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Feriado em SP! Mas o que foi a Revolução Constitucionalista?

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Que feriado é dia 9 de julho? Nesta data, em São Paulo, é celebrado o Dia da Revolução Constitucionalista, ocorrida na década de 1930

Você sabe por que hoje é feriado em todo o Estado de São Paulo? Trata-se do Dia da Revolução Constitucionalista, ocorrida em 9 de julho de 1932, um movimento contra o primeiro governo de Getúlio Vargas (ocorrido entre 1930 e 1945). As informações são da Aprende!, parceira do Terra Apoio Escolar.

Antes do golpe de Estado que colocou Vargas no poder, em 1930, o Brasil era regido pela “política do café com leite”, pela qual as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revezavam na presidência do País.

Quando assumiu, o gaúcho Vargas nomeou interventores nos Estados. Os paulistas não aceitaram um interventor de fora de São Paulo e se rebelaram contra os novos rumos da política brasileira.

M.M.D.C.
O estopim da Revolução Constitucionalista foi a morte dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, durante a tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista, em 23 de maio de 1932.

A sigla M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes pelos quais os estudantes mortos eram conhecidos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), se transformaram no símbolo do movimento, como mostra o cartaz de convocação de voluntários para a Revolução Constitucionalista, do acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

Rendição paulista
Entre os meses de julho e outubro de 1932, as ruas de São Paulo foram o cenário de conflitos entre os revoltosos e as tropas do governo federal. O movimento, que exigia a promulgação de uma nova Constituição, fracassou no dia 1º de outubro de 1932, quando foi assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

Obelisco do Ibirapuera homenageia estudantes e combatentes mortos na Revolução de 32
Obelisco do Ibirapuera homenageia estudantes e combatentes mortos na Revolução de 32

Obelisco do Ibirapuera
Um dos monumentos mais emblemáticos de São Paulo faz referência à Revolução de 9 de julho de 1932. Trata-se do Obelisco do Ibirapuera, oficialmente chamado Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32. Lá estão sepultados os corpos de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e de outros 713 mortos durante o movimento paulista anti-Vargas.

O Obelisco, que tem 72 metros de altura, está localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, no Parque do Ibirapuera. O monumento foi feito em mármore e inaugurado em 9 de julho de 1955, com projeto do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e execução do engenheiro alemão radicado no Brasil Ulrich Edler.

FONTE: Terra

SAIBA MAIS:

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  1. Os paulistas quebraram o acordo de camaradas e tentaram passar a perna nos mineiros, que não deixaram por menos e declararam que “se eu não levar, vocês também não levam”. Getúlio assumiria interinamente, usurpou a função que deveria ter sido provisória, foi empurrando com a barriga e o tempo foi passando… virou só mais um ditador que reteve um país sob os freios do atraso.

    • São Paulo, à época, cometeu apenas um grande erro: confiou nos mineiros. Aqueles que tem na “inconfidência mineira” seu maior orgulho. Oras, se “inconfidentes” são heróis por lá, por que o Governo Constitucionalista Paulista acreditou nestes ?

      • As inconfidências não eram contra o Brasil, mas contra a Coroa portuguesa, que amealhava as riquezas de todos os brasileiros. E na política do café com leite, os paulistas tentaram ‘pular’ a vez do representante mineiro, rompendo o que estava previamente ajustado entre as partes.

      • Os mineiros não engolem a “inconfidência mineira” como algo positivo. No máximo, são-lhe indiferentes.

        Foi um movimento rebelde que usou a tributação sobre o ouro como pretexto para um movimento separatista e que não contava com respaldo do povo. Todos os inconfidentes eram a elite econômica local e não davam a mínima para a população.

        Tiradentes, patrono da PMMG (um desleal de triste memória), traiu a instituição a que servia e à Coroa Portuguesa. A maçonaria, a religião oficial do Estado Brasileiro e de tantos outros, é que festeja essa sujeira.

  2. Sobre essas “Revoluções” (Paulista, Gaúcha, Pernambucana, etc):

    “Tudo deve mudar para tudo permanecer como está”.
    Giuseppe Tomasi di Lampedusa.

  3. Uma das páginas mais gloriosas dos Brasileiros! Uma pena que foram derrotados pelo ditador facista vargas. Nosso tributo de sangue de, há quase100 anos, entrega, entusiasmo, patriotisno, e apreço à Liberdade pago por SP e pelo Brasil.

  4. Na verdade foi uma rebelião mal-sucedida, revolução que fracassa não é revolução.
    Em Ciência Politica revolução é a ruptura com a ordem social , coisa que não ocorreu.

    • Concordo!
      Aliás, nunca houve revolução em TErra Brasilis.
      Sequer a separação a metrópole lusitana, que foi arquitetada por alguns membros da elite local com o príncipe herdeiro, pode ser considerada “revolução”.

  5. Vixi !!!
    Paulistas , Mineiros e Gauchos furando o olho de geral aí pra ficarem no poder !!!!
    Não queria ter vivido nessa época não !!!
    Era gorpi atrás de gorpi !!!kkkkkkkkk

  6. Um dos objetivos da revolução de 32 era que Vargas parasse de enrolar e terminasse com o Governo Provisório, com uma nova Constituição.

    Que foi promulgada em 1934.

  7. Caros Colegas. Acho que a revolução de 32 precisa ser entendida no contexto dos eventos de 1930 e 1937. Sugiro a base de dados do CPDOC da FGV (a ferramenta d busca pode ser encontrado em http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/arquivo). Ontem li os textos sobre as revoluções de 30 e 32. São muito bons. Lá é possível entender que a revolução de 32 não tinha caráter separatista, mas o resultado de um conflito entre as forças que deram suporte à revolução de 30.

    • De fato não foi uma guerra de caráter separatista, embora houvessem correntes separatistas infiltradas no movimento. Algumas personalidades da época declaradamente a favor da independência paulista, como Monteiro Lobato e Mario de Andrade.

  8. Em suma nossos “nobres oligarcas” brigando pelo ossso, e sempre usando o povão, como exército de manobra; e assim caminho o Brasil.

  9. “PRO BRASILIA FIANT EXIMIA”

    É só comparar como está o Estado de São Paulo hoje e como estão os demais estados e constatar o que funcionou e o que não funcionou após 1932!

  10. Meu avô lutou nesta revolução, ficou na fronteira na divisa do Paraná com Sp, mais precisamente entre Sengés Pr e Itararé Sp. Meu avô era lotado no 13 RI que hoje é o 13 BIB em Ponta Grossa- Pr ao qual tive a honra também de servir por 8 anos neste batalhão. Esse batalhão era chamado na época da revolução de o Cinturão de Ferro devido a sua resistência em combate.

  11. Tiradentes é considerado o patrono das polícias militares estaduais no Brasil, por decreto-lei federal, com as instituições adotando localmente outros patronos que refletiam melhor politicamente/institucionalmente seu representante.

    Para a instituição que faço parte, segundo os historiadores da instituição, o Movimento Constitucionalista/Revolução de 32 é considerado um dos momentos mais marcantes. Com membros atuando com destaque na frente Paranaense na guerra de trincheiras pela habilidade com armas brancas.

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