terça-feira, junho 28, 2022

Saab RBS 70NG

Cortes preservam projetos na área da Defesa, diz Amorim

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Sergio Leo

Os cortes do Orçamento federal, anunciados ontem, deixam as Forças Armadas em situação relativamente “confortável” e permitirão ao governo preservar os investimentos na indústria nacional de defesa, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, em entrevista ao Valor. O valor autorizado para gastos de custeio e investimento do ministério, de R$ 10,3 bilhões neste ano, são semelhantes aos R$ 10,5 milhões (sic) executados em todo o ano de 2011, após sucessivas suplementações de verbas.

“Temos o compromisso do governo de nos liberar mais R$ 1,7 bilhão em breve. Estou contando com isso”, disse. Amorim revelou que tem a “expectativa” que seja concluído até o fim do semestre o processo de escolha do fornecedor dos novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), baseado nas conversas com a presidente Dilma Rousseff e sinais de outras esferas do governo. Essa decisão não terá impacto sobre o orçamento deste ano, mas chegará a tempo de permitir a renovação da esquadrilha da FAB, que encerra sua vida útil em 2013.

Amorim faz questão de esclarecer que não há nenhuma promessa ou compromisso da presidente com prazos para a escolha dos caças. “É minha percepção, sempre um misto de informações, esperanças e análises.”

O ministro confirmou que a compra, pela Índia, de 130 caças Rafale, da francesa Dassault, elimina uma das principais dúvidas em relação ao concorrente francês, que estava ameaçado de sair de linha e reduzir o tempo de fornecimento de peças aos compradores (até então, apenas a França). Mas diz que não há relação direta com a escolha no Brasil e lembra que o negócio não está fechado e ainda depende de negociações.

Outros projetos de renovação de armamentos e investimentos tecnológicos do Ministério da Defesa estão garantidos, com o anúncio sobre o Orçamento federal, disse o ministro. Enquanto que, em 2011, mais de 50% das despesas de custeio e investimento eram destinadas à manutenção da máquina administrativa, neste ano mais de 55% irão para projetos das Forças Armadas, afirmou Amorim. “Claro que todos os programas sofrerão algum ajuste, mas manter recursos para os projetos é importante.”

“Não é tudo o que queríamos, mas é um grande passo, sobretudo se comparado com o que tínhamos no começo do ano passado”, comparou. Só a “potencialização” dos AMX, caças-

bombardeiros da FAB, com a atualização e reequipamento da frota de aviões, demandará cerca de R$ 300 milhões neste ano. O programa de defesa cibernética, que começa agora a ganhar peso na estratégia de defesa, levará cerca de R$ 80 milhões.

O Sisfron, programa de controle das fronteiras usando alta tecnologia, terá em torno de R$ 180 milhões, o que fará decolar esse e outros projetos, explica o ministro. Os cortes no orçamento da pasta chegaram a R$ 3,3 bilhões, dos quais cerca de R$ 600 milhões em emendas parlamentares.

Com o compromisso de repor em breve mais da metade do que foi cortado, a redução final do orçamento do Ministério da Defesa ficará em torno de R$ 1 bilhão. “É uma questão de ver o copo cheio ou meio vazio; eu prefiro ver a parte cheia”, comentou, otimista, o ministro.

FONTE: Valor Econômico

- Advertisement -
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Últimas Notícias

Ataques bem atrás das linhas inimigas

Fortes explosões estão acontecendo bem dentro do território ucraniano ocupado pelos russos. Na manhã de hoje (28/6) uma forte...
- Advertisement -
- Advertisement -