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Obama pede cautela em conclusões sobre ataque que matou 13 em base

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vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira que as pessoas evitem conclusões precipitadas sobre os motivos que levaram o major Nidal Malik Hassan a atirar e matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas.

Em rápida declaração à imprensa, Obama afirmou que os agentes estão investigando as causas do ataque e prometeu revelar as descobertas assim que sue governo for informado.

Obama ordenou que todas as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro na Casa Branca e agências federais até o Dia dos Veterano, na próxima quarta-feira (11), em homenagem às vítimas do ataque.

O presidente já havia feito uma declaração nesta quinta-feira, no qual chamou o ataque de uma “explosão terrível de violência”.

O ataque começou às 13h30 desta quinta-feira (17h30 no horário de Brasília) no Centro Soldier Readiness, onde os soldados que estão prestes a serem enviados para o campo de batalha ou que estão voltando da guerra passam por exames médicos. Perto de lá, alguns soldados lideravam uma cerimônia de graduação em um teatro com cerca de 600 pessoas, entre tropas e familiares.

Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, Hassan gritou a expressão árabe “Allahu Akbar”, que significa “Deus é grande”, antes de abrir fogo contra os colegas.

Segundo as agências de notícias, Hassan começou a atirar com duas armas –uma delas semiautomática. Os soldados que estavam no local reagiram e atiraram de volta, atingindo Hassan. Há suspeita de algumas das vítimas foram atingidas por fogo amigo em meio ao tiroteio.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, não há indicação de que as armas eram do Exército ou de que este foi um ataque com motivações terroristas. Ele afirmou ainda que o FBI (polícia federal americana) e os especialistas forenses do Exército estão investigando o crime.

Hassan, 39, tratava soldados feridos em guerra ou que se preparavam para ir ao fronte de batalha. Muçulmano nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes palestinos, ele cresceu na Virgínia. Serviu como psiquiatra no Centro Médico Militar Walter Reed em Washington, capital, que trata principalmente militares feridos gravemente.

Um primo de Hassan, Nader, afirmou à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para o fronte de batalha. “Nós sabemos há cinco anos que este era provavelmente seu pior pesadelo”, afirmou, em referência à sua transferência para o fronte de batalha.

Segundo Nader, o primo foi transferido para a base de Fort Hood há meses e estava muito relutante com a notícia de que seria transferido.

Já a senadora Kay Bailey Hutchison afirmou que os generais de Fort Hood lhe disseram que Hassan seria enviado ao Afeganistão. Segundo o coronel aposentado Terry Lee, que disse ter trabalhado com Hassan, ele aguardava que o presidente Barack Obama anunciasse a retirada das tropas e frequentemente brigava com os colegas de base que apoiavam as guerras.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, Hassan atuou sozinho e está hospitalizado em estado estável. A informação contraria a versão inicial do Pentágono de que três militares estavam envolvidos no tiroteio. Os outros dois soldados detidos como suspeitos de envolvimento foram interrogados e liberados.

FONTE: Folha / AFP

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