terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab RBS 70NG

Belicismo emergente

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

vinheta-clipping-forte1Os gastos militares globais caíram em 2012 pela primeira vez em mais de uma década graças a cortes profundos nos Estados Unidos e na Europa, que compensaram o aumento em países como China e Rússia. Os EUA e aliados europeus enfrentam problemas orçamentários em consequência da crise econômica, o que reduziu o envolvimento deles em conflitos no Iraque e no Afeganistão. A China, no entanto, está aumentando os gastos, que registraram 7,8% de crescimento em 2012 em relação ao ano anterior, com alta de 175% desde 2003.

As despesas mundiais militares caíram 0,5% — a primeira queda em termos reais desde 1998, de acordo com o Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisa para a Paz, que realiza pesquisas sobre segurança internacional, armamento e desarmamento. A redução pode ser o início de mudança no equilíbrio do gasto militar mundial dos países ricos ocidentais para regiões emergentes.

As despesas militares dos EUA, as maiores do mundo — com orçamento cerca de cinco vezes maior que o da China —, caíram 6% e ficaram abaixo de 40% do total mundial pela primeira vez desde o colapso da União Soviética. Washington retirou as tropas do Iraque há mais de um ano e caminha para encerrar a guerra no Afeganistão até o fim de 2014. O Pentágono tenta cortar centenas de bilhões de dólares em custos. O secretário de Defesa, Chuck Hagel, alertou os militares para nova rodada de aperto de cintos. Na Europa, as medidas de austeridade forçaram membros da Otan a cortar os gastos em 10% em termos reais.

Há indicações de que os dispêndios militares continuarão a cair nos próximos dois a três anos no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Mas os gastos em regiões emergentes devem subir. As despesas militares globais decresceram significativamente após o fim da guerra fria, atingindo o nível mais baixo em meados da década de 1990, mas ganharam ritmo ascendente depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. A China investe em novos submarinos, navios, mísseis, caças e um grupo de porta-aviões de combate.

O gigante asiático tem alardeado que o mundo não tem nada a temer de seus gastos militares, mas o Japão e a Índia estão preocupados com a capacidade militar chinesa e com o que parece ser sua maior fase beligerante. A área militar está também em alta no Oriente Médio e no norte da África, com aumento de cerca de 8% em 2012, numa região marcada pelos levantes populares contra regimes autoritários, com destaque para a guerra civil na Síria, que matou pelo menos 80 mil pessoas. É preocupante. Gasto com arma equivale a bola de neve. Quanto mais se gasta, mais se terá de gastar.

FONTE:
Correio Braziliense, via Notimp

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