Home Diplomacia Mais de 400 franceses deixam o Japão por ameaça nuclear

Mais de 400 franceses deixam o Japão por ameaça nuclear

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Mais de 400 cidadãos franceses, dos cerca de 3 mil que se calcula que ainda estão em Tóquio, deixaram o Japão em dois voos fretados pelo Governo, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores.

Um avião decolou nesta quinta-feira do Japão para a Coreia do Sul com 241 passageiros a bordo, enquanto 185 passageiros aterrissaram na manhã de quarta-feira no aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris, entre eles 80 crianças de menos de 12 anos, ressaltou o ministério em comunicado.

Além disso, está previsto que outro avião parta esta tarde com os franceses que “desejem deixar o país” asiático, diante do risco do aumento dos níveis de radiação em Tóquio, devido aos escapamentos de vapor na central de Fukushima.

A companhia aérea Air France reforçou a capacidade de seus aviões e, desde quarta-feira, opera dois voos diários desde o Japão.

O ministério voltou a recomendar aos franceses que vivem nas regiões afetadas que “partam para o sul do país ou retornem à França”.

Além disso, ressaltou que, embora até agora não se tenha contabilizado nenhuma vítima francesa entre os mais de 5,4 mil mortos pelo terremeto e tsunami, o paradeiro de três dos franceses que vivem na região de Miyagi-Ken, ao norte da cidade de Fukushima, permanece desconhecido.

Terremoto e tsunami devastam Japão

Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 5,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos já passam dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

FONTE: Terra/EFE

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