A fire-support version using a CMI Defence’s CSE-90 turret with the Cockerill 90 mm Mk III was first unveiled at Indo Defence & Aerospace 2008,[27] which was announced that the APS-3 fire-support version would be deployed into the Indonesian Army by 2010.[28] The final, definitive version of the fire support variant was unveiled at Indo Defence & Aerospace 2014 as the Badak. The Badak featured a new all-welded monocoque steel hull with STANAG 4569 Level 3 protection, a new 340 hp power pack located front left and the driver seated towards the front on the right side, leaving the remainder of the hull clear for the installation of the turret. The suspension also utilizes double wishbone independent suspension (as opposed to torsion bar on the Anoa) for better stability while firing the 90mm canon. The CMI Defence CSE 90LP two-person turret has a baseline protection of up to STANAG 4569 Level 1 (upgradable to Level 4) and is armed with a 90mm low-pressure rifled gun. In addition, there is a 7.62mm co-axial machine gun, with another 7.62mm machine gun mounted on the left side of the turret roof for use in the self-defence and air defence roles, plus banks of 76mm grenade launchers.
    . https://m.youtube.com/watch?v=9MXHsXyJV3I

  25. 6×6 de 90 mm ? trágico…. é jogar dinheiro fora …
    Melhor opção pro EB era construir o Centauro 2 por aki sob licença ,ou pegar um lote do Centauro 1 dos estoques da Itália e modernizar…sobrando dindin pra desenvolver os 6X6 de forma descente , mas fazer o q … Cascavel 2.0 vem ai .. pra estoura muro de tijolo oco deve prestar

  26. Amigo Recce!
    Nao.
    E para piorar qq unidade de 14.5 para cima vai aniquilar esse tal VBR na primeira rajada..
    Dejavu : http://www.youtube.com/watch?v=XFPq7MmfR5Q
    Traduzindo : Colocam um troço num treco para parecer um negocio.
    Prefiro combinação de 57mm com ATGM do que meio-canhão/meio-obus: nem balística nem cinética
    Um grande abraço!

  27. A questão é saber o que um 105 faz que um 90 não faz. Creio que a única vantagem relevante do 105 é que ele tem alguma capacidade anti MBT com munição moderna. Já o 90 dá conta de todo o resto. E se o problema for atacar MBTs, mísseis levados pela infantaria fazem isso de forma muito mais eficiente e segura que botando um blindado leve na mira de um canhão 120.

  28. Interessante como pra nós, fabricantes do Cascavel, o bicho é ultrapassado e tal mas lá fora ainda está cortando na alta e colocando terror em oponentes. Imagina o bicho repotencializado. Se somente se, for o Guarani com canhão 90mm o será com torre moderna e canhão idem. Se for um grau no EE-9 tipo o protótipo já visto este ano, quem sabe até com dois ATGM’s tbm será um ganho e tanto. Vamos aguardar.

  29. Seria interessante tambem se colocarem os mesmos tubos de mísseis que o Cascavel modernizado recebeu, assim obviamente daria uma maior letalidade.

  30. Torço pra que ao menos coloquem blindagem reativa e um bom míssel anti-tank nesse VBR-MSR 6×6 (mas no fundo acho que o EB não vai colocar no máx. um míssel anti-tank). Se ta faltando $ pra blindado de reconhecimento imaginem como séria se não houvessem muitos M-60 e Leopard 1 no mercado de usados?

  31. Como previa e sempre comentei , as escolhas brasileiras são as Erradas , coitado do Brasil , com as FFAA que tem , fomentam claramente a nossa inferioridade e escolhas erradas , perdi completamente as Esperanças , antes brigava pelo Brasil com Otimismo , BRASIL KAPPUT !!

    MARINHA , escolhe gastar uma Fortuna com Batedeiras de Clara de Ovos ,
    EXERCITO , troca um sistema antiaéreo razoável pelo RBS 70 , e agora além de já ter escolhido um Veículo 6X6 em vez de 8X8 , resolve arma-lo , e com canhão inferior já estando sendo descartado no mundo .
    FORÇA AÉREA , seu comandante já declarou que os 36 Gripes estão de Bom Tamanho , e entregará a Base de Alcantara ao Tiozinho do Norte . COITADO DO BRASIL, com a mediocridade das infeliz de suas FFAA, hoje digo sem medo de ERRAR , BRASIL È FINITO QUI !!!

  32. Ozzy, boa tarde
    O canhão 105 tem um alcance bem maior. 4 Km com mais de 90% de chances de atingir o alvo em movimento.
    O 90 com munição flexão é mortífero, embora não possa te precisar a capacidade de penetracao. Só sei Q é muito boa.
    O míssel na infantaria tem menos mobilidade e a resposta é muito perigosa, tendo em vista Q a tropa com esse armamento não é blindada. Além disso, a missão da CMec é diferente da Infantaria. Por exemplo, o reconhecimento em força, Q é feita pelo fogo. Por tanto, fica bem mais caro reconhecer pelo fogo com mísseis do Q com canhão.
    E outros meios não obrigarão o inimigo em posição revelar seus meios mais nobres.
    Finalmente, essa modernização é pra ganhar tempo pro 8×8 tendo em vista os recursos escassos.
    Sds

  33. Bardini 1 de dezembro de 2017 at 22:36
    Bardino, vc se confundiu, este projeto dos indonésios de um de blindado sobre lagarta com canhão 105mm em parceria com os turcos, que teve o protótipo lançado agora não tem nada a ver com seu projeto de veículo sobre rodas com canhão.
    Eles primeiro construiram o Pindad Badak 6 x 6 com canhão 90mm que postei acima, e agora este ano chegaram a conclusão de em alguns locais se fazia necessário um 105mm sobre rodas, e que não valeria a pena fabricar um 8 x 8 só para poucas unidades e compraram um 8 x 8 austríaco , o Pandur 8 x 8 105mm e o FNSS/Pindad 105mm sobre lagarta usam a mesma torre 105mm para facilitar a manutenção e suprimento.
    Pandur II 8 x 8 105mm https://m.youtube.com/watch?v=uwoVvqkxwv0
    .
    Tambem compraram uns Pandur II 8 x 8 com canhão 30mm, mas pediram a troca da torre Rafael RCWS-30 pela Ares UT30mk2 brasileira, que não é israelense, mesmo pertencendo a Elbit, mas não divulgaram ser da Elbit, é apresentada na Indonésia como brasileira da Ares para evitar protestos dos mais radicais.

  34. Bosco, com antiquado eu quis dizer apenas que é algo mals velho, não que seja inútil.
    Mas eu acho que ter morteiros autopropulsados sobre rodas agregariam mobilidade e precisão a nossa artilharia a um custo menor que sobre lagartas, a longo prazo.

  35. Recurso nunca teve e nunca vai ter…
    .
    Se isso se trata da modernização dos Cascavel, então estão basicamente empurrando a aquisição dos VBR-MR 8×8 para a época em que o EB também vai ter de se mexer para trocar os seus CC. Lá na frente vai ter dinheiro pra isso?

  36. colombelli 1 de dezembro de 2017 at 20:05
    Concordo

    Lendo uns comentários aqui, até parece que as VBR vão adentrar um terreno pontilhado com posições guarnecidas com mísseis anticarros tendo logo atrás colunas e colunas de blindados…

    Considerando os possíveis cenários de HOJE, o próprio cascavel ainda dá conta do recado.

    A combinação 6×6 + 90mm atende com folga as necessidades de reconhecimento armado para as próximas duas décadas. (a menos que o Brasil queira enviar tropas para o oriente médio)

  37. Jose esposito, a que sistema de defesa aérea razoável voce se refere em contraposição ao RBS-70? Seria Pantsyr? Sabe o custo de um lançador Pantsyr? dá pra adquirir ao menos 16 lançadores RBS 70 e cobrir mais de 5 alvos com os RBS 70 enquanto o veiculo russo cobriria so um e ambos dariam conta igual das ameaças que enfrentaríamos.
    Um canhão 90 modernos com maior quantidade de calibre do que os atuais dos Cascavéis bate quase a mesma distância que um 105 e abate praticamente tudo que este, especialmente com munição cinética. Mas pra por um 105 precisa um veiculo bem maior, sob pena de perda da estabilidade.
    E lhes conto uma de quem foi instrutor de morteiro. Por morteiro embarcado em nossa realidade é uma inutilidade. Se há uma coisa que uma peça de morteiro não exercita é mobilidade. Aliás, o que mais uma guarnição de morteiro faz é esperar e esperar. Morteiros atuam na retaguarda, longe da linha de frente ( salvo os 60 e as vezes os 81). E atuam parados. Embarca-los apenas facilita um pouco a vida da guarnição que não precisa cavar e agiliza um pouco a entrada em posição. Nada mais. Mas a maioria das missões de tiro não é emergencial. Ou seja, na pratica esta entrada em posição mais rápida agrega pouco e nada.
    Ainda, se alguns paises instalam morteiros em veiculos blindados isso hoje muito se deve ao ambiente onde atuam, com inimigos por todos os lados em guerras assimétricas como Iraque, Afeganistão, norte da África. Isso não é nosso cenário. Embarcar morteiros é caro e não tem bom custo benefício para guerra convencional em campo aberto e contra forças regulares.
    Rafael, estar embarcado não interfere na precisão e nem na mobilidade salvo se o embarcado for em lagartas, pois estas vão em todo lugar. Mas peças de morteiro ou artilharia sempre podem atirar de um lugar acessivel onde quer que esteja o alvo. Elas não precisam, se embrenhar. Por um morteiro dentro de um Guarani ou reboa-lo com um Marrua dará na mesma, salvo pela capacidade anfíbia. Mas morteiros não costumam passar nas primeiras e segundas levas na transposição, logo, passa-los rebocados ou dentro de um blindado não fará diferença real. Quanto à questão da proteção blindada. a região onde a peça é posta em posição é pouco sujeita a fogo, e mesmo o fogo de contrabatera pode ser evitado com escolha de uma boa posição.

  38. Colombelli
    To percebendo q vc roeu no prestobarba ou no compaço do capeta!!!! Kkkkkkk
    E o goniômetro??
    Mas q é legal, é!!!
    Abraço!

  39. Agnelo, a entrada em posição no embarcado e orgânico é mais rápida que no morteiro posto no chão e apontado com aquela tranqueira do goniômetro bussola, sem dúvida. Mas como as missões não são em regra emergenciais e raramente se entra em posição correndo, penso eu que por quase um milhão de reais para embarcar um morteiro não compensa com o ganho de rapidez.
    Se fizermos um estudo de missões de tiro de morteiros e artilharia, o quesito rapidez da entrada em posição é muito pouco usado. Melhor a saida para evitar o fogo de contra bateria, mas ai o morteiro rebocado também sai rápido. Demorado é cavar pra por na posição e ajustar pontaria, cravar balizas etc. ainda mais quando é uma seção a quatro peças onde o apontamento não pode ser simultâneo. Ademais hoje há sistemas mais modernos e rápidos mesmo para peças rebocadas.
    A proposito, para quem não sabe, a entrada em posição do morteiro pesado é exatamente igual a de obuseiros.

  40. Eu acho q se pode ser embarcado, melhor, mas é gasto desnecessário pelos motivos q vc expos.
    O objetivo de uma contrabateria é a Artlharia.
    Quando o morteiro é alvo de tiro rápido, a PDef já está no barro. E se estiver atacando, já deu errado.
    Sds

  41. De fato, se puder embarcar melhor. Se tiver dinheiro pra te rum 8×8, ótimo. Se tem condições de ter Leopard 2 beleza. A questão toda gravita em limitação de recursos. Ou mantemos todas as necessidades razoavelmente supridas ou então teremos nichos de excelência que não fazem diferença no todo. O todo, equilibrado é que dá o real poder de combate.

  42. Concordo plenamente. Acredito q estamos no melhor caminho possível.
    Mas essa situação de crise está cruel… o lulopetismo conseguiu destruir o Brasil

  43. A portaria não deixa claro que é sobre o Cascavel. Mas se for, é a pior notícia do ano quiçá da década.
    O Cascavel não tem tem canhão estabilizado, não tem computador de tiro. Só tem alguma eficácia em alvos parados.
    Aí o pessoal pensa: “vamos colocar ATGM nele”. Viram quanto custa um míssil anticarro atualmente? Gira em torno de US$ 80 mil. O EB, se algum dia tiver um míssil antitanque, ele vai comprar 50 e olhe lá. A Cavalaria vai ficar dependendo dessa droga na próxima década. Porque se vocês repararem no ROB, pelo o que o EB pretende fazer nele, é para usar o carro por muito tempo.
    É lastimável essa portaria.

  44. “A Cavalaria vai ficar dependendo dessa droga na próxima década. ”
    .
    Nas próximas 2 ou 3 décadas tu quer dizer, né?
    .
    Até contratar. Fazer os tais protótipos do lote piloto. Avaliar. Aprovar a contratação dos outros lotes. Modernizar… Se foram bons 10-15 anos, dependendo da quantidade modernizada. Mais 10 a 15 anos de operação… Enquanto isso, não aparecerá dinheiro para tocar o projeto do VBR-MR 8×8, e a vida útil dos Leopard 1A5 vai estar estourando, aí vão ter de escolher: CC ou VBR?
    .
    Obviamente a substituição ou quiçá a modernização (Deus me livre) dos CC vai ser prioridade e adeus VBR-MR 8×8, que vai virar mais uma lenda.
    .
    Cascavel e EB ainda farão bodas de diamante…

  45. Caros, sobre os canhões de 90mm vocês se esquecem dos ECR franceses que são equipados com o canhão 90mm F4 de cano longo e que dispara munição flecha. O requisito deste veículo é fazer o mesmo que nossos Cascavéis pois a sigla ECR significa Veículo de combate e reconhecimento. O canhão F4 de cano longo tinha o requerimento de perfurar blindagem a 2000m de tanques como os T-55/T-62 e mesmo das primeiras versões dos T-72. Então não creio que com a tecnologia de hoje e principalmente no nosso TO, não se possa ter uma viatura moderna com um canhão de 90mm. Nossos vizinhos utilizam coisas ridículas com os museus M-3 Stuart, M-4 Sherman (Paraguai), M-24 Chafee e M-41 Walker Buldog (Uruguai), M-8 e M-3 ( Colômbia) e por incrível que pareça os ” melhores” são a Argentina, Bolívia e a Venefavela com seus TAM 105mm ( nada mais que um Marder bombado!), Sk-105 e os T-72 e BMP-3. Agnelo, Colombelli e Walfrido me corrijam se eu estiver errado, mas nenhum deles seria um páreo sério num conflito real contra o EB, de modos que olhar para Estados Unidos, Alemanha, Rússia, etc.. e achar que temos que ter o mesmo tipo de equipamentos me parece simplista e fora da realidade, já que temos que olhar o nosso cenário de atuação. Temos a necessidade desse equipamento? Para que? Quais os cenários de atuação? Nossos potenciais adversário tem o que? Tem doutrina? Etc..

  46. Ypojucan, excelente comentário, tbm penso o mesmo. EB pés no chão como sempre.
    Colombelli, comentários educativos, para leigos como eu, como sempre, obrigado por compartilhar seu conhecimento e estendo ao Agnelo,Bosco (quando aparece, RS) e muitos outros q fazem valer a pena debater em sites de assuntos militares.
    Deus abençoe o domingo de todos!

  47. Maravilha, mesmo. Mas como andam as coisas no Brasil, se conseguirem construir até mesmo os 7 que planejam, já vou considerar uma vitória.

  48. Pq será feito na torre é para um tiro excelente. O carro ficará muito bom para uma VBR no nosso TO.
    Mas, como alertou Manuel Flávio, temos q ter uma VBR com tiro estabilizado em movimento.

  49. Nossa frota de Cascavéis hj que não passa de 500 veículos, estão cegos e surdos, tirando os 2 modernizados. Sem sensores optrônicos e termais , é impossível fazer reconhecimento na guerra moderna de hoje( modern warfare), estão nos mesmos moldes da 2 º guerra. Nesse quesito, até o exército argentino está na vanguarda. Não sei se compensa o EB trabalhar numa plataforma de 40 anos, só por causa da logística e fácil manutenção, e abrir mão de poder de fogo e tecnologia embarcada dos carros atuais. No ano de 2000, o EB testou o Centauro 8X8 de 105mm, o veículo passou em todos os testes. Não seria viável adquirir algumas centenas desse veículo em vez de querer reiventar a roda. Iveco por Iveco, eu ficava com os centauros mesmo, que já existe e está testado e aprovado.

  50. Para combater em Mossul, Iraque, até o exército iraquiano modificou o EE-9 Cascavel, retirando o canhão de 90mm e no seu lugar instalou uma metralhadora dupla ( 2 canos) ZPU-2 de fabricação russa de 14,5mm com uma cadência de 150 tiros/min e alcance de 1400ms, e saias laterais blindadas nas rodas traseiras para proteção do veículo.

  51. Ypojucan 3 de dezembro de 2017 at 6:58
    .
    “…sobre os canhões de 90mm vocês se esquecem dos ECR franceses que são equipados com o canhão 90mm F4 de cano longo e que dispara munição flecha.”
    .
    Esse canhão 90 mm é de alta pressão. O do Cascavel é de baixa. Existe uma boa diferença aí.
    .
    O Sagaie foi um excelente veículo, no seu tempo. Já está fazendo hora extra. Os franceses tem até coisa melhor, o AMX 10 RC. Que é armado com canhão 105 mm de alta pressão.
    .
    Os franceses fizeram upgrade dos Sagaie deles, coisa “parecida” com o que querem fazer com o Cascavel. Só que lá, o próximo blindado de reconhecimento (Jaguar) já está em fase de entrar em construção, e aqui? Vamos esperar o que, mais uns 20 anos até surgir a outra parte do nosso “programa SCORPION”, que deveria ser o projeto Guarani?
    .
    Sobre o desprezo aos nossos vizinhos, pegue o exemplo dos próprios franceses, que tiveram alguns problemas ao enfrentar metralhadoras 14,5 mm e canhões 23 mm na África.

  52. Amigos,

    Este veículo não será o componente principal de uma força de choque. Não irá, portanto, ter por prioridade enfrentar outros CCs ou coisa que o valha. Logo, não há nenhuma necessidade em específico de ser tão bem armado quanto um CC ou resistir a mais que calibres até 12.7mm.

    E seja como for, nenhum carro de combate atualmente em uso pelos nossos potenciais adversários na AL ( isto é, os países que estão realmente em posição geográfica para fazer o melhor uso dessa arma ) resiste ao 90mm, e nem há perspectiva de aquisições por parte de nossos vizinhos que demande uma preocupação maior nesse sentido. Mesmo o Leo 2A4 dos chilenos ou o T-72B1 venezuelano ( lembrando que Chile não faz fronteira e a Venezuela não está no principal eixo de ameaça ) não podem ser tidos como exceções, se considerarmos um acerto no hemisfério traseiro e o uso de munição cinética a distância inferior a mil metros ( que é onde ocorrem, e certamente continuarão a ocorrer, a maior parte dos combates a canhonaços ) ou impacto em material rodante.

    O pior perigo, entendo eu, é alguma força especial adversária que possa estar de tocaia, com armas AC portáteis. Nesse caso, há de se contar com proteções ativas ou blindagens reativas. De outra forma, melhor nem perder tempo com proteção… E a arma de 90mm em conjunto com uma metralhadora pesada é mais que suficiente para revidar a ataques desse tipo…

    Não vejo lógica em adquirir Centaur B1… O que ele agrega a mais, além de um canhão de 105mm que absolutamente não é essencial para essa função aqui na AL…? A nova VBR, ao contrário, será um veículo desenvolvido de acordo com os requisitos do EB; equipado para as suas necessidades em específico, que é o mais desejável. E há além, o ganho econômico, técnico e industrial.

  53. ScudB ( 2 de dezembro de 2017 at 0:46 )

    Que eu saiba, atualmente não há viatura de reconhecimento sobre rodas que resista a muito mais que isso, salvo adaptações ou a proteção específica no setor frontal ( por exemplo: o Centauro B1 resiste a até 25mm no setor frontal e pode ser equipado com armadura extra para resistir a 30mm ali, mas o resto é só 14,5mm ). E entendo que nem tem precisão de ser muito mais que isso, haja vista não estar previsto realizar ações convencionais de choque com ela.

    Para haver real custo/benefício, a viatura tem que necessariamente ser leve. A maior parte da atenção deve ser voltada ao aparato de observação ( com capacidade noturna ). E isto a VBR vai ter…

    A combinação que imagina, não sei se é realmente prática para nós. O tempo de reação a armas ATGM é maior que a projéteis ( ao atirar, a unidade de lançamento fica muito vulnerável a contra-fogo enquanto mantem o alvo sob sua visada ), além da própria arma ser cara, em comparação com um projétil. E se é função do reconhecimento excitar as forças adversárias para que estas se revelem em sua plenitude ( reconhecimento em força ), então uma peça de 57mm pode não ser a arma ideal…

  54. Tá é bom demais ! 6×6+canhão 90 mm+metralhadora coaxial+capacidade de ser aerotransportado…é isso que o cenário latino americano ou de missão de paz pede na maioria dos casos e acho que isso não vai mudar significativamente nos próximos anos.
    Tomara que sejam aos menos umas 300 unidades e possamos adquirir Carros de combate modernos
    para ser nossa principal força de choque ( conseguir uma parceria com os turcos e fabricar uns 200 Altays aqui seria o máximo rsrsrs)

  55. Bardini,

    Justamente… O veículo ‘Jaguar’, que irá substituir o AMX10 e o ERC 90, é um 6X6 equipado com um canhão de 40mm e mísseis anti-carro…!

    https://www.youtube.com/watch?v=OwT92BH60hE

    A VBR brasileira não seria muito diferente, se equipada como tal. Não que eu veja muita vantagem em mísseis anticarro pra essa função, mas se for dotada disso, então estará praticamente no mesmo nível; até melhor em alguns aspectos!

    Quanto a proteção, não há veículo hoje que não possa receber uma blindagem modular, além de sistemas alternativos de proteção. Se houver a necessidade, isso pode ser feito sem prejuízo significativo de performance, e a depender somente do custo/benefício de se faze-lo.

  56. Tira os canhões 90mm cockerill mk.3 dos antigos EE Cascavel. Aposenta ou doa os veículos pra não ter mais gastos de manutenção e usa os canhões no Guarani.
    Duvido que isso custaria muito. Até porque pelo menos 200 canhões já receberam um update não faz nem 2 anos atrás com visão térmica e sabe-se lá mais o que.

  57. É preciso não esquecer: a Cavalaria mecanizada não enfrenta formações blindadas e somente ataca posições sumariamente defendidas. No mais, ela realiza no máximo reconhecimentos e força, e golpes de mão, ou seja, usa o fogo para excitar a reação adversária e avaliar posições. Não é sua função enfrentamentos de MBT ou de outros blindados. Isso aconteceria muito mas muito raramente e não devemos tomar a exceção como base.
    Hoje temos 408 Cascaveis, mas nossa necessidade real é de 340. Os Centauros não há muito mais de 80 a 100 disponíveis e teríamos de ver o preço. São veiculos usados.
    Uma viatura com canhão 90 de alta pressão e bons optrônicos dá conta com folga da missão. Não adianta querer mais e gerar um monstro que nunca se tornará realidade. Os tempos dos projetos mirabolantes e das mentiras petistas passou, ainda que o EB tenha sido sempre pé no chão como a FAB. O que se busca e elementos que sejam realizáveis e que cumpram a missão, não os ideais. É isso ou ficar sonhando com “submarino nuclear” enquanto o resto cai aos pedaços. Precisamos atuar dentro de uma realidade factível. Improvisar, adaptar, superar e levar as coisas de forma equilibrada. Temos que pensar em material de comunicações, engenharia, renovação dos fuzis, defesa AA, completamento dos CC nos RCB, defesa AC nas unidades etc…Não dá pra atender tudo quando pretendemos ter nichos de excelência que demandariam vultosas somas.

  58. Olha Aldo eu creio que seja a ânsia de ter o melhor possivel, o carro mais capaz, com a arma mais potente que o 8×8 propicia. Mas isso é coisa pra quem pode. Analisando friamente as missões a serem cumpridas por este tipo de veiculo, no mais das vezes o 8×8 não faz muito mais que um 6×6. O desempenho que os 4 eixos agregam não compensa o investimento se não há recursos de sobra.

  59. Quem viaja na Maionese eu sei quem é , seguem o Caminho que bem entenderem , estamos gastando Dinheiro para Brincarmos de Defesa , Defesa não existe mesmo , a Defesa no Brasil virou brincadeira infantil , para que Dez submarinos , quando precisaríamos de um número bem e sabendo que com Dez somente poderíamos colocar uns Seis no Mar , para que blindados que não oferecem oportunidade de decisão em um conflito ou invasão, uma Força Aérea que não pode dar Condições de Superioridade Aérea alguma ao País , mas não venham com guerras com nossos amigos e vizinhos , pensamento que somente serve para iludir ao povo que temos e precisamos de FFAA , é uma Piada !!

  60. colombelli 3 de dezembro de 2017 at 14:44

    O problema do Cascavel não é que ele consiga enfrentar um MBT. Ele não é eficaz em atirar em qualquer alvo em movimento.
    A revista Tecnologia & Defesa abordou esse projeto em profundidade na edição num. 123 de 2010). O CTEx era a favor do canhão de 90mm e em 2010 havia até escolhido a torre: era a LCTS 90 da CMI Defense (tem computador balístico, com telemêmetro laser, canhão estabilizado, capaz de atirar em movimento contra alvos também em movimentos, canhão de alta pressão que dá uma energia cinética equivalente a de uma munição de 105mm. Eram POUCAS as modificações que teriam de fazer no chassi do Guarani (.
    A Cavalaria quis demais e foi contra, com canhão de 105mm, etc, etc. Agora vi ficar sem nada, tendo de remendar porcaria. Foi o PROSUPER do EB.

  61. “era a LCTS 90 da CMI Defense”
    .
    Essa torre da CMI comporta um canhão de média pressão. É um meio termo, superior ao que equipa o Cascavel.
    .
    Um Guarani 6×6 custa pouca coisa a mais que U$ 1 mi. Essa torre deve custar algo na faixa dos U$ 2 mi ou pouco mais, não sei… Quanto o 8×8 Custaria a mais, para agregar mais blindagem, espaço interno e um canhão com maior poder de fogo e distância de engajamento, para os próximos 50 anos de necessidades do EB? não valeria a pouca diferença?
    .
    Agora, mil vezes um Guarani 6×6 novo, armado com esse canhão 90 mm de Média Pressão da CMI que colocar, sabe-se lá ~U$ 1 mi, em modernização de Cascavel de 40 anos.
    .
    Outra coisa. Dependendo do preço dessa tal modernização do Cascavel, não é mais vantagem colocar o dinheiro em uma torre com canhão 30 x 173 mm, equipando Guarani 6×6 novo… Coisa que duraria os próximos 50 anos, diferente do Cascavel. E caso, dificilmente o VBR 8×8 saísse, por conta da “crise eterna” poderiam aplicar em outras funções.

  62. Bardini
    É mais vantagem investir no LMV
    Os Guaranis 30 mim são fundamentais para a infantaria mec, mas não substituirão o Cascavel na Cav

  63. Eu particularmente, em minha opinião de leigo, considero acertada a opção por uma versão 6×6 com canhão de 90mm, espero que busquem o melhor canhão possível, assim mantém a padronização do veículo e tem-se uma boa viatura de reconhecimento, provavelmente muito ágil e capaz de abater MBTs, que adicionem uma torre com capacidade de portar mísseis também.

  64. Em uma situação defensiva contra forças superiores, o centauro ou Guarani com 105 mim seriam mito apreciado. Este cenário não existe.
    Nossa situação é predominantemente de ação ofensiva contra oponentes mais débeis(nossas fronteiras e força de paz na África) Neste caso o Cascavel da conta
    O ponto mais sensível da euqcao hoje sãos os marruas

  65. Olá senhores.

    1º: Não estamos falando de um MBT, mas sim de um VBR.

    2º: Seu canhão é para oferecer suporte a infantaria e destruir pontos duros ou no máximo veículos similares, assim sendo 90mm é o suficiente.

    3º: No situação orçamentaria atual temos que ser realistas. Uma possível modernização do cascavel que atualize suas capacidades me parece mais prudente ($$$) neste momento.

    E lembrem-se uma coisa é o que queremos, a outra é o que podemos!

  66. Eu tinha comentado que a Indonésia escolheu o canhão e torre da CMI belga em 3 modelos, o Pindad Badak 6 x 6 90mm, o FNSS/Pindad 105mm sobre lagarta e o Pandur 8 x 8 105mm, agora a pouco descobri o porque…
    Apareceu esta foto da assinatura onde ficou acertada na Bélgica que a estatal indonésia PT Pindad fabricará as torres e canhão 90 e 105mm, não foi divulgado com que grau de nacionalização.
    . https://www.instagram.com/p/BcIp8QzAk8W/

  67. Manuel as hipóteses de fogo contra alvo em movimento ( lateral ou angulado, pois frontal não há dificuldade) no caso de cavalaria mecanizada são realmente poucas. Claro que é melhor ter um canhão capaz de atingir alvos e movimento e disparar em movimento, mas isso não é essencial pra cavalaria mecanizada.
    Cavalaria mecanizada sonda e retarda. Enfrentamento direto é raro, ainda mais com forças blindadas. E não creio que tenha sido opção da cavalaria não ter saído o projeto até hoje. A questão toda é recursos, e sua falta pode inviabilizar por longo tempo até o 6×6 com 90mm. Uma torre não vai sair menos de 1,5 a 2 milhões de dólares e precisamos 340 delas para substituir os cascavéis.

  68. Gracias Colombelli…
    É o que penso.
    Estou vendo muitas postagens que mostram o mau entendimento do que seja a Cavalaria e o uso dos seus blindados, em especial o Cascavel.
    Mais uma vez, obrigado.

  69. jose luiz esposito ( 3 de dezembro de 2017 at 17:01 );

    Blindado que não é decisivo…? Depende do que está falando…

    No que tange a veículos militares, é cada um na sua função para garantir o resultado…

    Estamos falando aqui de um veículo de reconhecimento, que terá funções bastante específicas; que é, a rigor, um tipo especializado. Não se trata de um carro de combate ou coisa que o valha!

    No seu campo em específico, o VBR brasileiro, se ficar o que promete, certamente irá figurar entre os melhores de sua categoria, com um dos melhores custo/benefícios. Não há nada que mostre o contrário.

    Em suma, o País; o EB está fazendo direito dessa vez. Esta VBR, ao contrário do que muitos pensam, é sim um acerto.

    E lembre-se: a decisão nem sempre depende do equipamento mais bem dotado…

    Você fala de invasão… Depende de quem está pensando…

    Se está imaginando o tio Sam, poderíamos ter o dobro dos 120 caças previstos na END e mil carros de combate de última geração, submarinos com AIP, mísseis costeiros e o escambal que não resolveria nada… Nesse caso, apenas armas nucleares e alguns SSN iriam proporcionar uma relativa proteção/dissuasão. Fora isso, mais vale ser capaz de armar tantos cidadãos quanto for possível e torna-los uma ameaça ao potencial invasor, além de um núcleo de forças armadas enxutas e coesas… Quanto aos demais potenciais invasores de fora do continente, estes simplesmente não tem o componente anfíbio para tal, isoladamente…

    Quanto a nossos vizinhos… Bom… Foi por eles que já fomos invadidos ou com quem já tivemos verdadeiras rusgas. Então… Nos interessa perante eles uma superioridade terrestre e aérea. E isso se consegue com um mínimo de números. Por tanto, deve-se equilibrar a qualidade com quantidade, sempre.

    O mais, tal como disse o Colombeli, é fazer o melhor possível em todas as áreas de modo a ter o mínimo necessário para haver a um componente coeso, e assim poder garantir uma força capaz de obter resultados reais. De nada adiante ter, por exemplo, o melhor carro de combate, se não haverá um rifle decente para as tropas…

  70. Colombelli,

    Eu não gosto de chorar o leite derramado, mas o projeto com a torre com canhão de 90mm era bem mais simples de ser desenvolvido e já estaria pronto. Seria a questão de adquirir a VBR de forma mais lenta. O dinheiro que o EB terá de gastar com essa modernização do Cascavel (que não vai ficar barato pela quantidade de mudanças) gastaria na aquisição da VBR.
    Para mim essa foi a pior notícia do ano.

  71. O quê sonhamos

    O quê precisamos

    O quê temos

    O quê podemos, de ponderar e de posso ou não posso.

    Fecho com o Colombelli e outros Colegas,

    nas negociações com os Italianos ou Espanhóis poderiam vir Centauros.

  72. Pra mim se vier a sair (caso não seja a modernização do bom e velho Cascavel) o Guarani com canhão 90mm LCTS conforme a primeira imagem já será,pra nosso TO ,um ganho e tanto e dará aquele fôlego pro EB caso ainda persista em perseguir um 8×8 que penso eu ser pura vaidade pois a diferença,como já citado por outros mais entendidos, operacional entre 6×6 e 8×8 não é nada gritante e se até hoje os 6×6 (Cascavel e Urutu ) nos serviram tão bem então pra que caçar 8×8, só porque este ou aquele usa? Pra mim que se continue empregando veiculos 6×6 e se adquira pra ontem os LMV’s.

  73. Não é só pegar um Guarani 6×6 e colocar um canhão 90mm de média pressão nele e está tudo certo. Será necessário projetar, mudar configurações internas, talvez diminuir altura para mudar o Centro de Gravidade, construir protótipo, avaliar e etc. Isso custará um bom dinheiro. No final do dia, quando passarem a régua na conta, vai custar pouca coisa menos que um 8×8 armado com canhão mais performante, que vai encararia em melhor forma os próximos 50 anos, agregando mais utilidades a força.

  74. Seal, muito legal essa sua referência as alterações iraquianas nos cascavéis. A partir dela acabei achando um artigo bem legal de um pesquisador da UFJF que compila as experiências da Brigada 26 Al-Abbas. Como diz o autor os caras foram muito além do que nós brasileiros havíamos pensado e mostram o valor do conceito do Cascavel. Inclusive, eu espero que alguém ainda faça um apanhado de experiências em veículos blindados nas guerras recentes do oriente médio. Se por um lado o período foi horrendo em perdas humanas também foi bem criativo em projetos, até os artesanais.

  75. Bom dia senhores. Tenho uma duvida esse canhão de 90mm qual o poder de penetração dele caso seja utilizado contra um carro de combate e contra quais carros em operação na america do sul eles seriam eficazes e contra quais eles não seriam.

  76. Sempre fiquei pensando no potencial que o Cascavel tem para o combate urbano, especialmente com algo menos “desajeitado” que o canhão 90mm. Algo que os Libios e Iraquianos devem ter feito várias vezes.

    Claro que eles tem a vantagem do ambiente, aquelas saias que deixam o Cascavel parecendo um carro me parecem fazer sentido por lá, mas fico pensando se serviriam para outros lugares.

  77. Tava lendo sobre o projeto(que morreu no único protótipo construido e que agora apodrece em ferro velho) do LAV600 que além de ser 6×6 tinha torre com canhão 105mm e tripulação composta por 4 (comandante,motorista ,atirador e municiador).

  78. Vou deixar aqui um questionamento para o Colombelli e para o Agnelo, com quem (dentre outros) aprendi muito nesse espaço.
    A escolha do 6×6 e do canhão de 90 mm casa com o momento orçamentário, e como existe espaço para um blindado sobre rodas (seria essa a denominação correta ?) de reconhecimento, onde doutrinariamente não há embate com CC inimigos, então parece que houve a junção da fome com a vontade de comer.
    Mas… um blindado sobre rodas maior e com canhão de 105 mm, não poderia fazer as vezes de um CC (no nosso caso, o Leo1A5), tendo por base a doutrina das brigadas Stryke ? Como uma síntese, os americanos achavam que poderiam ganhar guerras com o conceito Stryke. Parece que retrocederam, e a guerra clássica (Abrams, Bradley, M109) voltou a ganhar importância, principalmente frente a maior versatilidade da lagarta frente a roda.
    Nesse contexto, de que quem sabe uma hora o conceito Stryke engrene de vez, não seria melhor dispor de um blindado maior com armamento 105 mm ? Aliás, os CC (lagartas) mais modernos, pesados, não operariam adequadamente no nosso principal cenário de combate, no RS; mesmo assim, qual o poder estimado de penetração (energia cinética) de uma munição especial de 105 mm contra os últimos CC como o Leo2A6 ?
    Sou leigo e espero não ter escrito muita besteira.

    Abraços

  79. Que pérola eu encontrei sobre projetos da Engesa;
    Em 1977 (ano em que o Brasil denunciou o Acordo de Assistência Militar havia um quarto de século mantido com os EUA), a Engesa apresentou seu terceiro blindado, o caça-tanques EE-17 Sucuri, de 18 t. Tomando o Cascavel como base, o veículo manteve a configuração 6×6, porém teve a distância entre eixos aumentada em 1,10 m e recebeu potente motor Detroit de 300 cv (localizado na dianteira direita), transmissão automática, suspensão por feixe de molas semi-elípticas e pesado armamento – uma torre oscilante francesa com canhão de 105 mm, montada sobre o rodado traseiro. A nova mecânica tornou o Sucuri o primeiro caça-tanques sobre rodas do mundo e o mais veloz de todos eles (110 km/h na estrada e 80 em terrenos irregulares). O alto custo da torre importada, no entanto, inviabilizou a produção do carro, que permaneceu como protótipo.

    Anos depois, entre 1986 e 87 o projeto seria totalmente revisto, dando origem ao EE-18 (ou Sucuri II). Três importantes alterações foram introduzidas: novo motor Scania turbo, com 384 cv (elevando a velocidade máxima para 115 km/h), suspensão hidropneumática (menos volumosa que o Boomerang) e nova torre, desenvolvida pela Engesa, com canhão italiano de 105 mm. Apesar de o veículo ter o perfil rebaixado com relação ao modelo anterior, ainda ganhou espaço para mais um homem na guarnição (que subiu para quatro). Apesar das suas qualidades, também o Sucuri II não passou da condição de protótipo.

    O LAV 600 parece bem uma releitura do EE-18 Sucuri II.
    http://www.lexicarbrasil.com.br/wp-content/uploads/2014/10/engesa9.jpg

  80. “Que pérola eu encontrei sobre projetos da Engesa”
    .
    Não é nenhuma pérola. Ao contrário do Osório, que se nega a ser enterrado, esse aí “aceitou” o seu destino.
    .
    “A nova mecânica tornou o Sucuri o primeiro caça-tanques sobre rodas do mundo”
    .
    Tá bom…

  81. Particularmente .. pro EB hj um EE-9 revisado e dotado de sistemas noturnos e talvez alguma adaptação de blindagem modular seria o suficiente e teria sua serventia.. ao menos 250 veículos dos +- 400 q ainda temos (se pra pensar em algo baseado unicamente no nosso teatro de operações isso serve ) ,,deixa o dinheiro pro guarani 6×6 de 30 mm e porta morteiro … se for mesmo VBR com base no guarani 6×6, q ao menos seja 105 mm … padronizar com os LEO … falo mais pensando em qualquer tipo de exportação ….

  82. Bardini 4 de dezembro de 2017 at 13:05
    Falei pérola no sentido de que não conhecia este veículo.rs
    Mas o que me chamou a atenção foi o fato de que a torre com canhão italiano de 105mm foi construída localmente.
    Outro ponto é que é totalmente possível se instalar um canhão de 105mm em um veículo 6×6, mas como já citado há canhões de 90mm atuais que não deixam nada a dever pros 105mm em efetividade .
    O mais legal é, apesar de tudo, especularmos sem termos certeza se é um VBR novo ou uma modernizada no EE-9.rs

  83. Manuel de fato pode ser que um investimento oportuno no Guarani VBR pudesse ter sido mais barato que modernizar o Cascavel, mas é a contingência que por ora se nos apresenta tendo em vista o novo quadro. Mais importante é se manter a operacionalidade mínima e cumpridora da missão.
    Bardini Invariavelmente o custo de operação e manutenção de um 8×8 em vista de um 6×6 irá durante vida útil representar um valor significativo.
    Galina, o VBR tem função e características bem distintas de um CC com lagarta. Não dá pra equiparar. A começar pela blindagem relativamente leve do VBR. O uso do canhão 105 nele visa um alcance maior e a eventual possibilidade de fazer fogo defensivo mais eficaz em uma ação retardadora, mas ele não apresenta condições de lastrear em um ataque com poder de choque ( blindagem, movimento e fogo). No máximo pode de longe com concurso do canhão e metralhadoras atuar atuando por fogo.
    Não temos perspectiva de atuação de CC de primeira linha contra nós, mas qualquer CC pode ser parado até por um singelo RPG ou AT-4 dependendo de onde ele for atingido. E CC parado é CC morto.
    Logo, aqui em nosso cenário, não temos necessidade premente de canhões 105mm no VBR e quase tudo o que ele é capaz de fazer, mesmo contra um MBT, um canhão 90mm moderno faz.
    Um 8×8 seria melhor. Sempre é melhor ter o que houver de mais potente ou capaz. Mas o desejo é condicionado pelo custo de concepção e principalmente pelo custo de manutenção posterior. So em pneus já dá uma diferença significativa se considerado o tempo de vida útil, isso sem falar em outros custos mecânicos e logísticos.
    Bruno FN, não temos espaço para 650 VBR. Os 408 cascavéis já são bem mais do que nossas necessidades. São em torno de 168 pelotões C Mec com 2 VBR cada um. Por outro lado, por um 105mm em um 6×6 pode ser complicado e implicar significativas ( e caras) modificações.

  84. Sem saber o custo da modernização do Cascavel é complicado dizer se tem um bom custo-benefício.
    em relação a um Guarani ou mesmo um Centauro usado.
    Eu sempre prefiro algo novo ainda que em menor quantidade, do que algo com décadas nas costas, com um projeto datado e que terá uma vida útil menor.
    E, provavelmente, um Cascavel com um canhão 90mm será menos efetivo e muito menos seguro do que um Guarani com canhão de 30mm.
    Mas, enfim, vamos ver se isso realmente sairá do papel e o resultado obtido.

  85. Colombelli, introduzir um novo blindado vai dar no mesmo que modernizar Cascavel de 40 anos. Vai ser um veículo diferente para ser mantido dentro da logística. A diferença é que um novo VBR 8×8 ou 6×6, apesar de mais caro, duraria três vezes o que esse Cascavel modernizado duraria, sendo que teria comunalidades com o VBTP Guarani, que será padrão.
    .
    Africa do Sul tem bastante experiência de combate com canhões de 90 mm montados em veículos sobre roda. Mas fizeram a opção, lá atrás por também adotar um canhão 105 mm montado em um 8×8. Chegaram a considerar coisa demais para o cenário de ameaças deles. Uma década depois começou a surgir T-72 na vizinhança.
    .
    Outra… Cada vez mais veremos Norinco na nossa vizinhança muy amiga. Não da de pensar tudo com visão de curto prazo, ainda mais dando munição pra turma do “não temos ameaças”.

  86. Bardini 4 de dezembro de 2017 at 9:19

    Pois é Bardini, eu não me lembro muito bem, mas a época foi bastante discutido este caso de uso da estrutura do Guarani 6×6, com um 90mm de alta pressão ou de 105mm, devido ao “balanço lateral”, quando o canhão é girado e usado em ângulo próximo de 90º. Parece-me que no 8×8 a coisa fica melhor resolvida.

    Forte abraço

  87. Bardini 4 de dezembro de 2017 at 15:44
    colombelli 4 de dezembro de 2017 at 14:48

    Mas Bardini, parece-me ser a averba o primeiro fator limitante! Ainda mais pensando que um 8×8 de ofício ainda precisa de um tempo de estudos, ajustes, aceite e de protótipo.
    Agora, os Cascavel já estão aí, com verba adequada e repotencialização mais do que estudada e conhecida. E tem sempre aquela possibilidade de verba disponível sem empenho que “vira pó”!
    Neste caso aqui, “signore” Bardini, acompanho em gênero, número e grau “il signore” Colombelli.

    Saluti a voi.

  88. colombelli 4 de dezembro de 2017 at 14:48
    No conceito das Brigadas Stryker, pelo que vi, a mobilidade é priorizada. Quase todos os blindados eram sobre rodas. O que eu imaginei foi que o papel equivalente (não igual, equivalente) a um CC seria desempenhado por um blindado mais pesado, com canhão 105 mm. Embora não seja americano, sempre me vem a mente, como exemplo, o Centauro.
    Por isso fiz as considerações anteriores, baseando-me nessas premissas. A propósito, se não tem M1, nem M2 (com tropas desembarcadas atrás do M1), nem M109, e se um Centauro da vida não faz as vezes de um M1, como avançar e ganhar terreno ? Apostam tudo (ou muito) nos MLRS ?

    Abraços

  89. Gallina, boa tarde
    Mesmo sendo menos provável o combate das VBR(Viatura Blindada de Reconhecimento), ele pode acontecer. Além disso, quando se está em uma defensiva, emprega-se a Cav Mec para atrair a principal força inimiga para dentro de um bolsão para destruí-lo. Neste ponto, a CMec com um canhão com 4 Km de alcance engana mais o inimigo e se não precisar de um bolsão, ele defende melhor.
    Mas, o 90 com munições flecha dão um bom trabalho.
    Pelo Q os cavalarianos me passaram, o 105 com munições flecha também são muito eficazes contra os carros novos, mas não consigo precisar o nível.
    A C Mec, e até os CC enfrentam o inimigo q vem ataca-los utilizando espaldões (abrigos para os carros) e/ou tiros desenfiados (o carro fica “atrás” da elevação, vem à frente, atira, e retorna pra trás), o q ajuda na proteção, compensando uma blindagem menor ou uma surpresa contra um armamento inimigo mais destrutivo.
    Resumindo, a CMec também se expõe aos CC, mas evita. Há meios de protegê-la mais. Canhões 90 e 105 tem eficiência, mas o 105, mais. Neste caso, não é pouca.
    No caso das Stryker, eu até acho q nossas Bda Inf Mec, assim como as CMec, deveriam ter um RCC ou RCB sobre lagartas, mesmo com uma logística mais difícil, pq a diferença é muito grande em mobilidade.
    Um inimigo q enfrenta uma força sobre rodas, tem um trabalho bem menor para sua engenharia em contramobilidade. Já contra lagartas, o trabalho é muito grande.
    Dentro da doutrina de emprego do CC+Inf, os CC podem até ficar de uma posição distante dando Ap Fg.
    Na verdade, até os exércitos q tem entrado mais em combate com esses meios, tem feito diversos experimentos doutrinários para melhor definir isso.
    Espero ter ajudado um pouco.
    Sds

  90. Bardini, do Norinco eu não tenho medo, ele se poe fora de combate por si mesmo. E no caso da AS eles não tem uma força blindada significativa dai que o 8×8 com 105 tenha surgido como alternativa.
    Galina, maioria dos ataques não é blindado, é com infantes a pé apoiados por fogo. Este apoio por fogo pode ser feito pelo VBR, como será feito pelo guarani 30mm na inf mecanizada, ainda mais, no caso da VBR, se for com canhão de 105, mas ele, o VBR, não deve ir a frente e atuar como FT como faz um CC/ VBTP, ao menos não como regra, por conta da vulnerabilidade de blindagem e falta de mobilidade. Nenhum VBR ou VBCI (sobre lagartas no ultimo caso) substitui o CC e apenas pode igual-alo quando a missão é somente de apoio pelo fogo.

  91. A proposito Bardini, eu também prefiro o Guarani 6×6 com 90mm do que o Cascavel modernizado, mas acho que a modernização de alguns servirá para cobrir o gap até o Guarani VBR entrar em operação

  92. O EB pretende investir tudo isso numa viatura de 40 anos:

    1) Principais sistemas a serem alterados/substituídos no chassi da viatura:
    a) substituição do motor
    b) substituição da caixa de transmissão automática;
    c) substituição da caixa de transferência;
    d) sistema elétrico;
    e) sistema de freios;
    f) sistema de arrefecimento; e
    g) sistema pneumático.
    2) Principais sistemas a serem alterados/substituídos na automatização da torre da viatura:
    a) automatização da torre;
    b) controle de giro da torre para o atirador;
    c) sistema de câmeras, para o comandante do carro, que possibilite a observação diurna e noturna de qualquer alvo em 360º ao redor do exterior da torre; e
    d) sistema elétrico dimensionado para permitir a operação da torre com o motor da viatura desligado, sem interferir na operacionalidade/partida da viatura

    3. DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS OPERACIONAIS
    3.1. Absolutos
    ROA 1 – Ser operada e manutenida sob quaisquer condições climáticas da área operacional do conti- nente (AOC). (Peso dez)
    ROA 2 – Possuir silhueta baixa, altura máxima de 3,20 m (três vírgula vinte metros). (Peso oito)
    ROA 3 – Possuir autonomia igual ou superior a 600 km (seiscentos quilômetros), em estrada plana pa – vimentada, sem a utilização de reservatório suplementar de combustível. (Peso dez)
    ROA 4 – Possuir sistema de transmissão com tração total. (Peso oito) ROA 5 – Possuir trem de rolamento do tipo 6×6 (seis por seis). (Peso dez) ROA 6 – Possuir sistema de direção servo assistido. (Peso dez)
    ROA 7 – Possuir sistema central para controle da pressão dos pneus, comandado pelo motorista sem que ele precise sair da viatura. (Peso nove)
    ROA 8 – Possuir sistema de freios de serviço e de estacionamento eficiente mesmo quando molhados. (Peso dez)
    ROA 9 – Possuir dispositivo auxiliar ao freio de serviço (freio motor ou retardador). (Peso oito) ROA 10 – Possuir motor alimentado a óleo diesel. (Peso dez)
    ROA 11 – Possuir caixa de transmissão automática. (Peso dez)
    ROA 12 – Possuir sistema elétrico de 24 V (vinte e quatro volts) nominais. (Peso dez)
    ROA 13 – Possuir sistema de iluminação militar, que permita o deslocamento da viatura com disciplina de luzes. (Peso dez)
    ROA 14 – Possuir tomada elétrica padronizada, com o correspondente cabo, que possibilite a partida do motor ou a recarga da bateria por meio de outra viatura ou equipamentos externos. (Peso dez)
    ROA 15 – Possuir, os componentes do sistema de iluminação, internos e externos, proteção compatível com o emprego previsto para a viatura. (Peso sete)
    ROA 16 – Possuir fixadas em local adequado ferramentas de sapa padronizadas pelo EB e cabo de aço ou outro meio compatível para tracionar viatura do mesmo tipo. (Peso dez)
    ROA 17 – Possuir alças e anéis de amarração para o seu transporte multimodal, içamento e traciona- mento. (Peso dez)
    ROA 18 – Possuir manual de operação e manutenção a nível usuário e carta guia de lubrificação da pla- taforma automotiva e do sistema de armas, todos escritos e impressos em língua portuguesa. (Peso oito)
    ROA 19 – Ser pintada nas cores e padrão estabelecidos pelo Exército Brasileiro. (Peso sete)
    ROA 20 – Transpor, com carga máxima, rampa longitudinal com inclinação mínima de 60% (sessenta por cento), com os sistemas de lubrificação, de alimentação de combustível e de arrefecimento em condi – ções normais de trabalho, subindo de frente e de ré. (Peso dez)
    ROA 21 – Transpor, com carga máxima, rampa lateral com inclinação mínima de 30% (trinta por cen- to), com os sistemas de lubrificação, de alimentação de combustível e de arrefecimento em condições nor- mais de trabalho, transitando inclinada à direita e à esquerda. (Peso dez)
    ROA 22 – Transpor obstáculo vertical de 0,50 m (zero vírgula cinquenta metros), com carga máxima. (Peso dez)
    ROA 23 – Possuir raio de giro mínimo não superior a 9,5 m (nove vírgula cinco metros), meio fio a meio fio. (Peso oito)
    ROA 24 – Ser capaz de trafegar com segurança em rodovias das classes especial, 1 (um), 2 (dois), 3 (três) e 4 (quatro) e através campo. (Peso dez)
    ROA 25 – Possuir eficiente sistema de ventilação forçada no compartimento da tropa embarcada. (Peso nove)
    ROA 26 – Possuir eficiente sistema de exaustão forçada, no compartimento da tropa embarcada, para a remoção dos gases tóxicos provenientes dos tiros do armamento principal e secundário. (Peso oito)
    ROA 27 – Possuir sistema de ar condicionado capaz de manter, no interior dos compartimentos habita- dos da plataforma automotiva e da torre, as condições de conforto térmico da guarnição e de funciona- mento eficiente dos equipamentos eletrônicos. (Peso dez)
    ROA 28 – Desenvolver, com carga máxima, velocidade igual ou superior a 84 km/h (oitenta e quatro quilômetros por hora) em rodovia plana da classe 1 (um). (Peso dez)
    ROA 29 – Sustentar velocidade mínima compatível com a velocidade da tropa a pé. (Peso oito)
    ROA 30 – Possuir extintor(es) de incêndio com carga suficiente para debelar início de incêndio nos compartimentos do motor e da tropa embarcada. (Peso nove)
    ROA 31 – Apresentar ergonomia adequada à operação de seus diversos equipamentos. (Peso sete) ROA 32 – Possuir arranjo físico interno que propicie conforto e segurança à guarnição. (Peso oito)
    ROA 33 – Possuir portas ou escotilhas que permitam o embarque e o desembarque da guarnição da via- tura. (Peso dez)
    ROA 34 – Possuir indicadores e medidores que informem ao motorista dados sobre o funcionamento dos sistemas vitais da viatura. (Peso dez)
    ROA 35 – Possuir indicadores que informem ao atirador e ao comandante do carro os dados sobre o funcionamento do sistema de armas. (Peso dez)
    ROA 36 – Transpor, sem preparação, cursos d’água com vau mínimo de 0,70 m (zero vírgula setenta metro) de profundidade. (Peso nove)
    ROA 37 – Possuir, o banco do motorista, eficiente regulagem vertical, que permita a condução da via- tura com conforto e segurança. (Peso oito)
    ROA 38 – Possuir cintos de segurança com fixação em, no mínimo, 3 (três) pontos para toda a guarni- ção da viatura. (Peso oito)
    ROA 39 – Possuir dispositivo(s) passivo(s) de visão diurna, protegido(s) contra choques mecânicos, com ângulo de visão que permita ao motorista a condução da viatura à frente e à ré com segurança quando dirigindo com a escotilha fechada. (Peso dez)
    ROA 40 – Possuir periscópio(s) de visão diurna com ângulo de visão que permita ao motorista a condu- ção da viatura à frente com segurança quando dirigindo com a escotilha fechada. (Peso dez)
    ROA 41 – Possuir dispositivo(s) passivo(s) de visão noturna, protegido(s) contra choques mecânicos, com ângulo de visão que permita ao motorista a condução da viatura à frente com segurança quando diri – gindo com a escotilha fechada. (Peso dez)
    ROA 42 – Possuir, a escotilha do motorista, sistema de abertura, fechamento e trancamento eficientes. (Peso oito)
    ROA 43 – Possuir infraestrutura para a instalação do sistema de comando e controle especificado pelo Exército Brasileiro, para o escalão ao qual a viatura se destina. (Peso dez)
    ROA 44 – Ser capaz de operar o sistema de comando e controle, à temperatura ambiente, com motor desligado, durante um período de pelo menos 5 (cinco) horas, em regime de trabalho transmissão/recep- ção/espera de 1/1/8 (um por um por oito) sem comprometer a partida do motor. (Peso dez)
    ROA 45 – Apresentar durante os primeiros 8.000 km (oito mil quilômetros), percorridos de acordo com a tabela abaixo, os seguintes índices:
    a) Confiabilidade – apresentar quilometragem média entre falhas (QMEF) igual ou superior a 4.000 km (quatro mil quilômetros). (Peso dez)
    b) Manutenibilidade – exigir menos de 50 h.h (cinquenta homens.hora), de manutenção corretiva. (Peso dez)
    c) Disponibilidade Inerente – Possuir índice de disponibilidade igual ou superior a 80% (oitenta por cento). (Peso dez)
    ROA 46 – Possuir torre com movimento horizontal com acionamento assistido de n x 360º (trezentos e sessenta graus), guarnecida por dois homens (comandante e atirador), com mecanismo de segurança em caso de falha do mesmo. (Peso dez)
    ROA 47 – Possuir, como armamento principal, canhão de 90 mm (noventa milímetros), capaz de utili- zar munições tipo HE (High Explosive), HEAT (High Explosive Anti-Tank) e HESH (High Explosive Smashing Head), padrão OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com movimento vertical com acionamento assistido entre, no mínimo, -7,5º e +14,5º (menos sete vírgula cinco graus e mais cator- ze vírgula cinco graus). (Peso dez)
    ROA 48 – Possuir, para o atirador, equipamento de visão panorâmica, diurna e noturna, que proporcio- ne ao operador reconhecer e detectar Viatura Blindada de Combate – Carro de Combate (VBC CC) a, no mínimo, 600 m (seiscentos metros) e 1,8 km (um vírgula oito quilômetros), respectivamente. (Peso dez)
    ROA 49 – Possuir na torre, como armamento secundário, uma metralhadora 7,62x51mm (sete vírgula sessenta e dois por cinquenta e um milímetros) coaxial. (Peso dez)
    ROA 50 – Possuir local para a colocação de rede de camuflagem, equipamento de limpeza do canhão e sacos com material individual da guarnição. (Peso sete)
    ROA 51 – Possuir condições de operar o sistema de armas em modo de emergência, sem alimentação elétrica da torre, incluindo direção e execução de tiro do armamento principal. (Peso sete)
    ROA 52 – Possuir ferramental para a manutenção do operador (viatura e armamento), acondicionado em bolsa própria ou local específico na viatura, de fácil acesso e manuseio. (Peso dez)
    ROA 53 – Possuir indicador de derivas da torre em relação ao veículo. (Peso dez)
    ROA 54 – Possuir uma trava mecânica de fixação da torre na posição de transporte. (Peso dez)
    3.2. DESEJÁVEIS
    ROD 1 – Possuir sistema de orientação e navegação por satélite do tipo GPS (Global Positioning System) integrado ao sistema de comando e controle da viatura. (Peso seis)
    ROD 2 – Ultrapassar vão horizontal mínimo de 1,0 m (um metro) de largura, com carga máxima. (Peso seis)
    ROD 3 – Possuir dispositivo de controle do sistema de movimentação da torre instalado em base fixa para o comandante do carro. (Peso seis)
    ROD 4 – Possuir, para o comandante da viatura, equipamento de visão panorâmica, diurna e noturna, que proporcione ao operador reconhecer e detectar Viatura Blindada de Combate – Carro de Combate (VBC CC) a, no mínimo, 600 m (seiscentos metros) e 1,8 km (um vírgula oito quilômetros), respectiva- mente. (Peso seis)
    ROD 5 – Possuir dispositivo montado nas rodas que permita o deslocamento da viatura, em condições de segurança, mesmo quando os pneus forem perfurados. (Peso seis)
    ROD 6 – Possuir condições de ser transportada na aeronave KC-390. (Peso quatro)
    ROD 7 – Possuir na torre, como armamento secundário, uma metralhadora 7,62x51mm (sete vírgula sessenta e dois por cinquenta e um milímetros) para o comandante do carro. (Peso seis)
    ROD 8 – Possuir dispositivo que informe ao motorista o grau de inclinação longitudinal e transversal da viatura. (Peso cinco)
    ROD 9 – Possuir sistema de Defesa Química, Biológica e Nuclear (DQBN). (Peso seis) ROD 10 – Possuir telefone externo acoplado ao sistema de comunicações. (Peso seis)
    ROD 11 – Possuir sistema automático anti-incêndio no compartimento do motor e sistema automático antiexplosão nos compartimentos habitados e no compartimento de munições da plataforma automotiva, todos capazes de serem acionados duas vezes, com eficiente sistema de exaustão, com renovação de ar, nos compartimentos habitados. (Peso cinco)
    ROD 12 – Atender aos preceitos regulamentares dos órgãos oficiais nacionais de trânsito nos aspectos relacionados à iluminação, sinalização e segurança. (Peso seis)
    ROD 13 – Possuir suporte externo para 2 (dois) camburões de 20 (vinte) litros padronizados pelo Exército Brasileiro. (Peso seis)
    ROD 14 – Possuir lançadores de granadas fumígenas, calibre 76 mm (setenta e seis milímetros), com acionamento pelo comandante da viatura. (Peso seis)
    ROD 15 – Possuir, na torre, periscópios de visão diurna para o comandante da viatura e para o atirador. (Peso seis)
    ROD 16 – Possuir banco do motorista com mecanismo que permita o rebaixamento em caso de emer – gência. (Peso seis)
    ROD 17 – Possuir dispositivo de identificação amigo ou inimigo (IFF – Identification of Friend or Foe). (Peso seis)
    ROD 18 – Possuir sistema de detecção de incidência de laser sobre o carro. (Peso seis)
    ROD 19 – Possuir sistema elétrico dimensionado para permitir a operação contínua da torre por, no mínimo dez minutos, em giro e elevação, e com o motor da viatura desligado. (Peso seis)
    ROD 20 – Possuir sistema de alerta luminoso para o motorista e para o comandante do carro, que indi – que que a torre se encontra fora da posição de deslocamento, alertando para o risco de colisão do tubo do canhão com um obstáculo externo. (Peso seis)
    ROD 21 – Possuir pneus compatíveis com a instalação de correntes para a melhoria da trafegabilidade em terrenos de baixo atrito. (Peso quatro)
    ROD 22 – Possuir, o armamento principal da viatura, a probabilidade de impacto (hit probability) supe- rior a 50% (cinquenta por cento), para um alvo com dimensões de 2,30 m x 2,30 m (dois vírgula trinta metros por dois vírgula trinta metros) a uma distância de 1.000 m (um mil metros). (Peso quatro)
    ROD 23 – Possuir equipamento de controle e direção de tiro, operado de modo recorrente pelo atirador e pelo comandante do carro, com computador balístico capaz de integrar todos os dados relativos ao tiro. A prioridade de engajamento dos alvos deverá ser do comandante do carro. (Peso seis)
    ROD 24 – Possuir designador de distâncias e sensor de condições atmosféricas integrados ao computa- dor balístico. (Peso seis)

  93. Boa noite.

    Colombelli e Agnelo.

    Por favor, vocês poderiam explicar as diferentes funções entre as Brigadas de Cavalaria Mecanizadas, a 5° Brigada de Cavalaria Blindada e a 6° Brigada de Infantaria Blindada?

    Desde já obrigado.

  94. Boa noite
    As brigadas de cavalaria mecanizada tem a missão de realizar uma Força de Cobertura. Elas vão à frente, se interpõe entre o inimigo e nossas forças q ainda estarão se preparando. Depois, elas vão cedendo terreno, desgastando o inimigo, até q nossas defesas estejam prontas, e ela passa pra reserva. Pode se posicionar protegendo o flanco de uma força, ou em um ataque, ela costuma ficar em reserva, ou pegar uma zona menos defendida. Dentre outras outras missões.
    Para isso, ela tem meios sobre roda, principalmente, e um Regimwnto de Cavalaria Blindado, q é sobre lagarta, com CC e M-113.
    Mas sua Art é 105 e tem uma Cia Eng somente. Seus dois RCMec tem 3 esquadrões com três pelotões.
    Cada Pelotao tem 5 jeeps esclarecedores, 2 Cascavéis, um Urutu com GC e um com Mrt 81.
    As Bda Cav e Inf Bld são para dar uma bordoada no inimigo. Na defesa, ou estão na zona mais importante a ser defendida, ou normalmente estão na reserva pra destruir o inimigo já desgastado. Na Ofensiva, geralmente estão na ação principal, pois tem o maior poder de combate.
    Elas têm 2 regimentos CC com 54 Leo cada. 2 BIB com uns 75 M-113 cada, um esquadrão CMec, Art 155 com 24 peças e um Btl Eng.
    Ou seja, é bem mais poderosa.
    Qual a diferença entre a Bda Cav Bld e a de Inf Bld?
    A de Cav tem Esqd Cmdo e a de Inf tem Cia Cmdo, q montam o PC do Gen. É só questaomde tradição.
    Espero ter esclarecido um pouco e o Colombelli pode acrescentar mais ainda.
    Se tiver erros é pq já está meio embaçado pra ler estas letrinhas no tablet essa hora! Kkkk
    Sds

  95. Sempre os mesmos problemas. Restrições quanto ao orçamento. Nada a declarar, nada a discutir, concordo com o Sr. Bardini e só. O Estado Maior do EB tem suas razões….Sempre as mesmas desculpas: restrição no orçamento….sempre….

  96. Dentre a imensa listagem de requisitos operacionais, NÃO está a de portar um míssel AC ou AAe como apareceu em um protótipo apresentado aqui no Forte em outra matéria
    Ainda bem.

  97. Se esse país fosse um país sério, teríamos as Forças Armadas mais poderosas do Continente, ficando somente atrás dos EUA. Hj estava lendo uma matéria no jornal, que o MP ( Ministério Público), vai devolver aos cofres públicos cerca de R$ 24 bi, só com acordos de leniência ( delação premiada). Só uma das empresas concordou em pagar uma multa de R$ 10 bilhões das cerca de 200 delações, sem contar o que já foi desviado dos quais 200 presos na Operação Lava Jato. Passou na imprensa ontem, que na era PT, ocorriam conversas de dentro do Palácio com serviços de inteligência de países bolivarianos. O soldado raso do EB não sabe o que é uma guerra moderna hoje, tirando algumas unidades especiais. Com o equipamento que nós temos, se fôssemos lutar em algum país da África ou no Iêmen, no Iraque, na Síria ,Afeghanistão, e outros, não duraria um dia.

  98. Colombei , se fomos pensar em custo , vamos chamar aqueles indios que flecham aviões e entregar-lhes a nossa Defesa Anti Aérea , e esta coisa de Pantsir ser caro , porque dizes isso , por causa do preço comentado nas Redes e de Má Fé , ali estava incluso a Licença da produção nacional do IGLA S , a ajuda para desenvolvimento e produção de um novo míssil antiaéreo ,então ficaremos com estes sistemas que não serviriam para nada frente a um verdadeiro inimigo , a Defesa agiu de tamanha Má Fé que quando descartou o Pantsir , disse estar mirando o SS300,como já publiquei não existe Defesa séria no Brasil , quando precisamos de mais de 30 Subs , vamos ter menos de DEZ ( mas com DEZ , poderemos ter Seis no Mar ) , a Força Aérea nunca deu Condições de Controle do Espaço Aéreo e Superioridade Aérea em Campo de Batalha , pois sem ela as unidades Blindadas serão destruídas , o EB com suas unidades Blindadas , seria destruído em caso de uma ataque do inimigo , mas fazem crer ao Povo e aos Incautos que os nossos vizinhos , amigos e irmãos , seriam os nossos inimigos , isso é Piada é apenas para justificar os gastos improdutivos com Defesa , ou se tem DEFESA ou não se tem , e não temos , e mais a DEFESA também alavanca Tecnologias , mas aqui Tecnologia vive ainda mais a Mingua , então aposte no RBS 70 , talvez em Copacabana no Reveillon faça sucesso !!

  99. Colombeli e Agnelo, grato a ambos.
    Finalizando, vocês conseguiriam tecer breves considerações sobre um combate imaginário que envolva um força tradicional (com FT – Força Tarefa, composta por Leo1A5 e M113 no caso brasileiro, e M1 Abrams e M2 Bradley no caso americano) contra uma força “alternativa” baseada na doutrina Stryker, com infantaria na frente no lugar da FT. Vamos imaginar que o teatro seja uma planície com solo que permita a operação de CC pesados tal como um M1A2 ou Leo2A7.
    Embora eu imagine que os infantes devem certamente carregar consigo armamento AC, a tendência, principalmente para alguém tão leigo como eu, é visualizá-los sendo massacrados pelo FT tradicional.
    Abraços

  100. Jose luis, voce pensa com ideologia e escasso conhecimento de doutrina militar. Não vou perder meu tempo com voce. Se dependesse de elementos como tu teriamos gasto o que não temos por questões ideológicas ( agradar a Russia ou antagonizar os EUA) O debate aqui está bem além disso.

    Eduardo. Infantaria ocupa terreno. Limpa ele sistematicamente na ofensiva e o ocupa de forma estática na defensiva. A Brigada de cavalaria blindada tem uma vocação mais móvel apesar da identica composição. Isso significa que em uma ofensiva, ela provavelmente será empregada nas fases seguintes, de aproveitamento do êxito, apos a infantaria blindada, motorizada ou mecanizada ter obtido uma ruptura. Ou seja, ela é a ponta de lança ofensiva da fase seguinte. Na defensiva, ela seria concentrada na reserva para desfechar contra ataque depois de identificado e fixado o principal movimento adversário.
    Ou seja, a composição, treinamento e equipamento de ambas é idêntico, mas a diferença entre uma brigada de cavalaria ou infantaria blindadas irá aparecer no aspecto de planejamento e emprego a nivel de estado maior. É na concepção de emprego geral, em um contexto de divisão ou exercito, que aparecem sutis diferenças de destinação em termos de missões no contexto geral ( estratégico) ou de fase de emprego, que não são vinculativas, inclusive.
    So uma pequena correção, hoje as artilharias orgânicas das nossa 6 e 5 brigadas blindadas tem respectivamente 16 e 12 peças de artilharia, a primeira em calibre 105 e a segunda em 155mm. Com o lote de obuseiros M-109 modernizados ao padrão A-5 ambas deverão ter 16 peças em 04 baterias. A estes se agregam as artilharias divisionárias AD3 e AD5.

    Galina, as forças blindadas, como de resto as mecanizadas ou motorizadas, em seus reconhecimentos irão sempre buscar a porção mais fraca do dispositivo adversário para atacar, e se tiverem êxito irão sempre pegar trechos defendidos por infantaria comum. Porém, nem sempre este dispositivo é como se pensa, nem sempre o reconhecimento é preciso e ainda temos as reservas que surpreendem. Este cenário que voce descreveu ja ocorreu muitas vezes, e nem sempre a vitória foi das forças blindadas. O cenário que voce descreve ocorreu, por exemplo, no Sinai em outubro de 1973, e em diversas ocasiões as forças blindadas de Israel foram repelidas ou tiveram ataques desbaratados pelos egípcios com misseis Sagger, RPGs, e canhões sem recuo.
    A força convencional que se defende contra uma força blindada terá apoio de sua artilharia e de seus meios AC que podem fazer diferença. Há o concurso da aviação. Ademais, como dito acima, a ruptura de um dispositivo mobiliado por forças motorizadas por uma força blindada não significa batalha ganha. O adversário poderá ter mobiliado forças móveis mecanizadas ou blindadas na sua retaguarda para efeito de contra-ataques, especialmente contra os flancos e retaguarda do atacante ( Israel contra atacou passando o Canal de Suez e de forma indireta).
    Aliás, as forças blindadas, especialmente as da cavalaria, em regra não atuam defensivamente ( salvo quando estão em ofensiva e tomam dispositivo defensivo temporariamente). No mais das vezes, voce terá uma cavalaria mecanizada dando cobertura ( missões de segurança e ações retardadoras) e um dispositivo defensivo que estará ocupado por infantaria comum. E mesmo que a defesa seja de elementos blindados ou mecanizados, na hora de montar a defensiva o que há são os homens em seus abrigos e espaldões, não fazendo grande diferença de infantaria motorizada. Os blindados ficarão à retaguarda e so interferirão pelo fogo.
    Ou seja, na maioria das vezes o que se tem é exatamente o cenário que voce descreveu, forças blindadas contra forças comuns em um ataque, e ai o que vale é a profundidade do dispositivo e a quantidade de meios. Êxitos iniciais e localizados não delineiam o resultado final da batalha.
    As forças moveis de quem é atacado em regra ficarão na retaguarda. aguardando que o atacante seja identificado ( se é seu movimento principal mesmo e não uma ação diversionária), e detido para então atuarem em contra ataques direto contra ele ou em outros pontos que permitam, no aproveitamento do êxito, atingir suas retaguardas.
    O massacre, portanto, se ocorrer será localizado em um ponto bem na linga de frente, pois atras há forças blindadas aguardando. ai é blindado x blindado.
    Mas hoje, com o barateamento, mobilidade e eficiência de misseis AC ( Javelin, Spike, Kornet etc…) e canhões AC ( ex Carl Gustav), ou lança rojões ( AT4, RPG), além das minas AC, as coisas não são tão fáceis para as forças blindadas. O massacre não é a regra

  101. Eu tenho o Manual de Emprego do EB do Regimento de Cavalaria Mecanizado.
    Eu vou colocar um trecho aqui para mostrar o quanto é importante o veículo que ocupa a função do Cascavel:

    ARTIGO II
    MISSÕES, CARACTERÍSTICAS, POSSIBILIDADES E LIMITAÇÕES
    1-2. MISSÕES DO REGIMENTO DE CAVALARIA MECANIZADO
    a. O R C Mec é organizado, equipado e instruído para cumprir, principalmente,
    missões de reconhecimento e segurança.
    b. O regimento (Rgt) realiza, também, operações ofensivas e defensivas, no
    cumprimento de suas missões de reconhecimento e segurança ou como
    elemento de economia de forças.
    c. Dentre as operações ofensivas, o R C Mec é mais apto para realizar
    missões de aproveitamento do êxito e de perseguição, tendo em vista as
    características do material de que é dotado.
    C 2-20
    1-2
    d. O R C Mec, para efeito de planejamento e emprego operacional, deve ser
    considerado como uma unidade blindada leve.
    1-3. CARACTERÍSTICAS DO REGIMENTO DE CAVALARIA MECANIZADO
    a. Mobilidade – Resultante da grande velocidade em estrada, da possibilidade
    de deslocamento através campo, da capacidade de transposição de
    obstáculos e do raio de ação de suas viaturas, parte das quais são anfíbias.
    b. Potência de fogo – Assegurada pelo seu armamento orgânico, notadamente
    os canhões, os morteiros, as armas automáticas (metralhadoras e lançagranadas)
    e os mísseis anticarro.
    c. Proteção blindada – Proporcionada, em grau relativo, pela blindagem
    de parte de suas viaturas, que resguardam as suas guarnições contra os fogos
    de armas portáteis, fragmentos de granadas de morteiros e de artilharia, e contra
    o efeito de armas nucleares.
    d. Ação de choque – Resultante do aproveitamento simultâneo de suas
    características de mobilidade, potência de fogo e proteção blindada.
    e. Sistema de comunicações amplo e flexível – Proporcionado, particularmente,
    pelos meios de comunicações de que é dotado, que asseguram
    ligações rápidas e flexíveis com o Esc Sp e os elementos subordinados.
    f. Flexibilidade – Decorre da sua instrução peculiar, da sua estrutura organizacional
    e das características de seu material, que lhe permitem uma composição
    de meios adequada a cada tipo de operação. É resultante ainda de sua
    mobilidade, potência de fogo, proteção blindada e sistema de comunicações,
    que lhe confere a capacidade de mudar rapidamente de frente e formação, como
    também um rápido desengajamento em combate.
    1-4. POSSIBILIDADES DO REGIMENTO DE CAVALARIA MECANIZADO
    a. O R C Mec é uma unidade dotada de meios suficientes para períodos
    limitados de combate. Quando reforçado com elementos de combate, apoio ao
    combate (Ap Cmb) e apoio logístico (Ap Lg), sua atuação é mais duradoura.
    b. Suas possibilidades são:
    (1) realizar qualquer tipo de reconhecimento em largas frentes e
    grandes profundidades;
    (2) cumprir missões de segurança;
    (3) realizar operações de contra-reconhecimento;
    (4) realizar operações ofensivas e defensivas;
    (5) realizar ligações de combate;
    (6) ser empregado na segurança da área de retaguarda – SEGAR;
    (7) realizar operações de junção;
    (8) realizar incursões;
    1-2/1-4
    1-3
    C 2-20
    (9) realizar a transposição imediata de cursos de água com as viaturas
    anfíbias;
    (10) executar ações contra forças irregulares; e
    (11) cumprir missões num quadro de garantia da lei e da ordem.
    (…)
    1-6. O COMBATE MODERNO E O REGIMENTO DE CAVALARIA MECANIZADO
    a. No final do século XX surgiu nos campos de batalha um novo tipo de
    combate, em função do grande desenvolvimento tecnológico aplicado à arte da
    guerra. Esse novo combate, que se convencionou chamar de “combate moderno“,
    é caracterizado pelo(a):
    (1) combate ofensivo, com grande ímpeto e valorização da manobra;
    (2) ação simultânea em toda a profundidade do campo de batalha e
    combate não-linear;
    (3) busca do isolamento do campo de batalha com ênfase na destruição
    do inimigo;
    (4) priorização das manobras de flanco;
    (5) máximo poder relativo de combate no momento e local decisivo;
    (6) combate continuado com a máxima utilização das operações
    noturnas e de ataque de oportunidade;
    (7) valorização da infiltração como forma de manobra;
    (8) busca da iniciativa, da rapidez, da flexibilidade, agressividade e da
    sincronização das operações;
    (9) valorização dos princípios do objetivo, ofensiva, manobra, massa,
    surpresa e unidade de comando;
    (10) mínimo de perdas para as nossas forças e para a população civil
    envolvida;
    (11) decisão da campanha no mais curto prazo; e
    (12) ênfase no contra-reconhecimento e operações de inteligência de
    combate.
    b. As seguintes características do combate moderno deverão ter influência
    significativa no emprego operacional dos R C Mec:
    (1) não-linearidade do combate e a ação simultânea em toda a profundidade
    do campo de batalha: essas características criarão, com maior freqüência,
    defesa em todas as direções, situações nas quais, o R C Mec poderá ter de atuar
    isoladamente;
    (2) ênfase ao combate continuado: essa característica exigirá um maior
    adestramento do R C Mec no combate noturno;
    (3) grande importância atribuída às ações de contra-reconhecimento
    nas operações de segurança: exigirá a adoção de uma série de medidas e ações
    destinadas a destruir ou neutralizar os elementos de reconhecimento do inimigo
    por meio de ações ofensivas ou defensivas.
    c. O manual de campanha C 100-5 – OPERAÇÕES, detalha os conceitos
    operacionais que norteiam o planejamento e a execução do combate em todos os
    escalões.

  102. Essa notícia da postergação do projeto da VBR baseada no Guarani com a modernização do Cascavel seria o mesmo que a modernização do M41 na década de 90 ao invés de comprar um CC mais moderno para a Bda Blindada.

  103. 156 milhões desviados do EB segundo Ministério Público Militar. Estão envolvidos oficiais -generais, civis, pessoal da reserva. Dinheiro que poderia ser muito útil. Por causa de meia dúzia de sujos todos da Instituição pagam o preço, pois a mídia generaliza. notícia está no Globo às 14 h. Só para constar, daí minha decepção.

  104. Alguns paises em numeros, com quantidade de equipamento semelhante, gastam a metade do que gastamos. Eh muito importante pensar sobre o que aqui foi mencionado.
    Meus pontos:
    A) mudanca politica no Brasil traz o risco de distencao ou confronto com Venezuela e Bolivia.
    B) as Ffaa serao chamadas nos proximos governos a participar da seguranca publica e guerra cibernetica.
    c) O cascavel, urutu e jararaca, necessitam no mundo, atualizacoes. Essa tecnologia pode ser exportada ou vendida.
    d) Empresas estabelecidas no Brasil, possuem capacidade de atualizar e desenvolver os meios daqui. A Elbit atraves de suas subsidiarias no Brasil, podem tranquilamente atualizar no pais e exportar kits e servicos. Os m60 tranquilamente ao padrao sabra, m60 T , e toda atualizacao do tam 2c ip, pode ser aproveitada para os cc daqui, mesmo cascaveis, urutus como foi feito pela subsidiaria saymar.
    Como com um orcamento de 24 bilhoes de dolares, temos tudo sucateado ou fora dos padroes internacionais, mais de uma grracao.
    abs

  105. sergio ribamar ferreira 5 de dezembro de 2017 at 18:43
    Não estou sabendo de oficiais-generais.
    Só dos oficiais do IME.
    Tem um link?

  106. Sr. Agnelo verificar por favor em o Globo(não creio muito na apresentadora do programa das14 horas- globo News). Posso ter me enganado quanto aos oficiais -generais. Porém é com muita tristeza este fato. Por isso da minha decepção. E mais decepcionado então sendo do IME. abraços.

  107. Obrigado Sr. seal e indiretamente ao sr. Carlos Alberto pelas informações. Sr. Agnelo peço desculpas pelas informações truncadas. Infelizmente por causa de poucos gananciosos se julga uma Instituição inteira(próprio da mídia brasileira).Minha revolta é que debatemos muitas vezes valores como honra e honestidade e ficamos decepcionados com `certos indivíduos gananciosos. Indignei-me várias vezes quando se tratou no site sobre a precariedade de manter os batalhões de fronteira(meios , alimentação, etc). 156 milhões de reais. Denúncias envolvendo ainda ou não algum oficial-general e o EB passando privações. Estamos discutindo com bons argumentos em manter uma VBR antiga e modernizá-la sabendo que o dinheiro desviado poderia comprar e manter meios modernos. Concordo ,sim com o Sr. Bardini. Modernizar viaturas de mais de quarenta anos(gambiarras) e o dinheiro sendo gasto provavelmente por alguns gananciosos na compra de apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro. Minha repulsa a estas traças (civis ou militares ) que se locupletam às custas da miséria de seus compatriotas. Ainda bem que “o joio é muito ínfimo em relação ao trigo”. Numa guerra e sendo em um país com seriedade qual seria a punição para esta súcia que denegriu a imagem do seu próprio Exército? abraços.

  108. Uma das coisas que é difícil definir é quando um equipamento, como o Cascavel, está realmente obsoleto e está além da modernização. A lógica militar me parece ser bem diferente da lógica consumista de tecnologia civil.

    Por exemplo, os conflitos com Israel mostraram a superioridade de aviões como o F-15 e F-16 sobre os Mig’s árabes. Foi aí que a diferença entre 3a. e 4a. geração ficou clara.

    Por outro lado, um blindado de reconhecimento como o Cascavel cumpre uma função até hoje, e está sendo empregado em cenários do oriente médio, com alterações. O que demonstra que um veículo desse tipo ainda tem espaço. Ainda que seja necessária uma extensa modernização para as necessidades atuais.

  109. Renato B.

    Em linhas gerais, concordo com você.
    O que é preciso entender é que o Cascavel é apenas um COMPONENTE de um “sistema”, que tem como célula básica o Pelotão de Cav. Mecanizado, composto de:
    – 5 Marruás na seção de reconhecimento, que vão a frente descortinando o terreno;
    – 2 cascavéis na seção de carros, provendo ação de choque;
    – 1 urutu com um GC, como elemento de manobra
    – 1 urutu (ou outra vtr não blindada) com o apoio de fogo de morteiro

    Desta forma, substituir cascavel por Guarani com TORC 30 mm ou qualquer outra modificação conforme tu havia sugerido mais acima, apenas CORROMPE o “sistema” descrito acima;

    A substituição do Urutu por Guarani com Remax traz um ganho estupendo para o elemento de manobra, pois é um projeto mais atualizado em termos de proteção da guarnição e GC embarcado e pelo fato de permitir o tiro em movimento, além de possuir sistemas bem mais sofisticado de aquisição de alvos por mira ótica e termal. (Este ganho é ainda mais importante na Infantaria mecanizada)

    Entretanto, para o Cascavel, na atual situação de penúria (e somente neste caso) ainda é viável a modernização – É importante destacar que os requisitos operacionais praticamente conformam um Cascavel II, tamanha as atualizações do sistema de armas, ainda que com o canhão 90 mm.

    Portanto, volto a insistir, fico mais frustado com a não substituição dos marruás pelo LMV.

    Saudações

  110. colombelli 2 de dezembro de 2017 at 18:44
    “De fato, se puder embarcar melhor. Se tiver dinheiro pra te rum 8×8, ótimo. Se tem condições de ter Leopard 2 beleza. A questão toda gravita em limitação de recursos. Ou mantemos todas as necessidades razoavelmente supridas ou então teremos nichos de excelência que não fazem diferença no todo. O todo, equilibrado é que dá o real poder de combate.”
    .
    => Entre as opiniões dos estrategistas de blogs que criticam sem nenhum conhecimento empírico e profissional sobre assuntos militares e as opiniões dos profissionais, fico com estes últimos. Infelizmente alguns não lêem o que estes profissionais postam aqui com toda a paciência e boa vontade para dividir conhecimento sobre os vários temas. Por este motivo continuarão estes “achistas” com as mesmas opiniões sem fundamento algum mesmo com toda a informação de excelente qualidade que alguns participantes profissionais postam. Triste realidade.
    .
    Aos profissionais das armas todo o meu respeito e agradecimento.

  111. Analisando a nota do EB acredito que o guarani sera escolhido ja que se fosse apenas uma melhora no cascavel eles ja poderiam usar o projeto da viatura experimental que foi feito pela Equitron e nao haveria necessidade de fazer outro programa pra isso, so bastaria dizer que escolheram essa modernização e fazer um contrato entre as pastes mas para uma viatura com base no guarani entao e necessário construir do zero por isso esse edital do Exercito

  112. Gonçalo Jr. 7 de dezembro de 2017 at 18:07 , me permita fazer minhas as suas palavras. O amigo Colombelli foi extremamente feliz na explicação sobre limitação de recursos e o todo equilibrado. Alguém da Marinha deveria ler isso…

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