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Seabees realizam intercâmbio com o EB

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060726-N-0553R-002 San Fernando, Philippines (July 26, 2006) - Philippine Navy Seabees and U.S. Navy Seabees assigned to Naval Mobile Construction Battalion One (NMCB-1) form a Òbucket brigadeÓ to transfer concrete from the truck to the pad during a concrete placement in San Fernando. NMCB-1 deployed 23 Seabees to the Philippines to participate in CARAT 2006, and to work and train with the Philippine Seabees. The Seabees while deployed to the Philippines will construct two classrooms for the Mabanengbeng Elementary School. U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 3rd Class Ja'lon A. Rhinehart (RELEASED)

Entre 25 de outubro e 25 de novembro, 14 integrantes dos Seabees da Marinha dos EUA estiveram no Brasil para realizar, pela primeira vez, intercâmbio na área de Engenharia de Construção com unidades do Exército Brasileiro. O intercambio entre militares brasileiros e norte-americanos permitiu o desenvolvimento de um relacionamento profissional que servirá para operações em nível de Brigada ou escalões inferiores, e a oportunidade de um aprendizado para ambas as partes.

Durante esse mês os Seabees acompanharam as operações correntes de Engenharia de Construção do EB, mais especificamente as que estão a cargo do 1º Grupamento de Engenharia de Construção do EB (1º Gpt E Cnst), com sede em João Pessoa-PB.

O 1º Gpt E Cnst é uma das duas unidades desse tipo, de tamanho de Brigada, que o Exército Brasileiro possui. O 1º Gpt E Cnst e seus cinco Batalhões subordinados são responsáveis atualmente por obras, em todo o nordeste brasileiro, que somam um valor de US$ 400 milhões. Todos esses projetos contribuem diretamente para o desenvolvimento da infraestrutura dentro de sua área de responsabilidade. Alguns destes projetos incluem: a duplicação da estrada federal BR-101, em um trecho de 120 quilômetros, construção do novo aeroporto internacional de Natal-RN, construção de duas seções de 720 quilômetros do projeto do aqueduto atualmente em execução no nordeste e revitalização de 300 quilômetros do Rio São Francisco.

O 1º Gpt E Cnst, como unidade anfitriã identificou quatro localizações onde os Seabees poderiam se incorporar às operações diárias de construção ora em curso. Logo depois de chegarem os Seabees foram divididos em grupos e encaminhados aos diversos Batalhões com os quais iriam operar. Eles foram designados e integrados ao 3º BEC no trecho 6 da obra de duplicação da BR-101, próximo a Recife-PE, ao 2º BEC no trecho 5, próximo a João Pessoa-PB, ao 1º BEC no trecho 1, próximo a Natal e na obra do Aeroporto de Natal, também com o 1º BEC.

Os três trechos da duplicação da BR-101 são muito semelhantes e ofereceram condições para que os três grupos trabalhassem no mesmo projeto. Os Seabees participaram ativamente nos seguintes trabalhos: colocação e compactação da camada de concreto para assentar asfalto, terraplanagem, drenagem, planejamento, construção e restauração de pontes, etc. A experiência e a ampla gama de competências das equipes Seabees foi muito útil e bem aproveitada em todos os canteiros de obras. Durante o intercâmbio os operadores de equipamento dos Seabees desempenharam um papel vital, ajudando o pessoal do EB a manter o cronograma dentro de prazos muito apertados. Por ocasião de uma emergência em Natal, vários operadores brasileiros tiveram que se ausentar e o seu número ficou abaixo do necessário. Um dos Seabees assumiu o equipamento e prosseguiu no trabalho colaborando para que os prazos fossem cumpridos.

O novo Aeroporto de Natal fica a cerca de 40 minutos ao norte da cidade. Os Seabees que estavam nesse projeto se concentraram principalmente na gestão, controle de qualidade e execução de operações de terraplanagem. Os operadores da U.S.Navy transmitiram aos operadores brasileiros algumas novas técnicas de operação e algumas dicas de manutenção que podem ser úteis nas operações do dia.

O intercâmbio provou ser uma experiência única e recompensadora. Os 14 operadores dos Seabees se envolveram completamente com as operações conduzidas diariamente pelas unidades de engenharia do Exército Brasileiro. As barreiras do idioma foram o maior obstáculo encontrado, mas foi contornada com o auxilio de tradutores brasileiros. O pessoal militar norte-americano adquiriu inestimável experiência e o respeito, camaradagem e admiração entre o pessoal de ambas as partes atingiu níveis sem precedentes. O EB planeja enviar aos EUA uma equipe para realizar um intercâmbio semelhante em 2009, onde poderão se familiarizar mais com as práticas americanas na área de engenharia de construção militar.

Fonte: Embaixada dos EUA

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bagatiniTENENTEpaulo costa Recent comment authors
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paulo costa
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paulo costa

Em varios exercitos, a Arma de Engenharia,alem da função
militar,contribui tambem para a realização da infra
estrutura de seus paises,quer em horas dificeis,ou em locais
remotos,ou aonde necessario for.Tambem promove intercambio produtivo com outros paises,aumentando o relacionamento entre eles.

TENENTE
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TENENTE

Alguem saberia informar se o 4ºBE COMB (Itajuba-MG) foi ou ira para Manaus? SDS.

bagatini
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bagatini

Vcs não acham no mínimo curioso.Militares americanos dando apoio
técnico a construção de um novo aerorporto em local estratégico?