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General Dynamics European Land Systems vai fornecer ponte flutuante ao Exército Brasileiro

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Improved Ribbon Bridge (IRB)

KAISERSLAUTERN, Alemanha — A General Dynamics European Land Systems assinou um contrato com a Comissão do Exército Brasileiro para a produção e entrega de sua Improved Ribbon Bridge (IRB).

Além da IRB, a empresa entregará caminhões, paletes de adaptador de ponte, um barco de montagem de ponte, bem como Suporte de Logística Integrado (ILS). A entrega do primeiro sistema está prevista para 2019.

O Exército Brasileiro é um usuário existente da Floating Support Bridge (FSB) da empresa. Os sistemas FSB e IRB são interoperáveis ​​e oferecem recursos essenciais para forças armadas em todo o mundo.

A IRB pode ser operada como uma balsa de vários compartimentos, bem como uma ponte flutuante. Ela fornece uma ampla capacidade de cruzamento de rios para cargas até MLC 80 sobre lagartas/MCL 96 sobre rodas.

“Esta nova aquisição do IRB demonstra a alta confiança e satisfação do Exército Brasileiro no desempenho de nossos avançados sistemas de pontes”, disse Thomas Kauffmann, vice-presidente de Sistemas e Negócios Internacionais da General Dynamics.

A Improved Ribbon Bridge está em serviço em todo o mundo e apoiou as operações de teatro e de manutenção da paz, bem como missões humanitárias e ambientais. A IRB é totalmente interoperável com os sistemas legados de pontes flutuantes da General Dynamics European Land Systems, incluindo a Ponte de Suporte Flutuante, a Standard Ribbon Bridge (SRB) e a Ponte Anfíbia M3 e o Sistema de Balsas.

A General Dynamics European Land Systems, com sede em Madri, na Espanha, é uma unidade de negócios da General Dynamics e conduz seus negócios por meio de cinco instalações operacionais europeus localizados na Áustria, República Tcheca, Alemanha, Espanha e Suíça. Com cerca de 2.200 funcionários técnicos altamente qualificados, as empresas projetam, fabricam e fornecem sistemas, incluindo veículos com rodas, sobre lagartas e anfíbios, sistemas de pontes, armamentos e munições para os clientes globais.

DIVULGAÇÃO: General Dynamics European Land Systems

82 COMMENTS

    • “Socorro! vamos comprar uma ponte móvel de uma empresa “duzamericanú mau'”!

      Para sermos exportadores deveria haver no EB demanda por pontes móveis. Ocorre que não é o que ha, tanto que estamos comprando apenas uma pelo que dá a entender da reportagem.

      • Magina !!!… rsrsrsrsss… mas esse tipo de aquisição é necessária e premente para nosotros… aquisição correta e em tempo para o EB… sem a infra necessária, não adianta termos os veículos adequados se não houver modo de desloca-los… saudações…

      • Simples, pela quantidade de rios existentes no Brasil e pela dependência que o EB tem em ter tal equipamento para o transbordo entre margens de rios com grandes equipamentos bélicos, no mínimo deveríamos ter alguma indústria que produzisse algo do tipo! Entendeu? Abraços!

        • Esse tipo de ponte é para transposição de equipamento pesado (leia-se blindados). Nossas regiões com maior malha fluvial são o centro-oeste e a região norte. Que tipo de equipamento pesado o EB opera nessas regiões? No máximo os M-60 do 20º Regimento de Cavalaria Blindado em Campo Grande.
          Não há demanda interna que compense o desenvolvimento.

        • O Brasil tem uma das mais extensas redes fluviais do mundo. Acho que você não sabia disso, você é americano né, daqueles que nasceu aqui, mas a alma e americanizada.

          • A questão não é o tamanho da nossa rede hidrográfica mas sim se o orçamento do EB permite criar uma demanda que justifique a produção local das mesmas. E todos sabemos que isso não existe. Entendeu ou preciso desenhar?

        • Nesse caso a gente tem uma certa necessidade não só para as FFAA como para defesa civil, claro que um modelo mais simples e leve… Já que em alguns regiões ficam inacesssives por causa de cheias de rios.

          • HMS TIRELESS, você não precisa desenhar, precisa compreender o que eu escrevi , em momento algum eu defendo a produção do mesmo nacionalmente.

    • Olá Bruno. Concordo parcialmente com você. Este equipamento é tecnologicamente simples e muitas empresas de equipamentos pesados brasileiras seriam capazes de produzi-la. Alguns colegas estão certos ao dizer que não há escala para produção seriada, mas é o tipo de equipamento que pode ser fabricado por demanda. Poderia ser de metal ou material compósito. O EB tem experiência e sabe definir as especificações para ser produzido nacionalmente. Estas empresas de equipamento pesado sabem produzir coisas muito mais complicadas e tecnologicamente complexas que uma ponte móvel. No atual cenário de depressão econômica, não faz sentido importar um equipamento desses. Mesmo que seja apenas uma ponte, a indústria nacional saberia produzir sem problemas. Considerando o câmbio e a depressão econômica, os custos seriam equivalentes e o ganho por pagar em moeda nacional e pelo impacto da economia local já apresentaria ganhos enormes. Não é possível aplicar no EB a mentalidade financeira de uma empresa privada que busca sempre o menor preço. O EB é um órgão do Estado brasileiro, por isso é preciso pensar em uma escala maior. Como não canso de repetir, a cegueira ideológica não é uma exclusividade da esquerda.

      • Ainda bem que você em alguns momentos pensa igual a mim.
        Já ia falar que essa ponte é de altíssima tecnologia e que não era para nosso bico.
        Muita gente gosta de complicar. Diz que tudo é difícil.
        Fabricar um tanque, uma ponte, um fuzil, uma torre de blindado, um míssil, um avião, um navio.
        Enquanto isso, israelenses, turcos, coreanos, suecos, que não são potenciais militares, nadam de braçada…

        • Caro Nonato. Quando começamos a concordar é porque a coisa está complicada (riso). A ideia que as forças armadas precisam adquirir equipamentos de média e baixa complexidade no exterior por causa de preço parece-me um equivoco. Ao contrário de uma empresa privada que busca a máxima lucratividade elevando o preço e reduzindo o custo, as forças armadas desempenham um papel na sociedade bastante especial. Em um país industrializado como o nosso, o esforço tem que ser na direção de estabelecer parcerias como o setor privado nacional. O setor de equipamentos/máquinas é capaz de produzir sob demanda muitos equipamentos, impactando positivamente na economia local. Eu concordo com os colegas que dizem que sem demanda não há produção (por isso as forças armadas precisam buscar seus fornecedores no setor privado nacional) mas discordo com que estes equipamentos especiais necessitem de escada ou de mercado externo. O exemplo dos submarinos da MB é um exemplo complexo do que estou dizendo. Se o setor industrial tem capacidade de produzir submarinos, é claro que teria condições de produzir pontes flutuantes (mesmo que apenas poucas unidades exclusivamente para o EB). Há poucas coisas que valem a pena aprender com Trump. Uma delas seria a versão tupiniquim “ypy pindorama”c

  1. NÃO tem escala seus chatos!
    Façam o seguinte….abram uma empresa para fabricar o quê vocês vivem choramingando que o Brasil não faz.
    Sejam empreendedores caras; saiam do sofá.

    • O EB está caminhando a passos firmes para se tornar o mais bem equipado da América do Sul, e tudo isso com grande pragmatismo. Mais um pouco terá um formidável vetor de ataque na forma do AH-1W Super Cobra.

      A MB deveria aprender com o EB…

      • MB deve ficar na dela na defensiva fazendo muitos subs pra proteger o litoral de invasões, deixar porta aviões pra quem quer conquistar o mundo expor poder, invadir países, nós nunca vamos ser uma China. Uma marinha de submarinos e alguns navios pra dar cabo de piratas ta ótimo. Aí é só focar na FAB, EB, mísseis balísticos, e bomba nuclear. Ninguém vai querer encrenca.

        • Somos um grande país territorial, populacinal, mineral, florestal, boa localização geográfica no mundo, temos de estarmos de prontidão, numa guerra seremos invadidos e conquistados se formos visto como alvo fácil, se nos verem como um empecilho não vão invadir será muito mais facil bombardear e dizimar nosso povo, quem não tem a bomba já sai perdendo. Tudo que vier pra Defesa será bem vindo. Feito aqui mais ainda.

      • HMS TIRELESS 26 de junho de 2018 at 17:19
        Não acho que o EB seja exemplo para ninguém. O exército recebe a maior parte do orçamento de defesa, consegue artilharia e blindados de segunda mão em bom estado à preços baixos ou quase de graça, e quando vai desenvolver o Guarani 8×8 falta verba.

        • Esse HMS tireless é estranho, parece lobista americano, fala que o EB ta indo bem pq ta comprando equipamentos americanos usados, e pra ficar melhor tem de ter super cobra americano, e pra marinha ser boa ela precisa ter navios americanos? Sua mascara está caindo. Esse blog ja foi mais nacionalista.

  2. É nisso que dá, o EB é famosissimo em encomendar sempre equipamentos usados, de segunda ou até terceira mão, do exterior. E quando compra nacional, as encomendas são sempre minúsculas, não justificando uma linha de produção. Temos o triste exemplo do Osório, um incrivel projeto de tanque a nivel mundial, que simplesmente morreu no berço, pois depois da venda não sair na Arabia Saudita, o EB não demonstrou nem o minimo interesse, preferindo continuar com os seus antiquados M-41. Simplesmente não há, e nunca houve interesse. O outro dia estive lendo uma materia, não lembro aonde, sobre a compra para o EB de lanchas ribeirinhas, provenientes da Colombia. Um produto de simples manufatura, facilmente construido no Brasil.
    Triste mesmo.

    • Lendo uma matéria , não sei anos…, a compra de lanchas colombianas teve o viés comercial na transação. Parece que só parte das notícias são lidas e depois repetidas à exaustão…

    • O Exército não desinteressou-se, apenas não foi possível viabilizar sua produção. O Exército não preferiu os M-41, era o que ele tinha. As lanchas colombianas não foram planejadas, provavelmente foi compensação comercial, tanto que não foram adquiridas em grande quantidade. Não existe problema algum em se produzir lanchas similares no Brasil, está se fazendo submarinos nucleares e fragatas, apenas não era um ítem da lista, pelo menos não o da vez. Pode-se fazer quase tudo aqui, porém para isso é necessária escala e vontade política, e acima de tudo disponibilidade de recursos, que estão sendo melhor empregados financiando nossos amados políticos e seus projetos pessoais.

  3. Realmente devíamos fabricá-las aqui.
    Fazer o que né!
    Mas mesmo assim vale a compra, e, é muito útil num país de muitos rios como o nosso até mesmo em tempo de paz…

  4. Para que tanto pessimismo com uma notícia de compra de uma ponte flutuante? Tanta coisa mais importante para reclamar e a galera vêm reclamar disso?! Realmente não consigo entender…
    Talvez mais útil seria listar os fabricantes de pontes militares e diferentes tipos que existem para saber se vale a pena investir na produção local ou comprar no exterior.

  5. Boa noite.
    Também entendo que deveríamos ser um dos grandes produtores destas pontes, pois, não só não exigem alta tecnologia, como possivelmente seríamos um dos grandes usuários da produção nacional.

  6. Aldo Ghisolfi, se não houver demanda interna, pra começar um negócio, é muito arriscado abrir uma empresa dessa contando só com exportação, até por que vc vai encontrar uma concorrência feroz de gente que está há mais tempo nesse ramo q vc. E como o EB compra a conta-gotas, o melhor a fazer é comprar fora mesmo, foi um excelente negócio, aliás, o EB está dando show, concordo plenamente com o HMS Tireless, as últimas compras mostram isso. De resto, essa ladainha de ter que fabricar tudo aqui sempre vem a baila, até o Japão, Israel e CS importam equipamentos dos mais variados dos EUA, não vejo problema nenhum nisso.

  7. Simples assim…não tem demanda operacional e nem de prontidão para mais de uma/duas. Quando e onde for necessária, estas duas do EB estarão lá.
    No mais….treino e treino. Se precisar de outras ou entrarmos em guerra, se estuda o que fazer.
    Ou seja….mantemos o mínimo dos equipamentos e adestramento destes. Esta sendo assim com tudo nas FAAs.

  8. Não é reclamar não, nem pessimismo. Estamos aqui simplesmente trocando ideas, mas as vezes a verdade incomoda. A compra foi boa, o EB como qualquer outro exército, precisa estar muito bem equipado no ramo da engenharia para travessias de rios.
    Mas como diz Aldo por exemplo, por que não fabricar no Brasil? Aço e metalúrgicas não faltam. Gerando trabalhos para brasileiros, e um pouquinho mais de auto suficiência.
    Aqui está o artigo das lanchas, outro produto low tech que poderia ter sido feito no Brasil;
    https://www.defesa.gov.br/index.php/noticias/4460-01-11-2013-defesa-brasil-recebe-duas-lanchas-colombianas-para-patrulhamento-de-rios-na-regiao-amazonica

    • Essa compra foi feita pelo Celso Amorim…
      Foi uma entubada. Compraram essa lanchas para que os Colombianos assinassem a lista de intenção de compra de KC-390. Foi uma tentativa furada de promover o Cargueiro.
      .
      Aí o que a Colômbia fez esse ano?
      Pediu 3x C-130H dos estoques americanos…

  9. O EB recebeu “só” 40 bilhões ano passado.
    Quarentabilhõesdereais…
    E comemoram mendigagem de equipamento de segunda mão via FMS e duas pontes novas.
    .
    Brasilsil…

    • Quem tem mais contigente? Quem está envolvido em construir estradas Brasil a dentro? Quem está em permanente GLO?

      O EB aproveita a oportunidade que tem e que as outras forças não têm. O EB tem boa parte do que precisa nos estoques americanos. Quando não tem, talvez tenha no estoque de alguma outra nação amiga, como o caso dos guepards e leopards. Navio não tem dando sopa, por ai, o tempo. Aviões, idem.

      O EB está errado de aproveitar suas oportunidades? Creio que não.

      Enfim…sempre o mesmo papo chato. O Brasil tem que construir ponte. O Brasil tem que construir navio. O Brasil tem que construir foguete. O Brasil tem que ajeitar muita coisa antes de querer ser o player que tão esperam. Reforma trabalhista decente, tributária, política, desburocratização etc etc etc. Todas essas mazelas tornam o custo de produção impraticável e sem condições de concorrer com os players de verdade.

      • “Quem tem mais contigente?”
        A Construtora, Polícia e instituição de caridade Exército Brasileiro…
        “Quem está envolvido em construir estradas Brasil a dentro?”
        A Construtora Exército Brasileiro…
        “Quem está em permanente GLO?”
        A Polícia Exército Brasileiro…
        .
        “O EB aproveita a oportunidade que tem e que as outras forças não têm. O EB tem boa parte do que precisa nos estoques americanos. Quando não tem, talvez tenha no estoque de alguma outra nação amiga, como o caso dos guepards e leopards. Navio não tem dando sopa, por ai, o tempo. Aviões, idem.”
        .
        É pois é… O EB tem mais é que aproveitar e mendigar por equipamentos usados e fazer essas compras pontuais no exterior. Não é esse o problemas. Pq? Pq as ilhas de excelência, realmente voltadas a função de Defesa, precisam de algum equipamento para desempenhar suas funções.
        .
        “O EB está errado de aproveitar suas oportunidades? Creio que não.”
        Sim, as ilhas de excelência, realmente voltadas a atividade fim tem de aproveitar a única chance de ter equipamento para exercer sua função, dentro dessa porcaria de conjectura atual, que nunca vai mudar pq não é interessante mudar…
        A instituição recebe 40 bilhões de reais, sendo que 35 bilhões vão pra folha. Não tem outro jeito se não aproveitar essas oportunidades. No final, isso é excelente para manter o status quo. É excelente para manter o sistema atual. É excelente para manter o gasto absurdo com a “mão amiga”. E assim segue a enrolação…
        Aí temos militar que não deveria sequer ser digno de ser chamado de militar, trabalhando em uma estrada, fazendo papel de polícia ou distribuindo água… Esse militar não ganha mal para os padrões brasileiros. Esse militar vai para reserva e vai pesar no orçamento da Construtora, Polícia, instituição de caridade Exército Brasileiro por uns 20 anos, isso por baixo… Pq no EB, se tem um atendimento médico bem superior ao da população. Se tem mais saúde, pq gastam parte do orçamento com isso, mas tem de atender esses “militares” que não deveriam ser militares.
        Não é a toa que o gasto com pessoal da um salto de 2 bilhões por ano. E não vai mudar, pq ninguém vai encarar esse problema. Ninguém vai bater de frente com o EB e não interessa ao EB mudar.
        Não temos 2% do PIB aplicado em defesa. Provavelmente nunca teremos. A Média de repasses varia pouco dentro de um período de 10 anos. Houve reestruturação, para fazer melhor proveito desse dinheiro e tem um “braço forte”?
        Não, não houve. É sempre a mesma choradeira por mais verba. O problema nunca é o EB. A força não precisa se reeestrutuar. O EB precisa é gastar com pessoal para ser empreiteira, polícia, instituição de caridade. Pq? Pq o Exército Brasileiro virou só mais um partido político, essa é a verdade… Dão mais valor a essa porcaria de aprovação da população do que qualquer outra coisa!
        Virou uma porcaria de partido… E nessa eleição, eles vem forte. Isso significa mudança? Porcaria nenhuma. Não interessa a eles mudar.
        .
        “Enfim…sempre o mesmo papo chato.”
        Falar sobre mudança é chato e poucos gostam e pouquíssimos conseguem entender a discussão sobre o real problema.
        .
        “O Brasil tem que construir ponte. ”
        O Brasil, via construtoras. Não a Construtura Exército Brasileiro.
        “O Brasil tem que construir navio.”
        O Brasil, via estaleiros. Não o Estaleiro Marinha do Brasil.
        “O Brasil tem que construir foguete.”
        O Brasil, via AEB. Não a Empresa Força Aérea brasileira.
        “O Brasil tem que ajeitar muita coisa antes de querer ser o player que tão esperam.”
        É, mas pessoas como você acham “chato”. Aí acabam caindo no erro de defender a situação.
        “Reforma trabalhista decente, tributária, política, desburocratização etc etc etc.”
        Legal, show, extremamente importante… Mas entenda que vai ser bem “chato” obter essa mudança.
        “Todas essas mazelas tornam o custo de produção impraticável e sem condições de concorrer com os players de verdade.”
        Chato…

        • Tudo bem Bardini, concordo com sua revolta. Tiro nada do que disse.
          Mas como bem disse, as “ilhas de excelência” precisam funcionar e, para isso, não podem esperar a construtora EB, deixar de ser construtora, nem a polícia EB, deixar de ser polícia…pq sabemos bem que isso não será solucionado nas próximas décadas. Daí, a importância das compras de oportunidade e de não tentar agarrar o mundo com as pequenas mãos, tentando obter tudo que se precisa de origem nacional. O que dá para fazer, minimamente se faz, como o mansup, o Guarani, astros etc. Agora, se para ter algo que aparentemente não tenha tanta demanda, como no caso da matéria,precisar que seja nacional, no fim não terá nada.

          E falar em sair do status quo não é chato, desde que se faça dentro de uma racionalidade e não num eterno sonho de ser a potência das potências, simplesmente ignorando a realidade posta.

  10. Senhores, tanta discussão por um problema simples, nenhuma empresa vai se estabelecer aonde não houver demanda, simples lei de mercado. Culpa são dos nossos políticos, porém, em outro sentido, eles que liberam verbas, fazem orçamento. Entretanto, podemos contar nos dedos, vejam são vinte, quantos destes políticos serviram nas forças armadas, digo exército, marinha, aeronáutica, então vai ser difícil eles pensarem em segurança nacional, o Brasil, nunca será atacado, quando precisar, só parar repor comprasse usados, navios, tanques, obuseiros, aviões, vamos levando, como podemos fabricar. Diga?

  11. Pontes flutuantes tem uma demanda em certa regiões do país MAS seriam BEM mais simples que essa e mais leve, só o suficiente para caminhões pequenos, e as mesma seria da defesa civil.

  12. Toda compra que as forças armadas fazem tem alguém para falar que tinha que ser feito aqui no Brasi por que é importante ter essas tecnologias e que um dia podemos sofrer um embargo entre outra coisa, mas mesmo que a tecnologia para produzir esses aparelhos apareçam de forma mágica, quero ver quem vão ser os malucos de abrirem uma empresa para fabricar essas coisas, por exemplo essa ponte mesmo, uma empresa não tem como sobreviver com uma ou outra encomenda do exército isso é falência na certa pois não tem demanda e também é muito arriscado pelo motivo de terem empresas internacionais de grande relevância no mercado.

  13. Quanto chororô pessoal!
    Vocês estão com uma mentalidade comercial que não tem mais espaço nos dias de hoje em uma economia globalizada. Não há nada de errado em adquirir equipamentos no exterior, temos que fabricar aqui somente equipamento em que haja demanda em grande escala, que o nosso orçamento comporte e em que sejamos competitivos. Exemplo: Viaturas sob rodas de emprego militar/policial, munições, aparato eletrônico de amplo emprego, embarcações fluviais de patrulha, softwares militares…tem que ser coisa que as forças armadas e policias do Brasil tenham demanda que sustente uma linha de produção com o orçamento existente.

    • Ah sim Aldo, entendi. Sua empresa, então, investiria parcela do seu capital para desenvolver um produto na esperança de quem sabe, um dia, num futuro próximo, ou não, alguém se interesse em comprar? O exemplo do Osório, citado acima, não serve pra você?

      Você está invertendo as coisas.

      A necessidade vem antes do ato. É assim que deve funcionar em toda Administração. Uma coisa é a oferta identificar uma provável necessidade e buscar a dianteira. Outra coisa é oferta esperar uma eventual demanda. Isso não existe.

  14. Buenas senhores.

    Tem coisa que temos que produzir, tem coisa que não. Às vezes é melhor comprar pronto mesmo.

    No meu humilde ponto de vista, a preocupação com desenvolvimento de produtos (tecnologia nacional, produção em escala e utilização por boa parte da tropa, se não a maior parte) é de produtos que atentam às 3 forças. Viaturas, material pessoal, rádios, e sobretudo armamento. Se as empresas privadas quiserem desenvolver produtos específicos, são livres pra isso.

    Ou parcerias, como é o caso do KC390. A Embraer topou porque viu uma oportunidade. É comercialmente explorável. E outra: depois de desenvolvido, o país tem que comprar. Acordos devem ser honrados.

    Aí a gnt vê o exemplo do IA2. Cadê o material? Quem comprou? Só o EB? E o MD nesse processo? Fuzil e pistola atendem as 3 forças e talvez até as forças de segurança.

    Quando eu falo em investir, eu não falo de protecionismo. Acho que deve-se incentivar a fabricação no Brasil, sem contudo dispensar a solução tecnológica dos concorrentes. Quem quiser vender, venda. Mas pras 3 forças, tem que abrir fábrica aqui. Aí sim a gnt fomenta alguma coisa desenvolvimentista.

    E, na verdade, a sobrevivência do empresário não tá no setor público. Se ele não puder fazer um produto que seja “vendável” ao setor privado, o caixa míngua, e a empresa vai pro barro. Vide várias por aí. A Embraer sobreviveu por que compreendeu isso.

    • Bille,
      O seu raciocínio é interessante para a Imbel, mas os produtos dela são defasados e/ou ruins. Padronizar o IA2 que explode com munição 223 e custa mais de R$ 6.000,00? Só o EB e as polícias que são obrigadas a comprá-lo. Comprar as pistolas 1911? Confiáveis, mas caras, pesadas e antiquadas.
      No mais, o setor privado é pequeno e com o péssimo atendimento da Imbel, o povo acaba comprando Taurus, mesmo sendo problemática.
      A Imbel só existe devido as compras do EB e às barreiras que monta para não haver concorrência interna.

    • Rafael,

      Acredito que entendeu que eu quis dizer que a produção que tem que ser trazida para o país é principalmente aquela que é de uso das três forças e precisaríamos em larga escala, ou aquela sensível, que os centros de tecnologia das forçar desenvolveriam e ganhariam royalties por isso.

      Quem tem que produzir é o ente privado. E pra ele se manter, tem que vender além do mercado do MD.

      Dito isto, não defendo a produção deste ou daquele item. Temos que ter processos de qualidade pra comprar bem. E dos itens que comprarmos, deve-se exigir um offset e montar uma fábrica aqui, pra vender pro MD. Imagina a Glock ou a HK (salvo engano, ganhou a última licitação pra venda de pistola no army) abrindo uma fábrica aqui? Com volume, podemos.

      Se o produto nacional é ruim, devemos comprar fora. Mas na medida do possível, exigir do vendedor que produza aqui, principalmente em quantidades significativas. O que se precisa de pouco, compra-se de prateleira.

      • Bille,

        Concordo com você e acho que o seu comentário foi o mais sensato sobre o tema.

        Produzir localmente equipamentos e/ou tecnologia, ou comprar de terceiros países , é uma decisão de conveniência.

        Os EUA, por exemplo, exportam tecnologia e equipamentos militares para o mundo inteiro, mas quando lhes convém, compram de outros países também. E assim também o fazem França, Inglaterra, Israel, Suécia……..etc.

  15. Já que falamos em produção nacional, lá vai uma sugestão (exemplo a ser pensado): acho que deveríamos fazer como a China fez anos atrás, comprava linhas de produção “ultrapassadas” e toda seu ferramental e projetos, colocava em produção e depois melhorava e com isto possibilitava o seu parque fabril nacional a se modernizar, vejo o exemplo de veículos pesados, estes dias ví uma foto de uma caminhão chinês que nada mais é que um MB da década de 80/90 , tudo igual como o alemão, mas, tudo fabricado na China, ou seja, desenvolveram a indústria local á partir de projetos já “exauridos”, agora desenvolvem localmente, dando um passo largo e com investimento mais baixo e mais rápido do que o sistema normal de produção e desenvolvimento.

  16. Senhores, bom dia

    Não é a primeira ponte.
    Essas pontes não são simples, pois CC e Art AP são transpostas em rios por ela.
    Não há demanda no MUNDO…. imagine no Brasil…

    Não sei quantas lanchas para emprego na Selva há no mundo, nem sei se houve acordo de comércio, mas uma coisa é certa, foi testada e aprovada e já foi empregada por quem a utiliza.

    Exemplos antigos, como Osório são de outra conjuntura política, econômica, militar e científico-tecnológica.

    Os Generais decisores, q estão lá, tem mais de 40 anos, já viram diversos governos e conjunturas, viram mudanças abruptas diversas vezes.
    Comandam um a Força q tem 27 Bda de manobra, fora Av, Op Esp, AD etc, das quais, hoje, com o país em crise, tem 4 em GLO, 4 em uma das maiores operações humanitárias do mundo (Op Pipa), e 12 em Op Fronteira constantemente (24×7)… sendo q uma também em Aj Humanitária (RR – 1ª Bda Inf Sl).
    São 20 Bda em Operação, mais preparo. Pesquisem a quantidade de Bda do Exército Francês e Inglẽs ou Espanhol, e perceberão q temos praticamente dois desses juntos em operação…

    E o $$???? Q me milagre vcs querem se NÃO há vontade política??

    Reflitam
    Sds

    • Nossa, obrigado Agnelo. Muito obrigado.

      Em matéria dessa semana, um comentarista perguntava se era crime defender que as coisas fossem construídas aqui. Mas, as vezes, parece que o crime é tentar chamar essa galera pra realidade. E seu comentário é excelente nesse sentido.

  17. General Dynamics European Land Systems, até onde eu sei essa empresa é européia e não dos EUA.
    Gostei da aquisição. Quanto a não ser nacional eu não sei o que dizer, se não tem demanda, se não é algo lucrativo etc…isso é uma outra questão. Uma coisa é certa, ninguém vai abrir uma empresa para vender 5 ou 10 pontes…tem que ter mercado.

    • Amigo Ivan BC!
      Se trata de filial da GD americana.Somente..Oferece a mesma e velha conhecida copia “mal feita” do PMP soviético. Os europeus (alemães da Krupp, por exemplo) estavam fabricando a mesma copia com nome diferente (se a memória não falha FSB ou FFB). Desde então mudou pouca coisa e tem pouquíssima demando dos sistemas novos. Ja os russos estão renovando seu parque com um novo PP-2005.
      Um grande abraço!

  18. FELIPE MORAIS: Dissestes que “a necessidade vem antes do ato”, com o que concordo.
    Aqui está, por tuas palavras, a demanda criada.
    Dispensado ironia, minha empresa NUNCA investiria parcela de seu capital no jogo infantil de que em algum dia, num futuro ideal houvesse possibilidade de vender a produção específica.
    Nenhuma empresa factível faria isso, nem mesmo teria condições de sobrevida, mesmo pq existe um componente terrível, a obsolecência…
    O JOÃO MOITA Jr entendeu o que postei, e escreveu para quem não entendeu. Simples assim.

  19. Entendi sim, Aldo. Escrevistes muito bem. Acontece que aqui no Blog, se você não da pulos de alegria com qualquer compra que o EB faz, muitos correm imediatamente à pedreira, para começar a lançar as pedras.
    O pensamento military no Brasil infelizmente and na infância. Se não entendem que é necessário dominar items básicos e produzir em casa, eu não sei o que dizer.
    Seria chato e falarei de novo da Engesa. O fato que o então governo militar (não, não eram Petistas!!!) deixou essa empresa super estratégica para a nação nunca vai se perdoar. Para quem já esqueceu, quem manteve a Engesa viva um pouquinho mais foram as encomendas do Iraque, já que na época se travava uma longa guerra contra o Irã.
    A guerra acabou, a Engesa morreu. O governo simplesmente lavou as mãos, no belo estilo do Pilatos.
    Mas claro, errado tou eu. Produzir no Brasil para quê? Que venham uniformes da China, lanchas de Fiberglass da Colômbia, e os equipamentos que já usamos até os ossos aqui no US Army…Ora, vende pro EB!!! Essa é a mentalidade.
    Lá no Aéreo por exemplo, deixei bem sabido meu parecer contra a venda descabelada da Embraer. Outra firma muito bem sucedida a nível mundial, em um ramo super estratégico. Em um país são não se poderia nem cogitar essa venda. Nunca!!!
    Mas claro, disseram que não sei do que estou falando, não estou por dentro, vai ser muito bom para o Brasil, e que eu estou sendo negativo, causando confusão, e tal.
    Oh, well…

  20. João, o caso da embraer é muito mais complexo, e cuja realidade nacional nossa não permite ufanismos nacionalistas.

    Seu mercado esta cada vez meis acirrado, estando os concorrentes a formarem parcerias hoje visando futuras fusões. esse é o cenario comercial que a Embraer esta se preparando para enfrentar no futuro.

    Com relação ao que outros paises fazem com suas empresas, novamente a fusão vem a ser consequência. Produzir no Brasil é extremamente caro e de baixa competitividade. Então para poder poruzir com precos competitivos, é necessario que as fabricas estejam nos locais onde há mao de obra qualificada. E nesse caso, a fusão ajuda a diluir os custos dessas mudancas de fabricas. alem disso, normalmente estes paises investem em educação, tendo muito mais mão de obra qualificada que o Brasil, oque torna muito mais facil proteger essas empresas. Se a embraer somente tivesse fabricas aqui, com farta mão de obra qualificada, a custos competitivos e tivessemos condições de projetar e construir aeronaves dos mais variados portes, entao poderiamos sim ser contra essa fusão.

    • Nada a ver essa argumentação, com todo respeito.
      Sou totalmente contra a venda da Embraer.
      O governo gastar fortunas para pagar por transferência de tecnologia. Isso no caso de submarinos, navios, caças, etc.
      Ter tecnologia nacional é importantíssimo.
      Aí qual o motivo de se desfazer da tecnologia e das empresas de alta tecnologia?
      Que papo é esse que não temos competitividade?
      A Embraer fabrica seus aviões no Brasil.
      Abriu algumas pequenas linhas no exterior não por causa do custo, mas por questão de mercado.
      Assim foi com a China no início do século.
      Assim é com a fábrica em Portugal e com os Phenom 100 nos EUA.
      Para quem compra dá a sensação de ser produto nacional.
      Os governos desses locais passam a apoiar as vendas pois estimulam a economia local.
      A Embraer é a maior exportadora de alta tecnologia do Brasil.
      São empregos altamente qualificados.
      São dólares que ajudam a balança comercial.
      É PIB alto pois é produção nacional.

      • Olá Nonato. É a segunda vez que concordamos neste post. Riso. Eu perdi o encanto e já estou chamando a empresa de “Embraera”.

      • Temos que observar o cenário global para o tipo de indústria que a EMBRAER representa… não digo em relação a parte específica de DEFESA e sim a de aeronaves… com a entrada da China no mercado global faz-se necessária novas arquiteturas de ampliação de mercados e similares… então, é uma questão de informação e visão… será que a EMBRAER sobreviveria sem a Boeing numa competição direta com os chinas ???… essa é a questão… não se trata de entreguismo mas de articulação para sobrevivência num mercado muito competitivo… é só olhar o caso da BOMBARDIER… é um caso semelhante… teve que se aliar senão, JÁ ELVIS… ponderar antes de acusar… não vejo entreguismo nesse caso específico… até porque a EMBRAER através de seus acionistas, não iriam dar um tiro no próprio pé… na iniciativa privada não tem mala preta… e se houver, o cara tá fora pela eternidade ou coisa pior…

  21. Caraca gente! Vamos discutir a compra em si! Pela amor de Deus!! Estamos modernizando o EB e o pessoal fica discutindo se tínhamos de construir ou não, se é americano ou polonês, se temos rios ou não, caraca!! Parecem comentaristas do G1!!!

    Se compra reclamam, se não compram reclamam tb! Oh complexozinho, meu Deus!!!

  22. JOÃO MOITA Jr, boa tarde!
    LASTIMO, até hoje que o capital estangeiro tenha destroçado a ENGESA seus produtos e projetos.
    O MBT que ela projetou e construiu venceu todas as disputas, detonou os EEUU, França, Alemananha, Israel e Rússia.
    OS gringos lutaramm e se impuseram… simples assim!
    SALVO a falta do interesse governamental em encarar e confrontar em nome da indústria bélica nacional. dizer o quê?…

  23. Um pequeno esclarecimento fora da matéria.
    O Osório perdeu, não é pq o Brasil não comprou a ideia simplesmente.
    Os EUA venderam muito mais CC pelo mesmo preço.
    O M1 tem outras plataformas, de Eng por exemplo, q dao mobilidade aos CC. Os Osórios não tinham “irmãos” de outras armas.
    Os EUA abriram pra AS adquirir um esquadrão de F-15, o melhor caça de superioridade do Ocidente. Inclusive, pilotos sauditas registraram abates na DS.
    As enormes bases q suportaram as tropas da campanha do golfo em 91 foram construirias pelos americanos, dentro do acordo de Defesa.
    O Brasil forneceria qual caça?
    Construiria o q, pra basear 3 Corpos de Exército?
    Sds

    • Agnelo,

      Realmente, o “offset” americano (a compensação comercial) foi muito grande. O Brasil não oferecia nada além do Osório.

  24. Eu fico pasmo com os comentários aqui, nem eu que estudei em instituição particular sou tão doutrinado assim. Os cara puxam um saco duszisteite que chega a doer a vista. Como disse um amigo acima, doutrinação não é só de esquerda!

  25. Aldo Ghisolfi, boa tarde meu caro;

    Ora, então o que o Brasil poderia ter “oferecido”, no mínimo, era equipar o EB com o Osório. E lembrando que na época o governo era militar, hein. Não dá pra culpar ex-guerrilheiros não.
    Mas claro que não foi assim. Ganhou o descaso, ganhou o “meu pirão primeiro”, e hoje o Brasil continua sendo o grande laboratório do recachutamento , da reforma, e do repoteciamento de equipamentos ultrapassados. Muitos ficam dizendo que a situação da Embraera (caiu como luva, Carmagoer) não tem nada a ver com a Engesa.
    Tem, sim. Em ambas situações o Brasil teve uma grande oportunidade de chegar a um patamar mais alto, e na hora H… Deixa falir a Engesa, vende a Embraera.
    Mas a vida continua.
    Abs

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