A China, o mais poderoso país do Brics, grupo que o Brasil integra, ampliou ofensiva diplomática contra tentativas de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma das reivindicações da política externa brasileira. O Valor apurou que o governo chinês tenta agora torpedear um projeto de resolução que o G-4 – Brasil, Índia, Alemanha e Japão, todos candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança – planeja apresentar em breve à Assembleia Geral da ONU.

O projeto, que tem 71 apoios firmes, procura fazer com que a Assembleia sancione a necessidade de expandir as duas categorias de membros do Conselho de Segurança, os permanentes e os não permanentes. É uma tentativa de dar fôlego politico à discussão e obter o reconhecimento de que o mundo mudou e que as mudanças têm de ser incorporadas na estrutura das instituições de governança global.

O governo chinês mandou seus representantes advertirem as delegações diplomáticas africanas na sede da ONU, em Nova York, a não apoiarem nenhuma resolução por reforma do Conselho de Segurança. Para ter a certeza de que a mensagem foi bem recebida, Pequim também despachou emissários a capitais na África.

Nos círculos do G-8, dos países industrializados, fontes confirmaram também a existência de um telegrama diplomático atribuído à missão americana na ONU, que teria sido divulgado pelo Wikileaks, relatando antiga demanda da China para os Estados Unidos não levarem adiante uma reforma na organização.

No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro. No entanto, o sentimento é de que os chineses fazem tudo para que esse momento nunca chegue.

A pressão chinesa visa bloquear a entrada do Japão e garantir para si a posição de único emergente com assento permanente no Conselho, o que lhe dá a aura de representante dos países em desenvolvimento. Se entram Brasil e Índia, os chineses tem reduzido seu poder.

A China não tem sido especialmente solidária com os países em desenvolvimento na cena multilateral. Na reforma das quotas para dar mais poder aos emergentes no Fundo Monetário Internacional, em 2010, Pequim não ajudou o Brasil a lutar por um resultado mais amplo e equilibrado. Agora, tampouco quer brigar por um representante emergente para dirigir o Fundo, preferindo apostar na conquista para um chinês do cargo de número dois.

FONTE: Jornal Valor

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Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Um bloco de 4 países, onde 2 deles (Japão e Índia) representam “ameaças” regionais às pretensões chinesas. No meu entendimento, a possível resistência chinesa é dirigida ao bloco, ou seja, INDIRETAMENTE ao Brasil. Daí a expressão “momento adequado” em “No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro.”. No mais, obviamente, qualquer um dos atuais membros permanentes têm resistências à ampliação, pois, logicamente, isto significa divisão de poder.

Luis
Luis
13 anos atrás

O Brasil resolveu ajudar a China e recebeu uma banana como resposta, sem falar na invasão de produtos ‘made in china’, causando falências e demissões aqui. Depois levamos outra banana da França.

Ou fazemos o nosso dever de casa, ou entraremos para o CS só no fim dos tempos…

Groo
Groo
13 anos atrás

O Brasil reconheceu a China como economia de mercado em troca do apoio chinês a uma vaga ao CS da ONU…

Almeida
Almeida
13 anos atrás

Caro Luis,

Temos que fazer o dever de casa ANTES de querer um assento permanente no CS da ONU. Com as Forças Armadas abandonadas e diplomacia perdida, contaminada ideologicamente, para que queremos e como podemos ter tamanha responsabilidade?

giordani1974
giordani1974
13 anos atrás

A coisa é simples. O brasil, por intermédio do “Itamaravilha” é uma nação que não tem um programa, um projeto de diplomacia internacional. É inconsistente e vago em suas posições. Defende a Democracia no mundo, mas apoia o irão…paga mico com Honduras e fecha os olhos aos “excessos” chineses contra os opositores do regime…o itamaravilha defende que Israel devolva os “territórios ocupados” mas se esquece que metade do Mato Grosso é terra ocupada, tomada do Paraguai durante a guerra…essa é nossa política externa…uma política ainda baseada no livro “O Capital”… Quem quer ter assento no CS tem de ter posição… Read more »

Vader
13 anos atrás

Ahahahahahaha, cadê a estúpida caterva de antiamericanos travestidos de sinófilos agora para falar alguma coisa??? 🙂 Cadê os “Ilhas”, os “Porta-Aviões”, os “Athalayos”, os “Alfredos” e todo o resto dos esquerdopatas, pra glorificar mais esse nobilíssimo ato da China Vermelha contra nossa “independente e altiva” diplomacia??? 🙂 Cadê eles para exaltar os êxitos da gestão Celso Amorim, vulgo anão de jardim, em nosso Itamaralívia??? Cadê eles para louvar a condução lulística da nossa plítica externa, sob a batuta do boca-podre Marco Aurélio Garcia??? Ai ai ai, eu rio muito com esses escrotinhos, rsrsrs… Vou até dar uma olhada na esgotosfera… Read more »

Vader
13 anos atrás

Ah sim, em tempo: o Brasil e o MUNDO ainda irão chorar lágrimas de SANGUE quando os “malditos ianques forem para casa”, e no seu lugar tomarem espaço os “bonzinhos” chineses. Ou, como costumo dizer, descobriremos todos, na própria pele, que a garra da Águia era muito mais leve que a mandíbula do Dragão. ____________________ E nada como um choque de realidade para fazer uma certa tchurmitcha voltar à terra. Tá linda a discussão na esgotosfera: vão dos choros às desculpinhas, entremeados por muita teoria da conspiração e desqualificação. Simnplesmente hilário, hehehehe… 🙂 Precisa explicar a eles que é assim… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 30 de maio de 2011 às 20:31 Vc está aliviando um bocado com a China, Marco. A China desde que foi reconhecida economia de mercado, não alivia nada, pra ninguém. O Brasil está sim, sendo diretamente bloqueado pela China. Basta vermos a história dos fatos desde o reconhecimento na OMC. Ela está preocupada com ela mesma, única e exclusivamente, e o mundo que corra atrás! Errado? De forma nenhuma, ela é a bola da vez, tem mais é que aproveitar. Burros fomos nós que caimos no conto do vigário. É como li uma vez e achei interessante.… Read more »

Vader
13 anos atrás

Luiz Paulo disse:
31 de maio de 2011 às 11:16

“A China faz comércio a 5 mil anos. O PT a 30…”

AHUAHUAHUAHUAHUA!!! GENIAL!!! 🙂

Abraço.

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Vader disse:
31 de maio de 2011 às 11:39

Hehe, é uma frase pra ser emoldurada, rs.

Sds!

Mauricio R.
Mauricio R.
13 anos atrás

Quem mandou eleger e re-eleger, um rematado apedeuta á Presidência da Republica.
Ou os apedeutas, nomos nós os eleitores???
E não contentes, ainda elegemos a mudinha, gerentona atrapalhada e cria do distinto.
Mas como aprender não é o nosso forte, culpamos os outros.
Coitadinha da China PRC, mandaram o sací-pererê, a cuca e o curupira, darem umas bordoados no dragão, por causa do ascento no CS da ONU!!!
Dragão sem dó, incinera eles!!!

Ivan
Ivan
13 anos atrás

Maurício,

‘Tão’ pensando que o Dragão Chinês é a ‘Cuca’ do Sítio do Pica Pau Amarelo, que é ludibriada pelo sací-pererê…

O Dragão acordou e está com fome.

Sds,
Ivan.

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Luiz Paulo disse: 31 de maio de 2011 às 11:16 Luiz Paulo, Acho que é uma questão de estilo de comentário. Tem aqueles que colocam toda a sua raiva com a vida nos comentários e xingam por trás de um avatar e um nickname. É psiquiatricamente compreensível e até saudável que esta raiva acumulada seja canalizada (imagina o cara fazer isto fisicamente como ocorre cada vez com mais frequência no mundo?!). Isso é coisa de adolecente (coisa de muleque, como dizem os cariocas). Meus comentários são mais comedidos. Se me fiz entender desta forma que colocaste, esclareço que não vejo… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Luiz Paulo disse:
31 de maio de 2011 às 11:16

Esqueci de te perguntar: concordas que a resistência chinesa está MAIS voltada ao Japão e à India?

Foi só isso que eu disse.

Control
Control
13 anos atrás

Senhores A China, como um antigo império tem, naturalmente, uma preocupação com seu entorno, porém, estrategicamente, a sua preocupação esta focada em garantir a sua expansão política e econômica garantindo fontes de suprimento e mercados. Nesta visão, o Brasil e outros países da América d Sul e Africa que dispõe de recursos naturais, particularmente terras agriculturáveis são mais importantes. Não, como acreditam alguns pobres infelizes, no enfoque de parcerias vantajosas para todos, mas sim como fonte de comodities e mercado para seus produtos industriais. É uma visão neocolonialista ou talvez, pela tradição de império, de países vassalos. O interesse pelo… Read more »

rogeriolanducci
rogeriolanducci
13 anos atrás

“”Cadê os “Ilhas”, os “Porta-Aviões”, os “Athalayos”, os “Alfredos” e todo o resto dos esquerdopatas””

kkkkkk, só perdi quem são os “Alfredos”, o resto eu captei, kkkkk

[]s

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Control disse: 31 de maio de 2011 às 19:02 Interessante seu comentário. Gostaria de abordar um ponto do seu texto a respeito do qual tenho um entendimento que venho colocando nos meus comentários neste post: “Nesta visão, o Brasil e outros países da América d Sul e Africa que dispõe de recursos naturais, particularmente terras agriculturáveis são mais importantes.(para a China)” Acredito que os referidos países, pelos motivos expostos, são estratégicos não apenas para a China;o são para todos os membros permanentes do CS e, portanto, não lhes interessa dividir poder com aqueles. Uma relação de dependência é o real… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Continuando, entendo que China e EUA, pelo poder que têm, não sentarão à mesa com o Brasil para negociar em termos aceitáveis para um país soberano. Teríamos mais chances, em tese, com GB, França e Rússia. Como a GB tem uma política externa extremamente alinhada aos EUA, nos restariam França e Rússia. Não creio que devemos escolher um “parceiro estratégico”. É claro que há muito “conto de fadas” circulando por aí. Ao dizer que França e Rússia seriam, em tese, de mais fácil aproximação, não estou dizendo que teríamos vantagens gratuitamente. Estou dizendo que temos mais a oferecer a eles… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 31 de maio de 2011 às 17:52 Concordo que a primeira preocupação da China hoje seja sim, Japao e India. Só na forma como foi colocada, a China me pareceu bem mansa conosco, oque ja foi esclarecido por vc, não acontece. No caso o Brasil ficaria entre as principais preocupações dela, unicamente por ser talvez o mais ativo, ou o que fala mais em reforma do CS. Então ela se preocupa diretamente. Afinal, nosso GF sabe fazer um barulho. ———————————————————- Uma questão que acho pertinente e foi levantada, e por isso colocaria o Brasil talvez em pé… Read more »

Control
Control
13 anos atrás

Prezado Marco Antônio Entendo o seu ponto de vista e concordo que, a princípio não interessa aos atuais membros do CS dividir o seu poder, principalmente com países que são meros provedores de matérias primas e alimentos. Discordo porém de algumas possibilidades de acordos de interesse ou de pressões subordinantes pois, considerando a motivação (terras agriculturáveis), a pressão sobre a America do Sul e Africa deve vir, principalmente daqueles países com grande população e/ou território pequeno (China e India). Como foi citado, os EUA tem uma posição relativamente tranquila, pelo seu grande território e população relativamente pequena (na proporção); Se… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Luiz Paulo disse: 1 de junho de 2011 às 1:08 É interessante notar que a diferença de perspectivas sobre o mesmo fato gera conclusões diferentes. Eu considero a entrada da China na OMC muito interessante, visto que assim se sujeita a regras comerciais. Está certo que muitos ignoram a OMC, vide EUA e França em várias questões agrícolas, onde simplesmente atropelam os interesses brasileiros e, quando ganhamos o direito de retaliação na OMC, eles vêm à mesa negociar. Neste ínterim, sofremos as consequências. Resumindo, prefiro a China “sujeitada” às regras da OMC do que agindo como um “pirata comercial”. Ressalto… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Control disse: 1 de junho de 2011 às 1:52 Concordo com grande parte do seu comentário. Vejo, entretanto, de forma diferente o seguinte ponto: “a pressão sobre a America do Sul e Africa deve vir, principalmente daqueles países com grande população e/ou território pequeno (China e India).” No meu entendimento, está clara a tendência de China e India voltarem-se à África. Logisticamente e até políticamente é mais promissor. Como disse em comentário anterior, América Latina e África têm o mesmo papel geopolítico de sempre. A África é o terreno a ser disputado. Pense bem: ressalvadas pouquíssimas exceções, não existem nações,… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Um fato muito interessante: o apoio dos EUA à India foi meramente uma provocação à China. Aliás, se eu fosse indiano, preferiria não receber este apoio. Parece-me aquelas negociações em que eu apresento o meu preferido; você apresenta o seu; eu apresento o meu veto; você apresenta o seu; descartamos todos e vamos buscar um meio termo. Se o Brasil não for vetado ou preferido, tem grandes chances. Não vejo o Brasil alinhado com qualquer um destes ou como a PRINCIPAL preocupação dos mesmos. Vejo aqui muitas opiniões defendendo alinhamento ou postura agressiva do Brasil. Vi também muita gente “comemorando”… Read more »

Vader
13 anos atrás

Questão de “estilo” ou questão de ter o que falar? Uma mera questão de “forma” ou uma questão de material, de conteúdo? Uma coisa é certa: há aqueles que preferem “dourar a pílula” ao escrever, pra afetar aos incautos um conteúdo que não possuem, e há aqueles que falam o que há para ser dito “na lata”. Estilo cada um escolhe o que mais lhe apetece. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, e sempre existe o recurso do “pular”. Já conteúdo não se ganha da noite para o dia, nem se finge que se tem. Ou se tem ou… Read more »

Vader
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 1 de junho de 2011 às 9:37 Duas pérolas monumentais da “douração de pílula” em uma única frase: 🙂 “o apoio dos EUA à India foi meramente uma provocação à China”. Ah sim, é verdade, uma nação de 350 milhões de pessoas, a mais rica e poderosa do mundo, e a maior potência bélica da história da humanidade fica fazendo provocaçõezinhas baratas com seu adversário estratégico, para isso usando outra nação com mais de um bilhão de almas. Realmente, você acha que estratégia e diplomacia são feitos no tabuleiro de “War”??? Que Barack Obama, a CIA, a… Read more »

Control
Control
13 anos atrás

Senhores Numa comparação simplista, a China e a Russia (e talvez a India) têm uma visão imperial similar a romana, em suas relações com o resto do mudo, pela sua história (milenar para a China e India) e pela forma como se envolve e trata com os países em sua área de influência. Os EUA, assim como os europeus (exceção talvez da Alemanha de Hitler e do Império Britânico no fim da era vitoriana até a IGM), tem uma visão mais mercantil (modelo Cartago, talvez) visando mais as vantagens comerciais do que o estabelecimento de uma relação de poder de… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Control disse: 1 de junho de 2011 às 14:18 Iria fazer uma abordagem bem parecida sobre a diferença dos ‘impérios’ EUA e China, mas é totalmente desnecessário. Explicou de forma bem clara as diferenças. Principalmente a parte em como a China usa as ‘auto-limitações’ dos EUA nas atitudes que este toma ou deixa de tomar. A grosso modo agente pode falar o seguinte. Os EUA desrespeitam as regras? Sim. Se auto-impõe limites no seu jogo estratégico (tem amarras culturais)? Sim. A China desrespeitam as regras? Sim. Se auto-impõe limites no seu jogo estratégico (tem amarras culturais)? Não. Filosofias de impérios… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Pronto! Lá se foi o alto nível de discussão. Uma pena….mas as novas regras de inclusão obrigam a convivência com a diversidade (como os portadores de síndrome de tourette). Mas deixemos de lado as ignorâncias e continuemos com o debate saudável e respeitoso entre adultos. Quanto à comparação China e EUA, eu vejo os EUA atuando militarmente com muuuuuuuuuito mais frequência do que a China…..apesar da mencionada resistência cultural. Se Taiwan fosse inimiga dos EUA, talvez fosse tratada como um Iraque, Vietnã, Afeganistão, etc… Portanto, vejo os EUA muito mais próximos de Roma do que a China. Do contrário, façam… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 1 de junho de 2011 às 15:30 Opa Marco, a China ainda não tem meios de contra-balancear militarmente os EUA. O prórpio general deles afirmou isso no pentagono esses dias, o Marine postou por aqui. Até uma intervenção externa fica ruim pra eles. A maquina de guerra deles não tem a mesma logistica do EUA e meios e tudo mais. Não tem como se aventurar. Enfim a questão seria então o seguinte. Quando eles estiverem pau a pau, com uma força expedicionária, força bruta, igual os EUA, no mínimo, ou se eles estivesse no lugar dos EUA,… Read more »

Vader
13 anos atrás

Excelente comentário caro Control.

Ótima complementação prezado Luiz Paulo.

Sds.

Vader
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 1 de junho de 2011 às 15:30 “eu vejo os EUA atuando militarmente com muuuuuuuuuito mais frequência do que a China” e “Do contrário, façam o favor de citar recentes intervenções militares chinesas de proporção considerável fora do seu território” Para as duas questões serve o Tibete??? Ou você vai usar o argumento do Partido Comunista Chinês de que o Tibete é “parte do ancestral território chinês”???) Os chineses não intervem nada porque NÃO PODEM. E não podem porque ainda tem seus problemas e inimigos internos, e porque o Tio Sam mantém aqueles B-2, F-22 e um… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Luiz Paulo disse: 1 de junho de 2011 às 16:24 Concordo com a diferença latente entre os poderios militares de China e EUA, Luiz Paulo. Só não tenho o costume de fazer prognósticos precisos sobre como acontecerão eventos futuros que nem se sabe se ocorrerão. Prefiro falar da realidade, do que acontece e do que vem acontecendo no passado recente. Projeções, sejam elas baseadas em qualquer argumento, são suposições. No meu entendimento, não se equiparam a fatos consumados. Pode ser esta a nossa discordância. Uma análise lógica, desprovida de emoções, não permite comparação de suposição com fato. Você até pode… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 1 de junho de 2011 às 17:17 Desculpe se ficou como fato consumado minha projeções chinesas. Obviamente não podemos advinhar o futuro. Mas onde há fumaça, há fogo, não? Trabalhamos sempre com prospecções. Cenários futuros. Enfim todo governo/nação que se preze, deve ter planejamento. É suposição? Claro, porém trabalhando com o que temos hoje, ou seja quanto mais conhecemos as peças do jogo, o modo de agir de cada uma, mais podemos fazer um cenário próximo a realidade, não? Em se conhecendo as “peças chinesas”, o modo de agirem, podemos fazer o mesmo. A não ser que… Read more »

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Completando.

Os fatos de hoje, apontam para o que podem ser fatos futuros. Levando isso em conta nas prospecções, não ferimos a lógica.

Minhas colocações não são puramente achismo, tem o mínimo de baseamento lógico com as peças que temos hoje.

Fazer prognósticos miraculosos sem levar em conta os fatos de hoje, aí sim, é faltar com a lógica e bom senso, creio não cheguei a esse ponto.

Sds.

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Pronto, o ultimo post do Vader mostrou bons exemplos, como a China e o Tibete. Bons exemplos como os outros povos veem eles. Usando a história, os fatos como conhecemos e são de conhecimento publico. Acrescentaria Taiwan. Pergunto, pq será que Taiwan não faz questão de ser integrado a China? Ou ainda, resta alguma dúvida de que se não fossem os EUA, Taiwan já estaria em domínio chines? Esse domínio seria diferente de como fazem no Tibet? Fazer essa prospecção não é faltar com a lógica. Um outro exemplo. “Irã quer riscar Israel do mapa.” Isso é achismo? Não, o… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Luiz Paulo, Peço desculpas se não me fiz entender. Tentarei explicar. Eu não disse que construir cenários prospectivos é um atentado à lógica. Tampouco disse que se trata de “achismo”. Achismo é dizer algo sem subsídios. Eu, claramente, qualifiquei a sua opinião como “construção de cenário prospectivo, o que significa que, com fundamentos, uma teoria foi construída. O que eu disse e reafirmo é que equiparar uma prospecção, uma possibilidade, uma projeção de evento futuro e incerto com uma fato consumado, isso sim, fere a lógica. Comparar fatos presentes e de um passado recente com uma prospecção é inconcebível. Construir… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Outro esclarecimento que me parece necessário, é que a menção aos EUA não trata-se de antiamericanismo. Foi feita pelo simples fato de ser, hoje, o único país com capacidade de atacar em qualquer lugar, qualquer país.

Wagner
Wagner
13 anos atrás

Excelente aula de politica internacional, parabéns a todos, excelentes comentarios ! Bom meu governo me transmitiu a seguinte opinião sobre essa briguinha entre Brasil ( que em Moscou sequer sabemos onde fica) e os chineses ( nosssos melhores clientes) : Que o Brasil mande carne a preço barato. Que compre mais Mil-mis 35. Que venda alguns blocos de petroleo para nossas empresas petroliferas. Que a China importe ainda mais petroleo ( vamos ganhar uma grana)e pare de copiar nossos sukhois, que coisa mais anti-etica !! Que coisa mais feia !! Copiar nossos orgulhosos SU 35 ?? que absurdo !! Vão… Read more »

Wagner
Wagner
13 anos atrás

Marco, os EUA NÃO TEM CAPACIDADE para atacar Russia ou China sem levar resposta mortal.

da mesma forma que China ou Russia nao podem atacar os USA sem impunidade, ou China atacar Russia sem resposta.

EUA, Russia e China são poderosos demais para serem atacados ou invadidos.

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Wagner disse:
2 de junho de 2011 às 9:44

Diante do seu comentário, com o qual concordo, refaço o meu texto, tentando, desta vez, expor com clareza a ideia que quis passar no meu comentário:

Os EUA são o único pais capaz de atacar por um periodo considerável, um pais distante. China ou Rússia não têm capacidade de intervir como fizeram os EUA no Iraque, no Vietnã ou no Afeganistão, à milhares de quilômtros de casa.

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Wagner disse: 2 de junho de 2011 às 9:44 (continuando) Com isso quero dizer que usei os EUA como parâmetro pq é o único parâmetro real. Não posso imaginar como seria se China ou Rússia tivessem esta capacidade e comparar com os EUA, que a têm. Não posso comparar uma ocupação do tibete e comparar com uma ação no Iraque. Poderia se os EUA tivessem ocupado o México ou o Canadá. Mas, no fundo, o que ocorre é que eu falo uma coisa e tem gente que entende outra, pq existem respostas preparadas para defender os EUA por parte de… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

Wagner disse: 2 de junho de 2011 às 9:39 “O Brasil, ao que entendemos, não tem maturidade politica para dizer efetivamente NÃO aos EUA e portanto não é vantagem bota-los no CS.” Deve ser porque, quando se diz não, aparecem vários “imaturos” dizendo que eh coisa de comunista, de anti americano, teoria da conspiração, etc… Se alguem diz que os EUA tem capacidade de ação militar global e vem exercendo no presente e no passado recente, imediatamente aparecem pra dizer que eh um absurdo cogitar uma invasão do Brasil pelos EUA (eh um exercício de distorção da realidade que beira… Read more »

Marco Antônio
Marco Antônio
13 anos atrás

correção – “hilário”

Luiz Paulo
Luiz Paulo
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 1 de junho de 2011 às 22:25 “Comparar fatos presentes e de um passado recente com uma prospecção é inconcebível. Construir cenários prospectivos e preparar estratégias para enfrentar ameaças potenciais é fundamental em qualquer planejamento estratégico. Com isso eu concordo plenamente.” Marco, como faço prospecções futuras, ou como uma nação/governo faz planejamento? Nnão é baseado em fatos do passado e do presente? Não é conhecendo como determinada peça se comportou no passado e se comporta no presente? Ficou meio esquisito. Conhecer o passado e o presente é fundamental para nos prepararmos para um futuro. Marco Antônio disse:… Read more »

Vader
13 anos atrás

Marco Antônio disse: 2 de junho de 2011 às 11:36 “o que ocorre é que eu falo uma coisa e tem gente que entende outra” Muito ao contrário meu caro, as palavras tem sentido. Então de duas umas: ou V. Sa. não sabe se expressar, e aí é caso de voltar pra escola, ou quis dizer exatamente o que disse; e aí não é o caso de reclamar com os outros… “pq existem respostas preparadas para defender os EUA por parte de quem não deveria ter a honra de ser considerado brasileiro” Não meu caro, não são respostas preparadas. O… Read more »

Control
Control
13 anos atrás

Senhores O início do debate deve-se ao bloqueio da China as pretensões do Brasil e de outros países em ampliarem o número de membros permanentes do CS. Entendo que esta atitude da China fundamenta-se em sua natureza e em sua estratégia para voltar a ser o que era na antiguidade: o Império do Centro. Naturalmente ao buscar se caracterizar esta natureza e explicar sua lógica de ação, obrigatoriamente surgem ilações e estimativas sobre o futuro próximo, o que não é mau pois nos permite exercitar os possíveis cenários futuros. Entendo que isto enriquece o debate e creio que ninguém entende… Read more »

Wagner
Wagner
13 anos atrás

Aproveitando os bons comentarios O Japão, no inicio, encomendou a classe Kongo, e depois produziu os tres irmaos dele. Fez engenharia reversa, mas aprendeu a construir navios, na época, razoaveis. Depois da classe Kongo, vieram outros grandes, como a classe Mutsu, por exemplo. Ou seja, o que a China está fazendo é uma idéia, copiar primeiro, para depois inventar. O Irã, em escala bem menor, faz o mesmo. Pode um corpo de engenheiros desenvolver armas proprias, posteriormente, a partir da experiencia em copiar os gringos ? O Japão conseguiu, aproximou-se bastante dos ocidentais. Vejamos a China. me falaram que os… Read more »