terça-feira, agosto 3, 2021

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Sudão acusa Israel de bombardeio a fábrica de armas próxima a Cartum

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Uma fábrica de armas foi bombardeada perto de Cartum, capital do Sudão, na madrugada da última quarta-feira (24). As autoridades locais suspeitam de Israel, mas o governo israelense, por sua vez, negou qualquer envolvimento no incidente. A mídia mundial tem sugerido que Israel teria realizado a operação com o objetivo de simular um ataque a alvos militares no Irã. Mas Jerusalém ainda não recebeu a aprovação de Washington para a guerra.

Especialistas e jornalistas conjecturam a ideia de um possível ensaiopara um ataque ao Irã depois de uma comparação geográfica básica. A distância entre a base da Força Aérea no sul de Israel e Cartum, no Sudão, é aproximadamente igual à distância entre as instalações secretas iranianas em Natanz e Fordo – 1800 km. Ao se considerar a possibilidade do bombardeio israelense em Cartum, um ponto a ser levado em conta é que a fábrica atingida estava produzindo mísseis de curto e médio alcance. Acredita-se que os principais compradores dessa produção são os grupos terroristas Hamas e Hezbollah, que regularmente lançam ataques contra Israel.

O ministro da Informação sudanês, Ahmed Osman Bilal, disse na televisão nacional que o ataque foi realizado por quatro aeronaves militares, moradores na região do bombardeio também confirmam a informação. A fábrica de Yarmuk produz “armas tradicionais” e o “ataque destruiu parte do complexo, matando duas pessoas e ferindo gravemente uma terceira”. Entre os escombros foram encontradas provas de que Israel é o autor do ataque, acrescentou o ministro.

“Escutei um barulho de avião, mas não vi qualquer luz, depois houve duas explosões e o incêndio na fábrica”, disse um morador local chamado Faize à agência de notícias AFP. Outro residente viu “um avião se aproximar do leste antes de escutar duas explosões seguidas”. Logo havia fogo e a casa de um vizinho foi atingida por estilhaços”.

Abdul Rahman al Jider Rahman, governador do Estado de Cartum, confirmou a explosão seguida de incêndio na fábrica, o que ocorreu por volta da meia-noite. O Small Arms Survey, um centro de investigação independente com sede na Suíça, revelou em setembro passado que a fábrica de Yarmuk armazena armas e munições de fabricação chinesa que são enviadas à região ocidental de Darfur, palco de um longo conflito armado.

Segundo o porta-voz do Exército sudanês, Sawarmi Khaled Saad, um incêndio destruiu o depósito de munição do complexo e se propagou para uma zona de bosques. As autoridades israelenses não confirmaram ou desmentiram o ataque.

Não é a primeira vez que a Força Aérea israelense destroi alvos no Sudão. Em outubro desse ano, um avião não-tripulado da já havia bombardeado comboios que transportavam armas. Em dezembro de 2011, houve dois ataques a colunas palestinas. Em 2009, pilotos israelenses destruíram um comboio inteiro com armas, composto por 23 veículos.

FONTE: Voz da Rússia e AFP via Terra Notícias (Edição e adaptação pelo Poder Naval. Título original: “Teria Israel atacado o Sudão como treino para uma operação no Irã?”)

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wwolf22
wwolf22
8 anos atrás

sera que os israelenses confiam tanto assim nos seus equipamentos de guerra eletronica embarcados em suas naves para “treinarem” apenas a “distancia” ???
O Ira tem uma defesa invejavel…

Vader
8 anos atrás

Não sei quem foi, e acho que Jacó tem mais o que fazer do que ficar soltando bomba na África.

Mas seja quem for, se essas eram as armas que matam civis no Sudão, foi bem feito.

andreas
andreas
8 anos atrás

wwolf22, será que a defesa do Irã é melhor do que a que o Iraque possuía em 1990, quando invadiu o Kwait?

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

O Iraque na epoca da Guerra do Golfo tinha uma defesa anti-aerea formidavel. Falharam em um punto crucial: Saddam tinha medo de seu proprio exercito e sua doutrina era extremamente centralizadora, assim como sua defesa anti-aerea. Bastaram alguns F-117A demolirem a central de comando desse hub de comunicação, nos primeiros minutos de guerra e imperou o caos. Com merito também para o esquadrão de Apaches que abriu caminho para essa primeira sortida, destruindo alguns radares chave. Outro ponto que podemos levar em consideração foi a enfase que Saddam dava aos pilotos de ataque. A elite da sua Força Aérea eram… Read more »

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