sábado, outubro 23, 2021

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Iraque: Obama anuncia saída para 2011

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Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

Pelo menos 91 mil iraquianos e 4.500 soldados norte-americanos mortos, US$ 656 bilhões gastos e quase seis anos depois de os EUA invadirem o Iraque sob falso pretexto, no dia 20 de março de 2003, o país fixa um prazo para a retirada da maior parte de suas tropas. Será até o dia 31 de agosto de 2010, anunciou ontem o presidente Barack Obama. O restante sairá no final de 2011, prometeu.
O democrata cumpre assim, parcialmente, sua promessa de campanha, de que retiraria em 16 meses a maior parte dos soldados do Iraque. Serão 19 meses, e entre 35 mil e 50 mil militares devem continuar naquele país -não em missão de combate, segundo Obama, mas de “apoio”. Na hipótese maior, é ligeiramente mais do que um terço dos atuais 142 mil homens e mulheres de farda hoje, o que foge da definição de “força residual” com a qual o então candidato acenava dos palanques, no ano passado.
Ainda assim, é um avanço, a primeira vez que uma data oficial de retirada é anunciada por um ocupante da Casa Branca desde a invasão. “Deixe-me dizer tão diretamente quanto possível: em 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque terminará”, afirmou Obama, sob aplausos, em cerimônia no campo Lejeune, de fuzileiros navais, na Carolina do Norte. No início do discurso, ele havia avisado: “Hoje, eu venho aqui falar a vocês como a guerra no Iraque terminará”.
Mas Obama evitou dizer que a guerra acabou. Ele se lembra do custo político do anúncio de George W. Bush, feito em 1º de maio de 2003 no porta-aviões Abraham Lincoln, tendo como pano de fundo uma faixa que dizia “Missão Cumprida”: “As principais operações de combate no Iraque terminaram”.
Nos próximos anos, o país sairia de controle, e a organização terrorista Al Qaeda, até então ausente do Iraque, se instalaria ali. Hoje, Obama se aproveita da relativa calma e do relativo sucesso proporcionado tanto pela escalada de tropas ordenada por Bush em 2007 como pela série de acordos entre líderes sunitas para coibir a violência, iniciados em 2005.

FONTE: Folha de São Paulo

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Roberto CR
Roberto CR
12 anos atrás

91 mil iraquianos mortos?
US$ 656 bilhões gastos?

O repórter que fez a matéria deve ter chego de Plutão ontem.

Abraços

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