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Forças Armadas fazem balanço da Operação Anhanduí

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O sol nem mostrara seus primeiros raios e cinco aeronaves da Força Aérea Brasileira já roncam motores no coração do Brasil. Barcos da Marinha partem subindo o Rio Paraguai escoltados, pelo ar, por cinco aviões de caça A-29 armados com metralhadores e lançadores de foguetes.

A missão é defender o território brasileiro contra ilícitos e escoltar as pessoas que vivem na região até um lugar seguro. A quase 600 km dali, aviões C-105 Amazonas, decolam com os paraquedistas das Forças Especiais do Exército e os Comandos Anfíbios da Marinha que precisam chegar a outro ponto do Mato Grosso do Sul, apoiados por blindados Cascavel e Urutu que se deslocam para a área do conflito simulado.

Esse cenário, que pode parecer o de um filme de guerra, aconteceu durante a Operação Anhanduí, exercício peracional que envolveu cerca de 3,5 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, de 10 a 17 de outubro,em Mato Grosso do Sul e no Paraná, com o objetivo de aumentar a capacidade de operação conjunta das três Forças e manter o preparo dos militares brasileiros durante a defesa da soberania nacional e integridade do povo brasileiro.

Além das missões que simularam a defesa do território, os militares que participaram da operação puderam ainda trabalhar no atendimento a população com ações cívico sociais, as chamadas ACISOS, que aconteceram em diversas localidades, principalmente nas comunidades ribeirinhas, próximas a Corumbá, já no Pantanal sul-mato-grossense.

A Força Aérea atuou empregando 172 homens e aproximadamente 20 aeronaves, sob a designação de Força Aérea Componente 101 (FAC 101), desdobrada na Base Aérea de Campo Grande (BACG). Participaram o 3º/3º GAv, Esquadrão Flecha, o 1º/15º GAv, Esquadrão Onça, 1º/1º GT, Esquadrão Gordo, os Esquadrões Coral e o Cascavel, do 1º GTT, o 1º/2º GT, Esquadrão Condor e o 2º/2º GT, Esquadrão Corsário. O 2º/10º GAv, Esquadrão Pelicano, especializado em busca e resgate manteve seus integrantes em alerta com suas aeronaves H-1H e C-105 Amazonas durante toda a operação, garantindo a segurança dos participantes.

Além desses, os 1º, 3º e 4º Esquadrões de Transporte Aéreo, respectivamente, Tracajás, Pioneiros e Carajás, também se integraram à FAC 101, realizando ressuprimento aéreo e ajudando a transportar o material empregado na Operação com os aviões C-95 Bandeirante. Foram realizadas cerca de 80 decolagens e empregadas 270 horas de voo, ao todo foram lançados 200 paraquedistas, dez cargas com suprimento para as tropas envolvidas.

Em terra, foram montadas estruturas de comunicação e controle que deram suporte às missões que se desenrolavam nos céus da região. Para o major-brigadeiro Raul Botelho, comandante da FAC 101, a operação em conjunto das três Forças trouxe resultados muito positivos: “Cada uma das nossas Forças Armadas, Marinha, Exército e Aeronáutica, tem grande capacidade de emprego e quando operando de forma conjunta e coordenada tornam-se mais eficientes e precisas, principalmente em uma região tão sensível e importante, como as fronteiras da região onde se desenrolou a Operação Anhanduí”, comentou o Comandante.

FONTE: Exército Brasileiro, via Correio do Estado

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