sexta-feira, dezembro 9, 2022

Saab RBS 70NG

França fala em progressos nas sanções contra programa nuclear do Irã

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

vinheta-clipping-forteO ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou nesta segunda-feira que os países fazem “progressos bastante importantes” na campanha por uma quarta rodada de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

As declarações vêm horas depois da assinatura do acordo nuclear entre Irã, Brasil e Turquia e que, segundo o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, fecha o caminho das sanções. “Progressos na resolução nas Nações Unidas bastante importantes foram alcançados nos últimos dois dias”, disse Kouchner, sem revelar detalhes.

Kouchner elogiou o acordo obtido com mediação brasileira. “Saudamos o acordo e a tenacidade com a qual nossos amigos turcos e brasileiros realizaram as conversações. Sempre é bom falar e sempre é melhor escutar”.

Para o chanceler, contudo, cabe à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) posicionar-se sobre o acordo. “Não somos nós que devemos responder. É a AIEA”, declarou Kouchner à agência de notícias France Presse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta segunda-feira com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre os termos do acordo que prevê a troca do urânio pouco enriquecido do Irã por combustível nuclear. A troca seria feita na Turquia, após enriquecimento do urânio a 20% na França ou na Rússia.

O conteúdo da conversa não foi divulgado. A França, contudo, é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e defende, assim como os Estados Unidos e Reino Unido, a aprovação de uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear do Irã.

Apesar do acordo, as potências não parecem dispostas, ao menos até o momento, a abandonar as negociações pelas sanções. O assunto deve ser levado às discussões do conselho, do qual China é a mais relutante em aceitar mais medidas punitivas.

Mais cedo, os chanceleres brasileiro e turco afirmaram que o acordo fecha o caminho para as novas sanções. Amorim disse que o acordo deve ser suficiente para encerrar a polêmica em torno do programa nuclear do Irã e cessar a pressão.

“Em nossa opinião, deve ser suficiente. Por que deve ser suficiente? Porque nós ouvimos todos, nós conversamos muito com os franceses, conversamos, aliás, o presidente acaba de falar até com o presidente Sarkozy”, disse Amorim.

Segundo o chanceler brasileiro, também houve diálogo com os norte-americanos, russos e chineses. “Conversamos muito com os americanos, conversamos muito com os russos, os chineses”, disse o chanceler.

“É claro que nós não estávamos negociando em nome deles. Nós negociamos com a consciência das questões e preocupações que eles tem.”

O acordo determina que o Irã envie 1.200 quilos de seu urânio enriquecido a 3,5%, em troca de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% na Rússia ou França – suficiente para a produção de isótopos médicos em seus reatores e muito abaixo dos 90% necessários para uma bomba. O urânio enriquecido seria devolvido ao Irã no prazo de um ano.

A troca acontecerá na Turquia, país com proximidades com Ocidente e Irã, e sob supervisão da AIEA e vigilância iraniana e turca. Os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Lula, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, decidiram enviar a proposta no prazo de uma semana para a AIEA.

FONTE: Folha online, com France Presse

- Advertisement -
Subscribe
Notify of
guest

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Últimas Notícias

Saab recebe pedido para armas antitanque NLAW do Reino Unido

A Saab chegou a um acordo e recebeu um pedido do Ministério da Defesa do Reino Unido para o...
Parceiro

- Advertisement -
- Advertisement -