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Portaria para a compra do Fuzil Imbel IA2

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PORTARIA NORMATIVA Nº 3.885-MD, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011.

Dispõe sobre o estabelecimento de Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para os produtos de defesa comuns às Forças Armadas e suas aquisições.

O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no inciso XVII do art. 1º do Anexo I do Decreto nº 7.364, de 23 de novembro de 2010, no Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, e na Portaria Normativa nº 1.065-MD, de 28 de junho de 2010, resolve:

Art. 1º Ficam aprovados os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) das Forças Armadas anexos a esta Portaria Normativa.

Art. 2º As aquisições dos fuzis de que trata esta Portaria Normativa serão realizadas pelas respectivas Forças e coordenadas pelo Ministério da Defesa.

Art. 3º Os Comandos das Forças Armadas deverão revogar os dispositivos afetos ao que dispõe esta Portaria Normativa.

Art. 4º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO I

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL LEVE DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 01/ 2011)

TÍTULO

FUZIL LEVE CALIBRE 5,56 milímetros – Fz Lv Cal 5,56 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 5,56 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (5,56 mm x 45 mm) em seus variados tipos (comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim).

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 30 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.
9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 900 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 700 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 3.500 gramas.
17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta, fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

ANEXO II

REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) DO FUZIL MÉDIO DAS FORÇAS ARMADAS (ROC – Nº 02/ 2011)

TÍTULO

FUZIL MÉDIO CALIBRE 7,62 milímetros – Fz Cal 7,62 mm

DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS

Os requisitos abaixo foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego da Marinha do Brasil e Exército Brasileiro constantes em suas documentações orientadoras e normativas após reuniões de coordenação realizadas no Ministério da Defesa, em 2011.

Os requisitos estão divididos em absolutos, desejáveis e complementares. Os absolutos são obrigatórios no armamento e seus acessórios. Os desejáveis, não obrigatórios, devem ser buscados no armamento pelo incremento da operacionalidade e por proporcionarem maior flexibilidade e conforto ao atirador. Podem, até, já estar implementados, valorizando o item avaliado. Os complementares, não obrigatórios ou desejáveis, valorizam a escolha do armamento sem desequilibrar sua avaliação (ex: escolher a cor do polímero em azul).

a. Absolutos (RA)

1) Ter calibre 7,62 mm e poder usar os cartuchos padrão OTAN (7,62 mm x 51mm) em seus variados tipos: comum, perfurante, traçante, lançamento de granadas de bocal e festim.

2) Ser empregado em combate sob quaisquer condições climáticas e ambientais existentes na área operacional do continente, devendo inclusive permitir o funcionamento imediato após imersão em água doce ou salgada.

3) Ser fácil e rapidamente desmontado e montado, para manutenção de limpeza ou correção, sem o auxílio de ferramentas.

4) Possuir índice de disponibilidade, em operações, acima de 90%.

5) Ser portátil e de emprego individual.

6) Ser alimentado por carregador, com capacidade mínima de 20 cartuchos.

7) Possuir alça de mira que possibilite o ajuste do tiro, com regulagem de incrementos de no máximo 100 metros, abrangendo, no mínimo, de 0 a 200 metros.

8 ) A massa de mira deve possuir dispositivo que permita sua proteção e possibilite o enquadramento inicial do alvo.

9) Possuir dispositivos que permitam as correções do tiro em alcance e direção, sem a utilização de ferramentas especiais.

10) Possuir suporte padrão que permita a acoplagem de acessórios e dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação (tipo dovetail dimensions trail ou trail interface system ou MIL-SPEC 1913 ou trilhos Picatinny).

11) Poder acoplar acessório lançador de granadas 40 mm x 46 mm (OTAN) e outras.

12) Possuir bandoleira de transporte, regulável, que proporcione o transporte a tiracolo ou em bandoleira, com conforto e auxilie durante a tomada da pontaria e o disparo.

13) Possuir quebra-chamas que possa ser utilizado, também, para o lançamento de granadas de bocal (AP/AC) e poder fixar supressor de ruídos de tiro (silenciador).

14) Ter comprimento total, com coronha estendida e sem baioneta, que não ultrapasse 1100 mm.

15) Ter comprimento, com a coronha rebatida e/ou recolhida e sem baioneta, que não ultrapasse 850 mm.

16) Ter peso, com o carregador vazio, do tipo reto ou do tipo curvo, e sem acessórios, que não ultrapasse 4.500 gramas.

17) Ter alcance de utilização para a execução dos tiros com precisão, sem o uso de dispositivos ópticos e optrônicos de, pelo menos, 200 metros.

18) Ter alcance útil, capaz de causar dano a um combatente, pelo menos, na faixa de 200 a 600 metros.

19) Ser a força necessária para pressionar a tecla do gatilho e a realizar o disparo, entre 30 e 40 Newtons.

20) Possuir guarda-mato para proteção da tecla do gatilho.

21) Apresentar as seguintes cadências, mínimas, de tiro:
a) técnica: 600 tiros por minuto;
b )prática em tiro contínuo: 100 tiros por minuto; e
c) prática em tiro intermitente: 60 tiros por minuto.

22) Possuir seletor de tiro de fácil utilização com, no mínimo, as posições de tiro automático, tiro intermitente e posição de segurança, podendo a seleção ser feita com uma única mão.

23) Ter dispositivo que possibilite o encurtamento do fuzil sem impedir o acionamento do seletor de tiro previsto no RA no 22 ou a execução do tiro.

24) Ter dispositivo que impeça o disparo se não houver o completo trancamento da arma ou ocorrer qualquer anormalidade no mecanismo de disparo, de alimentação ou carregamento.

25) Possuir dispositivo que possibilite a colocação e a retirada do carregador com uma única mão.

26) Possuir alavanca de manejo, com punho pouco saliente, ergonômica, que permita o engatilhamento inicial e o manejo, para abertura ou fechamento da caixa da culatra. Durante o tiro, a alavanca deverá permanecer imóvel.

27) Apresentar funcionamento normal, quando utilizado sob condições adversas, como chuva, areia, água (doce e salgada) etc.

28) Possuir punho, coronha, guarda-mão e chapa da soleira de forma anatômica e de material resistente a impactos e refratário ao calor.

29) Todas as peças devem possuir resistência contra corrosão provocada pelos diversos meios encontrados no teatro de operações.

30) Todas as peças, metálicas ou não, devem ser foscas para evitar a reflexão de qualquer fonte de luz.

31) Possuir acessório que permita a utilização dos cartuchos de festim, possibilitando a realização do tiro nas mesmas condições constantes do RA no 22.

32) Possuir, como acessório, material para limpeza.

33) Possuir local para acondicionar o material de limpeza.

34) Possuir ferramentas, equipamentos e dispositivos calibradores, conforme definido no manual técnico, para todos os escalões, identificando-os conforme o uso por escalão, em condições de acompanhar as primeiras unidades distribuídas à tropa.

35) Não permitir o disparo acidental, mesmo quando carregado e destravado, em quedas de até 2 metros de altura.

36) Cano com vida útil, mínima, de 6.000 tiros.

37) Possuir baioneta ou faca-baioneta e respectiva bainha com dispositivo de fixação no equipamento individual.

38) Possibilitar o tiro com a baioneta ou faca-baioneta fixada no fuzil.

39) Possuir manuais de operação, técnicos e outros, em língua portuguesa.

40) Possuir catálogo de suprimento contendo número do fabricante, discriminação e desenhos de todas as peças, componentes e sobressalentes, escrito em língua portuguesa.

41) Possuir protetor do gatilho (guarda-mato) de dimensões suficientes para uso de luvas.

b. Desejáveis (RD)

1) Possibilitar o uso de carregadores de maior capacidade.

2) Sistema de pontaria com pontos impregnados de material fosforescente à prova de água e dos produtos de lubrificação, para realizar visada em condições de pouca luminosidade.

3) Ter a possibilidade de ser transportado de forma equilibrada com apenas uma das mãos.

4) Possuir acessório adicional para municiar, de forma rápida, os carregadores.

5) Cano da arma com tratamento interno para aumentar a vida útil e facilitar a limpeza.

6) Possuir seletor de tiro conforme RA no 22 acrescido de posição para rajada de 3 tiros.

7) Não permitir ignição espontânea de cartucho na câmara por aquecimento do cano.

8 ) Permitir que o atirador empunhe o fuzil através do “spot” ou “stock weld” mesmo que utilize dispositivos ópticos e optrônicos de tiro e observação.

9) Possuir um dispositivo que permita ao usuário controlar, mesmo em poucas condições de luminosidade, a quantidade de cartuchos existentes no carregador.

10) Possuir seletor de tiro e alavanca de manejo, para canhoto e destro.

11) Possuir acessório que possibilite acoplar os carregadores entre si, formando conjunto capaz de ser carregado na arma.

12) Possuir proteção na janela de ejeção do estojo, que não permita a entrada de material estranho no interior do fuzil.

c. Complementares (RC)

1) Poder ser confeccionado com o polímero em cores peculiares das Forças.

2) Possuir estojos de lona personalizados ou outro material para cada Força, para transporte dos carregadores e com dispositivo de fixação no equipamento individual.

3) Permitir a customização de seus acessórios.

(Esta Portaria se encontra publicada no DOU nº 241, de 16 DEZ 11 – Seção 1).

Colaborou: FEARLESS

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rsbacchi
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rsbacchi

Galante,

Até que enfim saiu algo concreto sobre estes misteriosos fuzis!!!

Parabens!

Bacchi

vassilizaitsev
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vassilizaitsev

Uma coisa que me agradou bastante foi o fato de esta mesma família de armas ser empregada pelas três forças brasileiras……. ja que atualmente são usadas FAL, M-16/M-4, G-33…….

Realmente este fim/começo de ano está sendo bom para nossas FA em matéria de aquisições de equipamentos…….

Abraços.

vassilizaitsev
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vassilizaitsev

Mas ainda considero um erro que o seletor de tiro para rajada curta (3 tiros) não seja um item obrigatório (ou melhor, absoluto) no requerimento.

abraços.

andre.dadys
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andre.dadys

Segundo conhecedores do assunto, o Burst (rajada de três tiros) transforma o seu carregador de 30 tiros em um de “10 tiros”, sendo que em mãos treinadas o tiro em “full auto” é controlável e pode ser feito em salvas de 2, 3 ou 4 tiros, dependendo da necessidade e habilidade do atirador.

rsbacchi
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rsbacchi

Vassili, eu não vejo nestas duas armas absolutamente nada de familia!

O que elas tem de comum?

A coronha?

Bacchi

Cinquini
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Cinquini

O que o @andre.dadys disse tem fundamento, já vi video de treinamento aonde o controle do dedo é usado como um “burst”, principalmente no “fogo e movimento”.

Um ForTe abraço!

vassilizaitsev
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vassilizaitsev

Pois é né Cinquini……. tb já vi vídeos dessa natureza no Youtube……… mas eram do US Marines e US Army;

Existe um pouquinho de diferença na qualidade destas tropas acima mencionadas e de nossos infantes, não concorda??????? ou alguém ainda acredita que realmente o Brasil possui os melhores guerreiros de selva do mundo, o melhor sistema de artilharia de foguetes, e por ai vai……….

abraços.

Marine
Membro

Eu tbm concordo e pessoalmente prefiro “full auto” ao “burst” mas o problema e que as tropas tem que ser disciplinadas mesmo ou nao ha logistica no mundo que aguente, especialmente em fuzil 7.62×51 com carregador de 20 cartuchos.

Independente da corporacao a diferenca de maturidade de um milico de 18 anos e de um sargento profissional com 10+ anos de experiencia e gritante e por essa e outras e que geralmente so se ve “full auto” em tropas compostas por NCOs apenas.

Cinquini
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Cinquini

@vassilizaitsev na verdade eu vi o video de uma empresa que dá curso pra “segurança privada e pessoal”, pra civil mesmo, mas não vou fazer a propaganda da empresa aqui rss

@Marine, treino, treino e mais treino essa é sempre a solução, com ou sem burst, correto? rsss

Bosco Jr
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Bosco Jr

Embora o “burst” inicialmente (década de 80???) fosse de 3 tiros, hoje parece que se consagrou o de 2 tiros.

Bosco Jr
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Bosco Jr

E só de curiosidade, pelo menos um fuzil, o Steyr AUG, possui um gatilho progressivo onde é possível usar o semiautomático, burst de 3 e full, sem precisar mudar no seletor de tiro.
Claro que não é uma arma para um garoto de 17 anos que ainda não consegue sequer usar uma cueca sem deixar uma freada de bicicleta nela no final do dia. rsrsrs

Marine
Membro

Bosco, Eu ainda nao ouvi falar em fuzil com “2-round burst” mas nem por isso nao quer dizer que nao existam. Com relacao a seletor de tiro, nao vejo problema algum com eles ja que todo operador hoje esta acostumado com algum “botao” a ser acionado pelo dedao da “shooting hand” – quer seja seletor em fuzis ou “safetys” em pistolas. Penso eu que uma solucao como citada por voce no Steyr seria algo que levaria muito treino e com muito risco de em uma situacao de stress, o operador nao faria o disparo desejado. Tudo isso para evitar um… Read more »

Bosco Jr
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Bosco Jr

Marine, Eu tinha essa impressão que o burst de 2 estava se generalizando. Pelo visto foi uma impressão errada. Me lembro de já ter lido em alguma revista especializada que não havia vantagem dos 3 tiros em relação a 2 tiros e que a última opção economizava munição. Daí ter ficado com essa impressão. Quanto ao AUG, fui dar uma consultada rápida e parece que o seletor pode ser colocado em duas posições de tiro, semi e burst e semi e full, ficando por conta da pressão no gatilho a modo desejado. E eu apenas citei, não tendo nenhuma preferência… Read more »

andre.dadys
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andre.dadys

Apenas comentando: @rsbacchi – a família é composta por fuzis em dois calibres, uma pistola e dois tipos de faca. Todos com a aplicação dos mesmos materiais e padrões. @vassilizaitsev – Não é preciso dizer que o hábito faz o monge. Basta que nosso pessoal treine para fazer o que os americanos fazem. Eles não nascem super-heróis! O Marine está certo quando cita o tempo de serviço do pessoal que opera com ele. Ainda acredito do Alto Comando quando define que para o nosso TO não é necessário o burst. Acredito que seja uma questão de doutrina, que nossas FFAA… Read more »

rsbacchi
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rsbacchi

andre.dadys disse:

“… @rsbacchi – a família é composta por fuzis em dois calibres, uma pistola e dois tipos de faca. Todos com a aplicação dos mesmos materiais e padrões. …”.

Apenas comentando: qualquer grupo de coisas compõem uma familia!!!

Bacchi

andre.dadys
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andre.dadys

isso mesmo rsbacchi!

Qualquer grupo de coisas AFINS promovem uma família.

Mauricio R.
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Mauricio R.

Nem no Afeganistão a rajada de 3 tiros é bem vinda…

(http://kitup.military.com/2011/12/full-auto-battlefield-necessity.html)

vassilizaitsev
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vassilizaitsev

andre.dadys,

E num é que vc tem toda razão??????? realmente não só os norteamericanos não nascem super heróis. Imagino que nenhum ser humano nasça com esta característica…….. e vou te responder com uma pergunta ao amigo Marine:

Marine, vc como um integrante do US Marines, tem autorização para falar quantos disparos + – um soldado costuma realizar durante o treinamento básico?????? e depois de completado o treinamento básico, o ritmo diminui drasticamente ou ele ainda é obrigado à realizar uma cota mínima de disparos para se manter adestrado??????

se puder responder, desde já agradeço.

abraços para ambos……

vassilizaitsev
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vassilizaitsev

e outra coisa………. tem que ter burst de 3 round sim…. uai………….. 2 no peito e 1 na cachuleta do cidadão…… só por garantia mesmo……. rsrsrsrsrsrsrs..

Segundo o Marine, é claro……….rsrsrsrsrssss…..

abraços aos colegas……

Marine
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Vassili, Obviamente os numeros variam e dependem se o fuzileiro seria um infante ou nao, mas para propositos ilustrativos e para responder sua pergunta eu diria que em media um Marine hoje deve disparar cerca de 1.000 cartuchos durante as 13 semanas de treinamento basico. Ja quando ele se encontra no seu batalhao de infantaria, os numeros variam com o tipo de treinamento sendo dado prioridade pela unidade naquele ano, mas apenas para se ter uma ideia, eu diria que a media deve ficar na volta de 3.000 cartuchos por ano em que ele se encontra estacionado em bases fora… Read more »

vassilizaitsev
Visitante
Member
vassilizaitsev

André.dadys,

Creio que sua resposta tenha sido respondida né mesmo?????? espero sinceramente que eu esteja errado, mas duvido seriamente que qq infante em fase de treinamento aqui no Brasil consiga sequer disparar cerca de 30% do valor citado pelo colega Marine. E olha que 30% ainda é um chute bem alto. Já ouvi conversa de ex integrante do 28º BIB que teve que aprender à atirar com o FAL com incríveis 2 carregadores cheios, ou seja, 40 cartuchos. Se é verdade num sei……..

abraços.

vassilizaitsev
Visitante
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vassilizaitsev

como vc mesmo disse, e eu concordo, super heróis são coisa de gibi e filme da Marvel. Lá, eles até podem nascer com os ditos super poderes arrasa quarteirão.

abraços.

Marine,

Muito obrigado pelos esclarecimentos.

abraços.

andre.dadys
Visitante
andre.dadys

vassilizaitsev Acredito que vc não tenha entendido bem as minhas colocações. Concordo plenamente com o que o nosso amigo Marine disse. Eu disse a mesma coisa de maneira que, talvez, vc não tenha entendido. Não vou idolatrar os americanos por isso ou aquilo. São pessoas normais que, por força de seu poder econômico (que garantem treinamento continuado e equipamento para isso) e também nacionalismo (o que não temos muito por aqui, diga-se de passagem), conseguem um desempenho acima do apresentado por nossos soldados. Disse e volto a dizer que eles tem desempenho superior e não são ou nascem melhores que… Read more »

Vader
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Isso é que é concorrência dirigida, rsrsrs…

E aí, será que alguma outra empresa se arriscará? 🙂

Detalhe: duvido que exista um outro fuzil exatamente com essas características, mas já pensou se algum entra e ganha da Imbel? Ia ser um Deus-nos-acuda, rsrsrs…

Vader
Membro
Trusted Member

vassilizaitsev disse: 2 de janeiro de 2012 às 18:00 Vassili, por experiência própria lhe afirmo que não é preciso dar 3.000 tiros por ano para se aprender a dar rajada curta (2 ou 3 tiros) em regime automático. Na verdade jamais vi ser dada ou recebi ordem de dar rajada longa em tiro automático (coisa que, aliás, só vi em demonstração). A instrução no EB, desde a primeira vez que se efetua disparo em tal regime é para se dar rajada de dois ou três tiros e interromper a salva. É coisa que, garanto, é bastante fácil de se “pegar… Read more »

Joker
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Phod#h Tio Vader

O bisonho aqui não consegue o burst de 3 só acima disso!

Vader
Membro
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O lôco Joker, é só esmagar o gatilho com leveza, ahahaha…

Ou então eu sou o Chris Kyle, rsrsrsrs… 🙂

rsbacchi
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rsbacchi

Na decada de 50 eu competi em provas de tiro ao alvo – carabina e revolver. Fui inclusive o 1º campeão universitário de tiro (revolver) do estado de São Paulo. Muito bem, estou escrevendo isto, para perguntar como o EB treina os soldados em tiro de fuzil. Muitas vezes li sobre um fuzil calibre 22 LR fabricado pela CBC, que duplicava a forma do FAL. Pelo que entendi este fuzil era empregado no EB para treino inicial de tiro dos soldados. Eu atirei com carabina (Winchester modelo 52 – calibre 22 LR), em prova, pela ultima vez em 1956. Em… Read more »