quarta-feira, agosto 4, 2021

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Após críticas, Defesa irá alterar manual para tropas

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

ClippingPressionado por uma série de críticas, o ministro da Defesa, Celso Amorim, determinou “um pente fino” no recém lançado manual “Garantia da lei e da ordem”, com normas para o emprego das Forças Armadas, por exemplo, na Copa e nas eleições.

Ele, que assinou o texto que está sendo questionado, disse à Folha que deverá divulgar no início da próxima semana um novo manual, mas ressalvou que os ajustes serão principalmente de “ordem vocabular, semântica”
.
Os principais pontos criticados são três: o conceito de “forças oponentes”, a citação a “movimentos ou organizações” e itens sobre mídia.

Logo na introdução do manual, de 68 páginas, incluindo os anexos, há dois conceitos que o próprio Amorim agora considera inconvenientes, por darem a impressão de que manifestantes podem ser tratados como “inimigos”.

Um deles é de “forças oponentes”, que seriam “pessoas, grupo de pessoas ou organizações cuja atuação comprometa a preservação da ordem pública (…)”. O outro é o de “ameaça”, que seriam os atos ou tentativas potencialmente capazes de comprometer a ordem pública.

Deverá sair, da página 28, a citação genérica a “movimentos ou organizações” como “forças oponentes”.

No caso da mídia, há referências em diferentes trechos, como na página 27, em que as filmagens das atividades da tropa deverão ser acompanhadas “por pessoal especializado”. Tudo que o governo e Amorim não querem é suspeita de “censura”, que ele nega.

O tema volta nas páginas 59 e 61, nas quais se diz que a comunicação social “deverá prevenir publicações desfavoráveis à imagem das Forças Armadas na mídia e estimular as favoráveis”. Isso, reconhece o ministro, seria passível de suspeita de interferência na liberdade de imprensa.

Amorim, porém, disse que “não há nenhuma novidade” no conteúdo do manual, que só codifica o que já é previsto pela Constituição e foi feito pelas Forças Armadas na visita do papa, na Copa das Confederações, na Rio+20 e em operações de pacificação no Rio.

Ele destacou a “transparência” do manual, que foi publicado no site do Ministério da Defesa, aberto a sugestões e aperfeiçoamentos.

FONTE: Folha de São Paulo

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Marcos
Marcos
7 anos atrás

Incompetente!

O GF se vê no meio de uma enrascada: de um lado seu apoio aos ditos movimentos sociais, que não passam de baderneiros manipulados por políticos profissionais sem caráter. De outro lado, prestes a receber dois eventos internacionais de grande porte, tem a necessidade de ter uma Lei para combater terroristas e eventuais desordens públicas, cuja forma, meios e ações são idênticos aos ditos movimentos sociais, que de sociais não tem nada.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
7 anos atrás

Fosse feito em qualquer outro grupo no poder, essa esquerda caviar que ai está iria fazer um tremendo alvoroço.

O documento que pode ser chamado de “livrinho” vermelho tupiniquim e sua correção ultrapassam a barreira do ridículo.

Gostaria de saber do AC das três forças a opinião sobre esse engodo ?

R I D I CU L 0 !

aldoghisolfi
aldoghisolfi
7 anos atrás

… “pessoas, grupo de pessoas ou organizações cuja atuação comprometa a preservação da ordem pública (…)”.

Isso é ser inimigo, sim! Depende apenas da bandeira e dos uniformes. No caso, isso é o tão falado INIMIGO INTERNO, que tanto mal está fazendo e que o governo teima em não identificar, porque o compromete.

Se os governantes não apoiassem e instruíssem os baderneiros, o Amorim (ora, o Amorim!…) saberia como agir; o que não pode acontecer é mais uma desmoralização para as FFAA, tipo ‘bater no inimigo’ usando o lafo fofo dum chinelo e pedir desculpas…

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
7 anos atrás

FA’s não podem ser envolvidas nisso, o risco geral é muito grande e desastroso.

Isso é assunto para PM, FNS, PC e suas unidades de choque somadas ao ordinário e ponto.

Com apoio de suas auxiliares, ex: bombeiros.

FA’s fora dessa história e ponto.

mbalbi69
mbalbi69
7 anos atrás

Só mesmo um ministro borra botas, esquerdista e petista de carteirinha para voltar atrás num estudo que deve estar em andamento faz muito tempo. Vai dizer que assinou sem ler. Força oponente já foi força adversa e já foi inimigo interno.

Vader
7 anos atrás

Ministro Loser…

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
7 anos atrás

“FA’s não podem ser envolvidas nisso, o risco geral é muito grande e desastroso.

Isso é assunto para PM, FNS, PC e suas unidades de choque somadas ao ordinário e ponto.

Com apoio de suas auxiliares, ex: bombeiros.”

Acrescentar as policias acima, as GCM’s.

FA’s fora dessa história e ponto

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