segunda-feira, agosto 2, 2021

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Dia da Soberania incomoda vizinhos do Japão

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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vinheta-clipping-forte1O Japão celebrou oficialmente pela primeira vez neste domingo o 61º aniversário da reconquista de sua soberania, após a derrota na 2ª Guerra Mundial. O evento é uma intensificação da campanha nacionalista do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Após assumir o cargo em dezembro do ano passado, Abe focou principalmente em melhorar a economia. Mas recentemente ele mudou o foco para perseguir sua agenda conservadora. O marco do aniversário é visto como um passo para angariar apoio para a revisão da Constituição japonesa, de forte inspiração pacifista, feita durante o período de intervenção dos Estados Unidos. O partido conservador de Abe denunciou durante anos que a atual Constituição foi imposta pelos norte-americanos, que ocuparam o país do final da 2ª Guerra Mundial, em 1949, até 1952.

No mês passado, o Conselho de Ministros aprovou um plano do partido para designar a data de 28 de Abril como o dia “da recuperação da soberania” no Japão e, neste domingo, a cerimônia foi o primeiro evento patrocinado pelo governo para lembrar o dia. Eventos similares foram organizados anteriormente de forma privada, entre alguns legisladores ultraconservadores, principalmente do Partido Liberal Democrático, de Abe.

As comemorações deste domingo estavam repletas de rituais nacionalistas, considerados símbolos do regime que levou o Japão a diversos confrontos com seus vizinhos asiáticos no Século XX. A cerimônia começou com o polêmico hino “Kimigayo” (“Reino de sua Majestade”) e terminou com saudações para o imperador Akihito. Houve também a subida de um enorme sol decorativo no centro do palco.

Durante a cerimônia, Abe instou os Japoneses a marcar o dia em seus corações, comprometendo-se a fazer do Japão um forte país com orgulho nacional. Ele disse que há 61 anos atrás, os japoneses tinham grandes esperanças e compromisso para fazer um melhor Japão, acrescentando que hoje em dia as pessoas precisam atender a essas expectativas. “Nós somos obrigados a fazer um Japão forte e resistente para que nos tornemos um país com o qual o resto do mundo possa contar”, disse o primeiro-ministro. Abe falou que está procurando fazer do Japão uma nação melhor e “mais bonita”. Essa é a sua frase favorita, mas os críticos dizem que tem um tom nacionalista.

A cerimônia foi a última de uma série de eventos nacionalistas e observações que incitaram duras reações nos países vizinhos, que sofreram agressões do Japão nos tempos de guerra. As visitas de vários ministros e quase 170 legisladores ao santuário de guerra de Tóquio esse mês teriam enfurecido a China e a Coreia do Sul. O Santuário Yasukini relembra a morte de 2,3 milhões pessoas, incluindo 14 mandatários japoneses condenados por crimes de guerra.

Abe também provocou a China e a Coreia do Sul ao dizer que não há uma clara definição de “agressão” e que o Japão não irá “sucumbir a qualquer tratado”. O primeiro-ministro ainda fez campanha para o reconhecimento das Forças de Autodefesa do Japão como um corpo nacional de pleno direito, para a revisão das desculpas japonesas para as atrocidades cometidas pelo seu Exército Imperial, antes e durante a 2ª Guerra Mundial, e para atualizar o status do imperador para chefe de Estado.

Celebrando 28 de abril como o dia de recuperação da soberania provocou duras críticas do sul da ilha de Okinawa, onde a ocupação dos EUA continuou até 1972. Na cidade de Ginowan, milhares de manifestantes fizeram um comício em um parque para protestar contra a cerimônia. Okinawa é atualmente o lar de cerca de três quartos das tropas norte-americanas alocadas no Japão, sob os termos de um pacto de segurança bilateral. O governador de Okinawa, Hirokazu Nakaima, boicotou a cerimônia deste domingo. As informações são da Associated Press.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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virgilio
virgilio
8 anos atrás

Parabéns ao povo Japonês por esse grande dia.

Agora resta saber quando os Americanos finalmente entregarão a Base Okinawa ?

“Okinawa é atualmente o lar de cerca de três quartos das tropas norte-americanas alocadas no Japão”

Vader
8 anos atrás

A esmagadora maioria dos japoneses de Okinawa apoiam a presença americana na ilha.

Aliás, nem podia ser diferente: é uma segurança pela qual eles não pagam nada. Sem falar nas enormes divisas que atrai a base.

Drcockroach
Drcockroach
8 anos atrás

Eh dificil julgar sem compreender a cultura de um Pais; as vezes sao necessarios anos de convivencia p/ compreender o mindset da populacao (politicos, etc). Alguns colegas aqui talvez possam explicar pois tem convivencia com a cultura japonesa. Como nunca vivi no Japao, confesso que nao compreendo a necessidade de varrer p/ baixo do tapete, que tanto irrita os vizinhos, todas as atrocidades cometidadas pelo Japao durante a segunda guerra. As atrocidades cometidas foram maiores, segundo a maioria dos historiadores, do que as cometidadas pelos nazistas; na Alemanha, em contraste, existem museus do holocausto espalhados por todo pais, p/ que… Read more »

rsbacchi
rsbacchi
8 anos atrás

Pelo que eu saiba, Okinawa era um reino independente que foi conquistado pelo Japão.

Bacchi

Marine
8 anos atrás

Bacchi voce esta absolutamente certo! Apesar de isso ter sido a muito tempo ja.

Uma pergunta off-topic pra voce, voce saberia dizer qual e a composicao dos batalhoes de carros de combate do EB hoje? Seriam quantos e com quantos CCs? Acho interessante que nunca vejo a tabela de organizacao e equipamento de varios tipos de unidades do EB seja aqui ou na internet em geral.

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Marine, O off-topic foi para o Reginaldo Bacchi, mas é um assunto que gosto de acompanhar e não poderia perder a oportunidade de, atrevidamente, me intrometer. O batalhão de carros de combate no EB são chamados de Regimento de Carros de Combate – RCC, com a seguinte organização: – 01 (um) esquadrão de comando e apoio; e – 04 (quatro) esquadrões de carros de combate. O esquadrão de comando e apoio, salvo engano, alinha 2 (dois) ou 4 (quatro) carros de combate para o comandante e sub, além das viaturas de comando. O esquadrão de carros de combate é formado… Read more »

Vader
8 anos atrás

Ivan disse:
2 de maio de 2013 às 15:56

Ivan, salvo se as coisas mudaram desde a minha época os BIBs não seguem a mesma métrica da cavalaria, mas sim são compostos por 3 Cia Fzo Bld e, cada uma destas, 3 Pel Fzo Bld.

Confirae…

Sds.

PS: excelente a monografia. Vou ler com mais calma em casa.

rsbacchi
rsbacchi
8 anos atrás

Marine, desculpe-me não ter respondido, mas não estou na minha residencia onde tenho as informações.

Ivan, muito obrigado por ter intervindo.

Bacchi

Ivan
Ivan
8 anos atrás

MiLord Vader,

Cada Cia Fzo Bld tem 1 (uma) seção de comando, 3 (três) Pel Fzo Bld e um Pel Apoio, como vc indicou.

Mas desconfio que ao menos no manual cada BIB das Brigadas Blindadas deveria seguir a formação quaternária de companhias para formar forças tarefas com os esquadrões de carros de combate.

De qualquer forma é um tema interessante para investigar.

Abç.,
Ivan.

Marine
8 anos atrás

Ivan, Bacchi, e Vader

Muito Obrigado pelo esforco e informacoes!

Agora so me falta um especilaista do aereo pra me informar sobre o numero de avioes em cada esquadrao de caca da FAB. Nao sei se seriam 12 ou mais em cada.

Marine
8 anos atrás

Sendo assim entao o EB possui hoje 7 unidades valor batalhao de carros de combate com 54 tanques em cada mais sobressalentes. Seria isso?

Vader
8 anos atrás

Ivan disse: 2 de maio de 2013 às 17:05 Ivan, o número de ouro da Infantaria é o 3, como da Cavalaria é o 4. São 3 para garantir a superioridade de 3 para 1. Não sei quem foi o grande matemático da estratégia, mas descobriu-se que para se tomar o terreno de uma unidade na defensiva, entocada e preparada, é necessário no mínimo 3 vezes mais homens do que os que estão na defensiva. Assim, na ofensiva um Pel Fzo (3 GCs) ataca no máximo 1 GC (2 esquadras + 1 Cmt GC – normalmente um 3o Sgt) entocado;… Read more »

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Negativo. O EB possui 2 (dois) tipos de unidade blindada com carros de combate. * Regimento de Carro de Combate (RCC): – 1 Esquadrão de Comando (2 ou 4 CC); e – 4 Esquadrões de Carros de Combate (4×13 CC). * Regimento de Cavalaria Blindada (RCB): – 1 Esquadrão de Comando (2 ou 4 CC); – 2 Esquadrões de Carros de Combate (2×13 CC); e – 2 Cia Fzo Bld (2×14 VBTP). Assim sendo a dotação formal dos RCC fica entre 54 e 56 CC e dos RCB entre 28 e 30 CC. Claro que ‘de fato’ não é bem… Read more »

Vader
8 anos atrás

O fato é o seguinte: Quando se olha para a ordem de batalha do EB, ao menos no papel, é um POWTA de um exército: são 20 brigadas de Infantaria, 2 de Cavalaria, 5 de Artilharia, 2 de Engenharia, mais UM MONTE de unidades nas mãos dos Comandos Militares. Ainda, algumas grandes unidades são organizadas em Divisões: 1a (Rio de Janeiro); 2a (São Paulo); 3a (Santa Maria); 5a (Curitiba); 6a (Porto Alegre); 7a (Recife). Convenhamos: 30 Brigadas, 6 Divisões, pra um Exército que está praticamente em paz há 130 anos, é tropa PRA CARAMBA! Pode ser pequeno perto do tamanho… Read more »

Ivan
Ivan
8 anos atrás

MiLord Vader, Foi assim, 3 por 1, que aprendi também no meu tempo. Mas a Doutrina Delta preconizava unidades de manobra quaternárias, para permitir formação de forças tarefas flexíveis de acordo com a missão. Assim sendo, não sei responder se os BIB das duas grandes unidades blindadas são formados por 4 (quatro) ou 3 (três) Cia Fzo Bld. No papel era para ser quaternário, combinando com os RCC. Outro ponto curioso. Tanto a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada (Brigada General Tertuliano de Albuquerque Potyguara do Paraná) 6ª Brigada de Infantaria Blindada (Brigada Niederauer do Rio Grande do Sul) possuem formação… Read more »

Vader
8 anos atrás

Ivan, na cavalaria eu não sei, mas nos 4 BIBs (7o, 13o, 20o e 29o) são 3 Cia Fzo.

Vai por mim… 🙂

Ivan
Ivan
8 anos atrás

MiLord Vader,

Então é a prática se sobrepondo a teoria.

E a Doutrina Delta com grandes unidades e unidades blindadas (cavalaria e infantaria) quaternárias foi para a fogueira da eterna falta de recursos em detrimento da efetiva capacidade operacional.

Fazer o que?

Abç.,
Ivan.

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